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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Chimarrão traz benefícios para a saúde, mas é preciso cuidado

Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS
Especialistas reconhecem propriedades medicinais no consumo da bebida, mas também alertam para outros riscos que a ingestão em excesso pode provocar
 
Ele é o companheiro de muitos gaúchos desde o começo do dia. Para outros, é indispensável no finalzinho da tarde. Na aula ou no trabalho, em casa ou no parque, sozinho ou entre amigos, o chimarrão está presente na rotina de muitas pessoas. O mate, que é originário dos povos indígenas, foi adotado como a bebida mais tradicional dos gaúchos e também de nossos vizinhos além fronteiras.
 
Gilberto Nascimento, 46 anos, não consegue ficar um dia sem tomar chimarrão. Para ele, que trabalha como capataz na fazenda Centenário, no interior de São Sepé, esquentar a água para o chimarrão logo depois de acordar é uma das primeiras tarefas do dia:
 
– Eu levanto lá pelas 5h. A primeira coisa que faço é a limpeza do galpão. Logo, já coloco a água na chaleira para aquecer no fogo de chão. Quase sempre, pela manhã, eu tomo chimarrão sozinho. Só nos dias que tem mais movimento na fazenda é que a gente faz a roda. A minha mulher me acompanha no mate apenas de tardinha – explica.
 
Pelas contas dele, já são mais de 30 anos tomando o amargo diariamente. E quando precisou ficar apenas um dia sem beber seu chimarrão – em função de uma viagem a Aceguá, há 13 anos –, o capataz conta que sofreu uma espécie de abstinência: a cabeça começou a doer. Para Nascimento, o mate é sagrado, é como se fosse um remédio.
 
Assim como ele, muitas pessoas não vivem sem o chimarrão. Mas será que o consumo realmente faz bem? A resposta divide especialistas, que reconhecem propriedades medicinais no consumo do chá, mas também alertam para outros riscos que a ingestão em excesso pode provocar. Por isso, é sempre importante ter cuidado e pensar na saúde. Para quem não vive sem, é preciso seguir alguns conselhos para evitar ter de largar de mão o companheiro de todos os dias.
 
 
Matear faz bem
A Ilex paraguariensis, o ingrediente da erva-mate usada para o chimarrão, é um estimulante, tanto mental quanto muscular. Por isso, muitas pessoas trocam o café pelo amargo. A nutricionista Maristela Resch Lopes explica que o chimarrão possui alcaloides, sendo o principal deles a cafeína:
 
– Essas substâncias são responsáveis por eliminar o cansaço físico e mental, a fadiga.
 
Pedro José Schwengber, diretor da ONG Escola do Chimarrão, de Venâncio Aires, defende que a bebida tem inúmeros benefícios e acrescenta que a erva-mate contém quase todas as vitaminas necessárias ao organismo: B1, B2, B6, C, E e D, além de sais minerais como ferro, fósforo, potássio e manganês.
 
– Ela é altamente digestiva. Não existe nada mais digestivo do que a erva-mate, que também é diurética – destaca Schwengber,  lembrando que o mate ainda contém flavonoides, mesma substância encontrada no vinho e que auxilia no combate aos radicais livres.
 
A bebida típica dos gaúchos ainda tem outros benefícios cientificamente comprovados, conforme revela o endocrinologista Mateus Dornelles Severo, médico do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). Um deles é a ação vasodilatadora e hipolipemiante, ou seja, com potencial para redução dos níveis de colesterol, que, por consequência, colabora na prevenção de doenças cardíacas e vasculares.
 
Também são benéficos a ação antioxidante, anti-inflamatória e antimutagênica, que ajudam na prevenção do envelhecimento celular. Segundo o médico, há estudos que sugerem efeito positivo enquanto auxiliar na redução do peso.
 
A erva-mate ainda é rica em estimulantes e funciona tão bem quanto o café ou o chá verde. Schwengber, que é um defensor dos benefícios do chimarrão, lembra que no Rio Grande do Sul o gaúcho costuma consumir mais carne na dieta, e que o chimarrão é um aliado na eliminação do excesso de gorduras presentes nesse alimento.
 
– O chá verde é o chá mais consumido do mundo e foi descoberto pelos chineses há mais de 4 mil anos. E as propriedades encontradas no chá verde, como os flavonoides, estão presentes no chimarrão também – compara.
 
Benefícios não são para todos
Apesar da grande lista de benefícios, há quem precise evitar ou limitar o consumo do chimarrão, que também tem contraindicações. Os especialistas ainda alertam: o chimarrão não hidrata e não substitui a água. De acordo com a nutricionista Maristela Resch Lopes, o consumo ideal é de seis a, no máximo, 10 cuias por dia.
 
– Beber em excesso pode causar queda da taxa de glicose. A bebida deve ser evitada por hipertensos e por pessoas que são sensíveis a algum dos componentes da erva-mate também devem evitá-la – aconselha a especialista. O endocrinologista Mateus Dornelles Severo lembra que, por ser uma bebida cafeinada, algumas pessoas com sintomas de ansiedade, enxaqueca ou de refluxo gastroesofágico podem não se sentir bem com o consumo.
 
Para o médico, não há uma quantidade ideal indicada, mas ele lembra que estudos que observaram o consumo de um a dois litros por dia não evidenciaram problemas. Outro cuidado importante é com relação à temperatura da água. A nutricionista lembra que a água muito quente pode provocar lesões na parte interna da boca e da garganta, o que contribui para o aparecimento de tumores no esôfago. A temperatura ideal é de no máximo 70ºC. A alta temperatura da água ainda pode lesionar as papilas gustativas da língua, causando perda parcial do paladar, acrescenta a nutricionista.
 
Apesar de o Rio Grande do Sul liderar os casos de câncer de esôfago no país, os especialistas têm dúvidas se os índices estão diretamente ligados com o consumo da bebida.
 
​– Alguns estudos evidenciaram aumento no risco de câncer com o consumo do chimarrão. Contudo, fatores confundidores e não a erva-mate parecem ser os reais culpados. A temperatura muito alta, consumo do chimarrão associado ao tabagismo e a secagem da erva na indústria através de defumação, processo cada vez menos utilizado, são os prováveis culpados – explica Severo.
 

Zero Hora

Na crise se vê se o hospital faz gestão comercial adequada

Quanto maior a crise, mais fácil identificar quando o hospital não faz gestão comercial adequada
 
 
Para começar a discussão vamos primeiro alinhar o conceito de gestão comercial, como a gente define no Modelo GFACH: conjunto de ações que vincula o hospital ao mercado, aproveitando as melhores oportunidades para maximizar a receita, e estabelecendo as melhores parcerias com médicos e fornecedores críticos para reduzir custos.
 
Como descreve o Modelo, esta gestão é aplicada aos hospitais privados e públicos, e a gestão comercial hospitalar é muito diferente da praticada nos demais segmentos de mercado porque o gestor comercial não pode ficar só do lado da mesa que vende o serviço para o mercado, mas também do lado da mesa que compra produtos e serviços estratégicos para melhor definição dos produtos e preços, especialmente os médicos e fornecedores de OPME.
 
Isso posto … vamos comentar o que está acontecendo no meio desta grande crise.
 
Na área privada este momento remete à queda de movimento, então como em qualquer negócio, o ticket médio elevado é muito importante – já que o movimento cai, é importante que o valor médio das contas seja o maior possível, porque com volume pequeno e ticket pequeno ‘não tem como pagar as contas e ficar com algum dinheiro no bolso’.
 
A rotina dos hospitais privados que trabalham a gestão comercial de forma profissional é privilegiar os bons clientes e fortalecer a cadeia de valores, tratando médicos e fornecedores como parceiros e não como oportunistas.
 
Privilegiar os bons clientes é simples, desde que você tenha isso como foco. Por exemplo: começa com espaços na agenda diferenciados para eles – não se deixa um cliente bom no Pronto Socorro aguardando atendimento enquanto um ‘monte de clientes ruins ocupam a estrutura. Não se enche a agenda do consultório com clientes ruins deixando faltar vaga para clientes bons. Evidentemente ‘os incomodados’ vão dizer que todo mundo é igual, que deve ter o mesmo direito … não estamos falando de direito, de negar atendimento, ou coisa do tipo – estamos falando que se o seu produto é diferenciado e tem gente disposta a pagar mais por ele, não dá para ficar oferecendo este produto da mesma forma para quem paga menos, senão seu produto volta a ser igual aos demais !
 
É triste observar que alguns hospitais que poderiam ter se situado melhor no mercado acabaram detonando sua estrutura ofertando seu produto em massa, e agora quando mais necessitam dos bons clientes estão com as salas lotadas de ‘ticket mínimo’.
 
Tratar médicos e fornecedores como parceiros na saúde suplementar é lembrar que o produto hospitalar é formado basicamente por eles – se você não oferece boas condições para que eles tragam produção para o seu hospital eles vão para outro !
 
A lógica dos hospitais públicos evidentemente é diferente, primeiro porque a crise aumenta o movimento ao invés de diminuir, e segundo porque aumentando o movimento a rentabilidade geralmente cai porque o repasse é fixo.
 
A lógica comercial do hospital público é a parceria com outros hospitais, com seus médicos e com seus fornecedores.
 
Parceria com outros hospitais significa reajustar os atendimentos, procurando concentrar ao máximo as especialidades em um hospital, ao invés de tê-las todas em todos eles. É simples entender: se existem 2 hospitais na região com obstetrícia e cirurgia vascular, é melhor concentrar a obstetrícia em um e a vascular em outro: já que eles não concorrem, o ganho será muito maior se as estruturas forem concentradas, reduzindo o custo operacional e aumentando a produtividade.
 
Parceria com os médicos dos hospitais públicos significa trazê-los para junto da gestão. Se tem algo que não funciona na área pública é achar que com ‘uma canetada’ tudo é resolvido – a produção do hospital depende do engajamento dos médicos aos objetivos estratégicos, e isso só acontece quando se dá oportunidade para que eles participem da estruturação dos objetivos e metas.
 
E parceria com os fornecedores na área pública significa deixar de trata-los como ‘pilantras’ que só servem para ‘detonar as licitações’. A gestão comercial adequada é adquirir produtos e serviços adequados, bem especificados, pelo preço justo, para poder maximizar a produção, e quando os fornecedores são parceiros, a cadeia de suprimentos é muito mais eficiente e o resultado para o hospital é muito significativo.
 
É ruim constatar que a maioria dos hospitais só pensam nisso na crise – se tivessem estas práticas comerciais como rotina, a crise afetaria menos.
 
Mas pelo menos a crise serve para colocar estas questões na agenda dos que deixaram de fazer sua lição de casa !!!

Saúde Business

Curso de Atualização em Boas Práticas Clínicas: inscrições até 19 de outubro

A Coordenação de Ensino do INCA promove o curso a distância Atualização em Boas Práticas Clínicas, de 16 a 30 de novembro para o público externo
 
 
A atividade tem como objetivo aplicar princípios éticos e científicos das boas práticas clínicas no desenho e condução dos estudos. Destinado para profissionais que desenvolvem atividades em centros de pesquisa clínica, a carga horária é de quatro horas.
 
Além dos princípios de boas práticas clínicas, serão abordados assuntos como: equipe envolvida na condução dos estudos clínicos, protocolo de pesquisa e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os alunos vão contar com o apoio de mediação tutorial online
 
As inscrições podem ser feitas até 19 de outubro pelo formulário eletrônico. Logo após, o candidato deve enviar os documentos necessários para o e-mail sedoc@inca.gov.br. O critério de seleção é por análise da carta de apresentação.
 
Para mais informações acesse o hotsite do curso.
 

SUS oferece assistência para utilização correta de medicamentos

IMG 0285Um projeto-piloto de assistência farmacêutica tem melhorado a qualidade de vida dos moradores de Curitiba (PR) que utilizam os serviços das unidades básicas de saúde e que tomam mais de que cinco medicamentos ao dia
 
Acostumados a frequentarem apenas as consultas com médicos, os pacientes polimedicados foram convidados a se consultarem também com farmacêuticos, o que representa uma mudança significativa na rotina dos usuários do SUS e no processo de trabalho da equipe de saúde do município.
 
Nas consultas individuais, que duram em média uma hora, os farmacêuticos conversam com os pacientes e identificam problemas relacionados à prescrição, manipulação, intoxicação e qualidade dos medicamentos. Orientam sobre o uso correto e avaliam a necessidade real desses medicamentos para a pessoa.
 
Este conceito de clínica farmacêutica deverá ser ampliado para outros municípios brasileiros. O projeto de Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica do Governo Federal, o QualifarSUS. A experiência foi financiada por meio do projeto Qualisus Rede – um termo de cooperação entre o Banco Mundial e o Mistério da Saúde que pretende apoiar a organização de redes de atenção à saúde no Brasil.
 
Usuários com doenças crônicas, por exemplo, que precisam fazer uso prolongado e constante de medicamento, apresentam muitos problemas relacionados à adesão ao tratamento. Estudos demonstram que entre 40 e 60% das pessoas em tratamento não fazem uso dos medicamentos prescritos para determinada doença. Um serviço de distribuição e monitoramento adequado evita o abandono do tratamento.
 
Para auxiliar na administração e controle do uso de medicamento existe a assistência farmacêutica. Noêmia Tavares, coordenadora da Assistência Farmacêutica Básica do Ministério da Saúde, ressalta a importância deste atendimento. “O profissional farmacêutico faz parte da equipe de saúde no Sistema Único Saúde (SUS). Ele é fundamental na promoção do uso racional de medicamentos. Hoje, os usuários do SUS tem acesso a um conjunto de medicamentos na rede de atendimento e o farmacêutico é o profissional que tem o papel de orientação quanto ao uso correto”, disse.
 
Além dos componentes da assistência farmacêutica, o SUS também disponibiliza o Programa Farmácia Popular do Brasil, que ampliou o acesso de 112 medicamentos, com custos acessíveis, à população. O programa possui uma rede própria de farmácias populares e uma parceria com as farmácias e drogarias da rede privada, chamada “Aqui Tem Farmácia Popular”, onde são disponibilizados medicamentos e insumos na forma gratuita ou com preços reduzidos em relação ao mercado.
 
Para ter acesso aos produtos, o cidadão deve se dirigir a uma das farmácias e drogarias conveniadas ao programa e apresentar documento oficial com foto (no qual conste o seu número de CPF); a prescrição médica, no caso de medicamentos, laudo ou atestado médico com validade de 120 dias.
 
Fonte: Blog da Saúde

Carreira: Comportamento é fator decisivo para aumento salarial, diz pesquisa

Competência, ambição e lealdade também são levados em conta. Contraproposta tende a não trazer benefícios para profissional ou empresa
 
Profissionais com conduta alinhada às expectativas da empresa, incluindo perfil colaborador e habilidades para o trabalho em equipe, estão no topo da lista dos candidatos a terem aumento salarial. Essa percepção foi revelada por 43% dos 100 diretores de RH do Brasil entrevistados pela Robert Half em novembro de 2014.

A pesquisa, divulgada esta semana, indica ainda que, ao conceder incremento na remuneração, os gestores brasileiros consideram também, com prioridade, a competência técnica (36%), a preocupação do profissional com o próprio crescimento profissional (36%), e a lealdade do colaborador à empresa (30%).
 
A contraproposta é prática utilizada por 9% dos diretores entrevistados do Brasil, contra 12% na média mundial.

Veja na tabela o que motiva os diretores de RH a concederem aumento salarial, de acordo com pesquisa da Robert Half:
 
MotivoBrasilMédia global
Conduta profissional/ colaboração/ trabalho em equipe43%
 
      33%
 
Competência técnica/ resultados mensuráveis36%
 
      37%
 
Vontade de aprender/ crescer36%      32%
 
Estabilidade/ lealdade à empresa30%
 
      24%
 
Inovação18%
 
      13%
 
Motivação17%
 
      15%
 
Assumir tarefas além de sua responsabilidade16%
 
      27%
 
Tempo desde seu último aumento salarial16%
 
      25%
 
Contraproposta9%
 
      12%
 
Veja abaixo os principais pontos negativos de uma contraproposta para o colaborador e para a empresa, elencados pela Robert Half:

Armadilhas para o funcionário:
- Se o benefício financeiro vem apenas porque você foi sondado pelo mercado, não se levou em conta critérios como alcance de metas e produtividade.

- O que o incomodou a ponto de pedir demissão quase nunca está relacionado somente à remuneração. Os outros motivos de insatisfação continuam.

- As contrapropostas costumam afetar a reputação profissional, tanto com o empregador atual quanto com o potencial.

- O profissional que aceita a contraproposta pode ser rotulado como não aderente aos valores da empresa, preocupado apenas com sua remuneração.

- Se for preciso fazer cortes, quem aceitou a contraproposta provavelmente estará na lista.

- Se acha que vale a pena continuar na companhia atual, mas está insatisfeito com alguma coisa – salário, função, ambiente -, tente conversar sobre isso.

- Se aceitou uma nova proposta, siga em frente. Olhar para trás não é criar uma oportunidade e sim perdê-la.
 
Armadilhas para a empresa:
- A contraproposta é somente uma alternativa emergencial de retenção.

- A empresa deve sempre valorizar o funcionário que pretende reter enquanto ele ainda está na função.

- Se o profissional estava à procura de um novo trabalho, não é um pequeno aumento salarial que vai fazê-lo mudar de ideia.

- Números maiores na conta bancária podem até motivar temporariamente, mas logo a insatisfação vai aparecer de novo e a busca por uma nova oportunidade, mais desafiadora, irá recomeçar.

- O clima da equipe jamais será o mesmo. As pessoas podem acreditar que, não importa o bom trabalho que façam, é preciso uma ameaça de demissão para serem reconhecidas.

- A relação de confiança com o funcionário fica abalada.

- Dar um aumento ao profissional não garante que ele terá melhores resultados.
 
G1

Analgésicos de venda livre também podem causar doenças

A legislação brasileira permite que certos medicamentos possam ser adquiridos em farmácias e drogarias sem prescrição médica. Entre estes estão alguns analgésicos. Mas a venda ser livre não significa que o uso possa ser feito de forma indiscriminada

Os analgésicos são medicamentos utilizados para a redução da febre e o alívio temporário de dores leves a moderadas. Assim como todo medicamento, os analgésicos mesmo se utilizados corretamente, podem causar danos sérios à saúde. Dentre as reações adversas graves ocasionadas por analgésicos podemos destacar: reação alérgica grave e imediata que pode levar à morte, reações cutâneas com risco à vida, hepatite fulminante e alterações nas células sanguíneas.

Existem no mercado brasileiro diversos tipos de analgésicos de venda livre como aspirina, ibuprofeno, quetoprofeno, naproxeno, dipirona paracetamol (acetaminofeno). Para o uso seguro do medicamento recomenda-se utilizá-lo na menor dose efetiva e pelo menor tempo adequado de tratamento. Deve-se sempre respeitar a quantidade e o intervalo entre as doses recomendados em bula ou conforme orientação médica. O usuário deve consultar um médico se os sintomas piorarem ou não desaparecerem.
 

Educador denuncia abuso de Ritalina entre estudantes

Reprodução
Excesso mostra realidade preocupante: a falta de preparo das escolas para lidar com problema
 
Para se concentrar nos estudos, assistir a aulas, fazer provas ou até mesmo para se divertir na balada. A dificuldade em lidar com todas essas situações tem levado crianças e adolescentes a usar um artifício comum, mas arriscado: a medicalização à base de metilfenidato – substância que age diretamente no sistema nervoso central, mais conhecida pelo nome comercial Ritalina. O abuso, associado ao crescimento absurdo do consumo da droga no país, também já preocupa, e muito, educadores.
 
O excesso da medicação, segundo Geraldo Almeida, que é professor, pedagogo, psicanalista e psicomotricista, escancara duas realidades preocupantes no universo estudantil: a falta de preparo das escolas para lidar com alunos de perfis que não se enquadram no modelo tradicional de aprendizagem e, como consequência, a medicalização do ensino. Esses impactos serão debatidos, a partir de hoje, por ele e mais de 30 especialistas durante um evento educacional na capital.
 
Para o professor, o excesso da medicação começa com o diagnóstico precipitado do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que leva os alunos a serem submetidos a tratamentos desnecessários. Porém, as falhas também acontecem em outras esferas.
 
“A primeira está na família, que credita à escola o papel da formação. Em segundo, a escola, que deveria adequar seu modelo pedagógico, mas, por comodidade ou desconhecimento, induz os pais ao tratamento. Em terceiro lugar, o ato médico, e, por último, falta de controle do governo. E assim está criada a armadilha”, critica. Com base nessa observação, Almeida estima que pelo menos metade das crianças e adolescentes em idade escolar tenha consumido a Ritalina frequentemente ou esporadicamente.
 
“A maioria dos pais têm esse consumo institucionalizado, mas todo medicamento tem efeito colateral e, nesse caso, eles são mais danosos. Além disso, o uso combinado a outras substâncias, como cafeína, para potencializar o efeito, leva a um risco enorme para o sistema cardiorrespiratório”, afirma.
 
O efeito quase momentâneo dura cerca de alguns minutos, levando estudantes a fazerem o uso de mais doses, chegando a tomar 60 miligramas em um único dia, e abre uma porta de entrada para medicamentos mais pesados, diz Almeida, com base em relatos de alunos e pais.
 
Solução
Para o professor, uma das principais mudanças para reverter esse quadro seria restringir a prescrição desses medicamentos a médicos com formação em psiquiatria, psicologia e neurologia. O professor de psiquiatria infantil da UFMG Arthur Kummer não concorda e acredita que essa medida agravaria o quadro de TDAH no país. “No Brasil temos uma carência enorme de profissionais, e depender desses especialistas para o diagnóstico certamente seria um risco. Penso que deveríamos ter uma melhor capacitação dos outros profissionais”, diz. Kummer também diverge sobre as estimativas de Almeida.
 
“Não dá para falar que metade das crianças já fez uso do medicamento. Algumas impressões subjetivas e enviesadas vêm de professores da rede particular que podem ter, de fato, um percentual maior de crianças diagnosticadas, mas muita gente com TDAH não está sendo tratada”. Ainda segundo Kummer, o medicamento tem eficácia bem estabelecida e é fundamental para o tratamento do transtorno. “Crianças não tratadas podem ter uma série de repercussões em médio e longo prazos: acidentam-se mais, sofrem com o abandono e o desempenho pior na escola, dentre outros”, afirma.
 
Serviço Evento
O Educativa 2015 – Feira Nacional de Produtos e Serviços Educacionais e Encontro Internacional de Educação - será realizado de hoje a domingo, no Minascentro, em Belo Horizonte.

“Volume consumido é o dobro do fabricado”
As anfetaminas, classe de drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, à qual pertence a Ritalina, também estão muito presentes nas escolas, segundo o professor Geraldo Almeida.
 
“São reguladores de humor e antidepressivos, todos com ação psicoterápica. E a Ritalina, que era inicialmente usada por crianças do ensino fundamental para tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), acabou sendo descoberta também por adolescentes e pré-vestibulandos, tornando-se o carro-chefe dos medicamentos”, ressalta Almeida.
 
De acordo com o professor, o medicamento já está entre os mais falsificados e contrabandeados. “No país, o consumo já é maior do que a capacidade de fabricação e importação da droga. Em Porto Alegre, por exemplo, o volume consumido representa o dobro do disponibilizado formalmente no mercado. Isso significa que metade da Ritalina vem de fontes ilegais, como o contrabando e a distribuição ilegal pelos próprios fabricantes”, denuncia. O problema não ocorre só no Brasil, mas também em outros países. Almeida revela que nos Estados Unidos o assunto já virou tema recorrente em congressos. “Lá, 70% dos jovens em idade escolar já usaram o remédio, que já se tornou um dos maiores problemas de saúde nos Estados Unidos”, afirma Almeida.
 
O Tempo

ANS lançará norma que vincula atendimento aos reajustes pagos pelas operadoras de planos de saúde

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve lançar até dezembro uma norma que vincula à qualidade do atendimento os reajustes de valores pagos pelas operadoras de planos de saúde aos prestadores de serviço, como hospitais e laboratórios. Será uma espécie de selo de qualidade para hospitais acreditados
 
Segundo Martha Oliveira, diretora da ANS, a ideia é que, a partir de janeiro os hospitais, clínicas e laboratórios que tenham acreditação, que pode ser adquirida em empresas especializadas, possam ter o reajuste baseado no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), enquanto os que não tiverem, tenham um índice menor, algo que pode girar em torno de 90% do IPCA, mas que ainda não foi definido. “Precisamos que as empresas se mexam e se mobilizem na direção de se qualificarem”, disse a diretora. Em alguns, países os hospitais só podem funcionar se forem acreditados.
 
A relação entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço, como hospitais, clínicas e laboratórios, pode ser livremente acordada em contrato feito entre as partes. Mas, desde o ano passado, aqueles que não tiverem acordo sobre os índices de reajustes já devem usar a taxa fixada pela ANS, que é o IPCA.
 
A acreditação é uma avaliação e certificação da qualidade de serviços feita por uma empresa especializada mediante pagamento do órgão que deseja ser acreditado. Segundo Martha, são poucos os hospitais e operadoras de planos de saúde que têm acreditação.
 
Martha diz que a ANS quer que o consumidor escolha o plano de saúde baseado na qualidade dos serviços, e que essa medida não influencie no valor final pago pelo consumidor. A autarquia está ainda discutindo como estas informações serão repassadas ao consumidor.
 
Em 2017, serão os profissionais de consultório e clínicas de terapia que passarão a ter o selo de qualidade, mas os critérios para concessão deste qualificador ainda estão em discussão. Segundo Martha, as entidades de classe serão ouvidas para que dentistas, médicos, fisioterapeutas, entre outros profissionais, também possam ter uma identificação de qualidade.
 
Agência Brasil

Diarréia e pneumonia são as doenças que mais matam crianças no mundo

Males acometem mais os pequenos por causa da imaturidade do sistema imunológico
 
Ao longo dos dois primeiros anos de vida da criança, os pais correram à emergência de hospitais ou ao consultório do pediatra por diversas vezes. Esta rotina médica tão frequente acontece porque o sistema imunológico do bebê ainda está em formação.

“O sistema imunológico ainda imaturo deixa a criança pequena mais suscetível às doenças infecciosas”, descreve a gerente médica da unidade MIP do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Dra. Talita Poli Biason.
 
A diarréia é caracterizada pelo aumento do número de evacuações e redução da consistência das fezes (amolecidas), que pode durar até 14 dias. “Bactérias, vírus e parasitas são as principais causas dos episódios de diarréia na infância”, esclarece a médica. Esses microrganismos podem estar presentes na comida ou na água ingerida. Em alguns casos, a transmissão acontece por meio do contato de mãos e objetos contaminados. “Os agentes que provocam a diarréia podem lesar e alterar o funcionamento de células intestinais, acarretando na perda de água e sais minerais”, informa a médica.
 
Para regenerar o tecido da mucosa intestinal, a suplementação com zinco tem sido utilizada, conforme indicação da Organização Mundial de Saúde (OMS). “O uso desse elemento por 10 a14 dias encurta em 25% a duração da doença e diminui a incidência de novos episódios nos dois a três meses seguintes”, diz a médica. O zinco auxilia também na regulação da perda de líquido pela célula da mucosa intestinal. Diante disso, pode auxiliar na redução das eliminações de água e eletrólitos nas fezes. “O zinco é um importante aliado no combate à diarreia aguda”, conclui a gerente médica da unidade MIP Aché.
 
Fonte: Saúde e Lazer

Saiba quais são os riscos da automedicação na terceira idade

Segundo especialista, prática pode agravar os sintomas causadores do mal estar

As facilidades para adquirir medicamentos tornaram a prática do consumo de medicamentos por conta própria cada vez mais comum para tratamento de doenças na sociedade. Isto por que a demora para atendimento em consultas médicas através do Sistema Único de Saúde (SUS) incapacita a busca imediata na cura de enfermidades e na rede particular os preços cobrados em uma clínica chegam a ser exorbitantes.
 
A falta da obrigatoriedade do uso de receitas médicas fez com que o uso de medicamentos sem prescrição médica se tornasse o responsável pelos efeitos colaterais que podem trazer riscos a saúde (humana), em especial entre os idosos. Entre os mais consumidos estão os antigripais, relaxantes, vitaminas e laxantes, que se combinados com outros medicamentos pode trazer conseqüências futuras a saúde.
 
De acordo com o diretor do Conselho Regional de Farmácias de São Paulo (CRF-SP) e colaborador da Associação Brasileira de Benefícios aos Aposentados Pensionistas e Servidores Públicos (ASBAP), André Santos, o uso de medicamentos são os responsáveis por trazer benefícios à saúde como a cura de doenças, prevenção de outras e alívio de sintomas que incapacite o bem estar físico. Contudo, sem uma prescrição prévia por meio de um profissional da medicina a automedicação pode agravar os sintomas causadores do mal estar.
 
“A automedicação na terceira idade é mais prejudicial pois as reações ocorrem de maneira distinta das pessoas mais jovens, o que podem trazer desconfortos, levando a piora dos sintomas no quadro clínico em que o idoso esteja. A prescrição médica nessa faixa etária considera fatores como medicamento, peso e altura“, explica o farmacêutico.
 
Fonte: SEGS.com.br

Aplicativo para celular ajuda a manter vacinação em dia

Pelo segundo ano seguido, o Brasil não alcançou a meta de vacinação contra a paralisia infantil

Para que a imunização seja completa, as crianças precisam tomar quatro doses, que são administradas aos dois, quatro e seis meses de idade.

Para simplificar a vida dos pais, e ajudá-los a manter a vacinação dos filhos em dia, o Ministério da Saúde disponibiliza o Vacinação em Dia, um aplicativo que permite o cadastramento de até dez cadernetas de vacinação.
 
A ferramenta funciona como uma agenda que envia lembretes para um número de celular cadastrado, e está disponível de graça para aparelhos com sistema operacional Android e IOS.
 
Agência Brasil