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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Cuba é declarada primeiro país a erradicar transmissão do HIV de mães para filhos

Thinkstock: Cuba é o 1º país a erradicar a transmissão de HIV
 de mães para filhos
Em 2013, só duas crianças nasceram em Cuba com HIV e cinco com sífilis
 
A Organização Mundial da Saúde) declarou nesta terça-feira (30) que Cuba é o primeiro país do mundo a erradicar a transmissão do HIV e da sífilis de mães para filhos. Em comunicado, disse que uma delegação internacional que a entidade e a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) enviaram a Cuba em março averiguou que o país cumpriu os critérios para o anúncio.
 
Em 2013, só duas crianças nasceram em Cuba com HIV e cinco com sífilis, informou Carissa Etienne, diretora da Opas, em nota.
 
— O sucesso de Cuba demonstra que o acesso universal e a cobertura de saúde universal são factíveis e, de fato, cruciais para o sucesso, mesmo diante
 
O governo comunista de Cuba considera a saúde gratuita uma grande conquista da revolução de 1959, embora os cubanos comuns se queixem de uma queda nos padrões desde a derrocada da União Soviética, ex-benfeitora da ilha, em 1991.
 
A OMS e a Opas reconhecem que Cuba oferece às suas mulheres o acesso rápido aos cuidados pré-natais, teste de HIV e sífilis e tratamento para mães soropositivas. As duas organizações iniciaram um esforço para pôr fim à transmissão congenital das duas doenças em Cuba e em outros países das Américas em 2010.

Reuters / R7

Com apenas uma gota de sangue exame detecta os vírus que contaminaram um paciente ao longo da vida

Método pode agilizar diagnósticos e ajudar na criação de vacinas mais eficazes
 
Uma nova tecnologia desenvolvida nos laboratórios da Universidade de Harvard e do Instituto Médico Howard Hughes, ambos nos Estados Unidos, permite que os médicos poupem tempo e dinheiro para levantar todo o passado viral de um paciente. E a condição para a análise é simples: uma única gota de sangue. Chamado VirScan, o método mostra-se uma alternativa eficiente para os exames hoje disponíveis, que diagnosticam e detectam a presença de um vírus por vez. A descoberta é descrita na edição de hoje da revista Science.
 
Basicamente, Stephen Elledge, pesquisador sênior do Instituto Médico Howard Hughes, e seu aluno de pós-graduação George Xu desenvolveram uma forma de voltar ao tempo usando como lupa o soro sanguíneo de uma pessoa. A intenção é descobrir quais vírus já entraram em contato com ela ao longo da vida. A abordagem também pode detectar fatores inesperados que afetam a saúde do indivíduo e ampliar as oportunidades para análise e comparação das infecções virais em grandes populações. Outra vantagem é que não custaria caro: cerca de US$ 25 por amostra de sangue.
 
“Nosso laboratório tem uma experiência significativa no desenvolvimento de tecnologias que utilizam os recentes avanços na síntese de DNA e sequenciamento. Então, decidimos aplicar esse conhecimento para criar uma ferramenta que estudasse exaustivamente a resposta de anticorpos antivirais na saúde humana”, conta Elledge ao Correio. No total, a equipe esmiuçou o sangue de 569 pessoas dos Estados Unidos, da África do Sul, da Tailândia e do Peru. O VirScan consegue detectar anticorpos que atuam contra qualquer uma das 206 espécies de vírus conhecidas que atacam humanos.
 
O sistema imunológico gera anticorpos específicos sempre que encontra um patógeno pela primeira vez. Essa “fábrica de soldados” pode continuar a produzir células de defesa durante anos ou décadas após o organismo estar curado da contaminação. É por isso que o VirScan também fornece um histórico de infecções de um indivíduo. Para testar o método, a equipe analisou amostras de sangue de pacientes já diagnosticados com vírus específicos, incluindo o HIV e o da hepatite C. Em quase todos os casos, a sensibilidade do método variou de 95% a 100%.

Em média, cada pessoa apresentou anticorpos especializados em combater 10 espécies de vírus, sendo que 14 se apresentaram como as mais recorrentes. Como esperado, células de defesa usadas para atacar determinados patógenos eram comuns entre os adultos, mas não em crianças, sugerindo que os pequenos ainda não haviam sido expostos a todos os micro-organismos. A maior parte dos vírus encontrados é conhecida justamente pela alta frequência de infecção. “Na verdade, essa foi uma das indicações de que o VirScan estava trabalhando bem. Estudos anteriores apontaram, por exemplo, que o herpesvírus humano 4, também conhecido com Epstein-Barr, acomete 90% ou mais das populações e, em geral, a maior parte das pessoas está infectada com a forma latente dele”, analisa Elledge.

Variedades pontuais

Algumas curiosidades também surgiram no trabalho. Indivíduos que residem na África do Sul, no Peru e na Tailândia apresentaram anticorpos mais variados do que os dos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram ainda que as pessoas infectadas pelo HIV tinham anticorpos contra muitos mais vírus do que os não soropositivos. Além disso, a abordagem não estaria limitada a anticorpos antivirais. Segundo os autores, poderá ser usada também para procurar anticorpos que atacam os próprios tecidos do corpo, característica de enfermidades autoimunes.

Wlademir Vicente Cantarelli, especialista na área, acredita que a técnica seja promissora por trazer um novo entendimento das interações virais de cada pessoa. “É uma grande novidade que a gente possa detectar vários vírus de uma vez, o que ainda não é possível”, diz o professor da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul, e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Ao conhecer o histórico viral de uma pessoa, um médico poderia, por exemplo, saber para quais viroses ela já está imune. Além disso, identificar em quais moléculas virais os anticorpos têm mais afinidade pode ser útil para o desenvolvimento de vacinas que tenham maior capacidade de imunização. “Porém, o método ainda não consegue diferenciar infecções passadas de vacinas, pois apenas a presença dos anticorpos é testada — inclusive os produzidos após a imunização, como a da pólio. Não há, portanto, diferenciação das infecções provocadas por uma doença”, observa o especialista brasileiro.
 
Correio Braziliense

Governo autorizou, mas poucas farmácias disponibilizam medicamentos fracionados

Para a Anvisa, o fracionamento é uma opção e não uma obrigação

Ao todo, 80% dos clientes das farmácias gostariam de conseguir levar para casa apenas o número de comprimidos receitado pelo médico. A venda dos medicamentos fracionados é até autorizada pelo governo, mas, como não é obrigatória, poucas farmácias oferecem.

Muitos brasileiros não sabem, mas todas as farmácias podem vender só o número exato de comprimidos que o médico receitou. É o que diz essa resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2006.

Para a Agência, o fracionamento é uma opção dos laboratórios e das farmácias, que pode contribuir para o uso mais racional dos remédios, e não é uma obrigação.

Uma pesquisa recente de uma associação de consumidores, a Proteste, mostra que 80% dos entrevistados gostariam de comprar medicamentos por unidades. “Um barateio do tratamento. Além disso, a gente inibe a automedicação, porque diminui a quantidade de medicamentos armazenados em casa de tratamentos prévios que não foram utilizados, diminuindo assim a chance de efeitos adversos e intoxicação”, afirma a coordenadora médica da Proteste, Ana Cristina Palieraqui.
 
180 Graus / Guia da Pharmacia

Mulher retira quase 14 quilos de silicone dos seios após prótese estourar


Foto: Reprodução/Daily Mail
"O corpo humano não está preparado para receber um
volume tão grande", disse o cirurgião
Dee Stein foi aumentando o tamanho das próteses ao longo da vida; uma delas estourou e obrigou a ex-dançarina a passar por uma cirurgia arriscada
 
Dee Stein, uma americana de 53 anos, passou por uma peregrinação médica até encontrar alguém que pudesse retirar suas duas próteses de silicone, totalizando 13,5 kg, depois que a prótese do lado esquerdo estourou e deformou seus seios. A ex-dançarina foi aumentando o tamanho dos implantes ao longo da vida até chegar a um tamanho irreal.
 
O caso apresentado no episódio de uma TV americana, no canal E!, mostrou que uma das maiores dificuldades era retirar todo o implante e reconstruir os seios de maneira que eles pudessem ter uma aparência normal.
 
"Essa é a paciente mais desafiadora e de maior risco da minha carreira", disse o cirurgião Terry Dubrow ao E!. "É um caso quase impossível. Não é possível que algum cirurgião plástico aceitou implantar esse volume. O corpo humano não está preparado para receber um implante desse tamanho", declarou.
 
Depois da retirada dos implantes, o cirurgião contou que havia uma colônia de fungos crescendo dentro da prótese de silicone.m volume tão grande", disse o cirurgião.

iG

Brasil é um dos países que menos investem em saúde pública

Comparado com outros países que têm sistema universal de saúde, o Brasil é a nação que tem o menor porcentual de investimento público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados apresentados pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante o Fórum Estadão Saúde
 
Os dados mostram que o governo brasileiro investe 4,7% do PIB em saúde, índice muito inferior aos gastos de Canadá, França, Suíça e Reino Unido, onde os porcentuais de investimento variam de 7,6% a 9,0%.
 
O gasto total do País per capita com saúde,contando investimentos públicos e privados, também está bem abaixo da média dos países desenvolvidos com modelos universais. Na Suíça, por exemplo, esse valor chega a U$ 9.276, enquanto o Brasil investe U$ 1.083 por habitante na área da saúde.
 
Embora o investimento brasileiro seja considerado baixo comparado com essas nações, o País tem gastos em saúde superiores a todos os demais países do Brics que, além do Brasil, inclui Rússia, Índia, China e África do Sul.
 
Em comparação com o Mercosul, o Brasil se sai melhor que países mais pobres, como Paraguai e Venezuela, mas está atrás de na ções como a Argentina e o Uruguai no investimento público em saúde. “O Ministério da Saúde tem aumentado ano a ano os investimentos em saúde, mas nosso gasto público ainda é menor do que países vizinhos. Temos de debater novas fontes de recursos. O diagnóstico é que a saúde é subfinanciada,mas não cabe apenas ao ministério dar a solução. O Congresso e a sociedade têm que discutir isso também”, disse Barbosa. De acordo com o secretário, somente com ações e serviços públicos em saúde, sem contar o pagamento de pessoal, a pasta gastou R$ 92,6 bilhões no ano passado, valor três vezes maior do que era investido dez anos antes.
 
Para a ministra interina da Saúde, Ana Paula Menezes, por mais que o governo federal venha ampliando o número de tratamentos e medicamentos oferecidos na rede pública, o cidadão tem razão em cobrar, porque o investimento ainda não é suficiente. “O tensionamento por mais recursos é adequado.” Mesmo com o subfinanciamento, para o governo o SUS pode ser considerado um exemplo de universalidade e igualdade em muitas áreas. “No ano passado, por exemplo, com o início da vacinação contra o HPV, o Brasil passou a oferecer todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Hoje podemos dizer que uma criança pobre no Brasil vai ter acesso às mesmas imunizações que uma criança com acesso à saúde privada”, disse o secretário.
 
O Estado de São Paulo

Justiça determina que SUS forneça remédio para tratamento de doença no fígado

Medicamento diminui nível de substâncias tóxicas no sangue
 
A Justiça Federal em São Paulo concedeu liminar que obriga o fornecimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) do aspartato de ornitina. O medicamento é indicado para o tratamento de encefalopatia hepática, quando o mau funcionamento do fígado compromete as funções cerebrais.
 
A decisão da juíza Renata Coelho Padilha, da 2ª Vara Federal Cível da capital paulista, determina que o governo do estado e a União garantam o remédio para os pacientes. Segundo o Minitério Público Federal, a droga tem alto custo e, apesar da eficiência comprovada, não está previsto no rol de medicamentos distribuídos pelo SUS.
 
O aspartato de ornitina diminui o nível de substâncias tóxicas no sangue resultantes do mau funcionamento do fígado, provocado por doenças como a cirrose e a hepatite. Sem esse tratamento, o quadro pode evoluir para encefalopatia hepática, causando alterações de comportamento, fala arrastada, sonolência, desorientação e até levar ao coma.
 
R7