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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Teleconsultoria reduz encaminhamentos de pacientes

por Verena Souza 11/02/2011 Iniciativa reduz gastos públicos em saúde e leva mais conforto aos pacientes de municípios de pequeno porte A teleconsultoria em saúde, sistema pelo qual equipes do programa Estratégia Saúde da Família obtêm apoio remoto de especialistas de universidades, tem reduzido os encaminhamentos de pacientes a hospitais brasileiros. O estado de Minas Gerais desponta na utilização dessa ferramenta no atendimento à saúde. As primeiras iniciativas em telessaúde - recurso que possibilita uma série de iniciativas em saúde à distância - surgiram em 2003 por meio do projeto @alis. O programa - financiando pela União Européia e aplicado em alguns países da América Latina - foi o estopim para as ações desenvolvidas atualmente no Brasil. Hoje, dois programas são referência em teleconsultoria no Brasil. São eles: Rede Rede Universitária de Telemedicina (Rute), coordenado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) - voltado para aprimorar a infraestrutura de comunicação para telessaúde nos hospitais universitários; e o Programa Nacional de Telessaúde, do Ministério da Saúde - focado no suporte da atenção primária. Apesar de objetivos distintos, ambos trabalham de forma integrada. Economia de recursos Minas Gerais já contabiliza resultados importantes no uso da teleconsultoria. A médica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG), Maria Beatriz Moreira Alkmim, com sua tese de mestrado intitulada "Fatores Associados à Utilização de Sistema de Teleconsultoria na Atenção Primária de Municípios Remotos de Minas Gerais", constatou que o uso do sistema evitou o encaminhamento de pacientes em 80% dos casos analisados no mês de janeiro no HC/UFMG. O resultado é proveniente de uma amostra de 607 municípios de Minas Gerais, que fazem parte do programa. Neste caso, o apoio remoto é feito pelo serviço de teleconsultoria do Centro de Telessaúde do HC/UFMG, juntamente com outras cinco universidades que compõe a rede mineira de teleassistência. Os investimentos para o projeto, até o momento, foram de aproximadamente R$ 15 milhões: R$ 11 milhões do Estado, R$ 04 milhões do Ministério da saúde e R$ 250 mil da Rute. Segundo o coordenador da RNP, a solução gera mais conforto ao enfermo e reduz os custos do sistema público de saúde e das prefeituras municipais. Para se ter uma ideia, em média, o encaminhamento de um paciente custa aos cofres públicos cerca de R$ 80 enquanto a atividade de teleconsultoria gira em torno de R$ 10. Avanço em 2011 As expectativas para 2011 são de expansão. A Rute é conveniada ao governo desde 2007 e, diante da nova gestão, foi estabelecido a meta de expandir o serviço para os 246 municípios de Minas Gerais que ainda não fazem parte da rede. A princípio, o foco está na atenção primária. Maria Beatriz enfatiza a importância de se estar próximo aos municípios atendidos e de conhecer suas necessidades. A Rute fornece às unidades os equipamentos como computadores, impressoras, máquinas fotográficas, eletrocardiogramas, entre outros. No entanto, a previsão para até 2014 é de avançar na atenção secundária, atingindo mais 91 centros de saúde especializados e 125 hospitais. "A Telessaúde precisa de muita divulgação, pois ainda enfrenta grandes dificuldades. Não é fácil fazer com que a tecnologia seja incorporada no sistema de saúde de lugares remotos. Existem muitos médicos aposentados no interior, resistentes ao serviço", explica Maria Beatriz. Como funciona a teleconsultoria: Antes de encaminhar pacientes para consultas em cidades maiores, os profissionais usam o sistema de teleconsultoria, interface na internet que permite troca de informações entre as equipes e especialistas de universidades. Podem ser encaminhadas informações clínicas e fotografias de lesões, por exemplo, de modo que o profissional tenha uma segunda opinião sobre enfermidades, tornando mais precisos os diagnósticos e facilitando o seu tratamento. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75784

A humanização da medicina

por Antonio Carlos Lopes* 11/02/2011 Segundo o presidente da SBCM, o conceito é uma necessidade imperiosa, que passa pela mudança de mentalidade de todos os agentes do sistema Teoricamente a medicina é 100% humanizada, porque, para exercê-la, é preciso ter foco no indivíduo, na qualidade de vida e bem-estar dos cidadãos. Nesse caso, falar em humanização pode parecer redundante. Em certas situações, fica inclusive a impressão de tratar-se apenas de recurso retórico. O fato, no entanto, é que vivemos no Brasil, país até bem posicionado na geografia econômica mundial, mas absolutamente miserável em políticas sociais. Dia a dia, vemos na imprensa hospitais sucateados, pacientes jogados em corredores à espera de internação, mal tratados e desrespeitados. Faltam recursos à assistência adequada e, pior do que isso, não há vontade política nem postura cidadã de boa parte dos gestores, tanto nos sistemas público quanto no privado. Não bastasse a carência de recursos e a incompetência administrativa, há outras agravantes que comprometem a qualidade do atendimento, tornando nossa medicina e a saúde perigosamente desumanizadas. Começamos pela formação médica, cada vez mais frágil e inconsistente. Surgem novas faculdades todos os dias numa roleta russa que visa somente à quantidade. O resultado é um mercado inflado anualmente por profissionais com capacitação insuficiente, representando ameaça à vida dos cidadãos. Com mão de obra excedente, o Estado e empresários da saúde seguem a cartilha da mercantilização. Praticam honorários vis, obrigando médicos a acumular vários trabalhos para compor uma renda minimamente digna. Assim, boa parte se submete a plantões de 24 horas, seguidos por jornadas de 12 horas no dia seguinte, só para citar um exemplo. Enfim, colocam em risco a própria integridade, além de também por em risco os pacientes. Todos esses problemas somados à incompetência administrativa, transformam nossa medicina em caso de polícia. Pobre do cidadão que fica doente em um cenário que mais lembra filme de horror. Diante de tal quadro, humanizar a medicina não é chavão nem exercício de retórica. É uma necessidade imperiosa, que passa pela mudança de mentalidade de todos os agentes do sistema. Vivemos tempos de grande avanço econômico e tecnológico, mas nada substitui o tratamento humanizado, nada é mais importante do que a medicina à beira do leito. Como sempre digo, o doente deve viver e morrer de mãos dadas com o seu médico. Não podemos aceitar que pessoas sejam tratadas como o doente do quarto 32, 48, 112. Esse, aliás, é um dos motivos pelo qual lutamos para que as instituições de ensino contemplem em seus currículos temas de cuidados paliativos. Humanizar a medicina é mais simples do que parece. É formatar a rede de saúde e preparar seus atores para responder de forma adequada às necessidades de assistência dos cidadãos. É olhar o doente, não a doença. É ser humano com o próximo. *Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75771

Indicações ajudam na busca por emprego, mas não são carta branca

Segundo especialistas, 70% das vagas são preenchidas por “QI”; profissionais têm de provar competência para continuar na empresa Patrícia Lucena, iG São Paulo A prática do “Quem Indica” é responsável pela maioria do preenchimento de vagas nas empresas. Segundo especialistas ouvidos pelo iG Carreiras, aproximadamente 70% das posições são definidas dessa forma. Para se beneficiar de uma indicação, é necessário que o profissional mantenha uma rede de relacionamento ampla e atualizada. “É a partir dela que as oportunidades surgem”, analisa Edson Rodrigues, diretor do site de coaching Your Life. A indicação é importante em boa parte dos processos seletivos, mas não deve ser entendida como “carta branca” para seu comportamento no emprego, alerta Paulo Mendes, sócio da 2GET, empresa especializada em recrutamento. “O profissional deve ter cuidado. A sua postura é que vai mantê-lo na empresa. Ele tem que mostrar que é competente.” O profissional que chega à empresa afirmando que está lá porque foi indicado por um diretor pode acabar sendo mal avaliada pela sua arrogância. “Se a pessoa precisa disso para aparecer, é porque alguma coisa está errada. Ela não deve ser boa no que faz”, analisa Mendes. Por isso, os apadrinhados precisam se esforçar e mostrar que realmente têm o perfil adequado para a vaga. “Muitas vezes, uma pessoa estava esperando uma promoção e entra alguém por indicação. Fica um mal-estar”, exemplifica Rodrigues. Nesse caso, o novato deve “mostrar que é realmente competente” e, assim, conquistar o respeito da equipe. “A pessoa que entra dessa forma tem que honrar a indicação e se esforçar para se integrar com os colegas”, reforça Mendes. Rodrigues alerta que o cuidado também deve existir pela pessoa que faz a indicação. “O profissional que indica acaba se responsabilizando pela competência do outro.” Por outro lado, essa responsabilidade não acontece quando alguém indica um profissional simplesmente para participar de um processo seletivo. Há ainda o risco de a indicação comprometer a amizade. “Antes ele era teu amigo, agora é seu chefe. O que pode parecer uma solução acaba complicando uma relação”, destaca Carmelina Nickel, consultora sênior da DBM Consultoria. Indicação ou imposição? A indicação é usava em muitas empresas como um mecanismo auxiliar ao recrutamento tradicional. Nesses casos, mesmo com o aval de algum funcionário, os candidatos continuam tendo de se submeter ao processo de seleção formal. “A indicação é uma forma de coletar os candidatos”, acredita Rodrigues. Segundo ele, as imposições de candidatos para determinadas vagas costumam acontecer somente em posições de chefia. “É relativamente difícil que pessoas sejam indicadas para funções técnicas, para as quais é necessário um processo de contratação.” Apesar de alguns cuidados que devem ser tomados, Carmelina acredita que um candidato com indicação tem muito mais chances do que aquele que simplesmente enviou um currículo sem referência nenhuma. “Quando a indicação é por networking, isso com certeza vai facilitar a entrada do profissional na empresa.” http://economia.ig.com.br/carreiras/indicacoes+ajudam+na+busca+por+emprego+mas+nao+sao+carta+branca/n1237999290900.html

Mulher morre após receber injeção de silicone nas nádegas nos EUA

Procedimento cosmético foi realizado em quarto de hotel A polícia americana está investigando a morte de uma mulher após receber injeções de silicone nas nádegas em um hotel da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Claudia Seye Aderotimi, de 20 anos, havia viajado de Londres, na Inglaterra, onde vivia, para realizar o procedimento nos Estados Unidos. Segundo policiais, ela teria sentido dores no peito e falta de ar e chegou a ser levada a um hospital, mas acabou morrendo na última terça-feira (8). A causa da morte ainda não foi divulgada. Relatos publicados na mídia britânica dizem que Aderotimi, que seria de nacionalidade nigeriana, sonhava com uma carreira dançando em videoclipes de rap, mas acreditava que precisava ter um traseiro maior para ser bem-sucedida. Ela já teria viajado aos Estados Unidos em novembro para receber injeções de silicone e queria uma nova aplicação. Quarto de hotel Segundo os investigadores do caso, Aderotimi e outras três pessoas estavam hospedadas no hotel Hampton Inn, perto do aeroporto internacional da Filadélfia, onde na última segunda-feira (7) ela teria recebido as injeções de silicone, que teriam sido combinadas pela internet, enquanto outra pessoa teria realizado um procedimento para aumento de quadris. As outras duas amigas teriam viajado para Nova York para uma festa. A polícia local está investigando uma mulher que teria arranjado o encontro pela internet e está à procura de uma segunda mulher suspeita de ter realizado os procedimentos cosméticos. Aderotimi teria pagado cerca de R$ 2.700 (mil libras) pelas injeções. Os investigadores também estudam a possibilidade de que o material injetado em Aderotimi tenha sido silicone industrial, normalmente usado como selante, e não o silicone médico, usado em implantes cirúrgicos. De acordo com o cirurgião plástico Paul Harris, do Royal Marsden Hospital, em Londres, o aumento de nádegas não é muito comum no Reino Unido, mas está se tornando cada vez mais popular. No procedimento correto, a paciente teria que estar anestesiada e ter implantes de silicone, como os usados para o aumento de seios, colocados nas nádegas. As injeções de silicone são muitas vezes oferecidas ilegalmente como uma opção mais barata. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. http://noticias.r7.com/saude/noticias/mulher-morre-apos-receber-injecao-de-silicone-nas-nadegas-nos-eua-20110210.html

Municípios mineiros têm surto de leishmaniose

Doença provoca a proliferação de áreas avermelhadas pelo corpo e feridas com secreção Quatro municípios mineiros vivem um surto de leishmaniose em humanos, doença que já matou ao menos duas pessoas no Estado neste ano. Apesar de uma das mortes ter sido registrada em Divinópolis, na região centro-oeste, a situação mais preocupante é nas cidades de Governador Valadares, Ipanema, Resplendor e Conselheiro Pena, todas no vale do Rio Doce mineiro. Em Valadares, um homem de 75 anos também morreu vítima de leishmaniose visceral em 2011. Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que a doença infectou 502 pessoas e foi responsável por 49 mortes em Minas Gerais no ano passado. Desse total, 14 mortes e 107 diagnósticos positivos foram em Belo Horizonte. No entanto, os dados são parciais e os números podem ser ainda maiores. Em 2009, foram registradas 75 mortes causadas pela doença no Estado, um crescimento de 134% em relação aos 32 óbitos ocorridos no ano anterior. Já o número de pessoas infectadas passou de 509 em 2008 para 601 em 2009, o que representa aumento de 18% nos casos. A morte mais recente foi a registrada em Governador Valadares, onde foram diagnosticados pelo menos mais cinco casos de pessoas com a doença. De acordo com a secretaria, a localização geográfica e o clima na região do vale do Rio Doce favorecem a propagação da doença, que é transmitida pelo mosquito Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito palha. No fim de janeiro, uma mulher de 54 anos já havia morrido em Divinópolis. Ela foi internada no início de dezembro do ano passado, mas apresentou melhora e chegou a ter alta. No entanto, voltou a ser internada em meados de janeiro e não resistiu. Em humanos, o tipo mais comum de leishmaniose é chamado de cutânea ou tegumentar. Quando uma pessoa tem leishmaniose cutânea, há a proliferação de áreas avermelhadas pelo corpo, feridas com bastante secreção, principalmente na região da boca e nariz, e febre irregular. Cães e seres humanos podem ter também a leishmaniose do tipo visceral, que afeta órgãos internos como rim e fígado, provocando vômito, diarreia e emagrecimento progressivo. http://noticias.r7.com/saude/noticias/municipios-mineiros-tem-surto-de-leishmaniose-20110210.html

Remédio 'a base de curry' pode ajudar na recuperação após AVC

Publicidade DA FRANCE PRESSE Testes realizados com cobaias animais sugerem que um novo medicamento híbrido, fabricado em parte com curry, pode ajudar a regenerar os neurônios depois de um AVC (acidente vascular cerebral), indicaram pesquisadores americanos nesta quinta-feira. O composto molecular do curry contém curcumina, um pigmento natural de cor amarela extraído do açafrão (Curcuma longa ou açafrão-da-terra) muito popular no sudeste asiático e no Oriente Médio. Testes em humanos com o medicamento, que restaura as ligações que alimentam os neurônios, poderão ter início em breve, de acordo com o cientista Paul Lapchak, do conceituado centro médico Cedars-Sinai. A nova droga não ataca os coágulos que provocam o AVC, mas, quando administrada durante uma hora EM coelhos (que seria equivalente a três horas para humanos), "reduziu os 'déficits motores' - problemas musculares e de coordenação motora - provocados pelo derrame", segundo o estudo. O composto híbrido, chamado de CNB-001, "atravessa a barreira hematoencefálica, é rapidamente distribuído no cérebro e regula uma série de mecanismos cruciais envolvidos na sobrevivência dos neurônios", explica Lapchak. O especialista apresentou suas conclusões no Congresso sobre Acidentes Vasculares Cerebrais da Associação Internacional do Coração. Lapchak destaca que o tempero em si não apresenta os benefícios do medicamento, uma vez que não é bem absorvido pelo organismo e não é capaz de atingir seu objetivo em altas concentrações. Além disso, sua entrada no cérebro é naturalmente bloqueada pelo mecanismo de proteção conhecido como barreira hematoencefálica, que filtra as substâncias que chegam ao sistema nervoso central através da corrente sanguínea. Conhecido como ativador do plasminogênio tecidual, a substância é injetada diretamente na veia para dissolver coágulos e restituir o fluxo sanguíneo http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/873638-remedio-a-base-de-curry-pode-ajudar-na-recuperacao-apos-avc.shtml

Seguradora não deve opinar sobre tratamento

Em recente decisão (veja decisão) proferida pela 8ª câmara de direito privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador relator Sales Rossi ressaltou a importância da seguradora não se envolver na escolha do tratamento médico. Cabe apenas ao médico decidir o melhor tratamento ao paciente, devendo a seguradora limitar-se ao aspecto financeiro da contribuição. No caso citado, trata-se de paciente portadora de artrite reumatóide, que depois de realizados inúmeros procedimentos, sem nenhum sucesso com relação ao combate à dor, recebeu indicação de tratamento radioterápico. A radioterapia, a princípio, é indicada para pacientes portadores de câncer e, seguindo essa linha, a seguradora negou o tratamento sob alegação de constituir procedimento experimental. A paciente ingressou na Justiça lutando pelo direito ao tratamento e, felizmente, a tese foi muito bem aceita pelo poder Judiciário. Aliás, na mesma decisão, o desembargador relator confirmou também a abusividade no índice de reembolso da tabela de honorários médicos elaborada pela seguradora. Na decisão, o magistrado esclarece que se trata de cláusula abusiva, pois foi elaborada de forma unilateral e com a impossibilidade de se conferir e entender os cálculos realizados. Dessa forma, a 8ª câmara fixou o entendimento de que, para ser considerada válida a cláusula de reembolso de honorários médicos, esta deve conter todos os requisitos previstos no Código de Defesa do Consumidor. postado por Renata Vilhena Silva http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=164

Não é porque tem nome hospital que deve ser igual

Uma boa parte dos negócios na área da saúde é perdida por quem não entende as diferenças entre hospitais. Tem quem pensa que porque todos têm ‘hospital’ no nome são todos iguais, e perde oportunidades de negócio logo no início do relacionamento comercial por causa disso. É como pensar que todas as indústrias são iguais ? Que uma montadora de veículos é a mesma coisa que um fabricante de panela de pressão, só porque são indústrias ! Quem comete este erro vem em uma Santa Casa, por exemplo, se gabando por fornecer serviços ao maior hospital privado da cidade, ou vice-versa, sem saber que isso pode ser o primeiro ‘anticorpo’ comercial. Já presenciei alguns fatos que valem para ilustrar: Fornecedor de sistema apresentando uma solução em um hospital-escola dizendo que seu software é próprio para ‘colocar os médicos na linha’; Fornecedor de material apresentando um descartável que pode ser reutilizado reduzindo custos em um hospital público, especializado em doenças infecto-contagiosas; Empresa especializada em análise de contas médicas apresentando sua solução para um hospital de referência que atende 100 % SUS. Parece brincadeira mas é a triste realidade dos negócios no segmento da saúde – e não se engane: tem muita gente no ramo desde o tempo em que se usava esparadrapo que ainda não aprendeu ! Existem várias formas de classificar os hospitais para não cometer erros básicos ‘logo na troca de cartões’. Mas recomenda-se que a classificação não seja feita, ou seja, que um rótulo tipificando o hospital não seja adotado, e sim que o interlocutor entenda os principais fatores que diferenciam este hospital dos demais, e o quanto estes fatores diferenciadores podem influenciar no relacionamento comercial com eles. Vale a pena dar foco a 3 deles – que são os principais. 1º entender a administração do hospital: pública, privada ou através de organização social. Hospital público licita, toma decisões mais lentamente e, principalmente para quem atua no segmento da saúde, tem foco na atenção assistencial, independente do fato de atender 100 % SUS ou ter porta 2. Se quiser tratar sobre questões ligadas ao resultado operacional, lucro e coisas do tipo, terá dificuldade, porque o foco dele é colocar o paciente de pé novamente. Cumprir a meta do plano operativo sem muita complicação; Hospital privado visa lucro. Tratar o paciente é o meio para obter seu resultado. Apresentar tecnologia que melhore a vida do paciente mas não reduz custo (ou aumente o faturamento) não interessa. Embora digam na propaganda que estão preocupados com a nossa saúde, depois da alta se a gente morre ou se está pronto para correr uma maratona não faz a menor diferença para ele (pode acreditar); Hospital administrado por organizações sociais tem que cumprir meta, como os públicos ... mas tem que dar resultado, como os privados. Na prática são empresas engessadas que fazem o que a mantenedora manda, da forma como ela padronizou, e não se tem muita oportunidade para inovações. 2º entender a vocação do hospital: universitário, com centro de pesquisa ou simplesmente assistencial. Hospital ligado a uma universidade tem compulsão por inovação. O impacto do custo pode não assustar porque existem (graças a Deus) no Brasil diversas formas de financiar a inovação, e muitas delas a fundo perdido. O ‘start’ dos projetos costumam ser instantâneos, mas a continuidade geralmente acaba sendo lenta, justamente porque o caminho para a dotação dos recursos é longo e ‘cheio de pedágios’; Hospital que desenvolveu um centro de pesquisa geralmente se mantém no estado da arte da medicina, porque via de regra se apóia em parceiros comerciais da iniciativa privada financiadores dos projetos. Estes parceiros evidentemente costumam pedir algo em troca e, não raro, a troca acaba atrapalhando alguns processos e interesses; Hospital simplesmente assistencial corre atrás de projetos com base no simples retorno financeiro, analisando custo x benefício do projeto em si. 3º entender a força do hospital na região que atua: As operadoras de planos de saúde costumam vender seus planos por tipo: o plano mais caro (o chamado ‘top’) dá direito ao Hospital X, e os outros planos mais baratos não. Este Hospital X manda no mercado, porque se a operadora perder este credenciado como vai justificar que o plano é mais caro ? Como exemplo, na prática, se o médico prescreve 1 comprimido no Hospital X, este fatura a caixa inteira e a operadora paga. Na mesma situação, os outros hospitais têm que justificar porque estão faturando 1 comprimido do medicamento A, se o médico poderia ter prescrito o medicamento B que é mais barato ! Fazer negócio com este Hospital X é muito diferente do que fazer negócios com os outros hospitais da região: Isso vale para as operadoras que ‘falam um pouco mais fino’ na hora de fechar o contrato de credenciamento; Mas vale também para os fornecedores que, uma vez vendida à idéia do produto, consegue viabilizar os negócios muito mais rapidamente com este hospital que tem a garantia da receita, do que com os outros que entram no odioso ciclo de faturamento – glosa – recurso – inadimplência. Nos cursos e trabalhos de consultoria costumamos descrever outros 5 aspectos importantes de diferenciação dos hospitais, mas estes 3 costumam representam metade da análise. Uma música dos Engenheiros do Hawai inicia com a alusão “todos iguais, todos iguais, mas uns mais iguais que os outros” e se desenvolve com “ninguém é igual a ninguém” : será que eles estão falando de hospitais ? postado por Enio Salu http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=195

Ausência de carreira única é maior problema do SUS

por Agência Brasil Paula Laboissière 10/02/2011 Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista, também apontou a carência de especialistas na rede pública como entrave A falta de médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) está ligada à ausência de uma carreira única e estável e à carência de especialistas na rede pública. A opinião é do presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista, ao comentar o resultado da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que avaliou a percepção do brasileiro sobre os serviços do SUS. A pesquisa divulgada na quarta-feira (09) constatou que quase a metade dos entrevistados (46,9%) reclamou da falta de médicos na rede pública de saúde, 37,3% apontaram o número reduzido de especialistas e 33% falaram da necessidade de mais médicos nos serviços de urgência e emergência. Segundo o presidente do CNS, o atendimento especializado passou, na última década, a ser ofertado, em sua maioria, por meio de clínicas particulares conveniadas ao SUS e pelos planos de saúde, fazendo com que o maior número de profissionais se concentrasse na iniciativa privada. Além disso, de acordo com Francisco Batista, a falta de uma carreira única e a instabilidade profissional diminui os atrativos para o trabalho na rede pública. "Apesar de várias secretarias oferecerem altos salários, os médicos não querem ir. A falta de estabilidade é mortal para o SUS. É mais cômodo e interessante trabalhar na rede privada", disse Batista. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75766