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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Deixar de comer açúcar é a única maneira de prevenir o diabetes tipo 2?

Outros hábitos alimentares e mudanças no estilo de vida também ajudam a evitar e controlar a doença
 
Recentemente foi publicado uma pesquisa, efetuada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que concluiu que o brasileiro não relaciona atividade física, cuidados com a alimentação, o sedentarismo e cuidados gerais com a saúde como formas de prevenir o desenvolvimento do diabetes do tipo 2. Isto é bem alarmante, visto que a palavra-chave para não desenvolver a diabetes do tipo 2 é a prevenção.
 
Em geral corrigir a dieta, controlar o peso e se tornar mais ativo contribui para prevenir ou adiar o aparecimento do diabetes tipo 2 em quase 60% dos casos, o que comprova que é de extrema importância os cuidados com hábitos e estilo de vida. 
 
Alimentar-se bem é essencial para controlar e prevenir a doença. Montar um bom plano alimentar, orientado por um profissional da saúde, é parte fundamental da prevenção e do tratamento, visto que muitos acreditam que somente contendo os doces e o açúcar conseguirão controlar ou prevenir o diabetes. 
 
A dieta recomendada para pacientes com diabetes deve ser rica em nutrientes, adequada em fibras, pobre em gorduras saturadas e hidrogenadas e moderada em calorias. Estas orientações também são parâmetro para a dieta de qualquer pessoa que queira se manter saudável. 
 
Alimentos que aumentam o risco de diabetes tipo 2
Alimentos com alta carga e índice glicêmico fazem com que os níveis circulantes de glicose fiquem altos, sobrecarregando o pâncreas que precisa produzir mais insulina. 
 
Alguns alimentos fazem disparar as taxas de açúcar no sangue, pois a glicose disponível neles é rapidamente digerida e entra na circulação. O açúcar é um alimento que representa o maior exemplo de carboidrato de alto índice glicêmico e alta carga glicêmica, mas não é o único. Existem muitos representantes que escondem seus perigos, o que é o caso, por exemplo, dos produtos feitos com a farinha branca refinada, como pães, biscoitos e bolos, arroz branco, batata inglesa cozida, entre outros. 
 
Observar o índice glicêmico e a carga glicêmica dos alimentos que fazem parte do seu cotidiano é uma estratégia fundamental para quem quer prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e não apenas evitar o consumo de açúcar e doces. 
 
Veja alguns exemplos que vale manter a distância:             
  • Refrigerantes comuns
  • Molhos prontos (catchup ,molhos para saladas, etc)
  • Sucos industrializados
  • Frituras em geral
  • Embutidos
  • Salgadinhos industrializados
  • Alimentos confeccionados com farinha branca refinada (pães,bolos,biscoitos e bolachas)
  • Cortes gordurosos de carnes
O sedentarimos e o diabetes
Pessoas que estão com o colesterol alto, hipertensão arterial, histórico familiar e acima do peso, principalmente se forem obeso, correm mais riscos de desenvolver o diabetes tipo 2. 
 
O sedentarismo também é um grande fator de risco, se o indivíduo apresentar histórico familiar, mas conservar um peso saudável e for uma pessoa ativa, as chances de desenvolvimento do diabetes tipo 2 diminuem. Caso contrário, se for obesa e sedentária as chances de desenvolvimento da doença são bem maiores. 
 
Desmistificando
A desinformação contribui para o aumento do risco do desencadeamento do diabetes tipo 2. Leia, informe-se e pesquise, mas principalmente, mantenha em mente que a adoção de um estilo de vida saudável, peso adequado, prática constante da atividade física e uma alimentação equilibrada sempre serão indicadas. Estes hábitos são considerados pela ciência os maiores protetores da nossa saúde. 
 
Minha Vida

Reconheça os estágios da ingestão de álcool no seu corpo e proteja sua saúde

Reconheça os efeitos do álcool no seu corpoEuforia e depressão são algumas das fases da ingestão exagerada de bebidas alcoólicas
 
Um, dois ou três copos? Quanto tempo demora para você sentir os efeitos da bebedeira no corpo? Mesmo que a quantidade de bebida necessária para a embriaguez varie de pessoa para pessoa, os perigos do consumo de álcool são iguais para todos.
 
O psiquiatra Arthur Guerra, professor da Faculdade de Medicina do ABC, explica que os danos fisiológicos causados por uma intoxicação aguda pelo álcool são reversíveis, mas a lentidão e a perda de consciência podem causar graves acidentes, esses sim com complicações permanentes. "Existem três principais riscos decorrentes do consumo excessivo de álcool: a perda dos reflexos, favorecendo acidentes; a aspiração do vômito, que acontece durante o período de inconsciência; e o quadro de depressão respiratória, ou seja, a diminuição ou cessação da respiração".

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 58% da população adulta abstiveram-se do consumo de bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses. Que tal aumentar ainda mais esses números? O primeiro passo é entender que até mesmo um dia de porre afeta o funcionamento do seu organismo. Os especialistas nos contaram como isso acontece.
 
Confira a seguir:
 
Homem bebendo cerveja - foto: Getty ImagesEstágio 1: enquanto você ainda está sóbrio
A psicobióloga Maria Lúcia Formigoni, chefe do departamento de Psicobiologia da Unifesp, explica que as moléculas de álcool são pequenas e solúveis. Isso significa que elas chegam muito rapidamente a todos os nossos tecidos, principalmente ao fígado, órgão responsável por 90% da metabolização do álcool, que é então transformado em acetaldeído. Essa substância é a responsável pelos efeitos danosos associados ao consumo de álcool. E, mesmo enquanto você está sóbrio, ela já está se acumulando no seu organismo e deteriorando sua saúde. "Os sintomas da ressaca, como as dores de cabeça, a pressão arterial elevada e a taquicardia, são causados pelo excesso dessa substância no organismo", explica a especialista.
 
Euforia - foto: Getty ImagesEstágio 2: Euforia
À medida que você continua a beber, a quantidade de acetaldeído presente no seu corpo continua a se acumular. Em consequência, a dopamina - um neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar - atinge níveis cada vez mais altos. "A dopamina age na via cerebral da recompensa e promove a sensação de euforia, felicidade, característica do consumo excessivo do álcool", explica Maria Lúcia Formigoni. No entanto, a especialista explica que essa sensação é relativa e que nem todas as pessoas experimentam as mesmas sensações.
 
Instabilidade emocional - foto: Getty ImagesEstágio 3: Instabilidade emocional e depressão do Sistema Nervoso Central
Se você continuar bebendo, a sensação de euforia logo dará lugar a outra emoção. "Começa a ser sentido o efeito de outro neurotransmissor, responsável por estimular o sistema GABA (ácido gama-aminobutírico), principal inibitório do Sistema Nervoso Central", explica Maria Lúcia. Ocorre então uma competição entre a dopamina e o sistema Gama, que acaba ganhando a disputa e deprimindo as atividades cerebrais. Em consequência, a ansiedade é diminuída e a sensação de sono aumenta.

O grande problema está na desestabilização do sistema cerebral. "O funcionamento cerebral anormal resultará em alterações do comportamento, afinal, o controle do sistema racional não está eficiente", conta a psicobióloga.
 
Menina dançando - foto: Getty ImagesEstágio 4: Prejuízo do julgamento e da crítica
A perda da racionalidade acaba por comprometer a capacidade de julgamento. "O tempo de resposta aos estímulos físicos, visuais e auditivos aumenta muito, todos os reflexos e pensamentos estão alterados", conta Maria Lúcia. Além de aumentar o risco para acidentes, um dos maiores perigos decorrentes do consumo abusivo de bebidas alcoólicas, o indivíduo também se coloca em risco ao fazer escolhas que não faria se estivesse sóbrio. Incluem-se nessa lista: colocar-se em situações vexatórias, correr riscos e consumir bebidas alheias e até mesmo drogas ilícitas.
 
Pessoa alcoolizada dormindo - foto: Getty ImagesEstágio 5: Sonolência e adormecimento
O psiquiatra Arthur Guerra explica que se um familiar, amigo ou conhecido bebeu demais e acabou pegando no sono, o ideal é mesmo deixá-lo descansar, sempre sob observação. Nesse momento, um cuidado é essencial: certifique-se de que a pessoa intoxicada durma de lado, evitando a aspiração do próprio vômito, que pode ir até as vias aéreas, dificultando ou impedindo a respiração. O especialista conta que levar a pessoa embriagada ao hospital ou pronto-atendimento é a melhor opção caso o cuidador fique inseguro, mas que a glicose, frequentemente administrada nesses casos, só ajuda a resolver o problema quando há uma hipoglicemia associada. "A glicose não ajudará a diminuir a intoxicação por álcool, o único remédio nesse caso, é repouso e hidratação do corpo - seja com água, água de coco, refrigerantes ou até café".
 
Inércia generalizada - foto: Getty ImagesEstágio 6: Inércia generalizada
Nesse estágio, o indivíduo já não consegue atender aos comandos e as respostas aos estímulos externos estão comprometidas. Andar é praticamente impossível e pode haver até incontinência urinária e fecal. Os riscos de coma alcoólico são altos nessa fase. "O ideal é procurar ajuda profissional em um hospital, já que a saúde está correndo perigo e ser mantido sob observação é muito importante", recomenda Arthur Guerra.
 
Coma - foto: Getty ImagesEstágio 7: Coma alcoólico
O coma alcoólico acontece em resposta à depressão do Sistema Nervoso Central, que é cada vez maior à medida que se consome a bebida alcoólica. "O cérebro - responsável por mandar estímulos às estruturas responsáveis pela respiração, como pulmão e diafragma, principalmente -, deprimido pela bebida alcoólica, pode deixar de enviar esses impulsos, levando à parada respiratória", explica o psiquiatra Arthur Guerra. Os danos desse extremismo, em alguns casos, podem ser irreversíveis, levando a pessoa à morte.
 
Minha Vida

Conheça os melhores exercícios para praticar na gravidez

Exercícios para praticar na gravidezVeja os benefícios e os cuidados das modalidades para evitar complicações
 
Gravidez não é motivo para deixar o sedentarismo se instalar. Pelo contrário, a prática de exercícios físicos pode trazer muitos benefícios à gestante.
 
Mexer o corpo melhora o preparo físico cardiopulmonar, diminui as dores e incômodos comuns à gestação, melhora o equilíbrio e até mesmo prepara a gestante para o parto e o pós-parto. Mas antes é necessário consultar o ginecologista para que ele diga se a atividade física está liberada, já que algumas condições como pressão alta e placenta baixa restringem a prática de exercícios.
 
"Também é importante ressaltar que não importa o exercício que a gestante esteja fazendo, a frequência cardíaca nunca deve passar de 140bpm, para garantir a segurança dela e do bebê", explica o ortopedista Lucas Ribeiro, da maternidade São Luiz.

A maioria dos equipamentos de ginástica fornece o monitor de batimentos cardíacos. Mas existem aparelhos que podem ser usados no pulso para medir a frequência cardíaca e garantir a segurança da gestante.
 
A seguir, conheça os melhores exercícios para as futuras mamães:
 
mulher grávida caminhando no parque com o marido - Foto Getty ImagesCaminhada
Esse é o ótimo começo para as futuras mamães. Segundo os especialistas, a caminhada melhora o condicionamento cardiovascular, aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos e diminui o estresse. A fisioterapeuta Eliana Dumont, que atua na clinica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte, explica que a caminhada pode ser feita com tranquilidade, mas respeitando certos limites. "A superfície deve ser regular, a frequência cardíaca deve estar dentro do recomendado e a temperatura ambiente deve estar abaixo de 38°C", explica a fisioterapeuta.

Caso a caminhada seja na esteira, a gestante deve certificar-se de que a área das pisadas é larga o suficiente para que não haja desequilíbrio após o terceiro trimestre de gestação, quando a mulher precisa manter as pernas mais abertas para caminhar. A frequência e a duração da atividade vão depender da condição de cada gestante. Os benefícios já podem ser observados na caminhada feita três vezes por semana durante 40 minutos. 
                   
mulher grávida correndo na praia - Foto Getty ImagesCorridas leves
Mulheres que já praticavam corrida antes da gestação podem continuar com o hábito durante os primeiro meses de gravidez, desde que corrida seja bem leve e respeite a frequência cardíaca adequada. Porém, por ser uma atividade de impacto com maior risco de quedas, a prática é recomendada apenas para o primeiro trimestre de gestação. "Durante o período gestacional ocorrem mudanças no centro de gravidade e aumento da massa corpórea, e isso vai alterar a postura, a marcha e o equilíbrio da mulher", conta Eliana. Por conta disso, o melhor a fazer é procurar um médico antes de começar a correr para excluir os riscos. Recomenda-se a corrida leve de duas a três vezes por semana durante 30 minutos.
 
grávida fazendo pilates - Foto Getty ImagesPilates
Apesar de ser uma das atividades mais indicada para as gestantes, a futura mamãe deve respeitar seus limites na aula de pilates. Existem diversos exercícios que são contraindicados para gestantes por conta da posição e do esforço que exigem. O correto, portanto, é buscar um fisioterapeuta que seja especializado na modalidade para gestantes.

"Um dos maiores benefícios do pilates é que ele trabalha o músculo do assoalho pélvico e a respiração, fatores essenciais para que o parto seja mais tranquilo", explica Eliana. O exercício vai inclusive ajudar na redução da diástase abdominal, que acontece quando os músculos abdominais se separam por estarem sustentando muito peso ou por terem se esticado muito - uma complicação comum na gravidez e no pós parto. A recomendação para a gestante é praticar pilates de duas a três vezes por semana durante uma hora.
 
grávida na piscina - Foto Getty ImagesNatação
Nadar também está entre as melhores opções para as gestantes que querem se exercitar, pois o impacto e o risco de lesões são menores na água. Por ser uma atividade que exige certo preparo físico, a preferência é para as mulheres que já faziam algum tipo de atividade física antes de engravidar.

De acordo com o ortopedista Lucas Ribeiro, nada impede que as atletas de primeira viagem invistam nessa modalidade, desde que respeitem os próprios limites. "Na natação a gestante precisa soltar e puxar a respiração em um determinado ritmo, o que somado as alterações posturais pode causar desconforto", completa Lucas. Nesses casos, recomenda-se a mudança de atividade ou a diminuição do ritmo. A frequência deve ser de duas a três vezes por semana durante 30 minutos.
 
mulher fazendo hidroginástica - Foto Getty ImagesHidroginástica
A hidroginástica também está entre as melhores atividades para as gestantes. Os exercícios da modalidade relaxam e diminuem o estresse, o risco de quedas é mínimo e a chance de sofrer algum tipo de lesão muscular ou articular é muito baixa.

A fisioterapeuta Eliana Dumont explica que a temperatura da água não pode estar acima de 31°C, porque pode levar a vasodilatação e aumento da pressão sanguínea, favorecer desmaios e provocar o aumento excessivo da temperatura do bebê. Além disso, o pH da água tem que estar entre 7,2 e 7,6 - se estiver fora desses valores perde a eficácia na eliminação de bactérias, favorecendo irritações nos olhos e aumentando o risco de infecção urinária. Para se certificar que o pH está correto, é importante se informar sobre o tratamento da piscina na qual faz as aulas.

Gestantes podem fazer hidroginástica de duas a três vezes na semana durante uma hora por dia.
 
bicicleta ergométrica com encosto para as costas - Foto Getty ImagesBicicleta normal ou ergométrica?
A melhor forma de pedalar quando se está grávida é na bicicleta ergométrica. O ideal é fazer os exercícios numa bicicleta com encosto para não sobrecarregar a lombar e manter o tronco na posição ereta - ao segurar no guidão a coluna fica arqueada, favorecendo dores e lesões musculares. Além disso, pedalando na ergométrica o quadril oscila menos do que em uma bicicleta normal, o risco de quedas também é menor. "A gestante deve estar bem posicionada e a bicicleta regulada, tomando cuidado com a angulação do joelho, que não deve esticar todo e nem dobrar muito", declara Eliana. A frequência deve ser de duas a três vezes por semana, durante 40 minutos.
 
grávida praticando ioga em cima da cama - Foto Getty ImagesYoga
Segundo os especialistas, as posturas da yoga alongam e tonificam os músculos, relaxam as articulações e aumentam a flexibilidade corporal, ajudando a gestante a se adaptar às transformações físicas da gravidez.

O alongamento que a yoga proporciona é um dos benefícios mais importantes para a gestante, já que seu centro de equilíbrio muda e ela passará a forçar músculos que antes não usava tanto, diminuindo as dores na coluna. Os exercícios de respiração da yoga aumentam a circulação da gestante - fazendo com que o organismo funcione melhor para mãe e para o bebê. "Os movimentos estimulam o cérebro a produzir endorfinas que melhoram o humor da grávida e impulsionam o funcionamento dos rins, minimizando a retenção de líquidos", explica Lucas.

A prática deve ser feita no mínimo duas vezes por semana. Os exercícios básicos poderão ser executados diariamente por 10 a 15 minutos e podem ser feitos à noite, ajudando a gestante a ter um sono mais tranquilo.
 
grávida levantando dois halteres com a orientação de um personal - Foto Getty ImagesMusculação com restrições
A prática não é uma das mais recomendadas para gestantes, pois a modalidade prioriza o fortalecimento dos músculos externos quando a grávida deveria se preocupar com os músculos internos, pois são eles que garantem mais estabilidade. Mas se a mulher já fazia musculação antes da gravidez e quiser continuar com o exercício, não há problemas, desde que sejam seguidas as recomendações médicas. "É necessária a retirada das séries de abdominais do treino, que são contra indicação absoluta para as gestantes, e diminuição da carga e de repetições das séries", alerta Lucas.  
 
Minha Vida

Controle a dieta e aproveite os feriados sem engordar

Oito dicas para não engordar no feriadoConfira oito dicas para saciar sua fome sem ganhar quilos extras
 
Quando os peregrinos celebraram o primeiro Dia de Ação de Graças, a preocupação principal era em ter comida suficiente para sobreviver ao inverno.

Hoje em dia, os tempos mudaram, e temos que nos preocupar em "sobreviver" aos feriados, onde normalmente a oferta de comida é muito maior do que as nossas necessidades.

O feriado parece ser uma grande armadilha para os excessos alimentares. Eu sei que durante o feriado, é praticamente impossível não comermos mais do que queremos, mas na prática poderíamos adotar algumas atitudes a fim de aproveitarmos o feriado sem ficar com uma enorme culpa e um aumento do peso na balança.

Segue abaixo mais algumas dicas que podem ser úteis:

-Tome cuidado com o que come nas semanas que o antecedem, diminuindo a ingestão de gorduras, carboidratos refinados e calorias, e lembre-se de se exercitar mais.

- Coma algo antes. Se não comer durante o dia inteiro, na hora da festa você poderá estar faminto e perder o controle. Coma algo de baixo valor calórico, mas saciador : uma maçã, algum biscoito feito com farinha integral ou uma tigela pequena de sopa ou cereal integral. 
 
- Coloque em seu prato 20% a menos de alimentos de alto teor calórico e 20% a mais de frutas, verduras e legumes. Estudos mostram que provavelmente você não notará a diferença.
 
- Escolha alimentos que deixam pistas como, por exemplo: ossos de asas de frango no seu prato, pois desta forma você comerá menos.
 
- Tente não colocar mais do que dois a três itens em seu prato de cada vez, pois comemos mais quando o alimento está na nossa frente.
 
- Coma devagar e mastigue bem os alimentos. Lembre-se: quanto mais rápido comemos, mais comemos! Após a refeição o cérebro demora 20 minutos para perceber que o corpo está saciado.
 
- Beba um pouco de água entre as mordidas. As refeições, durante os feriados festivos, costumam demorar mais e se você comer vorazmente, seu prato ficará vazio quando outras pessoas ainda estão comendo, o que o levará a repetir. Se beber um gole de água a cada duas mordidas, isso o desacelerará. Você não comerá tanto e não se sentirá empanturrado.
 
- Se tiver escolha, use um prato menor e tente sempre se servir ! Você deve ter noção do que coloca no seu prato.
 
- Tome cuidado com o álcool, que é rico em calorias e desacelera o metabolismo. O álcool também prejudica o julgamento, portanto, quanto mais você beber, mas irá comer.
 
Minha Vida

Dez dicas para amenizar as dores da cólica menstrual

A mulher deve ficar atenta à intensidade da cólica menstrual
Cerca de 50% das mulheres podem sentir o incômodo em algum momento da sua vida
 
Como se não bastasse o incômodo e a irritação durante a TPM (Tensão Pré-Menstrual), algumas mulheres sofrem com cólicas durante o ciclo menstrual. Nesse período, a mulher pode sentir dores pélvicas, no baixo ventre. Se a dor for muito forte ou persistir após o final da menstruação, as causas devem ser investigadas pelo médico. Cerca de 50% das mulheres podem sentir cólica menstrual em algum momento da sua vida, e as dores podem ser de fraca a forte intensidade, interferindo negativamente na qualidade de vida.
 
Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, a cólica menstrual é uma dor aguda que vai e volta. Quando é muito forte, pode estar associada a outros sintomas como náuseas, vômitos e dor de cabeça.
 
— A dor é causada pela produção de prostaglandina, um hormônio responsável pela contração do útero nessa fase. Em algumas mulheres esse processo de contração é mais intenso e o fluxo menstrual maior — explica.
 
A cólica menstrual pode ser primária ou secundária. No primeiro caso, o mais comum, trata-se apenas de uma condição normal do ciclo menstrual, produzida pelas prostaglandinas. Já a secundária ocorre devido a alguma patologia como miomas uterinos, alterações no ovário, cistos, infecção pélvica, endometriose, uso do DIU (dispositivo intrauterino) e pólipos, entre outras doenças que podem afetar o sistema reprodutivo.
 
Geralmente, quando as cólicas são mais intensas, provocam outros males. Na maioria dos casos, a dor pode estimular o enjoo e a diarréia porque o trânsito intestinal aumenta.
 
— Quando esses sintomas se tornam constantes é preciso ser feita uma avaliação médica mais precisa, pois a dor forte pode significar outras doenças, principalmente, a endometriose — alerta a ginecologista.
 
Sinal de alerta para a endometriose
A mulher deve ficar atenta à intensidade da cólica menstrual, principalmente, as adolescentes, já que as dores costumam incomodar mais entre 17 e 34 anos.
 
— Trata-se de uma doença que pode ocorrer em qualquer momento da fase fértil, da primeira até a última menstruação. Algumas mulheres só descobrem que tem a doença quando tentam engravidar e não conseguem. Por isso, é importante consultar o ginecologista sempre que sentir fortes dores no baixo ventre — avisa a ginecologista.
 
Veja dicas de como minimizar as dores causadas pelas cólicas:
1 - Descanse

Durante o período de menstruação, é natural sentir-se cansada e sem ânimo. E com dor fica ainda mais difícil ir trabalhar ou se divertir. A recomendação é relaxar e descansar. Procure deitar com a barriga para baixo, apoiada em um travesseiro, comprimindo-a. Isso já ameniza as dores e pode garantir uma boa noite de sono nos dias de cólica menstrual.
 
2 - Faça exercícios físicos
Aposte em atividades como alongamento, ioga, caminhada ou andar de bicicleta. Feitos de forma regular e moderada, os exercícios liberam endorfina que tem a capacidade de diminuir a dor.
 
3 - Abuse de alimentos certos
Na lista, estão: soja, banana, beterraba, aveia, tofu, couve, abobrinha, salmão, atum e castanha-do-pará. Eles servem como relaxantes musculares e têm poder anti-inflamatório natural.
 
4 - Esqueça os alimentos gordurosos
Evite comer frituras, hambúrgueres ou alimentos ricos em gorduras, pois aumentam a produção de hormônios que causam contração no útero. Evite alimentos embutidos e bebidas com cafeína, por exemplo, café, chá preto e refrigerante.
 
5 - Fuja do estresse
Situações estressantes podem deixar a mulher mais irritada e sem paciência aumentando a intensidade da dor. Por isso, procure ficar relaxada e evite situações que podem causar estresse.
 
6 - Chás são aliados
Beba chá de canela, pois a canela age como analgésico amenizando a cólica. Além dele, os chás de hortelã e erva cidreira com propriedades calmantes também contribuem para o bem-estar.
 
7 - Use bolsa de água quente
A bolsa de água quente pode ser uma forte aliada. O calor emitido estimula a irrigação, relaxando a musculatura e amenizando o impacto das contrações do útero.
 
8 - Aposte em massagens
Movimentos suaves no abdômen e nos pés podem amenizar a cólica. Alivia a tensão muscular, melhora a circulação sanguínea e, consequentemente, diminui a dor. Comprimir essa região também pode ser uma forma de massagem.
 
9 - Acupuntura
As agulhas aplicadas em pontos estratégicos, entre eles, a região abdominal e lombar, podem auxiliar na liberação de endorfina e reduzir o incômodo causado pela dor abdominal.
 
10 - Quando optar pelos medicamentos
Pode parecer um sintoma simples, mas só um médico pode recomendar o melhor medicamento para diminuir a cólica menstrual.
 
De acordo com a médica, algumas mulheres recorrem ao analgésico, mas por ser uma inflamação que provoca contrações no útero, os anti-inflamatórios e antiespasmódicos são mais indicados para combater a cólica menstrual.
 
A mulher deve ser avaliada periodicamente pelo seu ginecologista para descartar doenças graves que podem se manifestar com dores do tipo cólica. Apesar de muitas vezes ser intensa, a cólica pode ser tratada e praticamente passar despercebida, sem prejudicar a rotina da mulher.
 
Zero Hora

Bom colesterol ajuda no controle dos níveis de glicose, aponta pesquisa

Bom colesterol ajuda no controle dos níveis de glicose, aponta pesquisa Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
O aumento dos níveis de HDL e ApoA-I em testes animais
resultou na proteção contra hiperglicemia
Principal proteína do HDL aumenta a utilização da glicose nas células dos músculos
 
O chamado " bom" colesterol (HDL) melhora os níveis de glicose no sangue, aumentando a função do músculo esquelético e a redução da adiposidade, segundo uma pesquisa publicada na American Heart Association Journal.
 
As taxas de doenças cardiovasculares ateroscleróticas são significativamente maiores em indivíduos com diabetes tipo 2. Um dos mais fortes preditores independentes de doenças cardiovasculares nesses pacientes é um baixo nível de circulação de lipoproteínas de alta densidade, o HDL, e sua principal proteína constituinte da apolipoproteína AI (ApoA- I).
 
Uma equipe internacional de cientistas liderada pela pesquisadora Susanna Hofmann, do Instituto de Diabetes e Regeneração Pesquisa do Helmholtz Zentrum München (HMGU) determinou que os níveis de HDL circulantes são necessários para o metabolismo e função do músculo esquelético.
 
Em seu estudo, Susanna e sua equipe observaram que sem ApoA -I, a queima de calorias é reduzida no músculo esquelético, o que resulta num aumento da glicose no sangue e a diminuição da função muscular. Os cientistas então determinaram que o colesterol HDL e a sua proteína de ApoA- I podem aumentar a utilização da glicose e calorias no interior das células dos músculos.
 
O aumento dos níveis de HDL e ApoA-I em testes animais resultou na proteção contra hiperglicemia e sintomas relacionados com a idade, tais como diminuição do desempenho muscular ou ganho de massa gorda. Houve também uma melhora na queima de calorias nas mitocôndrias (as "usinas de energia" de cada célula).
 
— A ligação resulta, pela primeira vez grandes quantidades de colesterol HDL com utilização inadequada de glicose e queima de calorias na diabetes tipo 2. A proteína ApoA-I está agora sendo testada clinicamente para a prevenção e regressão da aterosclerose — explica Hofmann , que investiga as interações de gordura e metabolismo da glicose.
 
Segundo a especialista, os resultados são altamente relevantes para as mulheres com diabetes tipo 2, o risco de doenças cardiovasculares em comparação com os homens com diabetes tipo 2 é significativamente maior, pois estas mulheres têm baixas concentrações do colesterol HDL e a proteína ApoA-I.

Zero Hora

Praticar exercícios físicos com frequência evita problemas cardiovasculares em pessoas com diabetes tipo 2

Praticar exercícios físicos com frequência evita problemas cardiovasculares em pessoas com diabetes tipo 2 Ricardo Wolffenbüttel/Agencia RBS
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS
Evitar a vida sedentária é fundamental para pessoas com diabetes
Risco de morte cardiovascular pode ser até 70% menor, aponta estudo
 
O risco de desenvolver complicações em pessoas com diabetes tipo 2 está diretamente relacionado com a frequência e duração do exercício físico, aponta um amplo estudo divulgado nesta quinta-feira, Dia Mundial do Diabetes. Os resultados indicam que pessoas com baixo nível de atividades físicas apresentam um risco 70% maior de morte cardiovascular que aqueles com níveis mais elevados.
 
Estudos têm mostrado que, indiscutivelmente, pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 2 são têm até cinco vezes mais chances de desenvolver alguma doença cardíaca ou um acidente vascular cerebral que pessoas saudáveis. Os principais fatores que desencadeiam os problemas também já foram claramente identificados: idade, histórico familiar e obesidade. Por isso, manter uma dieta saudável, perder peso e praticar exercícios físicos regularmente são as primeiras medidas a serem tomadas.
 
Outros estudos também têm apontado que a atividade física está diretamente relacionada com o risco de doença cardiovascular e a mortalidade em todos os grupos populacionais. Por exemplo: uma pesquisa desenvolvida em 2007 pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA descobriu que atividades moderadas (realizadas por pelo menos de 30 minutos na maioria dos dias da semana) ou de atividades mais intensas (realizadas por pelo menos 20 minutos, três vezes por semana) estão relacionadas a uma diminuição de 27 ou 32% no risco global de mortalidade, respectivamente.
 
Nesta quinta-feira, Dia Mundial do Diabetes, um novo estudo de acompanhamento de um grande grupo sueco que investiga o diabetes tipo 2 mostra que pessoas que praticam atividades físicas em nível baixo apresentam um risco consideravelmente maior de doenças cardiovasculares que aquelas que realizam níveis mais elevados. O estudo foi publicado no Jornal Europeu de Cardiologia Preventiva.
 
O estudo considerou como baixo nível de atividades física a prática de exercícios por até duas vezes por semana, durante 30 minutos. O nível alto foi definido como três vezes ou mais por semana. O grupo analisado compreendia um total de 15.462 pessoas, sendo 6963 realizando atividades de baixo nível e 8499 de alto nível, com idade média de 60 anos. Elas foram acompanhadas por cinco anos ou até o primeiro evento cardiovascular ou morte.
 
Os resultados mostraram que aqueles no grupo de atividade de baixo nível tiveram um risco 25% maior de eventos coronários e cardiovascular que aqueles no grupo de maior atividades, e um risco 70% mais elevado de um evento cardiovascular fatal.
 
— A atividade física regular é uma parte importante do plano de gerenciamento de diabetes e estes resultados reforçam a importância de implementar a atividade física regular como parte das medidas de estilo de vida — dizem os investigadores.
 
O principal autor do estudo, Björn Zethelius, da Universidade de Uppsala, na Suécia, afirmou:
 
— A mensagem deste estudo é clara: evite uma vida sedentária. Envolver-se em atividade física, ao lado de dieta , são a pedra angular do tratamento do diabetes tipo 2. Se você está atualmente em um baixo nível de atividade física, faça mais.
 
Zethelius acrescentou que o aumento da atividade física entre as pessoas com diabetes tipo 2 tem importantes implicações para a saúde pública, simplesmente por causa do aumento da prevalência da doença.
 
Zero Hora

Número de pessoas com diabetes aumenta 40% em seis anos

Número de pessoas com diabetes aumenta 40% em seis anos Stock.xchng/Divulgação
A capital com maior percentual de diabéticos é São Paulo (9,3%),
seguido de Curitiba (8,4%), Natal (8%) e Porto Alegre (8%0)
Porto Alegre é a quarta capital do país com maior percentual de pessoas com a doença
 
No Dia Mundial do Diabetes, lembrado nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde divulga dados inéditos sobre a doença no Brasil e revela que o número de casos está crescendo. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012) revelou um aumento de 40% entre 2006, primeiro ano do levantamento, e ano passado. O percentual de pessoas que se declararam diabéticas passou de 5,3% para 7,4% no período.
 
A capital com maior percentual de diabéticos é São Paulo (9,3%), seguido de Curitiba (8,4%), Natal (8%) e Porto Alegre (8%). Os menores índices estão em Palmas (4,3), Macapá (4,9), Manaus (4,9%) e Porto Velho (5%).
 
O avanço da diabetes está relacionado ao excesso de peso, à falta de exercícios físicos, à má alimentação e o envelhecimento da população. O Vigitel aponta que 75% do grupo de brasileiros convivendo com o diabetes estão acima do peso. Em 2012, pela primeira vez na história o número de pessoas com sobrepeso superou a metade da população, chegando a 51%.
 
— Os hábitos de vida dos brasileiros sofreram uma profunda mudança nos últimos anos, que estão provocando o aumento de doenças crônicas como o diabetes. Temos trabalhado para preparar o sistema de saúde para lidar com este novo quadro, com ações como a ampliação do acesso aos medicamentos para controle das doenças — destaca o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
 
Expansão da diabetes
Pelo Vigitel 2012, o diabetes é mais comum em mulheres (8,1%) do que em homens (6,5%). O estudo revela também que a escolaridade é um fator importante de prevenção: 3,8% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declararam ser diabéticos, enquanto 12,1% dos que têm até oito anos de escolaridade dizem ter a doença.
 
O crescimento ocorreu em todas as faixas etárias, porém na faixa de 35 a 44 anos o aumento foi mais significativo: 26,6% de 2006 a 2012. No ano passado, o percentual de pessoas nessa faixa etária que declararam ter diabetes foi de 3,9%, enquanto em 2006 o dado foi 2,9%. Outra faixa de destaque foi a de 65 anos ou mais, que passou de 19,2% para 22,9%, de 2006 a 2012, respectivamente.
 
A pesquisa de 2012 coletou dados nas 26 capitais e no Distrito Federal, ouvindo 45.448 pessoas.
 
Agência Saúde

Escolas influenciam nas dietas de criança, afirma pesquisa

Escolas influenciam nas dietas de criança, afirma pesquisa Pena Filho/Agencia RBS
Foto: Pena Filho / Agencia RBS
Estados Unidos lancará novos padrões de nutrição nas escolas
 do país no próximo ano
Estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que a dieta de crianças melhora quando as escolas adotam programas saudáveis de nutrição
 
Quando as escolas adotam políticas e práticas de nutrição saudáveis, as dietas dos alunos melhoram. Segundo a nova pesquisa liderada pela Universidade do Estado de Michigan (MSU, na sigla em inglês), há um impacto positivo na nutrição das crianças, quando as escolas oferecem lanches saudáveis no almoço.
 
— Quando as opções alimentares saudáveis são oferecidas, os alunos irão selecioná-los , comê-los e melhorar a sua dieta — disse a pesquisadora da MSUm Katherine Alaimo.
 
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) vai pedir que escolas implementem novos padrões de nutrição em 1 de Julho de 2014. Essas recomendações vão definir limites para calorias, sal, açúcar e gordura em alimentos e bebidas, bem como promover salgadinhos com mais grãos integrais, laticínios com pouca gordura, frutas e legumes .
 
Katherine e sua equipe de pesquisadores testaram normas semelhantes às novas exigências do USDA, o que demonstrou que as recomendações têm o potencial de melhorar os hábitos alimentares dos alunos. Por exemplo, as escolas que começaram a disponibilizar lanches saudáveis na hora do almoço a la carte impulsionaram o consumo diário total de seus alunos de frutas em 26%, legumes em 14% e grãos integrais em 30%. Os alunos também aumentaram o seu consumo de fibras , cálcio e vitaminas A e C.
 
Para o estudo, os pesquisadores também compararam as escolas que adotaram uma variedade de programas e políticas de nutrição. Algumas escolas fizeram apenas mudanças limitadas, enquanto outras implementaram programas mais completos para avaliar e melhorar o ambiente de nutrição da escola.
 
Algumas mudanças feitas incluíram elevar os padrões de nutrição para lanches e bebidas, oferecendo testes de sabor de alimentos e bebidas saudáveis para os estudantes, a comercialização de alimentos saudáveis na escola e a remoção de propagandas de alimentos não saudáveis. Quando as escolas implementaram três ou mais novas práticas ou políticas de nutrição, as dietas dos alunos tiveram uma melhora considerável.
 
— Criando ambientes escolares onde a escolha saudável é a escolha fácil permite que os alunos a pratiquem as lições aprendidas em sala de aula e formem bons hábitos desde cedo, e assim estabeleçam bases para um futuro saudável — disse Shannon Carney Oleksyk, consultor de vida saudável.
 
Zero Hora

Mais de 14 mil pessoas já foram internadas por diabetes em São Paulo neste ano

São Paulo – Os casos de diabetes já motivaram mais de 14 mil internações em São Paulo neste ano. O levantamento, divulgado ontem (14) pela Secretaria de Estado da Saúde, abrange os meses de janeiro a agosto, e aponta que, em média, a cada 24 minutos um paciente procura socorro em um hospital público da rede estadual.
 
Ao todo, 14.222 portadores do diabetes foram internados nos oito primeiros meses do ano, o que resulta em uma média de 59 pessoas por dia. Se a média for mantida, até dezembro 21.535 pessoas precisarão de internação. Em 2012, o total foram 22.076 internações ou 61 pacientes dando entrada em hospitais, por dia e, em 2011, foram 23.250 internações, com média de 64 por dia.
 
De acordo com Daniel Magnoni, nutrólogo da Divisão de Nutrição Clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, há dois tipos de diabetes, classificadas como 1 ou 2. O tipo 1 possui origem genética e seus sintomas dão sinais antes da fase adulta do portador. O tipo 2 já é mais recorrente em idosos, assim como em pessoas obesas, porém pode ser prevenido.
 
“É fundamental lembrarmos que diabetes do tipo 2 pode, sim, ser prevenida por meio da redução de peso, prática de atividade física e a diminuição do consumo de carboidratos, açúcar, sal e gordura saturada”, explica Magnoni. Segundo o especialista, a falta de cuidados pode agravar a arteriosclerose, os distúrbios metabólicos, as lesões nos rins e até os quadros de acidente vascular cerebral (AVC).
 
Nos casos dos pacientes diabéticos que também têm câncer, os cuidados precisam ser ainda maiores, porque o nível glicêmico fica descompensado pelos efeitos adversos causados por quimioterápicos e, portanto, necessitam rapidamente de controle para que o tratamento oncológico continue.
 
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), desenvolveu um projeto que reduziu em 90% a procura de pacientes diabéticos com câncer ao setor de pronto-atendimento do hospital.
 
Com o desenvolvimento do projeto, o Icesp analisou seus resultados. Após dois anos e meio da implantação, ao todo foram atendidos 361 pacientes, dos quais 185 mulheres e 176 homens, com idade média de 62 anos.
 
Do total de pacientes encaminhados pelo controle pré-operatório, nenhum deles precisou ter a cirurgia adiada devido a problemas no nível glicêmico. Outro fator positivo do projeto é que antes da intervenção do grupo, 40 pacientes compareceram ao pronto-socorro e, após, somente quatro, o que indica a diminuição de 90%.
 
Para a médica Ana Hoff, coordenadora do Serviço de Endocrinologia do Icesp, a importância do programa é o monitoramento que o paciente faz, tornando-se menos dependente das consultas médicas. “Diabetes é uma das disfunções que mais atingem os pacientes. Por isso, o programa é muito importante, já que um controle rápido jamais seria possível caso o monitoramento e os ajustes nas doses de medicação fossem feitos somente nas consultas de retorno”, explica.
 
O programa consiste em orientar e monitorar os pacientes, de maneira individualizada. Na primeira etapa do atendimento, uma equipe ensina os pacientes o que é a doença, como monitorá-la e como dosar o medicamento em sua própria casa. Um enfermeiro referência auxilia os pacientes de forma didática, com ilustrações, demonstrações teóricas e práticas sobre como aplicar a insulina. Semanalmente, os pacientes podem interagir com a equipe médica por e-mail.
 
 
Agência Brasil

Humor: Planos de Saúde

Combinação de drogas consegue matar bactérias resistentes a antibióticos

 Os estudos foram interrompidos quando alguns germes se
tornaram resistentes a ele
Grandes empresas farmacêuticas já tinham acompanhado de perto um composto denominado Adep (acil-depsipeptídeo), mas os estudos foram interrompidos quando alguns germes se tornaram resistentes a ele
 
Cientistas revelaram nesta quarta-feira uma combinação de medicamentos capaz de destruir germes resistentes a antibióticos em ratos, um feito com potencial para abrir um novo caminho para o tratamento de infecções crônicas e recidivas em humanos.

Grandes empresas farmacêuticas já tinham acompanhado de perto um composto denominado Adep (acil-depsipeptídeo), mas os estudos foram interrompidos quando alguns germes se tornaram resistentes a ele.

Mas pesquisadores dos Estados Unidos anunciaram que, quando usado juntamente com antibióticos convencionais, o Adep demonstrou ser um assassino implacável.

"Nós decidimos uni-lo a antibióticos convencionais para impedir a propagação de células resistentes (a medicamentos)", explicou Kim Lewis, da Universidade Northeastern, em Boston, co-autor do estudo.

O composto "esterilizou completamente" as bactérias em uma Placa de Petri e em ratos com infecção severa nos membros posteriores, disse Lewis.

"A eficácia em um modelo animal na verdade é um indício muito bom da eficácia em humanos, então penso que é totalmente realista" que o medicamento possa dar resultado, acrescentou.

Os seres humanos contam com antibióticos para combater uma grande variedade de doenças bacterianas, da amigdalite à tuberculose, mas os antibióticos não funcionam em todos os tipos de bactérias, e em alguns casos em que são eficazes, os germes evoluem de forma preocupante para tipos resistentes a medicamentos.
 
Algumas infecções são causadas por biofilmes: acúmulos pegajosos de células bacterianas que recobrem áreas infectadas e bloqueiam a ação do sistema imunológico, segundo um podcast da Nature, que acompanhou o estudo da revista britânica.

Embora consigam penetrar nestes biofilmes, os antibióticos não conseguem por fim à infecção por causa das denominadas "células persistentes".

Estas são células dormentes contidas no biofilme que param de se dividir ou crescer e desativam o seu metabolismo.

As células dormentes são a causa principal de infecções bacterianas crônicas e recidivas, uma vez que os antibióticos convencionais só conseguem atingir células bacterianas de crescimento ativo.

"Precisávamos procurar algo que em uma persistente ativasse uma função que a corrompesse, que permitisse matar a célula", afirmou Lewis.

Os cientistas testaram, então, o composto Adep em laboratório e descobriram que ele ativa uma protease nas células. Uma protease é uma proteína que rompe outras proteínas, finalmente levando à morte das células.

Nos experimentos, a protease degradou as proteínas nas células bacterianas, fazendo estas moléculas se "auto-digerirem", disse Lewis.

"Não importa se aquela célula era crescente, dormente ou persistente. Então, o composto tem a habilidade de esterilizar uma infecção", afirmou.

A razão pela qual as empresas farmacêuticas abandonaram o Adep como uma opção de medicamento foi porque a resistência a ele se desenvolveu "muito rapidamente", explicou o autor do estudo. Além disso, as células bacterianas que não produzem protease são completamente resistentes ao Adep, quando o composto é usado sozinho.

Em seus experimentos, os cientistas, então, empregaram o Adep em conjunto com antibióticos convencionais, como a rifampicina para exterminar germes de 'Staphylococcus aureus'.

"Nós descobrimos que estes mutantes que não têm a protease se tornam suscetíveis a morrer essencialmente com qualquer antibiótico", afirmou Lewis.

"É por isso que obtemos a esterilização quando combinamos o Adep com virtualmente qualquer outro antibiótico e isto, claro, resolve o problema da resistência", prosseguiu.

Lewis explicou que sua equipe agora trabalha com uma empresa de biotecnologia para fazer avançar estes resultados.
 
Correio Braziliense

Mais de um idioma ajuda a adiar o aparecimento de doenças neurológicas

Crianças em aula de inglês na Índia, onde foi feito o estudo: o bilinguismo adiou em quase cinco anos o aparecimento de demências em idosos (Noah Seelam/AFP
)
Crianças em aula de inglês na Índia, onde foi feito o estudo:
 o bilinguismo adiou em quase cinco anos o aparecimento
 de demências em idosos
Para chegar a essa conclusão, os autores analisaram os históricos médicos de idosos indianos
 
Aprender uma nova língua pode trazer mais vantagens do que se imaginava, aponta uma pesquisa coordenada por especialistas de uma universidade escocesa na Índia.
 
Segundo o estudo, publicado recentemente na revista Neurology, falar um segundo idioma parece retardar o aparecimento de algumas doenças neurológicas, como o mal de Alzheimer.
 
Para chegar a essa conclusão, os autores analisaram os históricos médicos de idosos indianos e constataram que, no grupo dos bilíngues, o surgimento de alguns tipos de demência ocorreu, em média, quase cinco anos depois.
 
Thomas Bak, professor do Centro de Neurociência Cognitiva da Universidade de Edimburgo e principal autor do estudo, explica que a ideia da investigação surgiu em 2007, quando foi publicado um trabalho do Canadá que observou um resultado parecido ao comparar idosos nascidos naquele país com outros que haviam migrado de outros países.
 
“Esses bilíngues (do estudo anterior) são, em sua maioria, de origem judia do leste europeu. Eles têm hábitos e genética diferentes, o que torna difícil fazer um comparativo”, explica Bak.

O pesquisador decidiu, então, comparar pessoas com genética e estilos de vida semelhantes para ver se alcançava resultados semelhantes. Para isso, contou com a parceria do Instituto Nizam de Ciências Médicas, na cidade indiana de Hyderabad, onde há muitas pessoas com o conhecimento de mais de um idioma. “Em lugares como Hyderabad, o bilinguismo é parte da vida cotidiana.
 
O conhecimento de várias línguas é a norma, e o monolinguismo, uma exceção”, explica Bak.
 
Correio Braziliense

Hospital de Base é multado em R$ 15 mil por descarte de lixo hospitalar

Lixo hospitalar foi encontrado junto com lixo comum (Divulgação/Agefis)
Lixo hospitalar foi encontrado junto com lixo comum
Os dejetos do hospital foram misturados ao lixo comum
 
A Agência de Fiscalização (Agefis) recebeu uma denúncia de irregularidade da empresa que coleta o lixo, na noite desta quarta-feira (14/11).

Foram encontrados pelo menos 10 sacos de dejetos contendo seringas, agulhas e sangue misturado ao lixo comum.

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi multado em R$ 15 mil por descarte incorreto de lixo hospitalar.

O fiscal da Agefis, José Jacinto conta que em junho deste ano esteve no local para passar orientação contra essas irregularidades.
 
Outra revelação é que o produto contaminado era descartado em sacos pretos, que são usados para o lixo comum. Isso mostra que até os funcionários estavam correndo riscos ao despejar o lixo sem saber o que estavam manuseando.
 
Segundo a Agefis, a coleta estará suspensa durante 24h por questão de segurança. Até à tarde desta quinta-feira (14/11), funcionários da agência vão fiscalizar o hospital para saber se o mesmo está tomando as medidas necessárias para a regularizar a situação.

Dejetos estavam sendo transportados em sacos pretos (Divulgação/Agefis)
Dejetos estavam sendo transportados em sacos pretos
A Secretaria de Saúde do DF, disse por meio de nota que irá apurar o caso. Para o órgão é inadmissível que os servidores não cumpram as normas de tratamento do lixo hospitalar.

Correio Braziliense

Países africanos adotam biometria para controle de vacinação

Condições precárias prejudicam controle de imunização no continente. Tecnologia robusta busca evitar mortalidade no Quênia, Benin, Zâmbia e Uganda
 
A empresa norte-americana Lumidigm, especialista em autenticação, anunciou esta semana que os sensores biométricos de imagem multiespectral sendo usados para diminuir o déficit de vacinação no Quênia, Benin, Zâmbia e Uganda. Cerca de 2,5 milhões de crianças nascidas na África em 2013 morrerão antes de completar cinco anos de idade por conta de um sistema de comunicação e distribuição de vacinas falho.
 
Em decorrência da falta de um acompanhamento efetivo do histórico de vacinação, a prevenção de doenças não está acontecendo da forma ideal. Na África, esse processo depende de um grande número de profissionais de saúde que atendem áreas muito grandes e remotas. Sem os registros de vacinação para consultar, há pessoas sendo imunizadas mais de uma vez desnecessariamente, muitas outras sendo simplesmente esquecidas, e um grande suprimento de vacinas sendo desperdiçado.
 
A taxa de desperdício das vacinas é superior a 50% em determinadas localidades de difícil acesso. O dispositivo móvel de baixo custo, o VaxTrac, está buscando resolver o problema através de um registro de vacinação biométrico operado e gerido em campo. Com os sensores de impressão digital da Lumidigm (em parceria com a Fulcrum), pacientes adultos e crianças estão sendo identificados e cadastrados no sistema. Quando um paciente retorna, seu histórico de vacinação é consultado a partir da sua identificação biométrica, permitindo que o profissional de saúde ofereça atendimento adequado.
 
Mark Thomas, diretor executivo da ONG VaxTrac, conta que o teste dos sensores Lumidigm começou em 2012. Como a pele das crianças, especialmente as pequenas, pode ser muito maleável, as tecnologias biométricas convencionais não funcionaram. A nova tecnologia de imagem multiespectral capta a impressão digital da superfície da pele e uma camada interna mais profunda, aumentando a precisão do processo.
 
A tecnologia de imagem multiespectral foi desenvolvida para superar os problemas de captura de impressão digital que os sistemas convencionais apresentam em condições não ideais. Bill Spence, vice-presidente comercial da Lumidigm para a América do Norte, Europa e Austrália, explica que a capacidade de ler rapidamente as impressões digitais de pacientes que vivem em ambientes extremamente secos ou úmidos, ou com dedos já desgastados, engordurados ou molhados, é vital para o programa.
 
O registro biométrico de vacinação também permite comunicação em tempo real para a gestão da cadeia de suprimentos, reduzindo o desperdício. A primeira implantação de sensores de impressão digital Lumidigm no continente africano aconteceu em março de 2013. As unidades estão agora no Quênia, Uganda e Benin – sendo que a maior implantação se deu em 40 clínicas da Zâmbia.
 
Agentes comunitários de saúde são treinados para usar o sistema biométrico de entrega de vacina.
 
Segundo o fabricante, ele pode ser manuseado até mesmo por quem tem um nível limitado de alfabetização.
 
SaudeWeb

Médicos vão controlar diabetes de 800 pessoas pela internet

Medidores entregues aos pacientes do Hospital do Servidor Público Estadual vão acusar pela web altos níveis de açúcar. Doença é a 4ª maior causa de morte no País
 
Cerca de 800 pacientes diabéticos atendidos no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), na capital paulista, terão níveis de glicemia monitorados à distância, através da internet, pelos médicos do Serviço de Endocrinologia e Metabologia da unidade. O projeto começou na quarta-feira (13).
 
Um aparelho de medição da taxa de glicemia permitirá que o paciente faça o controle em casa, e os médicos irão acompanhar tudo pela web. Se a taxa estiver alta, o paciente deverá passar por nova consulta e entrar em dieta rígida de controle alimentar.
 
O aparelho permitirá maior controle da doença fora do ambiente hospitalar, prevenindo doenças cardiovasculares, insuficiência renal, cegueira, gangrenas e amputações. O programa também irá evitar que os pacientes tenham que ir sempre ao hospital em razão de diabetes descompensada.
 
Levantamento realizado pelo HSPE, que é ligado ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), aponta que um a cada cinco pacientes idosos internados na unidade tem diabetes. O Iamspe atende 10% da população idosa do Estado de São Paulo, e cerca de 60% dos internados no HSPE têm 60 anos ou mais.
 
A doença, considerada a quarta maior causa de morte do País, é causada pela elevação da glicose no sangue, acima dos níveis considerados normais. Diversas são as complicações desencadeadas pelo diabetes, como infarto, insuficiência renal e perda da visão, dentre outras.

SaudeWeb

Vacinas contra gripe aviária têm primeiros resultados promissores

Transmissão do vírus H7N9 pode não ser apenas pelas aves (Foto: Reuters/William Hong)
Foto: Reuters/William Hong
O vírus H7N9 de gripe aviária passou a circular na China no
 inverno passado
Resultados foram publicados no 'New England Journal of Medicine'. Houve 45 mortes em 137 casos confirmados este ano, até outubro
 
Os primeiros experimentos em humanos da vacina contra uma cepa letal do vírus da gripe aviária, usando uma tecnologia inovadora que poderia fabricar milhões de doses muito rapidamente, produziram anticorpos protetores na vasta maioria dos receptores.
 
Segundo anúncio da indústria farmacêutica suíça Novartis e da Novavax, companhia de biotecnologia com sede em Rockville, no Estado norte-americano de Maryland, houve resultados encorajadores em experimentos em seu primeiro estágio para vacinas separadas.
 
Detalhes da vacina da Novavax foram publicados online no "New England Journal of Medicine" na noite de quarta-feira (13), enquanto a Novartis apresentou suas descobertas positivas nesta quinta.
 
"Esses são resultados muito semelhantes, mas parece pela primeira vez que poderemos ter uma vacina que atuaria contra um surto" (de gripe aviária), disse Robin Robinson, diretor da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada, a agência federal dos EUA encarregada de promover medidas de contenção em casos de emergências na saúde pública.
 
Ele afirmou que, como outras vacinas contra a gripe aviária falharam, "este é um marco muito importante". "Nós temos uma vacina promissora quando antes não tínhamos nada", disse.
 
A cepa H7N9 da gripe aviária surgiu no inverno passado na China. Houve 45 mortes em 137 casos confirmados este ano até o final de outubro, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Casos e mortes, frequentemente por pneumonia grave, tiveram um pico em março e abril.
 
Mas especialistas em saúde pública temem que o vírus possa voltar com força na próxima estação. Não houve casos informados na China em agosto e setembro, mas foram registrados quatro desde o início de outubro.
 
Uma taxa de mortalidade de um terço sugere que o vírus é altamente letal. A OMS diz que atualmente "não há indicação" de que o vírus seja transmitido de pessoa para pessoa, por isso, não se tornaria uma pandemia. Mas cepas de gripe podem sofrer rápida mutação genética que as tornem transmissível entre humanos.
 
G1

Com mãos e pé reimplantados, mulher do DF pode recuperar movimentos

Mulher tem membros reimplantados após ser agredida pelo marido no DF (Foto: TV Globo/ Reprodução)
Foto: TV Globo/ Reprodução
Mulher tem membros reimplantados após ser agredida pelo
marido no DF
Médico estima que ela possa ter até 80% dos movimentos e sensibilidade. Paciente teve membros decepados a facão por marido, que está foragido
 
A mulher que teve um braço, uma mão e um pé decepados a facão pelo marido, no Paranoá, no Distrito Federal, tem chance de recuperar até 80% dos movimentos, segundo o cirurgião de mão e microcirurgião Paulo Sergio Mendes de Queiroz, que fez parte da equipe que trabalhou na reimplantação dos membros. A vítima permanece internada no Hospital de Base de Brasília e deve se submeter a novas cirurgias em duas semanas.

“Ela vai ter um pouco de dificuldade nos pés, mas se seguir toda a recuperação, fisioterapia, ela vai recuperar de 70% a 80% dos movimentos e da sensibilidade”, afirma Queiroz.

Segundo o médico, em cerca de dois meses a paciente já vai começar a ter movimentos. O tratamento tem duração prevista de um ano.
 
As mãos da mulher estão sendo aquecidas para evitar trombose. Ela recebe medicação e curativos duas vezes por dia. Queiroz afirma que a mulher tem hoje de 30% a 40% de chance de ter rejeição.
 
“A dificuldade maior é fazer a ligação dos vasos. A gente fez uma vez, deu problema. A gente fez de novo e deu certo. Em cerca de 10, 20 dias vamos começar a ligar os tendões, primeiro da mão esquerda.”
 
A mulher teve o antebraço esquerdo, a mão direita e a perna esquerda cortados pelo marido a facão, após um discussão na última segunda-feira (11). O agressor fugiu logo após o crime. Até as 13h desta quinta-feira (14) ele ainda encontrava-se foragido, segundo o delegado-chefe da 6ª DP, Miguel Lucena.
 
A polícia informou que os desentendimentos entre o casal eram frequentes. "Eles tinham histórico de brigas, de discussões, mas nunca desse modo. Ele tem histórico de bebida e de consumo de droga, de crack", diz.
 
A mulher foi socorrida e levada ao Hospital Regional do Paranoá e depois para o Hospital de Base.
 
Três equipes médicas, com um total de doze profissionais, atuaram ao mesmo tempo para reimplanta os membros da vítima. Os procedimentos foram realizados cerca de duas horas após o crime.
 
Segundo a Secretaria de Saúde do DF, entre 3 e 4 pacientes que sofreram amputações totais ou parciais de membros são atendidos por equipes de reimplantes do Hospital de Base. "Esse ano tivemos dois casos mais graves em que os pacientes perderam todo o membro [as mãos] e conseguimos reimplantá-las", diz o médico Paulo Sergio Queiroz.
 
G1

Brasil ainda não valida pesquisas alternativas ao uso de animais

Beagles foram levados por ativistas de laboratório de pesquisas em São Roque (Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Arquivo Pessoal
Beagles foram levados por ativistas de laboratório de pesquisas
 em São Roque, interior de São Paulo
Lei proíbe uso de animais se há método comprovado para substitui-los. Ativistas apontam falha; Ministério diz que órgão está em fase de criação
 
O Brasil não possui hoje um órgão para validar métodos alternativos ao uso de animais em pesquisas científicas, apesar de ser proibido por lei o uso de animais quando há outros meios de se chegar ao mesmo resultado. Para ativistas, trata-se de uma falha que permite irregularidades. Segundo o governo, órgão está em fase de criação.
 
Dezenas de ativistas invadiram, na madrugada de sexta-feira (18), o laboratório do Instituto Royal e levaram vários animais do complexo alegando maus-tratos em pesquisas científicas. O instituto afirma que os experimentos são autorizados e eram realizados dentro da lei.
 
Pela Lei nº 11.794, chamada Lei Arouca, é crime o uso de animais quando existe outro método possível. Mas ativistas em defesa dos animais afirmam que o governo não possui hoje um controle de que métodos deveriam estar sendo usados alternativamente pelas instituições. Isso porque não existe o órgão regulador.
 
“Não tem nenhum instituto no Brasil, que seria um tipo de Inmetro, que valide o método substitutivo. Ficou essa brecha”, afirma George Guimarães, presidente da ONG Veddas, totalmente contra o uso de animais em experimentos.
 
“Esse órgão está sendo implementado no âmbito do ministério [da Ciência e Tecnologia]. Ele vai validar os métodos no Brasil e os que estão sendo realizados no Brasil. Está sendo formado há cerca de um ano. É uma questão de tempo”, afirma Marcelo Morales, coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) --o órgão do ministério que dita as normas de utilização dos animais e credencia as instituições interessadas no uso de animais. “Hoje existe uma rede de pesquisadores que fazem pesquisas de métodos alternativos”, afirma.
 
O Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM), fruto de cooperação técnica da Anvisa com a Fundação Osvaldo Cruz (FioCruz), é a entidade criada em 2012 para pesquisar e validar os métodos alternativos, mas ainda não obriga os laboratórios a substituírem as práticas.
 
Octavio Presgrave, coordenador do BraCVAM, afirma que a ideia é que o centro recomende ao Concea a oficialização de métodos substitutivos, nacionais ou internacionais, mas que o processo de validação a ser usado no Brasil “foi enviado ao Concea para ser avaliado e homologado”. “Esse processo precisa ser oficializado para que possa ser implantado”, explica.
 
Segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia, uma série de questões práticas, como importação de materiais, ainda precisam ser definidas para que o órgão comece a regular as pesquisas. “Os métodos alternativos estão em discussão dentro desse centro. Hoje nós não temos os métodos validados. Mas uma vez que estiverem validados, eles serão obrigatórios”, afirma Morales. “Temos que ser muito responsáveis, porque se a gente obrigar um método não disponível no Brasil, podemos causar um prejuízo muito grande.”
 
Pesquisas
Também não é possível ter acesso a dados que comprovem que os institutos estão obedecendo a lei. O coordenador diz ser crime usar animais quando há outra forma de teste, mas que não pode fornecer a lista de instituições que realizam pesquisas com animais e quais tipos de experimentos são realizados, por questão de segurança.
 
Segundo Morales, o conselho faz todo o controle e credencia as instituições pesquisadoras e, quando há alternativas, elas são utilizadas. “Nenhuma empresa séria hoje faz pesquisa com cosméticos utilizando animais, porque existem os métodos alternativos para substituição. Tem um kit de pele humana que é usado. Agora, com novos medicamentos, é imprescindível e os cães fazem parte dessa pesquisa”, disse o cientista ao G1.
 
Questionado sobre se é possível afirmar que não existe pesquisa cosmética com animais atualmente no país, ele afirma, no entanto, que, “em alguns casos, o teste com animal é permitido”. “Cosméticos poderão ser substituídos, como já estão sendo. Só que o Brasil teria que produzir os kits de pele, porque os importados têm prazo de uma semana de validade. Pesquisadores brasileiros estão estudando esse tema.”
 
"No mundo, são pouquíssimos os métodos alternativos válidos ou validados, então, mesmo que exista esse órgão, eles não vão substituir os animais", diz Morales.
 
Ativistas
O presidente da ONG Veddas afirma que a solução procurada pelos ativistas é acabar com as pesquisas com animais, mas que a existência de um órgão regulador forneceria subsídios para impedir algumas práticas.
 
"Enquanto tem o comodismo de usar o que já existe, para que vai desenvolver algo novo? Já sabemos que, para a maior parte das pesquisas, já existem métodos substitutivos. Ou in vitro, ou até mesmo em seres humanos. Esse argumento falacioso do mal necessário não é aceitável. Se poderia dizer o mesmo de que a escravidão era inevitável”, defende.
 
"O principal ponto contra é que eles são seres vivos, eles não são voluntários, são forçados. Outro ponto é que o verdadeiro teste é com humanos, tanto é que os medicamentos são retirados do mercado. É interesse da indústria", afirma. "Na Europa já são proibidos todos os testes com cosméticos. Por que aqui nós fazemos?"
 
“Hoje em dia, já há uma tendência no mundo em usar métodos substitutivos aos animais”, diz Silvana Andrade, fundadora e presidente da Anda (Agência de Notícias de Direitos Animais) e também contrária a qualquer tipo de experimentos com animais.
 
“Posso te garantir que apenas 1% dos testes realizados em animais extrapolam para a fase humana. Nunca houve tantas doenças, tantos medicamentos e tão pouca cura no mundo. Os laboratórios não investem em curas, mas em remédios cujos efeitos deletérios provocam outras tantas doenças.
 
Costumo dizer que somos todos cobaias, porque os remédios produzem efeitos diferenciados entre as pessoas. Para quem não sabe, uma das principais causas de morte no Ocidente é em virtude de efeitos colaterais de medicamentos, fica atrás apenas do câncer, doenças do coração e acidentes vasculares cerebrais”, afirma ela.
 
A jornalista defende a abolição dos testes em animais. “Dizer que ele está no ar condicionado não é cuidar bem de um animal. Você está obrigando o animal a se submeter a algo que faz mal ao corpo dele. Isso, por si só, são maus-tratos. Por que a ciência não pode ser ética? Não somos obscurantistas. Os cientistas brasileiros é que continuam fazendo fogo com graveto.”
 
"Isso não é uma garantia para o consumidor, é uma garantia para a empresa que encomendou os testes", diz Guimarães.
 
Já o coordenador do Concea afirma que o uso de animais é necessário “na maioria das pesquisas”.
 
“No mundo, são pouquíssimos os métodos alternativos válidos ou validados, então, mesmo que exista esse órgão, eles não vão substituir os animais”, diz. "Levaram todos os cães e deixaram todos os ratos. Para o Concea, todos os animais têm que ter a mesma atenção, nenhum pode sofrer."
 
Mudanças
Tramitam no Congresso projetos para restringir o uso de animais e ainda de proibir a utilização em instituições de ensino, a hipótese mais criticada de utilização. “Não há necessidade para uso didático, não há sentido em produzir experiências que não têm nenhuma inovação. A medicina veterinária da USP há muitos anos introduziu o uso de cadáveres”, afirma a advogada Viviane Cabral, assessora jurídica do deputado Ricardo Tripoli (PSDB).
 
O deputado obteve a guarda de duas cadelas da raça beagle que pertencem ao Instituto Royal. Os animais foram encontrados por moradores no sábado (19), em São Roque, e levados até a delegacia.
 
“Temos um projeto que veda uma série de práticas para justamente estimular os métodos substitutivos. Entendemos que as leis estão defasadas em razão dos padrões éticos”, afirma.
 
“Outra dificuldade é que os institutos não revelam quais são os protocolos e procedimentos, porque se calcam nessa questão do sigilo industrial. Com certeza existem pesquisas sendo feitas onde não é preciso usar animais”, completa.
 
O projeto de lei 215/2007 institui o Código Federal de Bem-Estar Animal e ainda precisa ser analisado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Já o PL 2.833/2011, que criminaliza condutas lesivas contra os animais, deve ir a plenário.
 
A Câmara criou nesta terça-feira (22) uma comissão externa formada por seis deputados federais, para investigar denúncias de maus-tratos supostamente praticados pelo Instituto Royal Os trabalhos do colegiado serão coordenados pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), e Tripoli será o relator.
 
Ciência
"Hoje em dia é impossível fazer pesquisa na área da saúde sem o envolvimento de animais, é importante", afirma Morales. Segundo o pesquisador, acabar com os testes “não seria só prejudicial, mas estaríamos colocando o Brasil completamente dependente da tecnologia externa e a população brasileira, em risco”. “Todos os lotes de vacina são testados em animais. Todos os medicamentos também.”
 
O coordenador do Concea diz ainda que não procede o argumento de que seria mais caro investir em meios alternativos. “Todos os pesquisadores brasileiros prefeririam muito usar métodos alternativos.
 
Os cães são caros de manter, tem que ter cuidado extremo. Seria muito melhor para a ciência”, diz.
 
G1