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domingo, 29 de dezembro de 2013

O que é Incontinência Urinária?

Sinônimos: Perda do controle da bexiga; Micção incontrolável; Micção - incontrolável; Incontinência - urinária
 
A incontinência urinária (ou da bexiga) ocorre quando não é possível ter controle sobre a urina que sai da uretra, canal que leva a urina da bexiga para fora do organismo. Esse problema pode variar de um vazamento de urina ocasional até uma completa incapacidade de reter a urina.
                                   
Os três tipos principais de incontinência urinária são:
 
Incontinência de esforço ocorre durante algumas atividades, como tossir, espirrar, rir ou realizar exercícios.
 
Incontinência de urgência - envolve uma necessidade súbita e forte de urinar, seguida de uma contração instantânea da bexiga e a perda involuntária de urina. Não há tempo suficiente para chegar ao banheiro quando você percebe que precisa urinar.
 
Incontinência de sobrefluxo - ocorre quando a bexiga não se esvazia por completo, o que leva ao gotejamento.
 
Incontinência mista - envolve mais de um tipo de incontinência urinária.
 
Incontinência fecal, um tópico separado, é a incapacidade de controlar a passagem das fezes.                                    
 
Considerações                        
A incontinência é mais comum entre idosos. As mulheres estão mais propensas a ter incontinência urinária do que os homens.
                                   
Crianças e bebês não são considerados incontinentes, pois simplesmente ainda não aprenderam a controlar a vontade de ir ao banheiro. Acidentes ocasionais são comuns em crianças de até 6 anos. Crianças (e às vezes adolescentes) do sexo feminino podem apresentar pequenos vazamentos de urina ao rir.
                                   
A enurese noturna em crianças é normal até a idade de 5 ou 6 anos.                                    
 
Micção normal
Normalmente, a bexiga começa a se encher de urina que provém dos rins. Ela se expande para permitir volumes maiores de urina.
                                   
A primeira vontade de urinar ocorre quando há cerca de 200 mL (pouco menos de 1 xícara) de urina retida na bexiga. Um sistema nervoso saudável responde a essa sensação de expansão alertando o indivíduo por meio da vontade de urinar,permitindo, ao mesmo tempo, que a bexiga continue enchendo.
                                   
Um indivíduo normal pode reter cerca de 350 a 550 ml (mais de 2 xícaras) de urina. Dois músculos ajudam a controlar o fluxo de urina:
 
- O esfíncter (o músculo circular ao redor da abertura da bexiga) deve ser capaz de se contrair para evitar que a urina vaze.
 
- O músculo da parede da bexiga (detrusor) deve se manter relaxado para que a bexiga possa se expandir.
 
No momento de esvaziar a bexiga, o músculo da parede da bexiga (detrusor) se contrai ou se aperta para forçar a urina para fora da bexiga. Antes da contração desse músculo, o corpo deve ter a capacidade de relaxar o esfíncter para permitir que a urina seja expelida.
 
                                   
A capacidade de controlar a urina depende de uma anatomia normal, um sistema nervoso funcionando normalmente e a capacidade de reconhecer e responder à vontade de urinar.                                    
 
Causas  
                     
As causas são:
  • Problemas anatômicos
  • Bloqueio
  • Problemas cerebrais ou nervosos
  • Distúrbios musculares ou nervosos (distúrbios neuromusculares)
  • Demência ou outros problemas psicológicos que afetam a capacidade de reconhecer ou responder à necessidade de urinar
A incontinência pode ser de caráter repentino e temporário ou constante e de longo prazo.
 
As causas da incontinência repentina ou temporária incluem:
  • Convalescência por exemplo, durante a recuperação de uma cirurgia
  • Alguns medicamentos (como diuréticos, antidepressivos, tranquilizantes e alguns remédios para tosse e resfriado e anti-histamínicos para alergias)
  • Confusão mental
  • Gravidez
  • Infecção ou inflamação na próstata
  • Acúmulo fecal causado por forte constipação, causando pressão sobre a bexiga
  • Infecção do trato urinário (ou inflamação)
  • Ganho de peso
Possíveis causas da incontinência de longo prazo:
  • Mal de Alzheimer
  • Câncer de bexiga
  • Espasmos da bexiga
  • Depressão
  • Próstatas grandes
  • Problemas neurológicos, como esclerose múltipla ou derrame
  • Danos aos nervos ou aos músculos após radioterapia pélvica
  • Prolapso pélvico em mulheres - queda ou deslocamento da bexiga, uretra ou reto para a área vaginal, muitas vezes relacionado a várias gestações ou partos
  • Problemas na estrutura do trato urinário
  • Lesões na coluna
  • Fraqueza do esfíncter
  • o músculo circular da bexiga responsável por abri-la e fechá-la. Isso pode acontecer após uma cirurgia vaginal ou na próstata
Cuidados
Procure um médico para realizar um exame inicial e um plano de tratamento. As opções de tratamento variam, dependendo do caso e do tipo da incontinência. Felizmente, há muitas medidas que você pode seguir para ajudar a controlar a incontinência.
                                   
Os seguintes métodos podem ser usados para fortalecer os músculos do assoalho pélvico:
 
- Reeducação da bexiga envolve urinar em horários programados, mesmo que você não esteja com vontade. Entre esses horários, você deve tentar esperar até o próximo horário programado. Primeiro, você precisará programar intervalos de 1 hora. De forma gradual, você poderá aumentar para intervalos de 1 a 2 horas, até que passe a urinar a cada 3 a 4 horas sem vazamento.
 
- Exercícios de Kegel - contraia os músculos do assoalho pélvico por 10 segundos e, em seguida, relaxe-os por 10 segundos. Repita 10 vezes. Pratique esses exercícios três vezes por dia. Você pode praticá-los em qualquer lugar e a qualquer momento.
 
Para localizar os músculos pélvicos, ao começar a praticar os exercícios de Kegel, interrompa o fluxo de urina em meio ao ato de urinar. Os músculos necessários para esse procedimento são os músculos do assoalho pélvico. NÃO contraia os músculos do abdome, das coxas e das nádegas. E NÃO pratique os exercícios em excesso. Isso poderá cansar os músculos e agravar a incontinência.
                                   
Dois métodos chamados de biofeedback e estimulação elétrica podem ajudá-lo a aprender como praticar os exercícios de Kegel. O biofeedback utiliza eletrodos colocados sobre os músculos do assoalho pélvico, que emitem uma resposta quando os músculos são contraídos e quando estão relaxados. A estimulação elétrica utiliza uma corrente elétrica de alta tensão para estimular os músculos do assoalho pélvico. Esse procedimento pode ser realizado em casa ou durante uma consulta médica, por 20 minutos, diariamente, por até 4 dias.
                                   
O biofeedback e a estimulação elétrica não serão mais necessários quando você for capaz de identificar os músculos do assoalho pélvico e conseguir fazer os exercícios por conta própria.
O uso de cones vaginais melhora o desempenho dos exercícios de Kegel para mulheres. Há outros procedimentos para tratar a incontinência.
                                   
Para conter o vazamento, use absorventes ou fraldas para adultos. Há vários produtos, especificamente desenvolvidos, que podem ser usados sem que ninguém perceba, apenas você.
 
Outras medidas incluem:                                    
  • Regule seu intestino para evitar a prisão de ventre. Tente aumentar as fibras na sua dieta alimentar.
  • Pare de fumar para reduzir a tosse e a irritação da bexiga. Fumar também aumenta o risco de câncer na bexiga.
  • Evite o álcool e bebidas cafeinadas, principalmente o café, que pode superestimular a bexiga.
  • Perca peso, se for necessário.
  • Evite alimentos e bebidas que possam irritar a bexiga, como comidas picantes, bebidas gaseificadas, frutas e sucos cítricos.
  • Mantenha o açúcar do sangue sob controle, caso você tenha diabetes.
Seu médico poderá recomendar medicamentos ou cirurgia, especialmente se os cuidados em casa não estiverem ajudando ou se os sintomas estiverem piorando.
                                   
Os medicamentos que podem ser prescritos incluem remédios que relaxam a bexiga, aumentam o tônus muscular da bexiga ou fortalecem o esfíncter.
                                   
A cirurgia pode ser necessária para eliminar uma possível obstrução ou deformidade entre o colo da bexiga e a uretra.
 
Se você tiver incontinência de sobrefluxo ou não puder esvaziar a bexiga por completo, poderá ser recomendado um cateter. No entanto, o uso de cateter pode deixá-lo exposto a possíveis infecções.                                    
 
Prevenção
A prática de exercícios de Kegel durante a gravidez e logo após o parto pode ajudar a prevenir a incontinência relacionada ao parto.
 
Buscando ajuda médica
Converse sobre a incontinência com seu médico. Os ginecologistas e os urologistas são os especialistas mais familiarizados com esse problema. Eles podem avaliar as causas e recomendar as abordagens de tratamento adequadas.   
                                 
Ligue para o serviço de emergência local (como 192) ou procure um atendimento de emergência se algum dos sintomas a seguir estiver acompanhando uma súbita perda do controle da urina:
  • Dificuldade de falar, caminhar ou se expressar
  • Fraqueza, dormência ou formigamento súbitos em um braço ou uma perna
  • Perda da visão
  • Perda de consciência ou desorientação
  • Perda do controle intestinal
Ligue para o médico se:
  • Você estiver com prisão de ventre há mais de 1 semana
  • Você tiver dificuldade para iniciar o fluxo de urina, apresentar gotejamento, enurese noturna, dor ou ardência ao urinar, maior frequência ou urgência, urina escurecida ou com sangue
  • Você estiver tomando remédios que podem causar incontinência - NÃO altere ou interrompa nenhuma medicação sem comunicar o médico.
  • Você tiver mais de 60 anos e sua incontinência for recente, especialmente se estiver tendo problemas de memória ou com seus cuidados pessoais
  • Você tiver vontade de urinar frequentemente, mas expele apenas pequenas quantidades de urina
  • Você sentir a bexiga cheia mesmo após ter acabado de urinar
  • A incontinência persistir por mais de 2 semanas mesmo com os exercícios para fortalecer os músculos pélvicos
Na consulta médica                        
O médico preparará seu histórico médico e fará um exame físico, com foco no abdome, genitais, pelve, reto e sistema neurológico.
                                   
As perguntas do histórico médico poderão incluir:
  • Há quanto tempo a incontinência tem sido um problema para você?
  • Quantas vezes isso acontece por dia?
  • Você percebe a necessidade de urinar antes do vazamento?
  • Você se dá conta imediatamente que urinou?
  • Você se sente molhado a maior parte do dia?
  • Você usa fraldas protetoras para casos de acidentes? Com que frequência?
  • Você evita situações sociais devido a possíveis acidentes?
  • Você já teve infecções urinárias anteriormente? Você acha que pode ter uma agora?
  • É mais difícil controlar a urina quando você tosse, espirra, tensiona os músculos ou ri?
  • É mais difícil controlar a urina quando você corre, salta ou caminha?
  • A incontinência piora quando você está sentado ou em pé?
  • Você está com prisão de ventre? Há quanto tempo?
  • Você toma alguma providência para diminuir ou evitar acidentes?
  • Você já fez algum tratamento para esse problema anteriormente? Isso ajudou?
  • Você já tentou praticar os exercícios para o assoalho pélvico (Kegel)? Eles ajudaram?
  • Que procedimentos, cirurgias ou lesões você já teve?
  • Que medicamentos você toma?
  • Você bebe café? Em que quantidade?
  • Você bebe álcool? Em que quantidade?
  • Você fuma? Quantos cigarros por dia?
  • Você tem diabetes ou um histórico familiar de diabetes?
  • Você apresenta algum outro sintoma?
Entre os exames de diagnóstico que podem ser realizados estão:
  • Urinálise
  • Cultura da urina, para verificar se há infecção, se for indicado
  • Cistoscopia (inspeção do interior da bexiga)
  • Exames urodinâmicos (exames que medem a pressão e o fluxo urinário)
  • Urofluxo (para medir o padrão do fluxo de urina)
  • Resíduo pós-miccional (RPM) para medir a quantidade de urina existente após a micção
Outros exames podem ser realizados para descartar a possibilidade de fraqueza pélvica como causa da incontinência. Um desses exames é chamado de teste do cotonete. Esse teste envolve medir a alteração do ângulo da uretra quando ela está em repouso e quando está tensionada. Uma alteração de ângulo maior que 30 graus costuma indicar fraqueza significativa dos músculos e tendões que sustentam a bexiga.
 
Fontes e referências:
 
- Gerber GS, Brendler CB. Evaluation of the urologic patient: History, physical examination, and urinalysis. In: Wein AJ, ed. Campbell-Walsh Urology. 9th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier;2007:cap. 3.                                
 
- Holroyd-Leduc JM, Tannenbaum C, Thorpe KE, Straus SE. What type of urinary incontinence does this woman have? . 2008;299:1446-145.
 
- Rogers RG. Clinical practice: urinary stress incontinence in women. N Engl J Med. 2008;358:1029-1036.                               
 
- Shamliyan TA, Kane RL, Wyman J, Wilt TJ. Systematic review: randomized, controlled trials of nonsurgical treatments for urinary incontinence in women. Ann Intern Med. 2008;148:459-473.

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Guaraná em pó combate a obesidade e previne o câncer

A fruta amazônica: guaraná
Quer emagrecer, retardar o envelhecimento e ter disposição de sobra? Então consuma pó de guaraná
 
Ele é feito com as sementinhas retiradas dessa fruta tipicamente brasileira, que é repleta de nutrientes do bem. Conheça aqui quatro benefícios desse poderoso alimento da Amazônia, publicados na revista SAÚDE!:
 
1. Combate a obesidade
“O consumo do guaraná  aumenta o gasto calórico diário”, afirma Ivana da Cruz, bióloga da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em entrevista à revista SAÚDE!. Por que isso acontece? É que essa frutinha contém fitoquímicos que aceleram o metabolismo e aumentam a queima calórica corporal. Por isso, ele é um grande aliado do emagrecimento.
 
2. Poderoso antioxidante
O guaraná é rico em uma substância chamada catequina, responsável por impedir o trabalho dos radicais livres, pequenos vilões que destroem as células do corpo e aceleram o envelhecimento.
 
3. Energético que dá muita disposição
É uma fruta que espanta o sono, ativa a mente, aumentar a energia e a resistência física. Isso graças a duas substâncias especiais: a cafeína e a teobromina. Que tal turbinar seu pique para malhar na academia?
 
4. Previne o câncer
É isso mesmo! Várias pesquisas mostram que o guaraná pode frear tumores e impedir sua proliferação no organismo. Também pode ser usado para prevenir a doença.
 
Os benefícios do guaraná são obtidos com a ingestão de pequenas quantidades. O consumo recomendado é só uma colher de café do pó por dia. Mas atenção! Nem tudo mundo pode consumi-lo à vontade. Esse alimento é contraindicado para pessoas cardíacas e hipertensas, para quem sofre com úlcera ou gastrite. Se você tem algum desses problemas, consulte seu médico, ok!
 
Você pode consumir o guaraná em cápsulas, em bastão ou em pó.
 
M de Mulher

Corte com sangramento, o que fazer?

Sherlock Homes, Jane Marple, Hercule Poiroit. Não, o tema do Por uma boa causa não está nos clássicos personagens de mistério da literatura mundial, mas na curiosidade e inventividade que as crianças compartilham com os detetives da ficção: algumas vezes as características responsáveis pelos acidentes domésticos.  Então, para dar continuidade a série de reportagens “Medicina infantil: quando levar ao pronto-socorro?” nesta semana o Olhar Vital fala dos recorrentes cortes com sangramento, que levam famílias à loucura.
 
Basta rolarem as primeiras gotas de sangue do rebento para que os pais recorram a vizinhos, parentes e amigos em busca de remédios milagrosos, que curem a aflição das crianças e muitas vezes suas próprias. Extremamente preocupados, não veem a dimensão do problema, tomando atitudes desesperadas e até desnecessárias.
 
Segundo a pediatra do serviço de emergência do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), Kátia Oliveira Machado, manter a calma é a primeira medida após o desagradável incidente.
 
– Em primeiro lugar, os acidentes têm que ser tratados sem desespero, sem pânico. tranquilizar a criança, tranquilizar a si mesmo, ter atitudes firmes e seguras são fatores muito importantes para que a situação possa ser avaliada, para que possam ser identificados os possíveis riscos para a vida da criança. Afinal, elas crescem e se desenvolvem, querem e precisam descobrir o mundo, brincar, correr, pular, porém a imaturidade e inexperiência em explorar o ambiente aumentam as chances de quedas e ferimentos – alerta a pediatra.
 
Mais tranquilos, os pais certamente conseguirão melhores resultados sobre seus filhos, afinal ainda que novinhas, as crianças conseguem perceber quando existe algo de errado. Com a situação sob controle, uma dúvida sempre aparece: será que é necessário levar ao pronto-socorro ou o corte pode ser tratado em casa?
 
 
– Se a criança apresenta um corte raso e bem pequeno ou se forem apenas escoriações, sem necessidade de suturar (dar pontos), as preocupações são bem menores e os cuidados são feitos em casa. Algumas vezes mesmo um corte menor, provoca um sangramento intenso. Ferimento no couro cabeludo é um tipo de acidente que costuma assustar a todos. Nesse caso aconselha-se procurar um médico para esclarecimentos – explica a médica.
 
O atendimento deve ser solicitado sempre que houver casos de emergência ou urgência, isto é, quando há o comprometimento geral da saúde da criança e sua vida corre perigo. Especificamente: quando não respira bem, apresenta comprometimento cardiocirculatório grave ou neurológico. Em geral, se o acidente ocorreu em ambiente doméstico e a criança não foi exposta a um perigo maior como altura ou acidente de trânsito, acredita-se não oferecer riscos, mas apenas um médico pode confirmar a gravidade.
 
– Em geral, se ela se machuca e chora, reagindo, sentando ou mexendo os braços e as pernas, conversando poderá receber assistência médica sem urgência. É importante sim, levá-la ao hospital caso haja um sangramento arterial, jorro de sangue da ferida ou quando o paciente parece arroxeado, respira de maneira anormal, tem a consciência alterada, sonolência, desorientação ou mesmo pulsação comprometida.
 
Passados os primeiros momentos de apreensão, o passo seguinte deve ser a limpeza adequada do ferimento. Para isso, é importante esquecer os conselhos passados de geração em geração e evitar produtos como: limão, álcool, pó de café e açúcar. “A ferida deve ser lavada com água e sabão (ou sabonete) para retirada de impurezas evitando assim a infecção. Produtos que sujam a ferida dificultam a avaliação e o tratamento da lesão”, aconselha Kátia.
 
Após a lavagem, há a necessidade de parar o sangramento e para isso, aconselha-se a compressão delicada da área com toalha ou panos limpos, preferencialmente gaze. Caso o sangramento seja intenso, esguichando sangue, pode surgir a necessidade do uso de torniquete ou elástico, por período curto de tempo, de forma a controlar a hemorragia. Nesse caso, ligar para o serviço de emergências (SAMU) pelo número 192 é uma boa dica, pelo telefone, os médicos orientarão as medidas a serem tomadas de acordo com cada tipo de acidente, até a chegada da equipe de atendimento.
 
Com o corte devidamente, limpo e medicado, os pais já podem respirar aliviados. Mas em geral, não é bem isso que acontece, preocupados com a cicatrização dos pequenos, sempre surgem dúvidas a respeito do uso de esparadrapos ou band-aids.
 
– Muitas vezes uma ferida mal lavada e coberta é mais perigosa que aquela deixada sem nenhuma proteção, já que pode haver maior proliferação de bactérias, gerando infecção. Portanto, insistimos que a lavagem deva ser feita adequadamente. Pode-se colocar band-aids, curativos com gaze limpa ou esparadrapos em áreas desprotegidas para evitar que insetos ou mesmo a criança contaminem o local. E claro, deve-se observar se há dificuldade na cicatrização, provável infecção local, evidente quando o machucado tem bordas vermelhas ou secreção purulenta. Uma avaliação médica é necessária e, constatada a infecção, deve ser tratada adequadamente com antibióticos, o que evitará complicações como celulite, artrite infecciosa ou infecção generalizada – explica a médica.
 
Para evitar acidentes, uma maneira é transformar a casa em um lugar mais seguro e adequado para o desenvolvimento de uma criança. Algumas medidas importantes devem ser seguidas pelos familiares de forma a prevenir incidentes desagradáveis:
 
– Manter crianças pequenas afastadas da cozinha, especialmente longe do fogão, é vital. Produtos de limpeza e medicamentos devem ser sempre bem guardados em lugares altos, preferencialmente trancados. Além disso, não se deve deixar objetos espelhados e lisos pela casa, onde as crianças podem escorregar. De acordo com a idade, algumas preocupações são mais específicas tanto em casa como nas escolas, por isso a colocação de grades nas janelas, o distanciamento entre elas e o sofá e, claro, manter supervisão constante.
 
Os brinquedos muitas vezes são responsáveis por pequenos acidentes, então é importante a conscientização dos parentes a respeito da qualidade dos mimos, como explica Kátia Machado:
 
– É importante que exista o selo de qualidade do Inmetro, especificando a faixa etária indicada. A criança é sempre muito curiosa. Os bebês, principalmente, tendem a brincar com qualquer coisa que o adulto dê para distraí-los como chaves e objetos pontiagudos que, claro, devem ser evitados, pois podem feri-los. É importante lembrar que crianças precisam brincar com brinquedos idealmente educativos, por exemplo, os construídos por ela, feitos de sucata e imaginação.
 
Tomando as devidas precauções, os acidentes muitas vezes podem ser evitados e sua criança poderá brincar tranqüila. Para os pais interessados fica uma última dica: a informação é vital para a prevenção de acidentes. Então, informem-se com o pediatra e divulguem as informações, de forma que um pequeno descuido não tome proporções inesperadas.
 
“A Sociedade Brasileira de Pediatria é uma ótima fonte de consultas e material educativo”, conclui a médica.
 
Olhar Virtual

Ganhe energia com Guaraná em pó

Guaraná
Alvo de discussões quanto aos possíveis efeitos no organismo, os diversos produtos naturais encontrados nas prateleiras das lojas deixam os consumidores confusos, no mínimo
 
É difícil saber até que ponto tais compostos nutricionais são capazes de influenciar saúde, beleza e bem-estar. Além disso, é importante conhecer os perigos que a ingestão de determinados produtos pode trazer.
 
Maria Adelaide Moreira, nutricionista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), explica que o guaraná é oriundo da Região Amazônica, motivo pelo qual é tão popular entre os brasileiros. Segundo a especialista, o fruto é colhido e secado, o resultado é o grão de guaraná, denominado amêndoa. O pó é obtido a partir da torrefação e da moagem das amêndoas.
 
De acordo com a nutricionista, o guaraná em pó contém na sua composição teobromina, cafeína e teofilina, elementos que agem nos sistemas cardiovascular e nervoso central. “A atuação destas substâncias estimula toda a musculatura lisa e esquelética, razão pela qual o produto é considerado estimulante e energético”, constata Adelaide. Para 100 gramas de pó de guaraná, existem 69 calorias, das quais a maioria é proteína; há poucos carboidratos e gorduras. “Além disso, não são encontradas vitaminas em quantidades significativas”, completa a nutricionista.
 
As propriedades medicinais incluem poder estimulante, energético, diurético e melhora das funções mental, intestinal e circulatória. Daí o guaraná ser considerado um fitoterápico. “Existem informações sobre o efeito afrodisíaco do produto, porém, isto não foi comprovado cientificamente”, constata Maria Adelaide.
 
Segundo a especialista, esta é apenas a análise da amêndoa. “Muitas vezes há uma indicação do guaraná associado a outro fitoterápico, para complementar seu poder medicinal”, acrescenta Adelaide. Um exemplo pode ser visto na manipulação do guaraná com ginko biloba, um extrato natural, combinação bastante positiva para a circulação.
 
A nutricionista considera boa indicação para pessoas saudáveis que possuem necessidades calóricas aumentadas por situações específicas, como estresse, maiores atividades físicas ou mentais. De forma geral, é positivo para atletas, estudantes e adultos sadios; é contraindicado a crianças e gestantes. Não deve ser utilizado sem orientação médica por hipertensos e cardíacos. Quem tem intestino irritável e distúrbios do sono (insônia) é aconselhável evitar o consumo de guaraná. A nutricionista recomenda que a dosagem, para ser segura, não pode ultrapassar duas colheres de chá do pó por dia.
 
Olhar Virtual

Remédios antigos: Engov

Um risco silencioso após a ressaca

Para tentar curar a ressaca das comemorações do Ano-Novo, são usados com frequência efervescentes do tipo Alka-Seltzer

Por Dr. Julio Abramczyk
 
Esses efervescentes têm em sua fórmula, além do princípio ativo, ácido cítrico e bicarbonato de sódio.
 
E esse sódio do bicarbonato é o problema. Estudos relacionam o excesso de sódio a problemas de saúde.
 
O sódio é muito importante para o nosso organismo, desde que não em excesso. A Organização Mundial da Saúde recomenda apenas 2 g/dia.
 
Mas, no Brasil, como relata Flávio Sarno, da UFMG, na "Revista Saúde Pública", o consumo de sódio está acima da recomendação máxima em todas as classes de renda.
 
No "British Medical Journal", Jacob George e colaboradores da Universidade Dundee, Escócia, também assinalam a presença do sódio em remédios, o que pode contribuir para um aumento da sua ingestão sem o conhecimento do consumidor –que pode ter restrições para consumo de sódio, como ocorre com hipertensos.
 
O grupo analisou prontuários de mais de 1 milhão de pacientes com 61 mil eventos cardiovasculares. Eles compararam os que tomaram o remédio com efervescente com os que ingeriram a droga sem o aditivo. Viram um risco 16% maior de ataque cardíaco no primeiro grupo.
 
Por isso George recomenda que remédios com sódio tenham no rótulo destacada a sua presença, como ocorre com os alimentos.
 
Folhaonline

Seus Direitos: Câncer

Veja os principais direitos para o diagnóstico e o tratamento do câncer
 
Diagnóstico e tratamento do câncer (SUS)
O SUS deverá garantir o diagnóstico e todo o tratamento do câncer, oferecendo os seguintes serviços: Serviços de Cirurgia Oncológica, Oncologia Clínica, Radioterapia, Hematologia e Oncologia Pediátrica em Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia.

Amparo legal:

- Portaria nº 741, de 19 de dezembro de 2005, Artigo 2º.
 
Tratamento gratuito para o paciente com neoplasia maligna
O paciente com neoplasia maligna receberá, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), todos os tratamentos necessários, tendo direito de se submeter ao primeiro tratamento no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for diagnosticado.

Amparo legal:
- Lei nº 12.732, de 22 de novembro de 2012, Artigos 1 e 2.- Portaria 876, de 16 de maio de 2013.
 
Cirurgia reconstrutora da mama
A mulher que, em decorrência de um câncer, tiver os seios total ou parcialmente retirados, tem direito à reconstrução destes por meio de cirurgia plástica, tanto pelo SUS quando por plano/seguro de saúde privado.

Amparo legal:

- Lei nº 9.797, de 06 de maio de 1999, Artigo 1º (SUS)
;- Lei nº 9.656, de 03 de junho de 1998, Artigo nº 10-A (planos/seguros de saúde).


 
Acesse as principais publicações sobre câncer
 
 

Seus Direitos: Medicamentos e Vacinas

Veja os principais direitos relacionados a medicamentos e vacinas
 
A pessoa idosa tem direito a receber do SUS vacinas necessárias à prevenção de doenças.

Amparo legal:
 
Vacinação infantil
As crianças e os adolescentes têm direito a receber do SUS a vacinação necessária à prevenção de doenças.

 Amparo legal:
             
Medicamentos e material hospitalar (planos/seguros de saúde)
O plano/seguro de saúde deve fornecer medicamentos, anestésicos, gases medicinais, oxigênio e outros materiais, assim como quimioterapia, radioterapia e transfusões, caso necessário, durante todo o período de internação do paciente.

Amparo legal:
 

 
 
Acesse as principais publicações sobre medicamentos e vacinas
 
 
 

Seus Direitos: Diabetes e Hipertensão

Veja os principais direitos para o diagnóstico e o tratamento da diabetes e hipertensão
 
Monitoramento da glicose (SUS)
O paciente com diabetes tem direito a receber gratuitamente medicamentos e insumos destinados ao monitoramento da glicemia capilar, desde que inscrito em programas de educação para diabéticos.

Amparo legal:
- Lei nº 11.347, de 27 de setembro de 2006, Artigo 1º e 3º;
- Portaria nº 2.583, de 10 de outubro de 2007, Artigo 1º;
- Portaria nº 371, de 04 de março de 2002;
- Portaria nº 2.012, de 24 de setembro de 2008;
- Portaria nº 3.237, de 24 de dezembro de 2007.
 
Diagnóstico e tratamento do diabetes (SUS)
O paciente com diabetes tem direito a receber diagnóstico e tratamento do diabetes nas unidades de saúde do SUS, incluindo o recebimento da medicação adequada, o acompanhamento de seu uso e a avaliação dos resultados.

Amparo legal: - Portaria nº 68, de 01 de novembro de 2006, Artigo 1º.
 
Remédios a baixo custo
Farmácia popular: Os pacientes portadores de hipertensão e/ou diabetes têm direito a adquirir, a baixo custo, na Farmácia Popular, os medicamentos necessários ao seu tratamento.

Amparo legal:
- Portaria nº 749, de 15 de abril de 2009, e Anexo III da mesma portaria;
- Portaria nº 371/GM, de 04 de março de 2002, Artigo 2º, inciso II.

 
 
Acesse as principais publicações sobre diabetes e hipertensão
 
 
Hipertensão Arterial Sistêmicas Hipertensão arterial sistêmica. 2006.

Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/legislacao/diabetes.php

Legislação Federal da Saúde: DST's e AIDS

Aqui estão perguntas relacionadas à aids e a outras doenças sexualmente transmissíveis
 
Qual o procedimento adequado para uma grávida HIV positivo?
Iniciar o pré-natal tão logo se perceba gestante; usar terapia antirretroviral segundo as orientações de seu médico, do serviço de referência para pessoas que convivem com o HIV/AIDS; realizar os exames para avaliação de sua imunidade (exame de CD4) e da quantidade de vírus (carga viral) em circulação em seu organismo; ser submetida ao tipo de parto segundo as recomendações do Ministério da Saúde; receber o inibidor de lactação e receber a fórmula infantil para sua criança.
 
Que teste detecta o vírus da aids?
O teste mais utilizado nas investigações diagnósticas, para detecção de anticorpos anti-HIV no organismo, é o Elisa. Ele procura no sangue do indivíduo os anticorpos que, naturalmente, o corpo desenvolve em resposta à infecção pelo HIV. O resultado desse teste é rápido, mas, ocasionalmente, pode surgir um falso positivo (resultado positivo para o HIV, em uma pessoa não contaminada pelo vírus). Por isso, caso o resultado seja positivo, aconselha-se repetir o Elisa e, em seguida, fazer o teste de Western Blot para que não restem quaisquer dúvidas. O teste de Western Blot é mais sensível e define, com mais precisão, a presença de anticorpos anti-HIV no sangue. No entanto, como é mais complicado e exige condições técnicas mais avançadas, só é utilizado como confirmação do Elisa.
 
Os exames habituais (ELISA e Western-Blot) detectam anticorpos contra o HIV, produzidos pelo sistema imune do hospedeiro. Desta forma, existe um período (chamado de "janela imunológica") em que o indivíduo pode estar infectado, sem, no entanto, ter estabelecido ainda uma taxa de anticorpos em quantidade detectável. Assim, o indivíduo com infecção recente, ainda não detectável pelos exames habituais, pode transmitir o vírus, uma vez que esse já pode estar circulante no sangue e ser eliminado nas secreções. Além disso, na fase inicial da infecção, as taxas de vírus circulantes podem ser altas, uma vez que a resposta de defesa do hospedeiro ainda não está estruturada.
 
O teste sorológico para AIDS pode ser realizado em laboratórios clínicos particulares. Porém, o ideal é realizar o exame após consulta e aconselhamento médico.

Onde fazer o exame?
É recomendável fazer o teste de aids em um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), onde ele é gratuito, pois estes centros pertencem à rede pública de saúde.
 
Existe legalmente alguma facilitação para saque do FGTS por portadores do vírus da aids?
Seguem os direitos trabalhistas dos portadores:
 
• 2208/96 apensado ao 913/91 - Permite a movimentação do FGTS na hipótese do trabalhador e seus dependentes forem portador do HIV;

• 4343/98 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam HIV positivo;

• 2319/00 apensado ao 1856/99 - Dispõe sobre a estabilidade de emprego do portador do HIV ou aids;

• 2839/00 - Autoriza o saque do PIS e PASEP pelos titulares e quando dependentes apresentarem aids;

• 3310/00 com apensos 3334/00; 3361/00; 3371/00; 3394/00; 4159/01; 4938/01; 4977/01 - Permite a movimentação do FGTS para tratamento de saúde de parentes em 1º grau do titular acometido da aids;

• 3334/00 - Permite ao titular sacar o saldo do FGTS para tratamento de saúde de seus descendentes, ascendentes e colaterais até 3º grau acometidos de aids;

• 3361/00 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam HIV positivo;

• 3371/00 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam HIV positivo;

• 3394/00 - Cria hipótese de saque do FGTS em casos em que o titular ou seus dependentes forem acometidos por doenças e afecções especificadas pela lista do MS e TEM;

• 4058/01 - Dispõe sobre a estabilidade de emprego do portador do HIV;

• 4938/01 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam pacientes HIV positivo ou de doença terminal;

• 4948/01 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam HIV positivo, portadores de doença grave, pagamento de mensalidade escolar e amortização de financiamento de crédito estudantil;

• 4977/01 - Permite a movimentação da conta vinculada do FGTS no caso do empregado ser HIV positivo ou acometido por doenças crônicas.
 
Ao portador do vírus é garantido o direito ao sigilo em seu meio profissional?
Sim, um portador do vírus tem o direito de manter em sigilo a sua condição sorológica no ambiente de trabalho, como também em exames admissionais, periódicos ou demissionais. Ninguém é obrigado a contar sua sorologia, senão em virtude da lei. A lei, por sua vez, só obriga a realização do teste nos casos de doação de sangue, órgãos e esperma.
 
Um soropositivo pode, diante de sua condição, pleitear antecipação de decisões em causas judiciais em andamento?
Não existe embasamento legal que dê prioridade às pessoas com HIV no julgamento de processos judiciais. A pessoa pode ter HIV e não desenvolver a Aids, que é uma doença que exige atenção redobrada. No início da epidemia as pessoas com Aids tinham baixa expectativa de vida e por isso muitos advogados buscavam uma analogia com relação a prioridade para as neoplasias malignas para solicitar prioridade para essas pessoas. Hoje com os medicamentos e tratamento correto a pessoa com HIV e Aids pode ter uma vida normal. Nesse sentido, como nas várias situações, avaliando a grave necessidade como em razão de alimentos e benefícios sociais, é possível solicitar urgência com uma exposição de motivos direcionada ao juízo.
 
Quanto ao imposto de renda, há alguma possibilidade do soropositivo ser isento de pagá-lo?
Sim, mas a isenção do imposto de renda dos proventos de aposentadoria, reforma e pensão, recebidos por portadores de doença grave, está condicionada à comprovação. Para efeito de reconhecimento de isenção, a doença deve ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de doenças passíveis de controle.
 
(Lei nº 9.250, de 1995, Artigo 30; RIR/1999, Artigo 39, Parágrafos 4º e 5º; IN SRF nº 15, de 2001, Artigo 5º, Parágrafos 1º e 2º)

Doenças consideradas graves para fins de isenção - São isentos os rendimentos relativos à aposentadoria, reforma ou pensão (inclusive complementações) recebidos por portadores de tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) e fibrose cística (mucoviscidose).
 
(RIR/1999, Artigo 39, Inciso XXXIII; IN SRF nº 15, de 2001, Artigo 5º, Inciso XII)

Os rendimentos recebidos de aposentadoria ou pensão, embora acumuladamente, não sofrem tributação por força do disposto na Lei nº 7.713, de 1988, Artigo 6º, Inciso XIV, que isenta referidos rendimentos recebidos por portador de doença grave. A isenção aplica-se aos rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão, inclusive os recebidos acumuladamente, relativos a período anterior à data em que foi contraída a moléstia grave, desde que percebidos a partir:

• do mês da concessão da pensão, aposentadoria ou reforma, se a doença for preexistente ou a aposentadoria ou reforma for por ela motivada;

• do mês da emissão do laudo pericial que reconhecer a doença contraída após a aposentadoria, reforma ou concessão da pensão;

• da data em que a doença for contraída, quando identificada no laudo pericial emitido posteriormente à concessão da pensão, aposentadoria ou reforma.

A comprovação deve ser feita mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
 
(Lei nº 7.713, de 1988, Artigos 6º, Incisos XIV e XXI, e 12; Lei nº 8.541, de 1992, Artigo 47; Lei nº 9.250, de 1995, Artigo 30; RIR/1999, Artigo 39, Incisos XXXI, XXXIII e Parágrafo 6º; IN SRF nº 15, de 2001, Artigo 5º, Parágrafos 2º e 3º; ADN Cosit nº 19, de 2000).

É isenta do imposto de renda a complementação de aposentadoria, reforma ou pensão, recebida de entidade de previdência privada, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) ou Programa Gerador de Benefício Livre (PGBL), exceto a pensão decorrente de doença profissional, observado o disposto na pergunta 258.

(Lei nº 7.713, de 1988, Artigo 6º, Inciso XXI; Lei nº 8.541, de 1992, Artigo 47; RIR/1999, Artigo 39, Parágrafo 6º; IN SRF nº 15, de 2001, Artigo 5º, Parágrafo 4º).

Por fim, os valores recebidos a título de pensão, em cumprimento de acordo ou decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, estão contemplados pela isenção de portadores de moléstia grave.
 
(RIR/1999, Artigo 39, Inciso XXXI; ADN Cosit nº 35, de 1995)
 
Em relação a seus direitos, como deve proceder judicialmente um soropositivo?
Caso haja qualquer violação dos direitos e garantias, como, por exemplo, à dignidade humana, o soropositivo deve proceder como qualquer outro cidadão. É preciso procurar um advogado ou um serviço de assistência jurídica gratuita (caso a pessoa seja economicamente carente e não possa, comprovadamente, pagar os honorários de um advogado).
 
Em caso de contribuição interrompida ao INSS (contribuição passada e atual suspensão), um portador do vírus pode readquirir o vínculo e pleitear aposentadoria?
Em caso de interrupção do recolhimento das contribuições por parte do contribuinte individual, ele será considerado devedor pela Previdência, caso não solicite a suspensão de sua inscrição. Feita a suspensão por motivo de impossibilidade de continuação dos pagamentos, a qualquer momento o contribuinte poderá reabilitar a sua inscrição, voltando a pagar em dia as contribuições necessárias. No caso de inadimplência (paralização do recolhimento das prestações previdenciárias e a não suspensão da inscrição), o contribuinte será caracterizado como devedor, só podendo formular qualquer pleito à previdência se colocar em dia suas contribuições.
 
Em caso de demissão, como um soropositivo deve proceder? Existe legalmente alguma salvaguarda ao portador do vírus?
Se a sorologia for o motivo da demissão, o soropositivo poderá buscar na justiça seus direitos, por ser vítima de discriminação (proibida por lei), cabendo ao mesmo apresentar provas dessa atitude. Poderá propor ação trabalhista, com pedido de liminar, para ser imediatamente reconduzido ao cargo ou função originária, com o pagamento de todos os salários referentes ao período de seu afastamento, corrigidos monetariamente, cumulando estes pedidos com o pedido de ressarcimento moral e a anulação em definitivo do ato rescisório do contrato de trabalho. Porém, se a demissão estiver relacionada a outros motivos tais como: redução do quadro, faltas seguidas injustificadas, cargo extinto, problemas de operacionalidade; não há nenhuma salvaguarda ao portador do vírus. Procure uma consultoria jurídica para maiores esclarecimentos sobre o caso.
 
Os portadores do HIV têm direito à isenção de que taxas e impostos?
Em geral, o fato de ser soropositivo não exime o cidadão de pagar taxas e impostos. Quanto à isenção de IPVA ou à aquisição de casa própria, por exemplo, não há qualquer benefício para aquele que porta o HIV ou é doente de aids (para o último caso, consulte a Caixa Econômica Federal pelos telefones CEF São Paulo (11) 6612 1600 ou 0800 574 0101 para demais regiões).

Porém, há alguns casos, como o Imposto de renda, em que há particularidades que definem o benefício da isenção. Do mesmo modo, em caráter local pode haver legislação própria de apoio ao portador do vírus quanto a alguns direitos especiais. Em alguns lugares, por exemplo, o portador pode ter o direito de utilização de transporte público gratuito. Os projetos de assessoria jurídica gratuita de organizações da sociedade civil poderão fornecer maiores esclarecimentos quanto a essa questão.
 
A soropositividade pode ser causa de uma eventual demissão?
Não. Caso esta seja a causa da demissão, é possível ao portador do HIV propor ação judicial com o objetivo de ser reintegrado ao trabalho e, ao mesmo tempo, de ser indenizado por danos morais.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) garante estabilidade no emprego a portadores do HIV, enquanto ele não for afastado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)."Durante o período de estabilidade, esses empregados não poderão ter seus contratos de trabalho rescindidos pelo empregador, a não ser em razão de prática de falta grave, por mútuo acordo entre o empregado e o empregador, com assistência do sindicato da categoria profissional, ou por motivo econômico, disciplinar, técnico ou financeiro". A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST concedeu essa garantia ao empregado portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids). Em seu voto, acolhido pela SDC, o ministro Rider de Brito observa que a Seção "tem mantido reiteradamente a garantia de emprego ao portador do HIV, por entendê-la justa, evitando a despedida motivada pelo preconceito, assegurando o emprego daquele que corre o risco de ser marginalizado pela sociedade, permite-lhe manter suas condições de vida até que eventualmente ocorra o afastamento determinado pelo sistema previdenciário". O TST já criou jurisprudência sobre a matéria em inúmeras decisões similares, garantindo a manutenção do emprego aos portadores da aids, exceto nos casos citados acima. (RODC 58967/2002)
 
A descoberta do vírus pode servir de garantia no caso de uma eventual demissão?
Não existe estabilidade no emprego ao portador do HIV. O tratamento é o mesmo para qualquer servidor, independente de sua sorologia, condição social, raça, etc. No entanto, a lei proíbe demissão arbitrária ou sem justa causa ao soropositivo, pois poderá caracterizar discriminação. A garantia ao emprego e aos direitos de um portador do vírus são, eminentemente, os mesmos das pessoas negativas para o HIV. Assim, não poderá ser demitido simplesmente por portar o HIV, mas por outro motivo que seja justificável.
 
Como um soropositivo deve proceder para pleitear aposentadoria pelo INSS?
Para a concessão da aposentadoria, o INSS tem alguns parâmetros. Entre eles, está o estado de saúde do paciente e o tempo de recebimento do auxílio saúde. Geralmente, após 02 anos de auxílio doença, o médico responsável pelas perícias encaminha o paciente para a aposentadoria. A assistente social do local onde o paciente faz o tratamento poderá auxiliá-lo melhor quanto a esta questão. Para maiores esclarecimentos, ler a Norma Técnica de Avaliação da Incapacidade Laborativa Para Fins de Benefícios Previdenciários em HIV/AIDS.
 
A quem um portador do vírus da aids deve recorrer para maior esclarecimento sobre seus direitos?
Muitas organizações da sociedade civil oferecem serviços gratuitos de apoio jurídico a portadores do vírus e a pessoas que convivem com portadores. As Universidades e Faculdades que têm curso de Direito também poderão ajudar o paciente com aids que tiver o seu direito violado. Vinculados aos cursos de Direito, os escritórios modelo de advocacia gratuita existem para orientar e patrocinar ações para pessoas com carências como essa.
 
Onde devo ir para conseguir o auxílio-doença?
Para requerer o benefício, deve-se comparecer a um Posto do Seguro Social do INSS. O valor do benefício de auxílio-doença corresponderá a 91% do salário-de-benefício, não podendo ser inferior a um salário-mínimo e nem superior ao limite do salário-de-contribuição. O benefício cessa quando da recuperação da capacidade para o trabalho, comprovada por médico perito do INSS ou pela transformação em aposentadoria por invalidez.
 
Que medidas devem ser tomadas quando um paciente soropositivo interrompe o tratamento?
A adesão ao tratamento é essencial para o seu sucesso. Mas caso o tratamento seja interrompido, recomenda-se a continuidade no uso dos medicamentos prescritos (não é necessário aguardar uma próxima consulta médica). Na consulta, deve-se comentar o que aconteceu para que o médico infectologista tenha ciência do caso e possa acompanhar qualquer mudança eventual na resposta do organismo aos antirretrovirais.
 
Que profissional deve ser procurado em caso de suspeita de infecção pelo HIV?
Em caso de suspeita de infecção, recomenda-se procurar um médico infectologista.
 
Fonte: Programa Nacional de DST e Aids - www.aids.gov.br

Na contramão do mundo, Brasil amarga aumento no número de casos de HIV

Ao mesmo tempo em que registra um aumento no número de infectados, o Brasil adota tratamentos considerados de ponta por especialistas e impulsiona o combate à Aids em países da América Latina          

 
Mais de 35 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV no mundo, anunciou, neste ano, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). O número de novos casos caiu 33% nos últimos anos, de 3,4 milhões em 2001 para 2,3 milhões em 2012. Na mesma direção, o número de mortes reduziu de 2,3 milhões em 2005 para 1,6 milhão no ano passado. Na contramão dessas taxas, o Brasil amarga um aumento no número de infectados. Em 2011, foram registrados 38.776 casos, o maior desde a descoberta da doença, segundo o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

A perigosa estabilidade é observada nos três anos anteriores: 37.359, 38.188 e 38.529, respectivamente. O número de óbitos também encontrou ameaçador equilíbrio, com cerca de 12 mil mortes pela doença desde 2009. A taxa só é menor que a registrada em meados da década de 1990, antes do coquetel de antirretrovirais ser oferecido no atendimento público de saúde. Os dados não chegam a anunciar uma segunda epidemia da doença, apesar de se aproximarem dos números que causaram tanta comoção na época em que a Aids eclodiu no mundo ocidental.

“Em alguns meios artísticos, por exemplo, as pessoas perdiam alguém conhecido praticamente de três em três meses”, conta Edgar Hamann, professor e médico do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília. Mas o especialista desconfia que haja, no Brasil, um processo de banalização da doença, fenômeno também observado em países europeus. “As pessoas pensam: ‘Agora estão sobrevivendo, estão bem’. Então, acham que a Aids é curável, o que não é verdade.”

A mudança de mentalidade é vista como um retrocesso pelo médico, pois pode ter motivado uma queda no uso do preservativos, já constatada em pesquisas com jovens. “A gente não pode ver isso como um fenômeno individual. A pessoa está se descuidando por que não sabe, por que não procura se interar ou por que não está entendendo bem? Não é nenhuma dessas respostas. Normalmente, são atitudes que por baixo têm uma partilha, uma concessão de um grupo”, analisa o professor.

Epidemia concentrada
Diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita considera a “nova interpretação” sobre a Aids controversa. “Precisamos ter um mecanismo de esclarecimento de que o medicamento é bom, tem eficiência e pode tornar a doença uma condição crônica controlável, mas o melhor é não tê-la.” Segundo Mesquita, o Brasil nunca esteve sob uma epidemia da doença que fosse considerada generalizada. Entre as três gradações usadas para a classificação internacional, o país sempre esteve em um estágio intermediário, chamado de epidemia concentrada.

“Ela é associada principalmente à população de alto risco, mas não só”, explica. A epidemia generalizada é vista em regiões como a África Subsaariana, onde mais de 1% da população tem o HIV (leia Para saber mais). “O Brasil nunca teve esse perfil da epidemia. Embora tivesse avançando bastante, (a doença) nunca tomou essa dimensão”, garante.

O mundo também observa um ressurgimento da infecção causado por comportamentos de risco, aumentado entre homens que fazem sexo com homens em vários cidades europeias. Em Amsterdã, por exemplo, foi relatado um aumento de 68% no comportamento sexual de risco entre esses homens — apesar das altas taxas de testes de HIV e acesso à terapia antirretroviral.

Esse fenômeno mostra sinais em terras brasileiras desde 2008, ano em que o número de homens infectados expostos por relação com outros homens era de 3.120. Nos três anos seguintes, subiu para 3.386, 3.678 e 3.709, respectivamente. Ainda assim, as maiores taxas de infecção desde os anos 2000 permanece entre a população heterossexual, especialmente mulheres. Essa é a forma de exposição que mais levou brasileiras a adquirirem o HIV — uma média de 90% das infecções no sexo feminino desde que o vírus surgiu no país.

Esforço regional
Apesar dos números intrigantes, o Brasil tem posição de destaque na América Latina e no Caribe quanto à garantia de acesso ao tratamento contra a Aids. O país está entre as sete nações que alcançaram uma cobertura universal (maior de 80%). As outras são Argentina, Barbados, Chile, Cuba, Guiana e México, de acordo a Organização Mundial da Saúde e Organização Panamericana de Saúde (OMS/OPAS). Segundo Monica Alonso, conselheira da OMS/OPAS para HIV e Doenças Sexualmente Transmissíveis, o Brasil é um dos líderes da região quanto ao acesso e à medicação antirretroviral, e caminha para políticas que permitirão a intervenção mais precoce contra o vírus. “Melhorias no Brasil têm um impacto nas figuras regionais, sim, no entanto, há uma direção comum de todos os países da região.”

Para Alonso, a América Latina e o Caribe contam com um forte apoio político para o HIV, bem como as redes da sociedade civil. “Um exemplo disso é o Grupo de Cooperação Técnico Horizontal, em que os chefes dos programas nacionais de HIV trocam informações e discutem ações para uma resposta mais articulada na região.” Os números referentes a 2012 representam uma melhoria de 10% em comparação aos coletados dois anos antes pela instituição. Em dezembro de 2012, 725 mil pessoas recebiam antirretrovirais na região, ou 75% do total estimado com necessidade de tratamento.
 
Correio Braziliense

Alimentação do pai influência formação do bebê antes mesmo de ele nascer

Homens com alimentação pobre em vitamina B9 têm mais riscos
 de terem filhos com malformação
Estudo mostrou que alimentação dos pais é tão importante quanto a das mães para o desenvolvimento do feto
 
Assim como a dieta das mulheres que pretendem engravidar é importante para a formação dos bebês, a dos pais também deve ser levada em conta. Na verdade, o tipo de alimentação dos pais antes da concepção pode desempenhar um papel igualmente importante na saúde de seus futuros filhos. Foi o que mostrou um estudo realizado em ratos que comparou o índice de vitamina B9, ou folato, dos pais e a formação dos filhotes.
 
Normalmente, médicos indicam atenção redobrada na ingestão de vegetais verdes, ou até mesmo suplementação de vitamina B9, três meses antes da gravidez. A substância é fundamental para a formação do tubo neural, o precursor do cérebro e da medula espinhal. Mas até agora, pouca atenção tem sido dada ao cardápio dos futuros pais.
 
"Apesar do fato de que o ácido fólico agora é adicionado a uma variedade de alimentos, os pais que estão comendo alto teor de gordura, muito fast food, ou que são obesos podem não ser capazes de usar ou metabolizar folato, da mesma forma como aqueles com níveis adequados da vitamina", diz Sarah Kimmins, pesquisadora da Universidade McGill, no Canadá, e autora do estudo publicado recentemente no periódico científico Nature Communications.
 
A pesquisadora afirma estar preocupada sobre os efeitos no longo prazo das dietas ocidentais atuais. "As pessoas que vivem no norte do Canadá ou em outras partes do mundo onde há insegurança alimentar também pode estar com deficiência de folato. E agora sabemos que essa informação vai ser passada do pai para o embrião, e as consequências disto podem ser muito graves", disse.
 
No estudo, Sarah e sua equipe compararam filhotes de ratos com dieta pobre em folato com animais que descendiam de pais com níveis suficientes de vitamina. Os resultados mostraram que a deficiência de folato paterna estava associada a um aumento quase 30% de vários tipos de malformações na prole.
 
Ativação do gene
A pesquisa mostrou ainda que há regiões do epigenoma - a maneira que os genes são ativados ou desativados - que são sensíveis à experiência de vida e, particularmente, a dieta. E que esta informação é, por sua vez, transferida para o chamado mapa epigenômico que influencia o desenvolvimento e também podem atuar no metabolismo da prole.
 
Embora já se saiba há algum tempo que existe um apagamento e reestabelecimento dos genes, este estudo mostra agora que, juntamente com o mapa de desenvolvimento, o esperma também transporta uma memória do meio ambiente do pai e, possivelmente, até mesmo de sua dieta e estilo de vida.
 
"Nossa pesquisa sugere que os pais precisam pensar ainda mais sobre o que eles colocam em suas bocas, o que eles fumam e bebem e se lembre de que são responsáveis das gerações que estão por vir", disse Sarah. "Se tudo correr como esperamos, nosso próximo passo será trabalhar com os colaboradores em uma clínica de fertilidade, para que possamos começar a avaliar a ligação entre dieta dos homens, excesso de peso e como esta informação está relacionada com a saúde de seus filhos", disse.
 
iG