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domingo, 22 de janeiro de 2012

Download de aplicativo: Hora da Pílula

Ferramenta ajuda as mulheres a não esquecerem do anticoncepcional

           

Não pare de tomar a pílula!

Se antes, a preocupação era encontrar um método para evitar a grávidez, agora, o problema é lembrar de usar esse método. A pílula anticoncepcional é uma excelente alternativa, mas tem um defeito: não pode ser esquecida de jeito nenhum.

Pensando nisso, foi desenvolvido o Hora da Pílula. O aplicativo vai te lembrar, de forma discreta e divertida, a hora certa de tomar o comprimido.

Hora da PílulaVocê escolhe o dia e horário em que começou a tomar o remédio e todos os dias, na hora marcada, você vai receber um lembrete para não se esquecer da pílula. O passarinho esperto conta os comprimidos restantes, considera os dias de pausa e tem suporte para cartelas de 21, 24 e 28 comprimidos.

E se o seu problema é lembrar se já tomou a pílula ou não, relaxe. Depois de dois minutos, o passarinho aparece na tela de novo, desta vez, com a opção “tomeia pílula”, Assim, você não corre o risco de tomar o comprimido duas vezes.

O Hora da Pílula é gratuito e está disponível para iPhone, iPad e iPod Touch.

Agora não tem mais desculpa, hein. Não esqueça a pílula!
Fonte G1

Atletas usam bandagens em busca de confiança; vendas aumentam 500%

Confiança. Mais do que tratamento ou cura, o que os atletas mais buscam nas bandagens é segurança para repetir movimentos, geralmente após lesão ou algum tipo de desgaste.
"Uso desde 2009, sempre que sinto a necessidade, seja por cansaço ou depois de uma lesão. Agora virou uma febre mundial. Todos usam", diz o jogador de vôlei de praia Alison, parceiro de Emanuel na dupla campeã mundial.

Atualmente, o atleta capixaba usa as bandagens como prevenção.

"Geralmente mais para o fim da temporada, por causa do desgaste, quando tenho um princípio de tendinite. Me ajuda na recuperação e não incomoda no jogo", lembra.

Nas quadras de areia, a mania é tão grande que a americana bicampeã olímpica Kerri Walsh, parceira de Misty May, é garota-propaganda de uma das marcas fabricantes destas bandagens.

Neymar, Novak Djokovic, Serena Williams, Juliana e Larissa.

Não são poucos os atletas que já apareceram usando uma fita adesiva colada no corpo nos últimos meses. Um dos fabricantes diz que na Olimpíada de Pequim já eram 200 atletas usando a fita da moda.

O lateral Fábio Santos, do Corinthians, usou as fitas a primeira vez quando fraturou a clavícula, ano passado.

"Ajuda a dar uma soltada na musculatura, que às vezes ficava muita contraída".

Hoje, o corintiano dispensa a bandagem nas costas, mas usa perto do joelho, em razão de uma lesão no ligamento colateral medial.

"Sinto segurança com ela [bandagem]. Se eu não usar, sinto muita diferença. Ajuda bastante o lado psicológico".

Atletas costumam aplicar as fitas antes de partidas e treinos e as retiram depois. Já em quem não é profissional do esporte, os fisioterapeutas costumam deixar as fitas até por quatro dias na pele.


E eu com isso?
As bandagens são encontradas no Brasil há alguns anos, mas ganharam destaque recentemente graças ao uso de atletas profissionais. Segundo a Endurance, que importa fitas da Nitto Denko, as vendas aumentaram mais de 500% em um ano.

Esse aumento na procura preocupa os fisioterapeutas ouvidos pela Folha. Pois, como destacam as empresas, mais do que uma bandagem, a kinesio é um método de tratamento. O que pode induzir ao uso sem a aplicação da técnica por um especialista.

"O volume anual de vendas do mercado é cerca de 8.000 unidades", diz Pietro Rigamonti, da Politec Saúde, que destaca publicações de estudos de casos em revistas especializadas como forma de garantia da eficácia das fitas.

"Estudos não só mostram que o método é efetivo, como entram em detalhes de como a bandagem funciona. Ou seja, a bandagem tem sua efetividade e método comprovados cientificamente", diz.

Fisioterapeutas ainda consideram poucas as amostras para comprovar a eficácia.

Segundo a Politec, os maiores consumidores são os profissionais da saúde, na área hospitalar, de reabilitação, e não os atletas.

Colaborou Raphael Marchiori
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editoria de Arte/Folhapress
Fonte Folhaonline

Tenha cuidado com crianças de 1 a 4 anos na praia

Elas são curiosas e têm a pele mais sensível, exigindo atenção dos pais

O sol forte, o mar agitado, as brincadeiras, a areia suja... Os perigos que envolvem uma simples visita à praia parecem se multiplicar quando o foco está nas crianças. Isso porque elas têm a pele mais sensível, estando mais suscetíveis a queimaduras de sol, além de serem mais curiosas e terem a costume de levar tudo à boca. Por isso, cabe aos pais ou adultos responsáveis ficarem atentos às atividades dos pequenos. Especialistas recomendam os principais cuidados a serem tomados com crianças de 1 a 4 anos na praia.
menina loira com maiô azul brincando na areia - Foto Getty ImagesCuidado com a areia
Nessa faixa etária, é comum que a criança queira colocar tudo o que vê na boca, inclusive a areia, o que pode causar problemas de saúde ao pequeno. "A areia oferece inúmeros perigos por conter fezes de animais e viver habitada por pombas, cachorros e gatos de rua. A criança pode se contaminar, contraindo doenças como a toxoplasmose?, afirma a pediatra Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Os pais também devem estar atentos a objetos pequenos, como tampinhas e palitinhos de sorvete espalhados pela praia.

A temperatura da areia também precisa de atenção. Segundo a pediatra Isabella Assis, do AMA Santa Cruz, em São Paulo, a areia quente pode queimar a pele da criança. "Também é preciso proteger o ouvido da criança para que não entre areia fina, causando incômodos", diz a especialista. Um chapéu pode resolver esse problema - e ainda ajuda a proteger o bebê dos efeitos sol
 
pés de criança na areia - Foto Getty ImagesPés descalços
Não tem problema deixar o seu filho com os pés descalços na areia. "Os pais devem apenas observar se a criança não está com qualquer machucado ou ferida, pois eles servem como porta de entrada para microrganismos e podem infeccionar", diz Alessandra. Um dos riscos é o famoso bicho geográfico, que não é contraído apenas pelo pé, mas por qualquer contato com a pele.

menino só de fraldas abrindo os braços para o mar - Foto Getty ImagesVista o pequeno confortavelmente
A regra é simples: quanto mais à vontade a criança estiver, melhor. Prefira roupas de algodão, que deixam a pele respirar. Para a pediatra Alessandra, uma boa opção são camisetas brancas sem mangas - e até a fralda pode ser dispensada. "A fralda acumula umidade e calor e pode favorecer micoses e assaduras", justifica a pediatra Isabella. Se a criança ainda não estiver segura o suficiente para ficar sem fraldas, deixe-a apenas com elas, sem se esquecer do protetor solar e do chapéu.
menino à beira da piscina com boias nos braços - Foto Getty ImagesAposte em boias
A boia representa uma proteção extra, mesmo para aquelas crianças que já sabem nadar. Para a pediatra Isabella Assis, o modelo mais seguro é o do bracinho. Vale lembrar, no entanto, que essas boias não garantem a total segurança do pequeno, já que as ondas do mar podem ser imprevisíveis.

mãe e filha deitadas na praia - Foto Getty ImagesSupervisione a criança de perto
Os perigos da praia não são poucos - a criança pode se perder, entrar sozinha no mar, colocar objetos indevidos na boca etc. "Crianças não tem medo de nada, acham que nada é perigoso. Essa é a idade que elas ainda estão descobrindo tudo", observa Alessandra. Por isso, é fundamental que os pais supervisionem todas as brincadeiras de perto.
piscina infantil na praia - Foto Getty ImagesLeve uma piscininha
Para que a criança não tenha tanto contato com a areia, fique sempre ao alcance dos pais e não corra o risco de correr até o mar, a dica das especialistas é levar uma piscininha para a praia, mas procure enchê-la com água doce.
pai segurando bebê de chapéu - Foto Getty ImagesAbuse do protetor solar
Como a pele de crianças de 1 a 4 anos é sensíveis, o FPS mínimo do protetor solar deve ser de 40. Na hora de comprar, fique atento ao rótulo, que geralmente indica que o produto é especial para crianças. Mas, mesmo assim, todo cuidado com reações alérgicas é pouco. "Teste o protetor em uma pequena área e espere meia hora para ver se a criança não terá alergia. Se a região não apresentar nenhuma vermelhidão, o protetor solar está liberado", diz Isabella, que lembra que os cremes com corantes são os que costumam desencadear mais alergias.

Outro cuidado lembrado pela pediatra do AMA Santa Cruz é na hora de passar o protetor. "Atenção redobrada na hora de passar o produto na área dos olhos, já que, quando a criança molha a cabeça, o protetor pode escorrer, causando ardência". Vale lembrar que o mormaço também queima, fazendo do protetor solar um item indispensável, mesmo em dias nublados.
criança vestindo os óculos escuros do pai - Foto Getty ImagesExposição solar só no horário certo
Se o sol forte faz mal para adultos, imagine para os mais novinhos, que possuem a pele sensível. Segundo a dupla de pediatras, o ideal é que a criança tome sol apenas bem cedinho, antes das 10h (no horário de verão). No entanto, deve-se evitar a exposição direta ao sol. "Isso deve acontecer sempre indiretamente, como embaixo de um guarda-sol", diz Isabella Assis.
duas meninas sentadas numa cadeira de praia e comendo melancia - Foto Getty ImagesApenas comidas leves
Praia pede alimentação leve para não estragar a brincadeira da criançada. "Os pais devem dar frutas, sanduíches naturais e muito líquido", sugere Alessandra. Frituras devem ser evitadas, assim como alimentos de vendedores ambulantes. "Eles podem estar contaminados ou mal conservados, causando intoxicação alimentar e diarreia, o que pode estragar as férias da família", completa a pediatra do Hospital São Luiz. A melhor opção é preparar alimentos em casa e transportá-los, usando uma bolsa térmica.

A regra de que a criança não pode ir para o mar após comer não passa de mito. "Não há nada que comprove. O que pode fazê-la passar mal é uma alimentação pesada seguida de esforço físico, o que é ainda pior no sol forte. Por isso, é importante preferir refeições leves, como sanduíches, saladas, carnes brancas e frutas", diz Alessandra. 
menina bebendo água de coco - Foto Getty ImagesGaranta a hidratação
O sol quente e forte faz com que a criança sue muito. Com o suor, no entanto, ela não perde apenas líquido, mas também eletrólitos, como sódio e potássio. Fique atento para fornecer a hidratação adequada para seu pequeno. "Evite refrigerantes, prefira água, água de coco e suco de frutas", indica a pediatra Alessandra.

Coloque uma pulseira de identificação
Essa medida é fundamental para caso a criança se perca. ?Colocar uma pulseirinha nela pode fazer a diferença. Em um minuto, a criança que estava do seu lado some e você não acha mais. Escreva o nome da criança, dos pais e um telefone para contato", ensina Alessandra.

"Também é fundamental dar um ponto de referência para a criança, como, por exemplo, uma placa ou um quiosque, avisando que, caso ela se perca, fique lá até alguém ir buscá-la", completa a pediatra.
Fonte Minha Vida

Humor: Planos de saúde

Parto domiciliar ganha adeptos, mas enfrenta resistência

Cremesp passou a não recomendar o procedimento por causa de riscos à mãe e ao bebê

O parto domiciliar, tendência que cresce no mundo todo e adotada por celebridades como Gisele Bündchen, encontra resistência de médicos. Se por um lado gestantes e muitos profissionais defendem um modo mais natural de dar à luz, órgãos como o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) alertam para riscos.

Em junho passado, o Cremesp passou a não recomendar o procedimento nos domicílios - salvo em casos de urgência. As mulheres que não abrem mão de ter o filho em casa acabam recorrendo a parteiras e doulas - um tipo de assistente.

Embora não haja dados nacionais sobre mães que preferem o lar ao hospital, sabe-se que o número é crescente. Na opinião delas, o parto em casa é uma conquista, por ser mais humanizado e diminuir as intervenções médicas. E representaria uma vivência de profunda intimidade feminina. Não à toa, os nascimentos em casa nos Estados Unidos subiram 20% entre 2004 e 2008, segundo pesquisa da Birth, publicação especializada em cuidados perinatais.

O posicionamento do Cremesp não é uma medida proibitiva, mas se o médico fizer um parto domiciliar e algo der errado, ele será cobrado, diz Silvana Morandini, conselheira do órgão. "Muitas vezes, a paciente aceita fazer parto em casa porque não sabe dos riscos que ela e seu bebê correm", explica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte R7

Estresse provoca ganho de peso e afeta beleza da mulher

Médico destaca importância dos exercícios e diz que não há remédio para curar doença

O estresse causado pela correria do dia a dia, sobretudo nas grandes cidades brasileiras, provoca ansiedade entre as mulheres, o que se reflete em ganho de peso e prejuízo à beleza feminina, explica o endocrinologista do Grupo Hospitalar Conceição, ligado ao Ministério da Saúde, Airton Golbert.

O estresse gera sentimentos como angústia, nervosismo, ansiedade e pressa, que são adicionados à rotina das mulheres. Essa conjunção de fatores pode provocar uma série de problemas no corpo feminino de acordo com o médico.

- A ansiedade, principalmente para as pessoas que têm uma tendência para engordar, acaba fazendo com que as pessoas comam mais. E como nos hábitos de vida moderna, cada vez a gente faz menos exercício físico, se a gente comer mais e não gastar calorias, nós acabamos acumulando isso sob forma de gordura e vamos aumentar de peso. Então, essa é uma das grandes consequências do estresse do dia a dia.

Em entrevista à rádio do Ministério da Saúde, o endocrinologista explica que, quando a mulher notar distúrbios relacionados ao estresse, é preciso reavaliar as tarefas diárias e consultar a opinião de um especialista.

- Essas mulheres, em primeiro lugar devem consultar um médico, acho que isso é importante. Fazer uma avaliação médica, e se for o caso, se causado simplesmente por estresse, aí nós temos que reavaliar como é que está funcionando a vida das pessoas.

De acordo com o especialista, não existe um medicamento capaz de curar o estresse. A melhor alternativa é diminuir o ritmo das atividades profissionais diárias e tentar se divertir quando houver um tempo livre.

Fonte R7

Lavar lente de contato evita úlcera e infecção de córnea

Médico recomenda guardar acessório em estojo e encontrar produto ideal para fazer limpeza

Trocar os óculos pelas lentes de contato deixa o rosto mais discreto e deixa mais prática a vida de quem tem problemas de visão. As lentes de contato, porém, requerem cuidados específicos de higiene para evitar problemas graves de saúde.

O primeiro passo é seguir a recomendação dos médicos e lavar diariamente as lentes de contato e guardá-las em um estojo próprio.

Essas medidas simples são capazes de prevenir lesões nos olhos como úlcera e infecção de córnea, cujos principais sintomas são vermelhidão nos olhos, dores, incômodo com a incidência de luz e a falta de nitidez na visão.

Em entrevista ao site do Ministério da Saúde, o médico oftalmologista Jonathan Lake explica que as lentes evoluíram, mas o paciente precisa tomar cuidados peculiares, como evitar dormir com o acessório, por exemplo.

- Embora a tecnologia das lentes tenha melhorado bastante, isso inclui hidratação e oxigenação, eu não recomendo dormir com as lentes. Primeiro porque é um ato já desnecessário e segundo isso acaba aumentando a temperatura local, acaba aumentando o risco de infecção nos pacientes

O especialista afirma que não existe um produto ideal para fazer a limpeza das lente, já que cada paciente reage de uma determinada maneira aos antissépticos.

- Não existe um produto melhor do que o outro. Mas, realmente, um produto pode se relacionar melhor com um paciente do que outro. Existem produtos que podem causar alergias em alguns pacientes e em outros não. Isso vale para todos os produtos. Então o médico oftalmologista ele leva em consideração isso ao avaliar o paciente.

Outro ponto a ser considerado por quem usa lentes de contato é a qualidade dos produtos oferecidos no mercado. Lake recomenda que o paciente leve a receita médica, evite comprar pela internet e procure um laboratório confiável, recomendado pelo oftalmologista.

Fonte R7

Governo fará campanha de prevenção específica para travestis no Carnaval

Cartazes e mensagens em redes sociais visam estimular o uso de preservativos

O Ministério da Saúde vai fazer, pela primeira vez, uma campanha específica de combate a DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) para as travestis no Carnaval deste ano. A ação inclui cartazes, mídias e redes sociais, segundo reportagem de rádio do portal do ministério deste sábado (21).

Em um dos cartazes, um rapaz, uma travesti e um casal pulam juntos Carnaval, fato corriqueiro na mais tradicional festa popular brasileira. O objetivo da campanha é mostrar que esse tipo de situação é normal e que é necessário o uso da camisinha para evitar a disseminação de doenças.

Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, afirma que as travestis são mais vulneráveis a doenças e a campanha ocorre agora “por conta de um período de festa onde também a presença delas é bastante significativa e marcante”.

- Nós já temos uma identificação de que é uma população que enfrenta maior problema para acessar o serviço de saúde, para pode ter acesso ao diagnóstico, para poder buscar o tratamento.

A campanha para o uso de preservativo mira também os jovens de 15 a 24 anos, gays e heterossexuais e deve ser lançada no próximo ao Dia Nacional da Visibilidade de Travestis, comemorado em 29 de janeiro.

Assim como nas campanhas dos anos anteriores, após o Carnaval, serão veiculadas em rádios, televisões, jornais e outros veículos de comunicação mensagens de estimulo ao diagnóstico do HIV com a realização do teste rápido, segundo Barbosa.

Fonte R7

Remédios antigos: Família Hirudoid

Moradores de áreas afetadas por enchentes correm mais risco de ter doenças infectocontagiosas

São Paulo – Moradores de áreas atingidas por enchentes não sofrem só com perdas materiais e, às vezes, humanas. Mesmo depois de trégua no clima chuvoso, vem o risco de contrair doenças infectocontagiosas como a leptospirose, hepatite A, tétano, diarreia aguda, vírus e parasitas, além de febre tifoide.

A diretora da Vigilância Sanitária Estadual, Maria Cristina Megid, lista uma série de recomendações que podem evitar a contaminação por microorganismos que tendem a proliferar em situações como alagamentos.

O uso de botas e luvas de borracha quando não houver como evitar o contato com a água da enchente é uma dessas recomendações, além de tentar não manusear objetos sujos de lama. “Se não tiver bota e luva, a pessoa pode colocar dois sacos plásticos nas mãos e pés. Também é melhor não estar na água de bermuda e sim de calça, além de não deixar que as crianças brinquem nessa água”.

A médica também recomenda que alimentos e medicamentos que tenha tido contato com as águas da enchente, mesmo que fechados ou embalados, sejam jogados no lixo. Como aumenta a dificuldade de encontrar água potável em cidades atingidas por enchentes, a orientação é ferver a água de beber por um minuto e adicionar duas gotas de hipoclorito de sódio para cada 2,5 litros de água.

Alguns cuidados são necessários na limpeza da casa e dos utensílios domésticos. Além de usar a proteção nas mãos e pés, conforme reforçou Maria Cristina, na limpeza dos ambientes, é recomendável usar escova, sabão e água limpa para a retirada da lama. Já no caso dos utensílios domésticos, depois de serem lavados com água e sabão, devem ser mergulhados por uma hora em uma solução desinfetante, composta de um copo de 200 mililitros (ml) de água sanitária e quatro copos de água. A solução também pode ser usada nos pisos, paredes, móveis e outros objetos, mas, nesse caso, a proporção da mistura é de 200 ml de água sanitária para um balde de 20 litros de água.

Os sintomas de algumas das doenças mais comuns que podem ser provocadas pela contaminação das águas das enchentes podem demorar 30 dias para aparecer. É o caso da leptospirose, causada por uma bactéria encontrada na urina do rato e que pode entrar pela pele humana, levando até à morte. Os sintomas podem ser confundidos com os da gripe e a recomendação de Maria Cristina é que as pessoas de áreas afetadas por enchentes fiquem atentas no caso de apresentarem febre, dor muscular, náuseas e dor de cabeça. “Nesse caso, será preciso procurar um médico imediatamente e relatar que teve contato com alagamentos”, disse.

Fonte Agência Brasil

Psiquiatra aponta prescrição indiscriminada de ansiolíticos no país

Brasília – Prescrição indiscriminada e uso excessivo podem ser algumas das explicações para o alto consumo de ansiolíticos, remédios usados para controlar ansiedade e tensão. A avaliação é do psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Dados divulgados nesta sexta-feira (20) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que os ansiolíticos foram os medicamentos com receita controlada mais consumidos no país entre 2007 e 2010. O princípio ativo clonazepam, base do remédio Rivotril, lidera o ranking, com cerca de 10 milhões de caixas vendidas somente em 2010.

Segundo o psiquiatra, os ansiolíticos têm sido indicados por profissionais de diversas áreas. “Sabemos que médicos de várias especialidades prescrevem esses remédios, sem necessariamente ser psiquiatras. Não há restrição, mas é como se eu [psiquiatra] passasse a receitar antibiótico. Não sou a pessoa mais adequada”, diz Silveira.

O psiquiatra citou pesquisa feita em 2011 pela Unifesp, segundo a qual os ansiolíticos, conhecidos como calmantes, correspondem a 35% dos medicamentos psiquiátricos prescritos nos hospitais gerais da cidade de São Paulo.

Este não é, porém, o único fator que pode explicar o boom dos calmantes no Brasil, ressalta Silveira. O uso descontrolado também está entre os fatores. É cada vez mais comum recorrer aos tranquilizantes para enfrentar o estresse e as dificuldades da vida cotidiana. O pior é esse tipo de remédio provoca dependência. “As pessoas tendem a buscar uma pílula mágica para lidar com os problemas”, diz o médico.

De acordo com Silveira, das 600 consultas mensais feitas pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, 50 são de pessoas viciadas em calmantes. A princípio, a maioria usa o remédio com indicação médica. Depois, passa a querer doses maiores e acaba partindo para a compra ilegal.

Para Dartiu Silveira, o melhor monitoramento do consumo dos ansiolíticos no país reflete também os números elevados. Atualmente, o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da Anvisa têm cadastradas 41.032 farmácias e drogarias, equivalente a 58,2% do total dos estabelecimentos autorizados pela agência reguladora a vender medicamentos controlados.

Fonte Agência Brasil

Para ONG, ação policial na cracolândia desarticulou trabalho de saúde e assistência social

São Paulo – A operação policial iniciada na cracolândia do centro de São Paulo no início desse ano desarticulou as ações de saúde e assistência social que vinham sendo feitas na região, avaliam os especialistas da organização não governamental (ONG) É de Lei. A entidade faz desde 1998 um trabalho de redução de danos com usuários de drogas.

Segundo do psicólogo e coordenador da ONG, Thiago Calil, nos últimos dois anos a prefeitura havia intensificado a assistência às pessoas que fumam crack nas áreas próximas a Estação da Luz. “Nós últimos anos começou a crescer bastante [o trabalho]. Por muito tempo, era só a gente”, conta. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) também começou no fim de 2010 um programa de aproximação com as crianças e adolescentes da região.

Essas ações que buscam ganhar a confiança dos dependentes para que eles passem a se cuidar e eventualmente buscar tratamento, foram, na opinião de Calil, comprometidas com a ação policial. “Estava rolando alguma coisa que parecia ser um caminho mais interessante. Esse vínculo mais humano, com várias equipes. Mas isso se esvaiu totalmente”, lamenta.

Além disso, o psicólogo acredita que ação policial ostensiva cria um clima pouco propenso para a aproximação com os usuários. “Tem quase uma agressão do Estado contra eles, fica uma coisa tensa”, ressalta.

Ele disse que também foi prejudicado o trabalho da É de Lei, que se aproxima dos usuários para incentivá-los a cuidarem de si mesmos, evitando contrair doenças e outros riscos relacionados ao crack. Para isso, a ONG distribuí insumos, como preservativos e piteiras de silicone, para evitar a transmissão de doenças com o compartilhamento dos cachimbos.

Com a dispersão dos viciados para outras áreas da cidade, após a ocupação das ruas pela Polícia Militar, Calil tenta agora reencontrar as pessoas com quem estabeleceu contato nos últimos anos. “Estou tentando achar as pistas para encontrar o pessoal, para não perder anos de trabalho que a gente veio construindo”.

Desde o começo da operação, a prefeitura contabiliza 2,3 mil abordagens de agentes de saúde e 2,2 mil de agentes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. A atuação resultou em 436 encaminhamentos para serviços de saúde e 106 internações.

Para a diretora da É de Lei, Camila Alencar, os números não indicam que a operação tenha obtido sucesso nas ações de saúde. “As pessoas eram internadas antes dessa ação. Se você for ver a história dos usuários, a maioria sofreu pelo menos uma internação. Eles são internados e voltam”, disse.

Camila aponta outros problemas, como a falta de uma estrutura de acompanhamento após as internações. “Quando elas saírem, elas vão para onde?”, questiona. “Elas também podem se internar em um dia e sair em outro”, acrescenta.

De acordo com ela, os relatos dos usuários dizem ainda que existem dificuldades para acessar os serviços de saúde e assistência social. “Eu ouvi dizer que o processo de cuidado está muito burocrático. Não são todos que vão procurar que conseguem”, diz.

Fonte Agência Brasil

Governo manda reforço para atenção a crianças índias afetadas por doença diarreica aguda no Acre

Brasília - O Ministério da Saúde enviou uma equipe de 15 profissionais para reforçar as ações de atenção e investigação epidemiológica nas aldeias indígenas da região de Santa Rosa do Purus, no sudeste do Acre.

Eles farão busca ativa de casos de doença diarreica aguda (DDA), que desde dezembro afetou 186 crianças, sendo 70 só neste início de ano. Doze índios, a maioria com menos de um ano de idade, morreram no período, sendo que dez tiveram a doença confirmada como causa da morte.

O grupo chegou sexta-feira (20) em Rio Branco e é composto por médicos, epidemiologistas, um engenheiro, enfermeiros nutricionistas, um farmacêutico, um bioquímico e técnicos de saneamento. Eles percorrerão as 46 aldeias da região. Desde 15 de dezembro, equipes permanentes da Secretaria Especial de Saúde Indígena e da Secretaria Estadual de Saúde fazem atendimento focado na infecção das crianças.

Os sintomas predominantes da DDA são febre alta, vômito e diarreia. Vinte aldeias já registraram casos da doença. Segundo o Ministério da Saúde, os pacientes recebem atendimento e tratamento sintomático, com reidratação oral, e os casos mais graves são removidos para atendimento hospitalar. No momento, cinco crianças estão internadas no Hospital da Criança (AC).

Os profissionais levaram equipamento portátil para análise bacteriológica de água, sais de reidratação oral, 500 frascos de hipoclorito (para desinfecção da água), material para coleta de amostras para exame laboratorial e kit de teste rápido de rotavírus. A princípio, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Purus fará 15 fretes aéreos para levar as equipes de saúde até o município de Santa Rosa do Purus. Também estão disponíveis dois barcos voadeira para transporte rápido até as aldeias.

O DSEI alugou um barco com capacidade para 15 toneladas para dar o suporte logístico, com cozinha, dormitório, gerador de energia e transporte de materiais. O Ministério da Saúde informou que o distrito sanitário com pólo em Santa Rosa do Purus conta com uma equipe disciplinar formada por um médico, três enfermeiros, quatro técnicos de enfermagem, 13 agentes indígenas de saneamento ambiental e 25 agentes indígenas de saúde. Eles atendem a 3.000 indígenas divididos entre as 46 aldeias.

Fonte Agência Brasil

"Aos 6 anos, já sabia que queria ser médico"

Celso Massumoto: desde pequeno já cuidava
dos cortes e machucados dos amigos
Dos curativos nos amigos à direção de clínica oncológica, o médico Celso Massumoto relata histórias marcantes de sua trajetória

O pequeno Celso mal sabia escrever, mas já tinha certeza do que queria ser quando crescesse: médico.

Desde pequeno, era ele quem os amigos chamavam quando alguém se machucava durante a partida de futebol. E lá ia ele, feliz, fazer o curativo.

“Aos 6 anos, já sabia que queria ser médico. Sempre quis cuidar das pessoas, desde essa idade”, diz.

Hoje, com 25 anos de carreira, a maior parte deles como hematologista, Celso Massumoto é diretor de uma clínica especializada em tratamento do câncer, dirige a Casa Hope, entidade filantrópica que dá apoio a crianças e adolescentes portadores da doença, e atua como médico do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“É preciso tratar o câncer individualmente. Não é apenas tratar a doença, mas também cuidar de uma das funções básicas mais simples: reintegrar a pessoa à sociedade”, afirma.

Como muitos especialistas de sua área, Massumoto recebeu parte de seu treinamento como médico hematologista no Exterior. No Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle (EUA), protagonizou uma história da qual ri até hoje.

O então novo residente chegou para o plantão e se confundiu na hora de escolher o caminho para a ala onde deveria começar a trabalhar.

“As portas eram todas iguais e acabei abrindo a porta antifogo e acionando o alarme de incêndio. Os bombeiros chegaram e foi preciso evacuar o prédio”, lembra. Segundo ele, quinhentas pessoas, entre médicos e pacientes, foram obrigadas a deixar o local. Uma hora depois, todos voltavam para dentro do hospital. O episódio ficou gravado na memória do recém-formado.

Mas foi nesse mesmo hospital onde ele vivenciou uma das histórias mais marcantes do início de sua trajetória como médico. Um paciente sob seus cuidados começou a passar mal e teve um choque séptico.

“Só que nos EUA é preciso chamar a equipe de resgate em casos como esse, para que eles transfiram o paciente de uma ala para outra”, afirma. Celso ligou para o 911, número de emergência norte-americano, mas cinco minutos depois os paramédicos ainda não haviam chegado. Com a ajuda de uma enfermeira, ele levou a paciente à UTI.

“Graças a essa audácia, a paciente se restabeleceu. Nessas horas, cada minuto é essencial. Fui elogiado pelo diretor clínico porque a minha conduta, apesar de ir contra as regras, salvou uma vida”, conta.

“Foi um momento emocionante. Ficou a lição: temos que fazer sempre o que é melhor para o paciente”, diz.

Médico e pai
Celso também é diretor da casa Hope, instituição que dá auxílio a crianças e adolescentes com câncer. Em um dia de trabalho, precisou levar a filha mais velha e encontrou uma criança que havia feito a cirurgia de retirada de um olho. A filha não entendia porque uma criança com quase a mesma idade havia perdido um olho. Coube ao pai – e médico – tentar explicar o momento delicado.

“Não é fácil ver uma criança sem uma parte do corpo, é muito triste. Foi um momento difícil não só como médico, mas também como pai e ser humano”, diz.

Fonte iG

As substâncias presentes no cigarro

Confira algumas substâncias que compõem o cigarro e veja onde elas também são encontradas


Fonte iG

Como funciona o cigarro eletrônico

Venda do produto no Brasil é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Arte iG


Fonte iG

Cigarro eletrônico afeta as vias aéreas

Cigarro eletrônico: proibido no Brasil, ele não é
considerado um tratamento eficaz para deixar de fumar
Estudo grego mostrou que o uso por apenas cinco minutos produz alterações imediatas nas vias aéreas dos usuários

Um recente estudo mostrou que os cigarros eletrônicos, comercializados como uma alternativa mais segura ao cigarro real, produzem alterações imediatas nas vias aéreas dos usuários.

Pesquisadores gregos constataram mudanças na função pulmonar de fumantes saudáveis que fumaram um cigarro eletrônico por apenas cinco minutos e relataram as descobertas no periódico científico Chest. A pesquisa não deixou claro quais os potenciais resultados do uso regular de cigarros eletrônicos em logo prazo.

Com a venda proibida no Brasil desde 2009, os cigarros eletrônicos, ou “e-cigarros” são dispositivos alimentados por bateria que permitem ao usuário inalar uma solução vaporizada de nicotina líquida, em vez da fumaça do tabaco. Eles foram concebidos como uma forma de obter uma dose de nicotina sem se expor, ou expor outras pessoas, às toxinas presentes na fumaça do tabaco.

Mas alguns cientistas, incluindo membros da agência americana que regula alimentos e medicamentos, a FDA, alertam que muitos questionamentos sobre segurança e eficácia desses produtos ainda pairam no ar.

“Esta é a primeira evidência de que apenas um uso (do e-cigarro) pode ter efeitos fisiológicos agudos no organismo”, disse o pesquisador Constantino Vardavas, do Centro para o Controle Global do Tabaco da Escola de Saúde Pública de Harvard.

Vardavas e colegas em Atenas pediram a 30 fumantes saudáveis para fazerem uso de um cigarro eletrônico para ver como isso afetava suas vias aéreas. Os pesquisadores descobriram que depois de cinco minutos, os usuários mostraram sinais de inflamação e constrição das vias aéreas – isso foi medido em vários tipos de testes de respiração.

Não se sabe se essa resposta a curto prazo poderia se traduzir em efeitos sobre a saúde no longo prazo, incluindo doenças pulmonares como enfisema.

“É preciso fazer mais estudos” disse Vardavas à Reuters Health. Mas, observou ele, se oo produto desencadeia efeitos nas vias aéreas após apenas alguns minutos, isso certamente levanta preocupações sobre o uso repetido dos produtos ao longo dos anos.

“Há alegações de que os e-cigarros não têm efeitos nocivos sobre a saúde, mas isso não é correto”.

Um porta-voz da indústria defende os produtos. “Este é um produto que elimina o fumo passivo e o fumo de terceira mão” diz Ray Story, CEO da Associação Fabricantes de Cigarros Eletrônicos a Vapor. Fumo de terceira mão refere-se a partículas tóxicas que permanecem nas roupas dos fumantes e em móveis e outras superfícies expostas à fumaça do cigarro.

“Já sabemos que os e-cigarros são muito mais seguros do que o cigarro convencional, porque você não está queimando o produto e com isso não tem os cinco ou seis mil ingredientes presentes no tabaco, na sua maioria produtos químicos perigosos.”

Story argumenta que os e-cigarros contêm apenas cinco ingredientes principais: nicotina, água, propilenoglicol, glicerol e aromatizantes. “Esses ingredientes são todos aprovados pela FDA”, diz.

A página da FDA, no entanto, diz que os “e-cigarros podem conter ingredientes cuja toxicidade para humanos ainda é desconhecida”. De fato, a FDA e a indústria de e-cigarro tiveram uma relação complicada.

Em 2010, a agência enviou avisos a cinco fabricantes de e-cigarros por comercializarem seus produtos ilegalmente como se fossem recursos para ajudar a parar de fumar. A FDA também tentou regulamentar e-cigarros como drogas – e, assim, bloquear sua importação para os EUA –, mas um tribunal americano decidiu que a FDA só poderia regular esses dispositivos como produtos de tabaco.

Para Vardavas, ainda não está claro porque os e-cigarros aumentaram constrição das vias aéreas no estudo conduzido por ele. No entanto, quando 10 dos participantes foram solicitados a fumar um dispositivo controle – sem o cartucho com os ingredientes do e-cigarro – os pesquisadores não observaram os mesmos efeitos nas vias aéreas.

O estudo foi parcialmente financiado pela Sociedade Grega do Câncer, na Grécia. Os pesquisadores relataram nenhum conflito de interesses financeiros.

É possível, de acordo com Vardavas, que, se as pessoas usavam e-cigarros como uma "ponte" temporária para parar de fumar, os efeitos de curto prazo dos produtos seriam compensados pelos benefícios sobre a saúde em longo prazo. Mas ninguém sabe se os e-cigarros realmente ajudam os fumantes largar o hábito.

“Se você está tentando parar, fique com os métodos que comprovadamente funcionam” aconselha o pesquisador.

Fonte iG

12 coisas que seu treinador gostaria que você soubesse

Abdominais ajudam a manter a forma,
mas não reduzem a gordura da barriga
Entre elas estão: abdominais não diminuem a barriga, treinar em jejum não ajuda a emagrecer e resultado é sinônimo de disciplina

Quem inicia a malhação, além da bolsa da academia, costuma carregar uma bagagem de mitos ou informações erradas.

No mundo ideal, certamente os treinadores gostariam que cada aluno já chegasse à academia sabendo algumas coisas básicas sobre atividade física.

Pensando nisso, o iG Saúde conversou com especialistas que deram preciosas dicas para você entender melhor o papel da atividade física e assim potencializar seus resultados.

1. Treinar em jejum não ajuda a emagrecer. “É um erro clássico. Quando você fica horas sem comer, cai o nível de "combustível" (ele se chama glicogênio) necessário para manter o corpo funcionando. Se estiver em baixa, será extraído dos músculos, provocando perda de massa muscular e fraqueza”, explica o professor de educação física Carlos Henrique Augusto, supervisor técnico da Run For Win Assessoria Esportiva, de São Paulo. Além disso, a fome em conjunto com a exaustão pode levar a tonturas e desmaios.

2. Milagres não acontecem: você não resolve em pouco tempo o que levou anos para acumular. “Se você esteve muito tempo parado, não adianta voltar querendo malhar todos os dias. Não dá para querer compensar o tempo perdido. É necessário descansar entre um treino e outro. Quem não respeita isso e está fora de forma, pode acabar se lesionando e parando por um tempo ainda maior”, alerta o treinador e atleta Nelson Evêncio, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de Rua de São Paulo (ATC-São Paulo).

A busca pelo resultado rápido não é saudável. “É comum ver gente fazendo um esforço fenomenal para atingir determinado objetivo e não conseguir manter o que foi conquistado depois. A mudança deve ser gradual”, orienta o personal trainer e fisiologista Givanildo Matias, diretor da rede Test Trainer, de São Paulo.

3. Correr de moletom para queimar mais calorias não adianta nada. Você não queima gordura, apenas perde líquido. O excesso de roupa só prejudica a malhação, já que traz desconforto em função da alta temperatura, tornando o treino menos eficiente. “Perder líquido em excesso durante o treino é submeter-se às consequências da desidratação e ainda não obter o resultado esperado”, diz o treinador da Run for Win.

4. Correr na esteira não é correr. “É praticamente saltar no lugar, com a esteira rodando sob os pés. Correr significa empurrar o peso do seu corpo para frente. E para isso os músculos da parte posterior da coxa e glúteos fazem um grande esforço”, diz o personal trainer Carlos Klein, da equipe Movimente-se, de São Paulo. Segundo ele, na esteira isso não acontece, pois o equipamento faz o trabalho de empurrar o pé para trás, economizando energia para os músculos. “Se quer realmente correr, vá para a rua, o parque ou a praia”, sugere.

5. Aquecimento na esteira não prepara o corpo para o treino de musculação. De acordo com Klein, o ideal é fazer um alongamento dinâmico, com movimentos semelhantes aos da ioga, que aquecem, aumentam a flexibilidade e deixam o corpo preparado para pegar pesado. Leia também: Alongar e aquecer para ganhar flexibilidade, força e amplitude de movimentos

6. Treinos de musculação não deixam a mulher com corpo de fisiculturista. “Ouço muita garota dizer que não treina musculação porque não quer ficar forte igual a um homem. Isso não vai acontecer, a não ser que você queira. Os treinos de musculação podem ter vários objetivos e são montados levando em conta diversas variáveis como intensidade, quantidade de repetições, velocidade das repetições, número de séries, tempo de intervalo entre as séries e quantidade de exercícios para determinada musculatura”, explica o treinador Carlos Henrique Augusto.

7. Sim, o final de semana pode estragar tudo. Para o treinador Givanildo Matias, os sábados e domingos costumam ser os vilões dos bons resultados. “As pessoas acabam aumentando o consumo de calorias com pizza, churrasco, bebida, doces, massas, além de diminuir o gasto calórico“.

8. Não, abdominais não diminuem barriga. Esses exercícios, ainda que realizados com ajuda das “máquinas milagrosas”, mobilizam, no momento do exercício, a musculatura do abdome e não a gordura localizada. “Se você espera ter uma barriga chapada, faça exercícios gerais de musculação (abdominais também) e não esqueça os aeróbios, como corrida e caminhada”, diz o treinador Carlos Henrique Augusto.

9. Para queimar gordura o treino precisa ter intensidade. “Pode caminhar o quanto quiser ou até correr longas distâncias, mas o método mais eficiente para queimar gordura é acelerar o ritmo e chegar perto da exaustão, em pequenos intervalos de muita intensidade”, diz o personal da Movimente-se.

10. Correr de tênis não necessariamente minimiza o impacto nas articulações. “O calçado de corrida pode muitas vezes provoca um tipo de pisada com o calcanhar que acaba gerando mais impacto no corpo. Muita gente tem experimentado a correr descalço ou com calçados minimalistas, do tipo Five Fingers, que levam a uma pisada frontal, menos impactante ao corpo”, explica o personal Carlos Klein.

11. Disciplina é fundamental para ter resultados. A atividade física deve estar inserida na agenda de quem realmente busca resposta aos exercícios. “Durante a semana vários obstáculos aparecem, mas você nunca deve perder o foco. Comprometa-se com o que pode cumprir e siga a risca”, sugere o diretor da Test Trainer.

12. É preciso mudar o estilo de vida e mexer na causa do problema. Quem realmente pretende ter uma vida saudável e um bom resultado estético não pode se limitar apenas ao momento da atividade física. “Algumas pessoas saem da academia e têm coragem de pegar um elevador para subir apenas um lance de escada ou tirar o carro da garagem para ir à esquina comprar pão. Mexa-se e cuide-se o dia todo”, orienta Matias.

Fonte iG

Pré-natal perfeito

Fique atenta a todos os exames que devem ser realizados e veja quando fazê-los

O pré-natal ideal começa antes mesmo da concepção. A mulher que está com planos de engravidar deve se preparar fazendo todos os exames necessários como sorologia, hemograma, urina e papanicolaou.

Com os resultados em mãos, é hora de tentar prevenir que o futuro bebê tenha malformação. Para isso, os médicos receitam suplementação de ácido fólico três meses antes do início da gravidez.

Caso essa preparação não tenha sido feita, é essencial que a futura mamãe marque logo uma consulta com seu ginecologista de confiança.

“O médico vai estabelecer a rotina de pré-natal e pedir os exames de sangue e urina necessários para afastar qualquer possível infecção ou risco de aborto”, afirma Luis Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam realizadas pelo menos seis consultas durante toda a gestação. No entanto, os médicos preferem fazer esse acompanhamento de maneira ainda mais intensa.

“Em uma gravidez sem intercorrência, uma consulta por mês é suficiente até o início do oitavo mês (ou 32 semanas). A partir daí, a ida ao consultório passa a ser quinzenal e partir da 37ª semana o acompanhamento é semanal”, esclarece a obstetra Flavia Fairbanks.

Ultrassom
Nas próximas duas semanas logo após a descoberta da gravidez a mulher vai realizar o primeiro ultrassom, para verificar se o feto está se desenvolvendo bem e se a gestação é única ou gemelar. É o momento em que a mãe toma contato com o batimento cardíaco do bebê.

Na sequência, o ultrassom morfológico será realizado entre a 11ª e 14ª semanas, quando o especialista vai rastrear possíveis malformações ou síndromes como Down ou Patau. Fetos anencéfalos também são descobertos por meio desse exame

“Quando tudo vem normal, 80% das patologias mais graves já foram afastadas”, revela Fairbanks.

Com aproximadamente 20 semanas, a gestante volta ao laboratório. Nesse período o exame vai verificar os órgãos do bebê, pernas, braços e crescimento. No terceiro trimestre, por volta da 34ª ou 35ª semana, é necessário fazer o último ultrassom, que vai observar o desenvolvimento da criança e o líquido amniótico.

“Em geral faz o exame com Doppler fluxometria para ver o fluxo do bebe, se está recebendo boa oxigenação”, diz Leite.

Exames complementares
O exame rotineiro de ultrassom nem sempre consegue precisar se a saúde cardíaca da criança está realmente em dia, por isso, em alguns casos é indicado a realização de um ecocardiograma fetal. O exame é simples, rápido e nada invasivo.

Na 24ª semana, é feito o teste para diabetes gestacional. Se o resultado vier com alteração, ele é confirmado com outro exame chamado de curva glicêmica. Na semana seguinte, a 25ª, é preciso ficar atento para inchaços pelo corpo e pressão arterial elevada, que podem ser sinais de pré-eclampsia, doença que está entre as principais causas diretas de mortalidade materna.

Atividade física e alimentação
Embora o bebê esteja se alimentando junto com a mãe, a gestante não deve “comer por dois”. O ideal é que ela ganhe de sete a 11 quilos, no máximo.

“Quanto menos ela engordar, menor será a chance de inchar, melhor para o parto e para a recuperação”, avalia o obstetra do Santa Joana.

Para Flavia Fairbanks, a mulher também deve ter parcimônia na utilização do sal (em grande quantidade pode causar hipertensão, mas restringi-lo também pode ser prejudicial) e do açúcar, este último por causa da diabetes. No prato da grávida não podem faltar legumes, verduras e alimentos ricos em fibras para ajudar o intestino a funcionar melhor. Beber muito líquido faz parte das recomendações para evitar quedas de pressão, além de favorecer o desenvolvimento da criança.

Para manter o peso e a saúde em dia, a gestante pode optar por atividades físicas como a ioga, o pilates ou até mesmo uma caminhada na esteira. Sempre com baixo impacto. Fazer atividade física melhora a circulação, dizem os especialistas.

Vacinas
Para aquelas que se prepararam, o ginecologista deve ter indicado a vacinação necessária até seis meses antes. No entanto, quem não está com a carteirinha em dia, terá que tomar a vacina antitetânica e, para profissionais de saúde ou com alto risco de contrair hepatite, de hepatite B. A vacina contra a gripe A também pode ser tomada.

Quando ligar para o médico?
A gestante deve ter confiança no médico e saber que, qualquer indício de que algo não está bem, é possível contatá-lo. “É preciso orientá-la, desta forma, ela fica mais segura. A mulher não deve tomar remédio sem o consentimento do obstetra e se sentir dores, ou tiver algum sangramento deve ligar para o médico imediatamente”, aconselha Leite.

Fonte Delas

Cadastro nacional e ajuda de custo geram expectativa entre gestantes

Sistema de monitoramento de riscos funcionará em abril. Grávidas receberão R$ 50 para custear deslocamento para pré-natal

Kelly Campos da Silva, de 36 anos, está em sua quinta gravidez. Dos quatro filhos nascidos vivos, dois foram prematuros. Em um dos casos, ela sequer conseguiu fazer o pré-natal.

Kelly passou seis meses tentando “convencer” os atendentes do posto de saúde próximo à sua casa de que estava grávida e precisava de acompanhamento. Os exames de urina utilizados no local para identificar a gravidez davam sempre negativo, “sem explicação”, ela conta.

Só no dia em que pediu a uma enfermeira para tentar ouvir o coração do bebê com o estetoscópio é que ela conseguiu marcar uma consulta de pré-natal.

“Só assim ela acreditou em mim e marcou. Mas não deu tempo. O bebê nasceu antes”, conta.

Para Kelly, se as informações fossem integradas entre os postos de saúde, os médicos poderiam saber de seu histórico e ter evitado um novo parto prematuro. A primeira filha havia nascido de sete meses.

Kelly, que perdeu um bebê em 2010, aprovou a criação do Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna, anunciado no final do ano passado pelo Ministério da Saúde. Na opinião da operadora de caixa, informações centralizadas sobre seu histórico de saúde teriam poupado sofrimento.

“Tudo teria sido mais fácil para mim se esse cadastro já existisse”, lamenta.

O sistema não é exclusividade do Brasil. Na Índia, por exemplo, as 27 milhões de gestantes anuais também são cadastradas em um registro nacional. Os recém-nascidos também são registrados no sistema. A Grã-Bretanha também tem um sistema semelhante ao do Brasil.

De acordo com a coordenadora Nacional de Saúde da Mulher, Esther Vilela, o cadastro nacional vai fortalecer outro sistema que já existe – o SisPrenatal – que não é usado como deveria pelos serviços de saúde do País. O sistema que deveria monitorar a gestação de todas as pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) só é utilizado por 30% dos postos e centros de saúde que atendem grávidas, segundo Esther.

“A medida provisória torna o cadastro obrigatório para os serviços que realizam pré-natal. Queremos impulsionar o uso dessa ferramenta, que é muito importante para que a gente acompanhe as ações e qualifique a assistência à gestante”, diz a coordenadora.

Segundo o Ministério da Saúde, as redes de atendimento têm até março para colocar o sistema em funcionamento nos hospitais.

Prática distante
O objetivo da medida é monitorar melhor as gestações de risco e enumerar as causas da mortalidade materna no País. As estatísticas mais recentes registram 65 mortes para 100 mil parturientes, enquanto a meta proposta pela Organização das Nações Unidas é chegar a 35 para cada 100 mil até 2015. Para os médicos, criar um novo cadastro não muda a realidade. Pior: pode se tornar só mais uma ferramenta pouco utilizada.

Olímpio Barbosa de Moraes Filho, vice-presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) na região Nordeste, ressalta que a ferramenta não vai garantir o preenchimento dos dados. “Acho que é muito mais importante, para combatermos a mortalidade materna, pegar as informações produzidas pelos comitês estaduais e municipais e trabalhar nelas, além de fortalecer os comitês, do que criar mais sistemas”, afirma.

Para o presidente da Comissão de Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério da Febrasgo, ter um banco de dados confiável no SUS é “importantíssimo”. “O problema é saber se vamos alcançar isso. A ideia é boa, mas ficamos desconfiados. O problema é que o Brasil é um país continental. Nem todos os hospitais terão infraestrutura para fazer os cadastros e não temos garantias de que eles serão preenchidos de forma correta”, pondera Moraes Filho.

Esther lembra que as redes estaduais e municipais terão de se comprometer com o preenchimento correto dos dados. “Vai dar mais responsabilidade aos serviços de saúde e agilidade aos atendimentos de risco”, diz. Segundo a coordenadora do Ministério da Saúde, o sistema possui dois tipos de formulários. Os médicos terão de preencher um mais simples para as pacientes com gestações normais e um mais completo para as de risco.

Os dados do sistema também permitirão acompanhar o parto das pacientes, informando tipo de parto, por exemplo, e se a gestante foi acompanhada por alguém da família.

Ajuda de custo
As grávidas cadastradas no sistema também receberão uma ajuda de custo para irem a todas as consultas. Serão pagos R$ 50, divididos em duas parcelas. As gestantes precisarão solicitar o auxílio até a 16ª semana de gestação e realizar uma consulta. No mês seguinte, ela receberá os primeiros R$ 25. A outra parcela será paga após a 30ª semana, desde que a paciente faça pelo menos mais uma consulta.

Esther diz que o objetivo é estimular as grávidas a realizarem o pré-natal. Segundo ela, a dificuldade de deslocamento é o argumento mais usado pelas gestantes para justificar não-continuidade ao pré-natal.

Para Mônica Teixeira de Souza, 28 anos, o dinheiro ajudaria muito. Grávida de cinco meses, ela esteve em sua segunda consulta no Hospital Universitário de Brasília (HUB) na semana passada. Ainda precisou levar o filho mais velho com ela.

“Não tinha com quem deixar. Fica caro o transporte da minha casa para cá. Acho que esse dinheiro ajudaria muito”, garante.

Os dados das mulheres que receberem o benefício não serão divulgados, apenas serão divulgados no Portal da Transparência os números de registro das beneficiárias que realizaram partos.

Fonte Delas

Ministério da Saúde pede apuração médica da morte de secretário

Hospitais não podem negar socorro em caso de risco de vida para o paciente, mesmo sem convênio. Procon também notifica hospitais

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai apurar a responsabilidade dos hospitais na morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva. Vítima de infarto na madrugada de quinta-feira, Duvanier morreu na terceira unidade hospitalar em que buscava atendimento em Brasília.


A agência é responsável pelas operadoras de plano de saúde no País e fará a investigação nos hospitais a pedido do Ministério da Saúde. As visitas às três unidades – Hospital Santa Lúcia, Hospital Santa Luzia e Hospital Planalto – devem ser feitas ainda nesta sexta-feira.

Os resultados serão somados à investigação que será conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (DF), que também abriu um inquérito para apurar a morte do secretário. Os policiais querem saber se houve omissão de socorro.

A resolução normativa nº 44 da ANS, de 2003, proíbe os hospitais de exigirem caução de pacientes que possuem plano de saúde conveniado a eles antes de oferecer atendimento. Mesmo sem ter o convênio com o plano de saúde do secretário, porém, os hospitais não poderiam negar socorro em caso de risco de vida para o paciente.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) do Distrito Federal também vai apurar as responsabilidades dos hospitais no caso. Oswaldo Morais, diretor-geral do órgão, diz que os hospitais serão notificados por ofício a dar explicações sobre o que ocorreu com o secretário do Planejamento.

"Se o paciente está em risco de morte, ele deve ser atendido. Em seguida, a parte administrativa do pagamento é negociada. Mesmo que não haja uma reclamação formal da família, nós podemos fazer essa notificação. Esse tipo de processo pode gerar a aplicação de multas, que podem variar de R$ 414 a R$ 6,2 milhões. Mas, primeiro, precisamos ouvir os hospitais", afirma.

Saga por atendimento
A mulher de Paiva contou a uma servidora do Planejamento ouvida pelo iG que os dois primeiros hospitais se negaram a atender o secretário porque ele não tinha cheques ou dinheiro no bolso. As duas unidades hospitalares não são conveniadas ao plano de saúde dele e exigiram garantias de pagamento pelos serviços antes da entrada.

De acordo com o relato dessa servidora, Paiva e sua mulher chegaram a procurar um caixa eletrônico para sacar cheque ou dinheiro, mas não conseguiram. No Hospital Santa Luzia, segundo que a mulher dele conta ter procurado, ela teria gritado que ele iria morrer, mas os atendentes se limitaram a dizer que “era o procedimento”.

No terceiro hospital, onde estava preenchendo formulário para ser atendido, Paiva desmaiou na porta e faleceu, mesmo após receber socorro. Para a família, o casal, por ser negro e estar sem dinheiro, pode ter sido vítima de discriminação.

Defesa
Os hospitais negam a falta de socorro ao secretário. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do hospital Santa Luzia informou o iG que não há registro da entrada de Duvanier nas instalações do hospital nem nas câmeras de segurança do estabelecimento.

O diretor jurídico do Hospital Santa Lúcia, por sua vez, disse que Duvanier chegou ao estabelecimento junto a uma acompanhante e, após ser informado que seu convênio não era aceito, decidiu procurar auxílio em outro hospital.

“Em nenhum momento foi solicitado o atendimento. Após a negativa sobre o plano de saúde foi oferecido o atendimento particular. O mesmo foi negado pela acompanhante. Ela disse que iria para outro hospital que aceitasse o convênio”, disse.

Ele ainda alegou que o Santa Lúcia conta com diversos processos de cobrança na Justiça devido ao atendimento de pacientes que chegam sem dinheiro, são atendidos, e a fatura só é passada posteriormente.

“Se chega alguém aqui em código vermelho é atendido sem precisar de carteirinha, cheque ou o que for”, disse.

Fonte iG