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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Odiar o seu trabalho pode deixá-lo doente

Pesquisas já falaram sobre isso, mas é uma conclusão que qualquer um pode chegar facilmente: quando você trabalha em algo que não gosta, acaba se sentindo infeliz.

Agora, mais estudos descobriram que, além da felicidade, continuar trabalhando em um emprego que você odeia pode afetar também sua saúde.

Funcionários que continuam em um trabalho por um sentimento de obrigação são propensos a vários problemas de saúde, incluindo estresse, exaustão e esgotamento.

O estudo analisou 260 trabalhadores de uma variedade de indústrias para ver se algumas formas de compromisso com uma organização poderiam ter efeitos prejudiciais, tais como exaustão emocional.

“Pode ser que, na ausência de um vínculo emocional com a organização, o compromisso com base na obrigação seja experimentado como uma espécie de endividamento, uma perda de autonomia que é emocionalmente desgastante ao longo do tempo”, disse a coautora do estudo, Alexandra Panaccio, professora na Universidade Concordia, em Montreal, Canadá.

Os empregados que permaneceram em organizações por um sentimento de obrigação ou falta de outras opções de trabalho eram mais propensos a ter problemas de saúde mental e física. Também, as pessoas com maior autoestima eram mais fortemente afetadas pela falta de opções de emprego.

Segundo os pesquisadores, os empregadores podem tentar combater esses problemas. “A implicação é que os empregadores devem tentar minimizar esse tipo de compromisso entre os funcionários através do desenvolvimento de suas competências, aumentando assim o seu sentimento de mobilidade e, paradoxalmente, contribuindo para que eles queiram ficar na organização”, concluiu Panaccio.[LiveScience]

Fonte Hypescience

Porque você deve comer seus vegetais

Muitos animais utilizam cores, baseadas em carotenoide, para indicar sua capacidade de atração. Os carotenoides são gerados por organismos fotossintéticos, como plantas, bactérias, algas e fungos, e são responsáveis pela coloração amarelada e avermelhada, como, por exemplo, a plumagem vermelha brilhante de pássaros cardeais.

As cores (baseadas em carotenoides) dos animais são o nosso equivalente ao que é ser “sexy”, porque indicam a capacidade de um animal de se alimentar de forma eficiente.

Elas também fornecem informações sobre a fisiologia subjacente de um indivíduo. Os carotenoides ajudam a proteger os tecidos contra estresse oxidativo, então níveis mais elevados de coloração podem indicar robustez contra doenças cardiovasculares, diabetes, cânceres e outros processos degenerativos relacionados com a idade.

Carotenoides também parecem facilitar a atividade imunológica, e podem, portanto, sinalizar a capacidade de um animal de tolerar e/ou combater infecções.

Os seres humanos também, dentre muitas espécies, expressam pigmentação carotenoide. Inclusive, um estudo recente indicou que até mesmo pequenas variações no nosso consumo de carotenoide – principalmente na forma de frutas e legumes – podem levar a diferenças visíveis na cor da nossa pele.
E, claro, essas diferenças estão associadas com o quanto atraentes e saudáveis nós parecemos para as outras pessoas.

A nova pesquisa durou seis semanas. 35 voluntários foram analisados no início do estudo, com 3 semanas, e depois com 6 semanas.

A coloração das peles foi medida utilizando um espectrofotômetro, que emite luz em uma área de pele e registra quanto do que é refletido e que cores estão presentes na luz refletida, o que produz um resultado que indica leveza, vermelhidão e amarelamento do pedaço de pele examinado (sete, no caso desse estudo).

Em média, os voluntários relataram ingerir 3,4 porções de frutas e vegetais por dia (geralmente, especialistas recomendam 5 porções por dia).

Participantes que aumentaram o seu consumo ao longo do estudo pareciam mais bronzeados, um padrão que foi sem dúvida impulsionado por aumentos significativos nas cores vermelho e amarelo.

O resultado foi visto em todos os sete pedaços de pele examinados, e não apenas no subconjunto dos três no rosto. Também, as variações só foram perceptíveis depois de 6 semanas, e não 3.

Para ter certeza de que os padrões observados realmente resultaram do consumo de carotenoides, os cientistas examinaram mudanças na refletância da pele ao longo da gama de comprimentos de onda dominados por coloração carotenoide.

Os padrões experimentais foram comparados com as curvas de refletância de três diferentes carotenoides (alfa-caroteno, beta-caroteno, e licopeno), e com a melanina, o pigmento responsável pelo escurecimento de nossa pele.

A curva média de carotenoides alinhava estreitamente com a curva de refletância descrevendo o padrão observado nos participantes do estudo, o que parece ter sido impulsionado principalmente pelo licopeno, o carotenoide encontrado em frutas como tomate e mamão.

Os dados de refletância observados não foram, no entanto, semelhantes à curva de melanina. Juntas, as descobertas indicam que o aumento no consumo de frutas e vegetais – especialmente vermelhos brilhantes – pode resultar em alterações visíveis em nossa pele.

Como somos e como parecemos
Para saber que diferença isso fazia socialmente, os pesquisadores pediram que pessoas analisassem fotos dos participantes do estudo dizendo se pareciam atraentes, saudáveis, etc.

Os rostos que foram classificados como mais amarelados, mais saudáveis e mais atraentes foram aqueles com mudanças positivas na cor da pele baseadas no consumo de frutas e vegetais.

Uma diferença de pouco menos de 2 porções por dia já é suficiente para permitir uma discriminação de pele mais amarela, enquanto os rostos percebidos como mais saudáveis e atraentes consumiam 2,9 e 3,3 porções a mais por dia, respectivamente.

Os autores apontam que o tom original da pele pode desempenhar um papel importante, já que indivíduos asiáticos e africanos, por exemplo, têm geralmente tom de pele mais escuro do que os caucasianos e, portanto, requerem maiores mudanças na dieta a fim de alcançar diferenças visíveis na cor da pele.

Curiosamente, porém, um estudo anterior do mesmo laboratório descobriu que pessoas de todas as etnias achavam a pele amarelada mais saudável e atraente, independente da etnia da pessoa com a pele mais amarelada.

Existem ainda algumas perguntas sem resposta – por exemplo, as pessoas atingem um “ponto de saturação” em que o aumento do consumo de carotenoide não tem mais benefícios positivos? Como, exatamente, os carotenoides mudam a cor da nossa pele, como pigmentos, ou levando à melhora do fluxo sanguíneo? A visão de cores torna-se menos aguda com a idade, então maiores fluxos de carotenoides são necessários para chamar a atenção de espectadores mais velhos?

Quaisquer que sejam as respostas a estas perguntas, uma coisa é certa: nossos pais tinham razão em nos obrigar a comer frutas e vegetais.[Science2.0]

Fonte Hypescience

Um ônibus que cura sua ressaca

Já precisou chamar uma ambulância por causa de algum amigo muito bêbado (ou mesmo você)? Se você acha interessante um tratamento intravenoso de 45 minutos, mude de cidade: em Las Vegas eles fazem isso, em um ônibus, e ainda o levam até em casa.

O tratamento consiste em hidratação e vitaminas, que retiram as toxinas do organismo e permitem que você aproveite o dia seguinte.

O serviço se chama “Hangover Heavem” (Paraíso da Ressaca). Custa 150 dólares (R$ 275) e é perfeitamente legalizado.

Pessoalmente, eu prefiro chegar em casa e tomar dois litros de água. Mas imagine que você teve uma daquelas noites, com uma reunião importante no outro dia. Não é uma má ideia, não? [GizModo]

Fonte Hypescience

Pessoas inteligentes tiram menos licença de saúde

Pesquisadores descobriram que pessoas inteligentes tiram menos licença do trabalho por motivos de saúde, mostrando uma relação entre baixa capacidade intelectual e ausência de longo prazo no trabalho.

Os cientistas acreditam que a capacidade cognitiva em uma idade jovem impacta as doenças da pessoa mais tarde, que a impedem de trabalhar.

O estudo envolveu mais de 23.000 indivíduos, cujo comportamento cognitivo foi medido em 1946, 1958 ou 1970.

No grupo de 1946, 47% dos que estavam em licença de longa duração por doença faziam parte do grupo com a menor capacidade cognitiva em sua infância, em comparação com 13% dos que estavam na categoria mais elevada.

41% dos doentes da pesquisa de 1958 estavam no grupo de capacidade mais baixa, enquanto 32% dos entrevistados de 1970 também estavam nesta categoria.

Os governos gastam bastante com as pessoas em licença. Os pesquisadores afirmam que as estratégias para reduzir esses gastos devem envolver educação. Como ela é um fator para a compreensão de licenças de saúde, deve fazer parte da resposta política às licenças de trabalho. Por exemplo, o governo deveria se preocupar em ensinar às crianças habilidades necessárias para se ter flexibilidade no mercado de trabalho, o que pode evitar os riscos de uma licença de longo prazo por doença.

A capacidade cognitiva ou nível educacional pode limitar a habilidade da pessoa de transferir competências. Ou seja, a educação pode ter impacto sobre a forma como os indivíduos são capazes de desenvolver estratégias para se manter no seu emprego ou encontrar rapidamente um novo emprego, quando confrontados com uma série de dificuldades.

Ainda assim, a educação não é a única solução. Os cientistas alertam que ela é apenas um fator que desempenha um papel nas licenças de trabalho relacionadas à saúde.[Telegraph]

Fonte Hypescience

Mito ou realidade: estresse pode deixar você doente?

De fato: estresse e doenças estão entrelaçados. Há alguns anos já se sabe que o estresse psicológico aumenta o risco de doenças cardiovasculares, gripes, resfriados e até alergias.

Mas como um leva ao outro? Pesquisas recentes mostram que o hormônio cortisol tem um papel decisivo. Liberado em grandes quantidades em momentos de estresse pelas glândulas suprarrenais, esse hormônio abastece o corpo com uma ‘explosão’ de energia.

Ele também ajuda na resposta do sistema imune do corpo a infecções e inflamações, mantendo diversas doenças sob controle. Mas quando os níveis de cortisol permanecem elevados, o corpo se torna menos sensível ao hormônio, da mesma maneira que níveis elevados de insulina podem levar à resistência à insulina.

Cientistas da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, colocaram isso à prova. Em um experimento, 276 adultos saudáveis foram expostos a vírus de gripes, mantidos em quarentena e monitorados por cinco dias. Aqueles que passaram por experiências estressantes estiveram mais propensos a mostrar resistência ao cortisol.

E tiveram mais chances de desenvolver resfriados, também de acordo com outra pesquisa, publicada no periódico científico PNAS.

Outro ponto importante a ser levado em conta é que as pessoas mais resistentes ao cortisol eram também as que mais produziam citoquinas, componentes do sistema imunológico que promovem inflamações e que aumentam a severidade dos sintomas.

“Já que a inflamação tem um papel importante no começo e na progressão de um amplo espectro de doenças, esse processo tem grandes implicações para o entendimento do papel do estresse”, afirmam os pesquisadores.[TheNewYorkTimes]

Fonte Hypescience

Raio-X odontológico pode estar causando tumores no cérebro

Uma pesquisa recente da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, sugere que pessoas que fizeram raio-X odontológico podem ter um risco maior de desenvolver meningioma – tumor nas meninges, tecidos que revestem a superfície exterior do cérebro.

O estudo, contudo, não comprova que a radiação dos exames é que foi a causa primeira para os tumores, e os resultados foram obtidos a partir de pessoas expostas a altos níveis de radiação, durante raios-X feitos nos consultórios dentários.

Segundo Elizabeth Claus, da Escola de Medicina de Yale, o raio-X odontológico é a fonte de exposição mais comum à radiação ionizante, que já foi relacionada aos meningiomas.

O grupo de pesquisadores, liderados por Claus, recrutaram 1.433 pessoas diagnosticadas com meningioma intracraniano, entre 2006 e 2011. Todos os pacientes tinham entre 20 e 79 anos, e eram de Connecticut, Massachussetts, Carolina do Norte e São Francisco, nos EUA.

Para comparar com os doentes, os pesquisadores formaram um grupo controle com 1.350 pessoas saudáveis, do mesmo sexo, com a mesma idade e cidade de residência.

Os cientistas observaram a frequência com que essas pessoas faziam raios-X odontológicos e que tipos de exame eram: uma imagem de uma área específica, várias imagens da boca inteira ou uma panorâmica.

Depois, cada pessoa respondeu a um questionário, com a ajuda de um especialista, sobre detalhes pessoais, como histórico clínico da família, entre outros.

A pesquisa descobriu que aqueles diagnosticados com meningiomas fizeram raios-X duas vezes mais que os saudáveis. E, independente da idade, aqueles que fizeram tais exames com frequência (anualmente ou mais frequentemente) tiveram um risco maior – de até 90% – de serem diagnosticados com tumores cerebrais.

Paul Pharoah, pesquisador da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, afirmou que os resultados apontam para um aumento do risco de câncer intracraniano de 15 pessoas a cada 10 mil para 22 pessoas em cada 10 mil, no Reino Unido.

De acordo com ele, os pacientes não devem considerar normal tirar raios-X no dentista. “Todos devem perguntar o porquê de tirar cada uma das imagens”, alerta Pharoah. [Reuters]

Fonte Hypescience

Como ter sonhos sempre felizes: use um novo aplicativo para iPhone

Será que é possível influenciar as pessoas enquanto dormem para que tenham sempre sonhos felizes? Foi lançado hoje um estudo que criou um aplicativo para iPhone que pretende fazer exatamente isso. Se realmente der certo, você vai poder programar o sonho perfeito e acordar muito bem.

O professor Richard Wiseman e seus colegas criaram o sistema, que monitora a pessoa conforme ela dorme e cria uma “paisagem sonora” específica. Cada som foi criado para invocar uma paisagem maravilhosa, como uma caminhada pela floresta ou estar deitado na praia. Quando for a hora de acordar, o aplicativo soa um leve alarme.

Parte do estudo é baseada no relato das experiências diárias dos usuários sobre a efetividade do aplicativo. “O sistema é gratuito e nós queremos que o máximo de pessoas participem”, afirma Wiseman. “Eu já conduzi outros estudo com bastante gente no passado, mas esse é de longe o mais ambicioso e interessante”.

Tem problemas de sono ou quer mesmo só experimentar? Você pode saber mais no site do aplicativo: http://www.dreamonapp.com/. [ScienceDaily]



Fonte HYpescience

A verdade sobre a masturbação

Muitos mitos envolvem a masturbação, tanto a masculina quanto a feminina. Por esse ato ainda ser, até hoje, um tabu social e religioso, não verdades são passadas adiante, e muita gente acredita.

Masturbação faz mal ou faz bem? Devemos nos masturbar? A masturbação causa doenças? Diminui o desejo sexual?

A maioria dos especialistas concorda que masturbação é uma coisa natural. Muitos estudos, inclusive, apontam que nós nos masturbamos já no útero. Imagens de ultrassom mostram fetos tocando o que seriam seus genitais, em um movimento que os cientistas consideram similar à masturbação.

E, apesar de os pesquisadores ainda não terem conseguido explicar a masturbação do ponto de vista evolutivo, ela deve ter alguma utilidade, pois até os animais a praticam. Quem nunca teve um cachorro pendurado em sua perna?

Cães, gatos, elefantes, esquilos, tartarugas, cavalos, macacos… Muitos animais se masturbam. Mas de forma diferente do homem. Alguns não se masturbam até o orgasmo, enquanto esse parece ser o nosso objetivo na masturbação.

Um estudo com esquilos da África tentou investigar os possíveis benefícios adaptativos da masturbação. Em 2010, os cientistas da Universidade Central da Flórida, nos EUA, descobriram que todos os 20 esquilos machos observados se masturbavam e consumiam o que ejaculavam.

Uma análise dos resultados sugere que a masturbação do esquilo “poderia funcionar como uma forma de aliciamento genital”, porque a saliva tem propriedades antibacterianas, e o ato também poderia reduzir seu risco de pegar uma doença sexualmente transmissível.

A ejaculação também pode servir como um mecanismo mais completo de limpar tratos reprodutivos após o acasalamento. Consumir a ejaculação pode evitar a perda de umidade.

Nos homens, estudos descobriram que a masturbação pode aumentar a contagem de esperma, ao se livrar de sêmen que perdeu a sua vitalidade e, portanto, aumentando as chances de que esperma jovem seja ejaculado durante a relação sexual.

Além disso, especialistas concordam que a masturbação pode ser saudável. O ato pode ser uma maneira de conhecer seu corpo e sentir-se bem, sem correr riscos.

Lendas urbanas
•Masturbação faz mal para a saúde? Especialistas afirmam que, do ponto de vista médico, não existe qualquer problema na masturbação masculina ou feminina. A masturbação não causa mal nenhum, desde que não seja algo compulsivo. Se a pessoa interrompe sua vida social para se masturbar, ou só consegue pensar nisso, pode ser importante procurar um médico. Caso contrário, não há nada de errado em se masturbar.

•Masturbação causa espinha, pelos nas mãos, etc? Não existe nenhuma evidência científica de que masturbação cause espinha, ganho de peso, impotência sexual, faça crescer pelos nas mãos, cause infertilidade, entre muitos outros mitos que rolam por aí. Bote na cabeça de uma vez por todas: a masturbação não tem consequências físicas comprovadas. E, não, ninguém vai saber que você acabou de se masturbar através de algum sinal físico.

•Quantas vezes é normal se masturbar? Não existe uma quantidade “normal”. Cada pessoa é única e tem que descobrir o que funciona melhor para ela. Vale a regra já mencionada: se estiver atrapalhando a sua vida, se você se sentir mal ou culpado, ou se a masturbação estiver ocupando lugar de relacionamentos sociais, pode ser o caso de procurar ajuda médica. De resto, masturbe-se o quanto você quiser.

•Posso usar acessórios para me masturbar? Poder, pode. Mas médicos e especialistas recomendam que você use somente mãos e dedos. Assim você se explora sem maiores riscos. As pessoas podem se ferir ao usar objetos durante a masturbação. É preciso ter muito cuidado.

•Masturbação acaba com desejo sexual e com vontade de fazer sexo a dois? De forma alguma. A masturbação não acaba com o desejo na hora do sexo com o parceiro ou parceira. Pelo contrário, a tendência é aumentar a libido com o tempo. Para os homens, pode ser difícil se masturbar e querer ter uma relação sexual minutos depois. Eles precisam esperar um pouco para ter outro orgasmo. Para as meninas, no entanto, não há limites. O organismo feminino não precisa do tempo de espera que o masculino exige. Isso por que mulheres não ejaculam. No geral, a masturbação não só não diminui o desejo, como pode aumentá-lo.

•Masturbação estimula o desejo sexual? O ato de se masturbar pode sim ajudar na liberação de fantasias sexuais. A pessoa pode vivenciar as coisas que gosta em sua cabeça, e assim ir se descobrindo e não ficar reprimida na hora do sexo com um parceiro. Isso é bom para estimular o desejo. Quem se masturba conhece melhor o próprio corpo e os seus desejos, logo, é mais confiante sobre o sexo e fica mais relaxado e menos ansioso na hora da relação. Isso vale tanto para a mulher quanto para o homem.

•É feio ou errado mulher se masturbar? Claro que não. O preconceito das mulheres com a masturbação é o que leva muitas delas a crescer sem conhecer o próprio corpo e ter mais dificuldade para atingir o orgasmo. A mulher poderia orientar o parceiro se ela soubesse como alcançar seu prazer máximo. Especialistas recomendam: olhe-se, toque-se. Use um espelho para ver como é seu corpo, como ele funciona, como você reage aos estímulos, etc. Sem medo!

Masturbação e saúde: evidências científicas
Um estudo afirmou que é possível que ejaculações frequentes durante a vida adulta diminuam a chance de risco de câncer de próstata na “melhor idade”, mas até hoje não se achou uma comprovação disso.

Já outro apontou exatamente o contrário: que homens com vida sexual ativa entre seus 20 e 30 anos têm maior probabilidade de desenvolver câncer de próstata no futuro. As chances de desenvolver a doença aumentam se a masturbação for um ato frequente.

Ou seja, quem se masturba muito quando jovem, aos 50 ou 60 anos, tem mais chance de ter câncer de próstata. Os pesquisadores acreditam que isso tem a ver com os hormônios masculinos. Porém, como não é possível afirmar uma coisa ou outra com certeza, a relação entre masturbação e câncer de próstata permanece um mistério.

Mas tem outro caso clínico no qual a masturbação tem um benefício real: no alívio para quem sofre da síndrome das pernas inquietas (SPI). Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que a masturbação alivia cerca de 7% a 10% das pessoas que sofrem da condição. Isso pode ser devido a liberação de dopamina após o orgasmo, que pode ser determinante no alívio dos sintomas da doença.

Fonte HYpescience

Como emagrecer comendo “superalimentos”

Quando você está de dieta, é complicado deixar de lado os alimentos “perigosos”. Sempre tem alguém para oferecer um chocolate ou uma saída para jantar algo gorduroso.

Mas perder peso não precisa ser tão negativo. Lucy Danzigerm, editora, ex-triatleta e autora de livros de alimentação, resolveu partir para a ideia dos “superalimentos”: produtos integrais, castanhas e outros alimentos que são ricos em fibras, proteínas e nutrientes importantes. Menos de seis meses depois, ela perdeu mais de 10 quilogramas.

Certamente não é um novo conceito de nutrição: evitar alimentos processados, comer mais vegetais e frutas, substituir a farinha branca pela integral. Mas a ideia de focar no que você deve comer, ao invés do que você não deve, pode mudar o seu incentivo. “Nós vamos oferecer tantas opções do que comer que você nem vai pensar em passar fome”, diz.

Mas o que faz de um alimento um superalimento? De acordo com Pratt, ele tem três qualificações: precisa ser facilmente encontrado, conter nutrientes ligados à longevidade, e benefícios para a saúde precisam estar comprovados cientificamente.

Entre os favoritos da escritora, estão salmão, brócolis, frutos silvestres e chá verde. Mas ovos, amêndoas, quinoa, iogurte e chocolate escuro também compõe a lista.

“Esses alimentos foram escolhidos porque contém altas concentrações de nutrientes cruciais, e também porque muitos não são calóricos”. Eles também já foram ligados cientificamente à prevenção do envelhecimento, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e até alguns tipos de câncer.

A nutricionista Marisa Moore comenta que apenas adicionar esses alimentos não vai simplesmente queimar os quilogramas. “Sem dúvidas eles são amigos do emagrecimento. Mas dizer que eles aceleram a queima de gordura é demais”.

Danziger concorda: os superalimentos não são um passe livre para comer o quanto quiser. Mas ainda assim, é meio difícil engordar comendo espinafre, não? [CNN]

Fonte Hypescience

Carreira ou filhos: risco de infertilidade cresce quando a mulher adia demais a maternidade

Depois dos 40 anos as chances de engravidar naturalmente são de cerca de 8%

A infertilidade é um risco que ronda as mulheres que adiam demais os planos de terem filhos. O comportamento observado hoje mostra que cada vez mais elas priorizam a carreira e esperam oportunidades profissionais antes de abraçarem a maternidade. O problema é que quanto mais velha a mulher, maiores as chances de ter dificuldade de engravidar.

Assumpto Iaconelli, especialista em reprodução, diz que a taxa de infertilidade da população mundial, que hoje gira em torno de 15%, está se elevando rapidamente. A idade da mãe é uma das causas mais comuns. Depois dos 40 anos as chances de engravidar naturalmente despencam de 20% para 8%.

- As causas da infertilidade podem ser atribuídas igualmente a homens e mulheres, com 40% cada. Os 20% restantes dizem respeito a outros fatores. Certamente, o fato de adiar a maternidade e se entregar, muitas vezes, a um ritmo de trabalho estressante pode dificultar bastante a realização do sonho de ser mãe - pondera.

Fonte Zero Hora

Especialista afirma que acupuntura pode ajudar a melhorar a libido

Ela garante que sexo é tão importante quanto a alimentação para o equilíbrio do corpo

Falta de libido é uma queixa comum entre os casais. Muitos motivos levam à perda do interesse sexual, como por exemplo os desequilíbrios hormonais, nódulos, infecções genitais e uso de algumas medicações que causam efeitos colaterais, mas outra parte dos motivos são psicológicos, como desgaste da relação e o estresse.

Para Aparecida Enomoto, formada em Medicina Tradicional Chinesa, com especialização em acupuntura pela Universidade de Beijing, quando existe um desequilíbrio entre o Yin (frio) e o Yang (calor) mesmo sem que exista uma patologia, perde-se o interesse pelo sexo e as pessoas ficam tristes, deprimidas, depressivas, irritadas, impacientes e perdem o sono.

— A acupuntura preconiza que a saúde mental está intimamente ligada à saúde sexual. Para a acupuntura o sexo é tão importante quanto a alimentação, o sono, a sede e as necessidades fisiológicas, já que a atividade nos torna mais felizes, pacientes, saudáveis e com muito menor índice de doenças — declara a especialista no assunto, Aparecida Enomoto.

O tratamento para trazer de volta a libido através da acupuntura, promove o aumento da produção dos hormônios do prazer como a endorfina, que relaxa, acalma e nos faz feliz, a serotonina que tem ação profunda no efeito do humor e da ansiedade e a noradrenalina que induz a excitação física e mental, ativando o centro do prazer, além de aumentar o estrógeno e a testosterona, hormônios importantes para a libido.

As aplicações são feitas com agulhas finíssimas (descartáveis), sendo quase indolor. Segundo Aparecida o ideal seria fazer uma sessão por semana com duração de uma hora.

— Os resultados são impressionantes — garante Aparecida.

Fonte Zero Hora

Operadora de saúde usa SMS para gerenciar diabéticos

Estratégia da Chartered em usar mensagens de texto tem como objetivo ajudar os seus usuários a prevenir complicações, evitar visitas hospitalares de alto custo

A operadora de saúde Chartered, Inc., a mais antiga organização de assistência gerenciada pelo Medicaid na capital dos Estados Unidos, está lançando um novo programa de mensagens de texto para seus usuários diabéticos, com foco em divulgar informações relacionadas à doença em seus telefones celulares para manter os membros envolvidos no seu próprio cuidado. Executivos da operadora também disseram que planejam estabelecer registros pessoais de saúde para seus clientes.

O piloto vai começar com 50 usuários do plano e será construído sobre a plataforma ACS-América Suniyea, que usa SMS em celulares e smartphones para criar conscientização sobre a saúde. Os clientes diabéticos do Chartered receberão mensagens de texto com informações como quando entrar em contato com um médico, dicas de nutrição, testes interativos e alertas sobre eventos da comunidade. Funcionários do plano de saúde Chartered estimam que cerca de 2.000 de seus membros são diabéticos dependentes de insulina.

Atualmente, os executivos da operadora dizem fazer ligações telefônicas regulares e têm a encontros presenciais para monitorar seus membros. Ao adicionar um serviço de mensagens de texto, eles esperam incentivar os clientes a desempenhar um papel mais ativo na gestão da sua saúde.

Chartered também estabelecerá registros pessoais de saúde para os membros como registro de leituras de glicose, controle da administração de medicamentos, além de permitir a gravação de consultas.

“Os registros médicos pessoais são uma ferramenta eficaz para melhorar o grau de instrução em saúde e engajar os usuários mais plenamente nos seus cuidados. No futuro, pretendemos construir essa funcionalidade com a ACS-América”, disse Karen Dale, executiva da Chartered.

Dale afirma que a operadora vai continuar a usar as ferramentas tecnológicas para melhorar a qualidade do atendimento e reduzir custos. Parte do objetivo do programa é melhorar a capacidade dos pacientes para gerenciar seus cuidados e evitar complicações como a cegueira.

Dr. Richard Katz, diretor da Divisão de Cardiologia do George Washington University Hospital, que, anteriormente, em parceria com a Chartered em um programa similar, disse em um comunicado: “A saúde móvel é a onda do futuro para uma melhor gestão de doenças crônicas. Pode ser extremamente popular com pacientes diabéticos e resultam na redução de atendimentos de emergência e de hospitalizações.”

Dale disse que sua organização pretende incentivar os membros a compartilhar todas as suas informações com seus médicos e outros prestadores de cuidados que podem oferecer apoio para tratar de questões médicas e psicossociais, bem como vinculá-los a recursos da comunidade.

“Nosso roteiro é construído sobre dois princípios fundamentais: envolvimento do provedor e a criação de uma extensão do nosso modelo de gestão de cuidados”, disse Dale.

O Distrito de Columbia tem uma taxa substancialmente mais elevada de pacientes diabéticos do que outras áreas do país. Em 2010, 10,9% dos adultos no DC foram diagnosticados com diabetes, em comparação com 8,7% a nível nacional.

Funcionários da Chartered disseram que vão avaliar o programa de mensagens de texto no final deste ano e têm planos para expandir o seu uso entre os clientes com outras doenças.

Fonte SaudeWeb

Piso salarial de R$ 4,6 mil para enfermeiros é aprovado

Texto também fixa o salário dos técnicos de enfermagem em 70% do piso (R$ 3.255), em vez dos 50% previstos no projeto original e aumenta percentual para auxiliares de enfermagem e parteiras

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira (11) o Projeto de Lei 4924/09, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que fixa o piso salarial de enfermeiros em R$ 4.650.

Por sugestão do relator, deputado Assis Melo (PCdoB-RS), a comissão também acolheu emenda anteriormente aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família, que fixa o salário dos técnicos de enfermagem em 70% do piso (R$ 3.255), em vez dos 50% previstos no projeto original.

O texto aprovado também aumenta o percentual previsto para auxiliares de enfermagem e parteiras. No projeto original eles receberiam 40% do salário do enfermeiro. O texto aprovado fixa um percentual de 50% do piso (R$ 2.325) para essa categoria.

“Sabemos que um piso salarial digno desestimula que os trabalhadores mantenham diversos empregos em detrimento da saúde deles e de seus pacientes. Nossa realidade demonstra que grande parte dos profissionais da saúde se submete a longas jornadas e a múltiplos vínculos contratuais”, disse Assis Melo.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:

Fonte SaudeWeb

Indústria revê estratégia em prol de avanços científicos

Você quer contribuir para o futuro da medicina e ter US$ 10 milhões no bolso? Invente um “tricorder”. O aparelho do universo ficcional de Star Trek ficou famoso nas mãos do personagem Dr. McCoy que o usava para diagnosticar humanos e seres interplanetários, fazendo uma varredura completa, exibindo resultados e guardando dados.

Quem dará o prêmio para o inventor é a empresa de tecnologia Qualcomm e o andamento do concurso pode ser conferido no site http://www.qualcommtricorderxprize.org/. Essa é só uma amostra de como o futuro da medicina se aproxima da ficção. Ou, pelo menos daquilo que achávamos que era ficção.

Tricorders, por exemplo, já estiveram em estudos em diversos centros pelo mundo. Ainda não chegam perto dos utilizados no seriado Star Trek.

Em compensação, estamos muito perto de outros avanços que nos acostumamos a ver na ficção científica. Já temos olhos e membros biônicos, exoesqueleto, chips implantados no corpo, uso da nanotecnologia, fazendas e impressoras de órgãos para transplante e os estudos para a medicina celular estão bem avançados.

Escolha seu enredo de ficção preferido: Star Trek, O Homem de Seis Milhões de Dólares, Eureka ou Gatacca. O máximo que pode ocorrer é você errar detalhes do que a medicina irá nos proporcionar. A mudança é grande e rápida. “Hoje um especialista em cirurgia está sendo formado nas faculdades para ser bem próximo de um geneticista molecular”, exemplifica o professor da Unesp e diretor do Hospital das Clínicas de Botucatu, Juan Carlos Llanos.

Ele que é um cirurgião entusiasmado e estudioso das novidades tecnológicas, já começa a ver o cenário futuro do fornecimento de órgãos para transplante. Atualmente, criar órgãos em laboratório e impressoras de órgãos estão na pauta de discussões. “Os estudos para transplantes de pâncreas cultivando moléculas e não o órgão inteiro, por exemplo, só não viraram realidade porque faltam doadores, mas a tecnologia está avançando”, diz Llanos. Atualmente a técnica consiste em separar as células essenciais, chamadas ilhotas. Mas há alguma perda hoje. “Isso pode ser revertida com o avanço tecnológico”, explica.

O futuro médico deverá estar muito mais próximo dessas questões científicas, aconselham os especialistas. “Não basta saber mexer em redes sociais e tablets, o que a tecnologia médica exige para o futuro é uma compreensão dos avanços científicos, que nesse ramo estão muito próximos do uso no dia a dia”, alerta o professosr da Unifesp e presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, Rubens Belfort Junior.

Ele é um fã das técnicas de regeneração de tecido que estão em estudo pelo mundo e um crítico do conceito de “Geração Y” ser completamente sábia e conectada. “Nas minhas aulas eu vejo alunos que sabem mexer nas redes sociais, mas não sabem a diferença entre os olhos ciborgues que estão sendo criados na Austrália e na Alemanha”, comenta. Para ele, isso é essencial, porque viveremos no mundo no qual o marketing e o noticiário do espetáculo serão desafios para o bom senso do profissional médico. “Ele deverá saber o que será benéfico para o paciente no meio desses avanços e o que será somente algo pontual com muita divulgação”, diz.

Para Belfort, os indícios de que a medicina está mudando já estão no mercado. A associação tem promovido um piloto para os médicos fazerem diagnóstico remotamente com pacientes tirando uma foto do fundo do olho com um celular. E essa facilidade dos dispositivos móveis, redes conectadas e aplicativos específicos serão comuns nos próximos anos. “Vários diagnósticos desse tipo devem surgir e é até difícil prever”, comenta.

Outro avanço que parece certo é a sofisticação dos exames impulsionada pelas descobertas sobre o genoma humano. A fornecedora de produtos médicos B. Braun recentemente adquiriu 20% de participação na CeGaT, de diagnóstico genético. A empresa de biotecnologia tem soluções para o sequenciamento simultâneo de todos os genes associados a uma determinada doença a fim de esclarecer a causa genética e fornecer uma avaliação.Essa é uma das apostas da B. Braun para o futuro.

“Não seria impossível pensar no fim de doenças crônicas a partir da próxima década”, aponta o diretor de Scientific Affairs da companhia, Carlos Maurício. Para ele, o sequenciamento do genoma humano ainda trará muita inovação na medicina e só estamos vivendo o início de toda essa revolução. A B. Braun também aposta no futuro da regeneração de tecidos humanos. “Hoje é mais fácil reconstruir cartilagem para ortopedia, mas os próximos anos trarão avanços em outros tipos de tecidos para transplantes”, diz.

Mas, para Maurício, a revolução mais visível será a mistura da medicina com o constante uso de tecnologia nas redes de comunicação. “Sensores em celulares ou qualquer outro objeto de uso comum, como um vaso sanitário, poderão fazer exames e enviar informações a médicos com acesso ao prontuário de pacientes em banco de dados”, prevê.

Com todo esse futuro promissor, o papel do profissional de saúde pode mudar radicalmente. Além dele ter mais formação científica e trabalhar a nível molecular, ele deverá virar alguém que aconselhará a melhor técnica de cura em meio a tantas novidades. “Os médicos deverão se tornar mais humanos para aconselhar o paciente nesse mundo cheio de tecnologia e soluções com chips e metalizadas”, alerta o professor da Unesp, Juan Carlos Llanos.

Fonte SaudeWeb

Anvisa publica regras para desvio de qualidade

Normas da RDC 23 podem envolver o recolhimento dos produtos do mercado, envio de mensagens de alerta voltadas para a população, etc

A Anvisa publicou, nesta segunda-feira (9), norma que exige, dos detentores de registro, uma série de ações para reduzir o risco associado à ocorrência de problemas com produtos para saúde já comercializados no país. A Resolução RDC no 23 estabelece os procedimentos e os prazos que devem ser seguidos ao se constatar que um produto para saúde não atende aos requisitos essenciais de segurança e eficácia.

De acordo com a nova norma, é obrigatória a adoção de medidas denominadas “ações de campo” , o mais rapidamente possível, sempre que houver comprovação de algum desvio de qualidade com determinado produto. Essas ações podem envolver o recolhimento dos produtos do mercado e objetivam minimizar o risco à saúde.

Entre as atividades descritas pela RDC, está a necessidade de produzir mensagens de alerta voltadas para a população. O documento deve conter informações sobre o problema, o produto, o risco relacionado ao caso, e orientações para profissionais de saúde, pacientes, usuários e outros interessados.

Quando houver necessidade de utilização de veículo de mídia de grande circulação para a divulgação da mensagem de alerta, o detentor do registro deverá submeter a mensagem à anuência prévia da Anvisa. A Agência poderá solicitar a revisão, alteração ou complementação das informações apresentadas.

A Resolução determina, ainda, que a empresa detentora do registro apresente à Anvisa relatórios de monitoramento e de conclusão da ação de campo.  Outra exigência é a prestação de assistência, por parte dos detentores do registro, aos usuários, pacientes ou outras pessoas envolvidas, de forma a reduzir os efeitos dos danos ocorridos.

As empresas terão um prazo de 360 dias para se adequarem à norma.

Formulários
A relação de documentos de instrução e os modelos de formulários indicados na RDC no 23 estão descritos na Instrução Normativa no 1, também publicada no Diário Oficial da União.

Fonte SaudeWeb

Nove de Julho recebe acreditação JCI

Essa é a terceira certificação conquistada pela instituição. Para receber o selo, os hospitais recebem a visita de auditores que checam a conformidade de mais de mil padronizações de processos com foco na qualidade e segurança do atendimento prestado

O Hospital 9 de Julho (H9J) acaba de conquistar sua terceira certificação, dada pela Joint Commission Internacional (JCI). Para adquirir o selo, as instituições recebem a visita de auditores que checam a conformidade de mais de mil padronizações de processos com foco na qualidade e segurança do atendimento prestado.

Além da JCI, o Hospital já possuía outras duas certificações. Uma pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) conquistada em 2008, onde foi acreditado com excelência no nível 3 e outra pela Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA) desde 2010.

Os itens auditados incluem desde os direitos do paciente e dos familiares, acesso e continuidade do tratamento, até o gerenciamento de uso de medicamentos e do preenchimento dos prontuários, a checagem da atuação anestésica e cirúrgica, controle de infecção hospitalar etc.

Segundo a diretora técnica da instituição,Regina Tranchesi, o processo de acreditação mobilizou toda a instituição e ressalta que jamais teriam conseguido sem o apoio dos dois mil colaboradores prestadores de serviços e da equipe médica. A especialista ressalta que o processo para a conquista da JCI faz parte do planejamento estratégico de diferenciação pela qualidade e segurança, com foco nos procedimentos de alta complexidade.

Fonte SaudeWeb

São Camilo Pompeia recebe certificação JCI

Por meio de metodologias como protocolos, grupos de gerenciamento de indicadores e políticas de diretrizes de segurança do paciente, a instituição conseguiu ter um melhor controle de suas atividades

O Hospital São Camilo Pompeia adquiriu a certificação Joint Commission International (JCI). Com esse selo, a instituição conquista a “Triplice Coroa”, três certificações de qualidade distintas

O primeiro deles, Acreditação com Excelência – nível 3, obtido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), foi em 2008; o segundo, Acreditação Internacional Canadense, validado pela Accreditation Canada, foi conquistado em 2010; e agora, em 2012, a obtenção do selo pela JCI.

O diretor médico da unidade, Jair Cremonin Jr, ressalta que, por meio de metodologias como protocolos, grupos de gerenciamento de indicadores e políticas de diretrizes de segurança do paciente, a instituição conseguiu ter um melhor controle de suas atividades.

O processo para obtenção do selo pela JCI teve início em outubro de 2010 e a visita dos auditores para certificação foi entre os dias 19 e 21 de março. De acordo com a enfermeira e auditora norte-americana da JCI, Ann K. Jacobson, o processo da JCI se multiplica em forma de benefícios para os pacientes.

Fonte SaudeWeb

Medicina cirúrgica e clínica: confira a média salarial

Um Médico de Medicina Cirúrgica ganha em média R$ 9.324,86, enquanto o de Medicina Clínica recebe R$ 5.837,74, segundo levantamento da Catho. Veja remuneração de outros cargos

Pesquisa da Catho Online, empresa de classificados online de currículos, traz média salarial de profissionais de diversas áreas da saúde.

Confira a remuneração média dos profissionais da área de Medicina Cirúrgica e Medicina Clínica:

MEDICINA CIRÚRGICA

Cargo: Médico Anestesista
Média Salarial: R$ 7.443,62

Cargo: Médico de Medicina Cirúrgica
Média Salarial: R$ 9.324,86

Cargo: Instrumentador Cirúrgico
Média Salarial: R$ 1.459,06

MEDICINA CLÍNICA

Cargo: Coordenador, Supervisor ou Chefe de Medicina Clínica
Média Salarial: R$ 10.464,17

Cargo: Médico de Medicina Clínica
Média Salarial: R$ 5.837,74

Cargo: Médico Pediátra
Média Salarial: R$ 11.008,51

Cargo: Técnico de Medicina Clínica
Média Salarial: R$ 1.830,77

Cargo: Auxiliar de Medicina Clínica
Média Salarial: R$ 774,73

Cargo: Estagiário de Medicina Clínica
Média Salarial: R$ 658,36

O estudo é atualizado a cada três meses e traz dados de mais de 1.800 cargos, de 218 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 21 regiões geográficas do Brasil, além de 7 faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Fonte SaudeWeb

Roche pesquisa novas formas de administrar seus medicamentos

Estudos demonstraram que a administração sub-cutânea
pode ser mais rápida e barata
Remédios como o Herceptin indicado para o combate do câncer de mama foi aprovado para ser utilizado como de forma intravenosa, mas estudos mostram que pode ser administrado subcutaneamente

A farmacêutica suíça Roche está pesquisando novas formas de administrar seus medicamentos já utilizados em pacientes, mantendo a eficácia do tratamento. O Herceptin (trastuzumabe), indicado para o combate do câncer de mama, está em estágio avançado para um novo tipo de aplicação. As informações são do jornal Valor Econômico.

Medicamento biológico usado desde 1998 para o tratamento de quase 1 milhão de mulheres com câncer de mama tipo Her2, o Herceptin foi aprovado originalmente para aplicação intravenosa. Mas estudos realizados pela Roche mostram que a administração subcutânea pode ter a mesma eficácia. O câncer de mama positivo para Her2 acomete de 15% a 20% das mulheres que sofrem da doença e é um tipo agressivo do tumor.

A administração intravenosa demora de 30 minutos a 90 minutos, dependendo do estágio do tratamento. Enquanto na aplicação subcutânea, o tempo de aplicação, em média, dura cinco minutos, afirmou José Fernando de Almeida, diretor da área de oncologia da Roche no Brasil. Ele afirma que estudos mostram a mesma segurança. A diferença na forma de administrar o produto pode trazer mais conforto ao paciente. Por ser menos invasivo e levar cinco minutos para ser administrado, a nova aplicação poderá reduzir os custos do tratamento em relação à forma padrão.

Essa nova aplicação, já na chamada fase três de pesquisa, permite a completa erradicação das células tumorais da mama (a chamada resposta patológica completa) que atualmente só é possível através do medicamento intravenoso, de acordo com estudos da Roche.

A múlti já submeteu o pedido da nova administração desse medicamento à aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (Ema). O mesmo deverá ser feito na FDA, agência de vigilância sanitária dos EUA, e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Essa nova tecnologia poderá ser replicada futuramente para outros medicamentos oncológicos da Roche, afirmou Almeida. Na forma subcutânea, não é necessário usar dose de ataque nem ajustar a posologia pelo peso. Ou seja, aplica-se a mesma dose, independentemente do peso corporal da paciente.

A Roche também está pesquisando o uso de MabThera (rituximabe) por injeção subcutânea em linfoma não-Hodgkin e leucemia linfocítica crônica. No momento, o uso desse medicamento por injeção subcutânea não está aprovado nem licenciado em qualquer mercado. A Roche pretende encaminhar a primeira solicitação de registro na UE no final de 2012.

Fonte SaudeWeb

Câmara aprova novas regras para laboratórios que realizam exame de DNA

Instituição deverá estar apta a fazer os exames de determinação de paternidade, vínculos biológicos e doenças genéticas

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira (11) a exigência de que todos os laboratórios que realizam exames de DNA humano sejam devidamente capacitados e aparelhados para analisar material genético.

Por recomendação do relator, deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), o texto aprovado é um substitutivo acatado anteriormente pela Comissão de Seguridade Social e Família ao Projeto de Lei 4097/04. O substitutivo condensa dispositivos do PL 4097, do deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), e dos dois apensados – 1497 e 1505, ambos de 2007.

O projeto seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para sua análise pelo Plenário.

Aptidão
Segundo o texto aprovado, o laboratório de análise de DNA deverá estar apto a fazer os exames de determinação de paternidade, vínculos biológicos e doenças genéticas. No trabalho, deverá respeitar a legislação sanitária e as normas técnicas previstas pelo órgão fiscalizador da vigilância sanitária.

O projeto original determinava que os laboratórios fossem certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e pela Sociedade Brasileira de Genética. Mas a Comissão de Seguridade decidiu que o licenciamento deve estar a cargo da vigilância sanitária, que já cumpre o papel de fiscalização.

De acordo com o substitutivo, a expedição de laudos e resultados dos exames deverá ficar restrita a profissionais das ciências da vida humana (como médicos, biólogos e bioquímicos) devidamente especializados na área. Além disso, eles terão que ser, obrigatoriamente, funcionários ou sócios do laboratório.

Consentimento prévio
Evandro Milhomen apresentou ainda emenda para garantir que os exames dependerão de consentimento prévio do periciado ou de seu representante legal, ou de autorização judicial.

“O exame de DNA é utilizado para diversos fins: confirmação de paternidade em casos de pensão alimentícia e herança; casos criminais envolvendo estupro, rapto, troca ou abandono de crianças; e situações de diagnóstico pré-natal e de aconselhamento genético. Assim, é extremamente importante a regulamentação da matéria”, avaliou Milhomen.

Fonte SaudeWeb

Planos de saúde: equilíbrio financeiro e o direito à vida


Por Sandra Franco

Aritculista propõe uma reflexão sobre questão de obrigar as operadoras a suportarem prejuízos decorrentes do desequilíbrio econômico e social

O Superior Tribunal de Justiça está prestes a definir se é legítima a rescisão de plano de saúde em razão da alta sinistralidade do contrato de seguro em grupo, caracterizada pela idade avançada dos segurados. O artigo 1º da Lei nº 9.656/98 traz a definição de Plano Privado de Assistência à Saúde como aquele que se caracteriza pela prestação continuada de serviços, por prazo indeterminado, com a finalidade de garantir, sem limite financeiro, a assistência à saúde.

Já a Resolução nº 14, do Conselho de Saúde Suplementar, define, em seu artigo 4º, o plano ou seguro de assistência à saúde de contratação coletiva, como sendo aquele em que, embora oferecido por pessoa jurídica para massa delimitada de beneficiários, tem adesão apenas espontânea e opcional de funcionários, associados ou sindicalizados, com ou sem a opção de inclusão do grupo familiar ou dependentes. Ou seja, é aquele firmado entre uma pessoa jurídica (empresa, associação, fundação ou sindicato) e uma operadora de planos de saúde, do qual é beneficiária a pessoa na condição de empregado, associado ou sindicalizado.

O cerne da discussão travada perante o STJ é o fato da Sul América Seguro ter-se negado a renovar apólices coletivas, sob alegação de alta sinistralidade do grupo, decorrente de maior concentração dos segurados nas faixas etárias mais avançadas. Além disso, facultou a adesão dos segurados à nova apólice de seguro, que prevê aumento de cerca de 100%, sob pena de extinção da apólice anterior.

No voto da Ministra Nancy Andreghi, relatora do recurso, constou ser “ilegítima a rescisão de plano de saúde em razão da alta sinistralidade do contrato, caracterizada pela idade avançada dos segurados”. Assevera que, na hipótese, trata-se de vedar a discriminação do idoso em razão da idade, o que impede especificamente o reajuste das mensalidades dos planos de saúde que se derpor mudança de faixa etária a envolver idosos. Não envolve, portanto, os demais reajustes permitidos em lei, os quais ficam garantidos às empresas prestadoras de planos de saúde, sempre ressalvada a abusividade. Assim, o entendimento foi por dar provimento ao recurso especial para vedar os reajustes nas mensalidades dos planos de saúde em razão da alta sinistralidade das apólices.

A ministra do STJ ressalvou que o consumidor que atingiu a idade de 60 anos, antes ou após da vigência do Estatuto do Idoso, está sempre amparado contra a abusividade de reajustes das mensalidades dos planos de saúde, com base exclusivamente na alta sinistralidade da apólice, decorrente da faixa etária dos segurados.

Como regra geral, os contratos de plano ou seguro de assistência à saúde de contratação coletiva contêm cláusula que admite a resilição do contrato, em vigor por tempo indeterminado, ou seja, após expirado o prazo previsto contratualmente, por iniciativa de qualquer das partes, mediante notificação prévia. Neste diapasão, indaga-sese estariam atendidas pela Sul América de Seguro as exigências para a rescisão unilateral do plano de saúde, em razão da alta sinistralidade do contrato de seguro em grupo, caracterizada pela idade avançada dos segurados. Parece que sim, em tese.

Para responder tal questão, cabe colacionar trecho dos argumentos do ministro do STJ Massami Uyeda no julgamento do REsp 889.406/RJ: “Deve ser ressaltado, também, não se afigurar escorreito que o contrato de Assistência Médica e Hospitalar coletivo, por prazo indeterminado, estabelecido entre a recorrente, empresa de administração e corretagem de seguros, tendo como segurados seus empregados e respectivos dependentes, ainda que de adesão, eternize-se, impedindo a denúncia, prevista contratualmente e não vedada em lei, quando não mais remanesça o interesse econômico em dar-lhe continuidade. Entendimento contrário propiciaria o comprometimento financeiro de toda entidade privada do seguimento de prestação de serviço à saúde, incorrendo em inequívoco desestímulo à atividade, obrigando-lhes a suportar prejuízos decorrentes do desequilíbrio econômico”.

No entanto, não foi este o entendimento do relator, ministro Luis Felipe Salomão, que consignou em seu voto, pela impossibilidade da rescisão do contrato. O ministro citou que o seguro visa atender a necessidade e o direito à saúde e levou em conta também o Estatuto do Idoso, afirmando que haveria discriminação na rescisão do contrato por causa de idade. Seu voto foi acompanhado pelos ministros Nancy Andrighi e Paulo de Tarso Sanseverino. Outros dois ministros, Massami Uyeda e Raul Araújo, votaram pelo não conhecimento dos embargos de divergência, uma vez que para tal recurso é necessário que sejam apresentados dois acórdãos divergentes.

Os ministros entenderam que tais peças não foram apresentadas, por isso o recurso não deve ser conhecido. Se o recurso for conhecido pela maioria, outros quatro ministros terão de analisar o seu mérito, além de Uyeda e Araújo. Assim, o placar que está em três a zero, ainda teria seis votos para definir a disputa. Atualmente a votação está suspensa por pedido de vista da ministra Isabel Galotti.

Em suma: fica a controvérsia a ser decididasobre a legitimidade da rescisão do contrato de plano de saúde, firmado por entidade associativa a favor de seus sócios, com previsão de rescisão unilateral por qualquer das partes: a motivação deve ser o fator decisório? Ou basta que sejam cumpridas as exigências das cláusulas específicas, dentre elas a notificação com a antecedência prevista, possibilitando aos beneficiários, nesse período, a migração para outro plano?

Mais uma vez está o Poder Judiciário a intervir nas relações contratuais entre operadoras versus beneficiários, com o escopo de buscar o equilíbrio entre o econômico e o social. Até esse momento, a balança tem se mostrado favorável ao consumidor, sempre em nome do direito à saúde e do princípio da dignidade humana. Não obstante, é importante a reflexão: pode-se obrigar as operadoras a suportarem prejuízos decorrentes do desequilíbrio econômico e social?

*Sandra Franco, consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde, membro efetivo da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico Hospitalar da OAB/SP e Presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde

Fonte SaudeWeb

Mulheres que consomem mais frutas cítricas diminuem risco de sofrer derrame

Estudo mostra que mulheres que consomem uma quantidade maior de frutas cítricas – principalmente as laranjas e toranjas – podem diminuir o risco para acidente vascular cerebral isquêmico, ou derrame.

O estudo divulgado no periódico Stroke: Journal of the American Heart Association, acompanhou quase 70 mil mulheres durante 14 anos. Entre as informações colhidas pelos pesquisadores, a cada quatro anos as participantes informavam seu consumo de alimentos detalhado, incluindo a quantidade e quais as frutas e vegetais consumidos no período. Os pesquisadores examinaram a relação de seis principais clases de flavonóides mais comumente consumidos na dieta norte-americana – flavanonas, antocianinas, flavan-3-óis, polímeros de flavonóides, flavonóis e flavonas – com o risco para acidente vascular cerebral isquêmico, derrame hemorrágico e derrame completo.

Como esperado, não foi encontrada uma associação direta e benéfica entre o consumo dos flavonóides e o risco para AVC, como a atividade biológica das sub-classes diferentes. No entanto, eles descobriram que as mulheres que consumiam grandes quantidades de flavanonas de frutas cítricas apresentaram um risco 19% menor de sofrerem um derrame em comparação aquelas que comiam em menor quantidade.

No estudo, as flavanonas vieram principalmente da laranja e do suco de laranja (82%) e toranja e néctar de toranja (14%). No entanto, os investigadores recomendam que elas sejam consumidas naturalmente, devido ao elevado teor de açúcar das versões industriais dos sucos e néctar das frutas.

Os autores explicam que os resultados não são conclusivos e mais estudos são necessários para confirmar a associação entre o consumo flavanona e a diminuição do risco de derrame, bem como para entender o porquê desta associação.

Fonte O que eu tenho

Memória declina em ritmo mais rápido nos anos próximos à morte

Está é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Rush, nos EUA. Manter o cérebro ativo é a melhor maneira de prevenir a perda da capacidade mental.

Para o estudo, 174 padres, freiras e monges, sem problemas de memória, foram avaliados anualmente durante seis ou 15 anos, aproximadamente antes morrerem. Após a morte, os cientistas examinaram os cérebros dos participantes para tentar identificar marcadores biológico para a doença de Alzheimer, chamados placas amiloides e emaranhados neurofibrilares

A pesquisa, liderada por Robert S. Wilson, mostrou que, em uma média de dois anos e meio antes de morrer, as habilidades de memória e pensamento tenderam a declinar de oito a 17 vezes mais rápido do que antes deste período.

Níveis elevados de placas e emaranhados estavam ligados a um início mais precoce deste período terminal, mas não à taxa de declínio de memória durante a mesma etapa.

“As descobertas sugerem que as mudanças na capacidade mental durante os dois ou três anos antes morte não são acionadas diretamente por processos relacionados com a doença de Alzheimer, mas o declínio cognitivo e de memória podem envolver algumas alterações biológicas no cérebro específicas do fim da vida”, explica Hiroko H. Dodge, da academia norte-americana de neurologia.

Em um segundo estudo, conduzido na mesma universidade, pesquisadores recrutaram 1,76 mil pessoas com uma idade média de 80 anos que estavam livres de demência. Os participantes foram submetidos a exames anuais de memória durante cerca de cinco anos.

Os participantes relataram a frequência com que liam jornais, escreviam cartas, visitavam uma biblioteca e praticavam jogos de tabuleiro, como xadrez ou damas. A frequência destas atividades mentais foi avaliada em uma escala de um a cinco, com um significando uma vez por ano ou menos e cinco representando todos os dias ou quase todos os dias.

Os resultados, divulgados no periódico Neurology, mostraram que a participação das pessoas em atividades mentalmente estimulantes melhorou o funcionamento mental.

Os pesquisadores também descobriram que podiam prever o nível do funcionamento cognitivo das pessoas olhando para o nível de atividade mental no ano anterior, mas este nível de funcionamento cognitivo não previa a atividade mental no futuro.

Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem uma relação de causa e efeito, ou seja, ser mentalmente ativo conduz a uma melhor saúde cognitiva na velhice.

Fonte O que eu tenho

Cérebro dos tímidos tem mais dificuldade de se acostumar com novos rostos

A timidez é reflexo de déficits em duas áreas do cérebro que fazem com que os indivíduos tenham dificuldade de se adaptar à presença de pessoas pouco conhecidas.

É essa a afirmação feita por um estudo da Universidade Vanderbild e publicado no periódico Social Cognitive and Affective Neuroscience. De acordo com a pesquisa, pessoas que afirmaram sentir muita timidez podem ter problemas em se adaptar a novos estímulos sociais, algo que é processado em áreas do cérebro como o hipocampo e a amídala cerebral.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão utilizando uma série de testes e observações feitas a partir de ressonância magnética em indivíduos adultos de ambos os sexos. Nos testes, os indivíduos eram apresentados a séries repetitivas de imagens de rostos de pessoas conhecidas e outras desconhecidas.

Pessoas mais desinibidas se habituavam mais facilmente às repetições dos rostos de desconhecidos, padrão que era obervado nas reações do cérebro. Aos poucos, depois de diversas repetições, os rostos pouco familiares eram identificados por esses indivíduos como “conhecidos”.

Nos tímidos ocorria o inverso, por mais que vissem os mesmos rostos repetidamente. “Esta ‘falha’ em se habituar com novas pessoas é o reflexo de mecanismos neurais que podem estar relacionados com a timidez e que é característica de pessoas mais isoladas”, afirma Jennifer Blackford, principal autora do estudo e líder do grupo de pesquisa.

“Indivíduos que demoram mais tempo em se familiarizar com novas pessoas acabam evitando novas experiências sociais, ao contrário dos mais desinibidos, que tendem a procurar novas interações sociais”, completa.

Os pesquisadores acreditam que identifcar este padrão de pensamento pode ser a chave para entender melhor transtornos ansiosos que, de forma persistente, levam a uma fobia crônica de situações sociais específicas. O transtorno ansioso social, ou simplesmente fobia social, é o segundo tipo de transtorno ansioso mais comum e afeta um em cada 10 indivíduos nos EUA, por exemplo (país onde foi realizada a pesquisa).

A pesquisa agora procura estudar a inibição ou timidez em crianças e as formas como o cérebro pode ou não se adaptar com o passar da idade, o que levaria ao desenvolvimento de técnicas e métodos para atenuar a condição.

Fonte O que eu tenho

Tai Chi Chuan é um dos melhores exercícios para os idosos

Indivíduos idosos que praticam o Tai Chi Chuan de forma regular têm melhores índices de pressão arterial e força muscular. O exercício melhora as funções cardiovasculares e musculares, além de proteger as articulações, e está sendo considerado uma das melhores atividades físicas para se praticar na idade avançada.

“Melhorar a força muscular e sem comprometer a pressão arterial faz do Tai Chi a melhor escolha das pessoas idosas na hora de optar por uma atividade fisica. Diversos estudos já mostraram que o Tai Chi protege o organismo contra os efeitos da velhice no corpo”, dizem os autores. “Alguns estudos, entretanto, colocavam em questão se a melhora da força muscular causava danos à saúde vascular.”

O estudo foi publicado no periódico European Journal of Preventive Cardiology e envolveu mais de 65 idosos em Hong Kong, na China, e que praticavam o Tai Chi por pelo menos uma hora e meia por dia durante os últimos 3 anos. Um outro grupo controle, que não fazia Tai Chi, também foi observado. A elasticidade das artérias dos praticantes da atividade eram até 44% melhores do que aqueles que não a praticavam.

“A melhoria na saúde arterial pode ter a ver com a combinação entre a atividade aeróbia, concentração mental e meditação que, combinadas com os movimentos do Tai Chi resultam nesse quadro positivo geral”, diz William Tsang, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

“Como o Tai Chi pode ser feito em qualquer lugar – sem a necessidade de um equipamento específico ou um local determinado – podemos considerá-lo como uma das melhores estratégidas para adultos e idosos para proteger o organismo de doenças vasculares e perda de força muscular’, finaliza Tsang.

Fonte O que eu tenho

Um tumor borderline do ovário é maligno ou benigno? Saiba mais

Apesar de ser o câncer de menor incidência, representando cerca de 4% dos casos, o câncer de ovário é o mais letal, principalmente nos países industrializados. A razão é a dificuldade no diagnóstico: estima-se que 80% dos casos são diagnosticados nos estágios mais avançados, diminuindo as chances de cura.

Uma variação do câncer de ovário, o tumor borderline, pode surgir em qualquer idade. Os prognósticos são melhores, devido ao baixo potencial de malignidade, e acabam curados em mais de 90% dos casos. Mas afinal, o borderline é um tumor benigno ou maligno?

 Nenhum dos dois, explica o ginecologista Luis Otávio Zanatta, da SOGESP, “por isso, ele recebeu esse nome”, diz. “Tanto do ponto de vista de prognóstico – do que vai acontecer -, como o que tem que ser feito como tratamento, ele fica no meio do caminho. O tratamento não é tão agressivo, não passa por tantas etapas como no câncer de ovário e nem é tão simples como o tratamento benigno de câncer de ovário”.

No geral, o tratamento de um câncer de ovário consiste na cirurgia para remoção dos tecidos, que será mais ou menos radical conforme o tamanho e a agressividade do tumor. Como o borderline pode acometer mulheres em idade fértil, leva-se em conta se a mulher têm ou não filhos. Se esta for a intenção, procura-se preservar o outro ovário e o útero, desde que não haja risco de vida.

É possível prevenir o câncer de ovário?
O ginecologista Jesus Paula Carvalho, também da SOGESP, explica que a dificuldade no diagnóstico e a profressão rápida do câncer dificulta o tratamento precoce.

Por este motivo, além de ir regularmente ao ginecologista, é preciso ficar atenta aos sintomas:
  • inchaço ou aumento do volume abdominal, dor pélvica ou abdominal, dificuldade para comer;
  • sensação rápida de saciedade e alterações urinárias, como o aumento da vontade de ir ao banheiro.
“A mulher que identifica estes sintomas deve ir ao seu ginecologista. Se for encontrado cisto ele precisa ser investigado. O diagnóstico para estabelecer o tipo de tumor não é fácil, envolve interpretações de exames. Mas é importante que seja feito”, finaliza.

Fonte O que eu tenho

Falar mais de uma língua protege o cérebro contra a demência

Conhecer mais de uma língua pode ser bom para a saúde mental. De acordo com um estudo recente o chamado bilinguismo pode proteger contra os sintomas da demência e os indivíduos que falam várias línguas têm maior resiliência quando adultos.

As conclusões são de uma pesquisa feita pela Universidade de York, nos EUA, e publicadas no periódico Trends in Cognitive Sciences. “Estudos anteriores já haviam indicado os benefícios do bilinguismo no desenvolvimento cognitivo das crianças. Nossa pesquisa se baseou na revisão de alguns desses estudos, especialmente aqueles que usavam dados de testes cognitivos e métodos de neuroimagem para avaliar os efeitos do bilinguismo em adultos”, explica Ellen Bialystok, principal autora do estudo.

De acordo com os pesquisadores quando o cérebro fica atento para monitorar qual linguagem usar em determinadas situações há uma maior atividade nas regiões relacionadas com a atenção geral e com o controle cognitivo. O uso dessa última região, principalmente, faz com que essas redes neurais se reconfigurem e fiquem mais fortes com o tempo, o que em hipótese melhoraria a “flexibilidade mental”, ou a a habilidade de se adaptar à mudanças e processar informação de forma mais eficiente.

Os estudos também sugerem que o bilinguismo melhora a chamada “reserva cognitiva”, um efeito protetor que é ativado por atividade física e mental e que traz benefícios no longo prazo, especialmente na velhice. A reserva cognitiva ajuda a diminuir os efeitos da demência, atrasando seu início, por exemplo. Indivíduos bilíngues parecem desenvolver a demência muitos anos depois de pessoas com as mesmas características físicas e mentais, porém que falam apenas uma língua.

“Nossas conclusões levam a crer que gerenciar a atenção para duas ou mais línguas reorganiza as redes neurais, protegendo e melhorando as bases do controle executivo de funções e da performance cognitiva, coisa que dura a vida toda”, diz Bialystok. “Ser bilíngue modifica nosso cérebro de forma intensa”, finaliza.

Fonte O que eu tenho