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sexta-feira, 20 de março de 2015

OMS quer forçar indústria do tabaco a fechar as portas

Quase metade dos fumantes atuais morrerão em decorrência de doenças ligadas ao tabagismo
 
A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu, nesta quarta-feira (18/03), uma reação internacional para forçar a indústria do tabaco a "fechar as portas", comemorando o progresso na luta contra o tabagismo em vários países. Falando na conferência mundial sobre "o tabaco ou a saúde" em Abu Dhabi, Margaret Chan, diretora da OMS, saudou medidas tomadas por diversos países - como a Austrália, pioneira na adoção de embalagens neutras para os cigarros - e convidou outros países a seguirem estes exemplos.

Os fabricantes de tabaco "usam todo tipo de tática, como o financiamento de partidos e políticos para que eles trabalhem em seu favor", disse Chan a jornalistas. "Este vai ser um combate difícil [...], mas nós não devemos desistir até que a indústria do tabaco feche as portas", ressaltou Margaret Chan, já que quase metade dos fumantes atuais morrerão em decorrência de doenças ligadas ao tabagismo, segundo os organizadores da conferência.

De acordo com a OMS, o tabagismo mata uma pessoa a cada seis segundos - quase seis milhões de pessoas mortas em todo o planeta todos os anos. Ao todo, o tabaco poderia matar um bilhão de pessoas ao longo do século XXI, estima a organização.

Apesar da diminuição no número de fumantes em diversos países, ainda há muito a ser feito na luta anti-tabaco para atingir ao objetivo de reduzir em 30% o consumo até 2025, informaram os participantes da reunião. "Graças especialmente a medidas legislativas, o tabagismo caiu em diversos países", disse Chan, citando o último relatório da OMS, segundo o qual a proporção de homens fumantes diminuiu em 125 países.

Os não fumantes "passaram a ser a regra", comentou a diretora, dizendo-se "muito contente de ver este progresso em muitos países".

Ela convidou os países produtores de folhas de tabaco a "agirem mais rapidamente" para combater o tabagismo, em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a OMS.

A conferência de Abu Dhabi, iniciada na noite desta terça-feira, deve discutir durante cinco dias as relações entre tabagismo e doenças não-transmissíveis (câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas).

"O tabaco é um dos maiores fatores de risco [para estas doenças], em particular para o câncer", insistiu Chan.

Em matéria de prevenção, ela afirmou que as "embalagens neutras funcionam", parabenizando as medidas adotadas por Austrália, Irlanda e Reino Unido, apesar "das ameaças [da indústria] de travar longas e caras batalhas judiciais".

"Mais de dez países estudam" tomar medidas similares, ressaltou Chan, citando Burkina Fasso, Nova Zelândia, Chile, França, Panamá, Noruega e Turquia.
 
Saúde Plena

Conheça o passo a passo da doação de sangue

Crédito: Revoltan
Crédito: Revoltan
Doar sangue é um ato que ajuda muitas pessoas. Necessitam de sangue pessoas que passam por cirurgias, fazem quimioterapia entre vários outros tratamentos. Como ele não pode ser produzido artificialmente é necessário voluntários para manter os estoques cheios.
 
Há critérios que permitem ou impedem uma doação. Eles são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue. Saiba os impedimentos da doação na matéria do Blog da Saúde.
 
Para quem está apto para doar, o Blog da Saúde esclarece os passos no momento da doação.
 
Antes de ir doar sangue:
  • Consuma alimentos leves, não é possível doar em jejum
  • Evitar alimentos gordurosos no dia da doação
  • Hidrate-se
Etapas da doação
 
Recepção e cadastro:
Ao chegar ao local é feito primeiramente um cadastro com dados pessoais e gerais. Lembre-se sempre de levar documento oficial de identidade com foto (RG, carteira de motorista, carteira de trabalho ou passaporte).
 
Triagem clínica
Após o cadastro ocorre a triagem clínica. Uma entrevista que avalia as condições de saúde da pessoa que vai doar e os riscos para a pessoa que vai receber. Na triagem clínica, são feitas perguntas a respeito do estado de saúde do candidato à doação de sangue. A triagem clínica é utilizada, pois existem questões que podem ser identificadas na entrevista clínica e não podem ser detectada por testes laboratoriais.
 
Coleta
A coleta do sangue dura em torno de 15 minutos. Ela é feita com material esterilizado, descartável e não apresenta nenhum risco para a pessoa que está doando.
 
Depois de doar sangue
Faça um pequeno lanche e hidrate-se. É importante para o doador continuar se sentindo bem durante o dia.

É importante também evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas, não fumar por cerca de 2 horas, evitar bebidas alcóolicas por 12 horas e não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho.
 
Lembre-se
Mulheres podem doar sangue a cada intervalo de 90 dias, podendo fazer até 3 doações por ano. Homens podem fazer até 4 doações por ano, aguardando 60 dias de intervalo.
 

Papanicolau é essencial para detectar o vírus responsável pelo câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil e o vírus HPV é o principal responsável por essa doença
 
Esse vírus é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.
 
O Inca, Instituto Nacional do Câncer, estima que, somente este ano, surjam no Brasil 15 mil novos casos de câncer do colo do útero. A maioria das infecções por HPV não provocam sintomas. Por isso, o cirurgião oncológico do Inca, Gustavo Iglesias, alerta sobre os cuidados para evitar essa doença: "Isso realça a importância de que todas as mulheres com vida sexual ativa, a partir dos 25 anos de idade, comecem a fazer o rastreio na forma do exame que a gente conhece popularmente como preventivo que é a citologia vaginal; a gente recomenda que se adotem as medidas preventivas, principalmente, o uso do preservativo na relação sexual; e agente agora tem uma nova oportunidade de intervir, no sentido de prevenir o câncer do colo uterino, que é a vacina contra o HPV, busca imunizar as meninas que ainda não começaram sua vida sexual."   
 
A universitária, Luciana Alcântara, descobriu que estava com o vírus HPV há seis anos. Ela acredita que o exame ginecológico Papanicolau é importante para o diagnóstico da doença e a prevenção do câncer do colo do útero: "Ainda tem muitas mulheres que não dão importância, às vezes, fazem o exame e não voltam pra pegar o resultado. Isso é uma falta mesmo de cuidado com o próprio corpo, com a saúde. Quando a gente vai descobrir um problema mais na frente, não tem mais o que fazer e o exame preventivo, se tiver alguma coisa, dar tempo de resolver. O HPV é uma porta de entrada pra outras doenças como o câncer de colo de útero e é importante que a mulher tenha consciência disso, que não é".
 
De acordo com o cirurgião oncológico do Inca, Gustavo Iglesias, o intervalo entre a infecção pelo vírus HPV e o desenvolvimento do câncer do colo do útero pode ser de décadas. Por isso, a importância do exame preventivo ser feito regularmente:"Estamos falando aí, fácil, fácil, de 20 anos.
 
Algumas mulheres têm o risco aumentado para, uma vez contraindo a infecção, desenvolver o câncer que são as mulheres portadoras do HIV e as mulheres que sofreram transplante de órgãos e precisam tomar medicações pra regular o sistema imunológico. Essas mulheres não seguem a recomendação do Ministério da Saúde, elas fazem um rastreio mais frequente e devem buscar o médico responsável pelo seu tratamento pra lhes orientar nesse sentido."
 
O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.
 
Fonte: Ana Cláudia Amorim/ Agência Saúde

Combinação de anticoncepcional e cigarro pode causar derrame e trombose

A agente de trânsito de Brasília que pediu para não se identificar é fumante e usa anticoncepcional. Há quase um ano, ela sofreu um derrame mas não teve sequelas
 
"Na verdade eu não falei para o médico que eu fumava. Eu só fumo quando estou bebendo, mas eu não falei para o médico que eu fumava. Eu não falei nada. Posso até na próxima consulta informar né. Você quer saber a verdade mesmo? Eu não penso em falar porque eu não penso em parar, então ele vai me mandar parar. Por isso que eu não penso em falar."
 
O médico pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do INCA, Instituto Nacional do Câncer, Ricardo Meirelles, explica que o derrame sofrido pela agente de trânsito pode ter sido provocado pela combinação do cigarro com anticoncepcional."Mulheres que fumam e usam pílula anticoncepcional elas têm um risco maior de ter problemas vasculares e ter até trombose, então, tem que ter muito cuidado e ser sempre avaliada pelo seu médico. Então, a associação do anticoncepcional com o tabagismo, propicia um aumento muito grande dessa possibilidade de ter um derrame cerebral, da mulher ter um infarto agudo do miocárdio. Então, se a mulher é fumante e usa o anticoncepcional, ela tem que parar um dos dois. De preferencia o cigarro. Mas ela não pode fumar e usar o anticoncepcional porque ela está usando uma bomba relógio que pode explodir a qualquer momento e ela ter um problema sério de saúde."
 
O Sistema Único de Saúde acolhe as mulheres que usam anticoncepcional e não conseguem parar de fumar. O pneumologista do INCA, Ricardo Meirelles, conta que existem mais de três mil Unidades Básicas de Saúde que oferecem tratamento de graça para quem quer interromper o vício."Tabagismo é uma doença existe um tratamento. Esse tratamento já está colocado na rede SUS há mais de dez anos. Então, existe várias unidades de saúde públicas no seu município que tem profissionais capacitados a prestar o tratamento do tabagismo, através de orientações, através de tratamento individual em grupos de apoio com tratamento específico e com medicamentos que vão diminuir os sintomas da falta de nicotina no cérebro, através de orientações e os medicamentos fazendo com que o fumante entenda como parar de fumar, como resistir à vontade de fumar e principalmente, como viver sem cigarro."
 
O trabalho do Brasil no controle do tabagismo recebeu reconhecimento internacional. O prêmio que atesta a eficiência no Controle Global do Tabaco foi entregue nesta semana durante a 16ª Conferência Mundial Sobre Tabaco ou Saúde em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Para saber mais sobre o tratamento gratuito para combater o vício do cigarro, acesse www.inca.gov.br/tabagismo.

Fonte: Diane Lourenço/ Agência Saúde

Doenças Respiratórias Crônicas: Rinite

Crédito: antoniodiaz
Crédito: antoniodiaz
Rinite é a inflamação aguda ou crônica, infecciosa, alérgica ou irritativa da mucosa nasal, sendo os casos agudos, em sua maioria, causada por vírus, ao passo que os casos crônicos ou recorrentes são geralmente determinados pela rinite alérgica, induzida pela exposição a alérgenos, que, após sensibilização, desencadeiam resposta inflamatória
 
Como toda doença alérgica, ela pode apresentar duas fases. A primeira, chamada imediata, ocorre minutos após o estímulo antigênico e a segunda, denominada fase tardia ou inflamatória, ocorre quatro a oito horas após o estímulo. Os sintomas mais comuns são corrimento nasal, obstrução ou prurido nasal e espirros. Muitas vezes acompanham sintomas oculares como prurido, hiperemia conjuntival e lacrimejamento.
 
Esses sintomas podem melhorar espontaneamente. Nos casos crônicos, pode ocorrer perda do paladar e do olfato. Os principais alérgenos ambientais desencadeantes e/ou agravantes da rinite são os ácaros da poeira domiciliar, barata, os fungos, epitélio, urina e saliva de animais (cão e gato). Os principais irritantes inespecíficos são a fumaça do cigarro e compostos voláteis utilizados em produtos de limpeza e construção, desencadeando os sintomas por mecanismos não imunológicos.
 
Esses sintomas podem melhorar espontaneamente. Nos casos crônicos, pode ocorrer perda do paladar e do olfato. Os principais alérgenos ambientais desencadeantes e/ou agravantes da rinite são os ácaros da poeira domiciliar, barata, os fungos, epitélio, urina e saliva de animais (cão e gato). Os principais irritantes inespecíficos são a fumaça do cigarro e compostos voláteis utilizados em produtos de limpeza e construção, desencadeando os sintomas por mecanismos não imunológicos.
 
A rinite alérgica é considerada como fator de risco e marcador de gravidade da asma. Ela piora a asma, além de aumentar o risco de hospitalizações e exacerbar as crises. Portanto, portadores de rinite persistente devem ser investigados para asma e viceversa. A fim de se obterem bons resultados no controle de cada doença, é importante o tratamento e controle das duas doenças.
 
No tratamento da rinite alérgica, o objetivo é promover a prevenção e o alívio dos sintomas de forma segura e eficaz. As medidas a serem instituídas dependem da classificação da rinite, constando de medidas farmacológicas e não farmacológicas.
 
Como a rinite pode ser desencadeada por componentes alérgicos, vale ressaltar alguns cuidados para evitar possíveis crises. Desta forma, é indicado ao paciente parar o tabagismo e evitar sua forma passiva, praticar atividades físicas, reduzir da exposição a ácaros, mofo, animais domésticos (quando comprovada sensibilização), odores fortes e locais com poluição atmosférica.
 
A educação e orientação quanto à doença e o uso correto das medicações inalatórias e capacidade de distinção entre medicações de manutenção (corticoides intranasais, por exemplo) e de alívio (anti-histamínicos, por exemplo) são importantes, pois o uso por tempo prolongado de alguns medicamentos pode levar à obstrução nasal por efeito rebote, causando uma “rinite medicamentosa”.
 
A lavagem nasal com solução salina (solução fisiológica a 0,9%) pode ser utilizada para aliviar a irritação tecidual, umedecer a mucosa e auxiliar na remoção de secreções, aliviando temporariamente a obstrução nasal e melhorando o olfato. Mas existem evidências de que certos conservantes utilizados em soluções salinas, como o cloreto de benzalcônio, podem acarretar irritação da mucosa, agravando a rinossinusite. Desta forma, o paciente deve sempre passar por avaliação do profissional de saúde, que indicará o tipo de medicamento e forma adequada de uso para cada caso.
 
Cuide-se! A rinite pode interferir significativamente na qualidade de vida social, escolar e produtiva das pessoas, e também pode estar associada a outras condições como asma, sinusite, otite média, respiração bucal e suas consequências.
 

Nova droga redutora de colesterol entusiasma cardiologistas de todo o mundo

O evolucomabe é um novo agente redutor de colesterol que inibe a proteína PCSK9, responsável pela degradação do receptor de LDL-colesterol (conhecido como “colesterol ruim”)
 
A sua ação permite que mais receptores de LDL-c fiquem disponíveis na superfície celular, reduzindo a concentração de LDL-c circulante no sangue.
 
O estudo OSLER, apresentado no Congresso do American College of Cardiology, avaliou os efeitos do evolucomabe sobre complicações cardiovasculares. Um total de 4.465 foram selecionados para serem incluídos nesse estudo. Os pacientes foram randomizados na proporção 2:1 para receber o evolucomabe em combinação com tratamento padrão (2.976) ou, simplesmente, tratamento padrão (1.489). O tratamento padrão consistia no uso das estatinas, como a sinvastatina e atorvastatina (30% dos pacientes não usava nenhuma estatina).
 
O seguimento médio dos pacientes foi de 11,1 meses. O evolucomabe foi administrado de forma subcutânea nas doses de 140mg a cada 2 semanas ou 420mg ao mês, uma vez que reduziram os níveis de LDL-c de forma similar.
 
O estudo avaliou os níveis de colesterol, a tolerabilidade à droga e as complicações cardiovasculares (morte, infarto do miocárdio, angina instável, revascularização miocárdica, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral transitória e insuficiência cardíaca). A administração de evolucomabe em associação ao tratamento padrão reduziu os níveis de LDL-c em 61% (nível médio de 73mg/dL) ao final de 48 semanas. Ao se considerar as metas recomendadas para o LDL-c, mais de 90% alcançaram concentrações abaixo de 100 mg/dL de LDL-c no grupo evolucomabe versus 26% no grupo controle.
 
Em relação aos desfechos clínicos, a incidência de complicações cardiovasculares foi de 2,18% no grupo controle e 0,95% no grupo evolucomabe ao final de 1 ano. No quesito segurança,  os achados clínico-laboratoriais foram similares entre os grupos e a interrupção de evolucomabe aconteceu em apenas 2,4% dos pacientes.
 
O Dr. Marc Sabatine, professor da Harvard Medical School, concluiu a apresentação do estudo dizendo: “os dados desses estudos dão suporte à inibição do PCSK9 como um meio seguro e efetivo para a redução de complicações cardiovasculares maiores através de uma redução intensa do LDL-c”.
 
Devemos lembrar que muitas pessoas não toleram as estatinas por seus efeitos colaterais (dores musculares) ou não atingem os níveis ideais de LDL-c em doses máximas ou associadas com outras drogas, como a ezetimiba. Um estudo que já está em andamento, chamado de Fourier, deverá avaliar os efeitos do evolucomabe em mais de 27 mil pacientes com doença cardiovascular.
 
UOL

Uma em cada dez cidades já tem epidemia de dengue

Levantamento aponta alta incidência em 511 municípios

Cerca de uma em cada dez cidades brasileiras já têm neste ano índices epidêmicos de dengue, conforme levantamento do Ministério da Saúde. Isso significa que, em 511 municípios do País, a incidência de dengue supera 300 casos por 100 mil habitantes – ou seja, acima do parâmetro definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para constatar índices altos da doença.
 
Em média, essas cidades apresentam 895 casos a cada 100 mil habitantes, contra a média nacional de 110 casos. Juntas, elas respondem por dois terços dos registros de dengue no Brasil – que soma 224 mil casos desde janeiro, 162% acima do verificado em igual período do ano passado.
 
São Paulo tem 268 municípios em patamar de epidemia, a maior quantidade entre os Estados. Em seguida estão Goiás, com 84 cidades, e Paraná, com 47. O infectologista da coordenadoria estadual de controle de doenças de São Paulo, Marcos Boulos, prevê novo recorde de casos neste ano. "Já há filas de quatro a seis horas para atendimento médico. Estamos preocupados”, afirma.
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, já havia dito anteriormente que não se pode descartar uma nova epidemia, embora menor do que a registrada em 2013, quando houve 425 mil casos nesse mesmo período.
 
Guia da Pharmacia

Personalidade hostil pode aumentar risco de pressão alta

As pessoas de personalidade hostil e dominante relataram maior estresse interpessoal
 
O espírito competitivo em excesso para aumentar o status social pode encurtar a vida, afirma uma pesquisa realizada pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Por outro lado, agir de forma amigável para obter prestígio pode trazer benefícios à saúde.
 
Foram avaliados 500 voluntários no estudo. As pessoas de personalidade hostil e dominante relataram maior estresse interpessoal. Além disso, tinham uma percepção de ter status social maior que os demais.
 
Ao serem monitorados durante conversas estressantes, os dominantes registaram aumentos significativos na pressão arterial ao discutir com pessoas igualmente hostis. Mas não houve alterações quando debateram com indivíduos amigáveis.
 
O estilo hostil foi associado a aterosclerose grave em homens e mulheres. Esse tipo de comportamento também foi ligado a maior conflito conjugal.
 
Zero Hora

Cientistas desenvolvem dieta contra Alzheimer e outras doenças

Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
Os pesquisadores afirmam que mesmo quem não seguiu rigorosamente a mind conseguiu reduzir em 35% o risco de desenvolver a doença
 
Uma nova dieta — chamada de mind (mente, em português) — promete diminuir em até 53% o risco de desenvolver Alzheimer. As recomendações, desenvolvidas por cientistas da Rush University Medical Center — foram publicadas no Journal of the Alzheimer's Association.
 
Os pesquisadores afirmam que mesmo quem não seguiu rigorosamente a mind conseguiu reduzir em 35% o risco de desenvolver a doença.
 
A dieta mind é uma mistura da mediterrânea e da dash (uma dieta inglesa contra hipertensão). E, além de prevenir Alzheimer, reduz o risco de doenças cardiovasculares, ataques cardíacos e derrames. Se aderida por longo tempo, pode proteger também contra a demência.
 
O novo cardápio é mais fácil de ser seguido do que o mediterrâneo, disseram os cientistas. A dieta é composta por 15 alimentos, sendo 10 com efeito direto sobre a saúde cerebral (vegetais de folhas verdes, outros vegetais, nozes, frutas, grãos, cereais integrais, peixe, aves, azeite e vinho). Os outros componentes compreendem carnes vermelhas, manteiga, margarina, queijo, bolos e doces ou frituras.
 
Confira a dieta mind:
 
— Pelo menos três porções de grãos integrais
 
— Uma salada
 
— Um outro vegetal
 
— Um copo de vinho
 
— Uma porção de feijão a cada dois dias
 
— Aves duas vezes por semana
 
— Peixe pelo menos uma vez por semana
 
— Menos de uma colher de sopa por dia de manteiga
 
— Menos de uma porção por semana: queijo, frituras ou fast food
 
Zero Hora

Está mais difícil engravidar atualmente? Descubra o porquê

Foto: Wong Mei Teng / stock.xchng
Especialistas falam da maternidade tardia, da relação entre tempo e fertilidade e do congelamento de óvulos
 
Entre sonhos, carreira, estabilidade, viagens e estudos, a maternidade ocupa hoje uma das últimas posições no checklist da mulher moderna. Mas será que essa independência interfere no desejo de ser mãe?

Para os especialistas, sim.
 
– A dificuldade em engravidar pode ser explicada por três fatores: o mais significativo é o adiamento da maternidade pelas mulheres. Consequentemente, uma vida sexual prolongada com mais parceiros pode trazer doenças associadas e DSTs. Isso pode piorar o prognóstico de saúde para uma gravidez. O terceiro é a endometriose, doença da mulher moderna que pode levar a infertilidade. – afirma o Dr. Nilo Frantz, diretor do Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz.
 
A Dra. Mariangela Badalotti, professora da Faculdade de Medicina da PUCRS, diretora científica da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e do Centro Fertilitat explica que, no que se refere a fertilidade, homens e mulheres funcionam de forma diferente:

– Diferente dos homens, que formam espermatozoides novos a cada 3 meses, a mulher nasce com os óvulos, que vão envelhecendo com ela. A medida que envelhecem, a partir dos 35 anos, eles perdem a capacidade de formar embriões geneticamente adequados. 
 
Segundo a especialista, a mulher nasce com um a dois milhões de óvulos. Na primeira menstruação  ela chega com 300 mil a 400 mil óvulos. Ao longo da vida, além de reduzir essa reserva, a qualidade dos mesmos vai ficando comprometida.

– Após os 35 anos inicia-se um período de declínio na função reprodutiva, que se acentua após os 38 anos e é drástico após os 40/42 anos de idade. As chances de gravidez com tratamentos de reprodução assistida, a partir de 45 anos, é praticamente zero, a não ser com óvulos doados por uma mulher jovem – esclarece Mario Cavagna, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
 
E o homem nesse história?
Os dados atualizados mostram que de 15% a 18% dos casais do mundo possuem problemas de infertilidade e não conseguem engravidar sem ajuda médica.

De acordo com a Dra. Mariangela o homem também tem peso significativo nos casos de dificuldade de gravidez. Cerca de 35% das causas de infertilidade são femininas, 35% masculinas, 20% causas mistas e em 10 % dos casos, as investigações não chegam a conclusões definitivas,  nas chamadas infertilidades sem causa.
 
– A ciência reconheceu que o valor masculino passou a ser muito importante. Muitos homens são a causa básica da infertilidade da mulher.  A produção de espermatozoides pode ser anormal, assim como a mobilidade dos mesmos pode estar comprometida – afirma o Dr. Frantz.

O que fazer?
Falhando em engravidar, o casal deve consultar um especialista para investigar as causas. Feito o diagnóstico, decide-se por um tratamento. Veja as possibilidades atuais: 

Coito programado - utiliza-se medicamentos para estimular a produção de óvulos na mulher, programando a ovulação e assim aumentando as chances de engravidar.

Inseminação intrauterina - Consiste no depósito de espermatozoides no interior da cavidade uterina, por meio de um cateter apropriado. Pode ser feita com esperma do companheiro ou de um dador.

Fertilização in vitro - é a técnica mais utilizada. É usada nos casos em que a mulher tem alteração nas trompas ou endometriose, ou quando o homem tem número baixo de espermatozoides. Provoca-se a ovulação, recolhe-se óvulos maduros, recolhe-se o sêmen e faz-se a união, produzindo o embrião em laboratório. Esse embrião é colocado no útero da mulher.

Congelamento de óvulos é alternativa?
– A mulher, quando está entre os 30 e 35 anos,  deve avaliar seu potencial ovariano. A avaliação dos ovários  se faz por ultrassonografia e com a análise do hormônio antimülleriano para medir o estoque de óvulos que ela tem. Nessa idade, a reserva feminina está terminando. – aconselha o Dr. Frantz.

De acordo com a Dra. Mariangela, quando a mulher chega nessa idade e tem planos de ser mãe no futuro, mas não a curto prazo, o congelamento de óvulos é aconselhável. O procedimento não é feito pelo SUS, apenas por clínicas privadas.

– O congelamento de óvulos não pode ser motivo para postergar a maternidade. Nós congelamos óvulo, não gravidez. É uma opção maravilhosa para quando existe a intenção, mas o momento ainda não chegou – explica.

O envelhecimento dos óvulos não tem relação com o envelhecimento do útero. Mulheres com mais de 40 anos podem ter uma gestação saudável sem nenhum problema. Segundo os especialistas, preparar o útero para uma gravidez é um processo fácil, mesmo depois da menopausa.

Zero Hora

Estudo mostra eficácia de vacina contra tipo resistente de bactéria da pneumonia

Vacinação: idosos são população-chave
Vacinação: idosos são população-chave
Vacina conseguiu evitar 75% de casos de pneumonia invasiva, um quadro grave da doença, quando o pneumococo passa a circular na corrente sanguínea
 
Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) no periódico New England Journal of Medicine mostrou bons resultados para uma vacina contra pneumonias pneumocócicas.
 
Das 85 mil pessoas que participaram do estudo, a vacina contra 13 sorotipos de pneumococos mostrou 45% de eficácia ao prevenir a pneumonia não invasiva – quando o pneumococo atinge só os pulmões e não cai na corrente sanguínea. Além disso, a vacina foi capaz de evitar 75% de casos de pneumonia invasiva, um quadro ainda mais grave, quando as bactérias passam a circular no sangue.
 
Aprovada em 2013 pela Anvisa e ainda disponível apenas na rede privada, a vacina contra 13 sorotipos de pneumococos é indicada para adultos acima de 50 anos e crianças de seis meses até seis anos. A Pfizer, empresa fabricante, já solicitou ao órgão regulador a liberação para crianças e adolescentes entre seis e 17 anos.
 
Os idosos são considerados uma população-chave para a vacinação por causa do envelhecimento do organismo. Quanto mais idade, mais dificuldade o sistema imunológico tem para se defender de agentes invasores causadores de doenças. É o que se chama de imunossenescência. Quando a deficiência na imunidade se junta com as estações secas do ano, há um cenário ainda mais preocupante, dizem os médicos.
 
A infectologista Lessandra Michelim, professora de infectologia da Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, explica que o inverno é um ambiente propício para a propagação de doenças respiratórias.
 
“As pessoas ficam mais juntas em ambientes fechados, o ar fica mais seco e a cavidade nasal resseca, favorecendo a entrada de vírus e bactérias”, explica.
 
“Além de o idoso ter um sistema imunológico mais deficiente, muitas vezes há outras doenças no conjunto, como hipertensão, diabetes e problemas no coração, o que pode agravar o quadro”, alerta.
 
Segundo Lessandra, a nova vacina protege contra um tipo comum e cada vez mais resistente de pneumococo, que resiste ao tratamento com antibióticos comuns. A vacina contra os 13 tipos defende o organismo dos sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14 18C, 19ª, 19F e 23F.
 
Dentre esses sorotipos, o que mais preocupa os infectologistas atualmente é o 19A. O uso exagerado e sem necessidade de antibióticos favoreceu mutações genéticas do pneumococo, como o caso dessa cepa específica, que é muito resistente a medicações. E o pior: depois de 20 anos de estabilização, a ocorrência dela na América Latina aumentou.
 
A vacina hoje distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é eficaz contra 10 sorotipos de pneumococos, mas ainda não inclui a cepa 19A. A imunização contra os 13 sorotipos está disponível apenas na rede privada e custa em média R$ 250.
 
iG

Anvisa amplia medidas para aumentar a segurança do receptor e do doador de sangue

O Diário Oficial da União publicou, nesta quarta-feira (18/3), os procedimentos, normas e diretrizes essenciais para as Boas Práticas no Ciclo do Sangue
 
As regras estão descritas na Instrução Normativa (IN) nº 1, que explicita as reformulações pelas quais está passando o sistema de hemovigilância brasileiro. A norma prevê, ainda, que o detalhamento conceitual e operacional sobre o tema estará descritos no Guia para a Hemovigilância. Este documento já está disponível no site da Anvisa.
 
Com a IN, os eventos adversos ocorridos desde a doação até o receptor do sangue deverão ser notificados ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) por meio do sistema Notivisa. Esta medida tem o objetivo de subsidiar gestores e demais profissionais de saúde com informações úteis para o planejamento de medidas para reduzir riscos, além de inovar ao estabelecer prazos para a comunicação e a notificação dos eventos adversos.
 
Até a publicação da Instrução, a vigilância sobre os eventos adversos ao uso do sangue no Brasil estava restrita às reações ocorridas no decorrer ou após as transfusões sanguíneas. Esta ampliação do escopo da hemovigilância brasileira vem sendo discutida, por cerca de três anos, no âmbito da Comissão Permanente de Hemovigilância, que é a instância formalmente constituída para assessorar tecnicamente a Agência nas questões relacionadas ao tema.
 
A IN estabeleceu, por exemplo, que, em casos de óbito decorrentes de reações transfusionais, o fato deve ser comunicado e notificado ao SNVS em um prazo máximo de 72 horas. Situações como estas eram de notificação obrigatória mesmo antes da norma. No entanto, não havia prazo máximo estabelecido. Uma das inovações da norma é a obrigatoriedade de notificação de reações graves à doação, que devem ser feitas ao SNVS pelo serviço de saúde onde o fato ocorreu até o 15º dia útil do mês subsequente à identificação do evento.
 
O documento proposto por essa comissão - formada por representantes do Ministério da Saúde, vigilâncias sanitárias dos Estados, serviços de saúde, além de associações de especialistas e pacientes com doenças hematológicas – foi objeto de consulta ampliada a diversos órgãos e entidades relacionadas ao tema.
 
Os diferentes serviços envolvidos com os processos abordados na IN terão 12 meses a partir da publicação desta norma para se adequarem às suas exigências.
 
ANVISA

Anvisa esclarece situação dos medicamentos Urbanil e Frisium, da Sanofi-Aventis

A empresa Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda notificou à Anvisa a descontinuação temporária de fabricação dos medicamentos Urbanil (clobazam) e Frisium (clobazam) em 14/11/2014 e 13/11/2014, respectivamente, nos termos da Resolução RDC nº 18, de 04 de abril de 2014. Em 10/02/2015 a empresa notificou a reativação de fabricação dos dois medicamentos, conforme a referida norma
 
Diante de denúncias de desabastecimento de mercado dos produtos, esta Agência acionou a empresa a esclarecer acerca da atual situação de fabricação dos medicamentos, apresentando esclarecimentos sobre o atual estoque dos produtos na empresa e sobre o mapa de distribuição (quantitativo fabricado e distribuído no mês).
 
A empresa informou, em 04/03/2015, que fabricou em fevereiro os lotes 512212 e 512302 do Urbanil 10mg e os lotes 512271 e 512428 do Urbanil 20mg.
 
Em relação ao Frisium, a empresa informou que fabricou nesse mesmo mês os lotes 5V1417 e 5V2152 do produto na concentração de 10mg e os lotes 511406, 512434 e 511413 na concentração de 20mg. Tanto os lotes do Urbanil quanto do Frisium já foram colocados para distribuição.
 
Desta maneira, sugere-se entrar em contato com SAC do laboratório para saber mais sobre a distribuição dos medicamentos e onde adquiri-los na sua região. No caso de suspeitas de desabastecimento irregular de medicamentos do mercado, recomenda-formalizar a denúncia por meio da Ouvidoria da Anvisa (Ouvidoria Atende, disponível no Portal da Agência na internet). A Agência avaliará a denúncia dentro dos prazos regulamentares, com base em critérios de eficiência, eficácia e efetividade, e responderá à demanda de maneira oportuna.
 
Ressalta-se que não há previsão legal para que a Agência impeça o laboratório de parar a fabricação do medicamento, porém o Decreto nº 8.077, de 2013, dispõe que a intenção da empresa de descontinuar temporária ou definitivamente a fabricação ou importação de medicamento registrado para fornecimento ao mercado interno deverá ser comunicada à Anvisa com antecedência mínima de 180 dias.
 
Ainda, de acordo com a RDC nº 18/2014, nos casos em que a descontinuação possa causar desabastecimento de mercado, a comunicação à Anvisa deverá ocorrer com 12 (doze) meses de antecedência. Além disso, conforme essa norma, a empresa detentora do registro do medicamento deverá garantir o fornecimento regular do seu produto durante esses prazos.
 
Para consultar a Lista dos medicamentos para os quais os laboratórios notificaram a descontinuação ou reativação de fabricação ou importação, e saber mais sobre Descontinuação de Medicamentos, acesse o link Descontinuação de Medicamentos, disponível no site da Anvisa.
 
ANVISA 

CDPI promove sessão interativa em neurorradiologia

No próximo dia 28, a Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI) patrocinará a primeira sessão do Como eu Laudo – Hot Topics em Radiologia, a ser realizada pela Sociedade de Radiologia do Rio de Janeiro (SRad – RJ), das 8h30 às 13h30, no Iate Clube do Rio de Janeiro
 
Nessa primeira edição, os especialistas Emerson Gasparetto, diretor médico da CDPI, e Nelson Fontes, coordenador de RM do Alta Excelência Diagnóstica e do Serviço de Neurorradiologia do HCor – SP, vão apresentar o tema Neurorradiologia e, em seguida, abrirão um espaço para debates sobre os casos abordados.
 
Na oportunidade, os participantes também poderão navegar pelas imagens dos exames, emitir laudos e revisar os diagnósticos em conjunto com os peritos. O evento será realizado mensalmente, sempre com um novo tema e com a participação de dois renomados experts nacionais.

Evento:

Sessão: Como eu Laudo – Hot Topics em Radiologia.

Tema do mês: Neurorradiologia.

Público-alvo: acadêmicos de medicina.

Horário: das 8h30 às 13h30.

Local: Iate Clube do Rio de Janeiro.

Endereço: Av. Pasteur – Urca – Rio de Janeiro (entrada pelo portão P3).

Informações e inscrições: www.Srad-rj.org.br/eventos/como-eu-laudo ou comoeulaudo@srad-rj.org.br

Apoio: Colégio Brasileiro de Radiologia, Clínica de Diagnóstico por Imagem (CBR) e Pixeon.

Priscila Pais
Assessoria de Imprensa
ppais@saudeempauta.com.br