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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Câncer de pâncreas pode ser detectado por exame simples da saliva

Pesquisa encontrou o caminho que o organismo usa para refletir na boca biomarcadores produzidos em várias partes do corpo
 
O câncer de pâncreas é uma das formas mais mortais de câncer. A maioria das pessoas com a doença morrem no primeiro ano de diagnóstico, e apenas 6% sobrevivem num período de cinco anos.

A doença é diagnosticada através de uma biópsia invasiva e complicada. Mas descoberta realizada por pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade da Califórnia (UCLA) pode ser um passo importante para a criação de uma ferramenta não invasiva que permitiria a detecção precoce deste tipo de câncer através de um teste de avaliação de riscos simples, usando saliva.

Em estudo realizado com ratos pesquisadores conseguiram confirmar a existência de biomarcadores de câncer de pâncreas na saliva. A equipe foi liderada pelo professor David Wong.

O objetivo do estudo atual foi entender como biomarcadores produzidos em outras partes do corpo podem ser detectados na boca. De acordo com os pesquisadores, moléculas de RNA, que traduzem código genético do DNA para produzir proteínas, são secretadas em espaços extracelulares, agindo como um sistema de informação. A descoberta representa um modelo inovador na sinalização intercelular.

Com este entendimento, a equipe de pesquisa de Wong foi capaz de demonstrar que as moléculas de RNA extracelulares derivadas de tumor são transportadas através organelos chamadas vesículas exosome que se originam na fonte do tumor e aparecem como biomarcadores na saliva. Para provar isso, os pesquisadores examinaram modelos de ratos com câncer pancreático, cuja saliva mostrava evidências de biomarcadores para o câncer de pâncreas. Quando eles inibiram a produção de exosomes na origem do tumor os marcadores simplesmente desapareceram da saliva dos animais.

A descoberta suporta a alegação de que exosomes derivados de tumor proporcionam um mecanismo para o desenvolvimento de biomarcadores específicos para a doença na saliva."Este trabalho é importante porque dá credibilidade ao mecanismo de detecção de doenças sistêmicas na saliva", disse Wong. "Agora somos capazes de comprovar a conexão biológica entre doenças sistêmicas e da cavidade oral."

 
Isaude.net

Suplementação de magnésio diminui riscos de deficiência de vitamina D

Vitamina D é obtida a partir da exposição à luz solar e é encontrada em alguns alimentos
Foto: Marcelo Camargo/ABr
Vitamina D é obtida a partir da exposição à luz solar e é encontrada
 em alguns alimentos
Altos níveis de vitamina D foram associados com riscos reduzidos de morte por doenças cardiovasculares e câncer colorretal
 
O magnésio tem um papel crítico na síntese e metabolismo da vitamina D e vários estudos sugerem que baixos níveis de vitamina D pode aumentar o risco de doenças como a diabetes tipo 2, doença cardiovascular e câncer colo-rectal.

A vitamina D é obtida a partir da exposição à luz solar e é encontrado em alguns alimentos, mas baixas concentrações desta vitamina no sangue são bastante comuns nos EUA.

Um novo estudo conduzido pelo professor Qi Dai, da Vanderbilt University, em parcerias com pesquisadores de Harvard, descobriu que o consumo elevado de magnésio na dieta ou o uso de suplementos está associado com uma redução significativa dos riscos de deficiência ou insuficiência de vitamina D. O estudo teve com base informações do National Health and Nutrition Examination Survey.

O levantamento, publicado na BMC Medicine, mostrou ainda que altos níveis séricos de vitamina D foram associados com riscos reduzidos de morte por doenças cardiovasculares e câncer colorretal apenas entre as pessoas com elevada ingestão de magnésio.

A pesquisa foi realizada com apoio do National Institutes of Health, o Instituto Americano para Pesquisa do Câncer e do Instituto Vanderbilt de Pesquisa Clínica e Translacional.
 
Isaude.net

Estudo comprova eficácia do resveratrol no tramento do câncer

Equipe espera que os resultados da pesquisa estimulem outras investigações sobre como o resveratrol pode ser usado para combater o câncer
Foto: University of Missouri
Equipe espera que os resultados da pesquisa estimulem outras
 investigações sobre como o resveratrol pode ser usado para
combater o câncer
O composto, presente na casca da uva e no vinho tinto, matou 44% das células de um melanoma, 65% combinado com radiação
 
Mais um estudo comprova as vantagens do resveratrol (composto presente na casca da uva e no vinho tinto) no tratamento de vários tipos de câncer.

De acordo com os resultados da pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri ( UM), o tratamento com uso isolado do resveratrol matou 44% das células de um melanoma. Quando combinado com radiação o índice atingiu 65% de eficácia na eliminação de células do tumor.

"Nosso estudo mostra muitas vantagens do uso do resveratrol no tratamento de uma variedade de tipos de câncer. Um exemplo é o uso combinado de resveratrol e radiação no tratamento de tumores metastáticos sintomáticos, do cérebro ou da medula," afirma Michael Nicholl, um dos responsáveis pelo pesquisa.

Dificuldade na entrega
Um dos maiores obstáculos do tratamento é levar o composto diretamente até a célula cancerígena. "Por causa de dificuldades na entrega de quantidades adequadas de resveratrol para tumores de melanoma , o composto não é um tratamento eficaz para o melanoma avançado neste momento," diz o pesquisador.

Apesar das dificuldades encontradas, a equipe espera que estes resultados estimulem outras investigações sobre como o resveratrol pode ser usado para combater o câncer e, principalmente, na busca de formas de levar o composto até as células doentes.

Nicholl encerra alertando que "não recomenda aos pacientes buscarem tratamentos usando suplementos de resveratrol. Ele lembra que estudo publicado recentemente no American Journal of Pathology adverte contra o uso de suplementos de resveratrol para o tratamento da esclerose múltipla.
 
Isaude.net

Acne atinge mais de 80% dos jovens no Brasil e pode ser tratada com higienização correta

Mais de 80% de brasileiros sofrem com acne
Mais de 80% de brasileiros sofrem com acne
Higiene correta, com acompanhamento médico é solução para maioria dos casos de acne
 
Uma pele lisinha, sem manchas e sem oleosidade é o sonho de muita gente, mas a acne e a oleosidade excessiva da pele incomodam e afetam vários homens e mulheres ao redor do mundo. No Brasil, mais de 80% de jovens entre 15 e 25 anos sofrem com a acne, segundo o Ministério da Saúde.
 
Limpar a pele corretamente é uma etapa importante no controle do problema , e a escolha do higienizador adequado é fundamental, sempre sob a supervisão de um dermatologista. De acordo com a equipe da Galderma, companhia farmacêutica global dedicada exclusivamente à dermatologia, um dos produtos mais indicados são os feitos com o ácido salicílico.   
 
O aparecimento da acne depende de fatores como aumento da produção de sebo e presença de bactérias que vivem normalmente sob a pele. O ácido salicílico age como anti-inflamatório e auxilia na renovação celular (provoca leve descamação na camada mais superficial da pele), no combate ao excesso de queratina nos poros, reduzindo cravos e espinhas, além de reduzir a oleosidade e as impurezas presentes.
 
Em casos mais graves, são indicados remédios com ácidos retinóides ou a isotretinoína, substância análoga à vitamina A, que apresenta cerca de 90% de eficácia no tratamento da acne.  Utilizado como um poderoso supressor da produção de sebo e redutor do tamanho da glândula sebácea - um dos maiores causadores da acne - a isotretinoína é um dos medicamentos que integram o Programa de Medicamentos de Dispensação em Caráter Excepcional, do Ministério da Saúde.
 
Cuidado com a limpeza
A limpeza diária deve ser feita de forma equilibrada, pois em excesso pode provocar o chamado “efeito rebote”, quando se retira demais a oleosidade e o organismo passa a produzir mais. Importante ressaltar que, o dermatologista tem papel fundamental para orientar qual o melhor produto a ser utilizado.
 
Dicas de produtos
A pele oleosa deve ser tratada com produtos que contenham em sua fórmula agentes controladores da produção de óleo e que estimulam a renovação celular.
 
Um exemplo é a linha Dermotivin®, desenvolvida pela Galderma para o mercado brasileiro, que oferece duas opções para esse tipo de pele: Dermotivin® Control, um higienizador refrescante de uso diário para peles muito oleosas com mentol, extratos de calêndula e aloe vera, e o exclusivo Sebaryl®, complexo biotecnológico com ação sebo-reguladora, que auxilia na regulação da atividade das glândulas sebáceas, reduzindo a oleosidade.
 
Outra dica é carregar na bolsa ou na mochila o lenços umedecidos, desenvolvidos especialmente para quem tem pele oleosa. Os lenços controlam o excesso de brilho ao longo do dia.
 
A Crítica

Obs.: Jamais utilize qualquer medicamento ou produtos sem orientação do seu médico

Humor: Saúde no Brasil

O SUS e os planos de saúde

A decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Felix Fischer, de autorizar a suspensão da comercialização de 246 planos de saúde de 26 operadoras é de fato boa para o consumidor, como diz o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo, porque reforça o poder desse órgão, que tem entre suas funções fiscalizar aquelas empresas. Mas esse caso deve servir para chamar a atenção para outros aspectos - muito mais importantes - da situação dos planos dentro do sistema de saúde.

A ANS tomou aquela medida em agosto, mas sua ação foi tolhida por duas liminares, concedidas pelos Tribunais Regionais Federais da 3.ª Região (São Paulo) e 2.ª Região (Rio de Janeiro). Segundo o ministro Fischer, a ação da ANS atende ao interesse público e não cabe ao Judiciário estabelecer a forma como devem ser aplicadas as normas que regulamentam a atividade da ANS. "Tenho que as decisões impugnadas (as liminares) alteraram aspectos de procedimentos internos da agência que, certamente, nasceram para proteger com maior eficácia o consumidor em importante aspecto da vida, qual seja, a saúde", afirmou ele.
 
Dessa maneira, como diz Longo, fica restabelecida a competência da ANS para fazer "o monitoramento da garantia de atendimento, como forma de defesa do consumidor". Embora ainda caiba recurso da decisão de Fischer, a tendência parece ser a de seguir a orientação por ele apontada. Com isso ganha o consumidor, porque o que levou a ANS a suspender a comercialização daqueles planos foram reclamações sobre o descumprimento de prazos para consultas, exames e cirurgias, assim como negativas indevidas de coberturas por parte das operadoras.
 
De março a junho deste ano, foram recebidas 17.417 reclamações, um número seis vezes superior ao registrado no primeiro trimestre do ano passado, de acordo com dados da ANS, o que mostra o descontentamento crescente com os planos. Segundo a agência, as várias medidas de suspensão de comercialização de planos por ela tomadas têm o objetivo de proteger 4,7 milhões de pessoas, ou 9,7% do total de beneficiários dos planos de saúde.
 
Nada se pode alegar contra as medidas que a ANS tem adotado para proteger os consumidores, até porque isso é sua obrigação. O que há de errado nessa história é a tentativa que o governo parece estar fazendo de utilizar essas medidas como uma forma de escamotear os verdadeiros problemas da saúde no País.
 
É preciso considerar, por exemplo, a própria limitação dessas providências. O melhor exemplo disso é a resolução baixada pela ANS, em 2011, estabelecendo prazos máximos para a marcação de consultas, cirurgias e exames de laboratório, na qual ela tem se baseado para punir operadoras relapsas. Ora, é notório que isso acontece principalmente porque as redes de médicos, hospitais e laboratórios de que dispõem as operadoras não suportam a demanda. Seu crescimento não acompanhou a rápida expansão dos planos nos últimos anos. Esse descompasso não se resolve apenas com resoluções e punições.
 
O governo assistiu a tudo isso passivamente. Ou melhor, com satisfação, certamente vendo na procura das classes C e D pelos planos de saúde mais uma prova da mobilidade social que diz promover. Só que isso, na verdade, é antes uma prova das graves dificuldades enfrentadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o malogro do SUS como sistema universal de atendimento, cujas deficiências espantam pessoas dos mais variados níveis de renda que a ele deveriam recorrer, que explica a expansão dos planos, que hoje atendem cerca de 50 milhões de pessoas.
 
Deixar um quarto da população por conta dos planos não funciona, como se está vendo. Pior, isso só serviu de desculpa para não investir no SUS o que era necessário. Não foi à toa que nos últimos três anos e meio a rede pública perdeu quase 13 mil leitos. Maior prova de desleixo do que essa não poderia existir. A solução para o problema da saúde no Brasil passa pela recuperação do SUS. O resto é secundário.
 
Estadão

Paracetamol: Mais do que dor de cabeça

Como o paracetamol é menos eficaz para baixar a temperatura
do que outros analgésicos, acaba-se tomando doses maiores e
com mais frequência, o que é arriscado - defende
Um dos analgésicos mais usados no mundo, paracetamol causou 1.500 mortes em uma década nos Estados Unidos
 
Um dos medicamentos mais populares do mundo, o analgésico paracetamol levou 1.500 pessoas à morte nos Estados Unidos na última década, segundo levantamento da ONG de jornalistas “Pro Publica”, premiada com dois Pullitzer por suas investigações.

O problema não é a substância em si, mas a superdosagem, cujo limite não é muito difícil de se atingir e, se ultrapassado, pode afetar gravemente o fígado. Também é arriscada a combinação com álcool. Nos EUA, assim como no Brasil, é vendido sem prescrição médica, e o consumo cresce a cada ano.
 
Só nos últimos cinco anos, a venda de unidades (caixas ou cartelas) do remédio - mais conhecido como tylenol, mas também em versões genéricas - aumentou 80% no Brasil (de 20,6 para 37,2 milhões), e o faturamento chegou R$ 507 milhões no ano passado, de acordo com pesquisa do instituto IMS Health, feita a pedido do GLOBO. De fato, é bem mais usado nos EUA, onde as vendas atingiram R$ 3,8 bilhões em 2012, segundo o Information Resources Inc, e as doses passaram de 27 bilhões em 2009.
 
Por isso lá a FDA, agência reguladora de medicamentos, vem ao longo do tempo e das pressões sociais adotando uma série de medidas. A partir de 2014, por exemplo, a dose máxima permitida de um comprimido será de 325 miligramas (mg). No “extra forte”, de 500 mg, a dose máxima diária foi de 4g para 3g, ou seja, seis comprimidos.
 
Não é a primeira vez que esta dosagem varia. Na década de 90, acreditava-se que a intoxicação ocorreria entre 10g e 15g. O Brasil segue a atual recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que continua sendo de 4g. Aqui, a maior concentração vendida é de 750 mg.
 
- A Finlândia já diminuiu para 3g - afirma Anthony Wong, chefe do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). - Há 20 anos eu falo dos riscos do paracetamol. Mas ou não querem ou não conseguem colocar restrições. No Reino Unido, eles colocaram e conseguiram reduzir mortes. Pelo menos a informação sobre os riscos deve estar mais clara, a impressão assim é que ele é totalmente seguro.
 
No Reino Unido, hoje só é possível comprar até 32 comprimidos por pessoa. A medida, segundo estudo recente da revista “British Medical Journal”, salvou 600 vidas desde 1998.
 
Maior causa de transplante hepático nos EUA
No Brasil não há restrição. Na embalagem de tylenol vem a orientação de não se exceder os cinco comprimidos. Não vem, no entanto, o motivo da recomendação. Isto está só na bula. A causa principal é a insuficiência hepática fulminante, ou seja, o fígado para de funcionar. Neste caso, há a necessidade de transplante. A intoxicação por paracetamol nos EUA é, por sinal, a maior indicação desta cirurgia, com quase 800 casos nos últimos 15 anos.
 
Aqui faltam dados. Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apontou 440 casos de intoxicação pelo remédio em 2008 naquele estado. Já a Sociedade Brasileira de Hepatologia fez um levantamento em 2010, quando consultou centros de transplante no país, e descobriu quatro transplantes.
 
- Nos últimos dez anos, houve dois casos de intoxicação na Bahia, nenhum morreu - acrescenta Raymundo Paraná, chefe do Serviço de Hepatologia do Hospital da Universidade Federal da Bahia e ex-presidente da sociedade. - Todo e qualquer medicamento tem um princípio ativo com alguma capacidade de gerar toxicidade. Uns mais, outros menos. Geralmente este efeito é imprevisível e raro, a vantagem de paracetamol é que é previsível. Em doses terapêuticas, o risco é praticamente zero.
 
O professor explica ainda que o risco de intoxicação em dose acima de 8g é de quase 100%. Entre 3g e 8g, depende de outros aspectos, como o consumo de álcool ou de outros medicamentos, como anticoagulantes e alguns tipos de anticonvulsivantes.
 
O álcool compromete o fígado, da mesma forma que pode fazer o paracetamol. Por isso, quem bebe com muita frequência deve ter cuidado. Anthony Wong diz que deveria ser evitado até para curar ressaca. Ele também alerta sobre o uso de paracetamol contra a dengue, mesmo que a OMS e o Ministério da Saúde recomendem o remédio nestes casos.
 
- A dengue provoca problemas hepáticos. Como o paracetamol é menos eficaz para baixar a temperatura do que outros analgésicos, acaba-se tomando doses maiores e com mais frequência, o que é arriscado - defende.
 
Embora o paracetamol seja considerado seguro pelas organizações de saúde, o especialista e alguns estudos sugerem que até em doses recomendadas ele pode ser perigoso. A própria FDA afirmou recentemente que o seu uso está associado a raras, mas sérias, reações de pele, conhecidas por síndrome de Stevens-Johnson. Além disso, a revista “Pediatrics” publicou que a substância pode provocar asma em crianças. E o “British Journal of Clinical Pharmacology” sugere que o abuso ao longo do tempo “pode ser fatal”.
 
Os especialistas em doenças hepáticas dizem que nem todos os médicos estão acostumados a diagnosticar casos de intoxicação por paracetamol nas emergências. Wong conta que há dois meses um amigo morreu, provavelmente por este motivo: teve febre alta na Bahia e tomou o remédio. Dias depois, estava internado em São Paulo, tanto com o rim quanto o fígado sem funcionar:
 
- Quando os dois param ao mesmo tempo, a suspeita é a intoxicação.
 
Os sintomas, em geral, surgem quatro horas depois da superdosagem, com vômito, náusea, dor de cabeça e suor. Depois de 24 horas, há convulsões e a piora do quadro. Em 72 horas, com a destruição do fígado, o organismo não metaboliza mais a amônia, que se acumula no corpo, o que pode provocar morte cerebral. O prazo para reverter a intoxicação é de 24 horas, e o antídoto é a substância N-acetilcisteína.
 
O Globo

Suor como remédio contra artose

Artrose lombar
Quase 50% dos pacientes submetidos à rotina de exercícios melhorou da doença sem precisar de cirurgia
 

A oficial administrativa aposentada Lourdes Pimentel Buti, de 81 anos, esperou mais de dez anos na fila da cirurgia ortopédica de artrose (doença degenerativa das articulações) para seus dois joelhos.

A dor era tanta que ela tinha de andar apoiada de ambos os lados para que as pernas sustentassem seu corpo.

Atualmente, Lourdes cozinha, passa as roupas e as coloca no varal, mantém a casa limpa e sobe os 34 degraus que a levam da calçada até a porta de sua residência sem medo da dor.

A aposentada desistiu da cirurgia após entrar em um grupo de medicina esportiva no  Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual). “Perdi um pouco de peso e minhas pernas ficaram mais fortes e, por isso, percebi que não tinha mais necessidade de fazer a operação”, explica.


Dona Lourdes (81) ficou na fila 10 anos para operar joelho, mas dessistiu
Marcello Palhais/Diário SP
Dona Lourdes (81) ficou na fila 10 anos para operar joelho, mas dessistiu
A aposentada foi um dos 42 pacientes que participaram de uma pesquisa do setor de medicina do esporte no Iamspe. “Todos estavam na fila para a cirurgia de prótese de joelho e propusemos que eles passassem por um programa de ginástica de seis meses sob nossa orientação”, explica o médico Samir Salim Daher, coordenador da pesquisa. “O resultado foi melhor do que o esperado, pois 19 pacientes desistiram da cirurgia, o que representa um índice de 45%”, relata Daher.

Saúde e exercício
Outro estudo também coordenado pelo médico do esporte do Iamspe e obtido com exclusividade pelo DIÁRIO tem a ver com a saúde de idosos e a quantidade de exercícios que eles praticam. Durante um ano, foram analisados dois grupos de pacientes com média de idade de 79 anos. O primeiro, com 48 idosos, praticou atividade física durante seis meses. Já o segundo, com 44, abriu mão dos exercícios nesse mesmo período.

O levantamento constatou redução de 35% no uso do hospital com consultas, exames e internações no pronto-socorro por parte do grupo que praticou atividade física, comparado ao sedentário
 
Mais...
 
Mais leitos desocupados
Para o médico do Iamspe e coordenador dos estudos, Samir Salim Daher, a prevenção, por meio das atividades físicas, também traz vantagens aos pacientes e às unidades hospitalares, desocupando leitos e evitando a realização de procedimentos de maior complexidade. “Para um hospital do tamanho e importância do Hospital do Servidor, onde 60% dos pacientes internados são da terceira idade, a prevenção pode beneficiar outras pessoas que necessitam de atendimento médico.”

Idosos do sexo masculino sofrem mais
A artrose é a degeneração das articulações que protegem os ossos e pode causar redução da capacidade de movimentar membros do corpo (quando em estado menos avançado) ou rigidez. O grupo mais afetado por esse tipo de doença está na faixa etária de 65 anos ou mais e os homens têm ainda mais predisposição.
 
Rede Bom Dia

Administração Hospitalar requer preparo profissional

Carlos Lobbe dirige um hospital no Rio. Ele diz que a especialização é importante. Foto:Divulgação
Foro: Divulgação
Carlos Lobbe dirige um hospital no Rio. Ele diz que a
especialização é importante
O administrador de uma unidade de saúde atua no planejamento, organização e gerenciamento dos processos de trabalho, envolvendo a área de gestão de pessoas e equipamentos
 
Quem está assistindo à novela “Amor à vida” acompanha as aventuras de diversos personagens que se desenrolam num hospital. Entre eles, Felix, o administrador que se atrapalhou, desviou dinheiro e foi afastado. Na prática, não há lugar para tal comportamento. A Administração Hospitalar é uma atividade complexa e requer preparo.
 
O administrador de uma unidade de saúde atua no planejamento, na organização e no gerenciamento dos processos de trabalho, envolvendo a área  de gestão de pessoas, a de materiais e a de equipamentos. Em suma, tudo o que acontece no hospital passa por seu conhecimento. É ele também quem organiza e controla compras e custos, áreas de apoio e logística hospitalar, bem como acompanha e supervisiona contratos.
 
O campo de trabalho não se resume aos hospitais. Tania Furtado, coordenadora acadêmica do MBA em Executivo em Saúde da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que o curso dá suporte para o executivo modelar sistemas de inovação de gerenciamento não só de hospitais, mas também de clínicas de saúde, UPAs, órgãos governamentais e empresas, planos de saúde e laboratórios, entre outros.
 
“Hoje não há mais lugar para uma gestão que não seja profissional. Até anos atrás, a administração de um complexo hospitalar era passada como herança em uma família. No presente, isso é pouco comum”, afirma a coordenadora.

Segundo Tania, seja na posição de comando do hospital ou na chefia financeira, as direções exigem gestores profissionais. A chefia clínica deve ser sempre exercida por um médico, mas também com conhecimentos de executivo em saúde.
 
Carlos Lobbe, médico e diretor-geral do Hospital São Lucas, em  Copacabana, afirma que administrar um hospital é buscar, em todas as esferas, o que é  melhor e mais seguro para o paciente.
 
“É preciso colocar à disposição dele os vários recursos da instituição, mas tais recursos têm custos e cabe ao gestor gerenciar para que os gastos com o tratamento sejam inferiores à receita da instituição, garantindo sua sustentabilidade”, explica.
 
É nessa hora que o curso de especialização ou um MBA de Administração de Hospitais pode contribuir na tomada de decisões. Lobbe acha que a formação específica na área é importante. “Um MBA voltado para a área de saúde é ótimo porque se tem acesso aos conteúdos da área somados à matéria de um MBA de negócios normal. Pude aplicar o que aprendi no dia a dia do hospital”, completa o médico.
 
"Hoje não há mais lugar para uma gestão hospitalar que não seja profissional”.
 
O Fluminense

Calorias queimadas em repouso

A estilista Anna Paula Osório perdeu 57kg em oito meses: medicamento para aumentar a taxa metabólica de repouso (Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
A estilista Anna Paula Osório perdeu 57kg em oito meses:
medicamento para aumentar a taxa metabólica de repouso
Entenda como funciona o metabolismo do nosso organismo, que, mesmo parado, é capaz de gastar energia. Um desequilíbrio nessa taxa pode prejudicar a perda de peso
 
O processo de emagrecimento não depende apenas da dieta e dos exercícios físicos. Outros fatores determinantes fazem parte do organismo e da genética de cada pessoa, além dos hábitos e do estilo de vida. Entre as particularidades orgânicas que influenciam a perda ou o ganho de peso e massa muscular, está o metabolismo de repouso.

O endocrinologista Flávio Cadegiani explica que o metabolismo de repouso e o metabolismo basal podem ser compreendidos como a mesma coisa. A diferença é mínima e relevante apenas em casos clínicos mais graves. O basal compreende a quantidade de calorias gastas com as atividades inerentes ao organismo, como a manutenção da temperatura do corpo, as atividades metabólicas e a atividade cerebral. Ao de repouso, acrescentamos atividades de movimento básico. "São pequenas diferenças conceituais: o basal é aquele no qual o corpo está imóvel, e o de repouso, o que você se movimenta normalmente, mesmo sem atividades físicas", completa Flávio.

Considerando a definição que une as duas formas de metabolismo, é possível calcular uma taxa que mostra o gasto calórico do organismo em sua rotina "normal", sem exercícios físicos, por exemplo. Essa taxa é influenciada por diversos fatores, entre eles, peso, altura, superfície corporal, idade, sexo, constituição corporal (quantidade de massa magra e gorda), além, é claro, do tipo de alimentação de cada pessoa (leia quadro).

No momento de determinar o tratamento a que o paciente será submetido, é importante levar em consideração particularidades do organismo. As pessoas que têm muita dificuldade de perder peso pelos métodos tradicionais podem ter algum tipo de desequilíbrio na taxa de metabolismo basal, sendo necessário o uso de medicamentos. Flávio explica que alguns medicamentos são vistos como vilões devido ao mau uso, mas que, quando receitados pelo médico, podem ser benéficos para a saúde do paciente. Cafeína, chá verde e sibutramina são algumas substâncias que auxiliam no aumento da taxa basal. No entanto, quando são usadas com irresponsabilidade e em excesso, pioram a situação. O organismo se acostuma e, quando não há a ingestão do estimulante, a taxa basal cai vertiginosamente, facilitando o ganho de peso.

A estilista Anna Paula Osório, 42 anos, procurou um endocrinologista, pois queria emagrecer com saúde. Após tentar várias dietas sem obter resultado e se submeter a um procediemento cirúrgico, desconfiou que poderia sofrer de alguma disfunção hormonal, que estaria atrapalhando o processo de emagrecimento. A operação pela qual passou consiste na retirada da glândula que produz a grelina, hormônio que estimula a ingestão alimentar e reduz o gasto de gordura, auxiliando, assim, na perda de peso.

O especialista se mostrava como uma saída. Ele poderia, inclusive, passar uma dieta personalizada. O tratamento de Anna Paula envolveu diversas etapas. Para aumentar a taxa metabólica de repouso, fez uso de medicamentos por seis meses, além de modificar a alimentação e fazer atividades físicas. Com o tratamento, a estilista perdeu 57kg em oito meses e, hoje, livre dos medicamentos, apenas trabalha para manter o peso e as taxas em equilíbrio. "Foco e disciplina são as palavras-chave. Hoje, eu sou outra pessoa e acho que a orientação profissional é a melhor coisa, porque senão você acaba desequilibrando todo o organismo", afirma.

O acompanhamento médico é importante, pois tentar controlar a própria taxa de repouso pode ser confuso. "A taxa metabólica basal depende dos hormônios, da oferta, da disposição de alimento. Quanto maior a alimentação, maior a taxa. Quando o organismo nota que tem grande oferta de alimento, sente-se mais à vontade para gastar e consome mais", explica Flávio. Mas, então, surge a dúvida: se uma maior alimentação aumenta a taxa, por que engordamos? A resposta é simples: por mais que a taxa aumente, a quantidade de calorias ingerida acaba sendo maior.

Quanto à atividade física, o endocrinologista faz uma ressalva: "A atividade física contínua e programada, sem excessos, aumenta essa taxa. No entanto, quando há excessos, o corpo vê aquilo como uma situação de risco e diminui a taxa de metabolismo basal, pois entende que precisa guardar o restante de caloria".

O nutrólogo Roberto Franco do Amaral monta a dieta de seus pacientes com base, inicialmente, na taxa de metabolismo de repouso. A medição é feita por meio da biopedância tetrapolar, que leva em consideração fatores como a água do corpo, a massa muscular - magra e gorda -, além de sexo, idade e altura. "A medição é o primeiro passo na hora de montar uma dieta, que é calculada a partir da taxa e definida de acordo com o objetivo", explica.

O segundo passo, de acordo com Roberto, é entender como o alimento se comporta em cada organismo, dividindo a dieta em carboidratos, proteínas e gorduras. A proteína tem o maior poder de aumentar a taxa de metabolismo basal, seguida da gordura e, por último, do carboidrato. Essa divisão depende muito de cada pessoa, o que mais uma vez comprova a importância do acompanhamento médico. "A massa muscular define a quantia de energia que você gasta em repouso. Quanto mais massa muscular, maior o metabolismo de repouso. Mas isso tem que ser verificado por um profissional", completa Roberto, que esclarece ainda sobre a importância das calorias ingeridas para que o organismo não sofra com a falta de nutrientes necessários.

Como calcular a taxa de metabolismo de repouso:

Taxa de atividade:
Sedentários = 1.2 (pouco ou nenhum exercício) Levemente ativo = 1.375 (exercício leve, de um a três dias por semana) Moderadamente ativo = 1.65 (exercício moderado, faz esportes três a cinco dias por semana) Altamente ativo = 1.725 (exercício pesado, de cinco a seis dias por semana) Extremamente ativo = 1.9 (exercício pesado diariamente, de até duas vezes por dia)

Cálculo para homens

MB (metabolismo basal)
=
Taxa de atividade X 66
+
13,7 X o peso (kg)
+
5 X a altura (cm)
-
6,8 X a idade (anos)

Cálculo para mulheres

MB
=
Taxa de atividade X 655
+
9,6 X o peso(kg)
+
1,8 X a altura (cm)
-
4,7 X a idade (anos)

Nota: outra opção é entrar em sites de saúde que disponibilizam calculadoras automáticas, nas quais é preciso apenas inserir suas informações. Sugestão:
 
 
Correio Braziliense

Abbott lança guia de receitas PediaSure® para pais de crianças com dificuldades alimentares

Com receitas saudáveis, criativas e divertidas, o guia ajuda pais de crianças que não se alimentam bem. O suplemento PediaSure® complementa todas as receitas para garantir uma ingestão adequada de nutrientes
 
“Guia de Receitas PediaSure®” é lançado neste mês pela Divisão Nutricional da Abbott, empresa global de cuidados para a saúde. O guia reúne delícias feitas com o produto PediaSure®, suplemento nutricional indicado para complementar a dieta de crianças com dificuldades alimentares. Segundo pesquisa desenvolvida pela Abbott no Brasil, mais de 50% das mães com crianças entre 3 e 7 anos  alegam enfrentar problemas na hora das refeições. A maioria reclama da falta de apetite do filho ou da dificuldade em inserir alimentos mais saudáveis na dieta. 
 
“O guia vem ajudar essas famílias ao propor receitas criativas, gostosas e mais nutritivas com o uso do PediaSure®, que assegura uma alimentação completa e balanceada às crianças em idade escolar”, diz o Dr. Ricardo Rosenfeld, Diretor Médico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil. Segundo ele, o suplemento apresenta fórmula com carboidratos e proteínas adequados à fase do crescimento e em uma composição que facilita a absorção de nutrientes. Com pratos desenvolvidos especialmente para crianças, a iniciativa é resultante de uma parceria da Abbott com a Dr. Gourmet, empresa vinculada a Oraculum – inteligência em nutrição e saúde, especializada em consultoria científica, pesquisa e desenvolvimento estratégico para indústias farmacêuticas e alimentícias, que desenvolveu e preparou cuidadosamente cada receita. 
 
Com receitas divertidas e saudáveis,  é um guia prático  para  mães de crianças com dificuldades na alimentação, as chamadas crianças seletivas ou picky eaters, em inglês. O exemplar traz também informações nutricionais, tempo de preparo e a ilustração de cada prato pronto. “São 10 receitas variadas de sopas, carnes, massas, sobremesas e lanchinhos que podem contribuir para uma alimentação saudável”, acrescenta a Dra. Telma Sígolo, Médica Nutróloga que desenvolveu as receitas.
 
Para conhecer o Guia de Receitas de PediaSure® acesse www.abbottbrasil.com.br e faça o download do seu Guia no link abaixo. 
 
Sobre dificuldade alimentar na infância - Segundo o estudo “Dificuldades Alimentares em Crianças Brasileiras”)”, realizado pela Abbott em 2012, de 984 mães consultadas, 51% afirmaram que seus filhos possuem dificuldade alimentar e, destas, 64% revelaram que se preocupam com o problema na vida da criança. A prevalência desse comportamento ocorre em crianças entre três e sete anos, em idade escolar.
 
A pesquisa ilustra os principais tipos de dificuldades na alimentação dos pequenos: 47% afirmam que a criança não come toda a quantidade oferecida, 43% apontam que o filho não tem interesse na comida e 40% destacam que a criança come sempre os mesmos tipos de alimento. 
 
É importante que o cardápio dos pequenos seja variado e completo, mas o que fazer quando eles simplesmente se recusam a comer? A criança que não come bem, o chamado “picky eater” - que possui dificuldade alimentar, costuma rejeitar certos tipos ou grupos de alimentos, de forma persistente, como parte de um hábito inadequado e associado a outros aspectos sensoriais como o paladar, tato e sensibilidade.  
 
Dentre o cardápio alimentar das crianças que apresentam dificuldades alimentares, a pesquisa destaca que 73% não consomem verduras e legumes e 46% não ingerem frutas. Outros indicadores revelaram a falta de cereais, carne, peixe, leite e outros produtos lácteos na dieta.
 
Vale ressaltar que dificuldades alimentares podem acarretar consequências graves aos pequenos, como sérias repercussões físicas, incluindo complicações de crescimento, aumento das doenças crônicas, risco em desenvolver um distúrbio alimentar durante o crescimento, baixa imunidade e dificuldades de cicatrização.
 
Sobre PediaSure®
PediaSure® é um suplemento nutricional, clinicamente comprovado para ajudar na alimentação de crianças com dificuldades alimentares. Com mais de 20 anos de pesquisas clínicas que comprovam seus benefícios, PediaSure® oferece às crianças uma nutrição completa e balanceada, necessária para o crescimento saudável. É a marca número 1 recomendada por pediatras nos Estados Unidos e também a marca de suplementos nutricionais mais vendida nas farmácias do Brasil (Fonte: IMS, MAT, julho de 2013).
 
Sobre a Divisão Nutricional da Abbott 
Por mais de 85 anos, a Divisão Nutricional da Abbott desenvolve e comercializa produtos nutricionais com base científica para apoiar o crescimento, saúde e bem-estar de pessoas de todas as idades. Marcas reconhecidas internacionalmente incluem Similac®, fórmulas para lactentes; PediaSure®, nutrição completa e balanceada para crianças e Ensure®, nutrição completa e balanceada para adultos.
 
A empresa é líder em produtos de nutrição indicados clinicamente para atender às diferentes necessidades de dietas para pessoas com necessidades nutricionais específicas, como a marca Glucerna®, suplemento alimentar para controle glicêmico.
 
Sobre a Abbott
A Abbott é uma empresa global de saúde, dedicada  à melhoria da qualidade de vida por meio do desenvolvimento de produtos e tecnologias que ampliam os limites dos cuidados com a saúde.  Com um portfólio de produtos fundamentados na ciência, incluindo diagnósticos, dispositivos médicos, nutricionais e farmacêuticos estabelecidos, a Abbott está a serviço das pessoas em mais de 150 países e emprega aproximadamente 70.000 colaboradores. No Brasil, a Abbott tem aproximadamente 1.500 colaboradores, que atuam em áreas como produção, pesquisa e desenvolvimento, logística, vendas e marketing. Suas principais unidades ficam em São Paulo e Rio de Janeiro.
 
Acesse www.abbott.com ou www.abbottbrasil.com.br e fique em contato conosco pelo Twitter: @abbottnews.
 
SEGS

Depressão: doença silenciosa que atinge milhões de pessoas no mundo

Casos em Alagoas chamam a atenção para sintomas que podem chegar ao extremo e levar à morte
 
Silenciosamente ela chega. Sem pedir licença, entra na vida de muitas pessoas e provoca uma reviravolta. Vem carregada de desânimo, cansaço, ansiedade, angústia, apatia. O humor não é mais o mesmo e a sensação de insegurança, medo, desespero afloram no mais íntimo do ser humano.
 
Por muitos anos, a depressão era considerada uma 'doença de rico' e pouco se dava a devida atenção para seus sintomas e consequências. Mas essa definição veio desmoronando e os casos registrados por todo o Brasil apontam dados estatísticos assustadores.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta, de acordo com os levantamentos publicados em julho deste ano, que o Brasil é o país com a maior prevalência da doença. Em 2012, por exemplo, 10,8% da população apresentou o distúrbio mental. A OMS estima que a doença afete 121 milhões de pessoas no mundo e pontua que até 2020 será a doença com maior prevalência no mundo para se ter uma ideia todos passaram por um período ou episodio de depressão em sua vida.
 
Descoberta da doença
Um casamento cheio de problemas foi o que ocasionou a primeira crise de depressão na microempreendedora Eliane Nascimento. Ela não conhecia a doença, mas foi diagnosticada pela médica após uma junção de sentimentos como tristeza, angústica, desânimo. "Chorava incontrolavelmente e não tinha vontade de fazer nada, nem mesmo de sair de casa. A única coisa que não saia da minha cabeça era a vontade de me matar para acabar com todo aquele sofrimento".
 
O problema de Eliane estava no casamento, repleto de discussões, desentendimentos e incompreesões, que durou cerca de 30 anos. Criada numa época onde a mulher deveria estar ao lado do marido independente das situações vivenciadas, ela conta que o medo de pedir a separação era um obstáculo para acabar com o sofrimento. "Eu tinha três filhos para criar e achava que não conseguiria sem ele, então nunca me separei. Pensava como seria difícil me manter com três crianças pequenas", comentou.
 
A sensação de desespero era uma constante e em uma das crises mas intensas, chegou a pegar uma faca e tentar se matar. No entanto, foi com a intervenção do próprio marido que Eliane não atentou contra a própria vida. "Eu pensei muitas vezes em me jogar debaixo do trem, em me matar. Foi quando procurei um médico e fiz um tratamento à base de remédios e com acompanhamento psicológico e fiquei boa".
 
A microempreendedora teve sua segunda crise após uma cirurgia e precisou retornar o tratamento. "Eu acredito que não estava curada ainda, e quando fiz a cirurgia passei muito tempo em casa e isso me deixou novamente depressiva".
 
Viúva há três anos, Eliane agora só pensa em viver. "Comecei a me cuidar, o meu problema estava no casamento e hoje, penso em viver todos os dias intensamente porque não sei o dia de amanhÔ.
Doença pode levar a morte
 
Em Maceió, no conjunto Frei Damião, no bairro do Benedito Bentes, pai e filha foram encontrados mortos por enforcamento dentro de uma residência, no último dia 02 de outubro. Os indícios apontam que o rapaz, identificado como Jorgivaldo da Silva Lopes, 28 anos, matou a filha Yasmin Lopes da Silva, de apenas cinco anos, e em seguida cometeu suicídio. Familiares de Jorgivaldo disseram que há dois meses o rapaz apresentava sintomas de depressão.
 
No último dia 09 de outubro, a empresária Eliane Gonçalves foi encontrada com um tiro, em uma pousada na Praia do Francês. Socorrida com vida, ela passou por procedimentos cirúrgicos, mas não resistiu e acabou morrendo. A empresária deixou uma carta revelando o motivo pelo qual ela teria atentado contra a própria vida e as investigações da polícia confirmam que ela cometeu suicídio.
 
Como identificar a doença
O psicólogo Leonardo Naves explica que a depressão é considerada um mal do século. As causam são as mais diversas, como por exemplo, perdas de relacionamento, de emprego, entes queridos, perdas financeiras, além de causas orgânicas envolvendo a tireoide, e doenças terminais como câncer, Aids. Outras causas comuns também são por indução a substâncias psicoativas.
 
Segundo ele, os sintomas se apresentam em três esferas: emocional com uma tristeza profunda, vazio cronificado, sentimento de culpa. Em segundo sintomas na esfera social isolamento, pessimismo com a vida e também ausência no trabalho ou afastamento. E por último os sintomas físicos dores musculares insônia, choro compulsivo sem motivo.
 
O especialista em psicopatologia, Franklin Bezerra, revela que a depressão pode ser neurótica ou reativa, que é aquela em que a pessoa apresenta reação a uma perda e a endógena que geralmente está ligada a doenças mentais graves, por isso, é importante identificar qual tipo de depressão que o paciente está passando. "Em casos mais graves, que são as depressões endógenas, o paciente precisa do tratamento psicoterapêutico e também medicamentoso porque nestes casos ele é capaz de cometer atos contra a própria vida".
 
Franklin explica ainda que muitas vezes o fator que se apresenta como justificativa para uma atitude extrema é apenas o objeto desencadeador da situação estressante. "Hipoteticamente este paciente já vinha sofrendo com outras situações que o levaram a cometer este tipo de atitude. A justificativa não é falsa, mas, ela sozinha não causou a situação estressante".
 
Alagoas Notícias

Doença rara e de difícil diagnóstico

Marcos Zanutto
"Eu chegava a acordar de madrugada com muita dor e é impossível
 explicar onde exatamente dói, porque eu sentia dor em todas
as articulações do corpo", afirma Edna Chimazaki
Febre diária e manchas na pele que lembravam uma alergia. Estes foram os dois primeiros sintomas que apareceram no corpo da auxiliar administrativa Edna Miyuki Chimazaki, de 40 anos.
 
Os sinais surgiram há quase dois anos, e depois vieram acompanhados de dor e inchaço nas articulações, além de fadiga. Foram mais de seis meses, passando por vários médicos e fazendo inúmeros exames até que ela fosse diagnosticada com Doença de Still do Adulto, uma doença reumática rara. "Os dois primeiros médicos pelos quais eu passei disseram que eu estava com alergia alimentar. Tomei medicamentos e injeções antialérgicas mas nada melhorava", afirma.

Após dois meses do surgimento dos sintomas, a intensidade das dores aumentou e Edna precisou ser internada. Os exames realizados não apontavam a causa do problema e o hemograma apresentava muita alteração. "Os médicos achavam que eu tinha alguma infecção, fiz exames para tuberculose, pneumonia, hepatite, mas deu tudo negativo", lembra.
 
Até uma biópsia do músculo foi feita em busca de algum sinal que justificasse os sintomas que ela apresentava. "Me falaram que eu tinha doença psicológica, artrite e alergia", comenta. Edna chegou a ficar impossibilitada de dirigir por conta do inchaço das articulações.

Quando saiu da internação, a auxiliar administrativa decidiu procurar uma reumatologista que inicialmente identificou a doença como artrite reumatoide. "Comecei a tomar remédios e aos poucos meu quadro foi melhorando", comenta. Alguns meses depois, Edna se lembrou de mostrar para a médica algumas fotos da alergia, que já havia desaparecido. "Quando ela viu as fotos e o meu primeiro exame de sangue já diagnosticou como Doença de Still do Adulto. Ela me explicou que a característica desta doença é justamente não aparecer nos exames feitos para artrite reumatoide", explica Edna.

Com o início do tratamento adequado, os sintomas melhoraram ainda mais, mas a dor generalizada e forte continuava. "A coisa mais triste é não conseguir andar, escrever e tocar em nada. Eu chegava a acordar de madrugada com muita dor e é impossível explicar onde exatamente dói, porque eu sentia dor em todas as articulações do corpo", afirma.

Dificuldades
Edna foi afastada do trabalho para recuperar sua saúde, mas foi preciso passar por três médicos peritos do INSS até que um deles aceitasse que o afastamento era realmente necessário. "Como os exames não apontavam para nenhum diagnóstico, eles não acreditavam que eu estava doente e me falavam para voltar a trabalhar. Eu posso dizer que dois dos três médicos pelos quais eu passei estavam despreparados e não conheciam a minha doença", afirma.

Medicação
Com a administração dos medicamentos corretos, ela conseguiu voltar a trabalhar e ter uma vida normal, com qualidade. "Agora eu tenho recaídas a cada três ou quatro meses", destaca. Para ela, a fase mais difícil foi no início, quando os sintomas eram muito fortes e não havia diagnóstico e nem medicamentos que aliviassem os sintomas.
 
Atualmente, Edna toma um medicamento biológico, o mais moderno que há para o tratamento desta doença, mas até chegar a este remédio, ela precisou tomar outras drogas para preparar o organismo. "Tive queda de cabelo e até um quadro depressivo, mas sem este remédio eu não chegaria até o medicamento biológico que tomo hoje", explica. Os remédios são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde  (SUS) e aplicados por uma enfermeira do laboratório fabricante que vai até a casa de Edna, uma vez por semana.

Apesar da melhora evidente, Edna destaca que é preciso seguir os horários dos remédios à risca. "É uma doença silenciosa e séria. Preciso tomar cuidado porque sei que ela pode atingir a pele, pulmão, o fígado e coração. Sigo rigorosamente as datas dos exames porque sei que a doença pode se espalhar pelo organismo", conclui. 
 
Folha de Londrina

Remédio de brinquedo

Uma das telas já desenvolvidas para o jogo Project Neumann: treinamento de habilidades como concentração e planejamento de ações (Reprodução/Internet)
Uma das telas já desenvolvidas para o jogo Project Neumann:
treinamento de habilidades como concentração e planejamento de ações   
Pesquisadores brasileiros trabalham no desenvolvimento de videogame que poderá complementar o tratamento de crianças e adolescentes com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)
 
Os videogames deixam de ser apenas uma forma de diversão e, cada vez mais, ganham aplicações médicas, ajudando, por exemplo, pessoas a se recuperarem de um acidente vascular cerebral (AVC) (leia mais ao lado) ou idosos a treinarem a memória. Agora, um novo grupo de pessoas pode ser beneficiado pela brincadeira eletrônica: crianças e adolescentes com transtorno de deficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Buscando ajudar esses pacientes, um grupo de pesquisadores brasileiros está desenvolvendo, em parceria com instituições internacionais, o Project Neumann, jogo que vai estimular o treino do controle inibitório, a habilidade cerebral de impedir respostas inadequadas ao ambiente. Geralmente, esse controle é prejudicado nas pessoas com TDAH, que não conseguem filtrar as várias informações disponíveis em determinado lugar e, por isso, sentem grande dificuldade de se concentrar ou planejar ações futuras.

Thiago Rivero, psicólogo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e idealizador do game, explica que a ideia do projeto surgiu do contato com esses pacientes. "Sendo psicólogo, mantive sempre em minhas preocupações, tanto clínicas como acadêmicas, a tradução de conceitos teóricos e experimentais para o tratamento dos pacientes que sofrem com os diversos distúrbios e transtornos mentais. Com o tempo, o desejo de usar tais ferramentas evoluiu para o uso de videogames", conta. "Comecei a pesquisa na época em que trabalhava com adolescentes com TDAH", acrescenta.

O jogador assumirá o papel de Neumann para ajudar a Maga Poderosa a reconstruir um mundo que foi completamente fragmentado por um mal poderoso. Para isso, deverá cumprir diversas tarefas, pensadas justamente para treinar as habilidades-alvo. Em uma das fases, por exemplo, será preciso evitar que uma princesa, transformada em um balão, caia no chão. Porém, ao mesmo tempo, uma série de outros estímulos na tela, como tesouros, tentarão distrair o jogador.

"O grande diferencial do nosso projeto é que as diversas mecânicas in-game que serão apresentadas para o jogador estão relacionadas com habilidades mentais específicas", explica Rivero. "Selecionamos o controle inibitório como nosso alvo terapêutico por ele estar relacionado a diversas atividades de vida diária, importantes para os relacionamentos afetivos, habilidades sociais e acadêmicas. O jogador vai ter tarefas nas quais precisa controlar o impulso motor e atencional e planejar atividades usando poucos recursos disponíveis", detalha.
 
Auxílio
Para o neurologista Hudson Mourão Mesquita, do Hospital Anchieta, em Brasília, uma iniciativa como o Project Neumann pode complementar o tratamento de pessoas que sofrem com o deficit de atenção. "Após ser dado o diagnóstico, o tratamento muitas vezes é feito com medicamentos, além de acompanhamento psicopedagógico e atividades físicas. O videogame pode servir de auxílio, desenvolvendo as habilidades prejudicadas pelo transtorno", avalia.

O neurologista também destaca que as diversões eletrônicas são atraentes para crianças e adolescentes, o que pode ajudar bastante o tratamento. "A partir dos 7 anos, já podemos ter um diagnóstico. É nessa idade em que as características da doença ficam mais visíveis. Usar esse recurso pode chamar a atenção das crianças e dos jovens", completa.

O autor do game conta que três rodadas de testes já foram feitas com voluntários, mas o jogo ainda precisa ser aperfeiçoado. O próximo passo é estudar a reação cerebral dos participantes enquanto eles jogam o Project Neumann com ajuda da ressonância magnética funcional. Para isso, Thiago Rivero deve contar com a parceria da University of Southern California, nos Estados Unidos. A versão preliminar do game também foi apresentado na E3, feira de games mundial, e ficou em terceiro lugar na competição de jogos independentes.

"Apesar de o jogo ser focado no tratamento do TDAH, nossa ideia é criar um método que, depois, possa ser aplicado para autismo, transtorno bipolar e outros problemas psiquiátricos", antecipa o pesquisador da Unifesp. Ele diz que ainda não tem o custo de produção fechado, mas sabe que será direcionado a profissionais da área de saúde que queiram usá-lo como ferramenta de tratamento.
 
Benefício aos idosos
No mês passado, pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco apresentaram na revista Nature um estudo comprovando que um videogame desenvolvido por eles ajudou idosos a melhorarem a memória e a atenção.
 
O NeuroRacer exige que os jogadores mantenham um carro dentro de uma pista sinuosa e, ao mesmo tempo, obedeçam a comandos que surgem no alto da tela. Segundo análises cerebrais, pessoas de terceira idade  que praticaram o jogo durante um mês aproximadamente tiveram um aumento na atividade do córtex pré-frontal.
 
Treino motor
Um dos usos médicos mais comuns de videogames ocorre no tratamento de pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC). Uma das iniciativas mais recentes nesse sentido vem do Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Fofito) da Universidade de São Paulo. Lá, pesquisadores têm utilizado o Nintendo Wii para a recuperação motora desses pacientes. O experimento tem obtido sucesso, e um grupo de idosos voluntários já apresentou melhoras no equilíbrio e na cognição.

Tatiana de Paula Oliveira, doutoranda responsável pelo projeto, explica que o Wii foi escolhido por estimular um conjunto importante de habilidades motoras. Para jogar esse videogame, o jogador precisa executar uma série de movimentos corporais, que são capturados pela máquina e transformados em ações na tela.

"É uma ferramenta com aplicação bastante ampla, que exercita três vertentes: equilíbrio, locomoção e cognição. Precisamos que esses três pontos sejam desenvolvidos juntos, já que, para andar, você precisar ter o processamento do cérebro e também se manter em pé. São características que funcionam em conjunto. Já tivemos muito sucesso em testes e acreditamos que essa melhora continue nos próximos experimentos", detalha Oliveira.

A especialista destaca que os videogames têm sido um recurso muito utilizado em diversos tratamentos. "O uso da realidade virtual já teve sucesso em casos de esclerose múltipla, de paralisia cerebral e de mal de Parkinson. No entanto, é importante saber se a ferramenta vai atingir o objetivo específico ao qual foi designada", destaca.

Hudson Mourão Mesquita, do Hospital Anchieta, acredita que os games devem se tornar cada vez mais presentes nos consultórios e nas clínicas. "Para tratamento de reabilitação, hoje em dia, cada vez mais temos videogames. A estratégia pode ser muito benéfica se utilizada de maneira correta", complementa o neurologista. ( VS)
 
Correio Braziliense

Previsão de epidemia de câncer dispara alerta

Câncer de próstata
Estado tem feito investimentos na área para tratar a doença. Mama e próstata são os que mais matam
 

Um estudo elaborado pelo Grupo Latino-Americano de Pesquisa em Oncologia aponta uma epidemia de câncer no mundo nos próximos 20 anos, levando à morte pelo menos 17 milhões de pessoas. Preocupados com esses números,  os governos estadual e municipal de São Paulo têm feito investimentos na área de tratamento e prevenção da doença para diminuir a taxa de óbito. 
 

Uma portaria de maio do Ministério da Saúde determina que pacientes com câncer deverão começar o tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde) em, no máximo, 60 dias após o diagnóstico da doença. A descoberta precoce e o tratamento rápido são as maiores chances de cura ou, ao menos, do prolongamento da vida. 

A rede estadual de saúde  investiu neste ano R$ 190 milhões para a implantação da Rede Hebe Camargo. A estimativa é que o projeto beneficie 12 mil novos pacientes por mês. A Secretaria Municipal da Saúde afirma realizar  campanhas, mutirões, consultas e exames de rotina contra o câncer. Segundo a pasta, o município tem uma oferta de 860 vagas por mês para consultas com médicos especialistas na doença.

Segundo o diretor do grupo, o oncologista  Carlos Barrios, a onda de câncer afetará todos os países, mas a mortalidade será maior nas nações  em desenvolvimento, como o Brasil. “A falta de um diagnóstico rápido e investimentos em prevenção levará à morte milhões de brasileiros”, alerta o médico.

O estado de São Paulo é considerado um centro de excelência na área de tratamento e prevenção do câncer por causa dos números de centros de cura, hospitais e serviços universitários, entre eles o A.C. Camargo e o IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer). 

Dados do Instituto Nacional de Câncer mostram que a maior incidência de tumores  no país está nas regiões Sul e Sudeste. Hábitos nocivos à saúde como o tabagismo, o  consumo de álcool, o sedentarismo e a obesidade são  fatores que contribuem para essa situação. 

Para o oncologista Barrios, investimentos em prevenção são mais baratos do que investimentos em máquinas e remédios para tratamento.
 
Mais
 
Unifesp abrirá novo centro de mastologia
O Hospital São Paulo,  da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), vai  inaugurar na quarta-feira o ambulatório de mastologia e a unidade diagnóstica, destinados a melhorar e acelerar o atendimento de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).   

- 40 é o número de novos casos de câncer de mama por mês só no Hospital São Paulo

Icesp faz 50 mil atendimentos mensais
O Instituto do Câncer de São Paulo atende 50 mil pacientes por mês. Desse número, 40 mil são ativos e 900 novos doentes chegam todos os meses.
 
Diário de São Paulo

Dificuldade para engravidar? O problema pode ser a endometriose

A endometriose é uma doença que se caracteriza pela presença do endométrio (tecido responsável por revestir a cavidade uterina) fora do útero. Parece estranho? Pois é isso mesmo. Para entender melhor esse mal, que pode comprometer o desejo de engravidar, é necessário conhecer detalhes do ciclo menstrual.
 
Normalmente, depois do sangramento mensal, o tecido chamado endométrio, estimulado pelo hormônio estrogênio, cresce a fim de receber o embrião. Quando a gravidez não acontece, ocorre a descamação do útero e ele é eliminado na menstruação seguinte.
 
No caso do quadro de endometriose, o tecido migra no sentido oposto, subindo pelas tubas uterinas, caindo na cavidade abdominal, instalando-se em qualquer parte da região pélvica, como os ovários, o intestino grosso, a bexiga, o apêndice e até nas próprias tubas uterinas, provocando uma reação inflamatória, a endometriose. Até hoje a ciência não descobriu o que provoca esse problema.
 
De acordo com Artur Dzik, ginecologista de São Paulo e diretor científico da SBRH (Sociedade Brasileira de Reprodução Humana), a doença aparece em pacientes que manifestam falhas no sistema imunológico e que têm predisposição genética. Somado a isso tudo, também contribui -e muito- o fato de as mulheres estarem gestando cada vez mais tarde.
 
Quanto mais adiada a gravidez, mais ciclos menstruais a mulher tem, um quadro bem diferente do de nossas avós, que gestavam mais vezes e por isso menstruavam pouco. Hoje, maior é a ação do estrogênio, o combustível da doença, que tem tratamento, mas não cura.
 
"É uma patologia da mulher moderna", fala Dzik. Atualmente, cerca de 176 milhões de mulheres no mundo sofrem de endometriose, de acordo com dados do World Endometriosis Research Foundation, fundação internacional de pesquisa sobre a doença. No Brasil, são 7 milhões.
 
Muitas mulheres que têm o problema nem sabem disso, ainda que manifestem um ou mais sintomas por anos a fio: dificuldade para engravidar, cólicas intensas, alterações intestinais e urinárias durante a menstruação, com ou sem dor, fadiga e dor pélvica, nas costas e/ou durante a penetração no ato sexual.
 
O fato de os sintomas variarem bastante de uma paciente para outra, além de aparecerem em outros males, contribui para o diagnóstico demorado. Segundo o estudo "The Global Study of Womens Health", cujos dados foram divulgados em 2011, mulheres com endometriose levaram, em média, sete anos depois do início dos sintomas para a doença começar a ser diagnosticada e tratada. A pesquisa recrutou 1.418 mulheres, entre 18 e 45 anos, de dez países de todos os continentes.
 
Como diagnosticar e tratar?
Para descobrir a endometriose, o ginecologista, além de ter uma conversa detalhada sobre o histórico de saúde da paciente, questionando ocorrências de cólicas e outros problemas já citados, precisa investigar casos da doença na família e realizar um exame de toque vaginal.
 
De acordo com Nicolau DAmico Filho, ginecologista e diretor da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva, com o exame de toque, o médico tem condições de notar alterações provocadas pela patologia. Se o problema é nos ovários, ele pode perceber o aumento deles, por exemplo. Exames de imagem, como ultrassonografia pélvica transvaginal e ressonância nuclear magnética da pelve, também são aliados de um diagnóstico preciso. Ainda pode ser necessária a realização de biópsia, por meio de videolaparoscopia.
 
Embora sejam mais frequentes em mulheres entre 20 e 35 anos, que estão no ápice da atividade menstrual, os casos podem aparecer bem mais cedo ou mais tarde. Por isso, vale a pena conversar com seu médico a respeito na próxima consulta.
 
Segundo os especialistas, a gravidade dos sintomas não reflete a gravidade da endometriose. Em alguns casos, eles são imperceptíveis.
 
Atualmente, os tratamentos mais comuns são medicamentos anticoncepcionais -para casos leves e pacientes jovens, com objetivo de interromper ou regularizar a menstruação-, uso de DIU de progesterona, que bloqueia a menstruação e, assim, impede o crescimento do endométrio, e a já citada videolaparoscopia, indicada para casos mais severos e com alta incidência de dores e problemas intestinais. O procedimento cauteriza as lesões.
 
Dificuldade para engravidar
Para que a mulher engravide, as tubas uterinas precisam estar saudáveis, o que não ocorre quando se sofre de endometriose. A mobilidade, por exemplo, é comprometida, a ponto de elas não conseguirem encaminhar o óvulo até o útero, de acordo com Rodrigo de Freitas, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano, em São Paulo.
 
Quando a região abdominal está inflamada por conta do endométrio fora do lugar, a qualidade da ovulação também decresce.
 
Arquivo Pessoal
A psicóloga Luciana Diamante criou um grupo para apoiar
mulheres portadoras da doença
Mesmo as mulheres que recorrem a técnicas de reprodução assistida podem continuar enfrentando o problema. A endometriose não dá trégua: o procedimento  tem chance de não ser bem-sucedido, pois o ambiente reprodutivo está inflamado. Por isso, mais do que buscar um tratamento para tornar o sonho da gestação possível, é urgente cuidar do problema em si.
 
A bancária Laís Carvalho, 34 anos, descobriu que sofre de endometriose há cerca de 15 anos, mas, ao contrário de muitas mulheres, conseguiu engravidar naturalmente e hoje é mãe de Lavínia, que está com dez meses.
 
Desde a adolescência, ela sofria com cólicas menstruais e, aos 20, o problema se tornou insuportável, a ponto de ela desmaiar de dor. Ao consultar um ginecologista, ele considerou a possibilidade de endometriose e encaminhou a paciente para a realização de uma videolaparoscopia.
 
"O exame revelou que parte do ovário esquerdo estava comprometido com lesões e então foi feita uma cirurgia para a retirada da área afetada. Eu tinha 21 anos, nunca tinha ouvido falar disso", conta. O passo seguinte foi suspender a menstruação com um implante para parar de menstruar por três anos.
 
Na época, ela não tinha planos de engravidar, mas a possibilidade de não conseguir por causa da patologia era um fantasma. "Para fugir do assunto, eu falava que não queria ter filhos", diz ela. O tempo passou. Depois de nove anos, ela quis ser mãe. Voltou a conversar com o médico, que sugeriu retirar o implante e analisar o quadro por seis meses.
 
Uma nova videolaparoscopia revelou que havia lesões nas tubas também, o que talvez comprometesse os planos. Mas, no quinto mês, ela estava grávida. "Mesmo assim, não fiquei tranquila até fazer todos os exames. Por causa da endometriose e das aderências formadas pelas lesões, eu poderia ter uma gravidez tubária", diz.
 
Depois do parto, Laís voltou a falar com o médico, que a orientou a voltar usar pílula depois da amamentação, para evitar que a doença progredisse. Agora, ela planeja recolocar o implante.
 
A psicóloga Luciana Tavares Golegã Diamante, 35 anos, sofre as consequências de um diagnóstico tardio de endometriose.
 
"Descobri que tinha a doença porque tentava engravidar e não conseguia, embora todos dissessem que eu era jovem (tinha só 27 anos) e acabaria conseguindo. Sentia cólicas a ponto de ficar na cama e, depois de um tempo, passei a ter dores para evacuar. Uma médica chegou a levantar a hipótese da doença e orientou que eu tomasse pílula por seis meses, mas nem pediu exames".
 
A psicóloga fez o tratamento e voltou a tentar a ser mãe. Nada aconteceu, a não ser o surgimento de outro sintoma: dores durante a relação sexual. Ela se lembrou de a médica ter mencionado a palavra endometriose e voltou a procurar outro ginecologista, que, enfim, pediu uma ultrassonografia.
 
O resultado do exame apresentou endometriose no ovário, no intestino, atrás da vagina, atrás do útero, em cima da bexiga... "O processo da doença estava avançado, por isso eu não engravidava".
 
Ela foi submetida a uma videolaparoscopia e depois a um tratamento com análogo de GnRH, bloqueador de estrogênio que interrompe a menstruação, por sete meses. O quadro inflamatório melhorou e ela pôde retomar as tentativas de engravidar. Atualmente, prepara-se para uma fertilização in vitro.
 
"Sempre digo que vou aprender a superar a doença, mas jamais, simplesmente, aceitar", diz ela, que, há oito anos, desde que começou a pesquisar sobre endometriose na internet, mantém-se conectada com outra mulheres que têm o mesmo problema ou buscam informações.
 
"Formamos um grupo, o Gapendi (Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade). Esse é o meu jeito de lidar com o problema", fala.
 
BOL

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

O aguardado concurso do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) teve significativo avanço. Foi publicada nesta sexta, 27 de setembro, portaria do Ministério do Planejamento, autorizando a abertura de concurso na pasta. A solicitação inicial era para o preenchimento de 1.858 vagas. Contudo, inicialmente, foram autorizadas 450 vagas, para dois cargos. m

O documento estabelece o prazo de seis meses para a publicação do edital de abertura do concurso, isto é, até 27 de março de 2014. Das 1.600 vagas requisitadas para agente administrativo, estão autorizadas 415 oportunidades. O cargo requer o nível médio e proporciona rendimentos de R$2.946,22 mensais, sendo R$1.568,42 de salário-base, R$1.004,80 Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST) e R$373 de auxílio-alimentação.

O órgão pediu também vagas para cargos do ensino superior. Foram solicitadas 64 para técnico em assuntos educacionais, 60 para administrador, 60 para assistente social, 60 para contador, sete para técnico em comunicação social, três para bibliotecário, três para economista e um para sociólogo. Dessas, a portaria contempla apenas 35 vagas para o cargo de contador. A remuneração será de R$4.354,42. A expectativa é de que outras vagas ainda sejam autorizadas. O presidente da Associação dos Servidores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul, Vladimir Alcorte, informou que o MTE necessita com urgência recompor o quadro de pessoal da área administrativa. "Estamos trabalhando apenas com cerca de 20% da nossa força de trabalho. Há muitos poucos servidores da área administrativa", lamentou.

O último concurso para área de apoio do MTE ocorreu em 2008. Foram oferecidas 1.822 vagas, sendo 1.628 para agente administrativo e as demais para administrador e economista. A seleção reuniu 329.454 inscritos e esteve em vigor até 23 de março de 2013. Mais de 2.122 aprovados foram convocados durante a validade da seleção. Apesar do expressivo número de nomeados do último concurso, Alcorte alega que a maior parte deles já deixou o ministério, uma vez que a remuneração dos servidores está defasada. "Muitos usam o MTE apenas como um trampolim. Só ficam aqui enquanto esperam uma oportunidade melhor", explicou.

Fiscal - Está prevista para a próxima segunda-feira, dia 30, a publicação do resultado das provas objetivas de auditor-fiscal e a convocação para o exame discursivo, que acontece em 6 de outubro. A seleção tem oferta de 100 vagas. A última etapa do processo seletivo será a sindicância da vida pregressa do candidato, de caráter eliminatório.m

Serviço
Resultado e edital de convocação: http://www.cespe.unb.br/

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ)

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) abriu concurso público para 102 vagas de professores de ensino básico, técnico e tecnológico. O salário básico é de R$ 3.594,57 e pode chegar a R$ 8.049,77 para quem tem doutorado.

Entre as áreas estão física, química, sociologia, educação física, biologia, petróleo e gás, língua portuguesa, estatística, história, administração, filosofia, terapia ocupacional e fisioterapia.

As inscrições devem ser feitas de 2 de setembro a 16 de outubro, de segunda a sexta, das 10h às 17h, nos postos de inscrição listados no edital. A taxa é de R$ 110.

O processo seletivo terá prova de conteúdo (escrita), prova de desempenho didático e prova de títulos.

A prova de conteúdo consistirá de 4 questões da área para o qual está concorrendo e 1 questão didático-pedagógica, com duração de 4 horas, e ocorrerá no dia 3 de novembro.