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sexta-feira, 31 de março de 2017

Interditados dois lotes de clorexidina gliconato

Interdição se deu por resultados insatisfatórios dos lotes do medicamento

A Anvisa interditou dois lotes do medicamento Clorexidina Gliconato 100mL nesta quinta-feira (30/3). Os lotes M23134 e M23708, fabricados pela empresa Vic Pharma Indústria e Comércio Ltda, apresentaram resultados insatisfatórios quanto à contagem de bactérias.

Os laudos de análise fiscal, emitidos pelo Instituto Adolfo Lutz, apresentaram resultados insatisfatórios para os ensaios de Contagem Total de Bactérias Mesófilas e Pesquisa de Patógenos.

Os lotes, portanto, foram interditados pela Agência e a interdição vigorará pelo prazo de 90 dias.

Cânulas suspensas
O produto médico-hospitalar Cânulas Miracu Real.Up foi suspenso pela Agência. O produto não regularizado pela empresa Rejuvene Produtos Médicos e Hospitalares Eireli era fabricado pela empresa Feel Tech Co. Ltd, da Coréia do Sul, e teve cadastro indeferido por estar em desacordo com a legislação sanitária.

A Anvisa, assim, determina a suspensão da importação, distribuição, comercialização e implante do produto sem registro Cânulas Miracu Real.Up. Além desta medida, determinou-se, ainda, que a empresa Rejuvene Produtos Médicos e Hospitalares Eireli realize o recolhimento do produto em questão.

Confira as resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Farmacêutica é presa por crimes contra a saúde pública em São Bernardo

Na última Terça-feira (21/3), policiais civis do Demacro de São Bernardo do Campo prenderam uma farmacêutica e uma balconista após constatarem diversas irregularidades numa farmácia, no bairro de Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo

Depois da instauração de inquérito policial com base em denúncias sobre irregularidades no estabelecimento, os policiais civis diligenciaram no local, acompanhados da Vigilância Sanitária, a fim de comprovar a veracidade dos fatos.

Diversas irregularidades foram constatadas, dentre elas, ausência de licenças de funcionamento expedidas pela Vigilância Sanitária, intermediação de comércio de medicamentos manipulados, descumprimento de interdição da sala de aplicações de medicamentos, além de serem encontrados antibióticos e psicotrópicos sem registro no sistema de controle da Anvisa e sem a retenção das respectivas receitas médicas, bem como frascos de medicamentos anabolizantes proibidos e de uso veterinário.

O estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária. Os medicamentos de uso controlado foram devidamente apreendidos. A responsável técnica e a responsável pelo estabelecimento foram presas em flagrante por crimes contra a saúde pública.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Saiba mais sobre a importância da vacinação oferecida pelo SUS

29640534355 544b5ffb04 zOlhar seu filho levar aquela picadinha nos primeiros dias de vida parece ser algo nada agradável, não é mesmo?

Apesar da angústia dos pais, é importante reforçar que essa é a melhor maneira de prevenir seus filhos contra doenças. E essa proteção está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde – SUS. São oferecidas à população 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, criado em 1973, disponibiliza mais de 300 milhões de doses de vacinas por ano para os estados e municípios visando à imunização de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

A vacina serve para defender dos vírus e bactérias que provocam doenças. Hoje, o Brasil conta com técnicas modernas para produzi-las em sete laboratórios públicos, atendendo a todo o processo de qualidade de produção exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As vacinas podem ser produzidas a partir de organismos enfraquecidos, mortos ou alguns derivados, podendo ser aplicadas por meio de injeção ou por via oral.

Quando a pessoa é vacinada, seu corpo detecta a substância e produz uma defesa, os anticorpos, e são esses anticorpos que permanecem no organismo e evitam que a doença ocorra no futuro, que nós chamamos de imunidade.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, destaca que o Calendário Nacional de Vacinação beneficia a todos e ressalta a importância de procurar um posto de saúde. "Nos postos de saúde os profissionais poderão avaliar quais são as vacinas que estão faltando para completar esquema vacinal e podermos garantir mais saúde para população”, explica. Carla Domingues esclarece também que as pessoas devem ficar atentas à mudança do calendário de vacinação para diminuir a circulação de doenças na população. “É preciso que a população fique atenta às mudanças. Adolescentes e adultos também precisam manter esse documento de vacinação atualizada e em dia", comenta.

Além disso, hoje o Brasil tem 47 Centros de Referências de Imunobiológicos Especiais (Crie). Nesses centros são oferecidas vacinas para pessoas vulneráveis e com condições clínicas especiais, que por motivos imunológicos necessitam ter acesso às vacinas ou esquemas que não são disponibilizados nos postos de saúde, na rotina do PNI. “Esses centros atendem pessoas que necessitam de alguma vacina ou que tenham condições clínicas especiais. Essas pessoas devem receber essas doses nesses centros e não nos postos comuns”, destaca Carla Domingues. Entre essas pessoas estão infectados pelo HIV, imunodepressão, asplenia, transplante, ou por motivo de convívio com pessoas imunodeprimidas, como profissionais de saúde e parentes de imunodeprimidos.

Para aumentar e garantir uma maior proteção aos brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças e adolescentes. As escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para atualizar a caderneta dos estudantes. “Vacinando esses adolescentes nós vamos evitar que doenças aconteçam e estaremos protegendo nossa população”, fala.

Em 2016, o investimento do Ministério da Saúde na oferta de vacinas foi de R$ 3,9 bilhões um crescimento de 225% na comparação com o ano de 2010, quando foi investido R$ 1,2 bilhão. Para 2017 está previsto um investimento de R$ 3,9 bilhões.

Conheça abaixo as vacinas disponíveis e não deixe passar nenhuma vacina!

HEPATITE A – A vacina hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças de 15 meses a menores de 5 anos de idade. Antes, a idade máxima era até 2 anos.

TETRA VIRAL (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – Em 2017, para as crianças, há ampliação da oferta da vacina tetra viral, passando a ser administrada de 15 meses até quatro anos de idade. Antes era administrada na faixa etária de 15 meses a menor de dois anos de idade. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação das crianças com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade (primeira dose) e aos 15 meses com a tetra viral (segunda dose com a varicela). Vale reforçar que em países que adotaram esquema de uma dose contra varicela (semelhante ao do Brasil) houve queda acentuada do número total de casos da doença, de hospitalizações e de óbitos a ela relacionados.

HPV – Também será ofertada, a partir de 2017, a vacina HPV para meninos. Desde 2014, a vacina é oferecida para meninas de 9 a 13 anos. Agora, o público-alvo incluirá também meninas de 14 anos. Ainda para este ano, além dos meninos, a vacina também será oferecida para homens de 9 a 26 anos de idade vivendo com HIV e aids, e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos. Desde 2015, as mulheres (9 a 26 anos) que vivem com HIV/Aids recebem a vacina

MENINGOCÓCICA C – O Ministério da Saúde também passou a disponibilizar a vacina meningocócica C (conjugada) para adolescentes de 12 a 13 anos de idade. A faixa etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 até 13 anos. A meta é vacinar 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes.

dTpa ADULTO – A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) tipo adulto passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana de gestação. As mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, devem receber uma dose de dTpa no puerpério, o mais precoce possível.

TRIPLICE VIRAL (sarampo, caxumba e rubéola) - Outra alteração se deu para a vacina tríplice viral, com a introdução da segunda dose para a população de 20 a 29 anos de idade. Anteriormente, a segunda dose era administrada até os 19 anos de idade.

Confira outras vacinas oferecidas no calendário abaixo:
TABELA VACINA

Luiza Tiné, para o Blog da Saúde

Anvisa permite pelo de rato e fragmento de inseto na comida

Arroz
Anvisa mandou recolher lotes de extrato de tomate, paçoca,
 arroz e palmito
Resolução de 2014 estabelece limite máximo para presença de corpos estranhos em alimento

Imagine achar um pelo de rato ou uma pata de barata na sua comida? Seja qual corpo estranho for, se estiver dentro do limite máximo permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está liberado. Pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 14) de 2014, um fragmento de pelo de roedor pode ser encontrado a cada 100 g de chocolate ou a cada 10 g de molho de tomate. Já no caso de pedacinhos de insetos, são permitidos até 75 a cada 50 g de farinha. Se for no chá de menta ou hortelã, pode ser até 300 fragmentos a cada 25 g.

Para a engenheira de alimentos Pryscilla Casagrande, coordenadora do centro de competência de alimentação e saúde da Proteste, a legislação estabelece os limites aceitáveis para não provocar danos à saúde, entretanto, mesmo sendo apenas um único pelo de rato encontrado em um alimento, trata-se de um desrespeito ao consumidor. “Dói o coração saber que você pode encontrar fragmentos de roedores ou insetos em um chocolate, por exemplo. E a resolução não deixa claro a dimensão disso, meia barata já é um fragmento. Mas a questão não é simplesmente se faz mal à saúde, mas sim a credibilidade. É muito ruim saber que a indústria não teve todos os cuidados de higiene para o controle da qualidade”, afirma.

Pryscilla explica que nem sempre o impacto é estritamente sanitário. “Também é comum vermos fraudes econômicas. Neste ano, realizamos testes com azeite e várias marcas misturavam óleo. A pessoa paga por propriedades nutritivas que não vai ter”, explica. Das 24 marcas testadas, oito estavam fraudadas. Em média, a Proteste realiza entre dez e 12 testes por ano e encaminha os resultados para a Anvisa, para o Ministério da Agricultura e para o Ministério Público.

“De nove marcas de peixe Polaca do Alasca que pesquisamos, em cinco encontramos tripolifosfato, que faz o produto absorver mais água e parecer maior. Em tapiocas, também encontramos aditivos irregulares em cinco de nove marcas. O consumidor tem que desconfiar de grandes diferenças de preço. A responsabilidade é da indústria e é totalmente possível fazer bem feito, pois, das nove marcas, quatro estavam corretas”, explica.

Só neste ano, a Anvisa mandou recolher lotes de extrato de tomate, paçoca, arroz e palmito, após detectar presença de pelos de roedores acima do tolerado e substâncias cancerígenas.

Alguns casos se tornaram clássicos, como barata em um pacote de batatinha frita, leite com soda cáustica e água oxigenada, e pelo de rato no ketchup. Segundo a Anvisa, além de recolher os lotes e proibir a venda, há aplicação de multas que podem chegar a R$ 1 milhão.

Anvisa: Sem dados
A reportagem solicitou um balanço de lotes de alimentos recolhidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e total de multas aplicadas e pagas. A agência não retornou até o fechamento da edição.

Justiça: Consumidor tem direito à reparação
Se o consumidor encontrar qualquer corpo estranho em um alimento, tem direito à troca do produto, devolução do dinheiro e ressarcimento integral de despesas para cobrir tratamentos, em caso de danos à saúde. “O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que os produtos não podem oferecer risco à saúde. Quem passa por isso pode entrar na Justiça com ação de danos patrimoniais e morais”, afirma a advogada da Proteste, Sonia Amaro.

A advogada explica que o primeiro passo sempre é procurar o fornecedor. Mas, se ele negar apoio, a reparação será garantida pela Justiça. “Além procurar a empresa, é muito importante que o consumidor denuncie aos órgãos da vigilância sanitária, para evitar que outras pessoas passem pelo mesmo”, afirma.

Continentes unem-se contra resistência antimicrobiana

União Europeia e América do Sul traçam plano contra ameaça em escala mundial

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, participou, nesta quarta-feira (29/3), da reunião “União Europeia e América do Sul: trabalhando juntas na Resistência Antimicrobiana (Anti-Microbial Resistance - AMR)”, no Hotel Royal Golden Tulip, em Brasília. Ao lado dos ministros da Saúde, Ricardo Barros, e da Agricultura, Blairo Maggi, Barbosa ciceroneou o comissário da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, que falou sobre a AMR como um desafio maior não só para a Europa, mas para todo o mundo.

Na reunião, foram abordados os planos de ação dos continentes europeu e sul-americano na busca de soluções para a resistência antimicrobiana, já encarada como uma questão de saúde pública global: o uso excessivo e inadequado de medicamentos antimicrobianos (antibióticos) tem levado a um aumento na capacidade de resistência dos microrganismos com relação aos medicamentos.

Com isso, simples doenças, facilmente tratáveis, podem se tornar letais.

A iniciativa dos países da União Europeia e da América do Sul tem a finalidade de estabelecer formas eficazes de enfrentamento ao problema.

Em sua apresentação, o comissário Andriukaitis exibiu dados que colocam a AMR como uma séria ameaça à saúde pública:

- Nos EUA, 25 mil pacientes morrem, anualmente, de infecções provocadas por bactérias resistentes

- Em todo o mundo, este número pode chegar a 700 mil.

Para Jarbas Barbosa, as estratégias de combate à AMR chegaram a um novo patamar: “A abordagem integrada entre a Organização Mundial da Saúde e a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, junto com o setor de desenvolvimento científico-tecnológico, vai ser fundamental para que o mundo se prepare para uma resposta adequada”.

O diretor-presidente destacou que a Anvisa trabalha em parceria com o Ministério da Saúde neste tema. “Desde a década passada, o Brasil adotou várias iniciativas em relação ao enfrentamento da resistência antimicrobiana, com medidas como a obrigatoriedade da prescrição do uso de antibióticos, com protocolos para utilização adequada de antibióticos em uso hospitalar, e o fortalecimento das ações de vigilância, pois é importante que cada país saiba exatamente qual é sua carga de infecções antimicrobianas, para que tenhamos dados confiáveis e capazes de serem utilizados pelos tomadores de decisões”.

O Brasil elabora o seu Plano de Ação Nacional para a Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos, numa parceria entre Anvisa e ministérios da Saúde, Agricultura, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente. “Consideramos que a elaboração de Planos de Ação Nacionais, além de estabelecer o controle e a prevenção da resistência aos antimicrobianos, articula estratégias para acabar com o uso indevido desses medicamentos e possibilita maior compreensão do problema”, disse o ministro da Saúde.

Já o ministro Blairo Maggi afirmou que, no tocante ao combate à resistência antimicrobiana, o governo brasileiro sempre adotará decisões nesse tema baseadas em estudos científicos.

Grupo interagências
O diretor-presidente Jarbas Barbosa já havia conversado com Vytenis Andriukaitis na tarde de terça-feira (28/3), durante visita de cortesia que o comissário fez à sede da Anvisa. Na ocasião, Barbosa falou sobre a atuação da Agência no Plano de Ação Nacional para a Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos e do recém-formado grupo de coordenação interagências sobre resistência antimicrobiana da ONU, do qual é integrante.

O objetivo desse grupo internacional de especialistas é elaborar orientações práticas sobre as abordagens necessárias para assegurar uma ação global, eficaz e sustentável, para enfrentar a resistência aos antimicrobianos. A primeira reunião do grupo será em abril próximo.

Plano da vigilância Sanitária
Numa iniciativa complementar ao Plano de Ação Nacional, a Anvisa trabalha em seu Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos. O documento, que demarca o papel da vigilância sanitária nos esforços brasileiros de enfrentamento à resistência aos antimicrobianos, norteará a atuação da Agência frente a esse urgente desafio da saúde pública. Nele estão expostas estratégias de diferentes campos da vigilância sanitária, como alimentos, serviços de saúde e laboratórios, entre outros.

Seguindo recomendações da OMS, o Plano de Ação da Vigilância Sanitária está organizado em três partes: plano estratégico, plano operacional e plano de avaliação e monitoramento.

O Plano evidencia a consciência da Agência sobre seu papel e os potenciais caminhos para superar a disseminação da resistência aos antimicrobianos no Brasil.

Com informações dos ministérios da Saúde e da Agricultura.

ANVISA

quarta-feira, 29 de março de 2017

Estudo indica que café ajuda a prevenir o Alzheimer

Em ratos, a substância evita o acúmulo de proteínas que desencadeiam a demência e outras complicações neurodegenerativas. A descoberta poderá ajudar na criação de medicamentos com efeito preventivo

A demência é uma complicação capaz de prejudicar consideravelmente a qualidade de vida de idosos. No planeta, cerca de 46 milhões de pessoas são acometidas por ela. Um universo de pacientes que motiva cientistas a encontrar soluções para o problema. Em testes com ratos, um grupo dos Estados Unidos identificou a cafeína como substância promissora. A investigação, apresentada na semana passada na revista Scientific Reports, ainda é inicial, mas surge como uma esperança para a criação de medicamentos que possam proteger o cérebro de danos cognitivos.

Em trabalhos anteriores, a equipe descobriu que a enzima NMNAT2 tem duas ações benéficas ao cérebro: protege os neurônios do estresse e realiza um fenômeno chamado chaperone, que é o combate ao acúmulo de proteínas tau, complicação ligada ao Alzheimer e a outras demências. “Ela é um fator-chave de manutenção neuronal. Um robusto sistema de manutenção é necessário para manter os neurônios saudáveis e protegê-los do estresse ao longo de nossa vida. Nosso estudo publicado no ano passado foi o primeiro a revelar a função chaperone na enzima”, detalha Hui-Chen Lu, líder da pesquisa e professora do Departamento de Ciências Psicológicas e Cérebro da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.

Em análises paralelas, os cientistas avaliaram o cérebro de 500 idosos submetidos a testes cognitivos frequentes até morrer. Os investigadores detectaram níveis mais elevados de NMNAT2 naqueles com maior resistência ao declínio cognitivo. “Vimos também que as pessoas com uma quantidade menor da enzima foram mais propensas a sofrer de demência, sugerindo que a NMNAT2 ajuda a preservar neurônios relacionados com a aprendizagem e a memória”, detalha a autora do estudo.

Hui-Chen Lu e a equipe saíram em busca de alguma substância que pudesse ajudar a aumentar a quantidade da enzima no cérebro. Testaram 1.280 compostos em ratos. Como resultado, a cafeína e outros 23 compostos mostraram o potencial almejado pelos pesquisadores, com a primeira sobressaindo. O rolipram também se mostrou promissor, mas esse antidepressivo parou de ser produzido na década de 90 devido aos efeitos colaterais.

Para confirmar o efeito da substância presente no café, os investigadores a administraram em camundongos modificados geneticamente para produzir níveis mais baixos de NMNAT2. “Os ratinhos que receberam a cafeína começaram a produzir os mesmos níveis da enzima que os ratinhos sem o problema”, resume a autora. “Esse trabalho poderia ajudar a avançar esforços para desenvolver medicamentos que aumentem os níveis dessa enzima no cérebro, criando um químico capaz de bloquear os efeitos debilitantes de diversas doenças neurodegenerativas.”

Fase inicial Para Amauri Araújo Godinho, neurologista e neurocirurgião do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN), o trabalho norte-americano é interessante, mesmo em uma etapa bastante inicial. “Esse mecanismo de acúmulo das células tau é conhecido, e uma substância que evite isso seria algo bastante valioso. Mas os resultados ainda são muito experimentais”, pondera. “Outro ponto que temos que ressaltar é que não podemos especificar que o mesmo efeito benéfico ocorra em todas as doenças. O Parkinson, por exemplo, não tem sintomas de demência. No caso da doença de Huntington os problemas também são outros”, ressalta.

O médico, que não participou do estudo, também destaca que a escolha da cafeína foi uma estratégia inteligente. “Sabemos que drogas clássicas, como os benzodiazepínicos – o Rivotril e o Lexotan, por exemplo –, prejudicam a formação da memória e que esse efeito é contrário em estimulantes, como a cafeína, a cocaína e a ritalina. Por isso, esse resultado era esperado, é um raciocínio bastante lógico”, ressalta. Godinho também aposta que o trabalho possa ajudar na criação de medicamentos. “Talvez não só a cafeína, mas também esse antidepressivo que se mostrou muito promissor, sirva como base para que os cientistas copiem seu efeito”, opina.

Os autores darão continuidade à pesquisa. Outro ponto importante a ser explorado, segundo eles, é entender por que a enzima NMNAT2 sofre diminuição no corpo humano. “Aumentar nosso conhecimento sobre os caminhos no cérebro que parecem naturalmente causar o declínio dessa molécula é tão necessário e tão importante quanto a identificação de compostos que poderiam desempenhar um papel no tratamento desses transtornos mentais debilitantes”, justifica a autora.

Saúde Plena

Saúde incorpora medicinas tradicionais e complementares ao SUS

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União inclui na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares as seguintes práticas: arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e ioga


De acordo com o texto, a pasta levou em consideração o fato de a Organização Mundial da Saúde preconizar o reconhecimento e a incorporação das chamadas medicinas tradicionais e complementares nos sistemas nacionais de saúde de seus países-membro.

Outro aspecto importante, segundo o ministério, é que diversas categorias profissionais no país reconhecem as práticas integrativas e complementares como abordagem de cuidado.

Diversos estados e municípios, inclusive, já têm esse tipo de prática instituída em sua rede de saúde.

Agência Brasil/Saúde Plena

Conheça alguns mitos que podem atrapalhar o aleitamento materno

Amamentar é muito mais do que nutrir uma criança. É um processo de interação profunda entre mãe e filho. A mulher que amamenta protege seu bebê contra infecções

Amamentar contribui para o desenvolvimento cognitivo e emocional do bebê. Mesmo estando provados os benefícios do leite materno e do aleitamento para mãe e bebê, existem muitos mitos que envolvem esse momento da vida e que podem ser um empecilho para que as mães amamentem. O Blog da Saúde selecionou algumas afirmações equivocadas, constantemente reproduzidas pelas pessoas, para serem esclarecidas pela Coordenação de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde.

Confira as respostas e ajude-nos a divulgar informações oficiais sobre amamentação para que mais e mais famílias consigam garantir a saúde de crianças e das mulheres durante o período inicial de vida do bebê.

Mito ou Verdade: O leite materno pode ser fraco para nutrir o bebê.

Mito. Não há leite materno fraco. O leite materno apresenta composição semelhante para todas as mulheres que amamentam e é o alimento ideal para o bebê, sendo recomendado até os dois anos de vida ou mais, sendo exclusivamente até o 6º mês de vida.

Mito ou Verdade: Preciso dar os dois peitos a cada mamada.
Mito. O tempo de cada mamada não deve ser fixado, pois o esvaziamento da mama pode variar conforme a fome do bebê, do intervalo entre uma mamada e outra, do volume de leite armazenado na mama, entre outros. O importante é que a mãe dê tempo suficiente para o bebê esvaziar adequadamente seu seio, caso esvazie uma mama por completo e a criança ainda deseje mamar, a mãe pode oferecer a outra mama. Na próxima mamada, recomenda-se que a mãe dê o seio que não foi oferecido na mamada anterior ou ofereça o que o bebê mamou por último. caso tenha sido ofertado as duas mamas.

Mito ou Verdade: Canjica e caldo de cana aumentam a produção de leite.
Mito. A produção do leite materno depende principalmente da sucção do bebê e do esvaziamento da mama. Portanto, quanto mais o bebê mamar e esvaziar adequadamente as mamas, mais leite a mãe irá produzir.

Mito ou Verdade: O leite congelado, mesmo que retirado das mamas, não tem os mesmos nutrientes.
Mito. O leite pode ser congelado por até quinze dias sem perder suas características e qualidade nutricional, desde que armazenado adequadamente.

Mito ou Verdade: Quem fez redução mamária ou colocou silicone não poderá amamentar.
Mito. A cirurgia nos seios não impede a mulher de amamentar, desde que durante a cirurgia sejam preservadas as estruturas das mamas.

Mito ou Verdade: Seios muito pequenos não produzem leite na quantidade suficiente para o bebê.
Mito. O tamanho da mama não tem relação com a produção do leite. Tanto as mamas grandes quanto as pequenas possuem capacidade de produzir o mesmo volume de leite em uma dia.

Mito ou Verdade: Os mamilos devem ser higienizados a cada vez que o bebê for mamar.
Mito. Não é necessário higienizar as mamas sempre que for amamentar, no entanto é importante que a mãe tenha hábitos de higiene adequados como banho diário, lavando a mama com água e sabonete e esteja sempre com o sutiã limpo e seco. Não é recomendado o uso de absorventes de seios e nem utilização de conchas protetoras, pois podem deixar as mamas úmidas, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias.

Mito ou Verdade: O bebê pode ficar mal acostumado se não tiver horários para mamar.
Mito. A orientação do Ministério da Saúde é a amamentação sob livre demanda, ou seja: o bebê deve mamar sempre que desejar.

Mito ou Verdade: Amamentar durante uma segunda gestação pode prejudicar o desenvolvimento do bebê no útero.
Mito. É possível manter a amamentação em uma nova gravidez se for o desejo da mulher e se não houver intercorrências na gravidez. Já quando houver ameaça de parto prematuro é indicado interromper a amamentação. O hormônio que controla a ejeção do leite, a ocitocina, também estimula o útero a contrair. A estimulação do mamilo pode intensificar o trabalho de parto. Porém, esse hormônio sozinho não é capaz de iniciar o trabalho de parto. O útero está na fase de carregar o bebê, bem protegido contra um trabalho de parto precoce.

Mito ou Verdade: Quando o bebê começa a comer, o leite materno pode prejudicar a absorção de ferro.
Mito. Quase 70% do ferro do leite materno é absorvido adequadamente pelo bebê. O leite materno possui bactérias benéficas que atuam no fortalecimento da imunidade, assim como em outros fatores de proteção que otimizam toda a capacidade de absorção de ferro e outros nutrientes. O ferro presente no leite materno é de mais fácil absorção pelo organismo do bebê. Outros alimentos, mesmo tendo bastante ferro, nem sempre são bem absorvidos pelas crianças durante a fase de amamentação.

Foto: Reprodução

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Tratamento para Diabetes tipo 2 ganha genérico inédito

Medicamento genérico dapagliflozina é indicado para controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2

A Anvisa aprovou o registro do genérico dapagliflozina, inédito para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 2. O registro do medicamento, publicado nesta segunda-feira (27/3), será uma nova opção para melhorar o controle glicêmico dos pacientes diabéticos.

A dapagliflozina, cuja referência farmacêutica é o Forxiga, é indicado junto a exercícios físicos e à dieta alimentar para melhorar o controle dos níveis de açúcar no sangue em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. O medicamento genérico foi registrado pela empresa Astrazeneca do Brasil Ltda.

O que devo saber antes de tomar a dapagliflozina
A dapagliflozina é indicada para o tratamento de diabetes tipo 2 e não deve ser usada no tratamento de pessoas com diabetes mellitus tipo 1. O genérico não deve ser usado, ainda, no tratamento de cetoacidose diabética ou caso o paciente tenha problemas renais ou doenças cardiovasculares.

Como a dapagliflozina funciona
A dapagliflozina funciona como bloqueio do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2), uma proteína responsável pela reabsorção da glicose (açúcar) no rim. Este bloqueio leva à eliminação do excesso de glicose na urina, o que melhora o controle do diabetes mellitus tipo 2,

ANVISA

terça-feira, 28 de março de 2017

Opine na formulação do novo Protocolo Clínico para Dependência à Nicotina

Profissionais de saúde, gestores e a sociedade em geral têm até o dia 11 de abril para manifestar sua opinião, fazer críticas e dar sugestões para a Proposta de Escopo de Revisão e Atualização do Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica para Dependência à Nicotina


A participação deve ser feita por meio da enquete no site da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia ao SUS (Conitec) ou pelo aplicativo nas versões disponíveis para download nas versões Android e IOS.

As ações para promover a cessação do tabagismo têm como objetivo motivar fumantes a deixarem de fumar e aumentar o acesso dos tabagistas a métodos eficazes para tratamento da dependência à nicotina. Essas ações são parte integrante do Programa Nacional de Controle do Tabagismo desde 1996.

Em 2016, o INCA assumiu o compromisso de elaboração de um novo protocolo que desse suporte ao tratamento do tabagismo no País, junto à Subcomissão Técnica de Avaliação de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, da Conitec.

Foi constituído um Comitê para elaboração do Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica para Dependência à Nicotina, por representantes de diferentes órgãos governamentais e não-governamentais envolvidos diretamente com o controle do tabaco e mais especificamente com o tratamento do tabagismo.

Este grupo fez uma proposta de escopo do PCDT, a primeira etapa no processo de elaboração de um protocolo clínico baseado em evidências científicas. É esse escopo que está sendo submetido à enquete.

As enquetes da Conitec visam a dar maior publicidade e transparência ao trabalho de elaboração de PCDT desenvolvido pela Comissão.

Fonte: INCA

Proibida bebida energética

Agência descobriu que bebidas necessitavam avaliação sanitária por conter o aminoácido tirosina na formulação

A Anvisa determinou a proibição da fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes da bebida D Dopamina Mindful Drink, 269 mL.

A bebida energética a base de tirosina, taurina e cafeína, fabricada e envasada sob licença de Cervejaria Cidade Imperial Petropolis Ltda, por conter tirosina, necessitava uma avaliação sanitária.

Além da proibição, a Agência determinou que a empresa, Newage Indústria de Bebidas Ltda, promova o recolhimento do estoque existente no mercado dos produtos em questão.

Liberação de produto Let Me Be
A Anvisa recebeu um Ofício que revoga a RE 3002/16, que proibiu a fabricação do produto cosmético LET ME BE.

A revogação foi feita pela 1° Vara Cível da Comarca de Marília, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Confira esta e demais resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (27/03).

ANVISA

Novo medicamento para tratamento da obesidade é liberado para comercialização pela Anvisa

De acordo com dados de pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o número de adultos obesos, entre os anos de 2006 e 2015, aumentou em 60% no Brasil

Por Jennifer Fernandes-Baronesa Relações Públicas

No ranking mundial, entre os homens, o país encontra-se atrás apenas dos Estados Unidos e China. Já entre as mulheres, ocupa o quinto lugar. Tais índices demonstram um alerta de que a população está se tornando cada vez menos saudável, uma vez que a obesidade pode acarretar diversos riscos à saúde como problemas cardíacos, hipertensão e diabetes.

Diante desse cenário, se torna fundamental adotar medidas que auxiliem na manutenção do peso. “Infelizmente, observamos que a maioria da população se alimenta muito mal. Mas existem pessoas que não conseguem realizar a manutenção do peso apenas com a reeducação alimentar. A Lorcaserina (Belviq®) atua diretamente nos receptores de serotonina, no cérebro, e age como um supressor de apetite e acelerador do metabolismo, auxiliando na perda de peso”, explica Juliana Ponce, farmacêutica responsável da Meta Manipulação.

Assim como qualquer medicamento, deve ser utilizado apenas sob orientação do médico e não se deve exceder a quantidade recomendada de 10mg, duas vezes ao dia. “A ânsia por alcançar logo o objetivo de emagrecer, faz com que algumas pessoas se tornem irresponsáveis e queiram se automedicar. Isso não deve ser feito em hipótese alguma”, ressalta Juliana. Além disso, o uso da substância não exclui a prática de exercícios ou a reeducação alimentar, por exemplo, para o tratamento da obesidade.

A Lorcaserina (Belviq®) é indicada para adultos obesos, que apresentam Índice de Massa Corporal (IMC) de 30 ou mais. E para adultos com excesso de peso, IMC a partir de 27, que já possuam problemas de saúde decorrentes da obesidade. “Entre os benefícios do remédio, além do auxílio na redução de peso, destacamos o controle do colesterol total, promove a sensação de saciedade, elimina toxinas prejudiciais ao organismo, controle da pressão arterial e reduz os riscos de ataques cardíacos”, salienta a profissional.

É preciso, ainda, estar atento às reações adversas e observar qualquer mudança associada ao uso do medicamento. “Vale sempre ressaltar que o uso deve ser orientado por um profissional de confiança, para que o tratamento seja eficaz e não acarrete nenhum dano à saúde”, finaliza Juliana.

Saúde Business

segunda-feira, 27 de março de 2017

Chineses apresentam teste de sangue que tem resultado em 30 segundos

Exame desenvolvido por pesquisadores da China indica a tipagem sanguínea em tempo recorde. Segundo os criadores, o método poderá ser usado no atendimento de emergência e no socorro a vítimas em áreas de difícil acesso, como as de guerra

Em acidentes graves, como batidas de carro, a velocidade do socorro pode fazer a diferença. Um dos obstáculos enfrentados por profissionais de saúde, nesse tipo de auxílio, é descobrir, o quanto antes, o tipo sanguíneo das vítimas. Para agilizar essa etapa, pesquisadores da China desenvolveram um teste que fornece a resposta em apenas 30 segundos. A tecnologia, apresentada na última edição da revista americana Science Translational Medicine, também se destaca pelo uso de materiais baratos e pela praticidade, o que a transforma em uma opção ideal para lugares de difícil acesso, como zonas de guerra e áreas de terremotos e outros desastres do tipo.

Guiados pela facilidade, os autores, além de simplificar os exames disponíveis, deram foco a grupos sanguíneos que podem gerar mais complicações caso não sejam identificados corretamente. “Entre os 35 sistemas oficialmente reconhecidos, o ABO e o Rhesus (Rh) recebem maior atenção devido à alta mortalidade causada pela transfusão de sangue incompatível”, justificam os autores, no artigo publicado.

Outra motivação da equipe, liderada por Hong Zhang, pesquisador da Third Military Medical University, na China, foi desenvolver um sistema mais viável financeiramente. “Abordagens convencionais para o agrupamento de sangue, que envolvem microplacas e ensaios com gel, são complicadas e demoram para dar respostas. Portanto, desenvolver uma estratégia econômica garantiria maior acessibilidade e utilização”, complementam. 

O método consiste em uma análise tripla da amostra sanguínea, feita em tiras de papel criadas pelos cientistas. Esse material é envolvido em anticorpos, moléculas já usadas na área médica para esse tipo de teste, e recebe o sangue que será analisado. Uma membrana de separação nas tiras permite a identificação. No primeiro papel, pingam-se gotas de sangue dentro de um círculo e adiciona-se um corante. A reação desse agente faz com que o sangue se mova para alguma das duas extremidades, que demarcam o lado A e o lado B, ou para ambos, indicando o tipo AB. Caso não se mova, o sangue é classificado como O.

Na segunda folha de papel, é feito um teste de confirmação, repetindo o procedimento. Na terceira, o sangue é pingado em um papel com extremidade determinada pela letra D. Caso se mova para o lado após reagir com o corante, ele é determinado como positivo. Se não, como negativo. O teste mostrou alta eficácia durante os testes em laboratório. Após a análise de 3.550 amostras, a taxa de exatidão foi de 99,9%. As únicas inconsistências ocorreram em ensaios com tipos sanguíneos altamente raros.

De acordo com os cientistas, todas as etapas podem ser feitas ao mesmo tempo, fazendo com que o resultado saia em 30 segundos, um tempo recorde para a determinação do tipo sanguíneo. “Os ensaios baseados em papel são rápidos, convenientes, baratos e prometem ajudar pontos de atendimento médico com uma leitura visível a olho nu”, ressaltaram. Para eles, o método também pode ser crucial em situações de tempo e recursos limitados, como áreas remotas e atendimentos emergenciais. “Caracterizado por um desempenho intenso e refinado, nosso método pode ser desenvolvido em plataformas compactas, eficientes e econômicas”, ressaltam.

Meia hora
Eduardo Flávio Ribeiro, hematologista do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e membro da Sociedade Americana de Sociologia Hematológica, acredita que, se for comercializado, o novo método de tipagem sanguínea pode sanar um problema recorrente na área de resgate. “Quando temos um acidente com múltiplos feridos, precisamos decidir que tipo de sangue usar, e isso pode demorar de 30 a 40 minutos, um tempo valioso. Quando você não sabe, utiliza o O negativo, que é o doador universal, mas os estoques dele são baixos justamente por ser muito usado em transfusões”, explica.

Ribeiro ressalta que, pelas características brasileiras, as vantagens do método ganham ainda mais proporções. “Nosso país é cortado por muitas rodovias, pode demorar muito para alguém envolvido em um acidente receber socorro. Um teste que mostre com segurança o tipo sanguíneo e que possa ser levado a locais distantes dentro das ambulâncias ajudaria bastante nas decisões sobre transfusão.”

Os pesquisadores darão continuidade ao trabalho. Pretendem aperfeiçoar o método para que ele fique ainda mais exato. “Em primeiro lugar, temos de melhorar a capacidade de identificação, o que podemos fazer usando anticorpos melhorados por meio da engenharia. Queremos também analisar fatores derivados que podem potencialmente interferir na leitura visual do ensaio, como alguns medicamentos”, adiantam, também no artigo divulgado.

Mapeamento de mutações
Pesquisadores suecos descobriram mil mutações genéticas em grupos sanguíneos. Os achados foram feitos graças a um software que analisou o sangue de 2.504 pessoas. “Nunca antes houve um mapeamento mundial de genes do grupo sanguíneo em indivíduos saudáveis. A maioria das variantes conhecidas anteriormente foi encontrada durante transfusões falhas”, explicou, em comunicado, Mattias Möller, doutoranda da Universidade de Lund, na Suécia, e autora do estudo, publicado na edição de fevereiro da revista Blood Advances.

A análise da amostra indicou 89% de variantes genéticas já conhecidas. Entre as 11% restantes, havia um total de mil mutações completamente novas. A autora explica que a identificação dos genes é importante para transfusões de sangue, a fim de evitar problemas durante a gravidez e transplantes que envolvem riscos de reações transfusionais, complicações que levam ao rompimento de células sanguíneas. As descobertas entraram em um banco de dados on-line, acessível a investigadores da área.

Nas hemácias
São os dois grupos sanguíneos mais comuns. O ABO é dividido de acordo com a presença de substâncias chamadas aglutinogênios, encontradas na superfície das hemácias. O Rh depende da presença de antígenos também nas hemácias. Caso uma pessoa receba sangue incompatível com o dela, o corpo pode, por exemplo, passar a interpretar as células de defesa como agentes invasores.

Por Vilhena Soares

Saúde Plen

Produto Clandestino: Empresa e produto sem autorização são proibidos

Site Mega Brasil Mix, empresa sem Autorização de Funcionamento, divulga produto clandestino

O produto Composto Sexual-25g-PER foi proibido pela Anvisa nesta sexta-feira (24/03). A empresa Sônia Maria Lopes Mendes não possui Autorização de Funcionamento da Agência e comercializava de maneira clandestina o produto não registrado. O produto clandestino era divulgado na internet.

A Anvisa, assim, determina a proibição da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso do produto Composto Sexual-25g-PER pelo site da empresa ou por qualquer outro meio, em todo território nacional.

Confira a resolução RE 780/17 publicada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Juntos podemos acabar com a Tuberculose

WhatsApp Image 2017-03-24 at 18.23.00“Todos juntos contra a tuberculose” é o slogan da campanha de 2017 do Ministério da Saúde para a redução do número de casos da doença, e conscientizar a população da importância do tratamento, e do apoio aos pacientes

Em 2015, foram estimados 10,4 milhões de casos no mundo. Um dos fatores que podem levar ao alto índice da doença é o desconhecimento da população sobre o assunto, ou a crença de que a tuberculose ficou no passado, explica a Coordenadora-Geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Denise Arakaki. “A tuberculose é uma doença do presente e está nos grandes centros urbanos, principalmente nas cidades e comunidades onde o crescimento foi desordenado. Ambientes aglomerados, mal ventilados, com pouca radiação solar, são bastante propícios. Isso também está associado ao baixo reconhecimento da tosse como um alerta para a doença.

Com a virada do século 20 para o século 21, os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) incentivaram os países a reduzir o número de casos na população, e o Brasil chegou a alcançar a meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) antes do prazo estabelecido, diminuindo em mais da metade a incidência e mortalidade em relação à 1990.. Acontece que, mesmo com a redução, o Brasil se comprometeu com uma meta ainda mais ambiciosa: acabar com a doença como um problema de saúde pública.

A Coordenadora-Geral do PNCT defende que o envolvimento de todos é essencial para que o objetivo seja alcançado. “A gente precisa de todos os atores, tanto da saúde quanto da comunidade para acabar com a Tuberculose no país. Que os profissionais de saúde acolham quem tem a suspeita da doença, os pacientes, que ajudem a levar o tratamento até o fim, e que os familiares entendam que é uma doença que tem cura, o tratamento é longo e que a pessoa com a doença precisa de todo apoio possível”.

Os sintomas podem variar, mas o principal alerta é tosse por mais de duas a três semanas. Denise explica que pessoas com HIV e prejuízo do sistema imunológico podem apresentar febre no final do dia, emagrecimento, cansaço e suor noturno, por exemplo. No entanto, se a tuberculose afetar outro órgão que não o pulmão, como por exemplo, tuberculose renal, o sintoma poderá ser urina com sangue. “Quanto mais o sistema imune está preservado, mais relacionado à tosse. Quanto menos preservado, os sintomas são inespecíficos e dependem do órgão acometido”.

A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG. Em adultos a vacina é eficaz.. Outra maneira de prevenir é identificar a “Infecção Latente de Tuberculose”,. A pessoa que foi recém-infectada recebe um tratamento para prevenir o adoecimento. “Uma pessoa que foi diagnostica com tuberculose, que estava convivendo com outras pessoas em casa, por exemplo, deve levar seus familiares para o serviço de saúde com o objetivo de avaliar se foram infectados pelo bacilo da tuberculose. Se os familiares estiverem infectados pelo bacilo iniciamos o medicamento preventivo”, explica Denise Arakaki.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece ao paciente desde o diagnóstico até a medicação para todo o tratamento. Se o indivíduo está com tosse há mais de três semanas e desconfia que possa ser tuberculose, deve procurar uma Unidade de Saúde e realizar os exames que vão esclarecer se a pessoa tem ou não a doença. Entretanto, para Denise, a conscientização de todos profissionais de saúde, comunidade, pacientes e familiares ainda é a melhor opção para evitar o aumento da doença: Todos juntos podemos vencer este desafio!

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Suplementos com Alegações Falsas: Produtos sem registro são interditados

As empresas NewLife e Life Plus World, que não possuem registro na Agência, devem retirar do mercado produtos e medicamentos irregulares

A Anvisa proibiu a comercialização dos produtos Phospho (2-AEP) da empresa NewLife e Resveratrol + EA da empresa Life Plus World, ambos sem registros ou cadastros sanitários.

As duas empresas não têm cadastro CNPJ ou Autorização de Funcionamento (AFE). Além disso, as propagandas encontradas nos sites eletrônicos atribuíam propriedades terapêuticas aos produtos, o que os caracteriza como passíveis de registro como medicamentos.

As resoluções RE 779/17 e RE 781/17 determinam a proibição da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso de ambos os produtos em todo o território nacional.

A Anvisa determinou, ainda, pela apreensão das unidades dos produtos no mercado brasileiro.

ANVISA

sexta-feira, 24 de março de 2017

Brasileiros vivem crise sexual sem precedentes

56% dos casais brasileiros estão insatisfeitos com a vida sexual e 7 em cada 10 afirmam que o sexo não é o mesmo depois do casamento. Programar o sexo pode ser uma solução para a falta de desejo


Nunca houve tanta liberdade para se falar sobre sexo, assim como para praticá-lo. Entretanto, observa-se por pesquisas na área de sexualidade e pelo dia a dia dos consultórios médicos e de psicologia, uma falência sexual como nunca se teve notícia na história.

Não é apenas a crise política e econômica que abala os brasileiros. No sexo as coisas vão de mal a pior. Segundo as psicólogas e especialistas em terapia de casal, Denise Miranda de Figueiredo e Marina Simas de Lima, fundadoras do Instituto do Casal, a crise sexual não tem gênero, pois atinge casais hetero e homossexuais.

“Nós realizamos uma pesquisa no final do ano passado sobre satisfação conjugal e descobrimos que mais da metade dos casais está insatisfeita com a vida sexual. Esse dado corroborou nossa percepção de que há uma crise sexual em andamento. A lição de casa é entender o que está afetando a libido para oferecer estratégias de resolução”, afirma Denise.

“As razões para a perda do desejo no sexo são diversas e complexas. Entretanto, dois fatores têm sido mais frequentes: a hiperconectividade e a crise econômica que o Brasil passa. A hiperconectividade, ou seja, estar conectado em excesso com o mundo exterior, principalmente por meio das tecnologias, como celulares e computadores, afeta diretamente o modo como nos relacionamos, tanto no casamento, como fora dele. É um paradoxo: ficamos desconectados de quem está perto, para nos conectarmos com quem está longe”, explica Denise.

Soma-se a essa hiperconectividade o cansaço, o estresse, as preocupações com o trabalho e com as finanças. A crise econômica que afeta o país também é responsável pela crise sexual. Afinal, quem consegue pensar em sexo quando não tem emprego ou não consegue pagar as contas no final do mês?

“Quando a vida funcional está instável, naturalmente ela atrapalha a vida sexual. A falta de dinheiro para pagar contas e o corte de atividades importantes para o casal, como viagens, por exemplo, pode alterar o funcionamento da vida a dois. Claro que se há cumplicidade e intimidade, há chance de superação dos momentos difíceis”, explica Marina.

Programar o sexo pode ser uma solução?
As pessoas têm a ideia de que o sexo tem que acontecer, tem que ser natural, quando na verdade ele pode e deve ser programado. Esquisito? Nem um pouco. Quando você namora, por exemplo, você se organiza para sair e planeja o sexo, seja na hora de escolher a lingerie, comprar preservativos, se arrumar, tomar banho, etc. Por que não fazer isso no casamento também?, indagam as especialistas.

Para as terapeutas, o sexo espontâneo, aquele dos filmes, é um mito! “Sexo no casamento requer investimento e precisa, acima de tudo, de conexão. E se estamos conectados com o mundo exterior, ou seja, com as contas, o trabalho e o celular, como vamos nos conectar com o (a) parceiro (a)?”.

A solução para a falta de desejo, segundo as psicólogas, é muito simples: programar o sexo. Pode até soar estranho, mas é um conselho que pode ajudar muito a despertar a libido. É uma maneira de se preparar emocionalmente para o sexo, um momento de conexão entre o casal.

“Claro que é preciso descartar causas orgânicas e outros diagnósticos. “Se a pessoa não tem nenhum problema físico, nenhum transtorno psiquiátrico, como depressão e ansiedade, por exemplo, programar o sexo pode ser um bom remédio para a falta de desejo”, concluem as psicólogas.

Foto: Freeimage

Estado de Minas

Curso sobre Atenção à Mulher em Situação de Violência

violenciacontramulherEstão abertas até o dia 6 de abril próximo as inscrições para o curso de extensão “Atenção à Mulher em Situação de Violência” - modalidade Ensino à Distância (EAD)

O treinamento é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do projeto Para Elas, desenvolvido em parceria com a Coordenação Geral de Saúde das Mulheres (Dapes/SAS), do Ministério da Saúde (MS). O objetivo é capacitar profissionais para a abordagem da mulher em situação de violência.

A formação tem a carga horária de 15, 30 ou 45 horas a depender de quantos módulos o participante cumprir. A próxima turma será na modalidade à distância com tutoria e os alunos receberão certificados pela participação.

As aulas terão início em 24 de abril. Os candidatos poderão fazer suas inscrições pelo link: https://goo.gl/forms/aZuMVve1264RxP4i2

Depois de feita a inscrição, cada candidato receberá uma senha, com a qual terá acesso à Plataforma e às atividades previstas para o período que precede o curso (período preparatório). Podem se inscrever profissionais de qualquer área de conhecimento, com preferência para os que atuam nas redes de enfrentamento da violência contra mulher, inseridos em diferentes setores. O único pré-requisito é que o candidato tenha terminado curso de nível superior.

Outras informações sobre o curso ou esclarecimentos de dúvidas podem ser obtidas pelo telefone para contato é (031) 3409-9945.

Por dentro do conteúdo

O curso é composto por três unidades:
  1. Bases Teórico-Metodológicas da Abordagem da Violência: Abordará de maneira introdutória, importantes teorias – clássicas e atuais – para explicar a disseminação da violência nas sociedades atuais e suas respectivas formulações de enfrentamento. Em seguida, apresenta os principais movimentos sociais que marcaram a história da humanidade e o papel da mulher nesses movimentos;
  2. Políticas Públicas, Leis e Programas voltados para a mulher em situação de violência: apresentará as políticas, as leis, as portarias, as estratégias, os decretos e os programas, alicerces do arcabouço político-institucional voltado para o enfrentamento da violência contra a mulher;
  3. O cuidado à mulher em situação de violência sexual: abordará, por meio da apresentação e discussão de casos, o cuidado prestado, integral, multidisciplinar, imediato e longitudinal, segundo o protocolo do MS, em vigor.
Fonte: Coordenação Geral de Saúde das Mulheres (Dapes/SAS), do Ministério da Saúde (MS)

Abertas inscrições para seleção de gerentes da Anvisa

Seleção para gerentes de tecnovigilância, biovigilância e pós-registro de medicamentos recebe inscrições de profissionais com ou sem vínculo com a Administração


Anvisa abre as inscrições de processos seletivos para gerentes das áreas:

Gerência de Avaliação de Tecnologia de Pós-Registro de Medicamentos Sintéticos – Gepre, ligada à Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED).

Gerente de Hemo e Biovigilância e outros Produtos sujeitos à Vigilância Sanitária - GHBIO, ligada à Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos sujeitos à Vigilância Sanitária - GGMON.

Gerente de Tecnovigilância - Getec, ligada à Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos sujeitos à Vigilância Sanitária - GGMON.

Os editais com detalhes sobre as inscrições, requisitos mínimos e desejáveis etapas da seleção bem como atribuições dos cargos estão disponíveis para consulta:

Edital GGMED e

Edital GGMON

Podem participar dos processos seletivos, profissionais com ou sem vínculos com a Administração Pública e os cargos são de livre nomeação e exoneração.

Inscrições
Só serão aceitas as inscrições via internet, com o preenchimento dos formulários eletrônicos:

Para o Cargo Gerente da Gerência de Avaliação de Tecnologia de Pós-Registro de Medicamentos Sintéticos – Gepre, http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=30558

Para o Cargo Gerente de Tecnovigilância - Getec, http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=30712

Para o Cargo Gerente de Hemo e Bio Vigilância e outros Produtos sujeitos a Vigilância Sanitária - GHBIO, http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=30713

ANVISA

quinta-feira, 23 de março de 2017

Tomar refrigerante faz mal à saúde

O refrigerante, com ou sem açúcar, é um produto repleto de aditivos alimentares e ausente de vitaminas, minerais, fibras e outras substâncias benéficas, que estão naturalmente presentes em alimentos in natura ou minimamente processados

refrigerantebanner

Mesmo sendo sem açúcar, independentemente de suas diferentes dominações (zero, diet e etc) é uma bebida isenta de calorias e açúcar, mas que não possui nutrientes e não agrega benefícios à saúde e, por isso, seu consumo também deve ser evitado.

Os refrigerantes sem açúcar ainda são ricos em aditivos alimentares que podem trazer danos à saúde. Quando consumidos em excesso, podem provocar contribuir para problemas de saúde como transtornos do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), neoplasias e hipersensibilidades alimentares manifestadas por urticária, dermatite atópica, púrpura, rinite, broncoespasmo, asma, cefaleia, dor abdominal, angioedema, vasculite e choque anafilático. Também vale lembrar que o refrigerante sem açúcar tem maior teor de sódio e o seu consumo pode prejudicar o controle da pressão arterial.

Ministerio-da-Saude---Refrigerante-202Em função da presença de adoçantes artificiais (ciclamato de sódio, acessulfame-K e aspartame) e outros aditivos, qualquer refrigerante não pode e nem deve ser indicado para hidratação e não substituem em nenhuma hipótese água ou sucos de frutas naturais. Sim, mesmo sem açúcar.

Impacto no corpo
Refrigerantes, refrescos e muitas outras bebidas prontas com açúcar levam ao consumo de dietas de alto valor calórico e favorecem o ganho de peso. Logo, o alto consumo desses alimentos estão diretamente relacionado ao crescimento da obesidade.

Recentemente, O ministro da Saúde Ricardo Barros apresentou, durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, em Brasília, metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. O encontro faz parte da implementação da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016/2025), que incentiva o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis. O Governo Brasileiro é um dos principais apoiadores da agenda da ONU.

O alto consumo de açúcar também contribui para o aparecimento das Doenças Crônicas Não transmissíveis como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.

Consumo recomendado
A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o consumo diário de açúcar não ultrapasse 10% das calorias ingeridas diariamente, em uma dieta saudável. Maiores benefícios à saúde podem ser alcançados se o consumo diário de açúcar for reduzido para 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25g de açúcar por dia).

Em média, quando você toma um refrigerante de 330 ml está ingerindo 35g de açucar. Confira:

Ministerio-da-Saude---Refrigerante-303

O açúcar total consumido diariamente é composto tanto pelo açúcar de mesa como pelo utilizado na preparação de refeições e os açúcares adicionados aos alimentos, refrigerantes e bebidas prontas para consumo, além do mel, xaropes e sucos de frutas com adição de açúcar.

Porém, vale um alerta. Boa parte dos açucares consumidos pela população brasileira está “escondido” em alimentos ultraprocessados, como refeições prontas, temperos, sucos industrializados e refrigerantes. Estes dados foram apresentados na última Pesquisa Nacional de Orçamentos Familiares (POF) realizada no ano de 2008/09 pelo IBGE.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Anvisa proíbe importação de produtos de empresa indiana Hospira

Descumprimento de Boas Práticas de Fabricação e outras irregularidades motivaram proibição da importação dos medicamentos

A Anvisa determinou a proibição da importação de todos os medicamentos fabricados pela empresa Hospira Healthcare Índia Pv. Ltd. A empresa indiana teve o Certificado de Boas Práticas de Fabricação cancelado por descumprimento de práticas sanitárias motivando, assim, a medida de interesse sanitário.

A empresa Hospira Healthcare Índia Pv. Ltd é suspeita de violação das Boas Práticas de Fabricação, além de diferentes não conformidades, tais como:
  • Realização de ensaios no Controle de Qualidade de matérias-primas e produto acabado em desacordo com o procedimento operacional padrão do método;
  • Manipulação de testes para atingir um resultado satisfatório;
  • Não investigação de desvios de forma adequada;
  • Não utilização de controle de mudança na alteração de procedimentos.
A Agência solicitou o agendamento de inspeção na empresa, sem, no entanto, receber resposta.

ANVISA

Lote de Diazepam da Santisa Laboratório é suspenso

Um dos lotes do produto, na apresentação solução injetável, apresentou falhas quanto à rotulagem

O lote 20101816 do medicamento Diazepam 10mg-2mL, solução injetável, foi suspenso pela Anvisa nesta quarta-feira (22/3).

A empresa fabricante, Santisa Laboratório Farmacêutico S/A, enviou um comunicado de recolhimento voluntário após recebimento de laudo de análise insatisfatório no quesito rotulagem. A Agência determinou, assim, a suspensão da distribuição, comercialização e uso do medicamento Diazepam 10mg-2mL, solução injetável, lote 20101816. Determinou-se ainda que a empresa fabricante promova o recolhimento do estoque do mercado.

Confira a resolução RE 758/17 publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (22/3).

Propaganda ilegal de medicamentos manipulados
O material publicitário de medicamentos manipulados divulgados em um website da empresa PH Magistral Farmácia e Manipulação foi proibida pela Anvisa. Toda e qualquer publicidade do endereço eletrônico da empresa, portanto, foram proibidas.

A medida sanitária de proibição consta na Resolução RE 760/17, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira 22/3.

ANVISA

terça-feira, 21 de março de 2017

Cursos gratuitos para profissionais de laboratórios

Executado pela Sociedade Brasileira de Metrologia e coordenado pela Fundação CERTI, programa Academia oferece cursos online para profissionais de laboratórios


A Gerência de Laboratórios de Saúde Pública (Gelas) da Anvisa, em parceria com o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), lançaram o programa Academia, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Academia é um programa de cursos EaD gratuitos para 2017. Há 1000 vagas disponíveis. Profissionais de laboratórios e representantes de empresas interessadas poderão participar de cursos como:
  • Fundamentos da Metrologia;
  • Incerteza de Medição;
  • Indicadores para Laboratórios e Ferramentas de Gestão, entre outros.

O primeiro curso, Fundamentos da Metrologia, começa já no dia 27 deste mês. A inscrição pode ser feita no site do Prodsaúde.

Dúvidas podem ser encaminhadas para prodsaude.cmi@certi.org.br.

Clique aqui e confira a lista completa dos cursos da Academia.

ANVISA

Proibido pela Anvisa Alimento de criança Papa no Prato

Os produtos da marca Papa no Prato eram comercializados sem registro da Anvisa

Os produtos da marca Papa no Prato, comercializados online por um fabricante desconhecido, não possuíam registro na Agência, o que motivou a proibição de todos os lotes do produtos divulgados.

Assim, os produtos Etapapá 1, 2 3 e Frutas, bem como todos os outros produtos da marca Papa no Prato foram proibidos de serem fabricados, distribuídos, comercializados e divulgados em todo o Brasil.

A Anvisa salienta, ainda, que os alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância são alimentos infantis de registro sanitário obrigatório.

Rotulagens irregulares
A empresa Prodiet Nutrição Clínica Ltda comunicou à Anvisa problemas de identificação de informações nutricionais em 8 lotes do produto Alimento Nutricionalmente Completo para Nutrição Enteral ou Oral.

Os lotes 16108526, 16108527, 16108528, 16108529, 16108530, 16807014, 16807015 e 16807016 do produto da Marca Trophic Bio – Prodiet, pote PEAD de 800g, da empresa Prodiet Nutrição Clínica Ltda apresentaram informações nutricionais de vitaminas divergentes daquelas informadas nos rótulos.

A Anvisa decidiu, assim, pela proibição da distribuição e comercialização dos 8 lotes em questão e que a empresa fabricante promova o recolhimento do estoque existente no mercado. Essas resoluções sanitárias foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20/03).

ANVISA

segunda-feira, 20 de março de 2017

Saiba como usar e armazenar corretamente os medicamentos

Após um episódio onde confundiu a hora de tomar uma medicação importante, Rosália Czezacki, de 77 anos, decidiu que já estava em tempo de organizar melhor onde guardava seus comprimidos. “ Depois daquilo eu me organizei

O que eu tomo cedo fica na cozinha e o que eu tomo para dormir fica lá no quarto do lado da cama. Um dia ele tava soltinho e eu achava que sabia qual era o de agora e o de depois. Tomei um remédio de manhã que eu tinha que tomar a noite. Mas eu fiquei cansada de sono”, conta a aposentada.

Essa confusão na hora de tomar o medicamento pode acontecer com qualquer pessoa. Você deve ficar atento aos cuidados com a rotina, como saber em qual local da casa os medicamentos certos ficam armazenados e em qual horário devem ser administrados. Os efeitos da troca da medicação certa podem ir além da sonolência da Rosália, chegando até a provocar complicações mais sérias.

Todo o cuidado é necessário para não correr o risco. Por isso, seguem algumas orientações do Ministério da Saúde:

1. Mantenha os medicamentos em lugares secos e frescos, seguros e específicos para este fim, fora do alcance de crianças e animais. Evite guardar os medicamentos com produtos de limpeza, perfumaria e alimentos.

2. Guarde na geladeira apenas os medicamentos líquidos, conforme orientação de um profissional de saúde. Não guarde medicamentos na porta da geladeira ou próximo do congelador. A insulina, por exemplo, perde o efeito se for congelada.

3. Se você utilizar porta-comprimidos para guardar os medicamentos, deixe somente a quantidade suficiente para 24 horas. Os recipientes devem ser cuidadosamente mantidos limpos e secos.

4. O armazenamento de medicamentos deve ser individualizado para evitar erros e trocas com medicamentos de outras pessoas.

5. Lave as mãos antes de manusear qualquer medicamento.

6. Manuseie os medicamentos em lugares claros. Leia sempre os nomes para evitar trocas.

7. É importante o uso regular dos medicamentos, observando os horários prescritos.

8. Tome os comprimidos e as cápsulas sempre com água ou conforme a orientação de um profissional de saúde.

9. Consulte seu médico ou farmacêutico caso seja necessário partir ou triturar os comprimidos.

10. Abra somente um frasco ou embalagem de cada medicamento por vez.

11. Mantenha os medicamentos nas embalagens originais para facilitar sua identificação e o controle da validade.

12. Observe frequentemente a data da validade e não tome medicamentos vencidos.

13. Consulte seu médico ou farmacêutico caso observe qualquer mudança no medicamento: cor, mancha ou cheiro estranho.

14. Utilize preferencialmente o medidor que acompanha o medicamento. Evite o uso de colheres caseiras. Lave-o após o uso.

15. Não passe o bico do tubo do medicamento em feridas ou na pele quando for utilizar pomadas. Você pode contaminar o medicamento.

16. Não encoste no olho ou na pele o bico dos frascos dos colírios e das pomadas para os olhos.

17. Sempre leve todas as receitas, os exames e os medicamentos em uso para todos os atendimentos médicos. Informe ao médico se você toma chás ou faz uso de plantas medicinais.

18. Mantenha a receita médica junto aos medicamentos.

19. Nunca espere o medicamento acabar para providenciar nova receita, para comprá-lo ou buscá-lo na unidade de saúde.

20. Guarde os medicamentos suspensos ou antigos em local separado dos medicamentos em uso.

Gabi Kopko, com informações da caderneta de saúde do idoso, para o Blog da Saúde

Mercúrio será proibido em produtos para saúde

Termômetros e medidores de pressão corporal com coluna de mercúrio serão proibidos a partir de 1º de janeiro de 2019. Medida é resultado da convenção de Minamata

O uso de mercúrio será proibido em alguns produtos de uso comum em serviços de saúde. A diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, na Reunião Ordinária na terça-feira (7/3), medidas para retirar do mercado materiais de saúde que utilizam mercúrio na composição. Essas medidas incluem a proibição do uso de mercúrio nos termômetros e medidores de pressão corporal com coluna de mercúrio, além do uso de mercúrio e liga de amálgama não encapsulado em odontologia.

A partir de 1º de janeiro de 2019, estará proibida a fabricação, importação e comercialização dos termômetros e medidores de pressão que utilizam coluna de mercúrio para diagnóstico em saúde. A medida também inclui a proibição de uso destes equipamentos em serviços de saúde, que deverão realizar o descarte dos resíduos sólidos contendo mercúrio, conforme as normas definidas pela Anvisa (RDC nº 306/2004) e Órgãos Ambientais (Federal e Estadual).

A proibição dos termômetros e dos esfigmomanômetros, como são chamados tecnicamente os medidores de pressão, com coluna de mercúrio, é resultado da Convenção de Minamata. A convenção foi assinada pelo Brasil e mais 140 países em 2013 e tem como objetivo eliminar o uso de mercúrio em diferentes produtos como pilhas, lâmpadas e equipamentos para saúde, entre outros

Riscos à saúde humana e ao meio ambiente
O impacto da contaminação do meio ambiente por mercúrio está ligado diretamente aos riscos provocados pela exposição ao mercúrio para a saúde humana. O documento oficial do Ministério do Meio Ambiente, Diagnóstico Preliminar sobre o Mercúrio no Brasil, informa que a exposição a 1,2 mg de mercúrio por algumas horas pode causar bronquite química e fibrose pulmonar em seguida. (Sigeyuki et al., 2000).

Ainda segundo o documento oficial, o mercúrio pode causar problemas ao sistema nervoso central e à tireoide, caso a exposição ao material ocorra por períodos longos.

Dentre as formas do elemento, existe o metil-Hg, que é a mais tóxica aos organismos superiores, em especial aos mamíferos. O metil-Hg se acumula no sistema nervoso central, causando disfunção neural, paralisia e pode levar à morte.

Substitutos do mercúrio
Os termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio já vêm sendo substituídos no Brasil por outras tecnologias. De acordo com um levantamento de junho de 2016, apenas dois termômetros com coluna de mercúrio tinham registro na Anvisa, enquanto foram identificados 63 registros de termômetros digitais.

O mesmo levantamento mostrou que existia apenas um registro de medidor de pressão com coluna de mercúrio contra 42 registros de esfigmomanômetros que não usam essa substância.

Você tem termômetro com mercúrio em casa?
Os termômetros digitais vêm substituindo os termômetros com mercúrio há alguns anos. Apenas dois produtos desse tipo ainda têm registro no Brasil. No entanto, como é um produto sem prazo de validade, é possível que algumas pessoas ainda tenham este tipo de artigo em casa.

A quantidade de mercúrio presente em termômetros de uso caseiro não chega a ser comprometedora, mas em caso de acidentes é importante tomar as seguintes precauções:
  • Não permita que crianças brinquem com as bolinhas de mercúrio.
  • Utilize luva e máscara e recolha com cuidado os restos de vidro em toalha de papel e coloque em recipiente resistente à ruptura, para evitar ferimento e feche hermeticamente.
  • Localize as “bolinhas” de mercúrio e junte-as com cuidado utilizando um papel cartão ou similar. Recolha as gotas de mercúrio com uma seringa sem agulha. As gotas menores podem ser recolhidas com uma fita adesiva.
  • Transfira o mercúrio recolhido para o recipiente de plástico duro e resistente, feche hermeticamente e cole um rótulo indicando o que há no recipiente.
  • Recipientes que acondicionem mercúrio líquido ou seus resíduos contaminados devem estar armazenados com certa quantidade de água (selo hídrico) que cubra esses resíduos, para minimizar a formação de vapores de mercúrio.
  • Identifique o recipiente, escrevendo na parte externa “Resíduos tóxicos contendo mercúrio”.
  • Não use aspirador, pois isso vai acelerar a evaporação do mercúrio, assim como contaminar outros resíduos contidos no aspirador.
  • Coloque o recipiente em uma sacola fechada.
  • Entre em contato com o serviço de limpeza urbana do seu município ou órgão ambiental (Estadual ou Municipal) para saber como proceder a entrega do material recolhido.
Odontologia sem mercúrio e liga de amálgama
Também foi aprovada uma Consulta Pública com a proposta de proibir o mercúrio e liga de amálgama não encapsulado indicados para uso em odontologia.

A proposta tem três pontos principais:
  1. Proibição em todo o território nacional a fabricação, a importação e a comercialização, assim como o uso em serviços de saúde, de mercúrio e liga de amálgama na forma não encapsulada indicados para uso em odontologia.
  2. Produtos proibidos pela Resolução, que forem retirados de uso, deverão seguir a regulamentação vigente para descarte de resíduos sólidos.
  3. Os cadastros na Anvisa de produtos proibidos, vigentes na data de entrada em vigor desta Resolução, serão automaticamente cancelados.
Em breve, a proposta de texto será publicada no Diário Oficial da União e estará disponível para contribuições no Portal da Anvisa.

ANVISA