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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Distúrbios alimentares em filhas podem ser culpa de mães autoritárias

disturbios-alimentares-podem-ser-culpa-das-maesUma pesquisa feita recentemente mostra que as mães autoritárias e dominadoras podem acabar prejudicando a saúde das filhas com o passar do tempo. Dentre os problemas que podem ser causados em decorrência desta quantidade excessiva de controle estão distúrbios alimentares.
 
A pesquisa foi realizada pela Universidade de Geórgia, localizada nos Estados Unidos.
 
O estudo conseguiu chegar à algumas conclusões relacionadas ao  relacionamento entre mãe e filha, sendo que a forma como estes laços são mantidos acabam se mostrando essenciais para o desenvolvimento da criança e do adolescente.
 
Foram pesquisadas diversas famílias, e para os pesquisadores os resultados são bastante claros: nas casas onde a mãe tendia a ter um comportamento mais dominador, as filhas tendiam a ter problemas maiores de relacionamento não apenas com o resto da família, mas com pessoas de fora também.
 
Estes problemas acabam afetando diretamente a saúde das crianças e dos adolescentes.
 
A metodologia da pesquisa utilizou a perspectiva tanto da mãe e da filha em relação ao relacionamento das duas e também as opiniões das filhas em relação as suas próprias atitudes.
 
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Ambulatórios Médicos vão funcionar aos sábados em São Paulo

Ambulatório recebe pacientes encaminhados pelas UBS
Com a inclusão de um novo dia, as unidades atenderão cerca de 9,5 mil pessoas a mais por mês
 
Os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), unidades de saúde que reúnem consultas, exames e cirurgias, passarão a funcionar também aos sábados a partir do próximo dia (5).
 
Os postos de Heliópolis, na capital, Carapicuíba, na Grande São Paulo, Caraguatatuba, na Praia Grande, e Santos, no litoral, além de Bauru, Franca, Jundiaí, Presidente Prudente e São José do Rio Preto, no interior do Estado, oferecerão um dia a mais de atendimento.

O período de funcionamento dos AMEs aos sábados será de oito horas e o horário de abertura vai variar de acordo com cada unidade, às 7h ou às 8h. A grade de serviços também dependerá de cada ambulatório e poderá incluir tanto consultas médicas como exames diagnósticos e pequenas cirurgias.

Ao todo, as dez unidades que passarão a prestar atendimento aos sábados têm média mensal de 81,4 mil consultas médicas, 4,6 mil cirurgias e 16,8 mil exames. Com a inclusão de um novo dia, as unidades atenderão cerca de 9,5 mil pessoas a mais por mês.

Os AMEs recebem pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. O agendamento das consultas é feito pelos próprios postos. O modelo começou a ser implantado em 2007 em São Paulo e, atualmente, o Estado conta com 50 ambulatórios do sistema.
 
Estadão

Abundante café da manhã aumenta a fertilidade, segundo pesquisa israelense

Um abundante café da manhã pode ser a chave para engravidar, pelo menos para as mulheres que sofrem com a síndrome de ovário policístico (SOP), segundo os resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade Hebraica de Jerusalém, divulgados nesta terça-feira.
 
O estudo, realizado durante 12 semanas no Hospital Wolfson, concluiu que o número de mulheres que ovulam depois de ingerir um café da manhã abundante cresceu consideravelmente, assim como seus níveis de fertilidade.
 
O SOP, também conhecido pelo nome de síndrome de Stein-Leventhal e que afeta entre 6% e 10% das mulheres em idade reprodutiva, é um transtorno endócrino que provoca frequentes desequilíbrios hormonais, o que, como consequência, gera menstruação irregular e resistência à insulina.
 
Durante a pesquisa realizada pela edição eletrônica do jornal "Yedioth Ahronoth", foram analisados dois grupos de mulheres com um índice de massa corporal saudável (BMI), às quais se administrou uma dieta de 1.800 calorias por dia. Metade delas ingeriram 980 do total das calorias no café da manhã, enquanto a outra metade fez a mesma ingestão no jantar.
 
Entre as primeiras, foi registrada uma diminuição de 8% nos níveis de glicose e na resistência à insulina, assim como uma queda de 50% nos níveis de testosterona. Nas segundas não foi registrada nenhuma alteração, nem química nem hormonal.
 
Segundo a fonte, o primeiro grupo mostrou um aumento significativo no número de mulheres que ovularam e nos índices de fertilidade.
 
"A pesquisa demonstra que é importante o número de calorias que ingerimos por dia, mas o momento que o fazemos também é", disse o professor Oren Froy, da Universidade Hebraica, que dirigiu o estudo.

Efe

Mundo reduziu desnutrição, mas um em cada oito ainda passa fome, diz ONU

AP Photo/Mahesh Kumar A.
Segundo a ONU, parcela da população que passa fome caiu
de 18,9% para 12%
Relatório aponta que desnutrição ainda atinge 842 milhões de pessoas no mundo
 
Um relatório das Nações Unidas revela que o mundo reduziu os índices de desnutrição — com avanços desiguais em diferentes regiões — mas que, apesar da melhora, 842 milhões de pessoas, ou uma em cada oito no mundo, ainda passam fome.
 
Segundo o documento divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), houve uma redução de 18,9% para 12% na parcela de pessoas desnutridas em todo o globo entre os anos de 1990-1992 e 2011-2013.
 
No documento, entidade deixa claro que ainda é necessário avançar mais para que a comunidade internacional alcance as chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio — entre as quais está diminuir pela metade, até 2015, o número de pessoas que passam fome em relação aos níveis de 1990.
 
No entanto, segundo a própria FAO, o Brasil e mais 37 países já atingiram essa meta para redução da fome em relação a suas populações.
 
A FAO diz que a redução no número de pessoas que passam fome no Brasil chegou a 54% entre 1990 e 2013. Em 1990, 15% dos brasileiros passavam fome, mas hoje, essa porcentagem caiu para 6,9%.
 
Países em desenvolvimento
Das 842 milhões de pessoas que ainda passam fome, 15,7 milhões vivem em países desenvolvidos e o restante, em nações em desenvolvimento.
 
Os países que integram a região do sudeste asiático conseguiram diminuir seu percentual de desnutridos de 31,1% para 10,7% no mesmo período, enquanto na África subsaariana o índice caiu de 32,7% para 24,8%.
 
As nações desta parte do continente africano continuam sendo as que abrigam maior número de desnutridos — a cada quatro pessoas, uma passa fome.
 
Segundo o relatório, o constante crescimento econômico nos países em desenvolvimento melhorou os salários e o acesso aos alimentos. Além disso, um aumento recente no crescimento da produtividade agrícola, apoiado por maiores investimentos públicos e privados também levou a uma maior disponibilidade de alimentos.
 
Outro fator a ser considerado são as remessas de imigrantes, diz o documento.
A FAO indica que apesar das desigualdades, todas as regiões em conjunto fizeram progressos significativos para alcançar as metas de desenvolvimento até 2015.
 
"Com um último esforço nos próximos dois anos, ainda podemos chegar à meta", dizem no prefácio do relatório o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, e seus colegas do Fida (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola) e do PMA (Programa Mundial de Alimentos).
 
— As políticas destinadas a aumentar a produtividade agrícola e a disponibilidade de alimentos, sobretudo quando se dirigem aos pequenos agricultores, podem conseguir mitigar a fome mesmo em situações de pobreza generalizada.
 
"Quando se combinam com proteção social e outras medidas para incrementar os rendimentos das famílias pobres, podem ter um efeito ainda mais positivo e estimular o desenvolvimento rural, através da criação de mercados dinâmicos e oportunidades de emprego, o que resulta em um crescimento econômico igualitário", complementam os chefes dos organismos da ONU.
 
BBC Brasil/R7

Merck confirma reformulação e demissão de mais 8,5 mil funcionários

A farmacêutica Merck confirmou nesta terça-feira, 1º, que vai reformular drasticamente suas unidades comercial e de pesquisa, em um projeto que inclui a demissão de quase 8,5 mil funcionários e visa economizar cerca de US$ 2,5 bilhões por ano a partir de 2015.
 
Com as demissões de 7,5 mil empregados que já tinham sido anunciadas anteriormente, a companhia vai reduzir sua força de trabalho em aproximadamente 20%, para 81 mil funcionários.

Geograficamente, a companhia planeja aumentar seu foco nos dez mercados que já respondem pela maior parte da receita nas divisões farmacêutica e de vacina, o que incluiu o Brasil. Mesmo assim, a Merck afirmou que vai continuar gerando valor para os acionistas, por meio dos programas de pagamento de dividendos e recompra de ações.
 
Por volta das 16h20 (de Brasília) os papéis da empresa subiam 1,95% na Bolsa de Nova York.
 
Estadão

Remédio para pressão alta pode ajudar a tratar câncer, diz pesquisa

Estrutura química do Losartan
Medicamento losartan poderia elevar a expectativa de vida dos pacientes
 
Um medicamento normalmente usado contra pressão alta pode ajudar a combater o câncer ao abrir os vasos sanguíneos em tumores sólidos, segundo um novo estudo.
 
Segundo os responsáveis pela pesquisa, usada em conjunto com drogas convencionais de combate ao câncer, o medicamento losartan poderia elevar a expectativa de vida dos pacientes.
 
Após testar a técnica com sucesso em camundongos, os pesquisadores pretendem agora dar losartan a pacientes com câncer no pâncreas para ver se conseguem o mesmo resultado no combate a tumores de tratamento difícil.
 
Atualmente, só 5% dos pacientes com câncer no pâncreas sobrevivem mais de cinco anos após o diagnóstico. Isso ocorre porque somente um em cada dez pacientes com a doença tem um tumor capaz de ser operado.
 
Voluntários
Os pesquisadores do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, estão atualmente recrutando pacientes voluntários com tumores no pâncreas que não podem ser operados para testar a nova combinação de quimioterapia com losartan.
 
O tratamento não deve ser capaz de curá-los, mas os pesquisadores acreditam que a técnica poderia dar a eles mais meses ou anos a mais de vida.
 
O losartan vem sendo usado há mais de uma década como um medicamento seguro para tratar pressão alta.
 
Ele age relaxando ou dilatando os vasos sanguíneos para que possam suportar um fluxo maior de sangue, baixando a pressão.
 
A equipe de pesquisadores de Massachusetts descobriu que o medicamento era benéfico em camundongos com câncer de mama ou no pâncreas.
 
Ele melhora o fluxo sanguíneo dentro e no entorno dos tumores, permitindo que uma quantidade maior das drogas de quimioterapia atinjam seu alvo.
 
BBC Brasil/R7

Exercício pode ser tão bom quanto remédio para coração, diz estudo

BBC
Uso de diuréticos tiveram melhores resultados do que atividade
física no combate a doenças cardíacas
Em casos de derrames, exercícios tiveram eficácia ainda superior a dos medicamentos
 
Um estudo realizado por cientistas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha afirma que exercícios físicos podem ser tão eficientes no combate a doenças cardíacas quanto remédios.
 
O trabalho foi publicado na revista científica British Medical Journal. Os cientistas analisaram centenas de testes que envolveram 340 mil pacientes na busca de uma comparação entre o efeito de exercícios físicos e medicamentos.
 
As atividades físicas obtiveram resultados semelhantes aos dos medicamentos para doenças cardíacas. A exceção foram os remédios chamados diuréticos. Estes tiveram melhores resultados do que a atividade física no combate a doenças cardíacas.
 
No caso de derrames, os exercícios tiveram eficácia ainda superior a dos remédios, segundo os pesquisadores.
 
Especialistas alertam que isso não significa que as pessoas devem abandonar o uso de remédios, em prol de exercícios. Eles recomendam que ambos sejam usados ao mesmo tempo no tratamento de doenças.
 
Aumento de receitas
Na Grã-Bretanha, estudos mostram que os adultos não estão se exercitando o suficiente. Apenas um terço da população na Inglaterra acata a recomendação médica de fazer duas horas e meia de exercícios de intensidade moderada por semana — como caminhada rápida e bicicleta.
 
No entanto, o uso de remédios com receita médica está aumentando. Em 2000, a média de receitas médicas por pessoa na Inglaterra era de 11,2. Dez anos depois, a média subiu para 17,7.
 
O levantamento atual foi feito com base em estudos anteriores. Trabalharam na pesquisa cientistas da London School of Economics, Harvard Pilgrim Health Care Institute e Stanford University School of Medicine.
 
Para a especialista Amy Thompson, da Associação Cardíaca da Grã-Bretanha, é sabido que os exercícios físicos trazem benefícios à saúde, mas ela ressalta que não há provas definitivas para comprovar a tese de que as atividades podem ser mais eficazes do que remédios em tratamentos.
 
— Remédios são uma parte importantíssima do tratamento de condições cardíacas, e pessoas com receitas médicas devem continuar tomando seus medicamentos.
 
BBC Brasil/R7

O trailer: uma lenda urbana sobre a informatização de Compras

Winnebago motorhome
Por Ronie Oliveira Reyes
 
Em 2000, o americano Merv Grazinski comprou um trailer da marca Winnebago. Na sua primeira viagem, a uma velocidade de 100 km/h, ele acionou o piloto automático do veículo e deixou o assento do motorista para preparar um café na parte de trás do motorhome.
 
Como era de se esperar, o trailer saiu da estrada e capotou, gerando alguns ferimentos em Merv e uma indenização de quase US$ 2 milhões, paga pelo fabricante que não deixou claro no manual do produto que aquela ação não poderia ser feita pelo motorista.
 
Apesar de falsa, a história se tornou uma lenda urbana da Internet, a ponto da própria Winnebago reservar um espaço permanente em seu site para desmentir os acontecimentos. Veja no link abaixo, em “Internet Urban Legends”: http://www.winnebagoind.com/contact/
 
Gostaria de utilizar esta fábula dos tempos modernos para ilustrar um dos aspectos que mais prejudicam a exploração plena do potencial de geração de resultados da área de Compras: a credulidade absoluta na tecnologia como forma de garantia de perfomance.
 
A eficiência operacional das atividades de aquisição nas instituições da saúde evoluiu a passos largos nos últimos anos, em parte impulsionada pelo avanço do uso de sistemas informatizados de gestão corporativa. Mas, com o crescimento da percepção estratégica de Compras, surgiram também instrumentos específicos para área que contribuíram significativamente para todo o processo de reposição de produtos, desde a identificação da necessidade, passando pela cotação, até o monitoramento dos fornecedores.
 
É incrível pensar que há menos de 15 anos a atividade de compra era realizada basicamente através de documentos físicos (com mapas de cotação artificialmente ampliados, colando-se um formulário no outro), contatos telefônicos (somente com linhas fixas e aparelhos de disco), páginas amarelas e caderninhos de contatos.
 
Deveríamos ser bem mais agradecidos pelas facilidades contemporâneas. Hoje, com alguns poucos toques de botão, é possível pesquisar preços entre fornecedores de todo o país, confirmar ordens de compra sem entrar na fila do fax e buscar histórico de cotações anteriores sem sairmos totalmente empoeirados do arquivo morto.
 
No contexto atual, era de se esperar que o perfil dos compradores modernos mantivesse características mais analíticas, priorizando as ações para o desenvolvimento de alternativas de abastecimento, projetos de redução efetiva de custos internos e melhoria no nível de assistência e satisfação nas relações comerciais. Afinal, a eficiência operacional deveria ter como objetivo a diminuição do esforço com rotinas puramente administrativas em prol de uma atuação mais estratégica de Compras.
 
Entretanto, quando os gestores das instituições passaram a aceitar a contratação destas soluções específicas, eles se preocuparam mais com os aspectos de controle do que com os critérios de ampliação de resultados que seus usos poderiam gerar. Na verdade, muitos consideraram que a aplicação de instrumentos eletrônicos, por si só, já seria o ponto definitivo para o sucesso da atividade de Compras, transferindo aos profissionais do setor um papel de meros operadores das ferramentas ou “tiradores de pedidos”.
 
É sempre bom lembrar: ferramentas eletrônicas não compram nada. Elas apenas são veículos facilitadores para que as habilidades e competências profissionais se desenvolvam em um ambiente mais organizado e ágil.
 
Se a empresa não tem pessoal respaldado a executar suas tarefas com foco nas metas corporativas financeiras e assistenciais, de forma estratégica, a informatização pode até corrigir erros crassos e trazer resultados rápidos e consistentes, oriundos da simples melhoria do processo. Entretanto, eles são apenas a ponta do iceberg de tudo aquilo que pode ser conquistado por uma equipe de compradores capacitados.
 
É um grande problema dos executivos se contentar com os resultados primários obtidos pela tecnologia. Erro que, muitas vezes, podem colocar a instituição em uma espiral de conformismo que pode comprometer a sobrevivência do negócio.
 
Vamos pensar em Merv Grazinski como um comprador, seu trailer como a gestão de Compras que executa, o piloto automático como as ferramentas eletrônicas utilizadas na condução do veículo e a estrada como o mercado da saúde.
 
Olhando adiante, que tipo de caminho você visualiza: infinitamente reto e liso ou cheio de curvas e precipícios?
 
SaudeWeb

Acreditação: diferentes obstáculos Brasil afora

Durante a apresentação do case de acreditação da Rede D'Or, no Saúde Business Forum 2013, instituições mostram que ainda há dúvidas sobre qual metodologia seguir
 
Se alguns hospitais já atuam na manutenção dos processos de excelência e dos selos de qualidade, outros ainda representam a grande maioria das instituições brasileiras, que “engatinham” quando o assunto é acreditação. Essa é uma das conclusões do encontro realizado durante o Saúde Business Forum 2013, que reuniu hospitais de diferentes regiões brasileiras durante a apresentação “Acreditação: como monitorar, sensibilizar e comunicar equipes para obter resultados duradouros” realizada pela diretora de qualidade assistencial da Rede D´Or, Helidea Lima, em parceria com a revista Melhores Práticas.
 
Na sala, hospitais do interior de São Paulo e da região Nordeste aproveitaram o momento para tirar dúvidas sobre os diferentes tipos de selo e como iniciar o processo para a conquista do certificado. Tal grupo reflete o que os números já atestam: poucos são as instituições acreditadas brasileiras. Para se ter uma ideia, dos cerca de 6800 hospitais cadastrados na base do CNES (Ministério da Saúde) apenas 250, o que corresponde a 3%, são acreditados pela ONA, Joint Comission International (JCI) ou a Acreditação Canadense. Nos Estados Unidos, 82% dos hospitais possuem a JCI.
 
Mas agora, com a RDC 36 lançada pelo Ministério da Saúde em julho, que obrigada as instituições a ter um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) responsável por desenvolver um Plano de Segurança do Paciente (PSP), tal ação, segundo Helidea, deve colocar o gestor em frente à necessidade de investir em qualidade. “Toda instituição de saúde deverá ter uma política de segurança na instituição. Ela [a norma] nos coloca a obrigação de definir um núcleo gestor de segurança”, pontua.
 
O comitê, segundo a executiva, deve ser representado por profissionais da farmácia, engenharia clínica, educação continuada e também nos processos críticos: terapia intensiva, centro cirúrgico, emergência, OPME. “É necessário que eles se reúnam para identificar as possíveis notificações que ocorrerem, pois é papel do comitê fortalecer a notificação de evento”, conta. Helidea ainda acrescenta que um estudo brasileiro recente apontou que 5,7% dos pacientes internados sofrem um evento adverso, o que expõe ainda mais a necessidade fundamental dos processos de qualidade.
 
Rede D´Or
Composta por 24 hospitais, a Rede D´Or São Luiz ilustra parte do restrito universo das instituições acreditadas brasileiras. Com hospitais localizados sobretudo na região sudeste, tem 50% da rede acreditada e pretende chegar em 2014 com 80% do grupo nesta condição.
 
Segundo Helidea, o foco da acreditação e o que ela tem implantado no grupo deve estar, sobretudo, ligado à segurança do paciente. “Ainda estamos atendendo muito a prioridade do médico”, diz, explicando que na Rede D´Or, o médico precisa se envolver cada vez mais. Outra dica dada pela especialista é o tempo entre o diagnóstico e a implementação da acreditação, que não deve ultrapassar dois anos.
 
“Em dois anos as pessoas cansam, muda a liderança e ele [o processo] não se mantém. Já vi unidades que em dois meses foram acreditadas”, conta. Mas a realidade do grupo está muito mais em manter o processo e os selos de qualidade e assim disseminar para outros da rede.
 
Na Rede D´Or, as ferramentas utilizadas são:
 
Termômetro de sensibilização: que mede como as equipes que atuam no hospital desde a parte de staff até os grupos médicos e diretoria estão engajados e motivados no processo de qualidade. Foi possível medir, por exemplo, quais grupos se engajam mais rumo aos processos de qualidade. A pesquisa demonstrou, por exemplo, uma ideia já disseminada por várias instituições hospitalares: o médico do corpo-clínico fechado é mais engajado do que àqueles que atuam em outras instituições.
 
Gestão de performance: se utiliza o software Epimed com foco na gestão clínica. Em um estudo utilizando seis hospitais da rede que são acreditados e pertencem a região sudeste e uma amostra parecida do grupo Epimed, apontou resultados relativos próximos. Dentro deles, um exemplo foi a aplicação na taxa de letalidade padronizada com pacientes internados em UTI, com foco no tercil superior do SAPS 3. “Ou seja, aqueles pacientes mais graves”. A Epimed apresentou taxa de 0, 68 % e a Rede D´Or apresentou 0, 59%. A taxa deve ser menor que 1.
 
Pesquisa de clima: pois como ela explica: “o processo é mudança de cultura, então se a qualidade é a alavanca, o ponto de apoio da alavanca é a gestão de pessoas feita pelo RH”.
 
Pesquisa de percepção de segurança: se aplica um questionário para avaliar o que os funcionários pensam sobre a segurança da instituição. “Usamos uma ferramenta validada pelo modelo canadense”.
 
Check-list: para o acompanhando periodicamente dos processos principais e de apoio.
 
SaudeWeb

Sobre Faturamento e Auditoria de Contas Hospitalaresf

por Enio Salu
 
Atualizamos a página da Internet que disponibiliza gratuitamente conteúdo sobre faturamento e auditoria de contas hospitalares.
 
Ela tem 2 endereços, que levam ao mesmo lugar:
 
 
O conteúdo é de livre acesso (não necessita de cadastramento) e se propõe a ser um resumo das principais regras e práticas de mercado, tanto para SUS quanto para Saúde Suplementar.
 
É um conteúdo de interesse dos profissionais que atuam nas atividades de formação das contas, auditoria preventiva, pré-análise, auditoria local, remessa, glosa e recurso, ou para gestores que desejam entender um pouco da loucura que é isso no Brasil !
 
Tradicionalmente estas páginas também têm sido muito acessadas por alunos de cursos de formação em administração hospitalar, e pós-graduação ou MBA em disciplinas afins.
 
Gostaria de aproveitar para fazer alguns comentários.
 
A cada revisão no modelo de remuneração aumenta meu convencimento de que a forma de remuneração SUS é muito mais justa do que a da saúde suplementar. O preço SUS pode ser ridículo na maioria dos itens, mas a forma é muito mais inteligente, porque remunera a efetividade do ato médico, não se baseando em questões de hotelaria, que deveriam estar totalmente fora do âmbito do financiamento da saúde. Cobrar mais caro por um procedimento se o paciente se interna em enfermaria ou em suíte, por exemplo, é um dos grandes absurdos da saúde suplementar, previstos em tabelas oficiais de remuneração de procedimentos.
 
Quanto mais atualizamos as regras e práticas de mercado, mais fico com dó de quem trabalha com isso. É desumano saber que existem pessoas que dependem da complexidade do faturamento e da necessidade da auditoria para sobreviver. É como trabalhar em telemarketing: tendo que incomodar milhões de pessoas para conseguir vender para poucos milhares.
 
A cada vez fica mais evidente a razão pela qual os hospitais privados estão fundindo áreas comerciais, de faturamento, de auditoria e de realização de receita: os processos mais complexos de gestão de preços, formação de contas e análise e recurso de glosas estão cada vez mais interdependentes. Mesmo fazendo uso de um sistema integrado, a profunda intimidade entre estas áreas vai se tornando cada vez mais necessária para evitar a evasão da receita.
 
Os indicadores de faturamento, diferentes das tradicionais estatísticas de faturamento, já estão integrando a rotina de gestão dos hospitais mais evoluídos. Entre outros, o ticket médio estratificado, analisado em conjunto com os volumes de contas e de receita, por exemplo, já é jargão comum de quem avalia a efetiva capacidade do hospital de faturar sem perdas sistemáticas.
 
Acredito que o futuro da saúde suplementar se restringe a atuação das empresas de autogestão e das cooperativas, e então podem me perguntar por que perder tempo tabulando regras e práticas deste sistema ineficaz que tende a desaparecer ?
 
A resposta é: se esta é a regra atual, vamos estudá-la ao máximo, porque hospital é muito sensível ao prejuízo, e temos que mantê-los funcionando bem … afinal de contas, fazemos parte de uma população que está envelhecendo e vamos necessitar que eles estejam muito bem de saúde para cuidar da nossa !
 
SaudeWeb

IBCC investe em equipamentos para tratamento do câncer

Instituto Brasileiro de Controle do Câncer anunciou aquisição de novos equipamentos para diagnóstico e tratamento da doença, ao custo de R$ 3,5 milhões
 
O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), especialista no tratamento oncológico do estado de São Paulo, anunciou que investirá em 2013 mais de R$ 3,5 milhões em seis novos equipamentos para o diagnóstico e tratamento do câncer. O novo tomógrafo possui 16 canais que prometem melhor captação, com mais precisão e clareza das imagens. O IBCC realiza 800 tomografias por mês, capacidade que deve ser dobrada após a instalação, programada para ser concluída em novembro.
 
O hospital também adquiriu o segundo equipamento de cintilografia, que permite diagnosticar o câncer logo no início, diminuindo os efeitos colaterais do tratamento. Com mais recursos, o equipamento que entrará em operação em outubro permitirá a realização de exames de maneira mais ágil. Além disso, com duas cintilografias, a capacidade de produção deste exame será dobrada, passando dos atuais 600 exames por mês para 1.200 no mesmo período.
 
O Centro Cirúrgico também ganhou novo equipamento. O raio-x em arco cirúrgico em C, telecomandado, inaugura o serviço de angiologia intervencionista do IBCC (diagnóstico e tratamento). O aparelho realiza a embolização dos tumores (isolamento do tumor) e trata a trombose, doença que costuma surgir nos pacientes oncológicos. Assim como a Cintilografia, ele começará a funcionar em outubro.
 
O IBCC comprou ainda a primeira ressonância magnética do hospital, com capacidade para realização de 300 exames por mês, e um novo acelerador linear (serão três no total), que tem possibilidade de realizar a Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) sem blocos. Ambos estão com previsão de funcionamento para dezembro. O hospital ainda adquiriu um ultrassom que realiza ecocardiograma (antes o exame era realizado somente em pacientes internados, agora, com a nova aquisição, o exame será aberto aos outros pacientes em tratamento no IBCC).
 
O IBCC realizou, em 2012, 95.080 consultas, 7.094 cirurgias, 6.160 internações, 13.393 exames mamográficos, 21.383 ultrassonográficos, 10.747 tomografias computadorizadas, 17.844 aplicações de quimioterapia e 32.474 sessões de radioterapia. Em 2013, o Instituto completa 45 anos.
 
SaudeWeb

Sistema hospitalar indiano desafia lógica do mercado de saúde

VG, sobre o modelo inovador de Aravind: “Por que não
fazer cirurgias como uma linha de montagem?”
Professor de inovação indiano Vijay Govindarajan aborda o case do Sistema Oftalmológico Aravind, que oferece tratamento aos que não podem pagar e desafia lógica dos negócios
 
Mesmo quem nunca pisou em solo indiano conhece – até pelos filmes de Bollywood -, algumas de suas características, como o fato de ter mais de 1 bilhão de habitantes, péssimas condições de higiene e importantes contrastes sociais. Em 2010, um levantamento do Banco Mundial reportou que 32,7% dos indianos vivem abaixo da linha da pobreza, ou seja, com menos de US$ 1,25 por dia; e 68,7% com menos de US$ 2 por dia. Em um cenário como este não é difícil prever que o sistema de saúde da Índia esteja entre os piores do mundo. Sem uma política nacional de saúde e com uma média de 1 médico para 2.040 habitantes, o desafio do setor é proporcional ao tamanho de sua população.
 
Mas o professor da Tuck School of Business (EUA) Vijay Govindarajan enxerga tais problemas e necessidades como oportunidades, inclusive para a inovação. Conhecido como VG, o professor, que é considerado um dos maiores especialistas do mundo em estratégia e inovação pelos periódicos Forbes, The Economist e Businessweek, escolheu um exemplo indiano sobre como fazer “mais com menos” para apresentar aos participantes do 18° Congresso Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo).*
 
Tratamento em massa
Baseada no Fordismo, a indústria automobilística brasileira conheceu a prosperidade depois de ter perseguido a meta de baratear o automóvel até que todos conseguissem comprá-lo. E se essa lógica de produção e consumo em massa, idealizada por Henry Ford, fosse aplicada na saúde, para que todos tivessem acesso à assistência?
 
E foi. Com o claro objetivo de eliminar a cegueira curável para os que podem e os que não podem pagar, o Sistema Oftalmológico Aravind, localizado no sul da Índia, passou de uma clínica com 11 leitos, em 1976, para a maior e mais produtiva organização mundial de tratamento e prevenção da cegueira da atualidade, com um total de 1.204 leitos.
 
Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 39 milhões de pessoas no mundo são cegas, e que 80% dos casos poderiam ser evitados – estes denominados como “cegueira desnecessária”. A Índia, ocupante da 136° posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), possui cerca de 12 milhões de cegos.
 
Aravind, uma organização sem fins lucrativos de Madurai, uma das cidades mais antigas do sul do país, lar de 1 milhão de pessoas, arrancou a etiqueta de preço da cirurgia de restauração da visão, tratando mais de um terço de seus pacientes de graça. Enquanto nos Estados Unidos (EUA) uma cirurgia de catarata custa cerca de US$ 4 mil, o preço intermediário (são vários pacotes oferecidos e este é um dos mais escolhidos) na entidade para quem opta pagar é de R$ 110, segundo VG. Outro aspecto paradoxal é o fato de não existir critério de qualificação para quem está, ou não, apto a pagar. “É por autoescolas. As pessoas não trapaceiam. Se você pode pagar, você paga. Se não pode, não paga”, enfatiza VG.
 
Para o professor, o sucesso de Aravind está calcado na qualidade de ser frugal para a inclusão de todos. “O motivador não é o dinheiro, e sim a cura. Os olhos de todos [dos que podem e dos que não podem pagar] são igualmente importantes”, diz, lembrando que a rede é superavitária e possui, em média, uma margem bruta de 35%.
 
Como?
Os resultados impressionam e já atraíram a atenção de diversas personalidades como, por exemplo, Bill Clinton, ex-presidente dos EUA, o ícone da administração Peter Drucker e uma da principais defensoras americanas da reforma da assistência médica nos EUA, Regina Herzlinger.
 
Por trás dos números diários como 850 mil cirurgias, 7,5 mil visitas ambulatoriais, 500 a 600 consultas de telemedicina, 7 mil lentes intraoculares produzidas e aulas para 100 médicos, 300 profissionais e administradores, esteve um homem cuja mentalidade pode ser traduzida na seguinte frase: “Colocar-se a serviço de outros é servir a si mesmo. Nossas limitações não nos definem. E, incrustadas no espírito humano, estão uma sabedoria e uma força que podem se elevar para atingir maiores desafios. Juntos, podemos iluminar os olhos de milhões”.
 
Através dessa certeza que o cirurgião Govindappa Venkataswamy, mais conhecido como Dr. V, construiu Aravind e seu legado que, hoje, é estudado todos os anos por aproximadamente 900 alunos que passam pelo programa de MBA de Harvard.
 
O lema alto volume, alta qualidade e custo acessível foi comparado à lógica do McDonald´s pelo próprio Dr. V, defensor do poder da padronização e acessibilidade em escala. O modelo permite que os médicos realizem quase cinco vezes mais cirurgias do que a média nacional. Em 2010, Aravind atendia mais de 2,5 milhões de pacientes e realizava 300 mil cirurgias por ano em sua rede de cinco hospitais. Para se ter uma ideia, o Serviço Nacional de Saúde (National Health Service) do Reino Unido faz um pouco mais de meio milhão de cirurgias oftalmológicas anualmente.
 
“Se o custo fixo do equipamento é alto e se sua utilização é aumentada, o custo por paciente baixa. Por que não fazer cirurgias como uma linha de montagem?”, provoca VG, autor do best-seller Os 10 mandamentos da inovação estratégica e ex-consultor-chefe de inovação da General Eletric. Antes mesmo de qualquer manifestação da plateia, o professor já refuta a ideia de que esse sistema pode ser perigoso para a qualidade assistencial. “Reclamamos de automóveis em massa? Ao contrário, a qualidade aumenta, pois os médicos tornam-se especializados e extremamente experientes”.
 
Segundo ele, o sistema de saúde dos EUA está mais preocupado com o luxo, a imagem, do que com o atendimento otimizado da saúde. “Muitos centros hospitalares norte-americanos utilizam apenas 15% da capacidade dos equipamentos”, conta, lembrando que o Brasil é fortemente influenciado pelo modelo americano. A máxima reutilização de dispositivos médicos por Aravind foi outro exemplo mencionado por VG, prática impensada nos EUA.
 
Presente no Congresso, o diretor técnico da Amil Assistencial, Antonio Jorge Kropf, concorda com VG. “Infelizmente nosso modelo copiou o americano e acredito que através de medidas diferentes como esta é que solucionaremos nossos problemas”.
 
Outra estratégia do hospital indiano para aumentar a produtividade está na existência de um verdadeiro “exército” de “para-profissionais” (enfermeiros, conselheiros, refracionistas e técnicos), cada um especializado em um conjunto claramente definido de procedimentos recorrentes. Tudo é equipado para permitir que os médicos se concentrem exclusivamente no diagnóstico dos pacientes e nas cirurgias. “Dessa forma, eles não ficam sobrecarregados”, explica VG. Os profissionais de enfermagem realizam 70% de todas as atividades da sala de operação.
 
Sob a certeza de que “quando o trabalho que tem que ser feito é feito, os recursos necessários aparecem”, Aravind tornou-se um sistema de longo alcance colaborativo, ostentando uma vasta rede, de mais de 500 patrocinadores, dentre eles organizações sem fins lucrativos, instituições religiosas, universidades, indústrias e indivíduos.
 
Atualmente possui, entre outras iniciativas, uma fundação de pesquisa global, um instituto de pós-graduação que treina 15% dos oftalmologistas na Índia, uma fábrica, com certificação internacional, para a produção de implante de lente intraocular a um preço de US$ 10 e uma consultoria em gestão chamada Instituto Lions Aravind de Oftalmologia Comunitária (LAICO).
 
Apesar das peculiaridades da Índia e seu contexto social adverso, o modelo é amplamente estudado por diversas nações, afinal, conseguiu unir pacientes ricos e pobres em benefício mútuo. De acordo com o presidente da Associação Latino-americana de Sistemas Privados de Saúde (ALAMI), Reinaldo Scheibe, o exemplo de Aravind provoca uma profunda reflexão. “Comparado à Índia e aos EUA, nós brasileiros estamos no meio e temos que encontrar o que seria ideal nesse ínterim”, opina.
 
O caminho sustentável, segundo VG, não está em construir mais hospitais, abrir novas universidades ou importar médicos estrangeiros, está na prevenção, descentralização das atividades e procedimentos – tanto em termos estruturais e de profissionais -, e na mentalidade de ser frugal. Entretanto, o que Aravind mostra é que tudo isso só funciona quando se está verdadeiramente a serviço do outro.
 
“Quando o núcleo de sua energia e atenção é focado em servir incondicionalmente, as fronteiras de sua percepção mudam. Você descobre valor e relevância em lugares inesperados. O trabalho adquire uma força magnética e geradora. Constrói confiança e boa vontade. Sustenta e alinha os recursos com a missão de forma que o dinheiro por si só não consegue fazer”. A citação, retirada do livro sobre sua história**, mostra como pensava Dr. V que, apesar de ter morrido em 2006, continua vivo nos frutos de sua compaixão.
 
*O Congresso Abramge ocorreu nos dias 22 e 23 de agosto em São Paulo (SP)

 ** As referências ao fundador do Aravind foram retiradas do livro “Visão Infinita – Como a solidariedade e a compaixão fizeram do Sistema Oftalmológico Aravind um sucesso que desafia a lógica dos negócios”, de Pavithra K. Mehta e Suchitra Shenoy
 
SaudeWeb

Colonoscopia reduz em 56% risco de morte por câncer de intestino

A incidência do tumor de intestino vem crescendo-- já é o quarto mais frequente no Brasil--, assim como a recomendação médica para que se faça a temida colonoscopia, exame que detecta precocemente possíveis lesões.
 
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
Dois estudos recentes feitos nos EUA e publicados no "New England Journal of Medicine" avaliaram a eficácia da colonoscopia e de um exame de fezes que busca detectar sangue no material.
 
A colonoscopia, mais cara e com mais riscos de efeitos colaterais, reduziu em 56% o risco de morte pelo tumor em uma população de 89 mil pessoas seguidas por 20 anos.
 
Já o exame de sangue oculto nas fezes, mais barato e simples, diminuiu o risco de morte em 32% em um grupo de 46,5 mil pacientes acompanhados por 12 anos.
 
"Se o objetivo é de rastrear o câncer colorretal, o exame de fezes é perfeito. É de baixo custo, fácil de fazer. Mas tem baixa sensibilidade para diagnosticar lesões precocemente. Os pólipos geralmente não sangram até se tornarem lesões avançadas", explica Benedito Rossi, especialista em câncer colorretal do Hospital Sírio-Libanês.
 
"A vantagem da colonoscopia é poder fazer tanto a remoção de pólipos com potencial de câncer quanto o diagnóstico precoce do tumor."
 
Segundo Carlos Walter Sobrado, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a colonoscopia é o exame ideal para realizar o rastreamento por sua maior sensibilidade e especificidade. "Mas o alto custo e o fato de ser um método invasivo limitam sua maior utilização."
 
Por isso, explica, o protocolo de rastreamento mais usado para a população de baixo risco é a pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.
 
Atualmente, está sendo testado um novo exame (DNA fecal) que procura identificar nas fezes a presença de tecidos que contenham mutações genéticas que são frequentes no câncer colorretal.
 
"O Brasil não dispõe de infraestrutura nem para realizar o exame de fezes na população, muito menos para a colonoscopia. Temos falta de aparelhos nos serviços públicos e de médicos treinados e habilitados", diz Sobrado.
 
Benedito Rossi lembra, porém, que a colonoscopia pode falhar em cerca de 20% dos casos. "As falhas estão ligadas à falta de experiência do médico, a uma limpeza inadequada do intestino para o exame ou mesmo a problemas com o aparelho."
 
O exame também está a associado a complicações, como perfuração (uma em cada mil exames), hematomas, sangramento e dor .
 
Um estudo publicado no "Archives of Internal Medicine" relata que uma em cada cem pessoas sofre efeitos adversos após a colonoscopia e vai parar no hospital. O mais frequente é a dor abdominal.
 
Prevenção 
Praticar exercícios físicos regularmente, evitar alimentos ricos em gordura animal, embutidos e carnes industrializadas e aumentar o consumo de fibras é a melhor forma de prevenir o câncer intestinal, segundo especialistas.
 
"As fibras aumentam o bolo fecal e diminuem o tempo do trânsito intestinal, o que favorece o bom funcionamento intestinal e previne os tumores", diz o coloprotoctologista Carlos Walter Sobrado.
 
Segundo ele, também tem sido relatado o papel de micronutrientes, como selênio, cálcio e folatos, e das vitaminas A, B, C e E como inibidores do desenvolvimento do tumor, mas ainda faltam estudos sólidos para comprovar isso.
 
Outra forma de prevenção é estar atento aos primeiros sintomas da doença, como sangramento nas fezes, cólicas abdominais, alteração do hábito intestinal e emagrecimento sem causa aparente. "Às vezes são confundidos com problemas intestinais como hemorroidas, síndrome do intestino irritável e colite."
 
Folhaonline

Acesso de mulheres entre 50 e 69 anos ao exame de mamografia pelo SUS aumenta 37%

Brasília - O acesso de mulheres entre 50 e 69 anos ao exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 37% entre 2010 e 2012. Este público é considerado prioritário pelo Ministério da Saúde, pois depois dos 35, a incidência do câncer de mama aumenta progressivamente.
 
A mamografia é o instrumento que permite a detecção precoce do câncer, pois mostra lesões em fase inicial, ainda muito pequenas, medindo milímetros. O Instituto de Câncer (Inca) recomenda que o exame seja feito a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica.
 
Segundo o Inca, o de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado precocemente, os resultados são razoavelmente bons.
 
No total, foram feitos 4,4 milhões de mamografias pelo SUS, representando um crescimento de 26% em relação a 2010. Em 2012, o Ministério da Saúde investiu R$ 92,3 milhões para aumentar o acesso ao exame.
 
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama são altas, segundo o Inca, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.  No Brasil, este câncer é a segunda maior causa de morte de mulheres.
 
Antes dos 35 anos, a doença é relativamente rara. Acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Em 2010, morreram 12.705 mulheres e 147 homens em decorrência do câncer de mama. Em 2011, foram 13.225  mortes pela doença.
 
Segundo o Inca, evitar a obesidade, por meio de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, são recomendações básica para prevenir o câncer de mama, pois o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. Segundo o instituto, a ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contraindicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
 
Como sintomas, o Inca alerta que podem surgir alterações na pele que recobre o seio, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante a casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o caroço no seio, que pode ser acompanhado ou não de dor. Podem também surgir nódulos perceptíveis na axila.
 
Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) tiveram a doença antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver o câncer. A recomendação do Inca é que esse grupo deve ser acompanhado por médico a partir dos 35 anos.

Agência Brasil

Into lança projeto que conscientiza a criança sobre prevenção de doenças

Imagem ilustrativa da internet
Rio de Janeiro - Cerca de 100 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, se reuniram na tarde de ontem (1) no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) em São Cristovão, zona norte do Rio, para o lançamento do projeto Fortalecer. A iniciativa tem o objetivo de ensinar às crianças sobre a importância da prevenção de doenças crônicas e ortopédicas na infância.
 
O humorista Renato Aragão, padrinho do projeto, que há 22 anos atua como embaixador da Fundação das Nações Unidas para a Infância (Unicef), participou da cerimônia de lançamento do projeto. Ele também é representante do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
 
De acordo com a pediatra Germana Bahr, idealizadora do Fortalecer, 94 crianças estão na fila por uma cirurgia ortopédica no Into. O tempo médio de espera é três anos, o que agrava o quadro de saúde do paciente. No ápice da doença, a criança necessita ficar aproximadamente 21 dias internada para a recuperação, e foi nesse tempo ocioso que a equipe encontrou um espaço que poderia ser usado para o ensino de uma melhor qualidade de vida.
 
"Foi na pediatria que surgiu a ideia do projeto. Tentamos utilizar esse tempo vago da criança em algo construtivo para sua saúde. Pensamos em mascotes para dar cara ao projeto, que chamamos de Turma do Valente, e a partir deles elaboramos várias cartilhas, vídeos, peças de teatro com fantoches e até um site interativo para ensinar as crianças como ter uma vida saudável em dez etapas", explicou.
 
Nesse primeiro momento, o Programa Fortalecer atuará apenas no Into, mas a pediatra garantiu que pretende expandi-lo a outros locais. "O site está disponível a todos, e não somente aos pacientes do Into. Temos a intenção de distribuir, futuramente, essas cartilhas em escolas públicas municipais, fazer corridas em prol da saúde infantil, treinar pediatras para lidarem com a verificação óssea das crianças, mas antes estamos buscando parceiros que apoiem o programa", disse.
 
Agência Brasil

Divórcio afeta a saúde dos homens, afirma estudo

Divórcio afeta a saúde dos homens, afirma estudo Stock Photos/Divulgação
Homens são substancialmente afetados por traumas psicológicos
e eventos negativos de vida, tais como o divórcio
Pesquisadores apontam necessidade de reconhecer e tratar problemas relacionados à saúde masculina
 
Homens divorciados têm maiores taxas de mortalidade, abuso de drogas, depressão e falta de apoio social, de acordo com um novo artigo publicado no Journal of Men's Health.
 
O divórcio tem sido associado a uma variedade de distúrbios psicológicos e comportamentais.
 
Estudos anteriores já haviam mostrado que os homens solteiros vivem significativamente menos anos do que os homens casados e tendem a ter mais problemas de saúde. Para o caso específico de um homem de 45 anos de idade, divorciado, que serviu como estudo de caso na pesquisa, os autores recomendam como avaliar suas queixas e planejar um tratamento com base em diretrizes clínicas atuais.
 
— A percepção popular da figura masculina em muitas culturas, bem como na mídia, é de um ser resistente e menos vulnerável a traumas psicológicos do que as mulheres. No entanto, esse artigo serve como um sinal de alerta para não seguirmos com essas percepções infundadas — disse o presidente da Sociedade Internacional de Saúde do Homem (ISMH, na sigla em inglês), Ridwan Shabsigh.
 
Para Shabsigh, o fato é que os homens são substancialmente afetados por traumas psicológicos e eventos negativos de vida, tais como o divórcio, falência, guerra e luto.
 
— É urgentemente necessário pesquisar para investigar a prevalência e impacto de tais efeitos e desenvolver um diagnóstico e diretrizes de tratamento para os profissionais — finaliza o especialista.
 
Zero Hora

Saiba como tratar úlcera na perna

Imagem da internet
Lesão, localizada principalmente nos tornozelos ou terço inferior
 das pernas e pés, acontece por um transtorno na circulação de
 retorno das pernas
Doença causa afastamento do trabalho e aposentadoria precoce
 
Também chamada de estase ou flebostática, a úlcera varicosa é hoje a principal causa de feridas nas pernas. A doença, que acomete pessoas de todas as idades, causa além da perda parcial da capacidade funcional do membro afetado, baixa autoestima, isolamento social e é responsável por um grande número de aposentadorias precoces e afastamento do emprego.
 
O angiologista Ary Elwing, afirma que, dependendo do grau da doença, ocorre a necessidade dos pacientes mudarem totalmente seus hábitos de vida, o que muitas vezes pode os levar a um sentimento de inutilidade.
 
— Um dos maiores problemas é que, além do sofrimento pessoal, também há o impacto socioeconômico, pois este tipo de patologia incide geralmente em pessoas ativas, trabalhadoras, em pleno momento de produtividade, afastando-as do trabalho por um longo período de tempo. Desde a instalação até a sua cura, pode levar pelo menos seis meses, podendo apresentar recorrências, mesmo no primeiro ano do fechamento da lesão — explica o médico.
 
A lesão, localizada principalmente nos tornozelos ou terço inferior das pernas e pés, acontece por um transtorno na circulação de retorno das pernas — toda a circulação sanguínea de retorno ao coração é feita pelas veias.
 
Cerca de 73% das úlceras de perna são de origem venosa , as feridas podem estar ligadas a uma série de causas, como ferimentos infectados; doenças infecciosas; defeitos de glóbulos sanguíneos, como a anemia falciforme; doenças autoimunes, como a esclerodermia; hipertensão arterial; má irrigação sanguínea da perna (úlceras isquêmicas); úlceras dos diabéticos; tumores de pele; e úlceras venosas.
 
Repouso é fundamental
Dor, cansaço, sensação de peso nos membros inferiores, edema e coceira nas áreas onde há inflamação da pele são alguns dos sintomas recorrentes nos portadores de úlcera varicosa. A lesão costuma ser pouco dolorosa, manifestando-se normalmente em casos onde há infecção associada, ou em pacientes hipertensos sem o controle adequado da pressão arterial. Por ficarem abertas, as feridas acabam funcionando como porta de entrada para infecções, por isso é necessário seguir rigorosamente as orientações médicas e higiênicas prescritas.
 
— As feridas estão sujeitas a infecções e complicações, mas, embora difícil e demorado, a úlcera varicosa tem tratamento com possibilidade real de controle e cura — diz Elwing.
 
Diagnostica através de exame clínico, sendo algumas vezes necessário estudo detalhado da circulação venosa, a lesão é tratada basicamente com os mesmos cuidados utilizados com as varizes, sendo o repouso prolongado, com pernas elevadas, o cuidado mais fundamental. O tratamento da úlcera propriamente dita consiste em limpeza, uso de antibióticos se houver infecção, e a elasto-compressão com ataduras para evitar o edema, que impede a cicatrização.
 
— Mas somente o tratamento local da úlcera não é suficiente, Não adianta tratar somente a consequência da doença. A causa dela também deve ser eliminada — alerta o cirurgião.
 
Saiba como tratar a lesão
— De acordo com o tipo de ulceração, se o paciente ficar em repouso absoluto, com as pernas elevadas abrevia o tempo de tratamento;
 
— Uma das principais medidas é manter a ferida limpa. Atualmente, estão disponíveis vários tipos de curativos que agem mantendo a ferida fechada, mas qualquer um deles deve estar associado à compressão, feita por ataduras que, assim como os curativos, devem ser indicadas pelo médico especialista;
 
— Quando as úlceras são extensas e não existe infecção, pode-se fazer enxertia cutânea que, além de abreviar o tempo de cicatrização, permite maior resistência ao reaparecimento da úlcera;
 
— Em muitos casos de úlceras varicosas, pode haver a indicação de tratamento cirúrgico, depois de um estudo cuidadoso feito pelo médico especialista. Só devendo ser realizada após a cicatrização da úlcera ou quando já estiver totalmente isenta de material purulento.

Zero Hora

Rio Grande do Sul deve apresentar aumento da radiação ultravioleta entre quarta e sexta-feira

Rio Grande do Sul deve apresentar aumento da radiação ultravioleta entre quarta e sexta-feira Dago Nogueira/Agencia RBS
Foto: Dago Nogueira / Agencia RBS
Dermatologistas recomendam o uso de protetor solar durante
 os dias do fenômeno
Fenômeno descoberto por meteorologista ocorre cerca de três vezes por ano, na primavera
 
Ao que tudo indica, os gaúchos terão de abusar do protetor solar nos próximos três dias. Isso porque, segundo um estudo desenvolvido pelo doutorando em Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Lucas Vaz Peres, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira serão marcadas por um fenômeno pouco usual, mas que ocorre ao menos três vezes por ano: o "efeito secundário do buraco de ozônio Antártico".

Pioneiro no Brasil, o estudo feito no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) da UFSM alerta para o aumento de raios ultravioleta no sul do país durante a primavera.

O fenômeno, que foi registrado 68 vezes nos últimos 30 anos, ocorre devido à circulação de uma massa de ar polar pobre em ozônio, que vem da região Antártica. Em função dessa queda, a penetração dos raios ultravioleta aumenta, podendo chegar a uma variação de 15% a 20% a mais.

—  O mês de outubro é aquele com maior probabilidade de incidência. Por isso, não descarto a possibilidade de que o fenômeno possa acontecer novamente até o final do ano — explica o pesquisador.

Em períodos normais da primavera, sem a incidência do fenômeno, o índice de UV fica entre 5 e 9, em uma escala que varia de 1 a 14. Nos dias do fenômeno, entretanto, a radiação deve ser semelhante a constatada no verão — quando os raios ficam na média de 12 a 13. No inverno, eles variam de 2 a 3.

— É como se fosse um dia de verão, mas as pessoas não estão preparadas para isso. A importância da pesquisa é alertar para que sejam tomados os devidos cuidados, como o uso de protetor solar e bonés, além de evitar a exposição ao sol das 10h30min às 15h — completa.

O meteorologista alerta, ainda, que os efeitos não são sentidos somente pelas pessoas, mas também pelas plantas e animais. Como a fotossíntese reduz durante o fenômeno, ele recomenda que hortaliças mais frágeis sejam colocadas em estufas.

Proteção deve ser redobrada
Segundo a dermatologista Márcia Donadussi, uma forma bem importante de se proteger entre quarta e sexta-feira é evitar a exposição prolongada no período de maior pico solar, entre as 10h e as 16. Além disso, ela recomenda o uso de filtro, no mínimo, fator 30.

— É essencial, também, reaplicar o protetor solar. Se a pessoa for ficar em contato direto com o sol, ou praticar alguma atividade física, a recomendação é que ele seja reaplicado a cada duas horas. No caso dela ficar em locais fechados, um intervalo de quatro horas é suficiente — completa.

O dermatologista e professor da UFSM Andre Costa Beber recomenda, ainda, a utilização de bonés, óculos escuros e blusas de manga longa.

Qual a diferença entre os raios UVA e UVB?UVA:
—  Apresentam maior comprimento de onda
— São os principais indutores do bronzeado
— São responsáveis pelas manchas, rugas e flacidez da pele
— Representam 95% dos raios que chegam na terra
— Penetram durante todo o dia

UVB:
— São mil vezes mais potentes para queimaduras e danos na pele
— Apresentam maior risco para o desenvolvimento de câncer de pele e catarata
— Penetram mais quando o sol está a pino, ou seja, entre as 10h e as 16h
— Representam 5% dos raios que chegam à terra

Zero Hora

Conheça seis erros que devem ser evitados ao escovar os dentes

Conheça seis erros que devem ser evitados ao escovar os dentes Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Especialista explica que que uma boa escovação dental não acontece
 em menos de dois minutos
Especialista explica por que uma escovação malfeita pode comprometer a saúde bucal
 
Por mais que os cirurgiões-dentistas reforcem sempre a importância de uma boa escovação dental para a saúde geral da população, são poucos os adultos e crianças que fazem uma perfeita higiene dos dentes e da boca. De acordo com o dentista especialista em saúde da boca Artur Cerri, a correta higiene dos dentes e da gengiva é um ponto crítico para toda a saúde bucal.
 
— Mesmo quem escova os dentes no mínimo duas vezes por dia não está livre de doenças se essa tarefa não é realizada de maneira adequada. A cárie é a principal delas, mas a situação pode piorar com o tempo caso não haja uma mudança no padrão adotado. É o caso das inflamações e infecções, que podem, inclusive, migrar para outras partes do corpo — afirma.
 
A seguir, Cerri aponta os seis principais erros cometidos ao escovar os dentes e ensina a adultos e crianças o que deve ser feito:
 
Escovar os dentes imediatamente depois de comer
— Logo depois das principais refeições, ou mesmo após comer uma fruta ou um doce, algumas pessoas seguem direto ao toalete para escovar os dentes. Apesar de ser uma atitude louvável — sinalizando que a pessoa se importa com a saúde bucal — vale ressaltar que o ideal é, primeiramente, fazer um bochecho com água para reduzir a acidez e só depois realizar a escovação. Dessa forma, a acidez bucal diminui e a correta higienização é facilitada — protegendo o esmalte dos dentes.
 
Ser rápido demais ao escovar os dentes
— Infelizmente, ainda tem muita gente que escova os dentes 'por obrigação'. Ou seja, a pessoa compreende a importância desse hábito diário saudável, mas é vencida pela preguiça — e acaba escovando os dentes rapidamente, sem fazer uma boa limpeza. É importante saber que uma boa escovação dental não acontece em menos de dois minutos. As pessoas ficariam surpresas ao saber quanto um minuto a mais de escovação pode fazer pela saúde bucal.
 
Não dar a mesma atenção a todos os dentes
— É comum pessoas começarem a escovar os dentes com vontade e ir perdendo interesse aos poucos, limpando muito mal algumas partes. Tem gente, inclusive, que só usa fio dental nos dentes da frente. Isso está completamente errado! Dividindo a boca em quatro partes (lados direito e esquerdo, em cima e embaixo), devemos escovar cada parte por pelo menos trinta segundos — sem esquecer de escovar também a língua. Só assim estamos garantindo uma boca saudável, livre de cáries.
 
Colocar muita força na escovação
— Está certo que um dos propósitos da escovação é remover manchas e restos de comida. Mas não é necessário limpar os dentes como se estivesse polindo prata. Ao aplicar muita pressão na escovação, quem acaba saindo no prejuízo é o esmalte dental, que tem justamente a função de proteger os dentes das bactérias. Além disso, o esmalte é a parte mais clara do dente. O ideal é fazer movimentos circulares, tendo em vista que escovar não significa esfregar com força. Para os que têm dificuldade em controlar a força, uma solução é adotar escovas elétricas com sensores de pressão.
 
Não enxaguar o suficiente
—Depois de uma correta escovação, enxaguar a boca é um passo muito importante e que muitas pessoas, por pressa, não dão a devida atenção. Ao lavar bem a boca, o indivíduo se livra de várias partículas, como restos de comida, que poderiam contribuir para a formação das temíveis placas bacterianas. Por isso, vale a dica: enxágue bem a boca antes e depois da escovação, com bastante água limpa e fria.
 
Descuidar da limpeza e da substituição da escova
— A escova de dente é uma ferramenta fundamental para que seja feita uma perfeita higiene oral algumas vezes ao dia. Por ser bastante requisitada, ela também deve ser devidamente limpa logo após cada escovação para não acumular restos de alimento e se transformar numa colônia de bactérias. Além disso, esse instrumento tão importante para a saúde deve ser substituído por um novo ao menos três vezes ao ano. Existem modelos de escovas que indicam quando sua vida útil está chegando ao fim. O custo-benefício vale muito a pena, já que manter a saúde bucal é fundamental para ter boa saúde geral.
 
Zero Hora

Uso de drogas pode ‘acordar’ o transtorno bipolar

Características do transtorno: oscilações entre depressão
profunda e euforia excessiva
Especialistas afirmam que hábito pode despertar a condição genética do bipolar e faz com que transtorno se manifeste precocemente
 
A bipolaridade é um transtorno do humor genético que consiste em alterações entre períodos de extrema euforia e outros de depressão profunda. O uso de drogas psicotrópicas pode antecipar a manifestação do problema e também tem o poder de intensificar seus sintomas.
 
“As drogas, tomando como exemplo a maconha, podem ‘acordar’ a genética e fazer com que a pessoa com pré-disposição genética manifeste a bipolaridade muitos anos antes, em média 10 anos antes do que isso aconteceria”, alerta Teng Chei Tung, psiquiatra do Centro de Psiquiatria da USP.
 
A bipolaridade por muitas vezes pode iniciar-se na adolescência por reflexo desse uso ou abuso de drogas. Mais do que na vida adulta, o diagnóstico na infância e adolescência é demorado. Em todas as fases, porém, o transtorno pode ser confundido com uma depressão comum ou até mesmo com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
 
A condição é hereditária. “Ninguém vira bipolar sem pré-disposição genética”, afirma Antônio Geraldo, presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, explicando que o transtorno pode se manifestar em todas as fases da vida, inclusive na infância.
           
Estima-se que cerca de 60% das pessoas em tratamento para depressão podem ser bipolares. "O diagnóstico é difícil. Requer tempo do psiquiatra com o paciente, para examinar seu passado, para entender se períodos eufóricos e tristes aconteceram. O problema é que a maioria dos atendimentos médicos hoje são de apenas poucos minutos, insuficiente para o diagnóstico", explica Ângela Scippa, ressaltando que antidepressivos comuns não são indicados para o transtorno. 
 
"É preciso desconfiar quando o paciente tem uma depressão que não responde a medicamentos. Esses pacientes podem ter o transtorno bipolar, e só melhorarão com remédios corretos para este fim", explica a psiquiatra.
 
"Dizem que quem vai ao psiquatra é louco"
O preconceito ainda é forte. Os especialistas reclamam da ideia popular em torno da psiquiatria e também do estigma que recai sobre aqueles que necessitam dessa ajuda médica.
 
“Os pacientes são, por muitas vezes, rotulados como loucos por uma parte da sociedade. Existe um preconceito muito grande com os transtornos psiquiátricos”, reclama o presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.
 
Tung cita como exemplo as novelas. “Se você reparar, o personagem com transtorno bipolar normalmente é cleptomaníaco ou alguém que causa muita confusão”, conta, explicando que o paciente pode levar uma vida normal.
 
Os especialistas afirmam que esse preconceito precisa ter um fim. “Existe um projeto que busca criminalizar preconceito contra portadores de problemas mentais”, explica Geraldo. “A intenção não é colocar ninguém na cadeia, o projeto é para educar”, diz o psiquiatra.
 
Os psiquiatras afirmam que transtorno bipolar pode ser tratado e tem grandes chances de ser controlado e o paciente passar a viver uma vida normal. “Não há razão para os preconceitos”, complementa Geraldo.
 
Entenda as duas fases da bipolaridade
           
Depressão
A depressão é profunda. Segundo Tung, os sintomas são intensos. “A pessoa fica triste na maior parte do tempo, não tem mais capacidade de sentir prazer nas coisas, experimenta uma falta de esperança e pensamentos suicidas”. 
 
Esses problemas podem ser controlados com ajuda médica. “É usado um estabilizador de humor, que vai deixar o paciente nem eufórico demais – que é prejudicial – e nem deprimido”, explica Ângela Scippa, psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos do Humor (ABRATA).
 
Euforia
Ficar feliz é muito bom, porém, a euforia sentida pelos pacientes com bipolaridade não é felicidade, e sim uma condição patológica. “Eles não dormem, ou dormem apenas uma ou duas horas por noite e não sentem necessidade de repousar, ficam extremamente irritados e agressivos, a energia aumenta para todas as atividades, falam demais, tem compulsão por compras, sexo, atividade de risco e ficam distraídos. Essa euforia também aumenta o consumo de drogas e álcool”, explica Ângela.
 
iG

Drogas ficaram mais puras e baratas nos últimos 20 anos, diz estudo

BBC
Maconha está entre as drogas que, segundo estudo canadense,
deveriam ser descriminalizadas
Pesquisadores afirmam que os governos deveriam considerar o uso de drogas como um problema de saúde pública, não como assunto para a justiça criminal
 
Uma pesquisa realizada no Canadá revelou que as drogas tornaram-se mais baratas e mais puras ao redor do mundo nos últimos 20 anos, sugerindo um "fracasso" dos esforços para conter a produção, consumo e tráfico de entorpecentes.
 
O estudo do International Centre for Science in Drug Policy (Centro Internacional para a Ciência em Políticas de Drogas) foi publicado na revista científica British Medical Journal Open e avaliou programas de contenção e vigilância de governos de diferentes países.
 
De acordo com os responsáveis pela pesquisa, os governos deveriam passar a considerar o uso de drogas um aspecto de saúde pública, e não um assunto para a Justiça.
 
"Nós deveríamos procurar implementar políticas que colocam a saúde e a segurança no topo das nossas prioridades, e considerar o uso de drogas como um aspecto de saúde pública, ao invés de um problema para a Justiça criminal", diz Evan Wood, um dos responsáveis pelo estudo.
 
"Com o reconhecimento do improvável sucesso dos esforços para reduzir o fornecimento de drogas há uma necessidade clara para aumentar o tratamento do vício e de outras estratégias para diminuir de forma efetiva os danos relacionados ao uso de drogas", complementa.
 
Preços, pureza e disponibilidade
De forma geral, os números compilados pelo centro canadense mostram que entre 1990 e 2010 os preços das drogas caíram, enquanto a pureza e a potência aumentaram.
 
Na região andina (Peru, Bolívia e Colômbia) a apreensão de folhas de coca aumentou em quase 200% entre 1990 e 2007, mas isso não levou a uma grande redução do consumo de cocaína em pó nos Estados Unidos, colocando em xeque as políticas públicas focadas na contenção do fornecimento de entorpecentes.
 
Na Europa, o preço médio das drogas à base de ópio e da cocaína, reajustados de acordo com a inflação e o grau de pureza, diminuíram em 74% e 51% respectivamente entre 1990 e 2010.

Além disso, as drogas estão mais puras e mais disponíveis ao redor do mundo.
 
Os números do relatório mostram que houve um aumento significativo em diversos países com relação à apreensão de cocaína, heroína e maconha, conforme os registros governamentais desde 1990.
 
Para o centro baseado em Vancouver, a análise mostra que o foco baseado na contenção do fornecimento e criminalização tem falhado, e que outras estratégias, como a descriminalização, deveriam ser apreciadas.
           
Polêmica
A divulgação do estudo ocorre dois dias após um policial britânico de alto escalão ter dito que drogas como cocaína, crack, ecstasy, LSD e metadona deveriam ser descriminalizadas, e que os usuários deveriam receber cuidado e tratamento, ao invés de serem vistos como criminosos.
 
Para Mike Barton, a descriminalização eliminaria os rendimentos dos traficantes, destruindo seu poder. Outro aspecto positivo seria a criação de um "ambiente controlado", em que medidas para lidar com o assunto poderiam ser mais bem sucedidas.
 
Em resposta, o governo britânico disse que as drogas eram ilegais por serem perigosas. "Nós devemos ajudar os indivíduos que são dependentes com tratamento, ao mesmo tempo em que devemos garantir que a lei proteja a sociedade através da interrupção do fornecimento e do combate ao crime organizado que está associado ao comércio de drogas".
           
Entre os especialistas ouvidos pelo International Centre for Science in Drug Policy está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que nos últimos anos vem defendendo novas estratégias para lidar com o assunto.
 
"Em resposta a um estudo como este, os governos em geral dizem que ‘as drogas são perigosas e por isso devem ser mantidas ilegais", diz.
 
"O que eles não consideram é que assim como esta e outras pesquisas já sugeriram, as drogas são mais danosas à sociedade, aos indivíduos e aos contribuintes – precisamente pelo fato de serem ilegais. Alguns países europeus já tomaram passos para descriminalizar várias drogas, e estes tipos de políticas também deveriam ser exploradas na América Latina e na América do Norte", avalia.

BBC Brasil/iG