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sexta-feira, 27 de março de 2015

Impotência afeta 59% dos brasileiros, mostra pesquisa

Pelo menos 59% dos brasileiros já falharam na cama. Destes, 12% têm problemas de ereção frequentemente
 
Os dados são da pesquisa “De volta ao controle”, feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de tratar a disfunção erétil. Segundo o estudo, metade dos homens apresenta dificuldade de sustentar o ato sexual ao menos uma vez a cada seis meses.
 
— A disfunção erétil afeta a autoestima e a qualidade de vida do casal. Já que é uma doença e tem tratamento, por que não tratar? — questiona o urologista Antonio de Moraes Junior, membro da SBU.
 
De acordo com o médico, quase metade dos homens acima dos 40 anos tem algum grau do problema (leve, moderado ou severo). Nessa faixa etária, a principal causa é orgânica (doenças vasculares ou neurológicas, uso de medicamentos e deficiência hormonal). Nos mais jovens, a disfunção erétil costuma ter origem psicológica.
 
A primeira terapia é feita com remédios orais. Injeções aplicadas no pênis são a segunda opção. Para 11 milhões de brasileiros, que têm a forma moderada ou grave da doença, o tratamento eficaz é o implante de próteses penianas, que simulam a ereção natural.
 
Ter hábitos de vida saudáveis é a melhor maneira de prevenir a disfunção erétil.
 
Extra 

Falta de informação ainda leva a preconceito com portadores de epilepsia

No entanto, cerca de 80% dos casos podem ser controlados com tratamento
 
Doença neurológica crônica grave, a epilepsia é alvo de grande discriminação.
 
Atualmente, mesmo com a informação de que cerca de 80% dos casos podem ser controlados com tratamento, as pessoas com essa condição ainda sofrem preconceito por falta de conhecimento da sociedade, principalmente em relação às convulsões.
 
Essas crises, que costumam durar poucos minutos, podem se manifestar de formas diferentes. Em alguns casos, a pessoa fica ausente, parada com o olhar fixo, em outros é como se ela levasse um pequeno susto. No tipo mais conhecido, a pessoa tem movimentos involuntários com os músculos, pode se contorcer, babar e, algumas vezes, urinar e vomitar.
 
Depois que passa, ela não tem consciência do que aconteceu.
 
Há seis anos, a psicóloga Nivia Colin viu o filho Felipe, de sete anos, tendo uma convulsão durante a noite.
 
— Imediatamente, levei meu filho para o pronto-socorro, desesperada. Quando você presencia uma cena dessa, pensa que seu filho morreu, ele se contorce, para de respirar.
 
Segundo Nívia, o diagnóstico não demorou, mas até se informar bem sobre o assunto e encontrar o tratamento adequado foram dois anos.
 
Na época, a busca pelos remédios que controlariam a doença de Felipe não foi o único problema da família.
 
— Meu filho estudava em uma das melhores escolas de São Paulo, e eu vi que a instituição não tinha condições de receber uma criança com algumas especificidades no comportamento. Não dá para esperar que a escola se adapte, por isso mudei meu filho de escola.
 
Por causa da epilepsia, a criança pode ter crises de ausência durante a aula, os remédios podem diminuir a concentração, e essas particularidades, muitas vezes, não são compreendidas pelas escolas.
 
Depois de dois anos sem crises, há cinco meses Felipe teve um episódio de convulsão na escola. Os colegas ficaram assustados com os movimentos bruscos do garoto e, no mesmo dia, a escola juntou os alunos para explicar do que se tratava.
 
— No outro dia, o meu filho foi contar o que ele tem, alguns colegas ficaram preocupados. Ele contou que era por esse problema, que toma remédios e não ficou envergonhado.
 
A psicóloga diz que hoje um dos desafios como mãe é conscientizar o filho, pré-adolescente, de que ele não pode deixar de tomar os remédios e que já está preparada para, no futuro, conscientizá-lo também de que os medicamentos são incompatíveis com a ingestão de bebidas alcooólicas.
 
— Preconceito, eu acredito que ele nunca sofreu porque a aceitação vem da família e ele teve isso. Nós sempre dissemos o que ele tinha e ele cresceu vendo a condição com naturalidade e aceitando algumas limitações que a doença impõe.
 
Nívia, que passou a se dedicar a pacientes com o mesmo problema que seu filho, explica que, da mesma forma que um diabético não pode ser provador de doces em sua vida profissional, a pessoa com epilepsia também tem suas restrições, já que pode ter momentos de ausência de consciência.
 
— Mas isso faz parte da vida, a pessoa tem que aprender a lidar com isso.
 
Eduardo Caminada, embaixador da campanha mundial Purple Day no Brasil, tem o diagnóstico de epilepsia desde os três anos e diz que hoje tenta viver normalmente, sabendo das limitações que o distúrbio traz.
 
— Hoje sou estatístico, trabalho por minha conta em casa. Minha vida não acabou, tento levar uma vida normal, sabendo lidar com as limitações que a vida foi me impondo.
 
Aos 43 anos, Eduardo conta que já foi demitido de dois empregos depois que teve crises convulsivas no trabalho.
 
— Com a vida, aprendi que o preconceito só existe porque as pessoas não se informam a respeito. A última vez que sofri demais com isso, em 2002, tomei a atitude de levar a informação para as pessoas. A partir do momento em que elas são informadas, o preconceito passa.
 
R7

Posto de saúde poderá comprovar violência sexual

Juca Varella/Fotos Públicas: Existem 402 centros de
atenção às pessoas em situação de violência sexual,
dos quais 131 são 24 horas
Objetivo da medida é tornar mais humanizado o atendimento e reduzir a impunidade
 
A coleta de provas de violência sexual poderá ser feita em serviços de saúde credenciados. Portaria interministerial assinada na quarta-feira (25), permite que exames necessários para a comprovação da violência sejam realizados já no atendimento médico. Atualmente, isso é atribuição exclusiva de segurança pública. O credenciamento começa nos próximos dias, mas ainda não há prazo para a conclusão do processo.
 
O objetivo da medida, de acordo com a ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menecucci, é tornar mais humanizado o atendimento da vítima e, ao mesmo tempo, reduzir a impunidade. Os vestígios devem ser reunidos logo nas primeiras horas depois da violência.
 
— Somente serviços credenciados poderão fazer a coleta. A inscrição será precedida de um treinamento, feito pelo próprio ministério — afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
 
Existem atualmente 402 centros de atenção às pessoas em situação de violência sexual, dos quais 131 são 24 horas. Estes centros, completou o ministro, deverão ser os primeiros a receber a habilitação, pois já têm profissionais habilitados e estrutura específica. A ideia é expandir a rede nos próximos meses.
 
Em seis Estados (Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Amazonas, Minas e Santa Catarina) já existe um acordo local que permite a coleta do material nos serviços de saúde.
 
Depois da coleta, os vestígios deverão ser encaminhados para unidades especializadas em medicina legal. A análise das provas em casos de violência sexual continuará sendo feita por um perito do Instituto médico-legal.
 
Com a mudança, profissionais da rede de saúde credenciada se encarregam de fazer o atendimento do paciente, a coleta de vestígios e encaminhá-los para autoridade policial, quando requisitados.
 
A autoridade policial tem a incumbência de registrar e armazenar os dados, para que eles fiquem disponíveis no sistema de segurança pública e de Justiça. As provas somente são usadas caso a mulher queira registrar depois uma ocorrência contra o autor da violência, explica a ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres.
 
— A coleta de vestígios é essencial. Não existe crime sem a prova.
 
Dúvidas
Ela lembrou que, quando atuava na casa de atendimento a vítimas de violência na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), havia dúvidas, por exemplo, sobre como e onde armazenar os vestígios dos casos de estupro.
 
— Quantas mulheres o serviço perdeu, quantos casos ficaram sem solução por não haver uma resposta ágil para essas perguntas.
 
Durante a cerimônia de assinatura da portaria, Eleonora afirmou ser imprescindível a implementação da Lei Maria da Penha e da rede de serviços de proteção para a mulher.
 
— Hoje há um gargalo para o atendimento.
 
Atualmente, há uma Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande (MS).
 
Está prevista a construção de 27, seis delas neste ano.
 
Eleonora afirmou que a integração entre as áreas de proteção da mulher, segurança e saúde é essencial.
 
— A transversalidade é indispensável. E deve ser feita na ponta, no atendimento ao público.
 
O ministro Arthur Chioro afirmou que a portaria pretende criar uma rede de proteção para mulheres.
 
— Diminuir toda situação de medo que envolve situações de violência.
 
Segundo os dados do Sistema de Vigilância em Violência e Acidentes de 2013, foram registradas 200 mil situações de violência doméstica, das quais 136.785 contra mulheres.
 
— Não acabaremos com a violência. Mas o governo tem o compromisso que as vítimas possam ser protegidas e amparadas.
 
Foi assinada também uma portaria que institui um grupo de trabalho para criar estratégias para o cuidado da saúde da mulher com deficiência e mobilidade reduzida.
 
— Não é mais um. Ele tem prazo, ele tem foco.
 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
R7

Ipen normaliza fornecimento de substâncias usadas na medicina nuclear

Foto: Reprodução
A paralisação do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipen), em São Paulo, iniciada no dia 9 de março, chegou ao fim
 
Os funcionários reivindicavam a manutenção de uma gratificação que havia sido retirada no mês passado. Por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União no dia 20, ficou garantida a concessão da gratificação específica de produção de radioisótopos e radiofármacos.
 
A produção e o fornecimento de produtos para a medicina nuclear, como o flúor-18, estão normalizados desde terça-feira. A substância é utilizada no exame PET-CT, que ajuda a diagnosticar doenças como o câncer de pulmão, câncer colorretal e linfomas de Hodgkin e Não-Hodgkin. A greve colocou em alerta a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e laboratórios, porque o Ipen é o principal fornecedor de material radioativo médico do país.
 
O texto foi atualizado às 15h52 para correção de informação no segundo parágrafo: o flúor-18 é que teve produção e fornecimento normalizados, e não o flúor-14.
 
Agência Brasil

Dengue: prefeitura de São Paulo usará tendas para atendimento emergencial

O secretário adjunto de Saúde do município de São Paulo, Paulo Puccini, anunciou ontem (26) que a prefeitura da capital paulista vai instalar três tendas, com capacidade, cada uma, de atender até 100 pacientes por dia no tratamento auxiliar da dengue
 
As tendas serão instaladas na zona norte da capital – área com maior incidência de transmissão da doença –, em locais próximos a unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) ou a prontos-socorros.
 
As tendas serão administradas pela prefeitura, em parceria com cinco hospitais filantrópicos da cidade – Sírio-Libanês, Hospital do Coração, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Albert Einstein e Hospital Samaritano – que participarão com profissionais de assistência médica.
 
O atendimento nas tendas deve começar na semana que vem. “As tendas funcionarão sempre anexas a algum equipamento de saúde: Ama ou pronto-socorro. Se houver suspeita de dengue, os exames serão feitos na tenda. Se houver um problema de desidratação, já começa a terapia. Independe se vou confirmar ou não o caso. É um procedimento clínico que será adotado, tendo dengue ou não”, destacou o secretário adjunto.
 
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o uso de novas tendas será avaliado de acordo com as necessidades. Segundo a pasta, a utilização de instalações provisórias já estava prevista no plano de contingência do município, elaborado em 2014, e segue recomendação do Ministério da Saúde.
 
Dados apresentados hoje pela secretaria mostram que o município registrou, de 4 de janeiro a 14 de março, 4.436 casos confirmados autóctones (contraídos no município) de dengue, enquanto no mesmo período de 2014 foram 1.412 casos confirmados - quase três vezes mais neste ano. Cerca de 47,5% dos casos estão concentrados em bairros da zona norte da cidade.
 
 
Até agora foram confirmadas duas mortes em 2015, decorrentes da dengue: uma senhora de 84 anos, moradora de Brasilândia, zona norte; e um garoto de 11 anos, morador do Jardim Ângela, zona sul. Há dez casos de óbito sendo avaliados no momento.
 
Durante todo o ano de 2014, a capital registrou 28.990 casos autóctones (97,7% no primeiro semestre), com 14 óbitos ao longo do ano. Em 2015, a estimativa da Secretaria Municipal de Saúde, é que o número possa ser até três vezes maior.
 
Agência Brasil

Medicamentos poderão ter alta de até 7,70% no próximo mês

Reajuste anual deverá ser divulgado no dia 31 de março
 
O preço dos medicamentos deverá ficar de 5% a 7,70% mais caro a partir do mês que vem.
 
O reajuste anual que deve ser divulgado no dia 31 de março elevará os preços de 19 mil representações de medicamentos de referência. Os novos valores para os consumidores, porém, deverão chegar às prateleiras ao longo do mês de abril.
 
Apesar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não ter divulgado os percentuais oficiais de correção, que variam de acordo com a faixa em que o medicamento se enquadra, o Sindicato da Indústria Farmacêutica de São Paulo (Sindusfarma) já estimou os aumentos máximos para as três faixas: 7,70% para os medicamentos de nível 1 (faixa em que seus concorrentes genéricos têm participação igual ou superior a 20%), 6,35% para os de nível 2 (grupo em que os genéricos respondem por de 15% a 20% do mercado) e 5% para os de nível 3 (casos em que os concorrentes detêm menos de 15%).

Extra Online Guia da Pharmacia

Cientistas criam chocolate nutritivo sem perda de sabor

Foto: Fernando Gomes/Agência RBS
Eles desenvolveram uma receita mais saudável do doce, mas que mantém o gosto das tradicionais
 
Se você é do tipo que deixa comer a versão mais saudável de certos alimentos para não abrir mão do sabor, os cientistas da Universidade de Gana prometem acabar com esse problema – pelo menos no que diz respeito ao chocolate: eles desenvolveram uma receita mais saudável do doce, mas que mantém o gosto das tradicionais.
 
Os pesquisadores explicam que, na fabricação das versões mais saudáveis do doce, o cacau passa por muitas etapas — e, em algumas delas, as substâncias responsáveis pelo sabor são perdidas durante a torra.
 
Para não perder esses polifenóis nutritivos e "saborosos", os cientistas testaram a armazenagem do cacau por três, sete e dez dias antes do processamento. A armazenagem de uma semana resultou na maior atividade antioxidante após os outros processos convencionais, disseram.
 
A outra mudança no preparo diz respeito ao processo de torra. Normalmente, os grãos são torrados por 10 a 20 minutos a uma temperatura que varia entre 120ºC e 130ºC. No experimento, o tempo foi de 45 minutos e a temperatura, de 116ºC.
 
Segundo os resultados, os chocolates com grãos armazenados por sete dias e torrados durante 45 minutos tiveram mais polifenóis e atividade antioxidante mais elevada em comparação aos doces fabricados com processos tradicionais.
 
— O novo preparo aumentou a capacidade antioxidante dos grãos e o sabor — diz Emmanuel Ohene Afoakwa, responsável pelo estudo.
 
A pesquisa foi apresentada no National Meeting &Exposition of the American Chemical Society.
 
Zero Hora

Quatro meses de infecção pelo HIV sem tratamento já pode provocar demência


Atraso na detecção do HIV e demora para iniciar o tratamento pode causar deficiência cognitiva
Atraso na detecção do HIV e demora para iniciar
o tratamento pode causar deficiência cognitiva
Pesquisa americana revela que diagnóstico precoce e adoção dos medicamentos antirretrovirais imediatamente após infecção previne a multiplicação do vírus no cérebro
 
Um estudo divulgado na revista científica PLoS Pathogens feito pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, aponta que com apenas quatro meses de infecção inicial pelo vírus HIV o cérebro já pode sofrer danos por causa da sua reprodução no local. O estudo acompanhou 72 pacientes nos dois primeiros anos da infeção.
 
Por meio da análise do fluido espinhal dos participantes e também de amostras de sangue, o estudo mostrou que 20% dos indivíduos sofria uma replicação do vírus no sistema nervoso central com apenas quatro meses de infecção. Além disso, 30% dos participantes apresentaram ao menos um sinal inflamatório, sugerindo que a replicação do vírus no cérebro acontecia dentro de dois anos. “Isso mostra que a replicação viral e inflamação podem acontecer cedo, e os danos causados por elas podem ser irreversíveis”, disse em comunicado o infectologista Ronald Swanstrom, diretor do centro de pesquisa sobre a AIDS da Universidade da Carolina do Norte. “HIV e inflamação têm o potencial de acelerar o processo de envelhecimento e causar deficiência cognitiva, e, em casos extremos, resultar em demência associada ao HIV”, alerta.
 
Diagnóstico e terapia
Estudos anteriores mostraram que o HIV consegue penetrar no cérebro e causar problemas neurológicos e eventualmente a demência. No entanto, não havia evidências de que o vírus poderia causar danos tão rapidamente.
 
A diretora da divisão de pesquisa sobre a AIDS do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, Dianne Rausch, conta que a pesquisa aponta para a importância do diagnóstico precoce e da terapia antirretroviral.
 
“Qualquer atraso aumenta o risco do vírus encontrar refúgio e causar danos ao cérebro, onde algumas medicações são menos efetivas, potencialmente facilitando o vírus a reemergir, mesmo depois de ser suprimido no sangue periférico”, comentou.
 
 
Evidências do estudo também sugerem que, na maioria dos pacientes, o vírus chega ao cérebro por meio do sangue periférico. No entanto, em alguns pacientes, diferentes versões genéticas do vírus que não são encontradas no sangue podem atingir o cérebro. De acordo com a pesquisa, o órgão pode se tornar então um compartimento de reserva de vírus capaz de gerar formas resistentes a tratamentos e que podem reinfectar o corpo depois de um tratamento de sucesso.
 
Um terço das pessoas que não fazem terapia antirretroviral para controlar o HIV eventualmente desenvolverá demência associada ao vírus, disse Swanstrom. Ele reforça que o resultado do estudo mostra a importância de detectar o HIV o mais cedo possível.
 
Estudos posteriores poderão focar se o dano causado ao cérebro precocemente por causa da replicação do vírus e também da inflamação podem ser reversíveis.
 
iG

Atitudes que melhoram a saúde em até um minuto


Uma atitude positiva diante da vida protege o
sistema imunológico
Grandes mudanças de estilo não são fáceis, mas algumas coisas são simples de fazer, como respirar fundo, gargalhar, dar uma abraço e adicionar pimenta à comida
 
Ter uma saúde de ferro todo mundo quer, mas encontrar tempo para se dedicar a essa melhora da qualidade de vida é o problema. No entanto, algumas atitudes simples do dia a dia podem ajudar na saúde e o melhor: em apenas 60 segundos. Que tal aderir?
 
Respirar fundo
Respirar fundo e calmamente traz um benefício enorme de redução do estresse no corpo, pois consegue barrar a produção deliberada do cortisol, o hormônio do estresse. Além disso, um estudo publicado no periódico científico PLOS ONE, feito por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts junto com o Centro Médico Beth Israel Deaconess, ambos nos Estados Unidos, mostrou que respirar fundo pode até mesmo produzir mudanças imediatas na expressão de genes envolvidos com a função imunológica, metabólica e de secreção de insulina.
 
A dica é: não importa onde, tire um minuto para respirar fundo, concentrando-se no ar que entra e sai. O relaxamento é certo.
 
Gargalhar
Além de ser gostoso, dar uma boa gargalhada é quase uma terapia. Rir faz bem para a mente e também para o corpo. Um estudo da Universidade de Loma Linda, no Canadá, mostrou que a risada aumenta a liberação de hormônios protetores da saúde do corpo.
 
“Nossos resultados nos levam a acreditar que procurar experiências boas que nos fazem rir pode fazer muito pela nossa fisiologia ficar bem”, disse o líder do estudo, Lee Bark, em comunicado. Uma boa risada não dura mais que um minuto, certo? É algo rápido e ótimo para a saúde.
 
Alongar
Alongar-se não é apenas um momento relaxante no começo do dia ou no meio de atividades estressantes.
 
Segundo um estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, alongar-se três vezes por semana ou fazer uma caminhada eleva a autoestima das pessoas acima dos 60 anos.
 
Apimentar a comida
Para quem não sofre com nenhum desconforto gástrico, adicionar pimenta à refeição é uma forma simples de proteger o fígado. Uma pesquisa feita no Laboratório de Biofísica Celular e Inflamação da Faculdade de Biociências da PUC do Rio Grande do Sul e publicada no periódico canadense Cell Biochemistry and Biophysics mostrou que a pimenta e o cacau podem proteger o fígado e retardar o surgimento da fibrose hepática, uma doença que evolui para a cirrose. Isso acontece porque a capsaicina, componente que deixa a pimenta ardida, é excelente protetora do fígado.
 
A pimenta estudada foi a dedo-de-moça, mas outras variedades – desde que sejam ardidas – também contêm capsaicina, trazendo benefícios semelhantes.
 
Abraçar
Aquele abraço afetuoso pode fazer muito pela saúde. A razão? Manda o estresse embora e protege o corpo contra infecções. Um estudo feito por psicólogos da Universidade Carnegie Mellon e publicado no periódico da Associação pela Psicologia Científica, nos Estados Unidos, mostrou que o suporte social que o abraço dá reduziu o risco de infecção enquanto pessoas passavam por situações conflitantes.
 
O estudo também mostrou que o abraço reduz os efeitos deletérios do estresse. “O aparente efeito protetor dos abraços pode ser tributado ao contato físico em si ou pelo fato de um abraço ser um comportamento que indica apoio e intimidade”, declarou Sheldon Cohen, um dos autores do estudo.
 
Comer chocolate amargo
Estudos dizem que 30 gramas de chocolate amargo por dia é benéfico para o coração. O resveratrol, que há no vinho tinto e é tão benéfico para a saúde cardiovascular, também habita uma deliciosa barra de chocolate amargo.
 
Um estudo publicado no British Medical Journal mostrou que o consumo desse chocolate, desde que tenha no mínimo 60% de cacau, pode prevenir infarto e AVC. Tirar 60 segundos do seu dia para consumir 30 gramas de chocolate amargo é uma boa ideia para a saúde. Veja: 30g de chocolate amargo ao dia reduz colesterol e risco de doenças vasculares
 
Otimismo
Um estudo publicado pela Associação de Psicologia Científica mostrou que uma atitude positiva diante da vida protege o sistema imunológico. Logo, aquelas gripes, resfriados e outros problemas causados por baixa imunidade ficam bem longe daquele que encara o dia a dia de uma forma leve.
 
Além disso, uma pesquisa publicada no periódico da Associação Americana de Cardiologia mostrou que o otimismo diminui o risco de eventos cardiovasculares e morte em mulheres. Que tal se esforçar a pensar em coisas boas gradativamente? Comece com um minuto por dia.
 
Lavar as mãos
Parece óbvio, mas nem todos seguem essa recomendação à risca. Lavar as mãos com água e sabão é uma forma eficaz de se proteger de gripes, resfriados e outros vírus que são transmitidos pelo contato, como o da conjuntivite, por exemplo.
 
A Organização das Nações Unidas ressalta a importância da higiene desses membros. Segundo a ONU, lavar as mãos com sabão é uma das vacinas mais baratas e eficazes contra doenças virais. Basta um minuto para higienizar corretamente as mãos e manter a saúde trincando.
 
iG

Dengue avança e Campinas já tem 7,6 mil casos confirmados

Em parceria com a Sucen, Prefeitura iniciou ações de combate ao mosquito Aedes aegypti
Foto Divulgação: Em parceria com a Sucen, a
Prefeitura de Campinas iniciou ações de combate
ao mosquito Aedes Aegypt
A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira (26) o novo balanço da dengue na cidade: são 7.621 os casos confirmados e 7.284 sob investigação. Somente em março, foram 3.526 novos casos da doença na cidade
 
A escalada vem desde o começo do ano, quando Campinas registrou 1.176 casos em janeiro e 2.919 em fevereiro. Com esses números, a cidade registrou a pior marca histórica para o bimestre desde 1998, quando os começaram a ser registrados.
 
Já comparado ao mesmo período do ano anterior, o número é maior: foram 1922 confirmações em 2014 até março. Ano passado, Campinas teve 41.218 casos no ano inteiro.
 
Os casos de pacientes que estavam com sintomas antes da suspensão da sorologia - que ocorreu na segunda-feira (23) - serão ainda acompanhados pelos exames. Isso porque há possibilidade de descarte da doença tanto pelo resultado laboratorial como por exame clínico.
 
A sorologia é suspensa a partir de quando há 80 notificações para cada 100 mil habitantes. O número é o correspondente a cidades com mais de 500 mil habitantes. A sorologia é colhida no sétimo dia da doença. Os exames para casos graves e óbitos relacionados à dengue continuam sendo realizados.
 
O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) informou ainda que a cidade tem 132 pessoas com dengue com sinais de alerta e três pacientes correm risco de morte, por estarem com a forma grave da doença.
 
A forma grave antes era chamada de dengue hemorrágica, por ter sintomas como sangramento e falência dos órgãos. Em Campinas, um homem de 78 anos, morador da região Leste da cidade, morreu de dengue este ano.
 
Há ainda outras duas mortes que ocorreram na cidade, mas as pessoas foram infectadas em municípios distintos. Outros quatro óbitos estão em investigação. A região Sul é a mais afetada da cidade, com 2.839 casos.
 
A região Sul é composta pelos bairros Swiss Park, Jardim Proença, Parque Prado Jardim Leonor, Vila Formosa, Jardim Campo Belo e ocupações (Parque Oziel). Em seguida, vem a região Leste, com 2.087 casos, composta pelos bairros Nova Campinas, Taquaral e os distritos de Sousas e Joaquim Egídio.
 
Este ano, a doença teve maior transmissão em bairros que não foram tão atingidos como no ano passado. Este ano, as regiões Noroeste (região do Campo Grande) e Sudoeste (área do Ouro Verde, Aeroporto de Viracopos e DICs ) tiveram 302 e 897 casos, respectivamente.
 
Tendência
Segundo o médico epidemiologista da Vigilância em Saúde, André Ribas, o momento ainda é de observação da curva epidemiológica, uma vez que os meses de março e abril são considerados os de pico da transmissão da doença. "O que vai ser daqui para frente depende do clima. Vamos observar", afirmou.
 
O mosquito transmissor da doença - a fêmea do Aedes aegypti - tem o metabolismo acelerado em período de calor. Com isso, aumenta o ciclo reprodutor e há mais pernilongos. Hoje, em Campinas, o sorotipo que circula é o número 1. Há baixa possibilidade de um novo sorotipo ser introduzido, uma vez que o 1 é o que circula nas cidades da região.
 
Assistência
Os centros de saúde com maior número de casos já organizaram os fluxos de assistência para atender com maior agilidade os casos suspeitos da doença. Foram feitas reuniões com representantes dos hospitais para sensibilizar equipes sobre a doença e atualizar sobre o manejo clínico (que estabelece protocolo de cuidados com o paciente).
 
A Prefeitura montou alas especiais em unidades de saúde com o objetivo de atender pacientes com suspeita de dengue e, além disso, tornou a prevenção à doença um assunto de responsabilidade de diversas secretarias.
 
O paciente que estiver com sintomas de dengue - febre, dor no corpo, dor de cabeça - deve procurar atendimento médico e manter-se hidratado. A maior parte de complicações e mortes ocorrem por desidratação devido a doença.
 
POR REGIÕES
 
Sul - 2.839 casos
 
Leste - 2.087
 
Norte - 1.498
 
Sudoeste - 897
 
Noroeste - 302
 
iG Paulista 

Infestação de ratos e baratas interdita bloco cirúrgico de hospital em São Paulo

Ratos de grande porte foram capturados no local em novembro do ano passado
Arquivo Pessoal: Ratos de grande porte foram
capturados no local em novembro do ano passado
Hospital no bairro do Brás, região central da cidade, é gerido pelo governo do Estado de São Paulo, que nega o ocorrido
 
Uma infestação de ratos e baratas causou a interdição, no começo desta semana, do bloco cirúrgico do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, localizado no bairro do Brás, região central da capital paulista. O hospital é gerido pelo governo do Estado de São Paulo, que nega o ocorrido.
 
Segundo uma enfermeira, que pediu anonimato, "o problema de infestação ocorre em todo o bloco cirúrgico e atinge também o ambulatório".
 
"Foi interditado porque há um cheiro forte, persistente, e ainda não localizaram o ninho dos ratos", descreve outra servidora que pediu anonimato.
 
"Fizemos uma primeira denúncia de infestação por ratos e baratas em junho do ano passado", confirma uma terceira funcionária do local.
 
Nesta sexta-feira (27), representantes dos conselhos Estadual e Municipal de Saúde prometem levar ao conhecimento de ambos os órgãos os problemas do Hospital Leonor Mendes de Barros. "Vamos pedir uma vistoria da Anvisa no menor prazo possível", acenou uma fonte.
 
Alagamentos
O hospital também convive com alagamentos. As chuvas torrenciais da última semana, em especial o temporal do dia 16 de março, provocaram estragos no ambulatório e geraram transtornos aos pacientes, que ficaram com água na altura da canela (assista ao vídeo abaixo). 
 

 
Em novembro passado, ratos de grande porte foram capturados após uma inundação. O ambulatório fica na Avenida Celso Garcia, número 2477. O terreno está abaixo do nível da avenida e qualquer chuva forte gera problemas.
 
Em uma área ao lado do ambulatório, o governo do Estado de São Paulo está construindo um novo prédio para acolher as consultas ambulatoriais. A previsão de entrega é para o final de 2016.
 
Secretaria de Saúde
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde destaca que "as denúncias são completamente falsas e absurdas. Em primeiro lugar, o centro cirúrgico da unidade não está interditado e nenhuma cirurgia programada foi cancelada. Tanto que nas últimas 24 horas foram realizadas oito cirurgias no setor".
 
Em relação ao alagamento ocorrido na unidade na semana passada, a direção do hospital alega que o problema não foi exclusivo da unidade já que "todas as ruas no entorno foram afetadas pelas fortes chuvas que acometeram a região. Vale ressaltar, porém, que, em nenhum momento, os atendimentos foram suspensos ou prejudicados".
 
iG