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domingo, 15 de julho de 2012

Chás que combatem dores

Conheça alguns chás que são muito eficazes no combate as dores de cabeça, de garganta, dores musculares e outras.

Com o inverno chegando, tomar um chazinho é sempre uma ótima opção. Além de aquecer o corpo os chás ainda proporcionam muitos benefícios à nossa saúde. Alguns deles possuem propriedades naturais que ajudam a combater vários tipos de dores.

O que é o chá
Como já sabemos, o chá é uma bebida feita através da junção de folhas, flores e raízes, que em geral é preparada com água quente. Cada tipo adquire um sabor que depende do processo com que é preparado, podendo incluir nesse processo a oxidação, fermentação e o contato com outros tipos de ervas e frutos.

Benefícios dos chás
•Alívio das dores e indisposições;

•Possui funções preventivas;

•Desintoxicação do organismo;

•Ajuda no processo de digestão;

•Hidrata o corpo;

•Aumenta as defesas do organismo;

•Atua como antioxidante;

•Possui propriedades laxativas e diuréticas;

•Protege contra infecções.

Chás que combatem dores
1. Chá de Gengibre:
•Trata-se de um estimulante que melhora o ânimo e dá disposição;
•Possui ação antiinflamatória, sendo muito eficaz no combate as dores de garganta;
•Facilita a digestão, alivia a constipação intestinal e melhora as funções cardíacas;
•Trata problemas circulatórios e ainda dores articulares.

2. Chá de Anis:
•É muito utilizado para a eliminação de gases estomacais, intestinais aliviando as dores causadas pelas cólicas;
•Muito eficaz no tratamento de dores de garganta, cólicas menstruais, gastrites, bronquites e tosses.

3. Chá de camomila:
•Esse chá é muito utilizado para dores causadas por problemas digestivos;
•Excelentes para o tratamento de gases intestinais, gastrites, dores musculares, na coluna e no nervo ciático;
•Muito bom para o alivio de dores causadas por cólicas menstruais.

4. Chá de capim-limão:
•Possuem poder sedativo nas dores gastrointestinais, febres e até dores de cabeça;
•Possui propriedades anestésicas que combatem as dores musculares e outros tipos.

5. Chá de boldo:
•Ótimo para o tratamento de dores de estômago, azias e gastrites;
•Trata-se de um chá com propriedades anti-sépticas, anestésicas, antibacterianas, antiinflamatórias e calmantes da pele;
•É indicado para dores na vesícula, dor renal, cólicas, diarréia e enxaquecas.

6. Chá preto:
•É ótimo para o tratamento de dores de cabeça;
•Possuem propriedades vasodilatadoras que aliviam as dores de cabeça e enxaquecas.

Os chás ainda proporcionam maior relaxamento e bem-estar. Tomar chá é um hábito extremamente saudável. Dependendo da erva utilizada para fazer a bebida, ela pode oferecer nutrientes que contribuem com o bom funcionamento do organismo. Além de serem excelentes para o combate de dores de cabeça, musculares, de garganta e diversos outros tipos de dores.

Fonte Mundo das Tribos

Tomar chá diariamente ajuda na prevenção da diabetes

Consumir quatro xícaras de chá por dia reduz em até 20% as chances de desenvolver diabetes tipo 2, segundo pesquisa.

Não é de hoje que os pesquisadores realizam estudos para descobrir as contribuições dos chás para a saúde. Acredita-se que a bebida, preparada normalmente com ervas ou frutas, contribui com a prevenção de doenças e melhora a qualidade de vida.

Chá atua contra diabetes tipo 2, diz pesquisa
De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Heinrich-Heine, na Alemanha, beber quatro ou mais xícaras de chá por dia é uma forma eficaz de prevenir diabetes do tipo 2.Para chegar à conclusão de que a bebida reduz os riscos de desenvolver a doença, os estudiosos alemães avaliaram 12 mil pessoas de oito países europeus.

Os resultados da pesquisa foram publicados no jornal Daily Mail, revelando que o consumo de chá reduz em até 20% as chances de se tornar diabético. Entretanto, se o indivíduo consome uma quantidade inferior a quatro xícaras por dia, ele não terá benefícios.

Christian Herder, principal autor da pesquisa alemã, argumentou que o consumo de chá é benéfico porque ajuda no combate a obesidade. Segundo o pesquisador, a bebida contribui com o processo de digestão, além de fortalecer a proteção da célula beta e a captação de glicose, sintetizando e secretando a insulina, hormônio responsável por regular a glicose no sangue.

Os benefícios do chá para a saúde
O consumo de chá, independente do sabor, contribui com o funcionamento do organismo. A bebida agradável, saborosa e muito consumida no inverno é responsável por fazer a reposição hídrica, pois o corpo absorve a água quente mais rapidamente do que a substância gelada. Com isso, o chá melhora a digestão, evita prisão de ventre e previne pedras nos rins.

Os chás possuem benefícios específicos de acordo com os seus ingredientes. Confira:

Chá mate: diminui o colesterol ruim e ajuda a combater o envelhecimento precoce.

Chá de boldo: combate os principais problemas de estômago, como gazes, azia, cólicas e gastrite.

Chá de camomila: ajuda a relaxar e evita os males da insônia. Possui poder anti-inflamatório e age contra os problemas de estômago.

Chá verde: melhora os mecanismos de defesa da pele, retarda o aparecimento das rugas e ajuda a prevenir o Alzheimer.

Chá preto: é anti-inflamatório e contribui com os processos intestinais.

Chá branco: possui os mesmos benefícios do chá verde, porém é mais saboroso.

Chá de erva-cidreira: ajuda a evitar males como insônia, cólicas, febre, gripe e até mesmo ansiedade.

Chá de alecrim: previne a anemia e auxilia no combate as dores causadas por contusões.

Chá de malva: atua contra tosse e doenças da laringe. 

Fonte Mundo das Tribos

Uma taça de vinho por dia ajuda a proteger os ossos

Uma taça de vinho por dia fortalece os ossos das mulheres, diminuindo as chances delas sofrerem com osteoporose.

Uma simples taça de vinho pode resultar em vários benefícios para o organismo, pois a bebida é rica em antioxidantes. Estas substâncias herdadas das cascas e sementes de uvas ajudam o corpo a combater os radicais livres, prevenindo uma série de doenças.

Várias pesquisas já foram realizadas para descobrir como o vinho beneficia a saúde humana. Sabe-se que a bebida ajuda a combater o envelhecimento precoce, as doenças degenerativas, problemas cardíacos e até mesmo o câncer. Estudos também consideram o vinho como um poderoso aliado da digestão, quando consumido moderadamente.

O envelhecimento é um processo natural da vida e pode resultar em problemas de saúde, mas com o consumo de uma taça de vinho por dia, os mecanismos de defesa do corpo se tornam mais fortes. Os benefícios do vinho podem ser constatados, sobretudo, em mulheres que enfrentam a menopausa

Fonte Mundo das Tribos

Americana publica fotos do próprio aborto para defender autonomia sobre gravidez

AbortoEntretanto, mulher ganhou fama repentina nas redes sociais ao postar fotos do resultado do próprio procedimento

A americana 'Jane' (ela não revela a verdadeira identidade por motivos de segurança) poderia passar incólume entre as mais de 800 mil mulheres que, todo ano, buscam clínicas de aborto nos Estados Unidos para interromper uma gravidez indesejada.

No entanto, Jane ganhou fama repentina nas redes sociais ao postar fotos do resultado do próprio procedimento a que se submeteu, embalada por um misto de curiosidade e protesto.

Sem o conhecimento da clínica, a americana registrou, através de seu celular, imagens do aborto de seu bebê, então com seis semanas.

"Quando entrei no hospital, manifestantes contra o aborto aglomeravam-se na entrada segurando cartazes de fetos mortos. Aquelas imagens grotescas me chocaram de tal maneira que eu me senti pessoalmente agredida, triste e violada", disse ela à BBC Brasil.

"Então, enquanto esperava pela minha vez, eu comecei a pensar na aparência do meu aborto. Foi então que decidi tirar as fotos", acrescentou.

Para sua surpresa, conta Jane, as imagens não eram semelhantes às dos cartazes dos manifestantes.

Com o propósito de mostrar às mulheres uma nova "perspectiva" sobre o aborto, ela decidiu, logo em seguida, montar uma página na internet na qual postou as fotos.

"Espero que isso sirva de contribuição para uma maior educação sobre o aborto. Acredito que as pessoas têm o direito de receberam a educação e informação adequadas", afirmou.

Repercussão
Em menos de 48 horas, Jane recebeu milhares de comentários, de vários lugares do mundo, apoiando sua decisão. Uma "pequena parcela", entretanto, disse ela, criticou a divulgação das fotos, alegando que "uma vida em potencial foi tirada".

"Ainda que não concorde com isso (o protesto contra o aborto), as críticas também fazem parte do diálogo. Mas, no geral, fiquei surpresa com a quantidade de homens e mulheres que escreveram sobre suas histórias pessoais, contando suas vidas, experiências médicas e opiniões", afirmou.

"São histórias de pessoas de todo os lugares do mundo, de diferentes idades e classes sociais. Nunca poderia imaginar que havia tanta gente partilhando uma mesma experiência (o aborto) e que viveu em completo isolamento. Tudo isso é verdadeiramente gratificante", acrescentou.

Jane também contou que recebeu total apoio do pai da criança e de sua mãe, quem já havia abortado um bebê na década de 1970, quando a polêmica nos Estados Unidos era muito maior.

"Decidi não ter um bebê porque simplesmente não estava preparada para ser mãe. Desde o início, já estava certa de que não queria levar adiante a gravidez, porque sabia que não poderia dar a meu filho o que ele mereceria. Infelizmente, não havia outra opção", contou ela à BBC Brasil.

"O pai da criança sabia da gravidez e me apoiou do início ao fim. Ele é um homem incrível, um amigo leal, e acredita que é direito da mulher escolher o que é melhor para seu corpo e sua vida", disse.

"Já minha mãe também me deu o suporte necessário. Ela ficou feliz de que eu teria acesso a uma infraestrutura hospital segura e limpa, além de ser tratada por especialistas", acrescentou.

Debate
Segundo Jane, seu objetivo, a partir de agora, foi abrir um espaço para a discussão de ideias sobre um tema polêmico.

"No fundo, esse projeto não é sobre mim. Trata-se de uma comunidade muito maior de mulheres que viveram as mesmas experiências e hoje podem dividir uma mesma estória", concluiu.

Desde 1973, o aborto é legalizado em todos os 50 estados americanos, mas continua dividindo opiniões.

Uma pesquisa da consultoria Gallup, feita em maio do ano passado, apontou que 49% dos americanos era a favor da "escolha" das mulheres, enquanto 46% se mantinham contra a prática.

Fonte R7

Chinesa dá à luz no meio da rua, depois que socorro foi negado

Pai teve que improvisar o parto diante do olhar de curiosos

Um bebê nasceu no meio da rua na província de Guangzhou, no sudeste da China. O casal estava rumo ao hospital quando a mulher desmaiou e precisou de socorro.

Desesperado, o marido saiu em busca de ajuda. Entrou em um consultório dentário próximo mas os dentistas se recusaram socorrê-lo alegando não ter formação profissional para realizar o parto.

Ele então chamou a ambulância. Mas enquanto o atendimento não chegava, o pai improvisou um parto acompanhado pela “torcida” dos curiosos que paravam para ver o “espetáculo”.

Graças a ele, o bebê nasceu com sucesso. E mãe e filho foram encaminhados para o hospital.

Fonte R7

Escolas gaúchas antecipam férias por causa da gripe A

Pelo menos nove cidades suspenderam as aulas e decretaram férias antes das datas previstas no calendário

Alguns municípios do Rio Grande do Sul decidiram esta semana antecipar as férias escolares em razão do aumento do número de casos de influenza A (H1N1) – gripe suína.

Pelo menos nove cidades gaúchas suspenderam as aulas de suas redes municipais de ensino, e decretaram férias antes das datas originalmente previstas em calendário: Gravataí, Cruz Alta, Boa Vista do Cadeado, Santa Bárbara do Sul, São Borja, Quinze de Novembro, Pejuçara, Alecrim e Condor.

O Ministério da Saúde divulgou por meio de nota que não há indicação para suspender atividades sociais ou aulas em razão da doença.

— Isso [a suspensão] não se mostrou efetivo para reduzir a transmissão do [vírus] A H1N1 em 2009, servindo apenas para criar uma sensação de insegurança nas pessoas.

A secretária municipal de Educação de São Borja, Tânia Rocha, disse à Agência Brasil que as prefeituras têm autonomia para tomar a decisão de antecipar o início das férias. No caso de São Borja, as férias, que começariam apenas no dia 23, foram antecipadas para o último dia 9.

— Tomamos essa decisão porque o clima já estava muito frio e úmido, os casos de gripe estavam aumentando e muitos alunos já estavam faltando às aulas. Se tudo correr bem, reiniciaremos as aulas normalmente no próximo dia 23.

Em algumas farmácias da Região Sul não há mais frascos de álcool em gel disponíveis para venda. Ao contrário do que ocorreu em 2009, porém, nenhuma autoridade estadual recomendou medidas extremas como a suspensão de atividades escolares ou de eventos públicos. O uso de máscaras, encontradas nas ruas com certa facilidade há três anos, também não tem sido comum em 2012.

O médico infectologista Sérgio Penteado, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, explicou à Agência Brasil:

— Suspender aulas, fechar espaços de uso público como cinemas e teatros são medidas pouco eficazes, porque não impedem a circulação do vírus, apenas podem reduzir a velocidade de sua transmissão. O que é eficaz é manter uma alimentação saudável, ingerir líquidos, cuidar da imunidade e, no caso de sintomas de gripe, ter um diagnóstico rápido e o acesso à medicação adequada.

Entre as medidas preventivas adotadas por escolas da Região Sul estão o isolamento de bebedouros de uso coletivo, a disponibilização de dispensadores de álcool em gel, a distribuição de cartazes educativos e a orientação para que os ambientes de aula permaneçam mais ventilados. Penteado destacou:

— A situação atual é bem diferente da de 2009, quando a circulação do vírus H1N1 foi muito intensa e ninguém tinha imunidade a ele. A disponibilização do medicamento e o fato de as pessoas estarem mais atentas devido à cobertura da mídia têm um impacto significativo [na redução das mortes].

Os três estados do Sul registram este ano 95 mortes de pacientes que contraíram o vírus Influenza H1N1. São 52 mortes em Santa Catarina, 29 no Rio Grande do Sul e 14 no Paraná. Na ano de 2009, auge da pandemia, a região registrou 789 mortes causadas pela doença.

O ministério retirou o medicamento antiviral oseltamivir, conhecido pela marca Tamiflu, da lista de substâncias sujeitas a controle especial. O objetivo da medida é facilitar o acesso ao remédio, usado no tratamento da gripe, que passa a ser comercializado nas farmácias com receita médica simples, e não mais em duas vias. O antiviral também está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Lavar as mãos várias vezes ao dia, usar lenço descartável ao tossir e espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados são algumas das formas de prevenir a transmissão da doença.

Os médicos de todo o país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. A síndrome gripal se caracteriza pelo surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor de garganta, somado à dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações.

Fonte R7

Pesquisadores da USP desenvolvem chip para que pessoas com deficiência possam voltar a andar

Novo chip funcionaria de forma semelhante ao sistema implantado no personagem Neo, do filme Matrix, mas sem o uso de um fio

Em Avatar, filme dirigido por James Cameron, o ex-fuzileiro Jake Sully (interpretado por Sam Worthington) é paraplégico. Mas, quando decide participar do Programa Avatar, suas conexões neurais o conectam a um avatar e então o ex-fuzileiro consegue andar. No filme, isso só ocorre quando o cérebro de Sully consegue controlar, de forma virtual, o seu avatar no belo mundo de Pandora.

No mundo real, apesar de muitos estudos científicos sobre o tema, ainda não é possível fazer uma pessoa com as limitações de Jake Sully voltar a andar. Mas cientistas brasileiros estimam que isso pode começar a ocorrer em 2030. A ideia de pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, é que um chip seja implantado na parte mais externa do córtex cerebral. Quando for ativado, esse dispositivo poderá comandar os movimentos de uma pessoa com deficiência física por meio de um exoesqueleto (espécie de esqueleto artificial feito de metais resistentes). Em entrevista à Agência Brasil, Mario Alexandre Gazziro, professor do Departamento de Ciência da Computação da USP, explicou:

— À medida que um campo magnético mantido fora da cabeça se aproximasse desse chip, ele iria se energizar e passaria a ler e enviar os comandos do cérebro para fora, utilizando essa mesma energia.

O mecanismo está em estudo por um grupo de pesquisadores de São Carlos, do qual participa Gazziro. A pesquisa está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, com a participação do professor Stephen Saddow. O professor da USP disse:

— Certamente essa é a solução mais promissora para fazer com que, por meio de esqueletos mecânicos ou robotizados, paraplégicos e pessoas com outras deficiências voltem a andar de novo.

Atualmente, segundo ele, o que existe em termos de experimento nesse sentido é a instalação de eletrodos no cérebro.

— O que se faz é colocar o eletrodo dentro do cérebro, diretamente, nos experimentos. Não está disponível comercialmente nem foi aprovado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária].

O novo chip, no entanto, funcionaria de forma semelhante ao sistema implantado no personagem Neo, do filme Matrix, mas sem o uso de um fio.

— Imagine que aquela conexão na cabeça que é feita neles [personagens do filme] seria feita só de se chegar próximo [à cabeça]. Esta é a nossa proposta: uma interface em que colocamos um chip dentro do cérebro e 'conversamos' com o chip só de chegarmos próximo [a ele].

Além do chip sem fio, uma condição para que um paraplégico volte a andar, nessa situação, será o desenvolvimento de exoesqueletos.

— Precisará ter um exoesqueleto, um esqueleto [robótico] para movimentar perna e braço. Esse exoesqueleto teria uma antena, escondida embaixo do cabelo. O chip seria colocado em uma região específica do córtex. E a pessoa aprenderia a usar aquele membro eletrônico. Seria como aprender a andar de novo.

Segundo Gazziro, a tecnologia de criação do exoesqueleto está bem encaminhada.

A pesquisa, que será desenvolvida no instituto durante três anos, pretende focar no desenvolvimento de chips sem fio e de baixo consumo. Eles serão feitos com material biocompatível, como o carbeto de silício, que, segundo a equipe de pesquisa coordenada por Saddow, tem a propriedade necessária para desenvolver uma interface cerebral.

— É um chip especificamente desenhado para ser interligado ao córtex motor. O que fazemos aqui é uma complementação do estudo do professor Miguel Nicolelis [que pretende construir um exoesqueleto robótico, comandado diretamente pelo cérebro, para que pessoas com paralisia voltem a andar], que tem conhecimento das pesquisas feitas em São Carlos. O que fazemos é propor uma solução para tirar o fio que atualmente seria usado em uma interface cerebral.

O estudo está dividido em duas partes. A primeira aborda a questão da biocompatibilidade, que já foi resolvida pela universidade norte-americana. A outra, considerada um gargalo no mundo científico, trata da redução do consumo de energia pelo chip, o que ficará a cargo dos pesquisadores da USP.

— Em parceria com o pessoal do sul da Flórida, estamos desenvolvendo novas técnicas para baixar o consumo do chip de forma que, nos próximos quatro ou cinco anos, consigamos ter um com pouca energia conseguindo funcionar dentro do cérebro.

Depois de desenvolvido, o chip de baixo consumo será testado em ratos.

— Nossa estimativa é que isso [implantar o chip em ser humano com sucesso] possa vir a se tornar corriqueiro no dia a dia em torno de 2030. O processo de validação para humanos leva mais de dez anos. Estamos com o plano de terminar nossos chips entre 2018 e 2020. A partir daí, serão mais dez anos de estudos clínicos para poder validar para uso comercial.

O estudo, denominado Interface Neural Implantável, foi aprovado pelo programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, e tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

— Atualmente temos R$ 250 mil, que acabaram de ser aprovados. E estamos pleiteando mais R$ 2 milhões nos próximos anos. Mas, como vamos usar a fábrica de chip experimental da Flórida, esses R$ 250 mil já vão ser suficientes para fazer os primeiros. Não estamos com carência de recursos. Para cumprir essa meta para os primeiros chips, esse orçamento já cobre. Mas estamos pedindo mais orçamento para aprimorar e construir processos de fabricação industrial aqui.

Além de possibilitar que, no futuro, pessoas com deficiência possam voltar a andar, o projeto pretende impulsionar a pesquisa e a indústria nacional.

— Se esse projeto for bem administrado, mantendo a propriedade intelectual e fazendo a transferência para a indústria, ajudará não só as pessoas, mas a indústria médica no país. O interessante seria dar incentivo para que empresas nacionais, via incubadoras, fabricassem esses sistemas, podendo gerar renda [para o país].

Fonte R7

Álcool e falta de diálogo com família contribuem para iniciação sexual precoce de jovens na periferia do DF

Brasília – Jovens de baixa renda que pouco se relacionam com os pais, pegam informações com amigos e consomem álcool com regularidade são o perfil de quem inicia a vida sexual precocemente e sem proteção. É o que mostra pesquisa da Central Única das Favelas (Cufa) feita em três cidades da periferia de Brasília.

Os resultados foram obtidos por meio da aplicação de questionários a 870 pessoas de baixa renda em três cidades do Distrito Federal (DF): Estrutural, Arapoanga e Itapoã. A Cufa, no entanto, divulgou apenas os números da Cidade Estrutural, a 15 quilômetros do centro de Brasília. Os dados referentes às outras cidades serão apresentados nos próximos dois fins de semana.

De acordo com Max Maciel, coordenador-geral da Cufa no DF, o que mais chamou a atenção entre os moradores da Cidade Estrutural, onde 292 pessoas foram entrevistadas, é a baixa predominância da família tradicional, com pai, mãe e irmãos. De acordo com o levantamento, 24,4% dos pesquisados moram com parentes de segundo grau (tios, avós e primos); 17,1% vivem com a mãe; 11,3%, com pai e mãe; e apenas 4,1%, com o pai. A pesquisa mostrou ainda que 13% moram sozinhos, mas a maior fatia (30,1%) não se encaixou em nenhum desses perfis e foi registrada na categoria outros.

Para Maciel, o distanciamento dos pais interfere na formação sexual dos jovens da cidade. “Jovens que não dialogam com a família e buscam informações em outras fontes”, diz. A própria pesquisa constata que 45,9% dos entrevistados têm os amigos como principal fonte de informação sobre doenças sexualmente transmissíveis. Em segundo lugar, vêm profissionais da área (33,6%). A família só aparece na terceira posição, com 24%.

De acordo com o levantamento, em média, os moradores da Estrutural têm a primeira relação sexual aos 14 anos. Segundo o coordenador da Cufa, o problema não está na idade, mas na desinformação, que estimula o sexo sem proteção e acarreta gestações indesejadas e a transmissão de doenças. “Não queremos ser moralistas e pedir que os jovens comecem a fazer sexo tarde. O importante é que a decisão, se for tomada, seja prazerosa e com segurança”, explica Maciel.

A falta de esclarecimento prejudica o sexo seguro. Segundo a pesquisa, 79,3% dos moradores da Estrutural disseram que sabem como usar a camisinha, mas somente 52% de fato utilizam o preservativo. “Muitos sabem sobre doenças e métodos de proteção somente na teoria, mas não põem os conhecimentos em prática”, diz Maciel.

Entre os fatores para essa divergência, ele cita a baixa qualidade das informações buscadas com amigos e o consumo de álcool antes das relações. “A maioria dos pesquisados disse não usar drogas, mas houve diversos casos em que as pessoas depois admitiram consumir cerveja e vinho com frequência”, destaca o coordenador da Cufa. “Nessa parcela da população, falta o entendimento de que drogas legalizadas também são drogas.”

O levantamento foi realizado entre novembro de 2011 e janeiro deste ano. Os resultados serão debatidos com as comunidades. Depois disso, a Cufa elaborará recomendações às escolas e aos formuladores de políticas de saúde pública, que só serão apresentadas em meados de agosto ou setembro.

Paralelamente, a Cufa, em parceria com a Secretaria de Saúde do DF e o Ministério da Saúde, capacitou adolescentes nas três cidades. Ao todo, 90 jovens (30 em cada cidade) participaram de um curso de uma semana em que se tornaram agentes de promoção de saúde. Hoje, eles percorrem as localidades, distribuindo kits e fornecendo orientações sobre sexo seguro e tirando dúvidas sobre as consequências do consumo de drogas, lícitas e ilícitas.

Desde o fim de abril, a estudante Luana Dionísia da Costa, 18 anos, atua como agente de promoção de saúde. Ela diz que somente o esclarecimento pode evitar que cada vez mais jovens contraiam doenças sexualmente transmissíveis ou fiquem grávidas na adolescência. “Antes de conhecer o projeto, tinha muitas dúvidas e, às vezes, acabava fazendo coisas erradas e correndo risco”, diz a jovem. “A multiplicação da informação é essencial para melhorar a saúde sexual dos jovens na periferia”, defende.

Fonte Agência Brasil

O essencial da consulta médica masculina

Veja o que não pode faltar no atendimento médico para garantir a boa saúde do homem

O ginecologista não cuida apenas do órgão sexual feminino. Ele também é importante na saúde da mulher como um todo. As consultas podem detectar inúmeros problemas que vão além da libido e isso é possível, especialmente, pelo fato das visitas ao médico serem constantes. Já com os homens, o mesmo não acontece.

Não existe uma especialidade médica para o homem equivalente ao ginecologista para a mulher. O urologista, por exemplo, costuma ser mais procurado quando existem problemas pontuais, em vez das consultas periódicas de caráter preventivo. Outros especialistas também são mais requisitados desta maneira. Mas mesmo nestas consultas com reclamações pontuais, o médico pode fazer uma avaliação mais ampla e, assim, detectar com antecedência diversos problemas.

O primeiro passo é ter uma boa conversa com o médico. “A primeira avaliação clínica deve ser cuidadosa e verificar questões como vacinação, histórico de procedimentos cirúrgicos, doenças prévias, alimentação e qualidade do sono”, afirma André Negrão, clínico geral do Hospital São Luiz.

O histórico familiar de doença é outra peça fundamental. “Em pé de jaca, dá jaca”, brinca o médico. Inúmeras doenças têm o risco aumentado quando há histórico entre familiares, especialmente em parentes de primeiro grau. “Hipertensão e câncer são dois problemas que requerem atenção”, exemplifica.

Circunferência abdominal
O simples ato de medir a circunferência abdominal do homem já é uma forma de identificar o risco de várias doenças. Quando ela é igual ou superior a 102 centímetros, o paciente fica mais sujeito a desenvolver síndrome metabólica, que pode se manifestar com diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto, entre outras complicações.

Excesso de peso e obesidade atingem 60% dos brasileiros adultos, segundo recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e isso é tido como gatilho para problemas fatais como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O excesso de peso pode desencadear ou agravar apneia do sono, o que pode levar a problemas sexuais.

“Além de medir a circunferência abdominal, o médico deve ainda verificar a frequência cardíaca, escutar coração e pulmões para completar o exame”, afirma Negrão. As chamadas medidas antropométricas – como peso, altura e índice de massa corporal – não podem faltar, como a medida da pressão arterial.

Avaliação do metabolismo
Um exame de sangue simples é suficiente para verificar como está o metabolismo masculino. “Ácido úrico, colesterol, triglicérides e glicemia são fundamentais e precisam ser avaliados”, aponta Eduardo Berger, coordenador do centro de check-up do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

Alterações nestes indicadores podem acender o sinal de alerta para problemas como má alimentação ou disfunção da glândula tireóide. Neste último caso, a doença pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos e ainda acelerar o ganho de peso.

Próstata
O urologista Rodrigo Rodrigues da Costa, do Hospital Beneficência Portuguesa, afirma que é fundamental para o homem fazer um acompanhamento da próstata a partir dos 40 anos. O câncer de próstata é um dos principais tumores masculinos e registrou em 2010 mais de 50 mil novos casos, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“O exame de toque é o mais eficiente para detectá-lo”, afirma Rodrigues da Costa. Pelo toque, o médico consegue detectar pequenas alterações na anatomia da próstata que podem indicar o surgimento de um tumor. Existem outros indicadores, como o PSA, mas eles podem não ser tão precisos ou tão rápidos na indicação da doença.

A velocidade no diagnóstico é fundamental para que o tratamento comece a ser realizado antes do tumor se tornar muito grande. Caso ele avance, o risco da cirurgia para retirá-lo passa a ser maior. Disfunção erétil e incontinência urinária estão entre as possíveis sequelas do procedimento cirúrgico.

Doenças sexuais e libido
Caso o paciente tenha menos de 40 anos, também é importante uma avaliação urológica. “O médico deve avaliar questões relativas à libido e alertar para doenças sexualmente transmissíveis”, afirma o urologista. “Dúvidas sobre sexo são frequentes em jovens”, aponta.

A própria limpeza correta do pênis é um tema a ser abordado, visto que a higiene inadequada é um dos principais motivos para tumores no órgão sexual. O Inca estima que os tumores de pênis representem 2% dos casos de câncer em homens.

Fonte iG

Maioria dos homens só vai ao médico com doença avançada

Preconceito e vergonha ainda são as principais razões para ficar longe dos consultórios médicos

O preconceito e a vergonha ainda mantêm os homens longe dos consultórios médicos, é o que aponta levantamento realizado com pacientes do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, na zona sul da capital paulista.

Por mês, mais de 1,5 mil homens, ou 60% do total de pacientes, chegam ao hospital com quadros considerados avançados e que necessitam de intervenção cirúrgica para combatê-los.

Muitos destes pacientes desconheciam suas condições de saúde e ignoraram os sintomas iniciais da doença, adiando a busca por ajuda especializada. Atitudes como esta facilitam, ao longo do tempo, a evolução de um problema comum e facilmente tratável para um caso mais sério, que representa riscos para o paciente caso ele não passe por uma cirurgia, por exemplo.

Por outro lado, o diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos e com maiores chances de cura. Além disso, a recuperação do paciente também costuma ser mais rápida, enquanto os gastos com o procedimento e a hospitalização são reduzidos.

De acordo com o médico chefe do serviço de urologia do hospital, Joaquim Claro, os homens estão conscientes e procuram com mais frequência o médico da família para realizar os exames preventivos e o check-up anual se compararmos com a realidade de alguns anos atrás.

Entretanto, por questões exclusivamente culturais, há ainda os que só passam pelo consultório quando sentem fortes dores, dificuldades para urinar ou perda total da libido.

"Infelizmente esses pacientes acreditam que o provedor da casa não pode ficar doente e nem deve sair da rotina de trabalho para visitar o especialista. É um grande equívoco, pois é na consulta de rotina que o médico detecta doenças comuns e que demoram a apresentar sintomas, como é o caso do aumento benigno da próstata, recorrente a partir dos 50 anos", ressaltou o médico coordenador Cláudio Murta.

Fonte iG

Ele quer a fé dentro dos hospitais

Claudio Lottenberg, presidente da rede Albert Einstein e ex-secretário de saúde, já fez reuniões com o Papa e o Dalai Lama sobre o assunto

Bocejos e olheiras acompanhavam o médico oftalmologista Claudio Lottenberg, 51 anos, no encontro exclusivo dele com o iG Saúde.

Reflexos da véspera mal dormida enfrentada pelo e ex-secretário municipal de saúde de São Paulo (gestão 2006) e atual presidente da rede Hospital Albert Einstein, uma das maiores na área da saúde particular e filantrópica do País.

A justificativa, em meio aos pedidos de desculpa, não tardou a vir: “Operei 12 pacientes na segunda-feira. Amanhã tenho 25 cirurgias agendadas”, dizendo ainda que a jornada tinha terminado a 1h e começado, novamente, só quatro horas depois.

“Sem contar que tenho uma figura muito conhecida hospitalizada aqui (unidade Morumbi do Einstein). Mas isso ninguém sabe, nem você”, disse Lottenberg, apontando para a coordenadora de marketing da rede hospitalar, que acompanhava a entrevista.

“Não faço promoção pessoal com os pacientes atendidos. Não quero ser o médico dos famosos, nem dos poderosos, apesar de ser o médico de alguns deles”, emendou a frase, que alfinetava alguns colegas médicos de outras unidades hospitalares de renome que ganharam repercussão nacional por atender políticos de todos os partidos, músicos de todos os estilos e atores de todos os canais.

Não é a única afirmação dada por Lottenberg que pode gerar polêmica. O médico é defensor de outras “duas misturas” que já começaram a ser ensaiadas no setor da saúde do Brasil, mas ainda não são unanimidades.

A primeira é colocar no mesmo pacote de atendimento o Sistema Único de Saúde (SUS) e a rede privada. A segunda é superar, de vez, o divórcio entre ciência e espiritualidade e fazer da fé dos pacientes um procedimento padrão e essencial da medicina.

“Se não for uma questão humanista, que seja por uma razão econômica. Já existem pesquisas que mostram que os pacientes terminais com câncer que exercem a espiritualidade, por exemplo, dão menos custos aos hospitais do que os com o mesmo perfil que não têm fé.”

Leia trechos da entrevista com o especialista que, além da grife Einstein, também é responsável pela administração do M'Boi Mirim, hospital público da periferia da zona sul paulistana e 14 Unidades Básicas de Saúdes. Lottemberg é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do MBA em Saúde do IBMEC, além de autor do livro "A Saúde Brasileira pode dar Certo" (Ed. Atheneu).

SUS X Plano de Saúde

iG Saúde: Os hospitais particulares estão com superlotação de pacientes e há demora de meses para a marcação de consultas. O senhor avalia que os planos de saúde estão repetindo os mesmos erros já cometidos pelo SUS?
Lottenberg: Tanto o SUS quanto a saúde suplementar erram de forma muito parecida. Porque ambos centram o debate para solucionar os problemas somente no dinheiro. Há anos a gestão pública reclama que falta verba. Há anos também os médicos reclamam que os profissionais e os procedimentos são mal remunerados pelos planos de saúde. Os pacientes ficam perdidos nessa discussão e sempre discutimos as mesmas coisas. Claro que o financiamento é importante e reconheço que é deficiente, mas não acredito ser este o eixo da questão. A saúde do Brasil é fragmentada. Para o paciente, pouco importa o local onde será atendido, desde que ele consiga o atendimento. Minha visão é que SUS e saúde suplementar deveriam atuar mutuamente, de forma conjunta. Daí os gargalos reais apareceriam e aí sim o próximo passo seria discutir dinheiro.

iGSaúde: O que o senhor defende é um modelo de gestão compartilhada entre SUS e saúde privada, como o das Organizações Sociais de Saúde (OSS), em vigor hoje no M’Boi Mirim?
Lottenberg: As OSSs são um caminho mas não há única possibilidade de integração entre as duas esferas. Sou oftalmologista, tenho meu consultório particular e tenho muitas vagas ociosas para a cirurgia de catarata, por exemplo. Não teria o menor problema em receber os pacientes que estão na fila de espera do SUS em minha clínica, caso o Ministério da Saúde distribuísse esta demanda reprimida e pagasse um certo valor por isso. O SUS ganharia e os consultórios particulares – que estão ociosos – também. É uma maneira mais real de saber quais são as verdadeiras deficiências no atendimento. É quando a demanda é vista de forma integral e não dividida entre público e privado, como se fossem coisas independentes. Tudo é saúde. Esta parceria, além de não poder desvalorizar o funcionalismo público, também tem que contribuir para redefinir o papel do médico. Os médicos precisam olhar o paciente de forma mais integrada.

Papel do médico

iG Saúde: Esse olhar mais integrado significa que precisamos de mais médicos de família e menos cirurgiões altamente especializados?
Lottenberg: Não é a formação e, sim, o olhar do médico. Eu não fiz oftalmologia para só definir se a mulher é míope ou não. Eu fiz medicina para saber quais são os impactos da miopia na vida desta paciente e ajudá-la com isso. Ela precisará voltar ao hospital para regular o grau dos óculos. E esta regulagem, um técnico bem treinado, pode fazer, deixando a especificidade do tratamento para mim. O médico precisa entender que ele é maestro de uma equipe de diversas especialidades e que é preciso dar mais espaço para outros técnicos, sem só brigar por uma reserva de mercado. Técnicos bem treinados podem medir a pressão e deixar o atendimento amplo da hipertensão, por exemplo, para o cardiologista. Parteiras podem fazer parto desde que saibam os limites. Integração da equipe, médicos, técnicos e outros profissionais da saúde é o que garante o atendimento possível e de qualidade.

iG Saúde: Mas os médicos estão preparados e disponíveis para este novo papel e esta divisão com outros profissionais? E os pacientes, estão preparados para nem sempre serem atendidos por médicos?
Lottenberg: Ainda é preciso um trabalho importante com os médicos e com os pacientes. Com os médicos para que recebam melhor esta função de supervisor de equipe, sem o ranço da disputa de mercado. Com os pacientes para que não anseiem somente pela figura do médico. Em uma discussão sobre o que deveria ser atendido em um hospital de emergência, se era parto, infarto, acidente, a definição é que no pronto-socorro as pessoas querem que suas angústias sejam acolhidas. E associam este atendimento ao médico. Por isso, definitivamente, este trabalho sobre o papel do médico precisa ser feito com os médicos e com os pacientes.

Medicina e fé

iG Saúde: Outro assunto para o qual talvez os médicos não estejam preparados, e tem sido uma de suas bandeiras, é a fé na medicina. Por quais motivos os hospitais precisam acolher a fé dos pacientes?
Lottenberg: Primeiro uma explicação. As pessoas usam a religião para compreender a fé, porque é um mecanismo mais fácil de entendimento. Mas a fé não precisa ser atrelada à religião. Na saúde, até os ateus podem ter os benefícios do que as pessoas chamam de fé. É por meio da fé que conseguimos gerenciar o estresse, que libera hormônios e neurotransmissores tóxicos ao organismo. O nervosismo não causa asma em ninguém, mas cientificamente sabemos que os asmáticos, quando nervosos, podem ter crises agravadas e morrer por isso. Também é científico que as pessoas que exercem a fé apresentam melhoras de saúde mais rápida, tempos mais reduzidos de internação. Já existem pesquisas que mostram que os pacientes terminais com câncer que exercem a espiritualidade, por exemplo, dão menos custos aos hospitais do que os com o mesmo perfil que não têm fé. Os hospitais precisam começar a dar espaço para a fé. Se não for uma questão humanista, que seja por uma razão econômica.

iG Saúde: O senhor avalia que a conciliação entre ciência e fé está próxima? Será possível as duas caminharem juntas?
Lottenberg: Já demos alguns passos, estamos engatinhando ainda. Só o número crescente de evidências científicas que mostram os benefícios da espiritualidade nos tratamentos clínicos já mostra que o divórcio entre fé e ciência está chegando ao fim. Eu defendo que os médicos, ao menos, se mostrem disponíveis e dispostos em perguntar se a fé é importante para o tratamento dos pacientes. E se a resposta for sim que não impeçam o exercício dela. Isso, no Einstein, já é protocolo de atendimento e uma das bases da nossa missão. Eu já conversei com o ministro da saúde (Alexandre Padilha), que ouviu atentamente o meu posicionamento. Também levei esta temática nos encontros que tive com líderes religiosos (mês passado Lottenberg foi recebido pelo papa Bento XVI). Falei sobre o assunto também com o Dalai Lama. Ele, acredite, tem um interesse muito grande em neurologia, sabia?

iG Saúde: E os médicos, estão preparados para abrir espaço à fé de seus pacientes?
Lottenberg: Einstein já disse que é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito. Acredito que começamos este processo. Os médicos precisam ocupar este espaço. Porque deixá-los vazios é permitir a invasão de pessoas de má fé. Medicina tradicional é complementada pela espiritualidade e vice-versa. Uma oração não vai substituir uma droga anticâncer.

Fonte iG

Homens que fazem faxina são mais felizes

Estudo revela que dividir as tarefas da casa diminui os conflitos e melhora a vida do casal

Menos brigas, menos culpas, menos rivalidade no casamento, uma mulher muito mais animada e disposta para curtir a vida. Parece conto da carochinha, mas segundo uma extensa pesquisa da Universidade de Cambridge, o segredo é simples: arregaçar as mangas e abraçar a vassoura, o aspirador e os panos de limpeza pode garantir aos homens uma vida conjugal mais feliz.

A pesquisa faz parte de um painel de estudos da Universidade de Cambridge realizado durante cinco anos cujo objetivo era mapear a desigualdade de gênero na sociedade contemporânea. Conduzido pelo sociólogo dinamarquês Gøsta Esping-Andersen, o estudo foi publicado no livro Gendered Lives, que pretende compor um painel abrangente sobre o assunto.

No bojo do estudo, no entanto, uma das maiores surpresas foi descobrir que os homens são mais felizes quando contribuem igualmente nas tarefas domésticas. A pesquisa usava como base o European Social Survey com dados da França, Suécia, Noruega, Dinamarca, Países Baixos, Alemanha e Grã-Bretanha para descobrir o quanto tarefas domésticas provocavam conflitos. Perguntaram aos participantes quanto tempo eles gastavam em tarefas como cozinhar, lavar, limpar, fazer compras e reparos na casa.

Paralelamente, avaliavam indicadores de bem-estar em outros aspectos da vida do grupo estudado.

Os pesquisadores esperavam que os conflitos aumentassem conforme os homens fossem mais ativos nas tarefas domésticas porque, teoricamente, eles estariam sendo obrigados a fazer algo que não gostavam em detrimento de atividades prazerosas. Na prática, aconteceu o oposto. Quando os homens assumiram parte das tarefas, os conflitos diminuíram e o bem-estar aumentou.

A iniciativa masculina não é exatamente mágica: o estudo sugere que as mulheres estão se tornando mais assertivas e deixando clara sua insatisfação com os parceiros 'preguiçosos'.

Quando a mulher é responsável pela maior parte do trabalho doméstico, isso gera um clima de tensão que faz com que os homens se sintam, no mínimo, desconfortáveis. E acabam aderindo a uma divisão de trabalho mais igualitária.

A perturbação na harmonia do casamento por conta de uma divisão injusta nas tarefas do lar já havia sido notada por Esping-Andersen. “Há evidências de que a fertilidade em mulheres no mercado depende crucialmente da possibilidade de contar com a ajuda do parceiro. Há também evidência de que a contribuição nas tarefas domésticas diminui o risco de separação e de divórcio”, diz o sociólogo em um artigo em seu site pessoal.

A batalha para conseguir equilíbrio entre trabalho e vida pessoal para as mulheres cresce sobretudo quando se trata de ter filhos, diz o Gendered Lives. De acordo com o estudo, algumas optam por não ter filhos em nome da carreira, enquanto outras desaceleram a vida profissional para se dedicar à família. Um dos meios de fazer isso é reduzindo a jornada: no Reino Unido, por exemplo, 40% das mulheres trabalham meio-período, enquanto apenas 10% os homens trabalham nesse regime, diz o estudo.

Mais descobertas surpreenderam os pesquisadores. Eles esperavam que tanto homens quanto mulheres ficassem mais satisfeitos por ser a pessoa com a melhor remuneração no casal. Porém, as entrevistas revelaram que as famílias de renda baixa ou média se sentiriam melhores caso o salário do homem fosse maior do que a da mulher.

Pelo menos a louça ninguém discute: igualdade já.

Fonte iG

Aprenda a cortar calorias

Conheça maneiras simples e eficazes para reduzir um pouco o consumo total de calorias que você ingere diariamente

Quanto o assunto é controlar o peso de maneira saudável, mesmo os pequenos passos contam. Na verdade, as pequenas mudanças na alimentação e na quantidade de atividades físicas têm um impacto muito mais positivo sobre a saúde do que as atitudes drásticas. Isso porque estas pequenas mudanças são a forma mais factível – e menos dolorosa – de cultivar hábitos saudáveis e fazê-los durar ao longo da vida, garantem os especialistas.

Dietas extremas e exercícios exaustivos podem funcionar muito bem no início, mas raramente sobrevivem ao passar do tempo. E como o peso é uma questão de equilíbrio entre as calorias que se come e as que gasta, a maioria das pessoas poderia facilmente cortar por volta de 100 calorias do consumo diário sem muita dificuldade. Não é difícil. Quer ver?

•Emagreça a sua bebida favorita de café optando por leite desnatado em vez de integral e adoçe usando adoçante em vez de açúcar

•Retire com uma faca a gordura da carne bovina, suína e de frango

•Remova completamente a pele do frango antes de preparar ou mesmo de comer

•Troque o sorvete normal pela versão light, com leite desnatado, menos gordura e menos açúcar

•Substitua o salgadinho por vegetais crus (minicenoura, salsão em palitos, erva-doce picada, raminhos de brócolis). Se quiser, use um molho light feito com iogurte desnatado, pimenta-do-reino moída e cebolinha picada

Veja a seguir outras ideias para cortar calorias da ingestão diária quase sem perceber:
Diminua os pratos. usar louças menores realmente ajuda a comer menos, pois a tendência é sempre enchermos o prato e depois comermos tudo o que está nele. Se você colocar uma quantidade menor de comida em um prato menor, o cérebro acha que o corpo está ganhando mais alimento. E você estará comendo menos.

Saboreie as refeições. Comer devagar ajuda a consumir apenas o que o corpo precisa para se sentir saciado. Comer muito rápido (em menos de 20 a 30 minutos) leva a excessos e à sensação de desconforto depois da refeição.

Deixe um pouco de comida no prato. Isto é especialmente importante se você cresceu ouvindo dos seus pais que era sua obrigação “limpar o prato”. Deixando umas duas ou três garfadas de lado, você pode se concentrar mais nos sinais internos de satisfação e menos em comer só porque a comida está no prato.

Não coma diretamente no saco nem na caixa. Quando você faz isso, as chances de seguir comendo até terminar totalmente o conteúdo da embalagem são altíssimas – e não importa quantas porções ela contém. Em vez disso, coloque uma porção em uma tigela e guarde o resto.

Escolha seu copo certo. Sim, assim como os pratos, eles também enganam os olhos. Quando os copos são curtos e largos, a tendência é enchê-los e com isso beber mais. Para qualquer coisa que não seja água, use sempre um copo mais fino e alto.

Pense um momento antes de escolher sua bebida. Líquidos com alto teor calórico, como refrigerantes, sucos, energéticos, cafés especiais e álcool somam calorias ao consumo diário da mesma forma que os alimentos sólidos. Sempre que possível, escolha água.

Fonte iG

Amamentar pode reduzir o peso da mãe em longo prazo

Mulheres que amamentaram por seis meses ou mais apresentaram redução do índice de massa corporal décadas mais tarde, aponta novo estudo

Quantos filhos a mulher teve e se ela amamentou pode afetar seu índice de massa corporal (IMC) décadas mais tarde, afirma um novo estudo inglês. Segundo os pesquisadores, engravidar aumenta o risco de obesidade, mas amamentar diminui esse risco, mesmo em longo prazo.

"Através de pesquisas como esta as mulheres que estão em idade fértil podem enxergar que amamentar é bom para elas e para seus filhos e que os benefícios para a própria saúde podem ter uma duração extremamente longa", disse Kirsty Bobrow, pesquisadora clínica da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Para o estudo, Bobrow e seus colegas avaliaram informações de cerca de 740 mil mulheres na pós-menopausa que participam inicialmente de uma pesquisa britânica feita entre 1996 e 2001, aBritain’s Million Women. A média de idade das participantes do estudo foi de 58 anos.

Todas relataram a sua altura, peso, história reprodutiva e outros dados. Elas também responderam perguntas sobre amamentação.

O índice de massa corporal médio era maior entre as mulheres que tiveram mais filhos. Entre aquelas que não tiveram filhos, o IMC médio foi de 25,6 - um pouco acima do peso. Para as mulheres com quatro ou mais partos, a média foi de 27,2.

Entre as mulheres que deram à luz, 70% das gestantes tinham amamentado por uma média de 7,7 meses. Os pesquisadores descobriram que para cada seis meses de amamentação, o IMC médio abaixou cerca de 1%. Eles consideram a porcentagem “relativamente pequena, mas importante. Uma redução persistente.”

Metabolismo
O estudo, publicado em julho no International Journal of Obesity, não prova que a amamentação vai deixar a mulher mais magra. Ele apenas mostra uma associação entre esses dois fatores. No entanto, o vínculo entre amamentação e redução do IMC foi mantido mesmo quando os pesquisadores levaram em conta tabagismo, atividade física e outros fatores que podem afetar o peso.

Os pesquisadores têm várias hipóteses para explicar por que amamentar ajuda a controlar o peso em longo prazo. Uma delas é a chamada hipótese de "reset" (reiniciar, em português), disse Bobrow. “Essa hipótese prega que a amamentação pode ser envolvida na reconfiguração de vários centros de controle metabólico do cérebro após o parto", explica Bobrow.

Para as mulheres que ainda não deram à luz, o estudo sugere que é importante considerar a amamentação e perguntar ao seu médico quanto peso você deve ganhar. Obter aconselhamento sobre nutrição é uma boa idéia também, afirma Gunderson. "Quando você estiver grávida, procure orientação para ter uma boa alimentação", sugeriu.

Fonte iG

Polícia cerca hospital para fazer remoção de pacientes

Rio - A remoção de 30 pacientes internados no hospital do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) provocou a revolta de parentes e funcionários da unidade, no Centro, no final da noite de sábado. Muitos alegaram que não foram comunicados sobre as transferências e que os pacientes não tinham condições de saúde adequadas para sair do local. Homens do Batalhão de Choque foram acionados.

A medida foi tomada pela secretaria Estadual de Saúde, com base em liminar judicial que previa a remoção dos pacientes para outras unidades a partir de hoje (domingo). O prédio do Iaserj será demolido para dar lugar às obras de ampliação do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que fica ao lado.

Segundo a secretaria, desde 1999 os servidores deixaram de contribuir para a manutenção do Iaserj, que não pode receber recursos do SUS. A Secretaria também informou que foram abertos 24 leitos de UTI no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, para absorver a demanda de 12 leitos do Iaserj.

Até o início da madrugada, 18 ambulâncias do estado e do Corpo de Bombeiros retiravam os pacientes do hospital. Uma junta médica foi acionada para analisar cada caso e avaliar se as pessoas estavam ou não em condições de serem removidas. Os 18 doentes internados na enfermaria seriam levados para outras unidades da rede estadual, enquanto os de UTI seguiriam para o Getúlio Vargas.

Revoltados, parentes e funcionários chegaram a sentar na frente do portão de saída das ambulâncias, em sinal de protesto. Eles gritavam palavras de ordem, como "fora, Cabral" e "Vergonha" e colocaram faixa na entrada do hospital. "Fizeram isso sem avisar. É um absurdo porque muitos não têm condições de sair, podem morrer. Ainda colocaram carros da polícia e policiais armados, como se fossem lidar com bandidos. Estamos completamente ofendidos", disse a médica Cristina Maria Machado Maia, representante da associação de funcionários do hospital.

"Vocês estão lidando com pacientes, não com indigentes. Meu marido está há duas semanas dependendo de ambulância para fazer um exame e não tinha. Mas arrumaram várias para retirar as pessoas de madrugada, sem avisar aos familiares", reclamou Teresa Ferraz, que aguardava notícias sobre o marido de 61 anos, internado com isquemia.

Policiais do Batalhão de Choque ficaram de prontidão na porta do hospital para evitar tumulto. Eles também fecharam o trânsito de veículos em um trecho da Avenida Henrique Valadares, para facilitar a saída das ambulâncias.

Na porta da unidade, Ana Linhares, 26, chorou, aflita por não ter notícias da mãe, Teresa, 56. Ela foi internada na unidade após sofrer infarto e, ao ver a confusão, ligou para a filha e pediu que ela fosse para o hospital. "Estou muito nervosa porque ninguém dá nenhuma notícia sobre os pacientes. Fui informada da transferência pela secretaria, me ligaram e eu aceitei. Mas não imaginava que seria à noite. Tinham que fazer isso com calma", disse. Depois de uma hora de espera, ela conseguiu ver a mãe e soube que ela seria removida para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, perto de sua casa.

Ainda segundo a secretaria, parentes foram informados sobre a mudança e convidados a conhecer os novos leitos do Hospital Getúlio Vargas na manhã de ontem (sábado). A assesoria também informou que os funcionários poderão escolher entre as duas outras unidades do Iaserj - no Maracanã e em Campo Grande - para continuar trabalhando. Os dois locais farão atendimentos ambulatoriais.

Fonte O Dia