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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Nutracêuticos, suplementos e alimentos funcionais: prática clínica baseada em evidências

O segmento de nutracêuticos, suplementos e alimentos tem demonstrado um crescimento constante e cada vez maior no Brasil. Um relatório da MarketsandMarkets revelou que o mercado de nutracêuticos atingirá U$33,6 bilhões em 2018, com taxa estimada de crescimento de 7,2% ao ano (de 2013 a 2018)

Esta impressionante expansão reflete também no mercado de trabalho para os farmacêuticos que atuam nessa área. Para compartilhar conhecimento com profissionais que já atuam ou que desejam ingressar nesse setor, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) realizará o II Simpósio Farmacêutico de Nutracêuticos, evento que acontece dentro da programação do I Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas, de 15 a 18 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

Entre as atividades do segundo dia do II Simpósio Farmacêutico de Nutracêuticos (16/11), uma mesa redonda, mediada pelo farmacêutico Henry Okigami tratará da prática clínica de nutracêuticos, suplementos e alimentos funcionais, baseada em evidências. Henry é especialista em farmácia hospitalar, homeopatia, fitoterapia e consultor em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos na indústria farmacêutica, alimentícia e cosmética.

Os nutracêuticos, suplementos e alimentos funcionais também são utilizados como terapêuticos, ou seja, podem prevenir ou tratar doenças. São produtos administrados para auxiliar na nutrição humana, com efeitos na saúde e na cosmética dos pacientes, e podem ser tanto de uso tópico como ingeridos por via oral.

De acordo com o moderador, a abordagem ao tema dos nutracêuticos e suplementos será feita a partir do produto. Será demonstrada a origem, o efeito no metabolismo, para então os participantes da mesa junto aos congressistas explorarem artigos científicos que já testaram esses produtos, tanto para verificar se tratam-se de placebo como para avaliar a eficácia de seus princípios ativos.

Os alimentos funcionais serão analisados a partir das suas características nutritivas, já que conforme Henry, são produtos que demonstram efeito na saúde, seja para a prevenção ou para o tratamento de doenças. “Os alimentos funcionais são muito estudados no mundo todo, e há uma tendência de revistas científicas de várias áreas publicarem artigos sobre alimentos funcionais. Abordaremos o tema alimentos funcionais na mesma metodologia dos suplementos”.

A prática clínica baseada em evidências com nutracêuticos, suplementos e alimentos funcionais se dá da mesma forma que com medicamentos, estudando os produtos, conhecendo o campo metabólico ou patológico deles. “O profissional de saúde capacitado avalia o risco-benefício ao paciente e indica produtos que foram pesquisados para a finalidade, usando para tanto publicações em revistas de impacto, nacionais e internacionais”, explica o moderador.


CFF

Longevidade e impactos na saúde

A expectativa de vida no Brasil vai crescer dois anos só na próxima década e a taxa de natalidade, que já é baixa, deve cair 40% no mesmo período, de acordo com dados do IBGE


Não é necessário ser matemático para perceber que a já deficitária conta da Previdência Social continuará não fechando caso não haja mudanças urgentes no sistema.

A Reforma da Previdência ganhou, ao lado da Trabalhista, a atenção de todos. Mas existe outra discussão fundamental, impactada pelos mesmos dados sobre envelhecimento que não tem sido vista como relevante para o governo, empresários e mesmo para a população: o sistema de saúde nacional.

Existe, é bem verdade, a identificação de piora nos serviços e de aumento nos preços, mas não há, principalmente por parte das empresas, uma percepção do tsunami que está por vir. E o que vem pela frente é uma tragédia anunciada. A grande maioria da população ainda depende do sobrecarregado Sistema Único de Saúde (SUS) e apenas 25% tem algum tipo de convênio ou plano, a maior parte deles provida por empresas.

O cenário atual, portanto, se desdobra em dois grandes problemas: o aumento no número de desassistidos por conta da crise (mais de 2 milhões de brasileiros) e o constante aumento nos preços de serviços médicos.

A “inflação médica” chegou a 19,7% em 2016, ritmo mais acelerado desde que a série histórica se iniciou, em 2007, e bem acima da inflação. Como consequência, os gastos com planos de saúde se tornou a principal linha de custo para as empresas, atrás do salário dos empregados.

A Constituição garante que a Saúde é “d i re i t o de todos e dever do Estado”, sendo que a configuração institucional do sistema permite a participação da iniciativa privada, de forma complementar ao SUS. Assim, os estabelecimentos privados de saúde também fazem parte de toda a rede de atendimento do SUS, de forma suplementar e complementar.

No caso da saúde suplementar, oferecida por operadoras de planos de saúde privados individuais e coletivos e com atendimento realizado por uma rede de prestadoras privadas de serviços de saúde, há, atualmente, quase 48 milhões de usuários de planos coletivos privados de assistência médica no Brasil e pouco mais de 22 milhões de usuários de planos coletivos privados exclusivamente odontológicos.

A conta está chegando antes para os grandes empregadores, que começam a perceber a importância e gravidade da questão dos planos de saúde. A saúde do trabalhador é fundamental para que a empresa tenha um time engajado, produtivo e que possa servir e atender bem os clientes. Ainda assim, é necessário encontrar uma forma de lidar com o custo dos planos, que aumenta muito acima da inflação. Algo, que é insustentável num cenário de crise como o que vivemos. Não há fórmula mágica para solucionar a questão, mas alguns fatores são importantes.

A prevenção, como diz o ditado popular, é melhor que remediar. É, também, mais barata. Programas complementares ao plano de saúde, como campanhas educacionais estimulando a prática de esportes e cuidados com a saúde e parcerias com academias, contribuem para que o plano seja menos acessado, reduzindo custos no agregado. Como as reformas trabalhista e previdenciária, o tema da saúde suplementar merece um debate sério, envolvendo governo, empresários, sindicatos, redes de hospitais e operadoras de planos de saúde. Com saúde, é bom lembrar, não se brinca.

DCI

Anvisa suspende Paracetamol e outros medicamentos

Resultado de imagem para alerta anvisaA Anvisa suspendeu lotes de três medicamentos de diferentes laboratórios por problemas de qualidade e fabricação

Lotes de três medicamentos foram suspensos pela Anvisa nesta quarta-feira (30/8) após a identificação de problema de qualidade e no processo de fabricação. A medida vale somente para os produtos e laboratórios citados na resolução da Agência.

A ação é preventiva e tem como objetivo evitar prejuízos ao consumidor.

Confira os medicamentos com suspensão publicada ontem
  • Paracetamol solução oral, 200mg/mL – lote 0130/16 (validade 03/2018) – Fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda
  • Amoxil BD (amoxicilina tri-idratada) 200 MG/5 ML Pó e 400 MG/5 ML Pó – Fabricante Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S/A – Vendido pela Glaxosmithkline Brasil Ltda
  • Sulfametoxazol + Trimetoprima 800 + 160 mg – Fabricante Prati Donadduzzi & Cia Ltda
Entenda as suspensões

Paracetamol - Hipolabor
Farmacêutica Somente o lote 0130/16 do laboratório Hipolabor Farmacêutica Ltda está suspenso.

Todos os demais lotes dessa empresa e de outros fabricantes estão liberados e podem continuar a ser utilizados.

Por que?
O medicamento foi suspenso depois que o Laboratório Central de Saúde do Governo de Santa Catarina identificou um material sólido na solução que deveria ser totalmente líquida.

O caso foi classificado como de baixo risco e a ação é preventiva.

Se você tem este medicamento em casa não utilize.

Para saber como ser ressarcido, entre em contato com o SAC do fabricante e, se necessário, procure o Procon.

Amoxil BD (amoxicilina tri-idratada) - GlaxosmithklineBrasil 
A suspensão vale para todos os lotes do medicamento que está em nome da Glaxosmithkline Brasil nas embalagens de 200mg/5mL Pó suspensão oral X 100ML e 400mg/5 ML Pó Suspensão Oral x 100ml.

Por que?
O fabricante mudou a forma de fabricação do princípio ativo do medicamento.

Quando isso acontece, é necessário que a Anvisa faça uma autorização prévia para garantir que a mudança não altere o funcionamento do medicamento no organismo e o tratamento dos pacientes.

Sulfametoxazol + Trimetoprima 800 + 160 mg - Fabricante Prati Donaduzzi & Cia Ltda
A suspensão vale para o lote 15L20A do medicamento fabricado pela Prati Donaduzzi & Cia Ltda.

Por que?
Uma análise do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, identificou problemas no ensaio de aspecto do produto.

O ensaio de aspecto faz uma análise visual do produto para identificar que a forma, cor, textura e aspecto geral do produto estão de acordo com o padrão do medicamento em questão.

Confira a íntegra das resoluções publicadas no Diário Oficial da União.

ANVISA

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Notificação: E se o remédio não fez efeito? O que fazer?

Se o seu medicamento não fez efeito, faça uma notificação para a Anvisa e converse com seu médico ou farmacêutico

Medicamentos ajudam a curar doenças, melhorar a qualidade de vida e manter a saúde. Mas também podem trazer efeitos indesejados, reações imprevistas ou mesmo não gerar o efeito necessário.

Os medicamentos são substâncias estranhas ao corpo humano e mesmo depois de todos os testes que são feitos antes de o produto chegar ao mercado, é possível que novos efeitos sejam descobertos, tanto negativos como positivos.

Por isso, a vigilância de medicamentos que já estão em comercialização é uma das principais estratégias das agências que regulam medicamentos no mundo.

Quando devo suspeitar do medicamento que estou usando?

O medicamento não está fazendo o efeito desejado
Isso pode ter relação com seu próprio estado de saúde, mas pode ser alguma falha técnica no produto. Na dúvida, comunique o seu médico para uma adequação do tratamento.

Senti efeitos estranhos
Acho que o medicamento não está me fazendo bem O primeiro passo é dar uma olhada na bula, especialmente nas seções que listamos abaixo. Isso vai ajudar você a conversar com seu médico e avisar a Anvisa sobre o que aconteceu.
  • “Quando não devo usar este medicamento?”
  • “O que devo saber antes de usar este medicamento?”
  • “Quais os males que este medicamento pode me causar?”
É um medicamento que sempre tomei, mas parece que não está fazendo mais efeito
Pode ser que seu organismo não esteja mais respondendo ao tratamento ou que o lote do medicamento que você está usando tenha algum problema de qualidade. Em qualquer um dos casos, procure o médico e faça um relato para a Anvisa sobre seu problema.

Lembre-se de que, para usar medicamentos com tarja vermelha ou preta, é necessário que um médico faça um diagnóstico e faça a prescrição em uma receita, com controle especial.

Como eu faço para denunciar problema como estes acima?
Você pode entrar em contato diretamente com a Anvisa e relatar o seu caso.

Tenha em mãos a embalagem do medicamento, pois é importante informar o nome do produto, a marca, o nome do fabricante entre outras informações.

Ligue para 0800 642 9782 ou acesse o Portal e fale com a Anvisa.

ANVISA

Ministério da Saúde publica nova lista de medicamentos essenciais para o SUS

Medicamentos como dolutegravir, para tratamento do HIV e ceftriaxona, para tratamento de sífilis e gonorreia, fazem parte rol da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 2017

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU) portaria que estabelece a nova Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename 2017. A Rename é a lista que define os medicamentos que devem atender às necessidades de saúde prioritárias da população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS). A lista de 2017 conta com 869 itens, contra 842 da edição de 2014. A composição dos fármacos foi obtida após consolidação das inclusões, exclusões, alterações dos medicamentos recomendados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A organização da Rename segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece o material como uma das estratégias para promover o acesso e uso seguro e racional de medicamentos. A lista divide os medicamentos em cinco anexos: básico; estratégico; especializado; insumos e hospitalar. Também define a responsabilidade de aquisição e distribuição de cada ente do SUS (estado, município e União). “Os medicamentos e insumos farmacêuticos constantes da Rename são financiados pelos três entes federativos (União, Estados e municípios), de acordo com as pactuações nas respectivas Comissões Intergestores e as normas vigentes para o financiamento do SUS”, explica o Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumo Estratégicos, do Ministério da Saúde, Renato Lima Teixeira.

Para melhorar o entendimento e dar mais transparência aos medicamentos que devem ser ofertados ao cidadão, na edição 2017, foi realizado um intenso trabalho de revisão da descrição de itens para evitar conflitos de interpretação. A publicação levou em consideração referências como a Denominação Comum Brasileira (DCB), o Vocabulário Controlado de Formas Farmacêuticas, Vias de Administração e Embalagens de Medicamentos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os registros sanitários de medicamentos no país.

Dentre os novos medicamentos, destacam-se a inclusão do dolutegravir que representa uma nova alternativa para o tratamento da infecção pelo HIV. Para essa mesma condição clínica, foram excluídas apresentações de fosamprenavir e didanosina, baseadas na substituição dessas por outros medicamentos com melhor perfil de eficácia, segurança e comodidade posológica. Também foi excluída a apresentação termolábil do medicamento ritonavir, dado o fornecimento de uma apresentação termoestável do mesmo fármaco, que não exige o acondicionamento em geladeira.

Nesta edição, ocorreu também à inclusão da rivastigmina como adesivo transdérmico para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave no Alzheimer, uma opção terapêutica que poderá aumentar a adesão ao tratamento. Ressalta-se, ainda, a incorporação do cloridrato de cinacalcete e paricalcitol para pacientes com hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica, oferecendo opções terapêuticas ao grupo de pacientes mais graves. Além da ceftriaxona para tratamento de sífilis e gonorreia resistentes a ciprofloxacina.

No intuito de solucionar episódios de desabastecimento no país e após pactuação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), ocorrerá também a centralização do tratamento básico da Toxoplasmose. O Ministério da Saúde iniciará aquisição dos medicamentos pirimetamina, sulfadiazina e espiramicina, que atualmente são ofertados pelos municípios no âmbito da Atenção Básica. A Rename 2017 pode ser acessada pelo link: bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_rename_2017.pdf.

Ministério da Saúde

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Anvisa regulamenta piloto do rastreamento de medicamento

Três instruções normativas, IN´s, definem quais são os medicamentos, as empresas e os programas do Ministério da Saúde que entram na fase experimental do sistema que controlará produção, distribuição e venda


A Diretoria da Anvisa aprovou as Instruções Normativas que regulamentam a fase experimental do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM). Aprovação aconteceu durante sua mais recente reunião pública, de caráter extraordinário, na terça-feira (22/8), transmitida em tempo real por meio de links.

O Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) envolve os mecanismos e os procedimentos para rastreamento de medicamentos, por meio de tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados, em toda a cadeia dos produtos farmacêuticos no território nacional. Ele foi criado por meio da Resolução da Diretoria Colegiada 157, publicada este ano, no último dia 11 de maio, a RDC 157/2017.

Uma das Instruções Normativas, a IN nº 17, aprovada na reunião pública institui a listagem dos medicamentos e os membros da cadeia de movimentação de medicamentos que farão parte da fase experimental do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM).

A outra IN, de n° 18, define a listagem dos programas do Ministério da Saúde e seus respectivos medicamentos enquadrados no Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) neste primeiro momento de operação.

A terceira IN, a n° 19, trata das definições básicas de tecnologia para a comunicação entre os membros da cadeia de movimentação de medicamentos e a Anvisa para a operacionalização da fase experimental. Esta IN que trata dos aspectos tecnológicos foi à Consulta Pública (CP 344/2017), em 7 de junho deste ano. Nesta CP 344/2017, a Anvisa recebeu 52 formulários de contribuição.

As INs que tratam apenas de listas de medicamentos e de empresas participantes foram discutidas diretamente com os representantes das indústrias farmacêuticas (no caso da IN que trata das empresas e medicamentos que farão parte da fase experimental) e com o Ministério da Saúde (IN que trata dos programas e medicamentos do SUS que estarão excluídos da fase experimental). As Instruções Normativas foram publicadas na edição desta segunda-feira (28/8) do Diário Oficial da União. 

ANVISA

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Excesso de açúcar aumenta em 23% os casos de depressão, diz estudo

Segundo o psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das Clínicas da USP, Dr. Diego Tavares, o excesso de açúcar pode levar à depressão porque reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que auxilia na manutenção do funcionamento do sistema nervoso


A comprovação veio de um estudo que foi publicado no final do mês de julho deste ano que mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, por exemplo com refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas cerebrais como ansiedade e depressão. A pesquisa foi feita na Universidade de Londres, Reino Unido e foi publicada na revista científica internacional Scientific Reports.

“Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão”, explica o psiquiatra.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 homens britânicos com idades entre 39 e 83 anos, analisados por 22 anos. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens – aqueles com maior consumo de açúcar -, houve um aumento de 23% na ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. O fato de os sujeitos da pesquisa terem sido homens auxilia a entender que os resultados não foram influenciados pelo sexo, já que o sexo feminino tem maior incidência de depressão e ansiedade devido a fatores hormonais.

O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.

Um estudo americano de 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão, mostrando que os resultados não se restringem ao sexo masculino. “Há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. Quando o BDNF cai costuma ocorrer uma atrofia do hipocampo, área do cérebro que além da memória também regula o estado de humor”, finaliza Dr. Diego Tavares.

Bem Paraná

domingo, 27 de agosto de 2017

Turma 88 - Campinas


Turma 88 Campinas 08/2017
Encerramento do Módulo de Logística Hospitalar da Pós Graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário São Camilo, turma 88, realizado no Hospital Vera Cruz de Campinas.
 Obrigado pelo carinho, atenção, interesse e participação da turma.
Parabéns e sucesso à todos!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Vitória da Saúde: Portaria CVS regulamenta o consultório farmacêutico em SP

Após várias ações do CRF-SP junto ao Centro de Vigilância Sanitária (CVS) requerendo a alteração da Portaria nº 04/2011, foi editada a nova Portaria nº 01, de 2017, que disciplina o licenciamento dos estabelecimentos de interesse da saúde, como farmácias, distribuidoras de medicamentos, indústrias farmacêuticas, entre outros

A nova Portaria revoga a anterior (04/2011) e permite a regularização, no Estado de São Paulo, dos Consultórios Farmacêuticos, Clínicas de Estética e Serviços de Vacinação em farmácias sob a responsabilidade técnica do farmacêutico, por meio da utilização das respectivas Classificações Nacionais de Atividades Econômicas (CNAE) o que representa uma grande vitória para a Profissão, permitindo o pleno exercício das prerrogativas profissionais.

A CNAE é uma classificação usada com o objetivo de padronizar os códigos de identificação das unidades produtivas do país nos cadastros e registros da administração tributária. A Portaria CVS nº01/2017 traz em seu anexo I a relação de CNAEs de estabelecimentos de interesse da saúde sujeitos a licença de funcionamento.

O que muda com a publicação da norma?
  • Possibilita a regularização de consultórios farmacêuticos autônomos e daqueles que funcionam como dependência de hospitais, ambulatórios, farmácias comunitárias, unidades multiprofissionais de atenção à saúde, instituições de longa permanência e demais serviços de saúde, no âmbito público e privado com a utilização da CNAE nº 8650-0/99. No caso de consultórios que funcionam nas dependências de outros estabelecimentos (ex: farmácias), que possuem outra atividade principal, esse número de CNAE deve ser utilizado como classificação secundária;
  • Possibilita aos farmacêuticos regularizarem suas clínicas de estéticas utilizando o CNAE 9602-5/02;
  • Possibilita aos farmacêuticos a regularização dos serviços de vacinação em farmácia utilizando a CNAE 8630-5/06 secundariamente.
Destaca-se que anteriormente a Portaria CVS 04/11 (revogada) restringia a utilização da CNAE nº 8650-0/99 apenas às centrais de esterilização, ou seja, não permitia a utilização desse número para a regularização de consultório farmacêutico.

A nova portaria resolve esse problema. A nova norma em seu artigo 33 define que o responsável técnico pelo estabelecimento de interesse da saúde perante a vigilância sanitária, é aquele legalmente habilitado nos termos da legislação específica dos respectivos Conselhos de Classe.

Art. 33 O responsável técnico pelo estabelecimento de interesse da saúde e ou pelas fontes de radiação ionizante perante a vigilância sanitária é aquele legalmente habilitado nos termos da legislação em vigor.
  • 1º A responsabilidade técnica será reconhecida somente para o exercício das atividades definidas em legislação específica dos respectivos Conselhos de Classe.
Destaca-se que as atribuições do farmacêutico no exercício da saúde estética estão regulamentadas por meio das Resoluções nºs 573/13, 616/15 e 645/17 do CFF, e as competências do profissional na dispensação e aplicação de vacinas em farmácias pela Lei Federal nº13.021/14 e Resolução nº 574/13 do CFF. A novidade é que a partir de agora está clara a regra para regularização dessas atividades econômicas perante as autoridades sanitárias no Estado de São Paulo.

Ressalta-se também que desde julho deste ano, a Comissão Nacional de Classificação (Concla), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disponibilizou a atualização da CNAE para que o sistema de busca de atividade econômica (Pesquisa CNAE) contemplasse os consultórios farmacêuticos e os serviços prestados por farmacêuticos clínicos , porém faltava a adequação da Portaria do CVS para total harmonização das normas.

Importância para a população
Com a regulamentação dos consultórios, o farmacêutico ganha um novo espaço para exercer suas atribuições clínicas, que visam à promoção, proteção e recuperação da saúde, além da prevenção de doenças e de outros problemas de saúde. As atribuições clínicas do farmacêutico visam proporcionar cuidado ao paciente, família e comunidade, de forma a promover o uso racional de medicamentos, otimizar a farmacoterapia e facilitar o acesso às vacinas, com o propósito de alcançar resultados definidos que melhorem a qualidade de vida do paciente.

CRF-SP

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Não é normal sentir dor na hora de amamentar

shutterstock 567387562Algumas dificuldades como mastite e rachaduras podem deixar as mães desconfortáveis durante o aleitamento. Por isso, precisam ser identificadas e tratadas

O aleitamento materno gera inúmeros benefícios para mãe e filho. Além do valor nutritivo para os bebês, o leite materno protege as crianças contra infecções, alergias, algumas doenças crônicas e cânceres infantis. Para a mãe, a amamentação reduz o peso mais rapidamente após o parto, ajuda o útero a recuperar o tamanho normal, diminui o risco de hemorragia e anemia e reduz o risco de diabetes e de desenvolver câncer de mama e ovário.

Há muitos benefícios gerados pela amamentação, no entanto, algumas mães podem ter dificuldades na hora de amamentar e precisam de apoio de orientação. No começo das mamadas, é comum a mulher sentir dor discreta ou mesmo moderada nos mamilos, devido à forte sucção deles e da aréola. Essa dor pode ser considerada normal e não deve persistir além da primeira semana.

No entanto, sentir os mamilos muito doloridos e machucados não é normal e requer intervenção. Alguns dos problemas que as mulheres enfrentam, sobretudo no início da amamentação, são rachaduras no bico do peito e mastite. Para ajudar as mães, o Blog da Saúde respondeu algumas dúvidas sobre as dificuldades da amamentação. Ajude a divulgar informações oficiais para que mais famílias consigam garantir a saúde de crianças e de mulheres durante o período inicial de vida do bebê.

O que é mastite?
É um processo inflamatório que ocorre nas glândulas mamárias, que pode ou não evoluir para uma infecção bacteriana. A mastite ocorre com mais frequência na segunda e terceira semanas após o parto, mas pode acontecer em qualquer período da amamentação.

Três fatores favorecem a instalação da infecção: leite acumulado, a resposta inflamatória e o machucado no peito. As lesões nos mamilos são, na maioria das vezes, a porta de entrada da bactéria. A sucção insuficiente de leite pelo bebê, obstrução dos ductos mamários, estresse, fadiga e fissura nos mamilos podem influenciar no aparecimento da mastite.

Nem sempre é fácil distinguir a mastite infecciosa da não infecciosa apenas pelos sinais e sintomas. Em ambas, a parte afetada da mama fica dolorida, vermelha e quente. Quando há infecção, costuma haver mal-estar, febre alta (acima de 38ºC) e calafrios. Procure uma unidade de saúde, se tiver algum desses sintomas, para diagnóstico e tratamento.
O que favorece o aparecimento da mastite?
  • Mamadas com horários regulares;
  • Redução súbita no número de mamadas;
  • Longo período de sono do bebê à noite;
  • Uso de chupetas ou mamadeiras;
  • Não esvaziamento completo das mamas;
  • Freio de língua curto, criança com sucção fraca;
  • Produção excessiva de Leite;
  • Separação entre mãe e bebê;
  • Desmame abrupto 
Esses fatores favorecem o acúmulo de leite materno nas mamas e predispõem ao aparecimento de mastite.

Quem está com mastite tem de parar de amamentar?
Não. O esvaziamento adequado da mama é importante no tratamento da mastite. Preferencialmente, a mama deve ser esvaziada pelo próprio bebê. Apesar da presença de bactérias no leite materno, quando há mastite, a amamentação está indicada por não oferecer riscos ao recém-nascido sadio. Se após a mamada não houve esvaziamento adequado, será necessário fazer a retirada manual do leite. Um banco de leite pode te ajudar a realizar esse procedimento.

Os casos mais graves, quando há secreção e pus, devem ser diagnosticados e tratados conforme indicação do profissional de saúde. Lembre-se que automedicação pode fazer mal à mãe e ao bebê

Como evitar o que o bico do seio fique rachado durante amamentação?
As rachaduras podem ser sinal de que é preciso melhorar a posição do bebê pegar o peito. É bom procurar ajuda no serviço de saúde.

Confira algumas dicas para evitar que isso aconteça:
  • O bebê pegar corretamente a mama.
  • A posição do bebê estar correta.
  • Lavar os mamilos apenas com água, não usar sabonetes, cremes ou pomadas.
  • Não é necessário lavar os mamilos sempre que o bebe for mamar.
  • Retirar um pouco do leite para amaciar a aréola (parte escura do peito) antes da mamada, se a mama estiver muito cheia e endurecida.
O que é translactação?
É uma técnica muito utilizada, principalmente, em casos de bebês prematuros, que não possuem força suficiente para sugar o leite materno ou que precisaram ficar em incubadoras no hospital.

A translactação é feita com o uso de um recipiente, podendo ser um copo ou uma xícara contendo leite (de preferência leite humano pasteurizado), colocado entre as mamas da mãe e conectado ao mamilo por meio de uma sonda. A criança, ao sugar o mamilo, recebe o suplemento. Dessa maneira o bebê continua a estimular a mama e sente-se gratificado ao sugar o seio da mãe e ser saciado.

Os benefícios associados ao aleitamento materno podem ser vistos no decorrer do desenvolvimento da criança, mesmo após o desmame, como a prevenção de obesidade na infância e na adolescência e o desenvolvimento sócio emocional da criança.

Luiza Tiné, para o Blog da Saúde

Cientistas testam ‘esponja’ capaz de tratar diabetes tipo 2

Implantado em camundongos obesos, artefato de polímero diminuiu níveis de gordura corporal e de açúcar circulante no sangue

Há algum tempo, endocrinologistas descobriram que a gordura não é apenas um reservatório de energia passiva do organismo. Ela libera compostos que contribuem para mudar todo o metabolismo — inclusive, com alterações que levam ao desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Pensando nisso, experimento apresentado nesta terça-feira (22) em reunião anual da “American Chemical Society” desenvolveu uma esponja de polímero que impede que a gordura “converse” com o restante do corpo. O polímero já é um material usado em stents, suturas e outros dispositivos médicos implantáveis.

Desenvolvida pela Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, a esponja foi testada em camundongos. Pesquisadores implantaram o material em cobaias obesas que desenvolveram sintomas semelhantes aos da diabetes. No diabetes tipo 2, órgãos do corpo perdem a capacidade de absorver moléculas de açúcar e, com isso, essa glicose fica circulante na corrente sanguínea — situação altamente tóxica para o organismo.

Resultados indicam possível tratamento
Após três semanas de dieta rica em gordura, ratos com as esponjas tiveram aumento de 10% na gordura corporal, enquanto que cobaias sem o implante ganharam 30% mais gordura corporal.

Ainda, camundongos com a esponja apresentaram 60% de aumento de transportadores de glicose tipo 4 (GLUT 4), proteína que ajuda a transportar esse “açúcar perdido” para dentro das células.

Agora, pesquisadores estão tentando identificar por que a esponja reduziu a gordura e os níveis de glicose no sangue. A ideia é ajustar a estratégia para que ela seja mais eficaz e vire um tratamento viável para diabetes tipo 2 no futuro.

G1

OMS atualiza Lista de Medicamentos Essenciais com novas recomendações sobre uso de antibióticos

medicamentos tb-mdr siteNovas recomendações sobre quais antibióticos usar para infecções comuns e quais preservar para situações mais graves estão entre os acréscimos à Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde (OMS) para 2017. Também foram adicionados medicamentos para o HIV, hepatite C, tuberculose e leucemia

A lista atualizada acrescenta 30 medicamentos para adultos e 25 para crianças, além de especificar novos usos para nove produtos já listados, alcançando um total de 433 medicamentos considerados essenciais para atender às necessidades de saúde pública mais importantes. A Lista de Medicamentos Essenciais da OMS (LME) é utilizada por muitos países para aumentar o acesso aos medicamentos e orientar decisões sobre quais produtos eles garantem que estão disponíveis para suas populações.

“Medicamentos seguros e eficazes são uma parte essencial de qualquer sistema de saúde”, disse Marie-Paule Kieny, subdiretora Geral de Sistemas de Saúde e Inovação da OMS. “Certificar-se de que todas as pessoas possam ter acesso aos remédios que precisam, quando e onde precisam, é vital para o progresso dos países em direção à cobertura de saúde universal”.

Nova recomendação: 3 categorias de antibióticos
Na maior revisão da seção de antibióticos nos 40 anos de história da LME, especialistas da OMS agruparam antibióticos em três categorias – ACCESS, WATCH e RESERVE (acesse, observe e reserve, em inglês) – com recomendações sobre quando cada categoria deveria ser usada. Inicialmente, as novas categorias se aplicam apenas aos antibióticos utilizados para tratar 21 das infecções gerais mais comuns. Se essa inciativa se mostrar útil, pode ser ampliada em versões futuras da LME, sendo aplicada também em drogas usadas para tratar outras infecções.

A mudança visa assegurar que os antibióticos estejam disponíveis quando necessário e que os antibióticos certos sejam prescritos para as infecções certas. O objetivo é que melhore os resultados do tratamento, reduza o desenvolvimento de bactérias resistentes a medicamentos e preserve a eficácia dos antibióticos de “último recurso”, que são necessários quando todos os outros falham. Essas mudanças apoiam o Plano de Ação Global da OMS sobre a resistência antimicrobiana, que visa combater o desenvolvimento da resistência a medicamentos, garantindo o melhor uso de antibióticos.

A OMS recomenda que os antibióticos no grupo ACCESS estejam disponíveis em todos os momentos como forma de tratar uma ampla gama de infecções comuns. Por exemplo, amoxicilina, um antibiótico amplamente usado para tratar infecções como pneumonia.

O grupo WATCH inclui antibióticos que são recomendados como tratamentos de primeira ou segunda escolha para um pequeno número de infecções. Por exemplo, a ciprofloxacina, usada para tratar a cistite (um tipo de infecção do trato urinário) e infecções do trato respiratório superior (como sinusite bacteriana e bronquite bacteriana), deve ter sua utilização dramaticamente reduzida para evitar um desenvolvimento maior da resistência.

O terceiro grupo, RESERVE, inclui antibióticos como a colistina e certas cefalosporinas que devem ser consideradas opções de último recurso e usadas apenas nas circunstâncias mais severas, quando todas as alternativas falharam, como casos de infecções que ameaçam a vida devido a bactérias multirresistentes. Especialistas da OMS adicionaram 10 antibióticos à lista para adultos e 12 para crianças.

“O aumento da resistência aos antibióticos decorre da forma como nós estamos usando – e mal usando – esses medicamentos”, disse Suzanne Hill, diretora de Medicamentos Essenciais e Produtos de Saúde. “A nova lista da OMS deve ajudar os planejadores e prescritores do sistema de saúde a garantir que as pessoas que precisam de antibióticos tenham acesso a eles e assegurar que elas obtenham o correto, de modo que o problema da resistência não piore”.

Outros acréscimos
A LME atualizada também inclui vários novos medicamentos, como dois tratamentos orais contra o câncer, uma nova pílula para a hepatite C que combina dois medicamentos, um tratamento mais eficaz para o HIV, bem como um medicamento mais antigo que pode ser tomado para prevenir a infecção pelo HIV em pessoas em alto risco, novas formulações pediátricas de medicamentos para tuberculose e analgésicos.

Esses medicamentos são:
– dois medicamentos orais contra câncer (dasatinibe e nilotinibe) para o tratamento da leucemia mielóide crônica que se tornou resistente ao tratamento padrão. Em ensaios clínicos, um em cada dois pacientes que tomaram estes medicamentos conseguiu uma remissão completa e duradoura da doença;

– sofosbuvir + velpatasvir como a primeira terapia de combinação para tratar os seis tipos de hepatite C (a OMS está atualmente atualizando suas recomendações de tratamento para a hepatite C);

– dolutegravir para o tratamento da infecção pelo HIV, em resposta à evidência mais recente que mostra a segurança, eficácia e alta barreira à resistência do medicamento;

– profilaxia pré-exposição (PrEP) com tenofovir sozinho, ou em combinação com emtricitabina ou lamivudina, para prevenir a infecção pelo HIV;

– delamanídeo para o tratamento de crianças e adolescentes com tuberculose multidroga resistente (TB-MDR) e clofazimina para crianças e adultos com TB-MDR;

– formulações de combinação de dose fixa amigáveis para crianças de isoniazida, rifampicina, etambutol e pirazinamida para tratamento de TB pediátrica;

– manchas de pele de fentanil e metadona para alívio da dor em pacientes com câncer com o objetivo de aumentar o acesso aos medicamentos para cuidados de fim de vida

 – fentanila transdérmica e metadona para alívio da dor em pacientes com câncer, com o objetivo de aumentar o acesso aos medicamentos para cuidados de fim da vida.

Nota aos editores
– A Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da OMS foi lançada em 1977, coincidindo com o endosso dos governos na Assembleia Mundial da Saúde de “Saúde para todos” como o princípio orientador das políticas de saúde da OMS e dos países.

Muitos países adotaram o conceito de medicamentos essenciais e desenvolveram listas próprias, usando a LME como um guia. A LME é atualizada e revisada a cada dois anos pelo Comitê de Peritos da OMS sobre a Seleção e Uso de Medicamentos Essenciais.

A reunião do 21º Comitê de Peritos foi realizada de 27 a 31 de março de 2017 na sede da OMS. O Comitê considerou 92 pedidos para cerca de 100 medicamentos e adicionou 55 à Lista Modelo (30 para a LME geral e 25 para a LME infantil).

A LME atualizada está disponível aqui: http://www.who.int/medicines/publications/essentialmedicines/en/

Os membros do Comitê de Peritos estão listados aqui: http://www.who.int/selection_medicines/committees/expert/21/experts/members-21stcommittee/en/ 

Fonte: OMS

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A má gestão da saúde pública

Episódios recentes de acusações aos médicos brasileiros desviam a atenção sobre a precariedade da saúde pública no país

Três recentes episódios de injustas acusações aos médicos brasileiros foram registrados pela mídia, com forte impacto no seio da classe e grande repercussão na sociedade, por terem como protagonista o ministro da Saúde, Ricardo Barros, engenheiro e deputado federal filiado ao Partido Progressista (PP).

O ministro anunciou nos estados do Paraná, Acre e no Distrito Federal o controle por biometria nos postos de saúde da rede pública de todo o país na intenção de uma maior produtividade dos médicos. Cometeu um erro imperdoável em seus discursos ao dar destaque a uma frase polêmica: “Vamos parar de fingir que pagamos os médicos e os médicos têm que parar de fingir que trabalham”.Diante de críticas à inconsistência de seus discursos, transformou os jornalistas em bodes expiatórios, acusando-os de distorcer o sentido de sua frase, por colocá-la fora de contexto, esquecendo-se que a expressou por três vezes e que os seus termos assertivos são de interpretação filológica ou gramatical.

Maquiavel classificou os homens em três tipos: aqueles que conseguem compreender por si só; os que só conseguem entender os que os outros compreenderam; e aqueles que não conseguem compreender por si só e não conseguem entender o que os outros compreenderam.O ministro não se enquadra nestas duas últimas categorias. Elabora as suas mensagens com plena compreensão do que transmitem.

Portanto, trata-se aqui de uma frase de efeito que desvia a atenção sobre a precariedade da saúde pública, onde falta tudo ou quase tudo e ocorre com frequência a designação aos médicos da representação não autorizada do Criador nas “escolhas de Sofia” – as mesmas escolhas entre os náufragos daquele que ocupará o último lugar disponível no escaler da vida.

As mortes evitáveis e as sequelas irreversíveis de milhares de brasileiros, por falta de condições de trabalho ao médico, têm sido escondidas com a cumplicidade do silêncio ou de polêmicas impertinentes, que impedem a nítida visão da incompetência administrativa do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na linha das explicações desprovidas de razão, com simples análise de números, o ministro apresentou dados do Banco Mundial como alicerce para os seus argumentos de que o número de consultas por médico no Brasil é 1,5 vezes menor do que a média dos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), olvidando-se que os dados foram retirados do exercício da medicina em condições ideais de trabalho.

Na maioria das nações que integram a OCDE (como Inglaterra, Portugal e França), os médicos têm excelentes carreiras nacionais e os cargos da gestão de serviços e programas de saúde não são de livre provimento dos políticos de plantão. Por isso, não são utilizados para satisfação de interesses pessoais ou eleitorais, em detrimento da proficiência administrativa.

Em geral, no âmbito dos países membros da OCDE, os médicos têm o que falta em muitos postos de saúde brasileiros: cadeiras, macas, toalhas e pias para lavagem das mãos, banheiros para deficientes físicos, salas para esterilização de materiais e expurgo de lixo, equipamentos, medicamentos e insumos imprescindíveis aos atendimentos. Considerando essas carências pode-se concluir pela maior produtividade dos médicos brasileiros.

Ainda, em meio aos conflitos gerados pelas gratuitas provocações aos médicos, tem sido divulgada por Ricardo Barros a economia de R$ 3,5 bilhões em sua gestão ministerial, sem mencionar que de uma dotação orçamentária de R$ 121 bilhões o Ministério da Saúde (MS), no ano passado, deixou de aplicar R$ 6 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões destinavam-se aos investimentos e o restante ao custeio.

Os problemas do SUS são crônicos e não serão resolvidos com propostas casuísticas. As suas soluções exigem: política de saúde como política de Estado, competência gerencial, planos de cargos e salários em carreiras estruturadas e compartilhadas pelo Poder Executivo, recursos humanos valorizados, melhor orçamento, sistema de controle e avaliação rigoroso, descentralização regional, auditoria social independente e capacitada. A reforma tributária, entre outras relevâncias, tem papel preponderante nas adequações do SUS!

Na vigência da Carta Magna de 1988, a União concentrou em seus cofres a maior parte da carga tributária e reduziu os seus encargos. Os demais entes federativos (Estados e Municípios) estão mais onerados, empobrecidos, endividados e subservientes ao Planalto Central. As caravanas de governadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais de saúde à Esplanada dos Ministérios são notícias rotineiras. De pires na mão, as autoridades agradecem ínfimos percentuais do que deveriam receber por direito. Assim, o país encontra-se com um Pacto Federativo utópico e mais vulnerável às alianças político-partidárias feitas de modo argentário e às ações corporativas predatórias do bem comum.

Na persistência desse cenário de violências, desvios do erário, humilhações e desassistência à saúde pública por omissão do Estado, a classe médica, mais uma vez, unida aos interesses da imensa maioria da população brasileira, que defende o SUS, voltou às ruas no dia 3 de agosto, em um movimento de protesto popular denominado “Fora Barros”. Na defesa da saúde, a causa pública mais essencial e reivindicada, de modo coerente ao exercício de cidadania, no mais elevado patamar da consciência, repudiando a inércia das autoridades sanitárias e o descaso com a dignidade humana.

Apesar das nossas relações sociais contemporâneas, que fazem lembrar as históricas narrativas do período de interregno da antiga Roma e dos estigmas jogados contra os médicos, os seus compromissos vocacionais, sustentados com angústias, sofrimentos e depressões, são afirmados pelo povo em pesquisas de opinião pública.

No final do ano de 2016, em pesquisa do Instituto Datafolha, os médicos brasileiros continuaram no topo do “ranking” das classes profissionais com mais crédito ou de maior confiança perante a população. Por sua vez, com honrosas exceções, a classe a qual pertence o ministro da Saúde, a dos políticos, ficou situada, infelizmente, no último lugar.

Veja

Lista de substâncias controladas é atualizada

Adesivos com buprenorfina poderão ser comprados com receita de controle especial em duas vias


Norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada na última quinta-feira (17/8), alterou o tipo de receita médica exigida para a compra de medicamentos contendo a substância buprenorfina na forma de adesivos com matriz transdérmica. Dentro de 30 dias, a compra desses medicamentos será feita por meio da receita de controle especial em duas vias, não mais com a receita amarela, que só pode ser impressa por autoridades sanitárias.

A decisão da Agência se deve em razão das características e das tecnologias farmacêuticas do produto. Também foram considerados dados de monitoramento da segurança de uso desse tipo de medicamento no Brasil. As vendas de medicamentos contendo buprenorfina na forma de adesivos continuarão a ser registradas no sistema eletrônico de controle de medicamentos da Anvisa, Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), o que permitirá o acompanhamento dessa nova medida.

Lurasidona
A mesma norma, Resolução RDC n° 169/2017, incluiu a substância lurasidona na lista de substâncias sujeitas a controle especial. Essa classificação ocorre devido à fase final do processo de registro de medicamento novo à base desta substância. Após a avaliação do registro, o medicamento, que será indicado para o tratamento da esquizofrenia e da fase depressiva do transtorno bipolar, só poderá ser dispensado mediante apresentação da receita de controle especial em duas vias.

A Resolução RDC n° 169/2017 é uma atualização da Portaria SVS/MS n° 344/1998, que dispõe sobre as medidas de controle para substâncias entorpecentes, precursoras, psicotrópicas e outras sob controle especial. São consideradas substâncias sujeitas a controle especial no Brasil aquelas elencadas nas listas do Anexo I da referida Portaria. As atualizações das listas estão disponíveis no seguinte endereço: http://portal.anvisa.gov.br/lista-de-substancias-sujeitas-a-controle-especial.

ANVISA

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Com falta de seringa, diabéticos estão sendo orientados a ‘reutilizar’ material

Ministério da Saúde prevê possibilidade de reutilização em documento, mas usuários relatam nunca terem recebido essa orientação antes

Há dez anos, a aposentada Adeilda Barbosa utiliza duas seringas por dia para tratar a diabetes com insulina. Nesse mês, no entanto, recebeu apenas 30. “Pensei que teve algum erro”, conta. Mas, ao contrário do que pensou Adeilda, não houve engano algum. Quando voltou ao serviço de saúde na semana seguinte, ela foi orientada a reutilizar o material. “Voltei lá e falaram assim: ‘então, vou te dar mais 10 [seringas], mas agora a senhora tem que usar uma por dia'”, relata. A filha de Adeilda, Fernanda Barbosa, ficou surpresa: “Eu nunca tinha ouvido falar uma coisa dessa. Nunca aconteceu esse tipo de problema.”

O caso de Adeilda não é isolado. Também a doméstica Maria das Graças Conceição está recebendo menos material. Ao invés das 60 seringas usuais, na última vez que usou o serviço de saúde, recebeu apenas 20. “Eu tenho que utilizar, guardar, e utilizar de novo”, diz. “Eu acho um absurdo porque nunca aconteceu isso”, conta. Essa também é provavelmente a realidade de outros usuários. Em junho, a prefeitura de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, entregou menos seringas e orientou os pacientes diabéticos a reutilizarem os produtos, o que contraria o que está escrito na embalagem do produto.

Ministério da Saúde prevê reutilização 
Segundo caderno de educação básica do Ministério da Saúde, apesar dos fabricantes das seringas não recomendarem a reutilização, a bibliografia internacional considera seguro o reúso limitado do conjunto seringa-agulha. Com base nisso, o Ministério considera adequada até oito aplicações de uma mesma seringa pela mesma pessoa. Já uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), inclui agulhas com componentes plásticos não desmontáveis na lista de produtos médicos que não podem ser reutilizados.

Não é a primeira vez que essa discussão vem à tona. Em 2013, o Ministério Público do Pará já tinha entrado nessa história e uma decisão da Justiça Federal determinou a suspensão parcial de um trecho do caderno de atenção básica do Ministério da Saúde, retirando a orientação para reutilização de seringas descartáveis por diabéticos. A união recorreu da sentença e ainda não há uma decisão final sobre o assunto.

Para especialistas, reutilização traz riscos
Segundo Júlia Kenj, consultora da Sociedade Brasileira de Diabetes, o risco do paciente ter um processo infeccioso ou inflamatório com a reutilização existe. “O fabricante diz que é uso único e ele não te dá a garantia que, ao reutilizar, não há risco”. Fadlo Fraige Filho, presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, e médico endocrinologista diz que a orientação sem dúvida alguma é descartar a seringa. “Primeiro, há risco de infecção do local da aplicação, que fica vermelho e infectado”, diz. “Segundo, pode ocorrer a contaminação do frasco quando se vai retirar a insulina”, detalha.

Bom Dia Brasil

SUS vai oferecer próteses 3D para adultos e crianças amputados

Implantes de pés, braços e pernas poderão ser produzidos e entregues aos pacientes de graça; serviço será realizado pelo Into, no Rio de Janeiro

Próteses de silicone feitas de impressão 3D já são utilizadas em muitos pacientes amputados, na área da ortopedia
Shutterstock/Divulgação
Próteses de silicone feitas de impressão 3D já são utilizadas em muitos pacientes amputados, na área da ortopedia

Desde 2000, quando a impressão 3D passou a ser utilizada pela medicina, a réplica de órgãos se tornou uma grande aliada para diversas áreas, principalmente na ortopedia, onde os avanços em relação a esse tipo de recurso foram mais significativos, resultando na produção de implantes e próteses.

De acordo com o Ministério da Saúde, a tendência também chegou ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com o uso da tecnologia de impressão 3D está sendo utilizada para o desenvolvimento de próteses para pacientes amputados pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad.

Até o momento, a técnica já era aplicada na confecção de instrumentos utilizados pelos médicos em pacientes com artrose de ombro do instituto. Entre as vantagens do tratamento, as cirurgias ficavam mais precisas e ágeis, além de colaborarem para diminuir de maneira mais rápida a fila de espera das operações.

Agora, a novidade é a utilização dos implantes para substituir também braços, pernas e pés amputados , inclusive de crianças. “A ideia é realizar essa cirurgia em larga escala e, a partir daí, extrapolar para outras articulações, como coluna e quadril”, conta o cirurgião Marcus Vinicius, que realizou as primeiras cirurgias em 3D no Into.

Como funciona
Para produzir as peças tridimensionais, é preciso da ajuda de um programa especial de computador, que reúne as informações para configurar os instrumentos vindas das imagens geradas por meio de exames de tomografia computadorizada. A partir dos dados de cada paciente, é objeto feito de um plástico apropriado é desenvolvido.

Um dos principais desafios das cirurgias é colocá-las na posição correta. Por isso, a grande vantagem da impressora é gerar peças que elevam a precisão da inserção dos equipamentos no corpo de forma menos agressiva.

Segundo a pasta da Saúde, em cinco anos, o instituto que irá implementar as próteses em 3D em sua gama de serviços oferecidos ampliou a sede no Rio de Janeiro e reduziu a fila cirúrgica de 22 mil para 11.123 pacientes em espera. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas 4.323 operações e 108.389 consultas ambulatoriais.

*Com informações do Portal Brasil

iG

Johnson & Johnson é condenada por risco de câncer em talco

Talco genital estaria ligado a casos de câncer de ovário seguidos de mortes


A Johnson & Johnson deve pagar 417 milhões de dólares a uma mulher que afirmou ter desenvolvido câncer de ovário após usar talco da empresa, segundo decisão judicial desta segunda-feira.

O veredito do tribunal superior de Los Angeles, favorável a Eva Echeverria, foi o maior até o momento em ações judiciais alegando que a J&J não informou adequadamente os consumidores sobre os riscos de câncer de produtos com base de talco.

A sentença inclui 70 milhões de dólares em compensações e 347 milhões em multas, disse uma porta-voz dos advogados de Echeverria. A decisão vem após julgamentos que resultaram em mais de 300 milhões de dólares no Missouri contra a J&J.

"Vamos recorrer do veredito de hoje, porque somos guiados pela ciência, que apoia a segurança do Johnson's Baby Powder".

Em julgamento, os advogados de Echeverria acusaram a empresa de encorajar mulheres a usarem seus produtos de talco apesar de anos de estudos que ligam diagnósticos de câncer de ovário e mortes ao uso de talco genital.

Os advogados da J&J argumentaram que vários estudos científicos, bem como agências federais, incluindo a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, não mostraram que os produtos a talco são cancerígenos.

Terra

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Mito ou verdade: bebida alcoólica corta o efeito do medicamento?

nota-sabadoSaiba como cada substância interage com o álcool

Você está no meio de um tratamento médico e aí surge aquele convite para uma grande festa de casamento ou para um aniversário de um querido amigo. Surge a dúvida: será que posso tomar pelo menos uma latinha de cerveja ou uma dose de bebida destilada?

Afinal, o álcool corta ou não o efeito dos medicamentos? Quem responde é o clínico-geral e nutrólogo Marcos André Malta.

O médico, inicialmente, explica que todo medicamento é eliminado do corpo com um determinado tempo previsto, e, como a bebida altera o metabolismo, a eliminação pode ocorrer antes ou depois do tempo, prejudicando o tratamento.

O medicamento versus a bebida
Anti-inflamatórios: a bebida aumenta a eliminação do medicamento pelo corpo, o que acarreta em diminuição do efeito do medicamento. Pode haver uma sobrecarga do fígado já que a bebida e o medicamento vão ser metabolizados no órgão.

Corticoides: medicamento derivado do colesterol, ou seja, tem muita gordura e é metabolizado de forma mais lenta. A bebida pode atrapalhar o efeito esperado pelo médico.

Analgésicos e anti-térmicos: depende da molécula que são formados. No caso do Paracetamol e da Dipirona, que são os medicamentos mais conhecidos, a velocidade de eliminação do medicamento do sangue vai ser mais rápida com a bebida e, da mesma forma, o efeito vai ser menor.

Antibióticos: se o médico passou um medicamento deste tipo e a pessoa continua bebendo álcool, o efeito não vai ser efetivo no organismo. O ideal é parar de beber enquanto está fazendo o tratamento

Anticoncepcionais: tem moléculas de colesterol, da mesma forma que os anabolizantes e corticoides. O medicamento fica cerca de 24 horas no organismo e depois é eliminado, mas com a bebida a duração pode cair pela metade. Isso pode causar problemas, já que a mulher pode achar que está protegida. O ideal é que nos primeiros seis meses de uso do anticoncepcional, a bebida seja diminuída.

Antidepressivos: são medicamentos que vão diretamente para o sistema nervoso central. O álcool inicialmente aumenta o efeito do antidepressivo, deixando a pessoa mais estimulada. Mas após passar o efeito da bebida, a pessoa se sente ainda pior, e a depressão pode aumentar por fatores como ressaca e preguiça, que a bebida pode deixar.

Guia da Pharmacia

Pesquisadores americanos começam a desvendar o mistério por trás das alergias

Presença de seis células de defesa no corpo serve de indicador da ocorrência de reações alérgicas, segundo estudo com 114 voluntários. Descoberta poderá melhorar o diagnóstico e o tratamento de um problema que afeta 40% da população mundial

A alergia é um problema de saúde muito comum, que impacta a qualidade de vida de um número grande de pessoas. Sabe-se que se trata de uma resposta imune inadequada do corpo a substâncias inofensivas, como pólen e ácaros, mas as moléculas responsáveis por essa disfunção não são completamente conhecidas. Por meio de uma técnica de análise avançada, investigadores americanos começam a desvendar esse mistério. Eles identificaram células imunes presentes apenas em alérgicos. A descoberta, publicada na revista Science Translational Medicine, pode ajudar a avaliar a eficácia dos tratamentos de alergia.

Segundo os cientistas, células imunes chamadas TH2 - que protegem o corpo de parasitas, bactérias ou vírus - podem desencadear alergias. Em laboratório, eles buscaram distinguir quais delas causavam a irritação e quais eram responsáveis apenas pela proteção. “Usamos uma abordagem única, chamada coloração com tetrâmero MHCII, para visualizar e perfilar células-T específicas de alérgenos diretamente no sangue do paciente. Com essa técnica, agora estamos observando detalhes do sistema imunológico que nunca haviam sido vistos”, conta Erik Wambre, autor do estudo e membro do Instituto de Pesquisa Benaroya, nos Estados Unidos.

A equipe identificou seis células TH2 em 80 pessoas alérgicas - essas estruturas não foram encontradas nos 34 participantes do experimento que não tinham alergias. “Como um jogo de sete erros, observamos a variação na expressão dessas células que estão relacionadas às alergias mais comuns - a amendoim, a pólen de grama, a pólen de árvores, a mofo, a pelo de gato e a ácaros presentes na poeira. Resumindo, encontramos um subconjunto de células TH2 que está presente em pessoas com alergias, mas quase totalmente ausente naquelas que não têm essas intolerâncias”, detalha o autor.

O grupo de células imunes recebeu o nome de TH2A, com a junção da letra “A” para alergia. Os pesquisadores destacam que essas moléculas se diferenciam de outras células imunes porque produzem uma sinalização inflamatória. “Nossos dados revelaram diferenças funcionais fundamentais entre as células TH2A e as TH2 convencionais, como a produção de citocinas incomuns e o uso de uma via distinta que está relacionada a reações ao alérgeno”, complementa Wambre.

Para reforçar a constatação, os pesquisadores realizaram um ensaio clínico em que monitoraram pacientes submetidos a tratamentos experimentais para alergia a amendoim. Foi identificada uma relação direta entre a dessensibilização ao alimento e a diminuição da frequência de células TH2A nos participantes.

Novo foco
De acordo com os autores, as células imunes relacionadas à alergia poderão ser usadas como biomarcadores clínicos, para avaliar a eficácia de tratamentos. “Detectar células TH2A será fundamental na nossa compreensão da doença alérgica. Essa é uma descoberta importante, porque, agora, elas serão um ponto focal em pesquisas e podem melhorar o diagnóstico, o monitoramento e o tratamento de alergias. Esse achado também abre as portas para novas terapias que poderão atingir esse inimigo”, ressalta Wambre, indicando, em seguida, novos desafios da pesquisa. “Agora, precisamos entender por que alguns indivíduos possuem essas moléculas e como pará-las.”

Maria Cândida Rizzo, coordenadora do Departamento Científico de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, também acredita que a pesquisa possa contribuir para melhorar tratamentos. “O fato de se obterem esses marcadores é importante para uma melhor compreensão dos fenômenos alérgicos. É importante também para o acompanhamento de pacientes em imunoterapia, uma vez que será possível a mensuração, de modo objetivo, de uma modificação da resposta imunológica com o tratamento. Podemos imaginar ainda que, futuramente, será possível atuar diretamente nesses grupos de linfócitos (células de defesa) e não apenas em seus mediadores, como se faz à luz dos conhecimentos atuais.”

Incidência global
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população global tem algum tipo de alergia. A instituição também acredita que, até o fim do século, metade da população sofrerá com alguma forma dessa complicação. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% da população enfrenta o problema, desencadeado por reações respiratórias, a medicamentos e a alimentos.

Palavra de especialista
David J. Cousins, imunologista e pesquisador da Universidade de Leicester, no Reino Unid

Mais um campo a explorar
“Apesar da pesquisa intensiva, ainda não compreendemos completamente por que alguns indivíduos desenvolvem intolerância a elementos como poeira e pólen, por exemplo. Ter uma doença alérgica aumenta a probabilidade de desenvolvimento de outras enfermidades alérgicas durante a vida da pessoa, a chamada marcha atópica. Ao mostrar um subconjunto de células imunes específicas que podem desencadear esse problema, temos um novo campo a ser explorado por farmacêuticas, que já realizam testes com medicamentos e podem incorporar esses achados em suas análises. Apesar do uso de adrenalina, que tem ajudado muitos países no tratamento desse problema de saúde, impedindo que ele cause consequências graves aos pacientes, muito ainda pode ser feito para auxiliar quem sofre com alergias.”

Saúde Plena

Ministro diz que SUS oferecerá ‘exame pré-nupcial’ a casais com teste genético

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou na última segunda-feira (14) que o SUS (Sistema Único de Saúde) vai oferecer um exame “pré-nupcial” aos casais que quiserem saber se há maior risco de gerarem um bebê com alguma doença genética. O teste analisaria ainda outras condições de saúde dos futuros pais, como a presença de problemas crônicos

“Uma das nossas diretrizes novas será o exame pré-nupcial, que vai garantir o exame de compatibilidade genética para noivos, para que eles saibam da possibilidade de terem filhos com doenças raras, que causam muita dificuldade para a família no tratamento e muito custo para o governo”, disse ele, em entrevista após apresentação no Summit Saúde Brasil, evento promovido nesta segunda pelo Grupo Estado.

Barros disse que não há previsão de quando o exame estará disponível. Também não detalhou se ele será oferecido a todos os casais ou a um público específico. “Nós estamos desenvolvendo esse programa e lançaremos oportunamente. O exame permitirá um diagnóstico de outros fatores, como doenças não transmissíveis, crônicas, muitas das que chamamos invisíveis, como hepatite e HIV, para que a gente possa permitir que esse futuro casal planeje bem a sua vida, com base em um diagnóstico preciso da situação de saúde que ele se encontra.”

Professora titular de genética da USP (Universidade de São Paulo) e diretora do Centro de Genoma Humano e Células Tronco, Mayana Zatz comemorou a possibilidade de expansão do uso de testes genéticos. O chamado teste genético pré-concepcional de compatibilidade pode custar até R$ 5 mil em laboratórios privados, feito por meio de uma coleta de sangue e com resultado em até 20 dias.

“Caso isso ocorra, os geneticistas vão bater palma, pois é algo que estamos batalhando há muito tempo para ocorrer”, disse. Ela considera o procedimento como “extremamente importante” e, com o preço elevado, pode ocasionar frustração à população que não tem condições de pagar.

Mayana explica que o exame é direcionado para identificação de doenças recessivas, como fibrose cística e algumas doenças neuromusculares, que causam degeneração da musculatura e a perda da capacidade de andar da criança afetada. “Há pais que descobrem que são portadores dos genes apenas quando a criança nasce. Com o teste, essa gravidez poderia ser evitada”, disse. Ela exaltou a possibilidade de economia que o método levaria ante gastos com diagnóstico e tratamento futuros.

Indicações claras
O diretor médico da Alta Diagnósticos, Gustavo Campana, destacou, porém, que o exame não pode ser usado como “triagem populacional”. “As novas formas de diagnóstico têm de ter indicações individuais muito claras”, disse. Um exemplo de grupo para o qual o exame é geralmente indicado são os casais consanguíneos, como primos. “Neles, a carga genética é mais semelhante do que entre desconhecidos, passando a aumentar o risco de vir a ter um filho com determinada doença”, disse.

Geneticista do Fleury, Wagner Baratella lembrou que “não existem testes definitivos para afastar todos os eventuais problemas de uma gestação”. Destacou ainda a importância de que haja aconselhamento genético e não aplicação indiscriminada do procedimento. O obstetra Alberto Guimarães ponderou que o sistema público, enquanto discute a adoção desses exames, tem de reforçar a estrutura atual das maternidades, por exemplo, “com a garantia de equipes mínimas de plantão”. “Podia se fazer valer o que já tem, com a garantia de um pré-natal multiprofissional e todo o suporte da maternidade”, destacou.

R7

Congresso Brasileiro de Urologia reúne especialistas em Fortaleza

De 26 a 29 de agosto, Fortaleza recebe o 36º Congresso Brasileiro de Urologia, que contará com a presença de renomados especialistas nacionais e internacionais que apresentarão temas importantes como: técnicas cirúrgicas em urologia; transplante renal; câncer de próstata; avanços no diagnóstico e infertilidade, entre outros assuntos da área

Durante os quatro dias, o congresso terá uma extensa programação, com cursos teóricos e práticos, apresentação de plenárias, discussões de casos e simpósios satélites, como o promovido pela Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), apresentado pela professora e patologista Andrea Monnerat e pelo professor e radiologista Leonardo Kayat, no dia 27.

O simpósio cujo tema é Biópsia de Próstata por Fusão de Imagens de Ressonância Magnética e Ultrassonografia tem como objetivo discutir os aspectos da imagem e da patologia relacionados com essa nova modalidade de biópsia de próstata.

Segundo Kayat, estudos demonstram que a biópsia por fusão de imagens detecta 32% a mais de tumores significativos do que a biópsia comum por ultrassom. “A fusão dessas duas imagens resulta em um ganho aditivo, pois combina a praticidade e disponibilidade do ultrassom para chegar à lesão com a nitidez e o poder diagnóstico das imagens de RM”, argumenta o radiologista.

Essa e mais outras 40 atividades estarão disponíveis para médicos, profissionais de saúde e estudantes de medicina no Centro de Eventos do Ceará, na Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, em Fortaleza. A programação completa do congresso está disponível no site www.cbu2017.com.br, onde também são feitas as inscrições.

Serviço
Data: 26 a 29 de agosto de 2017.
Local: Centro de Eventos do Ceará – Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, Fortaleza – Ceará.
Inscrições: www.cbu2017.com.br

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Cardiologistas estabelecem taxas mais rígidas de controle do ‘colesterol ruim’

https://scontent-sea1-1.cdninstagram.com/t51.2885-15/s480x480/e15/11018553_339271242932994_1537259343_n.jpg?ig_cache_key=OTQ0NTQ3MTkyNjI1OTcwNDkz.2Objetivo é reduzir número de eventos cardíacos em pacientes com risco ‘muito alto’

Cardiologistas brasileiros tornaram mais rígidos os parâmetros para o controle do LDL, o “colesterol ruim”. Agora, indivíduos com risco altíssimo de evento cardíaco deverão manter a taxa de colesterol abaixo de 50 miligramas por decilitro de sangue. Antes, bastava ficar abaixo de 70. A maioria dos indivíduos presente nesse grupo de risco “muito alto” já passou por um infarto ou derrame, por exemplo.

Por isso, mudanças são necessárias para prevenir novos episódios graves nesses pacientes, diz a Sociedade Brasileira de Cardiologia, entidade que alterou as diretrizes no Brasil. De acordo com estudo realizado pela instituição, 67% dos brasileiros desconhecem que têm taxas altas de colesterol

Outras mudanças
Taxas de colesterol total também foram alteradas: de 200 para 190. Também mudaram os parâmetros para o “colesterol bom” (HDL): de 60 para 40. Indivíduos com risco alto, como os hipertensos, devem continuar a manter as taxas abaixo de 70. Para aqueles que não possuem fatores de risco, a taxa deve se manter abaixo de 130.

As novas diretrizes foram publicadas em documento da Sociedade Brasileira de Cardiologia no dia 8 de agosto e servirão também para tornar o tratamento mais rígido.A entidade também disponibilizou um aplicativo para médicos que permite o cálculo do risco para doença cardíaca.

G1

Pesquisa encontra 10 mil fungos e bactérias em fones de ouvido; há risco de otites e até perda de audição

Pesquisa foi feita pela faculdade de biomedicina da Devry Metrocamp, em Campinas. Contaminação causa problemas de saúde com tratamento difícil

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Uma pesquisa realizada com fones de ouvido e headfones constatou a contaminação por aproximadamente 10 mil fungos e bactérias, que podem causar de coceiras e micoses até infecções mais graves, incluindo risco de perda de audição. A análise, feita pela faculdade de biomedicina da Devry Metrocamp, em Campinas (SP), considerou a falta de higiene correta dos objetos, e os pesquisadores alertam para os problemas no compartilhamento de fones.

Segundo a doutora em ciências de alimentos, bióloga, professora e coordenadora do estudo, Rosana Siqueira, durante três meses foram avaliados 40 fones, sendo 30 do modelo mais comum (que se encaixa na cavidade da orelha) e outros 10 headfones. Os aparelhos analisados pertenciam a jovens e adultos, que costumavam emprestar a outras pessoas e não tinham, na maioria, o hábito de higienizá-los.

Em 87% dos fones foi encontrada contaminação em maior quantidade, inclusive da bactéria Staphylococcus aureus, responsável por infecções de pele – como furúnculo, impetigo -, abcessos, e também infecções das vias aéreas superiores, entre elas, otites e sinusites. Em alguns casos, pode levar até a meningite. “Se os micro-organismos invadirem a região mais interna do ouvido, podem atingir os nervos auditivos, e isso pode afetar o sistema nervoso central e pode ocasionar, em alguns casos, a meningite. Tem que tomar cuidado, principalmente as crianças, que o sistema imunológico ainda está em formação, e idosos também. As pessoas que já tenham uma predisposição”, alerta a pesquisadora.

Entre os fungos, o Candida ssp, que também pode provocar infecções oportunistas no organismo de pessoas com a imunidade baixa, também preocupou os pesquisadores. Dependendo do sistema de defesa de cada pessoa, os micro-organismos podem chegar em órgãos importantes do ouvido e afetar a anatomia. “Afetando a anatomia, você pode ter problemas de audição e até mesmo a labirintite”, completa a pesquisadora.

“Fiquei assustado com os fungos. É um micro-organismo que tem o desenvolvimento lento e, quando aparece, é muito difícil de tratar. Causa otomicose. A pessoa que usa muito antibiótico, e fica propensa a isso, não consegue tratar com antibiótico, precisa tratar com antimicótico”, afirma o pesquisador e aluno de biomedicina Márcio José Evangelista Júnior.

No caso dos headfones, todos os analisados tinham a presença de Staphylococcus aureus, mas em menor quantidade, o que torna seu uso um pouco mais seguro, segundo a pesquisadora. Esse modelo fica em contato com a parte externa da orelha, e também com a pele e o cabelo, ambiente que também favorece o crescimento de fungos e bactérias.

“Mesmo não tendo contato com a cera, está em contato com outras partes. As partes externas da orelha também têm contaminação. […] A forma de contaminação diminui, mas não deixa ele isento de ocasionar esses problemas”, comenta Rosana. A pesquisadora ressalta que ouvir o som muito alto nos fones também prejudica e altera a estrutura auricular, podendo causar também problemas de saúde, como a perda de audição.

Não compartilhe
O compartilhamento dos fones com outras pessoas não é indicado porque, além dos micro-organismos, a flora auditiva varia de pessoa pra pessoa e há o risco de pegar uma infecção. “Se é individual, é seu. Evite emprestar. Porque a sua flora é diferente da flora da outra pessoa. É o que a gente chama de contaminação cruzada. A predisposição de uma pessoa é diferente da outra”, afirma Rosana.

Cera ajuda ou atrapalha?
Segundo Rosana, os fones mais internos acabam entrando em contato com a cera do ouvido. Quando os objetos não são limpos, acabam expostos a outros ambientes e outros micro-organismos que se prendem aos fones.

“Quando a gente coloca o fone, você abafa o canal auricular e isso deixa uma temperatura ideal para aqueles micro-organismos, eles têm alimentos, têm nutrientes. A tendência é aumentar a quantidade. […]A cera proporciona a aderência de mais micro-organismos, poeira, sujeira, fios de cabelo e isso é prejudicial, porque vai fazer com que esses micro-organismos aumentem ainda mais”, explica.

O otorrinolaringologista do Hospital da PUC de Campinas Bruno Bernardo Duarte explica que a cera é uma proteção da orelha, inclusive por ter PH ácido, que não permite, normalmente, o crescimento de fungos e bactérias. No entanto, o uso frequente de fones de ouvido e de cotonetes tende a reduzir a formação de cera, deixando o ouvido mais exposto a riscos de otites. “Com certeza esse aparelho vai ser contaminado por fungos e bactérias. […] Num dado momento que não tenha a cera e esteja com a imunidade baixa, pode levar a uma contaminação. Pode aumentar o risco de uma otite externa”, afirma Duarte.

Tratamento difícil
O tratamento dos males provocados à saúde pelo uso de fones não é algo tão simples, segundo o médico otorrinolaringologista. As infecções podem se tornar crônicas. “São bastante incômodas e difíceis de serem tratadas. A primeira coisa é procurar um otorrino se estiver sentido dor de ouvido, coceira excessiva, diminuição de audição. Se o conduto auditivo estiver inflamado, ele incha. Tem a sensação de que o canal está mais estreito. Pode ter uma secreção geralmente não fétida e, às vezes, a dor é ao tocar. Se ignorar os sintomas pode acontecer um desconforto muito grande, muitas vezes insuportável”, explica Duarte.

Durante o tratamento, com medicamentos antifungicos e antibactericidas, o paciente precisa ficar sem usar fones de ouvido e cotonetes por cerca de 15 dias, segundo o médico. O tratamento também costuma ser acompanhado de anti-inflamatórios e analgésicos.

Pesquisador vítima dos fones
O pesquisador Márcio José Evangelista Júnior, de 21 anos, propôs a pesquisa após ser vítima dos fones. Desde a infância tem problemas auriculares recorrentes e há dois anos teve duas infecções no ouvido. Ao fazer exames para investigar a causa, foi constatada a infecção pela bactéria Staphylococcus aureus. “Usava [fones] boa parte do dia, no ônibus, em casa. Toda hora eu estava com fone, para conversar com as pessoas. [Com a pesquisa] fiquei meio assustado porque vi que era do fone que estava vindo isso. Tive que diminuir o uso e fazer mais higienização, que eu não tinha o costume”, conta.

Limpeza eficiente
A limpeza dos fones e headfones deve ser feita com um tipo de álcool que não agride os contatos eletrônicos do aparelho, o álcool isopropílico. Com um cotonete ou um pedaço de algodão, o usuário deve passar o produto na parte que fica em contato com a orelha e também nos fios. A higiene precisa ser feita todos os dias, antes e após o uso, ou, no mínimo, uma vez por semana. Álcool comum ou água e sabão não devem ser usados, pois podem danificar o fone.

“O ideal é deixá-los em local arejado porque isso ajuda a eliminar os micro-organismos. Principalmente os headfones, porque eles têm uma película e ela vai aderindo, então é ideal que faça a higienização. Deixa ele secar. O problema é a lubrificação e a umidade, que a gente libera pelo suor e pela cera, porque facilita o acúmulo de micro-organismos e sujeiras “, explica. No caso do headfone, quando ocorrer algum rasgo na película ele deve ser trocado. Mesmo assim, ela reafirma que não é recomendado compartilhar o fone com outras pessoas.

G1