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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

Quero agradecer à todos os leitores espalhados por todos os continentes por mais um ano de sucesso do blog:
 
Aos jornalistas que nos enviaram matérias, aos amigos, aos profissionais da saúde, familiares, alunos, colegas de trabalho, de caminhada na vida, aos que se interessam por assuntos da saúde, aos que nos elogiam e aos que nos criticam, aos que nos pedem orientações para suas dúvidas e até mesmo aos agentes dos EUA que nos monitoram diariamente (é publicar a primeira matéria no blog e logo eles começam a trabalhar)
 
Que nosso 2014 seja de saúde, ajuda aos mais fracos e necessitados, amor no coração, tolerância e paz entre os homens, nações e religiões, além de muitas alegrias.

 
Obrigado!

Médico diz ter criado remédio que cura ciúme

Fitoterápico ajuda a controlar emoções
Fabricante diz que o novo remédio ajuda a administrar emoções negativas e ajuda a "desenvolver a generosidade"
 
Um médico afirma que descobriu a cura para o ciúme.
 
Ele desenvolveu um remédio à base de florais, o Bach Original Flower Remedy Holly, e diz que a medicação ajuda a controlar o sentimento do ciúme.
 
A ciência já descobriu que o ciúme é controlado pela mesma área do cérebro que percebe a dor física, o que pode explicar porque, às vezes, sentir um ataque de ciúme seja tão doído.
 
Segundo o Daily Mail, os ingredientes para o remédio são cultivados em Oxfordshire.
 
O fabricante diz que o novo remédio ajuda a administrar emoções negativas e ajuda a "desenvolver a generosidade".
 
Os florais também podem ajudar em casos de inveja, ódio e outros sentimentos ruins.
 
A bula indica que devem ser pingadas duas gotas do fitoterápico na língua para que os efeitos sejam sentidos. 
 
Correio 24 Horas

Devagar e sempre: dietas sem orientação são arriscadas e não garantem peso

Dietas podem ser aliadas importantes na perda rápida de peso, mas o ideal é que sejam feitas por um tempo curto de no máximo 15 dias
 
O programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma entrevista com o padre Marcelo Rossi que, arrependido, disse ter caído na tentação da dieta maluca para perder peso. O resultado: um tombo que, por pouco, não o colocou novamente numa cadeira de rodas.
 
O padre não é o único a usar o artifício das dietas malucas para perder peso, especialmente nessa época de festas e a proximidade do Verão. Elas são muitas: do vinagre, do abacaxi, da proteína, da lua... Em comum, o risco de submeter o organismo a carências significativas de nutrientes, além de favorecer o surgimento de sonolência, cansaço excessivo, mal-estar, desmaios, cefaleia, tonturas, anemia, desidratação, ressecamento da pele, queda de cabelo, unhas quebradiças e em casos mais graves, desmaios e até coma por desnutrição.
 
De acordo com a nutricionista e coordenadora do Núcleo de Tratamento de Cirurgia da Obesidade, Cláudia Daltro, as dietas podem ser aliadas importantes na perda rápida de peso, mas o ideal é que sejam feitas por um tempo curto de no máximo 15 dias  e seguindo acompanhamento nutricional. “Dieta longa faz com que se perca massa muscular e haja uma desidratação, então a pessoa perde água e acredite que perdeu peso”, completa. 
 
 
Sopas Mesmo dietas como a das sopas, que substituem duas refeições e são muito usadas, especialmente no Verão, por se tratar de uma dieta líquida e fácil de seguir, precisam de alguns cuidados. O médico e nutrólogo André Veinert, do Hospital Villa Lobos, lembra que, nessa época, é natural o organismo gastar mais energia e perder mais líquidos, por isso mesmo as refeições não podem ser substituídas de qualquer jeito e sem um acompanhamento devido. “Nas dietas muito restritivas, a pessoa acaba ficando sem energia”, completa. 
 
Para Cláudia, embora as dietas da sopa  não apresentem uma restrição calórica muito grande e possam chegar a garantir um consumo de 1.200 calorias diárias, o uso delas precisa observar a presença de todos os grupos alimentares, como as proteínas e carboidratos, usados em proporções adequadas. “Uma dieta de sopa que seguisse esses critérios poderia ser feita por até um mês, desde que houvesse um acompanhamento nutricional”, pontua. 
 
André Veinert diz que as sopas mais elaboradas podem conter os nutrientes necessários em uma refeição, mas as chances de falha de ingestão de um ou mais nutrientes são grandes. “Na maioria das vezes, mesmo com as mais distintas vertentes da dieta, há restrição de nutrientes e calorias”, explica o profissional, lembrando que algumas versões falam de seguir a restrição alimentar por períodos de  três meses até um ano. “Todo o cuidado é pouco com essas dietas, pois a perda de peso e medidas pode ser ilusória e paliativa, uma vez que há grande chance de reganho de peso com rapidez após suspensão da dieta”, diz.
 
Dietas mais restritivas como a da Proteína ou mesmo a de Beverly Hills também são perigosas, especialmente se não são feitas com acompanhamento profissional. “A dieta da Proteína, por exemplo, promove uma sobrecarga dos rins e do fígado e não contempla um grupo nutricional importante que são os carboidratos, responsáveis por fornecer energia, especialmente para quem realiza alguma atividade física”, esclarece a Cláudia Daltro.
 
Na medida
Embora os adolescentes tenham uma fixação pela busca do corpo perfeito e dentro dos padrões, os especialistas são unânimes em afirmar que dietas restritivas não são recomendadas para pessoas em desenvolvimento, principalmente se não contam com acompanhamento nutrológico. “A carência de vitaminas pode acarretar  sérios problemas de desenvolvimento físico, motor, neurológico e intelectual. A melhor saída para crianças e adolescentes acima do peso, bem como adultos é fazer uma dieta com restrição calórica, porém nutricionalmente completa”, afirma Veinert.
 
Para evitar o efeito sanfona, a orientação dos especialistas é apostar na reeducação alimentar feita ao longo do ano e não apenas em datas específicas. “Não existe dieta milagrosa, para perder peso e manter o peso perdido é fundamental comer bem, de acordo com o seu estilo de vida e de modo adequado”, completa Cláudia Daltro.
 
Na hora da refeição, dê preferência aos alimentos leves e de fácil digestão, como saladas, frutas, legumes refogados, peixes ou carnes magras. “É importante evitar os alimentos industrializados que são ricos em sódio. 
 
No calor, o excesso de sal provoca uma retenção hídrica”, acrescenta o médico, ressaltando que não se deve eliminar nutrientes da dieta, pois todos têm funções no organismo, se consumidos com adequação. 

Correio 24 Horas

Detox ajuda o trabalho do fígado no pós-festas

As dietas de desintoxicação - conhecidas como detox - ganharam fama por conseguir dar um repouso ao organismo, especialmente depois de festas onde há excesso de comida e bebida. Com acompanhamento podem ser usadas diariamente
 
O ano ainda não terminou e uma parte significativa da humanidade já bebeu e comeu nas festas de final de ano quantidades suficientes para todos os 365 dias que ainda vão chegar. Para reduzir o peso da consciência e começar 2014 mais leve, que tal apostar numa dieta para eliminar as toxinas consumidas?

De acordo com a nutricionista Alice Pinho, do Núcleo de Oncologia da Bahia, alimentos como os folhosos verde escuro, chá de gengibre, a uva, o açaí, banana, água de coco ajudam o organismo a expelir as substâncias que inflamam as células, além de aliviar o trabalho do fígado, responsável por depurar o que é ingerido. São os chamados alimentos desintoxicantes ou detox. “Numa dieta feita nos dias que se seguem às festas de final de ano, esse cardápio é um alívio ”, completa, ressaltando que as toxinas estão presentes nos aditivos alimentares como conservantes, corantes, aromatizantes, além do excesso de sal e açúcar.

Para a nutricionista e pós- graduada em Nutrição Clínica Funcional Mariana Brandão de Andrade, do HapVida, o ideal é que o consumo de alimentos detoxificantes seja feito não só depois, mas também antes das festas para que o corpo esteja melhor preparado para receber e processar as toxinas dos alimentos e o álcool. “A alimentação cotidiana sempre deve ter um caráter desintoxicante, pois estamos o tempo todo em contato com toxinas não só dos alimentos, mas também do ar que respiramos, água que consumimos, produtos de limpeza e higiene usados diariamente”, diz.

Com uma opinião semelhante, Alice Pinho destaca que a dieta detox pode ser uma saída para fazer o organismo voltar ao eixo logo após as festas, mas que o recomendado é ter alimentos detox consumidos no dia a dia. “Antigamente se fazia a dieta chamada detox ou desintoxicante por um tempo determinado, hoje, no entanto, se orienta que, ao longo do dia, haja consumo de diversos produtos”, explica a nutricionista.

Álcool
Para quem acordou de ressaca, Alice Pinho sugere um consumo alto de líquidos para garantir a hidratação do corpo e com isso afastar aquele mal-estar típico. Uma boa opção para rebater os efeitos danosos são os sucos. “Suco de lima (polpa) com couve manteiga (sem o talo que amarga) é uma boa opção, pois além de refrescar tem o efeito detox para o organismo”, explica, ressaltando que combinações como o suco de abacaxi com hortelã e gengibre e os chás gelados de hibisco, verde, cavalinha, dente de leão com alecrim, hortelã e gengibre são sempre muito bem-vindos. “É bom evitar o chá quente para não aumentar a sensação de náusea”, ensina.

Outra boa dica é apostar no suco de uva, que além de detox, possui propriedades  antioxidantes. Ou ainda a melancia pura ou consumida na forma de suco com folhinhas de hortelã. Para o desjejum, o açaí batido com morango ou banana alimenta e é super aliado na recuperação do organismo. A água de coco também é uma boa aliada para hidratar e alimentar.

Mariana Brandão completa lembrando que ao longo do dia, é fundamental evitar alimentos industrializados, açúcar, sal refinado, cafeína, adoçantes, álcool, gorduras trans, leite e derivados, alimentos com glúten, carnes vermelhas. A especialista diz ainda que vale a pena incluir no preparo das refeições gengibre, limão, curry, alecrim, canela, alho, cebola e cúrcuma.

Mariana destaca que deve existir também uma seleção de alimentos que alcalinizam o sangue, como lentilha, melão, abacaxi e algas. “Quanto tempo a dieta mais específica deve durar é uma decisão que cabe ao nutricionista e seu paciente, entretanto, alimentos que foram introduzidos no período detox podem ser mantidos na dieta”, sugere.
 
 
Dermatologistas lançam dispositivo para reconhecer câncer
As suas causas são conhecidas e a prevenção é simples. Pensando nisso, a SBD resolveu criar a Calculadora de Risco, que fica disponível gratuitamente no site da SBD e qualquer pessoa pode “fazer o teste” para um possível início de diagnóstico de câncer de pele. “O diagnóstico precoce faz com que os tratamentos e instruções oferecidas sejam um sucesso, além disso é possível fazer o exame precoce e temos a chance de impedir que o pior aconteça”, alerta  Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele.

Por meio dessa ferramenta, os usuários, respondendo a um questionário desenvolvido por especialistas da SBD, recebem informações sobre as chances de virem a desenvolver a doença no futuro. Para usar o serviço, acesse:http://www.sbd.org.br/campanha/cancer/calculadora.aspx.

Hidratação cuidadosa ajuda a prevenir incômodos no Verão
Com a chegada do Verão, suamos mais e desidratamos rapidamente. No entanto, segundo os médicos, as pessoas esquecem de tomar água para repor o líquido perdido. Um hábito deixado de lado, mas importante para evitar infecções urinárias que mais tarde podem desencadear problemas renais mais graves – em média, dois litros de água por dia é uma quantidade indicada para um adulto.

Aliado a isso, especialistas alertam para outro péssimo hábito da população em geral na correria do dia a dia: “As pessoas não vão ao banheiro, deixando a urina mais concentrada no nosso organismo, quando nossa bexiga pede. Isso predispõe muito à infecção urinária, principalmente nas mulheres”, lembra Thadeu Brenny Filho, chefe do Serviço de Urologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente. A infecção urinária tem como sintoma mais comum a dor ao urinar.
 
Correio 24 Horas

Roche faz acordo de até US$ 600 milhões por remédio de Parkinson da Prothena

Laboratório Roche fez acordo de US$ 600 milhões
A fabricante suíça de medicamentos está buscando se diversificar para além de sua especialidade em câncer
 
A Roche aumentou sua aposta em medicamentos para o cérebro ao assinar um acordo com a irlandesa Prothena no valor de até US$ 600 milhões para desenvolver e comercializar um tratamento para a doença de Parkinson.
 
A fabricante suíça de medicamentos está buscando se diversificar para além de sua especialidade em câncer e também está desenvolvendo tratamentos para Alzheimer, esquizofrenia e esclerose múltipla dentre outras doenças neurodegenerativas.
 
Com o acordo com a Prothena, anunciado no final da quarta-feira, a Roche ganhará acesso ao PRX022, um anticorpo monoclonal para o medicamento para a doença de Parkinson que deve entrar em testes clínicos de Fase I em 2014.
 
A Prothena, por sua vez, receberá um pagamento de US$ 45 milhões à vista e marcos clínicos. A empresa tem o direito de receber mais pagamentos até US$ 555 milhões se atingir metas de desenvolvimento, regulatórias e comerciais.
 
A Prothena, que foi cindida da fabricante irlandesa de medicamentos Elan em dezembro do ano passado, também receberá 30% dos lucros das vendas nos Estados Unidos e compartilhará 30% dos custos de comercialização e desenvolvimento.
 
iG

Mercado da dor gira R$ 2,6 bilhões ao ano

“Como não necessita de apresentação de receita, a compra de
analgésico é espontânea”, diz um executivo do setor
Venda de analgésicos provoca disputa bilionária entre gigantes farmacêuticas, diz levantamento feito pela consultoria IMS Health
 
Comprar analgésicos pode até parecer um hábito corriqueiro para muitos brasileiros. Mas a disputa por esse bilionário segmento por trás das gôndolas das farmácias envolve multinacionais e gigantes nacionais e é acirradíssima - uma briga de titãs por míseros pontos porcentuais para ficar entre as maiores no “mercado da dor”.
 
Um levantamento feito pela consultoria IMS Health mostra que a venda de analgésicos puros (para dor e combate à febre, excluídos relaxantes musculares) movimenta R$ 2,6 bilhões por ano. Esse segmento é o mais importante entre os medicamentos isentos de prescrição (Mip) ou OTC (Over-the-counter, na sigla em inglês), diz Nilton Paletta, presidente da IMS Health.
 
Vale tudo para ficar no topo - maior exposição em pontos de vendas em farmácias, pesados investimentos em mídia, sobretudo em horário nobre da TV, e descontos de preços. “É um setor que não envolve peixe pequeno”, diz um executivo do setor.
 
E não tem mesmo. Gigantes como a japonesa Takeda, a líder da categoria em faturamento, as americanas Johnson&Johnson e Pfizer, a francesa Sanofi, a alemã Boehringer Ingelheim e a nacional Hypermarcas não poupam esforços para ganhar fatia nesse mercado. “Como não necessita de apresentação de receita, a compra de analgésico é espontânea”, diz o mesmo executivo, lembrando que a antiga resolução da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), a RDC 41, que proibia a venda desses produtos fora do balcão, virou uma “dor de cabeça” para os laboratórios.
 
Após inúmeros processos judiciais e liminares, a Anvisa voltou atrás na decisão, que vigorou entre início de 2010 e meados de 2012. No ranking das dez maiores empresas em receita, as marcas fortes prevalecem, com exceção do genérico da Medley (controlada pela Sanofi), que aparece como o sexto mais vendido na lista. Quando medido por unidades, os genéricos (com o nome do princípio ativo) ganham espaço “É um mercado de poucas marcas, mas marcas bem fortes”, diz Rodolfo Hrosz, diretor-geral da Pfizer Consumer Healthcare. A multinacional está disposta a jogar pesado para abocanhar uma fatia maior para ficar entre as primeiras no topo.
 
O carro-chefe da companhia nesse segmento é o Advil, o nono analgésico mais vendido em faturamento, segundo o IMS Health (de novembro de 2012 a outubro de 2013), considerando os analgésicos puros. Segundo Hrosz, o produto é um dos mais vendidos em São Paulo, maior mercado consumidor. A empresa computa mês a mês as vendas para saber onde cresce.
 
Se incluídos os relaxantes musculares na lista, o Advil salta para a terceira colocação no ranking, entre agosto e novembro deste ano, de acordo com informações fornecidas pela empresa. O executivo reconhece que o fator preço não é o que mais atrai as vendas do analgésico Advil, que custa R$ 1,80 a dose, enquanto o preço médio de seus concorrentes gira em torno de R$ 0,60. “Sabemos que nosso produto é premium. A cápsula é líquida, com efeito mais rápido”, diz Hrosz. “É um segmento importante porque todo mundo tem algum tipo de dor”, diz Lais Rosin, diretora da unidade de negócios OTC da Takeda. “A fidelidade do consumidor é muito importante nesse segmento.” A Neosaldina, conhecida no mercado como “Neosa”, é o analgésico número um em vendas. “Qualquer ponto porcentual nesse mercado é grande coisa”, afirma Lais.
 
Além de pesadas campanhas na mídia, sobretudo na TV, a Takeda aposta nas várias apresentações do produto. “Temos um portfólio diversificado para atender todo tipo de público, até embalagem com um único comprimido."
 
Solução doméstica
Única nacional no ranking em que imperam as múltis em faturamento, a Hypermarcas tem quatro analgésicos entre os dez mais vendidos. “Temos investido muito em mídia, com inserções na Rede Globo, Record e SBT”, diz Luiz Eduardo Violland, presidente da divisão farmacêutica da Hypermarcas. “No caso da Doralgina (o décimo no ranking), quando incorporamos o laboratório Neo Química (em 2009), o medicamento era vendido no pequeno e médio varejo. Trocamos a embalagem, expandimos a distribuição para as grandes redes e apostamos pesado em mídia”, afirma.
 
Segundo Violland, a empresa aposta na maior disposição dos brasileiros, com o aumento da renda, para comprar medicamentos. “As pessoas geralmente procuram o médico por três motivos: dor, infecção a partir de uma febre e depressão.” Com a estratégia mais agressiva das farmacêuticas nesse segmento, o “mercado da dor” promete não aliviar a concorrência.

iG

Frutas cítricas ajudam a emagrecer, diminuem risco de AVC e dão energia

Refrescantes, e portanto ótimas para serem saboreadas nos meses de verão, as frutas cítricas devem ser evitadas apenas por aqueles que sofre de azia ou gastrite
 
Quem não gosta de um suco geladinho de laranja? E aquela salada de frutas recheada de kiwi? Além de saborosas, essas frutas ajudam a emagrecer, combatem o mau hálito e são eficazes em tratamentos de saúde. Confira:
 
Efeito emagrecedor:
As frutas cítricas têm propriedades capazes de reduzir a absorção de gorduras e açúcares pelo organismo, além de aumentarem a sensação de saciedade.
 
Efeitos medicinais:
 
Diminuem o risco de AVC em mulheres
Os pesquisadores já sabiam que uma dieta rica em vitamina C estava associada a um menor número de problemas cerebrais, mas não tinham certeza sobre os motivos. Agora, estudaram os componentes dos cítricos e acharam o grande responsável pelos benefícios: os flavanones, um tipo de flavanóide, substância presente nos alimentos que contribui para imunidade e previne o envelhecimento das células.
 
Melhoram a cicatrização da pele
Com propriedades funcionais, eles combatem a inflamação e ajudam na formação do novo tecido. Contêm flavonoides, que protegem as paredes dos vasos sanguíneos e combatem o processo inflamatório.
 
Alimentos que previnem a gripe
Frutas cítricas são clássicas no reforço à imunidade, graças à alta concentração de vitamina C. Mas não espere a enfermidade aparecer para fazer mudanças no cardápio. O ideal é reavaliar a dieta e o estilo de vida antes que o corpo fique suscetível aos vírus.
 
Evitam o mau hálito
Algumas, como limão, abacaxi, kiwi, morango e maracujá são excelentes para a manutenção de um hálito saudável. Além de terem ação adstringente e bactericida, estimulam a salivação, inibindo a proliferação de bactérias na boca, e estimulam o funcionamento do sistema digestivo. O melhor é consumi-las sem açúcar, mesmo na forma de suco.
 
Efeito Físico:
 
Ajudam no treino
Há frutas que favorecem o treino, há frutas que prejudicam o treino. Há frutas para antes do exercício, e outras para depois da prática. As frutas cítricas são ricas em sais eletrolíticos, importantes para a hidratação em exercícios de longa duração. Ao ingerir frutas com vitamina C, a pessoa já prepara o organismo antes do treino para uma recuperação rápida.
 
Efeitos Colaterais:
 
Provoca azia
Se você tem propensão a incômodas queimações de azia, não basta tomar um antiácido – cuidados com o que você come devem vir em primeiro lugar.
 
Ataca a gastrite
Cafeína, frutas ácidas, leites e frituras permanecem no grupo a ser evitado, mas alguns ingredientes têm ação anti-inflamatória e auxiliam a amenizar e até prevenir os sintomas da gastrite.

iG

Alzheimer: perguntas e respostas

 - Divulgação
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Tire suas dúvidas sobre a doença
 
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a morte acelerada dos neurônios em todas as regiões do cérebro. É um processo difuso que danifica desde as áreas da memória até os centros motores, responsáveis pela locomoção. À medida que a doença evolui, as funções cerebrais vão ficando cada vez mais comprometidas e outros campos vão sendo afetados, como a linguagem, a razão e a habilidade de cuidar de si próprio.
 
Qual a causa da doença?
Não se sabe ao certo a origem do problema. Estudos apontam que algumas mudanças nas células cerebrais poderiam interferir nas funções cognitivas do paciente, mas não há nada concreto. A idade seria um dos grandes fatores de risco para desenvolver o Alzheimer, mas a predisposição genética também, o que pode justificar casos de desenvolvimento precoce.
 
Pelo que se sabe até aqui, a doença começa quando há erros no metabolismo de proteínas, como o beta-amiloide, o que provoca acúmulo de placas tóxicas. Também pode haver alterações na proteína tau, o que destrói o esqueleto celular. Ambos os processos levam a uma morte acentuada de células nervosas no cérebro.  
 
Quais são os principais sintomas?
O primeiro deles é a perda da memória recente - como os eventos vividos horas antes. É importante apontar que um esquecimento ocasional não deve ser entendido como sinal da doença. Lapsos de memória só sinalizam a doença quando interferem nas atividades diárias da pessoa.
 
Além da perda da memória progressiva, o paciente também começa a ter dificuldade para raciocinar, se planejar e, com o tempo, até se comunicar e se locomover. Em boa parte dos casos, surgem ainda a agitação, a ansiedade e a depressão.
 
Como é feito o diagnóstico?
Não há um exame específico capaz de apontar o Alzheimer. O médico costuma diagnosticar o mal após realizar testes neurológicos e cognitivos para descartar outras doenças. O profissional também leva em conta informações sobre as mudanças de comportamento do paciente, colhidas em entrevistas com ele e com sua família.
 
Há tratamento para o Alzheimer?
Sim. Existem medicamentos que ajudam a impedir o avanço rápido da doença em seus primeiros anos, mas não há cura. Após o diagnóstico e a orientação médica, o tratamento é iniciado com doses baixas, de modo a diminuir os efeitos colaterais que podem surgir. Os familiares também passam por um processo de orientação em que aprendem mais sobre o que é a doença e como lidar com o paciente.
 
Existem estudos recentes sobre a doença?
Uma alternativa apontada pelas novas pesquisas seria o efeito neuroprotetor do lítio. A substância impede a atuação de processos metabólicos que causam o Alzheimer, como a formação das placas de beta-amilóide e as alterações da proteína tau - que seriam alguns dos prováveis mecanismos da doença.
 
Quantas pessoas sofrem de Alzheimer?
Estima-se que 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% daquelas com mais de 85 anos podem apresentar Alzheimer. No Brasil, dos 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos, cerca de 6% apresentam a doença, ou seja, em torno de 1,2 milhão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número deve crescer bastante até 2030, devido ao envelhecimento da população global e ao aumento de casos relacionados à demência.
 
Fontes: Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) e Wagner Gattaz, professor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Estadão

11 dicas para evitar ou espantar a ressaca

Vá de água antes, durante e, principalmente, depois da bebedeira
Saiba como evitar ou aliviar o desconforto depois de exagerar na dose
 
Depois de exagerar na bebida, é comum sofrer com os desprazeres da indesejada ressaca do dia seguinte. Realmente, quem passa do ponto não está livre deste desconforto. Os sinais são clássicos: a cabeça parece que vai explodir, o enjoo, a tontura, a fraqueza e uma sede de matar fazem você desejar nunca ter esvaziado um copo antes. Não é à toa que seu corpo está debilitado.
 
Funciona assim: o organismo gasta glicose para metabolizar o álcool. Glicose é açúcar, açúcar é energia. Resultado: ficamos enfraquecidos. O excesso de álcool também ataca o sistema nervoso central e provoca sono e irritação; corrompe mecanismos químicos cerebrais, ocasionando dor de cabeça; irrita as mucosas do aparelho digestivo, causando náuseas, vômito e diarreia; e inibe a ação do hormônio antidiurético, levando a sede e boca seca. A zonzeira não para aí.

A ingestão excessiva de álcool pode trazer diversos prejuízos à saúde como o ganho de peso e acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. "O consumo crônico pode causar lesões cerebrais, diabetes tipo 2, úlceras e inflamações no estômago e intestino, hepatite, depressão, lesão nos rins, na bexiga, próstata e pâncreas, entre outras doenças" , alerta a nutricionista Fabiana Honda, da consultoria nutricional Patrícia Bertolucci.
 
1. Coma bem
Alimentar-se antes de beber é a regra de ouro contra a ressaca. "Quando bebemos de estômago cheio, os alimentos diminuem a difusão do álcool pelas paredes do estômago e retardam a passagem do álcool para o intestino, onde ele é rapidamente absorvido", explica Fabiana. Dessa forma, o álcool entra gradualmente na corrente sanguínea e demora mais tempo para chegar ao cérebro.                    
 
2. Atenção com o fígado
Procure ingerir alimentos que irão proteger o seu fígado. É ele que fabrica a enzima que digere o álcool e, quando sobrecarregado, produz uma toxina que causa dor de cabeça. Dias antes, encare um suco de beterraba e alho para turbinar o órgão. Inclua na sua refeição alimentos com gordura poli-insaturada, encontrada em peixes e no azeite de oliva extra virgem. Ou então, pegue a sua colher de azeite, despeje-a num prato, adicione sal e mergulhe pedaços de pão na mistura.
 
3. Beba moderadamente
A nutricionista Fabiana Honda aconselha intercalar a bebida com quitutes e copos de água. Dessa forma, o álcool não fica sozinho no estômago e, claro, você bebe menos, já que a barriga cheia reduz o espaço para as bebidinhas. "Os petiscos com carboidrato e/ou gordura retardam a absorção do álcool, por exemplo, uma torradinha com patê ou um pedaço de queijo", recomenda. Dê preferência aos queijos, ricos em gordura, e às carnes, fontes de proteína, que facilitam a digestão do álcool. Castanha, amendoim, queijo e, para extrapolar, salaminho são bem-vindos. O sal e a gordura estimulam a secreção de substâncias estomacais que protegem o estômago do álcool. Mas evite petiscos muito salgados, que aumentam a sede a não ser que você opte por água.
 
4. Não beba apenas álcool
Outra dica é colocar gelo ou água no drinque para diluí-lo ou intercalar bebidas não-alcoólicas e alcoólicas. Trocar a água por suco ou refrigerante também pode. Essas bebidas são ricas em carboidratos, que ajudam a metabolizar o álcool.
 
5. Não piore a situação
Embora a ressaca seja inevitável se você ingerir muito álcool, ela pode ser ainda pior: destilados, como batidas, licores e uísque, geram mais desconforto por causa da concentração e da mistura de substâncias. Álcool e fumo formam uma dupla nefasta para o organismo. Quanto mais nicotina, menos oxigênio no sangue e mais rápido se dá o processo de intoxicação.
 
6. Hidrate-se
A principal causa da ressaca é a desidratação provocada pelo álcool, um potente diurético que estimula a perda de líquido do corpo. Vá de água antes, durante e, principalmente, depois da bebedeira. Antes de dormir, ingira bastante água. Essa tática ajuda seu organismo a metabolizar o álcool enquanto você descansa. Se acordar para fazer xixi, tome mais água. Além de hidratar seu corpo, ela ajuda a eliminar o álcool e livrar-se das toxinas. Suco de acerola, limão e laranja também ajudam, porque bombeiam antioxidantes protetores e vitamina C no seu corpo. Beba isotônicos, para repor os sais minerais perdidos e abuse da água de coco, rica em potássio.
 
7. Longe do café
Evite o famoso cafezinho amargo, muitas vezes recomendado para diminuir a dor de cabeça. A bebida também tem propriedades diuréticas, ou seja, desidrata ainda mais o seu corpo. 
 
8. Alimentação leve
Consuma alimentos de fácil digestão para não estressar ainda mais o organismo, já detonado pelo esforço de processar o álcool. "Para amenizar os efeitos da ressaca, deve-se ter uma alimentação leve, pobre em gorduras, rica em frutas, vegetais e líquidos", ensina Fabiana Honda. Inclua no cardápio os carboidratos complexos, como pão e biscoito de água e sal. O álcool aumenta a acidez e irrita a mucosa estomacal. Os alimentos secos e salgados desaceleram a produção de ácido. Essas comidas também dão energia para o fígado na hora de processar as toxinas e o excesso de bebida. Deixe de lado molho branco, queijos amarelos e fritura.
 
9. Não exagere nos remédios
Embora alguns medicamentos ajudem a minimizar os estragos produzidos pelo álcool, como aqueles que unem analgésico (contra dor de cabeça), antiácido (contra a queimação no estômago) e antiemético (contra enjoos), nenhum é capaz de resolver tudo de uma só vez.
 
10. Descanse no dia seguinte
Por onde passa, o álcool causa baderna. Dentro da cabeça ele age nos neurônios daí a desinibição e a tonteira. Cerca de cinco horas depois da bebedeira as células cerebrais começam a se recuperar, mas ficam ultrassensíveis. É por isso que a luz e o barulho incomodam tanto. No dia seguinte, os danos ainda são sentidos e é praticamente impossível se concentrar. Repouse. Mantenha a luz apagada, cortinas fechadas e fique deitado. Nesse momento o que o corpo mais pede é descanso. 
 
11. Invista nos chás
Algumas ervas ajudam a renovar as células hepáticas e, assim, acelerar o processo de purificação das toxinas do álcool que estão no corpo. Chás de salsaparrilha, erva-picão, macela e erva-cidreira são excelentes desintoxicantes. Depois das refeições, o chá verde e o de hortelã facilitam a digestão. E, para uma limpeza mais completa do organismo, selecionamos três receitas de sucos poderosos, elaborados pela consultoria nutricional Patrícia Bertolucci. 
 
Minha Vida

Verdades e mentiras sobre implantes dentários

Sem medo, alguns tratamentos são mais simples do que parecem
 
Muito se fala sobre implantes dentários, muitas são as propagandas e o paciente fica sem saber o que é o que não é possível de se fazer. Aqui iremos tentar mostrar o que você deve estar atento quando se programar para esse tipo de tratamento.
 
O que é implante dentário?
Implante dentário é um cilindro (pino) de titânio colocado dentro do osso, abaixo da gengiva e que tem a função de fazer o mesmo papel da raiz do dente. Em cima do implante é que o cirurgião dentista coloca o dente.
 
Todas as pessoas podem fazer implantes dentários?
Em saúde as palavras todas, nenhuma, sempre e nunca não devem ser usadas. Algumas vezes o paciente não pode fazer o implante naquele momento ou não pode fazer por uma determinada condição, mas isso não impede que ele venha a poder fazer. O importante em relação ao paciente é que ele tenha um bom estado geral de saúde
 
Quais são os fatores que contra indicam um implante dentário?
Os principais motivos de contra indicação é a colocação de implantes dentários em crianças antes da fase final de crescimento e pessoas que tenha uma expectativa acima do normal com resultados e estética. Pessoas com problemas cardíacos de alto risco, como próteses valvulares aórticas ou mitrais, cardiopatias congênitas ou com antecedentes de endocardite infecciosa. Os outros fatores de uma maneira geral, contra indicam temporariamente ou diminuem a margem de sucesso.
 
Os implantes rejeitam?
Não, não existe rejeição dos implantes pelo organismo. Os implantes são feito de titânio e esse material é inerte ao osso. Isso quer dizer que o organismo não percebe que algo foi colocado no osso e por isso tenta fechar o furo feito pela broca para a colocação do implante. Quando o osso preenche esse orifício, ele trava o implante e isso é o que chamamos de osseointegração. Podem ocorrer problemas devido a problemas na cirurgia, no pós-operatório, pela qualidade do osso, mas não por rejeição.
 
Os implantes importados são melhores que os nacionais?
Existem ótimos implantes nacionais e ótimos importados, assim como existem implantes importados que são péssimos e nacionais que também são. Apenas uma marca (importada) é superior a todas as outras, mas a diferença de preço entre ela e as outras ainda é muito grande. Como eu comentei anteriormente, todos os implantes são de titânio e todas as empresas são avaliadas e recebem uma licença para comercialização, isso deveria nos garantir a qualidade de todos. A grande diferença entre os implantes melhores e os piores está depois, na hora da colocação dos dentes. Quanto melhor a empresa do implante, mais componentes e mais preciso o encaixe entre eles e o implante. Para exemplificar, um implante de uma empresa de ponta, o dentista pode colocá-lo em uma posição que não seja a ideal, mas a empresa tem acessórios que compensam essa alteração. Outras empresas você perderia o implante. Mas sempre existe um trabalho que caiba no seu orçamento.
 
Pacientes que não tem osso podem receber implantes?
Podem, mas precisam de um trabalho anterior a colocação do implante ou até em conjunto com a colocação do implante. Se a necessidade for de uma quantidade pequena de osso, pode-se retirar da própria boca, da região do queixo ou do túber. Se a necessidade de osso for grande, aí precisaremos retirar da crista do ilíaco (ossinho saltado na região por onde passa o cós da calça), da calota craniana ou da tíbia. Estas cirurgias são feitas em ambiente hospitalar.
 
Qual a taxa de sucesso dos implantes dentários?
O índice de sucesso é de 98%, ou seja, em cada 100 poderemos ter problemas em dois. Mesmo nesses que temos problemas, a cirurgia pode ser refeita. Apenas pacientes fumantes ou que façam uso constante de álcool tem essas médias diminuídas para aproximadamente 85% de sucesso e 15% de insucesso.
 
É possível colocar os implantes e os dentes no mesmo dia?
Sim, mas nem todas as pessoas podem colocar implantes e dentes no mesmo dia. Aliás, ainda é a minoria das pessoas que podem. Para isso o paciente tem que ter quantidade e qualidade suficiente de osso. Quando existe osso na região inferior normalmente é possível, pois o osso da mandíbula é mais duro (menos poroso). Já a maxila é um osso mais poroso e por isso a fixação do implante é mais difícil. Então para a colocação de implantes imediatos é necessário avaliar a quantidade óssea, o número de implantes e os dentes que serão implantados. Nos implantes convencionais as pessoas esperam em torno de 2 a 3 meses na região inferior e de 4 a 6 meses na região superior e se possível, sempre acho que é mais seguro se puder esperar.
 
Quantos implantes são necessários em um paciente que não tem nenhum dente?
Depende do tipo de trabalho que se for fazer, mas na parte superior no mínimo seis e na região inferior no mínimo dois. Essa diferença no número de implantes é pelo motivo dito anteriormente de que o osso de cima é mais mole e o de baixo mais duro.
 
Quais são as etapas de trabalho?
A primeira e mais importante das etapas é a de planejamento. Nesta fase nós tentamos descobrir quais os objetivos do paciente e quais as reais possibilidades de trabalho que existem. Após a definição do tipo de trabalho a ser feito vem à parte da cirurgia, onde os implantes são colocados. No caso de implantes com carga imediata, dentes provisórios são colocados no mesmo dia da cirurgia. Nos casos tradicionais, o paciente deve aguardar durante 2 ou 3 meses para colocação dos dentes definitivos na região inferior e de entre 5 e 6 meses na região superior.
 
Dói colocar implantes?
Não, a colocação de implantes é muito tranqüila em relação à dor. A anestesia é local, exatamente a que se toma para fazer qualquer tratamento dentário. A única fase que poderia causar algum tipo de dor seria na hora de abrir a gengiva, mas hoje em dia nem isso fazemos muitas vezes. Quando chegamos no osso, a dor não ocorre pois o osso não tem inervação, então ele não dói. O pós-operatório é tranquilo, recomendando analgésico, antibiótico, antinflamatório e repouso apenas no dia da cirurgia. No dia seguinte o paciente já pode voltar as suas atividades de trabalho, com moderação.
 
Qual a maior novidade em implantes dentários?
A maior novidade não está no implante, mas sim nos exames que se faz e como se usa esses implantes. Nesta técnica é possível fazer a colocação dos implantes, sem precisar cortar a gengiva. A cirurgia é feita inicialmente no computador, depois teremos o modelo da boca do paciente com os implantes colocados e uma guia que irá nos mostrar o exato local na boca no ato cirúrgico, não precisando cortar a gengiva e nem dar pontos.
 
Minha Vida

Mude oito hábitos e previna o desgaste nos dentes

Bruxismo - Foto: Getty Images
Bruxismo
Estresse, problemas de estômago e sono agitado prejudicam a saúde bucal
 
O Dia da Saúde Bucal (25 de outubro) ajuda a lembrar que escovar bem os dentes é o primeiro - e mais importante! - cuidado com a boca, mas só este hábito não garante um sorriso livre de problemas.
 
Desgaste do esmalte, manchas ou até pequenas fissuras nos dentes podem aparecer mesmo nos casos em que o kit de escovação chega a cansar de tanto ser usado.
 
"Estresse, muita força ao manusear a escova e até a escolha errada do creme dental contribuem para o desgaste dos dentes", afirma o dentista José Eduardo Lima, professor da Universidade de São Paulo.
 
Ele e outros especialistas ajudam você a mapear quais são os inimigos dos dentes impecáveis.
 
Bruxismo - Foto: Getty ImagesBruxismo
O hábito de apertar e ranger demais os dentes, principalmente durante o sono, pode provocar um desgaste intenso do esmalte e da dentina (parte mineralizada do dente, revestida pelo esmalte)."O hábito também causa fraturas nos dentes e dores de cabeça e nas articulações", afirma o cirurgião-dentista Mario Groisman, do Rio de Janeiro, mestre em Odontologia pela Universidade de Lund - Suécia.

Para limitar esses danos, existem aparelhos móveis (usados somente ao dormir). Outra opção é entender o motivo da tensão durante o sono, normalmente relacionada ao estresse emocional,
 
Estresse - Foto: Getty ImagesEstresse
Além de ser um dos grandes responsáveis pelo bruxismo, o estresse, indiretamente, favorece o aparecimento de cáries. Os microorganismos causadores da cárie encontram ambiente mais propício para se desenvolverem quando há estresse e a imunidade está abalada.

O dentista José Eduardo Lima diz ainda que a tensão excessiva pode provocar uma redução do fluxo salivar. "Com menos saliva, maiores serão as chances de desmineralização do dente, levando à formação de cáries", afirma.
 
Gastrite - Foto: Getty ImagesGastrite e problemas estomacais
Refluxo ou vômito frequente podem provocar erosão química dos dentes. "O problema acontece por causa do líquido altamente ácido que vem do estomago", explica o dentista José Eduardo.

Para evitar esse desgaste dentário, é preciso controlar buscar ajuda de um gastroenterologista, este médico pode indicar mudanças na alimentação e medicamentos capazes de aliviar os desconfortos estomacais.
 
Cigarro - Foto Getty ImagesCigarro
Ficar com os dentes amarelados é só um dos prejuízos de quem fuma. Pesquisas comprovam que fumantes perdem os dentes mais cedo - as toxinas do cigarro prejudicam a circulação nas gengivas e enfraquecem os dentes. Além disso, os odontologistas alertam que o tabagismo altera o pH da boca, facilita o surgimento de cáries e provoca periodontite e câncer bucal.

Estudo recente, feito por mais de 30 anos pela Boston University´s School of Dental Medicine, nos Estados Unidos, apontou que pessoas que fumam cigarro são os principais alvos de tratamento de canal.
 
Escovação - Foto: Getty ImagesEscovação inadequada
De acordo com o cirurgião-dentista Mário Groisman, a escovação inadequada, com pressão excessiva e de forma persistente, pode causar perda de estrutura dental, principalmente nos dentes pré-molares e caninos.

"Os dentes vão sendo desgastados aos poucos, começando pela camada mais externa do esmalte", afirma.
 
Quebras os dentes - Foto: Getty ImagesUsar dente como ferramenta
O hábito de usar os dentes para abrir garrafas, latas e outros objetos deve ser completamente esquecido. Você pode até não perceber, mas a força empregada nesses movimentos tira lascas dos dentes, desgasta o esmalte e fere a gengiva.

Casos mais graves podem terminar em fraturas que exijam a extração do dente.
 
Refrigerante - Foto: Getty ImagesAlimentos ácidos
Se consumidos com frequência, frutas, vinagre, refrigerantes, vinhos e outros alimentos ácidos podem enfraquecer a superfície do esmalte. "Esse desgaste é chamado de desmineralização e pode causar sensibilidade ou dor", explica o profissional Mario Groisman.

Fazer uma boa higiene bucal assim que terminar de comer qualquer um desses alimentos é a melhor maneira de se prevenir contra os inconvenientes.
  
Balas duras - Foto: Getty ImagesAlimentos muito duros
Assim como o hábito de usar os dentes como ferramenta, comer alimentos muito duros pode causar fraturas dentais.

"Além disso, balas, alimentos pegajosos e açucarados, por permaneceram na boca por mais tempo, aumentam o risco de cáries", lembra o dentista Mario Groisman. 
 
Minha Vida

Substitua os petiscos da praia por pratos saudáveis

Além de calóricos, eles podem fazer mal à saúde
 
Passar o dia inteiro na praia pode ser uma delícia, mas nos preocupamos tanto com a diversão e o descanso que a alimentação acaba sendo deixada de lado.
 
Quando a fome aperta, a primeira ocorrência é o vendedor ambulante, com o isopor cheio de alimentos que, além de calóricos, podem causar um prejuízo danado à sua saúde. "Os petiscos vendidos na praia podem oferecer risco à saúde, principalmente os que são feitos sem higiene", afirma a nutricionista Gabriela Marcelino, da Congelados da Sônia, no Rio de Janeiro.

Ela conta que alimentos à base de proteínas, por exemplo, precisam permanecer em uma temperatura adequada para não estragar. "Na praia, é legal você levar algo de casa, preparado com higiene e conservado na geladeira até a hora de sair.
 
Para transportar, deve-se levar tudo dentro de uma bolsa isotérmica", aconselha a nutricionista.
 
Confira as substituições mais saudáveis para os famosos petiscos de praia:
 
1. Queijo coalho
Esse tipo de queijo, além de ser calórico, deve ser mantido em temperatura de refrigeração - o que, na praia, fica difícil. "Cada 100g dele contém 343 kcal. Mas não é só a caloria que preocupa nesse petisco, a quantidade de sódio também é alta", diz a nutricionista Gabriela Marcelino. 

Substitua por: queijos pasteurizados.
Aproveite a sua bolsa térmica para carregar consigo queijos pasteurizados UHT, aqueles vendidos em embalagens individuais. "Além de práticos, não necessitam refrigeração e contêm menos sódio", diz Gabriela.  
 
2. Camarão frito
Para a nutricionista Gabriela, essa opção é permitida com cautela, e desde que comprada em um quiosque de confiança, onde é possível vê-lo sendo preparado. Segundo a tabela da USDA, 100g desse alimento conta com 308 kcal. Mas o problema maior é a fritura. "O camarão frito é prejudicial por possuir muita gordura saturada, que aumenta o risco de doenças cardiovasculares", afirma a nutricionista Paula Castilho, da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, em São Paulo.

Substitua por: Camarão no bafo.
"Se você já é frequentador assíduo e conhece o dono do quiosque, peça a ele que faça a sua porção no 'bafo' da frigideira, sem adição de óleo, assim a caloria diminuirá", aconselha Gabriela. Se não for possível, Paula dá a dica: "Coloque um guardanapo de papel em cima do prato que vai servir o camarão, assim ele absorverá um pouco da gordura da fritura".  
 
3. Sorvete de massa
Ele refresca, mas pode ser bem calórico. Uma bola (60 g) de sorvete napolitano, por exemplo, tem 108 kcal, dependendo do fabricante. "O sorvete de massa tem um acúmulo muito grande de gordura saturada e trans, já que seus principais ingredientes são derivados do leite", justifica Paula Castilho. 

Substitua por: Picolé de frutas.
O picolé é uma boa opção para refrescar sem acumular muitas calorias no cardápio. "Um picolé de abacaxi de 60 g, por exemplo, possui 64 kcal e nenhum tipo de gordura", afirma a nutricionista Gabriela Marcelino.  
 
4. Pastel frito
O pastel deve ser evitado, assim como coxinhas, risoles e similares. ?Como toda fritura, eles têm calorias altas e nem sempre a qualidade do óleo utilizado é boa", afirma Gabriela Marcelino. Um pastel de carne com 50 g tem, em média, 165 kcal, e um pastel de queijo com o mesmo peso, 170 kcal.
 
Substitua por: salgados assados
Se, pra você, o salgado é uma maneira prática de se alimentar na praia, que tal dar preferência aos tipos assados, como um quibe ou esfiha? Eles não têm adição de óleo e, segundo a nutricionista Paula, contam com, aproximadamente, 80 kcal por unidade.  
 
5. Amendoim
Por si só, ele não é um alimento perigoso, já que se trata de uma oleaginosa - grupo alimentar conhecido pelos benefícios ao coração. O problema está no excesso, seja na quantidade ou no sal adicionado. ?Um 'canudo' daqueles vendidos na praia contém 208 kcal. Por conta da quantidade de sal adicionado nele, não é recomendado o consumo de grandes quantidades", diz Gabriela Marcelino.
 
Substitua por: Petiscos desidratados
Juntar uma porção de alimentos desidratados e carregar consigo na praia é uma solução prática, gostosa e saudável. "Você mesmo poderá fazer o seu petisco. Use frutas desidratadas - como maçã, abacaxi, - soja torrada, castanha de caju sem sal, ameixa e damasco. Misture, e coloque em saquinhos", ensina a nutricionista. 
 
6. Milho verde com manteiga 
Assim como o amendoim, não é o milho sozinho que causará danos à dieta e à saúde. Além do sal, a manteiga pode ser a vilã da dieta e da saúde, pois acrescenta muitas calorias e gorduras, o que não é nada bom para o coração. "Para cada colher de sopa de manteiga adicionada, são mais 245 kcal na espiga de milho", alerta Gabriela. 
 
Substitua por: Milho sem manteiga
A adaptação é simples: basta tirar a manteiga do preparo. Somente a espiga, que rende uma boa refeição e apresenta 130 kcal. 
 
7. Batata frita
A batata frita é uma bomba de calorias. "Para cada porção de 200g de batata frita, são 548 kcal a mais no seu dia", alerta Gabriela. 
 
Substitua por: Palitos de legumes ou batata assada
O conselho da nutricionista Paula Castilho é substituir essa bomba calórica por palitinhos de legumes, como pepino, cenoura e brócolis - 100 g deste petisco têm apenas 55 kcal. Agora, se pintar aquela vontade de comer batatas, opte pela versão assada, 100 g equivalem a 198 kcal.  
 
8. Salgadinho industrializado 
Muito popular entre as crianças, os salgadinhos industrializados são petiscos que ameaçam a boa forma e a saúde. "Eles devem ser evitados, por serem alimentos com calorias vazias, ou seja, não ofertam nutrientes ao organismo, possuem muito sódio e não matam a fome por muito tempo", diz Gabriela. As calorias desses salgadinhos variam entre 200 e 500 kcal a cada 100 g. 
 
Substitua por: Salgadinhos de soja
As crianças podem até fazer cara feia, mas esse salgadinho também é saboroso. Os benefícios da soja são conhecidos: ameniza os sintomas da menopausa, faz bem ao coração, melhora as funções cognitivas e por aí vai. Além disso, o petisco é pouco calórico, tem apenas 90 kcal a cada 100 g, segundo Paula Castilho.  
 
Minha Vida

Como a moda pode interferir na saúde da sua região íntima

A lingerie é um dos fatores que interferem na região íntima
Descubra quais os tipos de roupa que evitam o surgimento de odores desagradáveis
 
Os cuidados com a área íntima feminina devem estar presentes em todos os momentos do dia, independente das exigências e tendências que a moda impõe. Roupas apertadas e tecidos sintéticos, por exemplo, podem até causar um efeito legal na hora de se vestir, mas eles dificultam consideravelmente o fluxo de ar nessa parte do corpo, situação propícia para o surgimento de odores na região.
 
Isso acontece porque ao abafar a região íntima, ocorre um aquecimento associado a uma possível mudança de ph da área. Esse cenário é extremamente favorável à proliferação de microrganismos, dando assim origem a infecções causadas por fungos ou bactérias.
 
Mas tenha calma! Isso não significa que seja necessário abolir o uso das calças. O ideal é utilizar aquelas que possuem tecidos mais leves e que combinem com o clima de cada região. Alternar o uso de calças com saias e vestidos também é uma boa alternativa, principalmente em épocas mais quentes como o verão em que a transpiração da região íntima.
 
Do exercício à hora de dormir
O mesmo alerta vale para a hora de praticar exercícios. Ao realizar atividades físicas, dê preferência às roupas feitas de tecidos tecnológicos próprios para esporte, que permitem a circulação de ar e evitam o abafamento que pode causar odores indesejados.
 
Em relação à lingerie, é importante evitar o uso de calcinhas de tecido sintético ou ao menos alternar a utilização com as calcinhas 100% de algodão. Além de serem mais confortáveis, este tecido é mais indicado por permitir que a região íntima respire melhor.
 
Mesmo com todos esses cuidados, é preciso compensar o período em que a região ficou abafada durante o dia. Uma forma bastante indicada por médicos é dormir sem calcinha, deixando a região íntima mais arejada.
 
Somam-se a essas recomendações a necessidade de um cuidado redobrado com a higiene íntima, utilizando na hora do banho um sabonete íntimo que - por possuir grau de acidez semelhante ao da região genital – ajuda a prevenir possíveis odores e reduz as chances de irritação.
 
Mas fique alerta: a qualquer sinal de que algo esteja errado como secreções, coceira, irritação e sensação de ardor ao urinar ou durante as relação sexuais não deixe de consultar um médico especialista.

Delas

Aumento de renda e emprego "são combustíveis" da saúde suplementar, diz FenaSaúde

Rio de Janeiro - O ano de 2013 manteve o crescimento que vinha sendo observado há dois anos no número de beneficiários de planos de saúde. Até junho, de acordo com números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o ritmo de crescimento mostrou um pequeno recuo, de 3,5% para 2,7%.
 
O dado mais recente divulgado pela agência mostra, porém, que o indicador voltou aos patamares anteriores, na faixa de 3,2%. “O crescimento continua respondendo ao ciclo positivo de aumento de renda e de manutenção do nível de emprego, que são os dois principais combustíveis do setor”, explicou o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Marcio Coriolano. A expectativa é que a expansão do setor em 2014 fique entre 3,5% e 4%.
 
Para ele, o desenvolvimento do setor está se pautando nas pequenas e médias empresas. “Como a saúde é considerada importante pela população, passou a ser incorporada como uma política efetiva de benefício por parte das empresas. Hoje, plano de saúde é tão importante quanto salário.”
 
Outro dado importante para o resultado do setor é a interiorização do desenvolvimento e o alcance de regiões que não eram tão abastecidas por planos de saúde, em especial o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste. Segundo as estatísticas da ANS e das próprias operadoras, essas regiões são as que mostram maior crescimento em termos relativos. “Plano de saúde hoje não é só coisa de bacana. É um item não só desejado, como comprado por segmentos de amplas classes de renda e de todas as regiões do Brasil.”
 
A FenaSaúde não vê como positiva a suspensão da comercialização de planos de saúde das operadoras privadas pela ANS, disse Coriolano. Ele garantiu que a entidade apoia a regulação do setor e o órgão regulador, mas considera a metodologia de fiscalização equivocada. Por isso, entrou com medida judicial para derrubar a suspensão de 150 planos administrados por 41 operadoras, determinada pela ANS em novembro.
 
Apesar das críticas, avaliou como positiva a criação de um grupo técnico pela ANS para aprofundar o debate sobre a metodologia de monitoramento, atendendo a um pleito da própria FenaSaúde. Esse grupo técnico será integrado por representantes de entidades de defesa do consumidor, do Ministério Público, da Defensoria Pública e pelas empresas operadoras. Já ocorreu uma primeira reunião e, a partir de agora, começará a ser detalhado o plano de ação.
 
A FenaSaúde conta com 17 grupos empresariais associados que respondem pela proteção à saúde de 24,3 milhões de beneficiários, o que corresponde a cerca de 36,6% dos beneficiários da saúde suplementar no país.

Agência Brasil

Setor de saúde suplementar deve fechar o ano com 50 milhões de beneficiários

Rio de Janeiro – O ano de 2013 foi “muito positivo” para o setor de saúde suplementar e deve registrar um crescimento de 4% nos planos de assistência médico-hospitalar, segundo o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo. “Nós vamos chegar ao final do ano com 50 milhões de beneficiários de planos de assistência médica.” A expectativa é que também seja registrada uma expansão superior a 7% nos planos odontológicos, que em novembro já haviam superado os 20 milhões de beneficiários.
 
Longo ressaltou que 2013 foi um ano de fortalecimento do papel da ANS. “Houve um crescimento na procura da agência, tanto para buscar informações, como para fazer reclamações. A agência hoje já é a principal referência para o consumidor de plano de saúde.” Em 2012, a ANS registrou quase três vezes mais reclamações que os Procons, explicou. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), foram feitas 27 mil reclamações referentes a planos de saúde nos Procons, enquanto a agência contabilizou 78 mil.
 
O índice de solução de conflitos sobre as  negativas de cobertura atingiu 82,6% entre janeiro e outubro deste ano – de cada cinco reclamações, quatro foram resolvidas. “Isso é, para nós, fruto do monitoramento da garantia do atendimento, no sentido de induzir a uma mudança de comportamento das operadoras para que elas efetivamente passem a atender aquilo que o consumidor contratou.”
 
Segundo Longo, isso garante um protagonismo para o consumidor. “A agência adota uma medida cautelar a cada três meses para os produtos que estão com mais reclamações procedentes. Isso protege os beneficiários e indica que as operadoras precisam melhorar o atendimento para voltar a comercializar os produtos.” Ele lembrou que atualmente 150 planos de 41 operadoras estão suspensos – são 4,1 milhões de consumidores, o que equivale a 8% dos 50 milhões que têm planos de assistência médica privada.
 
O programa de monitoramento da garantia de atendimento aos clientes de planos de saúde ganhou velocidade em 2013. Longo explicou que até o ano passado a ANS examinava somente os prazos máximos de atendimento e, este ano, o programa foi ampliado para todas as negativas de cobertura de procedimentos assistenciais.
 
Em paralelo, foram criadas regras para que o consumidor seja melhor informado. Entre elas, citou a obrigatoriedade de a operadora informar por escrito em até 48 horas, em linguagem clara e acessível para o consumidor, o motivo da negativa de cobertura. “Obrigamos as maiores operadoras, com mais de 100 mil beneficiários, a criarem ouvidorias.” De acordo com Longo, 98 operadoras nessa condição implantaram ouvidorias ao longo deste ano.
 
Ele percebeu ainda uma maior atenção das operadoras para o cumprimento das regras da agência durante 2013. “Isso tende a garantir mais acesso, mais qualidade assistencial para os consumidores”. Nesse item, salientou a importância da revisão do rol de procedimentos, concluída em 2013 e que passará a vigorar no próximo dia 2 de janeiro. Foram incorporados 87 novos procedimentos, com destaque para os medicamentos orais para tratamento de câncer, que podem ser utilizados em casa, pelo beneficiário. “As operadoras vão ter a obrigação de entregar isso ou de reembolsar o beneficiário pela compra.”
 
André Longo reconheceu que o setor é complexo e ainda existem insatisfações e reclamações. “A agência tem se esmerado para melhorar os mecanismos de gestão, para dar mais protagonismo ao consumidor e interagir cada vez mais com as operadoras para entregar um serviço de mais qualidade, garantindo tudo aquilo que foi contratado pelo consumidor.”
 
Mais importante do que multar as operadoras pelo descumprimento de regras contratuais, destacou que é preciso resolver o problema. Para o presidente da ANS, o programa de monitoramento da garantia de atendimento e a medida cautelar de proteção do consumidor têm induzido uma mudança no comportamento das operadoras. “Muito mais pedagógico do que as multas, que têm efeito regulatório e econômico”. Ele garantiu, no entanto, que a ANS “não vai deixar de multar nunca”. A intenção, acrescentou, é ampliar a proteção do consumidor.
 
Agência Brasil