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domingo, 3 de junho de 2012

Cefaléia coital: quando o sexo dá dor de cabeça

Quem nunca ouviu que o parceiro está com dor de cabeça para evitar relações sexuais? Pois é, esta tão conhecida desculpa pode acontecer realmente. Ou melhor, ela pode estar relacionada ao ato em si. Algumas pessoas podem apresentar dor de cabeça associada à atividade sexual, uma doença que é denominada de várias formas: cefaléia benigna do sexo, cefaléia sexual, cefaléia orgástica, cefaléia copulogênica ou cefaléia sexual vascular benigna. Mas o termo mais usado é cefaléia coital.

Mas ao contrário do que se imagina, a doença é mais comum nos homens, geralmente após os 30 anos de idade, sempre precipitada pela atividade sexual. Estudos indicam que a proporção seja de seis homens para cada mulher e pode aparecer de uma maneira regular ou imprevisível, desaparecendo por uns tempos. Em metade dos pacientes afetados, a dor de cabeça ocorre apenas uma vez ou em um único surto. Ainda não se sabe exatamente as causas, mas acredita-se que os principais fatores desencadeantes sejam o estresse emocional e o cansaço. Alguns estudos sugerem ainda que a origem esteja na contração excessiva dos músculos do pescoço e da mandíbula, estado circulatório hiperdinâmico ou por aumento rápido da pressão arterial durante o ato sexual.

Cerca de metade das pessoas com cefaléia coital podem apresentar também enxaquecas e dor de cabeça desencadeada por outros exercícios físicos. Pela ocorrência em parentes, a doença pode ainda estar relacionada à predisposição genética, tal como se vê nos casos de enxaqueca.

Ápice da dor é durante o orgasmo
O relato dos pacientes indica uma dor difusa, bilateral, predominando na região da nuca, que vai aumentando com a excitação sexual e rapidamente se torna muito intensa e explosiva, atingindo o ápice no orgasmo. Às vezes ocorrem náuseas e vômitos. Após o término da relação sexual, a dor pode melhorar logo ou persistir por várias horas, variando de 1 minuto a 3 horas. Interessantemente pode ocorrer também com a masturbação.

Normalmente não existem problemas cerebrais ou cranianos evidentes nestes casos, mas como algumas pessoas podem sofrer sangramento de aneurismas cerebrais, ou rompimento arterial durante o coito, é conveniente a realização de exames neurológicos pelo menos após um primeiro episódio.

Muitos pacientes ficam assustados após a primeira vez que sentem uma dor de cabeça destas e se sentem culpados pelo problema. Nada que uma consulta e realização de exames não acalmem o paciente. Vale lembrar que a cefaléia coital é benigna.

As cefaléias orgásticas podem ser abolidas ou aliviadas pela interrupção da atividade sexual, o que não é muito animador. Mas existem alternativas que permitem que a atividade sexual continue. Alguns pacientes relatam que a dor pode ser evitada se o pescoço ficar mais baixo que o resto do corpo durante a relação sexual. A prevenção com medicamentos também pode ser uma solução. As drogas devem ser ingeridas poucas horas antes do ato sexual.

Fonte O que eu tenho

Exercícios aumentam resistência cardíaca em idosos

Pesquisa publicada no periódico Circulation, da American Heart Association, aponta que praticar exercício físico em qualquer idade neutraliza a degradação muscular, aumenta a força e reduz a inflamação e insuficiência cardíaca causada pelo envelhecimento.

Os benefícios do exercício para pacientes com insuficiência cardíaca são semelhantes aos que qualquer pessoa saudável pode sentir: há menos perda de massa muscular e seus corpos ficam mais condicionados. A novidade neste estudo é que para sentir estes benefícios a idade dos pacientes não importa.

“Muitos médicos ainda acreditam que a reabilitação cardíaca não ajuda na velhice. Este estudo mostra exatamente o contrário”, diz o coautor do estudo Stephan Gielen, do Hospital Universitário Martin -Luther-University Halle, na Alemanha.

Entre 2005 e 2008, Gielen e sua equipe recrutaram 60 pacientes com insuficiência cardíaca e 60 voluntários saudáveis. Metade de cada grupo era formado por pessoas de 55 anos de idade ou menos, e a outra metade, de 65 anos ou mais velhos, resultando em uma diferença de idade média de 20 anos entre os grupos.

Metade dos participantes em cada grupo foram distribuídos aleatoriamente em quatro semanas de treinamento aeróbio supervisionado ou nenhum exercício. Os pesquisadores fizeram biópsias musculares de todos os participantes antes e após a intervenção.

Ambos os grupos fizeram quatro sessões de treinamento de 20 minutos de exercício aeróbico por dia, cinco dias na semana, mais uma sessão de exercícios 60 minutos associada com aumento da resistência muscular, força e consumo de oxigênio.

De acordo com os resultados, os voluntários do grupo mais jovem que tinham insuficiência cardíaca aumentaram seu consumo de oxigênio em 25%, enquanto os participantes do grupo mais velho tiveram um aumento de 27%.

A força dos músculos foi medida antes e depois do exercício. Os mais jovens com insuficiência cardíaca e os mais velhos também com a condição aumentaram a força muscular após a rotina de exercício de quatro semanas. O tamanho muscular não sofreu alteração.

Para os autores, estes resultados oferecem um possível tratamento para a quebra muscular e desperdício associado com insuficiência cardíaca e sugere que o exercício é terapêutico mesmo em pacientes com insuficiência cardíaca e idosos. As descobertas também sugerem um caminho para o desenvolvimento de medicamentos no sentido de diminuir a degradação muscular em pacientes com insuficiência cardíaca.

“Os exercícios estimulam o crescimento muscular, evitando a perda muscular e contrariando a ideia de intolerância ao exercício em pacientes com insuficiência cardíaca”, conclui Gielen.

Fonte O que eu tenho

Comer rápido aumenta risco para diabetes tipo 2

Esta é a conclusão de um estudo apresentado recentemente durante Congresso Europeu de Endocrinologia, na Itália. Realizado por pesquisadores da Universidade da Lituânia, o estudo teve como foco levantar fatores de risco da doença , entre eles, a velocidade com que as pessoas comem.

Segundo os autores, apesar de diversos estudos apontarem o hábito de comer rápido como fator de risco para sobrepeso e obesidade, este é o primeiro estudo a relacionar este padrão como fator isolado para o desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Para o estudo, os pesquisadores compararam 234 pessoas diagnosticadas recentemente com diabetes tipo 2 com outros 468 voluntários que não tinham a doença. Todos os participantes responderam a um questionário sobre fatores de risco para diabetes, hábitos alimentares e medidas como peso, altura, largura da cintura. A velocidade com que eles comiam foi avaliada e classificada em lenta, normal ou rápida.

Após ajustarem os resultados para outros fatores relacionados à diabetes (histórico familiar, prática ou não de atividade física e tabagismo), os autores concluíram que aqueles que comiam mais rápido apresentavam 2,5 vezes mais probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2.

Outros resultados também mostraram que o consumo de café (quatro ou mais xícaras por dia) reduziu significativamente o risco de diabetes tipo 2 e que fumar e consumir mais de cinco ovos por semana aumenta o risco. Os pesquisadores agora pretendem realizar um estudo mais amplo para investigar como determinados tipos de alimentos, quantidade de calorias ingeridas, o exercício físico e bem estar psicológico e emocional afeta os fatores de risco para diabetes.

Fonte O que eu tenho

Espanha: Justiça manda médico ser o ‘pai’ de criança que ele deveria ter abortado

Historinha dos novos tempos.

Certa vez, uma mulher espanhola de 24 anos, grávida de sete semanas, procurou uma clínica para abortar. Duas semanas mais tarde, ela foi informada pelo médico que a atendeu que o aborto estava consumado. Seis meses se passaram e ela descobriu que continuava grávida. Como aborto é crime na Espanha após 22 semanas de gestação, ela levou a gravidez até o fim, mas decidiu processar o ginecologista, num caso inédito.
 
 
A Justiça acaba de dar ganho de causa a ela, informa o Guardian. O médico terá de lhe pagar mensalmente 978 euros até o 25º aniversário da criança, além de 150 mil euros por danos morais. Ou seja: o sujeito vai arcar com as despesas do menino como se fosse o pai dele.

O ginecologista, claro, vai recorrer da sentença. A mãe, por sua vez, diz que ama seu filho e que, no futuro, vai contar toda essa história a ele.

Fonte Estadão

Bebês prematuros têm mais chances de desenvolver problemas psiquiátricos

Desordem bipolar, depressão e psicose estão entre os distúrbios mais prováveis

Bebês prematuros têm mais chance de desenvolver uma saúde mental mais frágil ao longo da vida, afirma um estudo feito por pesquisadores britânicos e suecos. Desordem bipolar, depressão e psicose estão entre os problemas mais prováveis, sugere o trabalho, publicado nos Arquivos de Psiquiatria Geral.

Os riscos de que esses distúrbios sejam desenvolvidos é pequenos também entre os prematuros, mas ocorrem com mais incidência neste grupo que em pessoas que passaram nove meses na barriga das mães antes de nascer. Especialistas, por sua vez, dizem que houve nos últimos anos avanços significativos no processo de cuidado de bebÊs prematuros - que são aproximadamente um em cada 13 crianças recém-nascidas.

Os pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do King's College, de Londres, e do Karolinska Institute, de Estocolmo, analisaram dados de 1,3 milhão de pessoas nascidas na Suécia entre 1973 e 1985. Eles descobriram que cerca de 10,5 mil pessoas deram entrada em hospitais para tratar desordens psiquiátricas, e que destas, 580 eram prematuras.

De acordo com os especialistas, crianças que permaneceram 40 semanas - o período regular de 9 meses - na barriga desuas mães tiveram duas chances em mil de desenvolver esses distúrbios. Para os que a gestação durou 36 semanas, as chances foram de quatro em mil. Para os de 32 semanas, foram de seis em mil. Alguns dos bebês prematuros tiveram setes vezes mais chances de desenvolver desordem bipolar e quase três vezes mais de sofrer de depressão.

Chiara Norsati, uma das pesquisadoras, disse que os números reais, porém, podem ser ainda maiores, já que nem todos que desenvolveram os distúrbios podem ter procurado hospitais. Ela, porém, afirmou que a maioria dos bebês que nascem antes dos nove meses é perfeitamente saudável.

"Não acho que os pais devem se preocupar, mas sabemos que se o bebê é prematuro, é mais vulnerável a uma série de variáveis psiquiátricas e talvez deva ser monitorado caso demonstre sinai de problemas", disse, acrescentando que a "interrupção da gestação" pode afetar o desenvolvimento cerebral o feto.

Fonte Estadão

Fraude atinge Farmácia Popular, diz MP

Drogarias usavam documentos de pessoas que nem precisavam de remédios
Irregularidades de drogarias teriam causado prejuízo superior a R$ 4 milhões somente em Franca

FRANCA - Uma fraude no programa Farmácia Popular do Brasil causou prejuízos aos cofres públicos de mais de R$ 4 milhões somente em Franca, no interior paulista. As investigações agora estão sendo ampliadas para outras cidades do país e o rombo pode ser ainda maior. Para burlar o sistema, drogarias usavam documentos de pessoas que nem precisavam de remédios e que muitas vezes nem sabiam que eram usadas numa fraude. Até mesmo dados de quem já morreu foram apresentados para justificar o recebimento junto ao governo federal.

Em Franca o Ministério Público Federal investiga dez farmácias relacionadas à fraude. Dessas, pelo menos duas fecharam as portas e não foram reabertas. No total, mais de 30 pessoas foram citadas por participação no esquema, porém, algumas assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e se comprometeram a reembolsar o poder público. Assim se livraram da ação cível, mas continuam respondendo criminalmente pelo ocorrido.

Recentemente, mais quatro drogarias da cidade resolveram assinar o acordo no Ministério Público. Com isso, subiu para R$ 515.199,19 o montante devolvido aos cofres públicos. Entretanto, o processo ainda segue em andamento e outras pessoas estão sendo acionadas. Além dos valores recuperados extrajudicialmente, continuam em curso na Justiça Federal seis ações civis públicas visando o ressarcimento de dinheiro recebido indevidamente. Isso sem contar outras sete ações penais que apuram a prática do crime de estelionato qualificado (cometido contra entidade pública).

Os procedimentos de auditoria estão em fase final e mais farmácias devem ser acionadas judicialmente. Por sinal, as fraudes foram confirmadas por auditores que constataram a falta de grande parte dos cupons fiscais e identificaram outros cujas informações não procedem. Em muitos havia registro de venda a pessoas que declararam não fazer uso dos medicamentos referidos e até mesmo que nunca haviam comparecido às drogarias.

Assinaturas dos supostos compradores foram falsificadas, números de CPF foram trocados e alguns dos cupons foram registrados em nome de pessoas falecidas. Até mesmo receitas médicas foram falsificadas e entregues por uma das farmácias ao Ministério Público Federal para justificar vendas inexistentes. A procuradora federal Daniela Poppi Norberto contou que foram vários meses de investigações até se chegar às primeiras irregularidades. Depois, ao verificar os estabelecimentos que foram credenciados ao programa apurou-se o envolvimento de diversos outros empresários do ramo.

O que é?
O Governo Federal criou o Programa Farmácia Popular do Brasil para ampliar o acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns entre os cidadãos. O programa possui uma rede própria de Farmácias Populares e ainda uma parceria com farmácias e drogarias da rede privada, chamada de "Aqui tem Farmácia Popular". Nesses locais alguns remédios são vendidos a preços mais baixos, subsidiados pelo governo, enquanto que outros chegam a ser distribuídos gratuitamente.

Fonte Estadão

Cientistas israelenses desenvolvem maconha medicinal sem 'barato'

Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram um tipo de maconha medicinal, neutralizando a substância THC, que gera os efeitos cognitivos e psicológicos conhecidos como "barato".

De acordo com a professora Ruth Gallily, especialista em imunologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a segunda substância mais importante da cannabis -o canabidiol (CBD)-- tem propriedades "altamente benéficas e significativas" para doentes que sofrem de diabetes, artrite reumatóide e doença de Crohn.

Gallily, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos, disse à BBC Brasil que o CBD que se encontra na planta "não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquiátrico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes".

"Obtivemos resultados fantásticos nas experiências que fizemos in vitro e com ratos, no laboratório da Universidade Hebraica", afirmou a cientista, que é professora da Faculdade de Medicina.

De acordo com ela, após o tratamento com o CBD, o índice de mortalidade em consequência de diabetes nos animais foi reduzido em 60%, tanto em casos de diabetes tipo 1 como tipo 2.

"Para pacientes idosos que sofrem de artrite reumatoide, o uso da cannabis pode ter efeitos maravilhosos e melhorar muito a qualidade de vida", disse Gallily.

"Constatamos em nossas experiências que o CBD leva à diminuição significativa e muito rápida do inchaço em consequência da artrite."

A pesquisadora afirma que remédios à base de CBD seriam muito mais baratos que os medicamentos convencionais no tratamento dessas doenças.

A empresa Tikkun Olam obteve a licença do Ministério da Saúde israelense para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel.

Pacientes
De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da Tikkun Olam, mais de 8.000 doentes em Israel já são tratados com cannabis, a qual recebem com receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com Klein, a empresa pretende desenvolver um tipo de maconha com proporções diferentes de THC e canabidiol, para poder ajudar a diversos tipos de pacientes.

"Há pacientes para os quais o THC é muito benéfico, pois ajuda a melhorar o estado de espírito e abrir o apetite", afirmou.

Ele diz ainda que, em casos de doentes de câncer, a cannabis em seu estado natural, com o THC, pode melhorar a qualidade de vida, já que a substância provoca a fome conhecida como "larica", incentivando os pacientes a se alimentarem.

O psiquiatra Yehuda Baruch acredita que "o CBD tem significados medicinais fortes que devem ser examinados". Baruch, que é o responsável pela utilização da maconha medicinal no Ministério da Saúde, disse à BBC Brasil que "sem o THC, a cannabis será bem menos atraente para os traficantes de drogas".

O psiquiatra afirmou que nos próximos meses o Ministério da Saúde dará inicio a um estudo sobre os efeitos do THC e do CBD em pacientes que sofrem dores crônicas.

O experimento será feito com 50 pacientes, que serão divididos em dois grupos. Um grupo receberá cannabis com alto nível de THC e baixo nível de CBD e o segundo receberá mais canabidiol do que THC.

Depois de um mês os grupos serão trocados e, durante a experiência, os pacientes preencherão questionários avaliando as alterações na intensidade da dor.

Fonte Folhaonline

Franquia de seminários antitabaco promete fim do vício sem síndrome de abstinência

O nome parece até uma provocação: Método Fácil de Parar de Fumar.

Desde março, uma franquia brasileira dos seminários Easyway criados pelo inglês Allen Carr (1933-2006) está operando em São Paulo.

Presente em mais de 50 países, o empreendimento se baseia em palestras em grupo ou individuais e promete, em seis horas, fazer os clientes fumarem o último cigarro sem sofrer com a abstinência.

Se a pessoa não conseguir parar, tem direito a mais dois encontros em até três meses, tudo incluído no pacote (que custa cerca de R$ 500). Se mesmo assim não der certo, o dinheiro é devolvido. É o que afirma Lilian Brunstein, 45, arquiteta que ministra os seminários no Brasil.

"Os fumantes têm pavor de parar porque a sociedade, a propaganda e a lavagem cerebral dizem que vai ser difícil", afirma.

A reportagem foi convidada a participar de um seminário do Easyway contratado para uma rede de academias de ginástica, em São Paulo.

O dono do negócio, François Engelmajer, 45, conheceu o método nos EUA e baixou em seu computador um vídeo comprado no site internacional do Easyway.
Ele fumou por mais de 30 anos e parou após assistir à apresentação pelo computador. "Fumei o último cigarro e não quis mais saber disso." Decidiu dividir a descoberta.

O grupo com cerca de 15 fumantes se reuniu em uma sala da academia, em Moema, na semana passada.

Lilian deu início aos trabalhos lembrando a história do criador do método, Allen Carr, que fumava entre 60 e cem cigarros por dia. Em seu livro "The Easy Way to Stop Smoking" (esgotado no Brasil), Carr afirmava que seu sangue era até amarronzado pela falta de oxigenação.

Depois de mais de 30 anos lutando contra o vício, Carr, que morreu de câncer de pulmão, dizia que havia parado sem sofrimento ao desvendar os mecanismos da dependência física e psicológica.

Suportável
O princípio básico do "tratamento" é: a síndrome de abstinência de nicotina não é tão ruim, mas se torna um sofrimento porque a pessoa acredita que vai ser difícil.

A ideia é desconstruir as associações que os fumantes fazem com o ato de fumar: o cigarro relaxa, ajuda na concentração, faz companhia. O discurso tenta substituir essas associações pelo simples fato de que as pessoas fumam porque são dependentes.

Nas seis horas do encontro, há pausas para fumar. Na primeira, todos "pulam" da cadeira imediatamente. Nas outras, algumas pessoas nem chegam a sair. Na última, muitos estão convencidos de que vão parar. Os participantes são convidados a jogar os cigarros fora e viver como não fumantes.

Com acompanhamento
A cardiologista Jaqueline Issa, responsável pelo programa de tabagismo do Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo), vê esse tipo de programa com desconfiança.

"Essas coisas alternativas me preocupam porque afastam as pessoas da abordagem médica", afirma ela.

Issa diz que a síndrome de abstinência é uma doença que precisa de tratamento. Para fumantes com níveis altos de dependência, é preciso usar remédios.

"Privá-los de um tratamento adequado é uma prática antiética." Para ela, o acompanhamento médico e psicológico e a prescrição de drogas como vareniclina (Champix) ou reposição de nicotina (patch ou chicletes) são a melhor forma de evitar o sofrimento da abstinência.

"Quando passam pela abstinência sem assistência e falham, muitos ficam tão traumatizados que não tentam mais parar."

Ela lembra, no entanto, que há vários níveis de dependência. A abordagem motivacional pode funcionar nos casos menos graves.

"Tudo que incentive a parar é bom, mas não se pode esperar efeito milagroso."

Fonte Folhaonline

Casos de câncer no mundo subirão 75% até 2030, afirma estudo

O número de casos de câncer vai crescer em 75% até 2030, conduzido por fatores demográficos e de estilos de vida. Essa é a afirmação feita em um estudo publicado nesta sexta (01), no jornal "The Lancet Oncology".

Um grupo de cientistas da IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer) disse que, em 2008, o número de casos novos era de 12,7 milhões. Esse número pode chegar a 22,2 milhões até 2030, com 90% do aumento ocorrendo em países mais pobres, de acordo com a pesquisa.

Em 2008, casos de câncer de mama, pulmão, colorretal e de próstata somaram metade dos diagnósticos em países ricos. Em países em desenvolvimento, cânceres no esôfago, estômago e no fígado eram mais comuns. Recentemente, houve uma queda em casos de câncer cervical e de estômago em ambos os grupos de países.

Em países pobres, diagnósticos de câncer cervival eram particularmente numerosos, e ultrapassavam os de mama e de fígado.

Em diversos locais do globo, uma diminuição nas taxas de câncer ligadas a infecções têm sido compensadas pelo aumento de diagnósticos de câncer do colo do útero, no reto, na mama e na próstata, casos associados a uma dieta "ocidentalizada", afirmam os pesquisadores.

"Intervenções específicas, tais como diagnóstico da doença nos estágios iniciais, além de implementação de vacinação e programas de tratamento efetivos, podem levar a uma queda no aumento projetado", sugerem os pesquisadores.

A pesquisa utilizou as informações da Globocan, um banco de dados da IARC que abrange 184 países.

Fonte Folhaonline

Remédios gratuitos para asma só poderão ser distribuídos com receita médica

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou  que a distribuição de medicamentos gratuitos contra a asma, prevista para começar na próxima segunda-feira (4), só poderá ser feita mediante apresentação de receita médica. Atualmente, mais de 20 mil drogarias em todo o país já aderiram ao programa Aqui Tem Farmácia Popular.

Padilha destacou ainda que o paciente ou responsável vai precisar apresentar o CPF. "É como funciona com o remédio de graça para hipertensão ou diabetes: tem que levar uma receita da rede pública ou privada, tem que saber o número do CPF e, lá na farmácia, vai ficar uma cópia da receita digitalizada na hora, além de ser gravado o número do registro no CFM [Conselho Federal de Medicina] do médico. São mecanismos que o ministério desenvolveu para coibir qualquer tipo de fraude ou desvio", explicou.

Segundo o ministro, a decisão de disponibilizar gratuitamente medicamentos contra a asma tem o intuito de atender, prioritariamente, crianças de até 6 anos. Dados da pasta indicam que, nessa faixa etária, a doença responde como a segunda principal causa de internação.

"O esforço do ministério ao colocar o remédio de graça, mais perto de onde as pessoas vivem, vai no sentido de reduzirmos as internações por asma nessa população, mas qualquer pessoa de qualquer faixa etária vai poder pegar o remédio de graça porque vamos estender para todas as faixas etárias", destacou.

Fonte FolhaWeb

PR: Unidades de saúde oferecem tratamento grátis contra o tabagismo

O Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta quinta-feira (31), foi criado para reflexão sobre os malefícios do cigarro. Devido a seu alto grau de dependência provocado pelo cigarro, o fumante encontra grande dificuldade para largar o vício sozinho. Por isso, a rede pública de saúde oferece gratuitamente um tratamento especializado para dar esse apoio a quem quer parar de fumar.

Para aderir ao tratamento antitabagismo, os interessados devem procurar uma das mais de 2,5 mil unidades básicas de saúde (UBS) do Paraná. O tratamento pode ser realizado nas próprias UBS ou em centros de referência indicados pelos municípios.

A dinâmica é parecida com a ofertada pelos serviços de Alcoólicos Anônimos. "O apoio psicológico é o principal ponto do programa, pois a pessoa tem que querer parar de fumar e se manter forte nesse desejo", disse a coordenadora do programa de antitabagismo da Secretaria da Saúde, Iludia Rosalinski.

Sessões 
O tratamento consiste em reuniões periódicas de grupo. No primeiro mês, o fumante tem que participar de pelo menos quatro sessões em grupo. No segundo, são duas reuniões e a partir daí os encontros são mensais até o 12.º mês.

A parte medicamentosa do tratamento é oferecida somente a partir da terceira sessão do processo. Ela é direcionada apenas às pessoas que necessitam de intervenção clínica para controlar os sintomas da abstinência de nicotina. "É normal que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem o cigarro sejam os mais difíceis, mas os sintomas são suavizados com o passar do tempo e o importante é que não haja recaídas", afirmou Iludia.

Malefícios
O fumante é o primeiro a ser afetado pelo cigarro, contudo não é o único. Ao fumar, a pessoa ingere substâncias tóxicas que prejudicam seu sistema respiratório, mas as pessoas que estão à volta também são intoxicadas, bem como o meio ambiente.

Dados epidemiológicos apontam para redução do consumo do tabaco entre a população adulta. Por outro lado, o adolescente passou a ser o principal alvo da indústria para a iniciação do consumo. "A principal forma de prevenção do tabagismo continua sendo não fumar pela primeira vez. A nicotina é bastante poderosa e pode criar dependência rapidamente", disse o médico cardiologista, André Ribeiro Langowiski.

Lei antifumo
Desde setembro de 2009 está em vigor a Lei Antifumo paranaense. A legislação proíbe o consumo de cigarros e outros derivados do tabaco em ambientes de uso coletivo total ou parcialmente fechados. A lei estadual é fiscalizada pelas vigilâncias sanitárias municipais e prevê multa caso seja desrespeitada.

Somente no ano passado foram inspecionados 33.548 estabelecimentos em todo o Paraná, dos quais 3.229 apresentaram irregularidades e foram notificados. Oito estabelecimentos não regularizaram sua situação e tiveram autos de infração expedidos. Em 2012, já foram 10.352 fiscalizações, com 916 notificações e nenhuma autuação.

Fonte FolhaWeb

Como controlar colesterol e triglicérides sem remédios

Em muitos casos, uma dieta saudável basta para manter os dois em níveis seguros

Apesar de serem vistos como vilões, o colesterol e os triglicérides são dois tipos de gorduras essenciais para o organismo.

O primeiro é necessário para a produção de novas células, sais biliares, vitamina D e de hormônios esteróides – como testosterona e progesterona. Já o segundo tem como principal função regular a reserva de energia.

O problema é que em excesso ambos trazem prejuízos à saúde.

De acordo com a nutricionista Joana Lucyk, da Clínica Saúde Ativa, de Brasília (DF), a primeira medida para barrar a evolução dessa dupla é modificar a dieta. “Essa é a forma preferencial de tratamento”, afirma.

A psicopedagoga Márcia Cristina da Silva Neves Luciano, 42 anos, de São Paulo, SP, é uma das que conseguiu reduzir as taxas de colesterol e triglicérides, que estavam no limite, só com a mudança de hábitos. “Optei por não tomar remédios. Por isso, passei a controlar a dieta fazer exercícios, como caminhada e Pilates”, diz.

Um dos principais desafios enfrentados por Márcia foi diminuir o consumo de massas – ela é fã confessa de pãezinhos e bolos. Para tornar o pecado mais saudável, ela trocou o pão francês tradicional por um feito com farinha integral e aveia. Nos pratos preparados em casa, também substituiu a farinha de trigo por sua versão integral. Com a ajuda de uma nutricionista ensinou a substituir o óleo de soja pelo azeite nas preparações, assim como a aumentar o consumo de frutas e legumes.

O café-da-manhã, que antes era feito às pressas, hoje é um momento sagrado para Márcia. “Aprendi que preciso fazer essa refeição em casa, tranquilamente. Assim não ataco a cesta de pães e as guloseimas servidas no trabalho pela manhã”, observa. Com esses pequenos ajustes, a psicopedagoga conseguiu, em aproximadamente 90 dias, fazer os índices de colesterol e triglicérides voltarem ao normal. Para seguir seu exemplo, aprenda mais sobre as duas substâncias e descubra quais alimentos são aliados na empreitada.

Enquanto uma parte dessa gordura é produzida pelo fígado, a outra chega por meio da alimentação. No sangue, ela circula ligada a proteínas, formando partículas – as que mais se destacam são a LDL e HDL. “A principal diferença entre elas é que a LDL carrega o colesterol para os tecidos do organismo, enquanto a HDL o despacha para o fígado, onde acontece sua eliminação sobre a forma de sais biliares”, conta a nutricionista Fernanda Serpa, membro da diretoria do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (CBNF).

É daí que vem a má fama da LDL: quando aparece em grandes quantidades, ele contribui para a formação de placas de gordura (ateromas). Essas, por sua vez, podem obstruir a circulação de um órgão importante, como o coração, levando a eventos como o infarto. Segundo Joana, há casos em que a genética do paciente leva a desequilíbrios nos níveis de colesterol. Nos outros, a alimentação costuma ser o grande gatilho para o surgimento do problema.

Portanto, para não ter surpresas desagradáveis ao se submeter ao exame de sangue (que deve ser realizado anualmente), é bom ficar de olho naquilo que coloca no prato. Alimentos de origem animal, por exemplo, são campeões em colesterol. Por outro lado, há aqueles que são verdadeiros aliados, pois ajudam a reduzir as taxas dessa substância no sangue.

Veja as orientações:
Não exagere em...
  • Carnes, especialmente as gordurosas, vísceras (fígado, miolo, miúdos), embutidos, peles de aves e asa de frango
  • Laticínios (leite integral, queijos amarelos, creme de leite, molhos gordurosos)
  • Frutos do mar (camarão, lula, etc.)
  • Manteiga (bolos prontos, tortas, massa folheada, biscoitos amanteigados
    Sorvete, biscoitos recheados, leite condensado, chocolate (o branco é o pior) fast food e salgados (principalmente os folheados)

Inclua na dieta
Aveia: ela contém uma fibra que auxilia na redução do colesterol LDL. Segundo a diretora da Nutconsult, estudos demonstraram que pacientes que consumiam 3 gramas dessa fibra conseguiram uma redução de 8 a 23% no colesterol total. Para consumir esse valor, é preciso comer cerca de duas colheres de sopa cheias de farelo de aveia. “É no farelo que encontramos a maior concentração dessa fibra”, explica Fernanda.

Soja: a agência reguladora de alimentos e medicamentos FDA (Food and Drug Administration) sugere o consumo de 25 gramas de proteína de soja ao dia para evitar o aparecimento de doenças do coração, já que auxilia na redução dos níveis de LDL e colesterol total.

Fitoesteróis: essas substâncias são encontradas nos vegetais (como semente de girassol) e também barram a absorção de gordura da dieta, o que favorece a redução do colesterol. “É preciso consumir 1,6 gramas de fitoesteróis diariamente para observar uma diminuição de 8 a 15% nas taxas de colesterol”, informa Fernanda. Como eles não são tão abundantes assim nos vegetais, a indústria alimentícia decidiu isolá-los. Sendo assim, podem ser encontrados em produtos como margarinas e iogurtes.

Antioxidantes: eles (e aqui se destacam os flavonóides) podem inibir a oxidação das partículas LDL, diminuindo seu poder de obstrução de vasos sanguíneos. Os flavonóides são encontrados principalmente em vegetais verde-escuros, frutas (como cereja, amora, uva, morango, jabuticaba e maçã), grãos (linhaça, soja, etc), sementes, castanhas, condimentos e ervas (cúrcuma, orégano, cravo e alecrim) e também em bebidas, como vinho, suco de uva e chás.

A nutricionista de Brasília comenta que o consumo elevado de carboidratos simples e refinados e bebidas alcoólicas pode fazer as taxas de triglicérides irem às alturas. Quando isso acontece, além de complicações cardiovasculares e diabetes, a pessoa fica mais sujeita a desenvolver pancreatite e sofrer redução dos níveis de HDL, aquela partícula considerada benéfica por facilitar a eliminação do colesterol pelo organismo.

A boa notícia é que ao adotar uma dieta uma dieta equilibrada, os efeitos positivos sobre os níveis de triglicérides não demoram a aparecer. “A resposta à modificação alimentar é muito mais rápida e fácil nesses casos do que naqueles de colesterol elevado”, compara Fernanda Serpa.

Aprenda como montar o cardápio:
  • Não exagere no açúcar: dependendo do caso, vale substituí-lo por adoçantes.
  • Limite a quantidade de carboidratos: não consuma em uma mesma refeição arroz, macarrão, batata e farofa. “Opte por apenas uma fonte de carboidrato e, se possível, em sua versão integral”, sugere a diretora da Nutconsult, do Rio de Janeiro.
  • Controle a ingestão de doces em geral, como refrigerantes, sucos em caixa já adoçados, sobremesas, balas, etc.
Alimentos ricos em ômega 3. Fernanda conta que essa substância auxilia no controle e redução dos triglicérides e, por isso, deve fazer parte da alimentação. Para obtê-la, basta apostar em peixes, como cavala, sardinha, salmão, atum, bacalhau e arenque.

A recomendação, segundo a nutricionista, é de 180 gramas do alimento durante a semana. “Pode-se optar também por cápsulas contendo óleo de peixe. Mas, nesse caso, é importante procurar por um nutricionista ou médico para prescrição do suplemento”, observa.

Muitas pessoas têm dúvidas de como incluir os alimentos citados no dia-a-dia. Por isso, Fernanda Serpa, diretora da Nutconsult Consultoria Nutricional, preparou algumas dicas práticas.

Prefira o farelo de aveia, pois é nele que está concentrada a maior parte da fibra solúvel responsável pelos efeitos redutores da absorção da gordura da dieta. A dose? Duas colheres de sopa ao dia podem ser usadas em cima de frutas (como a banana picada), da salada de frutas ou com feijão (substituindo a farinha). Outra alternativa é misturar o farelo a vitaminas.

A soja pode ser utilizada como proteína texturizada de soja (PTS). Assim, é possível usá-la no lugar da carne moída, depois de hidratada e refogada, ou em conjunto com a carne bovina para fazer a carne moída.

A quantidade de peixe recomendada é de 180 gramas por semana, o que corresponde a três porções pequenas ou duas porções grandes de peixe (sardinha, anchova, arenque, salmão, atum, etc).

Os fitosteróis são encontrados em margarinas e iogurtes enriquecidos. Nesses casos, a recomendação é de 20 gramas de margarina (1 colher de sopa) ou um pote de iogurte.

Os antioxidantes devem ser adquiridos por meio do consumo de quatro frutas ao dia e de vegetais e legumes no almoço e jantar (várias cores para adquirir diferentes fitoquímicos). Além disso, vale apostar em chá verde, suco de uva integral e farelo de linhaça.

Fonte iG