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domingo, 28 de setembro de 2014

Febre Chicungunha: Estranha doença chega ao Brasil, saiba identificar e se prevenir

Febre Chicungunha é o nome de uma doença que está se alastrando pelo mundo, causada por um vírus parente do da dengue
 

O nome Chicungunha significa “aquele que se curva” no idioma swahili, da Tanzânia, devido à forma com que os primeiros pacientes se curvavam por causa das dores.

O vírus Chikungunya (na grafia original), ou CHIKV, também transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti, além do Aedes albopictus. Como não ocorre transmissão de pessoa para pessoa, não há necessidade de isolamento dos pacientes.

A Febre Chicungunha se caracteriza pelo aumento súbito da temperatura do paciente, normalmente maior que 39°C, e muitas dores nas articulações de mãos e pés – dedos, tornozelos e pulsos. Podem ocorrer também dores de cabeça, musculares e manchas na pele, entretanto 30% dos casos parece não desenvolver nenhum sintoma.

Em geral, dez dias depois do início dos sintomas o paciente se recupera, embora as dores nas articulações possam persistir por meses. A confirmação da doença é feita através de exame laboratorial e todos os casos suspeitos devem ser comunicados às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e ao Ministério da Saúde.

Desde a década de 1950, o vírus tem circulado na África e Ásia, mas no final de 2013 foi encontrado no Caribe. Toda a população do continente americano é considerada vulnerável, pois como o vírus nunca circulou por aqui, ninguém tem imunidade natural contra ele.

Por enquanto, ocorreram 16 casos confirmados de transmissão local (gente que pegou a doença aqui no Brasil mesmo), dois no Oiapoque (Amapá), e 14 no município de Feira de Santana, na Bahia. Existem também alguns casos suspeitos que estão sendo investigados.

Além destes 16 casos, há 37 casos de pessoas que viajaram para regiões com transmissão da doença e que contraíram a condição por lá, antes de retornar ao Brasil.
 
O combate a essa febre por enquanto é o mesmo que à dengue, ou seja, a erradicação do mosquito. Por enquanto, como no caso da dengue, também não há tratamento para a doença, apenas para os sintomas. A notícia “boa” é que quem for infectado adquire imunidade.
 
Finalmente, o que todo mundo está querendo saber a esta altura: a doença pode, sim, matar, mas são raros os casos. Na Índia, por exemplo, houve 1,3 milhões de casos em 2006 e nenhuma morte registrada. Já nas Ilhas Reunião, em 2004, houveram 254 mortes em um total de 266 mil casos – cerca de 0,1%.
 
A baixa taxa de mortalidade não é desculpa para não combater o mosquito. Faça a sua parte: examine sua residência e o entorno e acabe com os locais em que a água possa empoçar, impedindo a reprodução do inseto. Verifique se a caixa d´água está bem fechada, não deixe acumular vasilhames no quintal, verifique se as calhas não estão entupidas, e coloque areia nos pratos dos vasos de planta.

Hypescience

Curry pode ajudar no combate ao Alzheimer

BBC: Uma colher com o famoso tempero indiano: pesquisadores
 querem fazer testes em humanos
Estudo alemão sugere que tempero estimula crescimento de células nervosas, podendo ajudar cérebro a se regenerar
 
O açafrão-da-terra, usado no curry, pode ajudar a reparar lesões no cérebro e a combater doenças degenerativas graves, como o Alzheimer. É o que diz uma pesquisa feita com ratos, segundo a qual um dos componentes que torna o curry picante pode acelerar a capacidade de regeneração do cérebro.
 
O estudo foi feito no Instituto de Neurociência e Medicina, na Alemanha, e publicado no jornal científico "Pesquisas e terapias com células-tronco". Ele concluiu que um composto encontrado no açafrão-da-terra (ou cúrcuma) – um dos ingredientes do curry - pode estimular o crescimento de células nervosas que seriam parte do ‘kit’ de reparação do cérebro.
 
Cientistas avaliam que, baseado nesse estudo, é possível achar um caminho para remédios mais eficientes para tratar o mal de Alzheimer. Mas para a pesquisadora britânica Laura Philipps ainda é cedo para tirar conclusões sobre o efeito do curry em doenças degenerativas.

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Açafrão-da-terra

 
"Não está claro se os resultados dessa pesquisa funcionarão também para pessoas ou se essas novas células cerebrais poderiam beneficiar quem tem Alzheimer", diz Philipps.
 
"Precisamos de estudos mais avançados para entender os efeitos desse componente em uma doença tão complexa como o Alzheimer – e até lá as pessoas não devem começar a estocar açafrão-da-terra."
 
Pesquisa
Os pesquisadores do Instituto de Neurociência e Medicina estudaram os efeitos do turmerone aromático, um composto natural encontrado no açafrão-da-terra. O componente pode estimular o desenvolvimento de células-tronco
 
Eles injetaram o componente nos ratos e, em seguida, passaram a monitorar o cérebro dos animais.
 
Com o tempo, notaram uma atividade maior de uma parte específica do cérebro onde há o crescimento e desenvolvimento de novas células nervosas.
 
Por causa desse resultado, os cientistas acreditam que o componente do açafrão-da-terra pode estimular a proliferação de células cerebrais. Em uma parte separada do estudo, os pesquisadores mergulharam células-tronco neurais em diferentes concentrações do tumerone aromático.
 
Essas células têm a capacidade de se transformar em qualquer célula cerebral e os cientistas sugerem que elas poderiam ter um papel importante na reparação do cérebro após uma lesão ou doença.
 
Descobertas
"Em seres humanos e animais mais desenvolvidos, essas células-tronco neurais parecem não ser suficientes para reparar o cérebro, mas em peixes e pequenos animais menores funcionam bem", explicou a pesquisadora Maria Adele Rueger, que fez parte da equipe que fez o estudo.
 
Segundo a pesquisa, quanto maior a concentração de turmerone aromático, maior o crescimento das células-tronco neurais. As células banhadas no componente parecem ter se desenvolvidos em células cerebrais de forma mais rápida.
 
"É interessante que seja possível aumentar a eficácia das células-tronco com o turmerone aromático", diz Rueger. "E é possível que isso também possa ajudar no reparo do cérebro."
Ela está avaliando se seria viável fazer testes em seres humanos para avançar na pesquisa.

BBC Brasil / R7

'Só melhores condições não atraem médicos a lugares remotos'

Arquivo Pessoal
O médico brasileiro Claudio Lemos Simosono
Para quem já tem família estruturada em determinado lugar, não faz sentido ir para outro lugar afastado, remoto
 
Formado por uma universidade na cidade de Tarragona, na Espanha, o médico brasileiro Claudio Lemos Simosono exerceu a medicina por mais de uma década na Europa até que, há cerca de um ano, voltou ao Brasil para atuar no programa Mais Médicos, que traz profissionais estrangeiros e brasileiros graduados no exterior para trabalhar em locais onde há carências no atendimento à saúde.
 
Atualmente atuando na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, Simosono, de 38 anos, afirma que, embora tenha encontrado algumas dificuldades para trabalhar no Brasil, considera que o programa está "no caminho certo" e que pode ser "o começo de uma profunda mudança no sistema de saúde do país".
 
Ele questiona o argumento de críticos do Mais Médicos de que postos no interior e nas periferias poderiam ser ocupados por médicos formados no Brasil caso fossem oferecidos melhores condições de trabalho. "É claro que ajuda o plano de carreira, as melhores condições de trabalho e de equipamentos... mas será que solucionaria tudo? Acho que dificilmente isso seria suficiente para atrair médicos para as regiões mais remotas".
 
Especializado em Medicina da Família na Espanha, Claudio Simosono falou à BBC Brasil sobre a experiência de trabalhar por 12 anos com atenção básica na Catalunha e comparou o sistema de saúde de lá ao brasileiro.
 
Leia o depoimento concedido pelo médico à BBC Brasil:
 
"A atenção básica na Espanha é o pilar de todo o Sistema Público de Saúde. As Unidades Básicas de Saúde atuam como eixo principal entre o paciente e os diversos níveis de atenção: urgências, consultas externas, internações, exames complementares, etc., e contam com médicos de família, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e pediatras, com a função de ver o paciente como um indivíduo integral, auxiliando desde o inicio até o final do processo. Na Espanha, a medicina particular tem pouca atividade. Como o sistema público funciona com uma qualidade satisfatória, não é necessária a atividade particular. E o médico que trabalha no sistema público tem um contrato de exclusividade com o governo."
 
Retorno ao Brasil
"A gente chegou (ao Brasil) com desconfiança dos colegas médicos, não sabíamos como seríamos recebidos por causa de toda a polêmica com o Mais Médicos. Mas todo mundo me recebeu muito bem, eles me auxiliaram em todas as dúvidas que eu tinha, isso ajudou na adaptação. Mas o fluxograma do trabalho era completamente diferente, porque lá na Espanha tudo era informatizado e aqui, não. No prontuário do paciente, por exemplo, tinha poucos dados da história clínica dele, não tinha as radiografias feitas, que exames ele fez recentemente, que remédios toma, essas coisas. Isso demora para colocar em dia, porque você tem que conhecer o paciente e ir descobrindo aos poucos.
 
Aqui cada paciente vai em um médico especialista diferente para cada coisa, aí cada médico faz sua receita, então você às vezes nem sabe o que o cara está tomando. Lá, com a informatização de tudo, há uma comunicação mais eficiente entre especialidades, evitando duplicidades de tratamentos, exames, etc. Mas eu tive a grande sorte que aqui em Itajaí a estrutura é boa, o posto tem uma farmacêutica que já faz as medicações, às vezes falta medicamento, mas é um ou dois dias no máximo. O que muda mais é o apoio externo do serviço, o acesso a especialistas, cardiologista, endocrinologista, demora mais. O transporte sanitário de urgência também é mais complicado. Mas, no fim, a adaptação foi mais fácil do que eu imaginava."
 
Mais Médicos
"Eu já estava planejando voltar para o Brasil por causa da crise na Espanha. Eu e minha esposa queríamos ter filhos e comecei a amadurecer a ideia de voltar. Foi nessa época que surgiu o programa do Mais Médicos. Mas a gente não sabia se dava para confiar muito, tinha muitas críticas da classe médica, uma tentativa de derrubar o programa. Então a gente veio confiando, mas desconfiando ao mesmo tempo. Fomos ver as cidades que tinham o programa para escolher. A falta de um plano de carreira não me preocupava, mas a região sim.
 
Não vou ser hipócrita, se tivesse sido numa região menos favorecida, teria sido difícil vir para cá. Sair da Europa pra se adaptar a uma cidade sem estrutura nenhuma seria complicado. Mas o Brasil é um país imenso, não conheço nenhum país de dimensões tão grandes que ofereça um sistema de saúde público, universal e gratuito, ainda mais com uma porcentagem tão grande da população dependente deste sistema, sem acesso aos planos de saúde.
 
Isso cria grandes diferenças entre as regiões. Então é claro que ajuda o plano de carreira, as melhores condições de trabalho e de equipamentos... mas será que solucionaria tudo? Acho que dificilmente isso seria suficiente para atrair médicos para as regiões mais remotas.
 
A pessoa que fala isso está pensando nos outros. Dificilmente ela mesma sairia de onde está acostumada a viver e trabalhar para se arriscar em outro lugar - a não ser que seja uma pessoa altruísta, que quer fazer isso pela experiência. Para quem já tem família estruturada em determinado lugar, não faz sentido ir para outro lugar afastado, remoto, só pelo plano de carreira - isso é um pouco utópico.
 
Futuro
Acredito que estamos no caminho certo para um sistema público de saúde melhor. Analisando todos os sistemas de saúde, da França, Espanha, todos os países que estão apostando na medicina primária, na atenção básica, estão vendo que é mais rentável e mais barato fazer prevenção do que tratar as doenças depois.
 
O sistema público que só gasta tratando em algum momento não vai conseguir ofertar e dar a mesma qualidade de tratamento para todo mundo. É preciso fazer prevenção através de educação. A especialização de Medicina da Família é bastante nova no Brasil e começa a crescer agora com novos projetos.
 
O número de especialistas é bem inferior ao desejado, mas a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade conta com ótimas pessoas e com boas ideias para ajudar o governo a aumentar cada vez mais a formação de novos especialistas. Acho que, conforme as pessoas forem conhecendo o trabalho do médico da família, o preconceito – que também existe na Espanha – vai diminuindo e mais gente vai se interessar por essa especialização. Vão ver o quanto vale a pena investir nessa carreira e o quão gratificante ela é. O retorno você tem do paciente. Ele chega aflito com o problema, você tenta solucionar de uma maneira, de outra, ele vai depositando uma confiança enorme em você."
 
BBC Brasil / iG

Pesquisa reforça a importância do brincar descompromissado

"Brincar é uma atividade prazerosa, mas que não tem
obrigatoriamente um propósito", diz autora do estudo
Novo estudo canadense destaca efeitos negativos de atividades recreativas que anulam a espontaneidade da criança
 
O que significa brincar, para uma criança? Enganam-se os pais que acreditam que essa atividade precisa estar obrigatoriamente relacionada com algum tipo de atividade física com benefícios para a saúde da criança. Essa é uma das conclusões de um novo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, sobre a importância da brincadeira descompromissada.
 
Para os pequenos, não existe uma regra ou um objetivo específico para brincar. É uma atividade sem fim, em que eles têm a oportunidade de experimentar sentimentos como excitação ou prazer, mas também para combater o tédio, a tristeza, o medo e a solidão. Por isso mesmo, nenhuma brincadeira deve ser imposta às crianças, muito menos contra a vontade delas.
 
“O brincar é uma forma de alcançar vários objetivos, incluindo a melhoria da saúde física e do desenvolvimento de aptidões cognitivas e sociais. Obviamente, é importante garantir o desenvolvimento e combater a obesidade infantil com atividades físicas. Mas para chegar lá, devemos mesmo inverter o objetivo final das brincadeiras?”, questiona Katherine Frohlich, do Departamento de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Montreal.
 
Ao todo, 25 crianças, entre 7 e 11 anos, participaram do estudo pioneiro, que foi realizado por meio de fotografias. Os pesquisadores clicaram os pequenos durante as atividades de recreação favoritas de cada um, fosse jogando futebol ou jogando xadrez por conta própria.
 
Um exemplo que reforçou as conclusões do estudo foi o depoimento de uma garota de 10 anos, que revelou brincar de escalar uma escultura de arte moderna perto de casa. Para ela, essa é a brincadeira mais divertida do mundo.
 
"Brincar é uma atividade prazerosa, mas que não tem obrigatoriamente um propósito”, explica Stephanie Alexander, também da Universidade de Montreal e autora da pesquisa.
 
As fotografias e os depoimentos das crianças revelaram que as atividades recreativas associadas a algum esporte, como futebol, basquete e hóquei, são predominantes. A questão é que transformar a brincadeira em alguma atividade física regular elimina a espontaneidade dos jogos, o que também é importante para o bem-estar das crianças.
 
Outro ponto que merece ser levado em conta é sobre o “risco” de cada uma dessas atividades. Quando as crianças sentem que estão fazendo algo perigoso e arriscado, mesmo com a vigilância constante dos pais, acabam tendo um desenvolvimento melhor e mais saudável.
 
“Essa preocupação exagerada com a segurança dos filhos podem contribuir para o surgimento de uma geração de jovens que é cada vez menos capaz de lidar com o imprevisível", alerta Stephanie Alexander.
 
Delas

Conheça cardápios que protegem o coração

O azeite é muito recomendado pelos cardiologistas
Nutricionista do hospital especializado indica as dietas que ajudam a melhorar a saúde do músculo cardíaco

Azeite, alho, linhaça, produtos integrais e aveia apresentam uma semelhança positiva, afirma a nutricionista Renata Alves, especialista do Instituto de Cardiologia do Hospital Dante Pazzanesse, de São Paulo: todos, se consumidos em quantidades ideais, ajudam a melhorar a saúde do coração.
 
Segundo ela explica, a dieta ideal para o cardíaco – e também para quem não quer entrar para a estatística dos que sofreram panes no principal músculo do organismo – deve ser composta principalmente dos chamados "alimentos cardioprotetores".
 
Para ajudar na tarefa de fazer da alimentação uma aliada da saúde cardíaca, a nutricionista elaborou dois cardápios recheados de comidas cardioprotetoras. É só conferir.
 
Opção 1  
 
Café da Manhã:
- Pão francês pode ser substituído por pão integral, bolacha de água e sal ou torrada com margarina com fitoesteróis (para diminuição do colesterol ruim)
 
- Leite desnatado ou queijo branco, leite de soja, ou iogurte natural
 
- Pode-se substituir café por chá verde. Cereais, ou aveia
 
Lanche da manhã: fruta da época ou suco natural (uva, ou suco de uva)
 
Almoço e jantar:
- Arroz (preferencialmente integral) ou batata ou mandioca ou milho ou inhame ou cará. Feijão pode ser trocado por ervilha, soja, grão-de-bico, ou lentilha
 
- Carnes magras e grelhadas, cozidas e assadas, preferencialmente frango ou peixe
 
- Ovo cozido ou omelete. Incluir legumes crus e cozidos como: tomate, cenoura, beterraba, nabo, rabanete, abobrinha, abóbora, chuchu, berinjela, quiabo, vagem, pepino, jiló. A sugestão é que sejam temperados com um pouco de azeite e alho
 
- Verduras cruas e cozidas como: alface, acelga, agrião, escarola, mostarda, espinafre, couve, rúcula ou almeirão
 
Importante: Uma colher de farinha de linhaça na refeição do almoço ajuda a diminuir a absorção de gorduras e carboidratos
 
Lanche da tarde: fruta ou suco natural
 
 
Opção 2
 
Café da manhã: iogurte com morangos e cereais sem açúcar, ou vitamina de leite de soja com aveia em flocos e banana, ou leite desnatado com pão integral e margarina light.
 
Almoço ou jantar:Salada verde com abacaxi e azeite para temperar. Arroz (preferencialmente integral), ou batata cozida, ou purê de mandioca ou purê de mandioquinha. Feijão ou vinagrete de grão (lentilha, soja, feijão branco ou ervilha). Filé de peixe assado empanado com linhaça e gergelim, ou filé de frango grelhado. Tomate recheado com queijo branco ou legumes cozidos (cenoura, beterraba, chuchu, abobrinha). Suco de laranja com couve. Queijo branco com geleia de goiaba sem açúcar ou fruta da época
 
Lanche da tarde: abacate ou fruta com farinha de linhaça, ou suco de limão com água de coco
 
Ceia: chá verde com suco de maracujá
 
Sugestão de lanches saudáveis: Pastel assado de berinjela, sanduíche de pão integral com atum enlatado em água e sal, cebola e alface. Sopa de abóbora com gengibre.
 
iG

Células-tronco são esperança contra rejeição de transplante de órgãos no futuro

Alto custo da pesquisa é uma das barreiras do avanço da técnica
Pesquisas ainda em andamento nos Estados Unidos mostram que desativação do mecanismo de rejeição é promessa para problemas de compatibilidade
 
As novidades sobre o uso células tronco são cada vez mais frequentes no mundo científico. No momento, uma das pesquisas mais promissoras, segundo o imunologista e diretor-superintendente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, Luís Vicente Rizzo, está em andamento nos Estados Unidos e pode ser uma esperança na hora dos transplantes de órgãos. O estudo foca na inativação do mecanismo de rejeição do corpo humano a um órgão externo. Em tese, será possível produzir células que não sejam rejeitáveis, independentemente da compatibilidade entre doador e receptor.
 
O estudo investiga as células IPS, que são um tipo de célula-tronco pluripotente induzida. Elas são modificadas in vitro para serem transformadas em qualquer tipo de tecido. A vantagem dessas células é que em tese ela é tirada do próprio organismo, manipulada em laboratório e depois reinserida.
 
Nas pesquisas passadas, as IPS, quando injetadas em um ser vivo para que pudessem se transformar em um tecido, resultavam em uma rejeição. Mesmo sendo células do próprio ser vivo, quando manipuladas, o organismo as recusava.
 
A novidade é que os cientistas conseguiram desativar esse mecanismo de rejeição, e essa mesma proposta pode vir a ser, um dia, uma esperança para transplante de órgãos, uma vez que um dos maiores problemas enfrentados é exatamente a recusa do organismo ao novo órgão.
 
“Poder transplantar qualquer célula é o sonho de todo mundo, porque aí não precisaria de compatibilidade”, explica o imunologista. Qualquer pessoa poderia receber qualquer órgão, sem preocupação.
 
O problema é que essa técnica está funcionando muito bem apenas em camundongos, mas ainda não chegou a ser testada em humanos, diz Rizzo. Como tudo no campo de pesquisa, os estudos exigem tempo, muitos pacientes e um montante assustador de dinheiro. A parte financeira, inclusive, é o maior dos entraves.
 
“É muito caro conseguir criar células-tronco em 10 mil pessoas para dizer que [a técnica] está realmente funcionando”, explica o médico.
 
iG