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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Concurso público para Farmacêutico em Itatiba – SP

Resultado de imagem para concursoCarga horária de 30 (trinta) horas semanais.

Valor da inscrição: R$ 78,00.

Inscrições até o dia 06 de maio de 2018, pelo site www.zambini.org.br.

Remuneração: R$ 3.492,61.

Anvisa aprova novo medicamento para leucemia

Resultado de imagem para RydaptO Rydapt é uma droga que inativa mutação em gene que leva à doença. Substância deve ser utilizada em conjunto com quimioterapia

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (10) o registro de um novo medicamento para a leucemia mieloide aguda. O Rydapt deve ser usado em conjunto com a quimioterapia, segundo a agência. Trata-se de um medicamento de terapia-alvo que inativa mutação no gene FLT3, que leva ao surgimento de glóbulos brancos malignos. Essa mutação no gene ajuda a produzir as chamadas “células leuquímicas”. Essas células assumem o lugar das células sanguíneas normais produzidas pela medula óssea, levando a uma série de sintomas, como fadiga, fraqueza, tonturas e falta de ar.

Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias). Há casos também de sangramentos quenão cessam, trombose e embolia pulmonar. Essas células mutadas também podem migrar para outros órgãos, levando a uma série de disfunções.

Quem detém o registro do Rydapt no Brasil é a Novartis, indústria com sede Suíça. O medicamento, no entanto, é produzido e embalado pela Catalent Germany Eberbach Gmbh, localizada na Alemanha. Dentre os efeitos colaterais da droga, há a possibilidade de ocorrência de febre e baixa contagem de glóbulos brancos. Pele escamada e inflamada também foram observadas. A lista completa dos efeitos está em bula do medicamento, que só é vendido com indicação de especialistas.

G1

Brasil gasta R$ 7 bi por ano com ações de Justiça na área da saúde

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Segundo desembargador Gebran Neto, há mais de 1,34 milhões de ações, a maioria tratando sobre fornecimento de medicamentos

O governo brasileiro gasta R$ 7 bilhões por ano com ações na Justiça na área da Saúde, conforme afirmou nesta terça-feira, 3, em Lisboa, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, João Pedro Gebran Neto. O TRF da 4ª região foi o que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e um mês de prisão.

“A judicialização da saúde ganhou uma proporção sem igual no Brasil nos últimos anos”, avaliou Gebran Neto durante o VI Fórum Jurídico de Lisboa – Reforma do Estado Social no Contexto da Globalização, realizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na capital portuguesa. No evento, ele fez uma palestra sobre a Eficiência do Sistema de Saúde Pública.

No Brasil, de acordo com o desembargador, há dois tipos de saúde: a qualificada, mas cara, para quem tem recursos, e a ampla, que atende a 75% da população brasileira, mas com precariedade de atendimento. Segundo ele, há mais de 1,34 milhões de ações, a maioria tratando sobre fornecimento de medicamentos. “Ou são oferecidos muito mal ou oferecidos, mas como não deveria ser. O abismo da realidade entre saúde publica e privada é que gera judicialização”, constatou.

Outro problema, conforme Gebran Neto, é que a judicialização nem sempre consegue enfrentar problemas da população, como a grande espera no atendimento. Apesar das críticas, a avaliação do desembargador é a de que o Sistema Único de Saúde (SUS) é um caso de sucesso. “Está longe de ser ideal, padece de alguns males como fato do subfinanciamento, e a judicialização não tem contribuído para o problema”, disse.

Exame

MS publica atualização do Protocolo Clínico de esclerose múltipla

medicamento anvis Inclusão de novos medicamentos trazem benefícios à pacientes e profissionais de saúde
O Ministério da Saúde tornou pública na última sexta-feira, 6 de abril, a portaria de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Esclerose Múltipla. A recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) levou em consideração a eficácia e segurança dos medicamentos incorporados. Cabe ressaltar que os medicamentos são administrados por via oral, o que possibilita maior comodidade aos pacientes.

Da Doença
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica e autoimune, que acomete o sistema nervoso central provocando dificuldades motoras e sensoriais. Apesar dos diversos estudos científicos, as causas da esclerose ainda são desconhecidas. No entanto, sabe-se que a doença afeta, normalmente, adultos entre 18 e 55 anos de idade e é mais recorrente em mulheres. No Brasil, de acordo com os dados apresentados pelo grupo elaborador do protocolo, sua taxa de prevalência é de aproximadamente 15 casos por cada 100.000 habitantes.

O PCDT e as novas tecnologias
A terifluromida é um agente imunomodulador e anti-inflamatório que atua no bloqueio da proliferação de linfócitos ativados, diminuindo a inflamação e o dano causado à mielina no sistema nervoso central. Já o fumarato de dimetila atua regulando positivamente os genes antioxidantes dependentes de Nrf2.

O diagnóstico da EM é feito com base em critérios específicos, o exame de ressonância magnética (RM) do encéfalo é fundamental e demonstrará lesões características da desmielinização. Ainda devem ser realizados alguns exames laboratoriais (exames de anti-HIV e VDRL e dosagem sérica de vitamina B12) no sentido de excluir outras doenças de apresentação semelhante à EM. O Potencial Evocado Visual também será exigido, quando houver dúvidas quanto ao envolvimento do nervo óptico pela doença. Após o estabelecimento do diagnóstico, deve-se estadiar a doença, ou seja, estabelecer seu estágio ou nível de acometimento por meio da metodologia de Escala Expandida do Estado de Incapacidade (Expanded Disability Status Scale - EDSS). O EDSS é a escala difundida para avaliação de EM. Possui vinte itens com escores que variam de 0 a 10, com pontuação que aumenta meio ponto conforme o grau de incapacidade do paciente e é utilizado para o estadiamento da doença e para o monitoramento do paciente.

Das tecnologias disponíveis no SUS
Além das novas tecnologias incorporadas, o SUS também dispõem de outros medicamentos e procedimentos para o tratamento da EM. Para conhecer a lista completa, clique aqui. A população pode acompanhar todos os processos de recomendação de incorporação de tecnologias no SUS pelo portal da CONITEC.

Texto: Conitec