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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

EUA devem mudar regras para financiamento de pesquisas médicas

Getty Images
Recentemente, os cardiologistas comemoraram os resultados prévios de um estudo que sugere que muitas vidas podem ser salvas se pessoas com pressão sanguínea alta conseguirem diminuí-la para níveis bem abaixo do que hoje é recomendado. Eles previram mudanças rápidas nas práticas de tratamento. E os pacientes correram atrás de seus médicos
 
Mas o interesse intenso nesse teste clínico grande e rigoroso mascara uma verdade surpreendente sobre as pesquisas do coração: muitos estudos nunca são publicados, e suas descobertas ficam esquecidas.
 
Essa questão está surgindo em outras partes da medicina também, mas as doenças cardíacas são uma área em que o fenômeno é especialmente bem documentado. Centenas de milhões de dólares tem ido para estudos do coração que são muito pequenos e pouco abrangentes para dar resultados significativos o suficiente para chegar a um jornal especializado. Em uma era de orçamentos cada vez mais apertados, autoridades federais da saúde reconhecem que esse dinheiro está sendo dilapidado em trabalhos que não fazem diferença para os pacientes e mesmo para os pesquisadores.
 
Agora, poucos anos depois de chegar a essa verdade chocante, a influente agência federal que custeia a maior parte das pesquisas nacionais sobre o coração está revendo suas práticas, uma mudança com implicações de longo alcance para o modo como a pesquisa médica é financiado nos EUA. O resultado será o patrocínio de menos estudos, mas mais profundos, para focar recursos em esforços que tenham impacto no mundo real e que façam diferença efetiva na saúde das pessoas.
 
"Estamos muito mais dispostos a recusar propostas de testes", afirma o doutor Michael Lauer, cardiologista que se tornou o novo diretor adjunto para pesquisas externas da agência, o Instituto Nacional de Saúde. Na verdade, conta ele, "já estamos negando".
 
A mudança profunda está agitando um campo onde alterações são normalmente muito pequenas. Alguns questionam a nova direção.
 
"Se você quer coisas que são verdadeiramente inovadoras e de vanguarda, algumas vezes tem que fazer algo de alto risco e com grande ganho", explica o doutor Steven A. Webber, cardiologista pediatra da Vanderbilt, argumentando pela necessidade de que se continue financiando pequenos estudos exploratórios, como um que ele conduziu e que não pode terminar por causa de questões técnicas inesperadas.
 
Essa nova maneira de pensar como estudar doenças cardíacas, que matam mais de 600 mil americanos todos os anos, começou com uma epifania há três anos: Lauer e seus colegar do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue descobriram que haviam gastado mais de US$2 bilhões em cerca de 200 testes clínicos em uma década. Mas os resultados de 2 em cada 5 estudos nunca se tornaram públicos ou demoraram muito para ser publicados, segundo os cientistas.
 
"Se um projeto de pesquisa não for publicado, é como se ele nunca tivesse existido", afirma Lauer.
Assim, a partir do próximo ano, o instituto do coração exigirá que todos os resultados de pesquisas sejam relatados em um banco de dados federal mesmo que nenhum periódico os publique. Além de diminuir o número de estudos menores, está insistindo que os custos de pesquisas maiores caiam – mesmo que isso signifique sacrificar dados como, por exemplo, não colher resultados de laboratório sobre questões periféricas que os pesquisadores acham interessantes.
 
Apesar de alguns pesquisadores terem dúvidas sobre as novas práticas, muitos concordam que o dinheiro era frequentemente desperdiçado no sistema antigo. Cinco estudos pequenos custam menos do que um grande, então, a tentação, como reconhecem as autoridades federais, era de encher o currículo de testes clínicos com pequenos estudos, especialmente dada a realidade do orçamento federal. Desde 2006, os fundos do Instituto Nacional de Saúde caíram em 20 por cento em valores já ajustados à inflação.
 
"Vale a pena entender quão perverso – e essa é a palavra certa – o ambiente tem sido para os testes clínicos", diz o doutor Salim Yusuf, cardiologista da Universidade McMaster, em Ontário.
 
The New York Times / UOL

Repasses para hospitais e Farmácia Popular atrasarão, diz ministro da saúde

Em sua primeira entrevista após assumir o cargo, o novo ministro da Saúde, o médico e deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI), disse à Folha que, diante da restrição orçamentária, deve atrasar o repasse de recursos para hospitais e programas como o Farmácia Popular já em dezembro deste ano
 
A previsão é que 50% da verba destinada para a área de média e alta complexidade, que abrange o atendimento em pronto-socorro e realização de cirurgias e exames, seja paga apenas no início de janeiro.
 
Segundo castro, o novo modelo de cálculo de financiamento da Saúde, aprovado neste ano pelo Congresso, deve trazer um déficit de ao menos R$ 7,5 bilhões em recursos para 2016. ‘‘O que hoje está ruim vai piorar.’’
 
 
Para obter recursos, o ministro defende a aprovação de uma nova CPMF compartilhada entre União, Estados e municípios – em uma nova proposta na qual os últimos, porém, teriam a arrecadação exclusivamente para a saúde.
 
Na entrevista, o ministro defendeu ‘‘intensificar’’ o Mais Médicos e disse que novos programas como o Mais Especialidades, bandeira de Dilma Rousseff na sua campanha, dependerão da liberação de recursos.
 
 
Folha de São Paulo

Centro promove testes de glicemia, pressão e treinamento de ressuscitação gratuitos em SP

Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte
Súbita é lembrado no dia 12 de novembro
Ação ocorre no dia 12 de novembro no vão livre do Masp, entre 10h e 16h
 
No Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, lembrado no dia 12 de novembro,  o Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim) fará uma ação no vão livre do Masp, em São Paulo, em que será possível medir a glicemia e pressão arterial, além de receber treinamento de RCP (ressuscitação cardiopulmonar). O objetivo do evento é conscientizar a população sobre os fatores de risco para o desenvolvimento de arritmias cardíacas e morte súbita.
 
No Brasil a cada dois minutos uma pessoa morre em decorrência de arritmias cardíacas, de acordo com a Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas). Por ano, são 300 mil brasileiros acometidos pela doença.
 
Na grande maioria dos casos, a morte súbita ocorre por conta de uma parada cardíaca. Segundo o gerente assistencial de urgência e emergência Cejam, Sergio Martuchi, as chances de sobrevivência estão relacionadas diretamente ao tempo para se iniciar a RCP (ressuscitação cardiopulmonar).
 
— A cada um minuto perdido em iniciar as compressões torácicas, perde-se 10% de chance de sobrevida. São manobras simples, que não exigem a presença de um profissional de saúde, apenas pessoas treinadas.
 
O treinamento e a capacitação de leigos e equipes especializadas em RCP é um dos principais elementos de sucesso no atendimento às vítimas de parada cardiorrespiratória, diz Martuchi.
 
— Além das compressões torácicas, é importante saber administrar o choque terapêutico com desfibrilador externo automático (DEA) e, claro, nunca se esquecer de acionar o socorro especializado por meio do SAMU 192 ou Corpo de Bombeiros 193.
 
O que é arritmias cardíacas?
As arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam irregularidade no ritmo das batidas do coração. Ele pode acelerar ou bater mais devagar que o normal ou, ainda, apresentar ambas as irregularidades. Quando não diagnosticada e tratada corretamente, a arritmia cardíaca pode provocar parada cardíaca, doenças no coração e a morte súbita. Os sintomas mais comuns são: palpitações, desmaios, tonteiras, confusão mental, fraqueza, pressão baixa, dor no peito.
 
Morte súbita
A incidência é maior no sexo masculino. Entre 80% a 90% dos casos de morte súbita são provocados por arritmias cardíacas. A maior prevalência se dá na faixa etária entre 45 e 75 anos. Ela pode acometer desde recém-nascidos até adultos, nos quais as principais causas são as doenças do coração, sendo o infarto agudo do miocárdio a mais importante.
 
Serviço
Data: 12/11, quinta-feira
Hora: 10h às 16h
Local: MASP — avenida Paulista, 1578 – São Paulo-SP
 
R7

Tanorexia: quando o bronzeado se transforma em um vício

Reprodução
Brasil foi o primeiro país a proibir o bronzeamento artificial
 
A Espanha é um dos países mais ensolarados da Europa, mas mesmo assim, homens e mulheres de pele tostada visitam com frequência um centro de bronzeamento de Madri, totalmente viciados por raios UV. A cidade tem uma média de 2.749 horas de sol por ano, o dobro que Londres, mas isso não impede Macarena García, uma estudante de 24 anos, de usar a câmara de bronzeamento.  "Minha família não gosta muito que eu me bronzeie (...) dizem que não é natural, que é insano, mas eles vivem na praia e eu aqui, trabalhando, também quer ter uma cor", afirma ao sair do salão Solmanía, no centro de Madri.

Parar? "Faria se não tivesse mais opção, mas não gostaria", admite entre risos José Manuel Rodríguez, um exagerado bailarino de 36 anos que se submete a três sessões semanais para "não perder a cor" que conseguiu durante as férias.

José Carlos Moreno, da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia, não duvida que se trata de um vício.  É uma pessoa "que está obsessiva com ter sua pele bronzeada e por mais que se bronzeie não está satisfeita, como as meninas e os meninos que têm anorexia e sempre se vêem gordos", explica.

Seu perfil: principalmente mulheres com menos de 40 aos, que se expõem aos raios mais de duas vezes por semana, até o ponto de adquirir uma cor excessivamente laranja ou achocolatada.

Droga
As cabines de bronzeamento surgiram nos anos 1980 nos Estados Unidos. Os pesquisadores americanos foram os primeiros a abordar esse vício, batizado de "tanorexia", nos anos 2000.

Desejo de se bronzear ao acordar, necessidade de "doses" crescentes, ansiedade ao parar, culpabilidade, ultrasensibilidade aos comentários dos outros: estes sintomas são similares aos do vício em heroína, diz Joel Hillhouse, pesquisador da Universidade de East Tennessee.

Totalmente dependentes, algumas pessoas "continuam utilizando as cabines apesar de terem câncer de pele, roubam dinheiro das pessoas próximas ou compram camas de raios UV para se bronzearem quando acordam no meio da noite", explica.

"Uma das razões que os leva a se bronzear é não como se vêem, mas como se sentem", diz Steve Feldman, dermatologista da Universidade Wake Forest da Carolina do Sul.É uma droga? "Completamente", responde.

Os raios UV, procedentes do sol ou de uma lâmpada, estimulan a produção de melanina, pigmento que colore a pele, e este fenômeno libera endorfinas, hormônios similares à morfina que produzem uma sensação de bem-estar e inibem a dor.

A isso é acrescentada a pressão social: as top-models de pele cor caramelo, os jogadores de futebol ricos, bonitos e bronzeados como o astro do Real Madrid Cristiano Ronaldo, são figuras que os jovens querem imitar.

Mentalidade
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou em 2012 os aparelhos de raios UV como cancerígenos. O Brasil foi o primeiro país a proibi-los por completo em 2009, seguido pela Austrália que tem a maior taixa de melanoma (câncer de pele mais agressivo) do mundo, com 11.000 casos por ano. Mas a doença tende a estabilizar entre a população menor de 45 anos graças a "campanhas públicas de sensibilização e uma maior conscientização", comemora Vanessa Rock, do comitê australiano de luta contra este câncer.

Na Espanha, onde foram diagnosticados 3.600 casos de melanoma por ano, "há cada vez mais cabines de bronzeamento, assim como centros específicos e como serviço complementar em centros de beleza ou academias", alerta o doutor Moreno. Mas "a população consulta os médicos cada vez mais cedo" graças às campanhas de informação, lembra.

Ainda não existem tratamentos específicos para os tanoréxicos. Nos Estados Unidos, os pesquisadores sugerem a criação de grupos de apoio, similares aos alcoólicos anônimos, e tentar substituir o bronzeamento por alternativas relaxantes como massagem ou ioga.

Moreno gostaria de uma advertência explícita nos centros de UV, "como nos maços de cigarro, onde aparecem claramente que você pode acabar desenvolvendo doenças como consequência".
 
AFP - Agence France-Presse

Além da sensação de saciedade, cientistas descobrem nova função da insulina

Substância regula a liberação de dopamina que gera sensação de bem-estar e prazer
 
A insulina, hormônio essencial para controlar o nível de açúcar no sangue e gerar a sensação de saciedade após se alimentar, tem um outro importante papel que, até agora, era subestimado pelos cientistas. A substância, aponta estudo do NYU Langone Medical Center, nos Estados Unidos, regula a liberação da dopamina, neurotransmissor que ajuda no controle do centro de prazer do cérebro. “Nós descobrimos que, quando há mais insulina no cérebro, há mais liberação de dopamina”, afirma a neurocientista Margaret Rice, líder do estudo, feito com ratos. Os resultados foram publicados na edição desta semana na revista especializada Nature Communications.

Segundo a especialista, os experimentos feitos por ela e colegas não só reafirmam que a insulina ajuda a ativar a recaptação de dopamina, mas são os primeiros a mostrar que a maior presença do hormônio aumenta a quantidade do neurotransmissor que gera a sensação de bem-estar e prazer.

Um dos pontos mostrados no estudo é que uma dieta exagerada pode privar as pessoas de bem-estar. Roedores com uma dieta balanceada se tornam mais sensíveis à elevação da insulina. Para eles, um acréscimo de 10% do hormônio já provoca a liberação da dopamina. Já os animais que recebem uma dieta supercalórica perdem a capacidade do cérebro de responder à insulina.

Os resultados também indicam que a relação entre as duas substâncias parece estar ligada à escolha de alimentos. Os autores acreditam que, como foi observado nos ratos, as pessoas buscam, por exemplo, comidas com muito carboidrato porque eles elevam a produção de insulina e, consequentemente, a liberação de dopamina. “Nossas análises sugerem que, quando as pessoas falam da sensação agradável que sentem ao ingerir açúcar, elas estão, na verdade, se referindo à recompensa provocada pela dopamina. E há maneiras saudáveis de obter essa sensação, com escolhas mais inteligentes na alimentação”, diz Rice.
 
Correio Braziliense

Fosfoetanolamina: Jarbas Barbosa assegura que estudos clínicos sobre a substância terão prioridade na análise

O Diretor-Presidente da Anvisa, Dr. Jarbas Barbosa, participou na manhã desta quinta (29), no Senado Federal, de uma Audiência Pública destinada a debater a substância fosfoetanolamina, que, segundo seus pesquisadores, seria eficaz na cura do câncer
 
Realizada conjuntamente por deputados e senadores, a sessão recebeu pesquisadores, cientistas e pessoas interessadas no tema. Questionado sobre o papel da Anvisa em torno de toda a polêmica envolvendo a Fosfoetanolamina, Jarbas Barbosa foi enfático: “A Anvisa está no lado de proteger a saúde da população. Essa é a nossa missão legal e a de qualquer agência regulatória do mundo. Se nos forem apresentados todos os estudos necessários, eles serão priorizados em nossa análise. Mas não podemos liberar medicamentos que não passaram por esse crivo. Isso seria colocar em risco a saúde da população”.
 
O Diretor-Presidente explicou que, para a liberação de um medicamento, se faz necessária uma série de ensaios clínicos, estudos que são exigidos por agências regulatórias do mundo inteiro e que comprovam se uma substância é segura e eficaz.
 
Os detentores da patente da Fosfoetanolamina ainda não apresentaram qualquer tipo de estudo à Anvisa. Porém, o Dr. Jarbas explicou a todos que, iniciados os ensaios clínicos, a agência poderá apoiar e esclarecer qualquer dúvida que os pesquisadores tenham relação ao protocolo necessário para o registro da substância.
 
“A Anvisa está de portas abertas para apoiá-los”, ressaltou o Diretor-Presidente. “Mas é impossível nós termos, não só no Brasil, mas em qualquer país civilizado do mundo, um medicamento utilizado na população sem que todos os ensaios clínicos comprovem que ele é absolutamente seguro e eficaz”.
 
Dr. Jarbas explicou, ainda, que dentro dos nossos critérios da Anvisa, qualquer medicamento que seja desenvolvido no Brasil ou que seja destinado a uma doença que não disponha de outras alternativas, ele imediatamente vai para o começo da fila de pedidos de registros. Tem total prioridade.
 
“Nós temos hoje, na fila de análise de pesquisas clínicas da Anvisa, apenas 26 estudos. O mais antigo ingressou em julho passado. Ou seja, a Anvisa faz essa análise com muita rapidez”, assegurou. No entanto, alertou: “Sem a comprovação de que uma substância é segura, não podemos liberá-la. Já houve, no mundo, medicamentos que foram retirados do mercado exatamente porque, ao serem usados em larga escala, foram verificados efeitos adversos graves e que podem, inclusive, levar à morte”.
 
ANVISA

Anvisa disponibiliza protocolo físico para notificação de cosméticos

O sistema de notificação de Cosméticos, Produtos de Higiene e Perfumes isentos de registro está indisponível desde o último dia 15 devido a um problema na infraestrutura de TI da Anvisa
 
Uma falha no equipamento denominado Storage, da empresa EMC, danificou o referido sistema, impedindo a sua utilização. Os dados de produtos regularizados na Anvisa estão preservados. Entretanto, será necessário o lançamento de uma nova versão do sistema, que está sendo testada.
 
Uma vez concluídos os testes, o sistema será aberto para o público externo. Para garantir que o processo de notificação de produtos isentos de registro não fique suspenso por mais tempo, a Anvisa disponibilizará, a partir do dia 03 de novembro de 2015, o protocolo físico das notificações.
 
Para isso os interessados deverão seguir o seguinte procedimento descrito aqui.
 
ANVISA

Em seis meses, hospitais revertem taxas de cesáreas de 10 anos

Grafico finalOs primeiros resultados das ações para incentivar o parto normal e melhorar a assistência à saúde de gestantes e bebês nos hospitais que integram o projeto Parto Adequado já mostram avanços significativos
 
Em seis meses de implantação, a iniciativa, desenvolvida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Hospital Albert Einstein e Institute for Healthcare Improvement (IHI) ajudou a aumentar em 7,4 pontos percentuais a taxa de partos normais nos estabelecimentos participantes, iniciando a reversão dos altos números de cesáreas registrados nos últimos 10 anos no Brasil.
 
Os resultados parciais foram apresentados nesta terça-feira (27), em São Paulo, durante encontro dos participantes do projeto. Nos 42 hospitais públicos e privados que estão desenvolvendo a iniciativa, a taxa de partos normais está em uma curva ascendente: passou de 19,8% em 2014 (média) para 27,2% em setembro de 2015. A redução da taxa de cesáreas para 72,8% após a implantação do projeto equivale ao salto que o índice deu em praticamente uma década – de 2006 a 2015 -, período em que passou de 75,5% para 85,5%. Veja, abaixo, o gráfico com as percentagens de partos normais e cesáreas na saúde suplementar.
 
“Esses resultados são muito animadores. Significa que em menos de um ano nós conseguimos reverter a escalada de uma década no número de cesáreas. Se continuarmos nesse caminho, não teremos apenas menos partos cirúrgicos sendo feitos: teremos gestantes e bebês mais saudáveis e menos mortes relacionadas à prematuridade, que são consequências de cesáreas desnecessárias”, afirma Martha Oliveira, diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS. “Além desses resultados imediatos, outras importantes conquistas virão, como o aperfeiçoamento do modelo de assistência à saúde, com a construção de uma rede de assistência à saúde mais eficiente e resolutiva, beneficiando os consumidores e todo o sistema. Trata-se de um conjunto de mudanças profundas na lógica de organização dos prestadores de serviços de saúde”, completa a diretora, destacando que a ANS está monitorando o setor com um grupo controle para avaliar se fatores externos ao projeto estão afetando os resultados. Desde que foi implementado, não houve mudança dos números anteriores.
 
O engajamento dos participantes do projeto foi um fator determinante para os resultados obtidos. “Há um ano assinamos o Acordo de Cooperação entre IHI, ANS e Einstein para redução da taxa de cesáreas desnecessárias e melhoria da atenção ao parto no Brasil. Como líder clínico deste projeto, o Hospital Israelita Albert Einstein, que apesar da alta complexidade da maternidade já contava com 22% de partos normais em 2014, assistiu à pronta adesão dos 42 hospitais como se uma necessidade geral fosse atendida”, afirma Miguel Cendoroglo Neto, diretor superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein e diretor do projeto Parto Adequado. “Ainda há muito trabalho pela frente, mas estamos confiantes de que atingiremos resultados ainda melhores até setembro de 2016, quando passaremos da fase piloto para a disseminação das mudanças que apresentaram resultados”, completa.
 
percentual partos
Paulo Borem, representante do IHI, também comemora os primeiros resultados do projeto: “Pela primeira vez no Brasil, várias organizações reúnem-se em torno de um objetivo comum, que é melhorar o cuidado materno-infantil utilizando o modelo de melhoria contínua do IHI”, disse.
 
Medidas - As estratégias para redução de partos cirúrgicos desnecessários desenvolvidas pelo Projeto Parto Adequado tiveram início em outubro do ano passado, com a assinatura do termo de compromisso que deu origem à iniciativa. Em março, após um período de inscrição voluntária, foram selecionados os hospitais (37 privados e quatro com atendimento pelo Sistema Único de Saúde, além do Hospital Albert Einstein) participantes do projeto e as atividades tiveram início.
 
Para estabelecer as mudanças, os estabelecimentos estão fazendo adequações de recursos humanos e da ambiência hospitalar para a incorporação de equipe multiprofissional nos hospitais e maternidades; capacitação dos profissionais para ampliar a segurança na realização do parto normal; engajamento do corpo clínico, a equipe e as próprias gestantes; e promovendo a revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e bebês, desde o pré-natal até o pós-parto. “Uma das medidas mais importantes nesse processo foi a proposição de uma nova organização do cuidado, pois só mudando o modelo de prestação de serviços os resultados poderão ser alcançados”, destaca a diretora.
 
“Precisamos mudar a assistência passo a passo, sem que haja aumento de eventos adversos”, comenta Claudia Garcia, diretora de qualidade do Einstein e integrante da equipe do Projeto. O Einstein subsidiou o treinamento para 280 profissionais dos hospitais participantes no Centro de Simulação Realística da Unidade Morumbi, para que o retorno às taxas de partos normais se dê com segurança na prática obstétrica.
 
“O investimento nas ações de mudança propostas para todos os hospitais piloto foi surpreendente, como contratação de plantonistas e enfermagem especializadas para melhoria na qualidade e segurança nas maternidades, reformas para acomodar acompanhantes durante o trabalho de parto aumentando o conforto das gestantes, reuniões científicas para revisar diretrizes da assistência ao parto e espaço para ouvir as gestantes. Com infraestrutura e excelência na assistência, o Einstein também experimentou a subida nas taxas de partos normais. O engajamento dos médicos nos novos modelos assistenciais propostos foi muito satisfatório, com a idéia do trabalho em equipe vindo ao encontro do início da mudança no sistema”, afirma Rita Sanchez, coordenadora da maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein e obstetra do Projeto.
 
Três modelos assistenciais foram sugeridos aos hospitais, que puderam escolher o que melhor atende as necessidades: no primeiro, o parto é realizado pelo plantonista do hospital; no segundo modelo, o parto é realizado por médico pré-natalista do corpo clínico, com suporte da equipe multidisciplinar de plantão, que faz o acompanhamento inicial da parturiente até a chegada de seu médico; e no terceiro, o parto é assistido por um dos membros de uma equipe de médicos e enfermeiras, composta por três ou mais médicos e enfermeiras obstetras. A parturiente se vincula à equipe que terá sempre um médico e uma enfermeira obstetra de sobreaviso para realizar a assistência do trabalho de parto e parto.
 
“O Breakthrough Series (BTS), também chamado de Colaborativa, é uma metodologia que já foi utilizada em várias partes do mundo com grande sucesso, conseguindo alcançar o aumento de partos vaginais de forma segura”, ressalta Paulo Borem. “O IHI sente-se muito honrado em participar desse projeto junto com a ANS e o Hospital Israelita Albert Einstein”, diz ele.
 
Mais de 30 operadoras de planos de saúde também se engajaram à iniciativa. O apoio se dá com a orientação e direcionamento das beneficiárias que desejarem o parto normal na rede de prestadores, criação do Espaço Parto Adequado em seu portal eletrônico, priorização dos interesses das gestantes e suas famílias na organização e avaliação de viabilidade financeira dos modelos assistenciais inovadores a serem implementados nos hospitais apoiados, com a construção de propostas para financiamento. “O mais importante é que as operadoras se colocaram na posição de protagonistas nesse processo de mudança do modelo de pagamento por procedimento. Só assim as mudanças terão perenidade, pois se reforçará o modelo correto de prestação de serviço”, avalia Martha Oliveira.
 
Outros indicadores
Além da melhoria na taxa de parto normal e redução de cesarianas desnecessárias, a implantação do Projeto Parto Adequado tem acompanhado outros indicadores de saúde nos hospitais envolvidos no projeto, como as admissões e custos em UTI neonatal, satisfação da gestante com a equipe e o hospital e taxa de eventos adversos. O monitoramento desses indicadores também permite avaliar os resultados das medidas. Eles serão divulgados futuramente a partir da consolidação de uma série histórica mais longa. Apesar do pouco tempo de aplicação, entretanto, já é possível verificar êxito na redução de admissões em UTI neonatal e satisfação das gestantes.
 
“O projeto tem uma duração prevista de 18 meses, estamos ainda no início desta jornada, mas a curva de partos normais se mostra ascendente, com resultados expressivos. Quando poderíamos imaginar que apenas após seis meses de implantação do projeto já teríamos uma queda para 72,8% na taxa de cesarianas nos hospitais privados participantes? Esses resultados nos dão ânimo para seguir em frente, mas há ainda muito trabalho pela frente”, destaca a diretora da ANS.
 
Confira no gráfico abaixo os percentuais de parto normal alcançados pelos hospitais participantes em 2014, antes do início do projeto, e a partir de março de 2015, quando tiveram início as ações.
 
Fonte: Ans

Maioria dos diabéticos desconhece retinopatia, doença que provoca cegueira

Reprodução
Sete em cada dez pacientes diabéticos desconhecem a retinopatia diabética, doença que mais causa cegueira nas pessoas que tem diabetes
 
É o que revela pesquisa divulgada ontem (29) pela Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV). Segundo a pesquisa, 60% dos pacientes do tipo 2 não sabem que o diabetes pode causar perda da visão e 62% não fazem acompanhamento com um especialista em retina.

“O desconhecimento da possível cegueira entre os [diabéticos do] tipo 2 seria uma surpresa. Enquanto acima de 90% dos [pacientes do] tipo 1 têm essa consciência, o estudo traz um alerta preocupante e a necessidade de maior informação. Todos precisam ficar bem atentos e podem se beneficiar pela eficácia dos tratamentos atuais, apontados por 90% das pessoas como responsáveis pela melhora da visão”, disse o presidente da SBRV, André Gomes.
 
Quanto ao tratamento, 89% do total de entrevistados disseram não ter conhecimento das terapias atualmente disponíveis para tratar a doença, mas 87% dos que fazem tratamento revelaram ter tido melhora significativa da visão, depois de começaram a ser acompanhados por um oftalmologista especialista em retina.
 
A pesquisa foi feita com 932 pacientes diabéticos, sendo 37% homens e 63% mulheres, entre 20 e 65 anos. A maioria dos pesquisados é portadora de diabetes tipo 2 (66% dos casos).
 
“Seis em cada dez diabéticos tipo 2 desenvolverão a retinopatia diabética ao longo da vida”, afirmou Jorge Rocha, diretor da SBRV. Rocha recomenda que pessoas com diabetes e maiores de 60 anos busquem acompanhamento periódico de um especialista em retina “para diagnosticar e tratar a doença, diminuindo o real risco de cegueira”.
 
Retinopatia diabética
Segundo a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, a retinopatia diabética é causada pelo acúmulo de açúcar nos vasos sanguíneos que irrigam a retina e é a principal causa de cegueira na população adulta entre 19 e 60 anos. De acordo com a instituição, 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60%, com o tipo 2, devem desenvolver a retinopatia diabética ao longo da vida.

A SBRV recomenda que eles visitem regularmente um oftalmologista, porque os sintomas da doença podem demorar anos para aparecer. A identificação da doença no estágio inicial é fundamental para  preservar a visão. Os sintomas, em geral, são visão embaçada, visão dupla, dificuldade para ler, perda de visão periférica, sensação de pressão nos olhos, perda repentina da visão e "moscas" ou flashes flutuantes.

De acordo com a SBRV, a ocorrência de manchas na visão pode indicar um estágio mais avançado da doença, e o paciente deve procurar imediatamente um especialista em retina. Mais informações sobre a doença podem ser obtidas por meio do site http://vejaparasempre.com.br/
 
Agência Brasil

90% dos pacientes de hospital no AP compram os próprios remédios

Vistoria identificou falta de remédios nas farmácias do Hcal (Foto: MP/Divulgação)
Foto/MP Divulgação
Vistoria identificou falta de remédios nas farmácias do HCAL
Afirmação consta em relatório do Ministério Público do Amapá. Governo informou que está providenciando a compra de medicamentos
 
Cerca de 90% dos pacientes internados no Hospital de Clínicas Doutor Alberto Lima (HCAL), em Macapá, precisam utilizar recursos próprios para comprar medicamentos e levar adiante o tratamento, segundo o Ministério Público Estadual (MP) do Amapá. Reclamações de familiares sobre a falta dos remédios motivaram uma nova vistoria da Promotoria de Defesa da Saúde ao hospital, na terça-feira (27).
 
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que "todas as providências relacionadas à compra de medicamentos e correlatos para o abastecimento da rede e aquisição de equipamentos estão sendo tomadas".
 
Na visita da promotoria, foram constatadas, segundo o MP, falta de remédios para tratamento dos pacientes internados no hospital, tanto na farmácia de internação quanto na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).
 
Cinco leitos estão em desuso na UTI do Hcal (Foto: MP/Divulgação)
Foto/MP Divulgação
Cinco leitos estão em desuso na UTI do HCAL
De acordo com o promotor de Saúde André Araújo, os pacientes são obrigados a comprar a medicação prescrita no hospital. Faltam, conforme Araújo, medicamentos específicos para a realização de quimioterapia em pacientes com câncer.
 
A inspeção também encontrou antigos problemas, segundo o MP, como a quantidade de leitos inativos por falta de manutenção na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O problema havia sido identificado em março, durante vistoria que gerou uma ação judicial para obrigar o Estado a ativá-los.
 
Na vistoria realizada na terça-feira, segundo a promotoria, estariam desativados 5 dos 11 leitos existentes na UTI, dedicados a atender pacientes graves, ou que precisem de cirurgias de grande porte.
 
O MPE informou que a ação judicial continua pendente de julgamento pelo Tribunal de Justiça do Amapá. Após a vistoria, a promotoria deve decidir se irá ou não pedir uma nova intervenção no HCAL para solucionar os problemas encontrados.
 
“Tal fato vem acarretando o cancelamento de diversas cirurgias e certamente a morte de pacientes graves que não podem receber o tratamento intensivo necessário por falta de vagas na UTI”, afirmou o promotor André Araújo.
 
A Secretaria de Estado da Saúde informou através da nota que uma "compra emergencial foi efetuada e parte dos medicamentos já começaram a ser entregues".
 
A Sesa também informou que deve fazer a compra regular de medicamentos para suprir as necessidades da população por um ano.
 
Sobre os leitos da UTI, a secretaria afirmou que "o processo licitatório de compra [desses equipamentos] encontra-se em análise jurídica para homologação".
 
G1

TCU aponta 'grave' falta de remédios em postos de saúde de Macapá

Unidade Básica Marcelo Cândia, no Jardim Felicidade, em Macapá (Foto: John Pacheco/G1)
Foto: John Pacheco/G1
UBSs de Macapá estavam sem remédios, diz TCU
Diagnóstico encontrou falta de 115 de 123 medicamentos em UBSs. Prefeitura diz que comprou R$ 27 milhões em remédios, em 2014
 
Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2015 aponta que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Macapá enfrentaram “grave” falta de medicamentos.
 
O diagnóstico é referente a janeiro de 2013 a setembro de 2014. De 123 remédios selecionados, segundo o TCU, existiam apenas sete no período.
 
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que ainda não teve acesso ao relatório completo, mas que alguns pontos fiscalizados pelo TCU foram solucionados, a exemplo da aquisição de medicamentos e reestruturação das UBSs na capital amapaense.
 
Para o Tribunal de Contas da União, “a Semsa não exerce de forma adequada suas atribuições no planejamento, na coordenação e na execução das atividades da AFB [Assistência Farmacêutica Básica]”.
 
O relatório ainda apontou que foram avaliados se “os recursos são geridos com eficiência de modo a evitar o desperdício e assegurar a oferta tempestiva e suficiente de medicamentos nas unidades básicas de saúde”.
 
“Além de colocar em risco a saúde e a vida dos pacientes, a falta de medicamentos nas unidades de saúde geralmente custa caro aos cofres públicos. Muitas vezes, a doença vai se agravar e levará o paciente a um hospital, cabendo observar que os custos com internação e outros procedimentos serão muito maiores que os gastos com medicamentos adquiridos de forma tempestiva”, observou no relatório o conselheiro Benjamim Zymler
 
De acordo com a secretária de Saúde de Macapá, Silvana Vedovelli, a prefeitura fez uma licitação para compra de R$ 27 milhões em medicamentos e reformou 18 unidades desde o início de 2013.

“Em 2014 fizemos licitação para aquisição de medicamentos no valor de R$ 27 milhões. Temos remédios nas unidades. Então é um relatório que vamos conseguir responder gradativamente.
 
Conseguimos reformar 18 unidades, sendo uma delas é o Marcelo Cândia, com auxílio de recurso federal e emendas da bancada. Fizemos bastante melhoria na saúde”, afirmou a secretária.
 
G1