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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Os problemas de saúde causados pelo trabalho noturno

Tracey Loscar, uma paramédica do Alasca, trabalha em turnos de 24 horas. E faz quatro plantões por semana há 17 anos. “A gente brinca que, no primeiro dia, você está pronto para dominar o mundo. E lá pelo quarto dia, você está prestes a botar fogo em tudo”, conta

Em todo o mundo, milhões de pessoas trabalham à noite. Há poucos dados oficiais, mas de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, estima-se que de 7% a 15% da força de trabalho em países industrializados esteja envolvida de alguma forma com trabalhos noturnos. E, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o trabalho noturno é uma das prováveis causas de câncer, devido à ruptura do ritmo circadiano – período de aproximadamente 24 horas em que se baseia o ciclo biológico.

A origem
E como será que começou esse hábito de virar a noite trabalhando? “Desde que (Thomas) Edison produziu a primeira lâmpada comercial barata, fomos capazes de virar a noite a um custo baixo, e o sono foi a primeira vítima”, explica Russell Foster, professor da Universidade de Oxford, no Reino Unido, especialista em sono. “A grande questão é que temos esse relógio biológico interno que é ajustado pelo mundo externo como resultado da exposição ao ciclo claridade / escuridão”, acrescenta. 

Segundo ele, os trabalhadores noturnos são expostos a níveis reduzidos de luz durante o turno da noite, mas como se deparam com a intensa claridade natural da manhã na jornada de volta para casa, o relógio biológico interno fica travado no padrão de claro/escuro dos trabalhadores diurnos. “Então, você passa constantemente por cima do impulso biológico que diz que você deveria estar dormindo”. E não importa se você estiver trabalhando em turnos noturnos regularmente, acrescenta Foster. A menos que você consiga se esconder completamente da claridade, após terminar de trabalhar e o sol começar a raiar.

Efeitos no organismo
Mas que tipo de efeitos o trabalho noturno pode ter no organismo? Foster explica que a ato de passar por cima do relógio biológico faz com que você ative seu “eixo de estresse”, que é como o corpo reage em uma situação de luta ou fuga. “Estamos esguichando glicose na circulação, estamos aumentando a pressão arterial, estamos gerando alerta para lidar com ameaças potenciais e, claro, não deveria ser o caso, estamos apenas trabalhando”, afirma o especialista. Ele alerta que níveis continuados de estresse podem levar a doenças cardiovasculares ou distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2.

O estresse também pode suprimir o sistema imunológico, o que pode ser a origem de uma incidência maior de câncer colorretal e de mama. Esses são os possíveis resultados em longo prazo, mas a privação de sono também tem consequências mais imediatas. O efeito mais evidente é o cansaço. A dificuldade de assimilar informações corretamente, os lapsos em captar sinais sociais e a perda de empatia são alguns sintomas.

Ações trabalhistas
Segundo Foster, as empresas cujos funcionários trabalham no turno da noite podem se preparar para ações judiciais no futuro, se não mostrarem que estão tomando medidas razoáveis para tentar mitigar os problemas associados ao trabalho noturno. Além de instituir exames de saúde periódicos para os funcionários, Foster afirma que “uma medida simples seria (fornecer) a alimentação adequada”. “Sabendo que você tem o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e problemas metabólicos, como diabetes, eles devem disponibilizar uma alimentação apropriada para os trabalhadores do turno da noite”, completa.

Como qualquer pessoa que já trabalhou à noite sabe, não é fácil ter acesso a alimentos saudáveis. E, curiosamente, pesquisas mostram que o consumo de carboidratos pode aumentar de 35% a 40% após apenas quatro ou cinco dias de sono reduzido, devido à elevação do nível de grelina, hormônio responsável por estimular o apetite. Ele faz com que a gente sinta fome, incentivando o consumo de açúcar e carboidrato. “Em última análise, isso não é bom para obesidade ou algumas condições, como diabetes tipo 2”, ressalta.

Perdas econômicas
Além de apresentar riscos para a saúde, a privação de sono também tem um custo para a economia. “No Reino Unido, descobrimos que a falta de sono custa à economia até US$ 40 bilhões por ano, o que representa cerca de 1,8% do PIB do Reino Unido – é uma mistura de perda de produtividade e efeitos na mortalidade”, analisa Marco Hafner, economista da instituição de pesquisa Rand Europe. E os governos, estão tomando providências no que se refere a estabelecer políticas públicas?

Hafner diz que as iniciativas ainda são incipientes. “Nós sabemos que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês, nos EUA) está olhando para isso e, na verdade, já considera a falta de sono uma epidemia de saúde pública. Então há uma conscientização crescente sobre a falta de sono ser um problema de saúde pública”, pondera.

Há benefícios?
Diante de tantas evidências sobre os riscos para a saúde, por que as pessoas insistem em trabalhar à noite? Muita gente não tem escolha. Mas a paramédica Tracey Loscar menciona algumas vantagens: “A escala que temos hoje funciona muito bem para minha família… Eu tenho duas semanas de folga todo mês. Trabalho uma semana longa, mas depois tenho sete dias de folga consecutivos, e são sete dias consecutivos com meus filhos e em que consigo fazer planos.”

Ela diz, no entanto, que procura se cuidar: “Sou muito disciplinada com meu horário de sono, com atividade física e alimentação, cancelo compromissos para me recuperar e me certificar que eu consiga mitigar (os efeitos) ao máximo”. Segundo Loscar, o trabalho noturno pode satisfazer determinados tipos de personalidade: “Eu diria que o tipo de pessoa que prefere ou faz exclusivamente turnos noturnos é um pouco mais introvertida por natureza.”

“Há menos exposição ao público, então você tende a encontrar pessoas que preferem trabalhar à noite porque gostam mais de ficar sozinhas para fazer seu trabalho”, acrescenta. Mas será que 17 anos de trabalho noturno não tiveram nenhum efeito na saúde física ou mental dela? “Eu certamente passei grande parte desse tempo cansada!”, responde, rindo.

R7

Quantidade de proteínas ingeridas pode ser crucial em câncer colorretal

A quantidade de proteínas ingeridas na dieta pode ser um fator importante para prevenir o câncer colorretal em certos grupos de risco, diz um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO, na sigla em espanhol) da Espanha


A medicina já tinha conhecimento de que fatores como a dieta e a inflamação intestinal têm papel importante no desenvolvimento dessa doença, mas os vínculos diretos entre nutrientes, inflamação e câncer colorretal ainda não foram comprovados.

O trabalho do CNIO, publicado nesta quinta-feira na revista “Cell Metabolism”, explica que as pessoas que já sofrem com a doença inflamatória intestinal poderiam se beneficiar de uma dieta rica em proteínas. Por outro lado, uma dieta baixa em proteínas poderia ser o mais adequado para quem têm predisposição genética para o câncer de cólon. Além disso, o trabalho revela porque um determinado tipo de medicamento utilizado contra o câncer colorretal (os inibidores do complexo de proteínas mTORC1) praticamente não tem efetividade em alguns pacientes, uma descoberta que “abre caminho para otimizar e personalizar os tratamentos”, afirmaram os pesquisadores em sua publicação.

Mais de 75% dos casos de câncer colorretal são atribuídos a causas ambientais, pois não estão associados a fatores genéticos. Tudo indica que hábitos como uma alimentação inadequada, a falta de exercícios físicos e o tabagismo podem afetar o sistema digestivo e levar a doenças inflamatórias, como a doença de Crohn e a colite ulcerosa, que frequentemente evoluem para o câncer colorretal. No entanto, os mecanismos precisos que vinculam a dieta, a inflamação e o câncer colorretal não são muito bem conhecidos.

Para estudá-los, Nabil Djouder, chefe do Grupo de Fatores de Crescimento, Nutrientes e Câncer do CNIO, se concentrou em mTORC1, um complexo de proteínas que funciona como sensor de nutrientes. O estudo foi realizado em ratos modificados geneticamente e os resultados foram confirmados com amostras humanas de inflamação intestinal (causadas pela doença de Crohn e a colite ulcerosa) e câncer colorretal.

Alguns tratamentos contra o câncer de cólon agem sobre mTORC1 inibindo sua atividade, mas nas experiências clínicas é possível observar que os inibidores de mTORC1 são praticamente ineficientes em determinados pacientes. O trabalho de Djouder mostra que inibir mTORC1 pode ser mais benéfico nos cânceres colorretais que têm base genética importante, especialmente nos pacientes que têm uma mutação no gene APC, que representam menos de 5% de todos os casos.

Quanto aos outros tipos de câncer colorretal, que são maioria e que se desenvolvem em pessoas com inflamação intestinal e sem origem genética, a estratégia de prevenção passa por promover a atividade de mTORC1, segundo o estudo. Os cientistas descobriram que se mTORC1 for inibido nos ratos com doença inflamatória, o câncer avança.

Em seguida os especialistas concluíram que se o câncer colorretal se deve a mutações no gene APC é melhor inibir mTORC1, e se estiver associado à inflamação intestinal esta proteína deve ser ativada, o que se consegue através da alimentação. Os investigadores afirmam que uma dieta rica em proteínas, por exemplo, utilizando suplementos de proteína de soro de leite, promove a atividade de mTORC1 e pode reduzir a formação de tumores em ratos com inflamação gastrointestinal crônica.

Por outro lado, “uma dieta baixa em proteínas pode ser uma opção para prevenir o câncer colorretal em pacientes com uma predisposição genética, por exemplo, aqueles que apresentam mutações no APC, enquanto que uma dieta rica em proteínas poderia proteger os pacientes com doença inflamatória intestinal”, segundo os autores. “Os nossos resultados podem ter implicações importantes para o uso clínico dos inibidores de mTORC1, bem como para abrir novos caminhos para otimizar e personalizar os tratamentos contra o câncer colorretal”, concluíram os especialistas do CNIO.

UOL

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Lixo mal descartado pode causar acidentes e doenças

controle dengueNeste final de ano, as festas, comemorações e confraternizações fazem com que a quantidade de lixo e resíduos produzidos em residências e centros comerciais seja cada vez maior

A Secretaria de Estado da Saúde alerta que a população tome os devidos cuidados e evite que o lixo possa estragar estes momentos de alegria.

O especialista em saúde pública e chefe da Divisão de Vigilância sobre o Meio Ambiente, Celso Rubio, destaca que o resíduo sólido por si só não transmite doenças, mas pode provocar acidentes ou servir de abrigo e alimento para vetores que causam doenças.

“No caso dos acidentes, quem está mais vulnerável é o profissional que trabalha diretamente com a coleta e destinação deste resíduo, como catadores de lixo, carrinheiros e trabalhadores de seleção de material reciclável, por exemplo”, enfatiza Rubio.

Estes trabalhadores frequentemente se veem frente a frente com resíduos pérfuro-cortantes, como cacos de vidro, agulhas e afins, os quais muitas vezes são descartados de maneira inapropriada e podem ferir os profissionais. A recomendação nestes casos é que o resíduo seja colocado dentro de algum recipiente seguro que possa ser lacrado e vedado, diminuindo os riscos de cortes.

“Lâmpadas quebradas e restos de vidro podem ser colocados dentro de garrafas pet, com a devida identificação, o que evita muito as chances de acidentes”, lembra o especialista.

Após a separação, é indicado que os resíduos sejam colocados para serem retirados pelos caminhões de coleta bem próximo do horário em que estes veículos passem no local. Isso evita que pessoas e animais abram os sacos e baguncem os entulhos nas vias públicas, o que aumenta a chance de proliferação de doenças.

O lixo na transmissão de doenças
Mutirão de limpeza dengueUm conceito internacionalmente reconhecido na proliferação de vetores é o dos três A’s, o qual diz que todo local que possa prover alimento, água e abrigo é ideal para os animais que possam transmitir doenças se multipliquem. E o lixo descartado de maneira inadequada cumpre esta função muito bem.

Entre os animais que podem se proliferar no lixo, os que mais causam problemas à saúde das pessoas são ratos, baratas e mosquitos.

Sobre os ratos, o risco é a transmissão da leptospirose. Segundo a chefe da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria da Saúde, Tânia Portella, esta é uma doença endêmica transmitida por uma bactéria encontrada na água contaminada ou na urina dos roedores.

“Em períodos onde há mais chuvas, como o verão, o risco da leptospirose aumenta, pois há maior probabilidade de haver enchentes, inundações e, consequentemente, maior contato com o transmissor da doença. A leptospirose é uma doença grave, que pode levar até a morte, mas que pode ser tratada”, afirma Tânia.

No ano de 2016, o Paraná registrou 362 casos da doença, sendo que destes, 30 resultaram em óbito. Dados preliminares de 2017 mostram que 186 casos e sete óbitos já foram registrados no Estado este ano.

Já com as baratas, o problema é por onde elas passam. No lixo, estes animais podem ter contato com resíduos orgânicos como restos de papéis higiênicos, ou outros focos de bactérias e, ao entrarem nas casas, levam junto o risco de doenças.

“Em suas patas, as baratas podem levar muitas doenças que adquiriram no lixo. Em casa, estes animais podem transmitir desde diarreia, dores, febres e até doenças mais sérias como a hepatite, tanto às pessoas quanto aos animais de estimação”, enfatizou Rubio.

Mosquitos
Os mosquitos são um caso à parte que preocupam ainda mais a saúde da população. Especialmente nesta época do ano eles encontram no lixo o ambiente perfeito para colocarem seus ovos e multiplicarem os riscos de doenças como, por exemplo, a dengue.

“Uma tampinha de garrafa que foi descartada de maneira irregular pode acumular água e tornar-se foco do Aedes aegypti. Além disso, os mosquitos podem transmitir outras doenças ao entrar em contato, por exemplo, com um alimento que esteja descoberto, em cima de uma mesa e que as pessoas vão consumir sem saber dos riscos que estão correndo”, salientou.

Educação
Os especialistas destacam que é muito difícil que o controle do lixo seja feito apenas pelos órgãos públicos, já que o descarte de resíduos é algo dinâmico e constante. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância que a população tenha uma consciência ambiental.

Outro conceito bastante usado para diminuir os problemas que o lixo pode causar são os 3R’s: reciclar, reduzir e reutilizar. Com esta ideia, os resíduos são eliminados de maneira sustentável e os resíduos que já não possuem mais serventia podem se transformar em um algo novo.

“De maneira geral, vivemos em uma sociedade que tem certo nível de consciência com relação ao lixo. E quanto maior for o nível de educação da sociedade, maiores serão os resultados que conseguiremos. Hoje já vemos crianças que recebem estes ensinamentos nas escolas e consegue transmiti-los aos pais, mudando inclusive velhos hábitos”, reiterou Rubio.

Fonte: SES/PR

Ministério da Saúde vai destinar R$ 2 milhões para estados com maiores taxas de suicídio

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Piauí e Roraima vão receber verbas. Centro de Valorização da Vida, que atende pessoas em risco por telefone, também vai receber R$ 500 mi

O Ministério da Saúde anunciou no dia 21 que vai colocar novas políticas em curso para melhorar a prevenção do suicídio no país. Segundo dados da pasta apresentados pela 1ª vez esse ano, o suicídio é a maior causa de morte de brasileiros entre 15 e 29 anos. O governo pretende destinar R$ 2 milhões para serem divididos entre os cinco estados brasileiros com maiores taxas de suicídio.

Assim, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Piauí e Roraima vão receber verbas. Não há detalhes sobre as novas políticas que serão colocadas em curso nesses estados. Também a pasta irá destinar R$ 500 mil para o Centro de Valorização da Vida, instituição que atende por telefone (188), e-mail e chat pessoas em risco de tirar a própria vida. Em setembro, o Ministério da Saúde divulgou o primeiro boletim sobre suicídio no país. No Brasil, em média 11 mil pessoas tiram a própria vida por ano. Também o país viu crescer o índice de suicídios nos últimos anos. Entre 2011 e 2015, o número cresceu 12%.

Mudanças na saúde mental
O Ministério da Saúde também anunciou oficialmente mudanças na saúde mental. Essas mudanças já haviam sido divulgadas há uma semana, quando foram aprovadas em comissão que reúne gestores municipais e estaduais. A nova resolução do governo prevê ampliação das comunidades e residências terapêuticas, entidades que recebem pacientes psiquiátricos, mas não são consideradas hospitais. Também será ampliado o número de leitos em hospitais gerais destinados a pacientes psiquiátricos. 

Algumas entidades, como o Conselho Federal de Psicologia, criticaram a medida no que acreditam ser uma volta da hospitalização para o centro da assistência psiquiátrica. Eles também criticam as chamadas comunidades terapêuticas, que já apresentaram violações de direitos humanos.

O Ministério da Saúde disse, no entanto, que a disponibilidade de leitos não será feita em hospitais psiquiátricos, mas em hospitais gerais que atendem emergências. Os pacientes também ficarão nessas instituições por um período limitado de tempo. Sobre as comunidades terapêuticas, o Ministério da Saúde disse que atuará em conjunto com o Ministério da Justiça para garantir a fiscalização dessas instituições.

G1

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Campanha da ANS alerta para os riscos do parto agendado

partoA Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia uma nova campanha do Projeto Parto Adequado para sensibilizar gestantes e profissionais de saúde a evitarem o agendamento de cesarianas

O projeto, desenvolvido em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), visa incentivar o parto normal e conscientizar as futuras mamães e toda a rede de atenção obstétrica sobre a realização de cesáreas sem indicação clínica. Como há um crescimento no número de partos cirúrgicos marcados no fim do ano, devido às férias e festas, a iniciativa traz importantes mensagens para lembrar os riscos acarretados pela antecipação do nascimento de bebês, fora do trabalho de parto, sem que eles deem sinal de que estão prontos.

Nas redes sociais, a Agência e as entidades parceiras divulgam informações importantes sobre o nascimento no tempo certo. Entre os benefícios do parto normal, que são abordados de forma explicativa na campanha, destacam-se:
  • Menor risco de complicações para a mãe e o bebê decorrentes da cirurgia;
  • Indução ao aleitamento materno, devido à liberação de hormônios que facilitam o início da amamentação;
  • Contato imediato entre mãe e bebê, estimulando a interação materna;
  • Preparação do bebê para o ambiente externo, com maior amadurecimento do pulmão e contato com as bactérias benéficas da mãe, reduzindo a incidência de doenças infantis;
  • Recuperação mais rápida do útero e do corpo da mulher.
O Projeto Parto Adequado foi iniciado em 2015 e vem identificando modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, reduzindo o número de cesarianas desnecessárias. O projeto está em sua Fase 2, que será concluída em maio de 2019. Nesta etapa, participam hospitais e operadoras de todo o país. Foram selecionadas 136 maternidades e 68 operadoras de planos de saúde que manifestaram interesse em atuar como apoiadoras do projeto. Números que mostram o crescimento da iniciativa, já que a Fase 1, também denominada “piloto”, contou com a adesão de 35 hospitais. Ao longo de 18 meses, foram alcançados resultados transformacionais, pois os hospitais piloto protagonizaram a criação de um novo modelo de assistência materno-infantil para o Brasil e evitaram a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias.

#PartoAdequado – Respeite as fases do seu bebê

A proposta da campanha digital da ANS é lembrar às futuras mamães e aos profissionais de saúde que o bebê tem seu tempo e que as fases da gestação devem ser respeitadas. É importante que a mãe se inteire e busque apoio de especialistas para entender as opções, fazendo sua escolha de forma consciente. Estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam maiores riscos de complicações respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência.

"A mulher tem o direito de ser informada para se tornar parte ativa na decisão pelo tipo de parto. Hoje, não há evidências científicas que justifiquem o agendamento de uma cesariana, salvo algum risco claro para a saúde da mãe e do bebê. É importante buscar a opinião dos médicos, enfermeiras e demais profissionais que acompanham o pré-natal e trocar experiências com mulheres que tiveram diferentes tipos de parto”, destaca a coordenadora do projeto Parto Adequado na ANS, Jacqueline Torres.

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Resultados da 1ª Fase – Partos normais cresceram 76%
A 1ª Fase do Projeto Parto Adequado provou que a alarmante escalada de cesáreas no Brasil pode ser revertida. O balanço de resultados, apresentado em novembro de 2016, mostrou que a taxa de partos vaginais nos hospitais que fizeram parte do projeto piloto – ou seja, que participaram de todas as estratégias adotadas – cresceu em média 76%, o equivalente a 16 pontos percentuais, saindo de 21% em 2014 para 37% em 2016.

Também houve grandes avanços na melhoria de outros indicadores de saúde: 14 dos 35 hospitais reduziram as admissões em UTI neonatal: de 86 internações por mil nascidos vivos para 69 internações por mil nascidos vivos. E nove hospitais reduziram as admissões em UTI neonatal para bebês acima de 2,5 kg: de 44,5 internações por mil nascidos vivos para 35 internações por mil nascidos vivos. Ao todo, foram evitadas cerca de 400 admissões em UTI neonatal. Esses resultados motivaram um número mais expressivo de hospitais a aderirem à iniciativa, o que aumenta a complexidade do projeto.

A Fase 2 do projeto está em curso e terá seus primeiros resultados divulgados no primeiro semestre de 2018. Conheça mais informações sobre o Parto Adequado.

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Texto: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Edição: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Mais forte, nova superbactéria que causa gonorreia assusta os médicos

Gonorreia é uma doença antiga; foi descoberta em 1879Dor, ardência ao urinar e corrimento são alguns dos sinais da doença

Uma nova forma poderosa de gonorreia foi um dos fatos que alarmou a área de saúde em 2017. Em agosto, a comunidade médica divulgou a internação de um paciente na Austrália, por causa da DST (Doença Sexualmente Transmissível) com a variação da bactéria, que tem maior resistência aos medicamentos para a doença.

A descoberta resultou em um alerta de saúde no país e nas nações vizinhas. Clínicas de saúde sexual ficaram em alerta máximo, e o caso assustou cientistas e médicos em todo o mundo.

Na ocasião, o presidente da Sociedade de Saúde da Austrália, Edward Coughlan, disse que a maioria dos antibióticos desenvolvidos nos últimos 70 anos havia sido inútil no tratamento da infecção e não haveria formas novas opções de tratamento em um futuro próximo.

Resistência aos medicamentos
A gonorreia é uma doença antiga. Foi descoberta em 1879 e, agora, está criando resistência aos antibióticos. O que significa que ela está se fortalecendo. Foram detectados até então pelo menos três casos intratáveis por causa da resistência da bactéria aos medicamentos: um no Japão, um França e outro na Espanha.

De acordo com infectologista e diretor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Marcos Antônio Cirillo, apesar de a bactéria ainda ser tratada com antibióticos antigos, se não houver uma mudança tanto dos medicamentos quanto da consciência da população, ela vai se tornar uma doença intratável.

— Existem novos medicamentos que estão sendo estudados, mas como antigamente a gonorreia não era uma doença como o HIV ou a hepatite C, que tiveram milhões de reais investidos em pesquisa, os estudos de novos tratamentos não avançaram com tanta rapidez ou eficiência. Ainda hoje, a bactéria pode ser tratada com antibióticos antigos, mas se não houver uma ação para combater a gonorreia, a possibilidade é que ela se torne uma doença intratável, como aquelas bactérias de hospital.

Sintomas e forma de transmissão
Dor, ardência ao urinar e corrimento são alguns dos sinais da gonorreia, que infecta a cada ano infecta 78 milhões de pessoas, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Apesar de curável, se não for tratada, a DST pode causar infecção nas articulações, nos gânglios e em vários órgãos do corpo — nas mulheres, por exemplo, pode atacar o útero, levando à infertilidade.

O infectologista explica que a gonorreia é uma infecção provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que atinge o órgão sexual tanto de homens como das mulheres. "A doença é transmitida pelo contato com a secreção por relação vaginal, anal e oral".

De acordo com o médico, caso a pessoa contraia a doença, os sintomas aparecem em até dez dias. Porém, na maioria dos casos, a bactéria já se manifesta no corpo em 24 horas. E são diferentes para cada sexo, diz o especialista.

— O homem acorda com o que nós chamamos de gota matinal: tem dor para urinar e corrimento. Já a mulher sente dor para urinar, tem corrimento amarelado que, muitas vezes, acham que é normal. A mulher pensa que vai menstruar, e não percebe que já pode estar com a infectada com a gonorreia.


Prevenção
De acordo com a OMS, a única maneira segura de prevenir a gonorreia é com sexo seguro, ou seja, com preservativo.

R7

Chocolates ‘personalizados’ com bactérias previnem doenças

Chocolates ‘personalizados’ com bactérias previnem doenças

Comer chocolate com um coquetel de bactérias que mantém o equilíbrio da flora intestinal e previne diversas doenças é a novidade científica chilena para tornar mais agradável o consumo de probióticos.

Para fabricar o chocolate adequado, antes é preciso conhecer as necessidades intestinais de cada pessoa, e para tal o paciente deve tomar uma pílula eletrônica que informa sobre seus níveis bacterianos e permite identificar desequilíbrios na flora intestinal, explicou na última terça-feira (19) Santiago María Apud, cientista chilena do Imperial College of London, encarregada do projeto “Mela”.

Com a informação obtida, é possível elaborar chocolates personalizados com os probióticos necessários para que cada pessoa evite doenças intestinais que afetem seu sistema imunológico. O paciente deve ingerir a pílula eletrônica, ou “gutbot”, uma vez por mês e consumir diariamente o chocolate com bactérias.

"Mela’ conjuga saúde com a rotina diária de se ingerir algo delicioso após as refeições, de tal maneira que não seja um problema ingerir o probiótico, e sim um prazer”, destacou Apud.

“Nossa microbiota intestinal é muito relevante para a nossa saúde, mas é algo que muitos ignoram hoje em dia”, explicou a especialista.

iG

Música em procedimentos urológicos reduz em até 90% dor e ansiedade, diz estudo

Pesquisa apontou que a musicoterapia pode ser ampliada para além da urologia, e usada em qualquer procedimento médico; a satisfação dos pacientes aumenta em 53% quando há a presença sonora em exames

Já é comprovado que o uso da música como terapia traz inúmeros benefícios para a saúde, principalmente para a reabilitação física e mental. A técnica da musicoterapia já é utilizada como uma alternativa no tratamento de doenças neurodegenerativas , por exemplo. Além disso, de acordo com um novo estudo liderado por um cirurgião-chefe da área de urologia, ouvir música durante os procedimentos urológicos também pode ser positivo e reduzir a dor e a ansiedade dos pacientes em até 90% dos casos nessas ocasiões.

Foi o que Bhaskar Somani, consultor de cirurgia urológica do Hospital Universitário Southampton NHS Foundation Trust, no Reino Unido, percebeu em uma pesquisa em que ele é o autor. Segundo o especialista, esse tipo de intervenção é “prática, barata e inofensiva”. Com os resultados da pesquisa, foi possível constatar que a presença sonora aumentava a satisfação dos pacientes em 53% dos casos e a vontade de voltar a serem tratados no futuro também ficou 40% maior.

“Na era moderna, o volume de procedimentos urológicos feitos em regime ambulatorial aumentou e muitos deles são realizados com anestesia local”, explicou ele. “No entanto, do ponto de vista do paciente, a experiência de passar por tais procedimentos – não apenas em urologia , mas em qualquer outra especialidade médica e cirúrgica – enquanto acordado pode causar dor e ansiedade”, defende o cirurgião, que amplia o uso da música para qualquer atendimento médico que pode deixar o paciente desconfortável.

Pesquisa
Somani e seus colegas analisaram dados em 1.900 pacientes de 15 estudos internacionais que participaram de consultas de urologia ambulatorial para uma série de procedimentos e avaliações. A análise, publicada no Journal of Urology, também apontou evidências de pacientes que ouviram musica tolerando níveis mais altos de ondas de choque, um procedimento usado na urologia. Para Somani, “a música parece diminuir a ansiedade e a dor e servir como uma ferramenta útil para aumentar a satisfação processual e a vontade de passar por isso novamente”.

Ele disse que os benefícios comprovados – baixo custo e simplicidade da musicoterapia – apresentaram um “motivo forte” para uma maior implementação em outras especialidades. “Um dos pontos fortes da música é o baixo custo, a natureza não-invasiva e a praticidade”, acrescentou Somani. “São motivos muito fortes para que a opção de música como terapia adicional seja oferecida a todos os pacientes quando se submetem a procedimentos ambulatoriais”.

iG

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Remédios que matam mais que cocaína e muita gente toma diariamente

Eles estão “na moda” e são receitados para o controle da ansiedade e para o combate à insônia, mas segundo estudos, medicamentos a base de benzodiazepina estão na lista dos remédios que matam mais que a cocaína

Pelo menos foram essas as conclusões de duas pesquisas publicadas no American Journal of Public Health. Agora, se você acha que não conhece esse tipo de medicamento, está enganado. Esse componente perigoso é a base de remédios popularmente prescritos para quem sofre de ansiedade ou precisa de uma ajudazinha para dormir, como Rivotril, Xanax, Ativan e Valium, por exemplo. Começou a se familiarizar com os nomes, não foi?

Remédios que matam mais que cocaína
O primeiro estudo sobre o caso, realizado pela Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), de Vancouver, no Canadá, apontou que o consumo excessivo desses de medicamentos a base de benzodiazepinas causa risco de morte 1,86 vezes maior do que o uso de várias drogas ilegais e consideradas pesadas. Para chegar a esses números, os pesquisadores entrevistaram de 6 em 6 meses, ao longo de 5 anos, aproximadamente 2.802 participantes que faziam uso diário desses remédios que matam. No final do estudo, mais de 18% do grupo já havia falecido.

Mais medicamentos, mais infecções
Os cientistas também perceberam que mesmo depois de isolar outros fatores, como o uso de drogas ilegais e os comportamentos considerados de alto risco, a taxa de morte continuou impressionantemente alta entre os usuários desse composto.Um segundo estudo, por sua vez, levando em consideração uma parte menor do mesmo grupo apontou a ligação entre o uso dos tais remédios que matam com infecções por hepatite C, por exemplo. Também foi possível perceber, dessa vez, que a taxa de infecção foi 1,67 vezes superior nos usuários desses medicamentos.

Irresponsabilidade nas prescrições
Conforme os estudiosos, o problema pode estar na forma como esses remédios que matam estão sendo prescritos. Um relatório emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, alerta que remédios são feitos para tratar “ansiedade ou insônia grave, incapacitante, que cause angústia extrema”. O que se vê, no entanto, é um número crescente de pacientes fazendo uso de medicamentos faixa preta, como os que citamos ao longo da matéria, mesmo não se encaixando nas descrições extremas feitas pela OMS.

A entidade, aliás, recomenda que, antes de receitar remédios tão fortes, os médicos levem em consideração que medicamentos a base desse composto causam dependência e levam até mesmo a crises de abstinência. A OMS recomenda ainda que a benzodiazepina seja usada em dose eficaz mínima e durante o menor período de tempo possível. E você, também consome esses remédios que matam ou conhece alguém que faça uso deles? Imaginava que eles pudessem fazer tão mal assim? Não deixe de nos contar nos comentários!

R7

Conhecer o próprio corpo ajuda a aliviar TPM

A TPM é natural e esse momento é importante para a mulher se conhecer. Alimentação e atividade física ajudam a aliviar as crises

TPM - Só de ouvir essas três letras algumas mulheres e homens sentem até arrepio. Todo mês, a famosa Tensão Pré-Menstrual é um incômodo para muitas mulheres, geralmente alguns dias antes do ciclo menstrual, e leva muitas delas a ataques de nervos, inchaço, cólicas, dores de cabeça, irritabilidade e choro fácil. Mas desaparece com a chegada da menstruação.

E o que causa essa oscilação toda? O principal motivo é um desequilíbrio hormonal, principalmente do estrógeno, durante o período que antecede a menstruação. A TPM é natural e esse momento é importante para a mulher se conhecer. “Esses hormônios têm influencias físicas e psíquicas nas mulheres. Mas não podemos ver como algo ruim. É um momento em que a mulher deve tomar mais cuidado com ela mesma, um momento de introspecção, de renovação, como se ela estive em alerta do que faz bem e o que não faz para ela naquele momento”, explica a coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela.

A TPM não é igual para todo mundo. Cada mulher é única e essa concentração de hormônios aparece de maneiras diferentes, com oscilação de um dia para o outro. Por isso, é normal elas escutarem que são de fases, como uma lua. “Somos de fases mesmo, como a lua crescente, que é a fase estrogênica de proliferação a mulher, e essa fase influencia no humor, nas suas atitudes e na sua disposição”, enfatiza Vilela.

Fatores que intensificam as crises
O estilo de vida também está associado à TPM. “Muitas vezes, é uma retenção hídrica causada pelo excesso de progesterona, de hormônios no pré-menstrual, associada a um estilo de vida. A mulher comeu muito sal, alimentação pesada, com toxinas ou exagerou em alguma coisa, como bebida”, destaca Esther. Ou seja, é necessário que a mulher aproveite esse ciclo para ter mais cuidado com sua alimentação e conhecer melhor o próprio corpo. “A ingestão de café, refrigerante, açúcar, comida condimentada, gordurosa, sal e o tabagismo devem ser evitados. A TPM vem porque ela acumula de certa forma todo um conjunto de excessos ou desajustes da mulher durante o mês. Então, a gente colhe na TPM o que a gente viveu durante o mês”, enfatiza.

A jornalista Tatiana Rosa, de 35 anos, sabe bem que o estresse do dia a dia e as angústias em geral ajudam a acentuar as crises de TPM. “Já percebi que quando estou muito preocupada ou ansiosa com alguma situação no trabalho, eu acabo comendo mais nesse período e também fico muito descontrolada emocionalmente: acabo brigando mais no trânsito e tento me isolar um pouco do convívio com as pessoas”, comenta.

Mas ela não sofre sozinha. “Quem mais reclama é meu marido porque fico muito irritada com ele, de não aguentar ouvir a voz. Às vezes nem eu me aguento de tão irritada”, conta Tatiana, mantendo o bom humor, que durante as crises de TPM muda de uma hora para outra. “Geralmente eu fico muito irritada e meu humor varia bastante. No mesmo dia, em questão de horas, vou do céu ao inferno. De extremamente feliz para uma tristeza e/ou irritação sem tamanho, em poucas horas. Também costumo ficar bem triste, melancólica nesses períodos”, relata a jornalista.

Dicas para aliviar a TPM
Você já sabe que a TPM faz parte de um ciclo natural do corpo da mulher e que esse é momento de autoconhecimento. Outra coisa que você precisa saber é que uma boa alimentação é fundamental. Portanto, consuma comidas leves, como frutas, verduras, proteínas, carboidratos integrais, muita água e chás. “Antigamente as mulheres se cuidavam com chás, com alimentação e não ingeriam alimentos processados no momento do pré-menstrual. Isso ajuda muito”, reforça a coordenadora de Saúde da Mulher.

Outra dica importante é a prática de exercícios pois libera endorfina, responsável pela sensação de bem-estar, e ajuda a acalmar e aliviar dores. Contudo, a coordenadora ressalta que a prática de atividade física é fundamental durante todo o mês e não apenas no período da TPM.

Em casos mais específicos com dores mais fortes o tratamento medicamentoso pode ser prescrito. “Existem casos de endometriose, ou seja, uma doença e devem ser averiguados, mas em casos normais, é preciso se conhecer e respeitar o corpo, porque a menstruação não é ruim, é um ciclo natural, é o momento da mulher se conhecer”, conclui Esther Vilela.

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

Tecnologia aplicada à saúde promove empoderamento médico

“A medicina digital é o fim da Medicina ou o fim da doença?”


O questionamento do presidente da International Telemedical Systems do Brasil, Roberto Botelho, abriu sua fala sobre a Medicina Digital e as Fronteiras do Mundo Digital: da assistência à pesquisa clínica, no IV Congresso Internacional CBA 2017. Ele prosseguiu afirmando que a pesquisa clínica não vai parar e que acredita que a tecnologia vai empoderar o médico. Botelho defendeu ainda que quanto maior e mais completa for a coleta de dados, maior será a precisão da informação. Outro destaque do evento foi a fala da diretora executiva do Instituto PENSI do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, Fátima Fernandes, que além de ressaltar a importância da pesquisa e da informação, mostrou a experiência do uso de tecnologia na instituição, que implementou, com a apoio do Ministério da Saúde, um projeto de capacitação de agentes comunitários de saúde para detectar sinais precoces de câncer infanto-juvenil no estado do Amazonas. Por meio de videoaulas, o projeto que também utiliza a telemedicina, permite que a equipe de médicos oncologistas do Hospital, preste segunda opinião e discuta casos com os agentes de saúde amazonenses. O programa vem sanar uma carência regional, explica ela: “Nossa equipe de oncologistas mapeou previamente que se tratava de uma região carente de diagnósticos precoces, o que levava a um desfecho muito dramático dos casos de câncer na infância”.

O presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino de Araújo Cardoso Filho, encerrou o debate destacando que o Brasil é um ‘continente’, heterogêneo. “Esta heterogeneidade faz com que seja necessário que tenhamos pessoas extremamente rápidas em determinados conceitos, plataformas, ferramentas, aquisição de dados, transformando esses dados em informações e essas informações em ferramentas”.

Imagem Ilustrativa

Cláudia Freitas - Jornalista
 SB Comunicação - Jornalismo (21) 3798-4357

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Benefícios com saúde já tem tanto peso na hora da contratação quanto salário

Resultado de imagem para carreira e benefíciosOs benefícios de saúde estão cada vez mais diferenciados na tentativa de melhorar a qualidade de vida e reter dos talentos

O que pesa mais ao conquistar um novo emprego: o salário ou os benefícios com saúde? De acordo com estudos, os convênios na área de saúde já tem tanto peso quanto a remuneração e podem definir a escolha do candidato. Ou seja, ofertas de salários atrativos associados a bons planos de saúde ainda compõem a fórmula mais adequada na hora da escolha pela vaga do emprego ideal.

Isso porque os serviços de saúde representam um grande investimento nas empresas brasileiras. São benefícios cada vez mais diferenciados na tentativa de melhorar a qualidade de vida e conseguir a retenção dos talentos conquistados pelas empresas. Na Michael Page, consultoria que atua com recrutamento de profissionais especializados, o plano de saúde é tão negociado quanto o próprio valor do salário, explica o gerente sênior da empresa para o mercado do Paraná, Humberto Wahrhaftig.

“Há inúmeros casos em que o profissional só fecha o contrato com a empresa depois de negociar muito bem esses dois pontos. Nessa hora, ele vai querer manter a rede de saúde, o médico, o hospital onde era atendido anteriormente”, afirma. A líder da área de consultoria da Mercer Marsh Benefícios, Mariana Dias Lucon, reitera essa questão. Ela, que atua diretamente com empresas interessadas em administrar melhor esse tipo de benefício e torná-lo mais competitivo e atraente aos colaboradores, salienta que o convênio médico é o benefício mais valorizado depois do salário. “Dependendo do nível do funcionário e do número de dependentes, o plano pode representar de 20% a 30% do valor total da remuneração”, analisa.

Saúde X Qualidade de vida
Investir na saúde do trabalhador traz consequências diretas para o dia-a-dia da empresa que nem sempre são mensuráveis ou perceptíveis facilmentes. “Hoje é um diferencial negativo a empresa não oferecer plano de saúde aos seus funcionários”, enfatiza Wahrhaftig.

Para o profissional que está buscando uma nova oportunidade no mercado de trabalho, a coach de desenvolvimento de carreira Tania Klein destaca que, além de ficar de olho no valor da remuneração, é importante colocar na balança também os benefícios oferecidos pelo futuro empregador, principalmente convênios de saúde e odontológico sem a coparticipação do trabalhador – ou seja, em que a empresa paga o valor integralmente, sem descontar nada do funcionário.

“É importante calcular o valor de mercado desses planos para todos os integrantes da família e incorporar ao salário, porque este é um dinheiro que provavelmente seria gasto se os benefícios não existissem”, pondera. Há cerca de seis meses, a empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, de Curitiba, trocou de operadora de assistência médica para o atendimento de seus colaboradores e dependentes, uma carteira que inclui mais de 600 usuários.

A psicóloga Luciara Pereira Braga Schulz, que é a gestora do plano de saúde da empresa, conta que o objetivo foi adotar um serviço com uma boa rede de clínicas e prestadores credenciados em Curitiba para oferecer cobertura aos funcionários, a grande maioria formada por motoristas. “A resposta está sendo ótima. O número de médicos e hospitais credenciados vem aumentando rapidamente”, afirma.

Gazeta do Povo

Câmara aprova validade nacional para receitas de medicamentos

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o Projeto de Lei 5254/13, do Senado Federal, que dá validade nacional às receitas de medicamentos

Desta forma, os medicamentos receitados em um estado poderão ser adquiridos em uma unidade da federação diferente. Como foi aprovado modificado pela Câmara, o texto voltará para o Senado.

Relator na comissão, o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) recomendou a aprovação do texto principal, e do substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família, que garante o caráter nacional das receitas de todos os medicamentos, inclusive aqueles controlados.

A versão aprovada determina que a norma deve entrar em vigor em 90 dias; no texto original o prazo era de 120 dias. Leia a proposta na íntegra: PL-5254/2013.

Operação Curto Circuito: Equipamentos médicos remanufaturados são apreendidos

Ação já identificou 75 produtos que foram remontados irregularmente e vendidos como seminovos

Agentes da Anvisa participaram, nesta terça-feira (19/12), da Operação Curto-Circuito. A ação, que ocorre na capital de São Paulo, tem por objetivo combater a comercialização de equipamentos médicos remanufaturados. Além da Agência, participam da ação representantes da vigilância sanitária municipal e estadual de São Paulo, bem como integrantes da Polícia Civil.

A remanufatura ilegal ocorre da seguinte forma: peças avulsas de diversos equipamentos são compradas em leilões. O material é remontado e vendido como seminovo.

De acordo com os regulamentos nacionais, esta prática só é permitida para os detentores do registro do produto, que devem atestar a segurança e a eficácia do item. Até o momento, foram apreendidos 75 equipamentos. Os suspeitos da prática ilegal foram conduzidos à delegacia.

O uso de equipamentos oriundos da junção de peças de forma irregular pode ocasionar diversos danos à saúde, como queimaduras, choque elétricos e erros de diagnóstico.

ANVISA

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Regra define padrões para alimento infantil

Medida preenche lacuna regulatória da legislação sanitária, além de aumentar a segurança dos alimentos infantis

A produção de alimentos destinados a lactentes e crianças de primeira infância está mais segura. Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13/12), a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC 193/17, da Anvisa, que estabelece os limites máximos tolerados de determinados contaminantes em alimentos infantis. Este regulamento técnico se aplica às empresas que importam, produzem, distribuem e comercializam produtos alimentícios voltados ao público infantil.

Antes, já havia a Resolução RDC n 42, de 29 de agosto de 2013, que estabelece os limites máximos de contaminantes inorgânicos em alimentos. No entanto, essa norma não se aplica de forma específica aos alimentos infantis. A partir de agora, as empresas que fabricam alimentos destinados a crianças contam com padrões claros e bem definidos e os consumidores têm mais segurança.

Desta forma, fica definido pela Resolução que a presença dos contaminantes (arsênio inorgânico, cádmio total, chumbo total e estanho inorgânico) deve ser a menor possível e não deve ultrapassar os limites máximos tolerados, uma vez que, em razão da existência natural dessas substâncias nos alimentos torna-se praticamente impossível a eliminação completa na produção dos mantimentos.

A verificação dos limites máximos tolerados dessas substâncias em alimentos infantis deve se basear nos valores estabelecidos na Resolução que leva em consideração os regulamentos internacionais de referência como o Codex Alimentarius, criado com o objetivo de proteger a saúde dos consumidores e estabelecer normas internacionais na área de alimentos, incluindo padrões, diretrizes e guias sobre Boas Práticas e de Avaliação de Segurança e Eficácia.

Saiba quais são os Limites Máximos Tolerados (LMT) dos contaminantes (arsênio inorgânico, cádmio total, chumbo total e estanho inorgânico) em alimentos infantis:

Arsênio Inorgânico
Categorias
LMT (mg/kg)
I - Alimentos à base de cereais para alimentação infantil
0,15
II - Alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância
0,15
III - Fórmulas infantis para lactentes
0,02
IV - Fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância
0,02
V - Fórmulas infantis destinadas a necessidades dietoterápicas específicas
0,02
VI - Fórmula pediátrica para nutrição enteral
0,02
VII - Fórmulas de nutrientes apresentadas ou indicadas para recém-nascidos de alto risco
0,02
VII -Outros alimentos especialmente formulados para lactentes e crianças de primeira infância
0,02

Cádmio total 
  
  
Categorias
LMT (mg/kg)
I - Alimentos à base de cereais para alimentação infantil
0,05
II- Alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância
0,10
III - Fórmulas infantis para lactentes
0,01
IV - Fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância
0,01
V - Fórmulas infantis destinadas a necessidades dietoterápicas específicas
0,01
VI - Fórmula pediátrica para nutrição enteral
0,01
VII - Fórmulas de nutrientes apresentadas ou indicadas para recém-nascidos de alto risco
Chumbo total
Categorias
LMT (mg/kg)
I - Alimentos à base de cereais para alimentação infantil
0,05
II - Alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância
0,15
III - Fórmulas infantis para lactentes
0,01
IV - Fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância
0,01
V - Fórmulas infantis destinadas a necessidades dietoterápicas específicas
0,01
VI -Fórmula pediátrica para nutrição enteral
0,01
VII - Fórmulas de nutrientes apresentadas ou indicadas para recém-nascidos de alto risco
0,01
VIII - Outros alimentos especialmente formulados para lactentes e crianças de primeira infância
0,01
Estanho inorgânico
Categorias
LMT (mg/kg)
Alimentos infantis enlatados
50


Os limites máximos tolerados de arsênio inorgânico e estanho inorgânico, podem ser verificadas por metodologias que quantifiquem o arsênio total e o estanho total. Caso os resultados sejam superiores aos respectivos limites máximos tolerados, devem ser realizados ensaios para quantificação das formas inorgânicas desses contaminantes.

Objetivo
O principal objetivo da atuação regulatória, RDC 193/17, é restringir a exposição de lactentes e crianças de primeira infância aos contaminantes em questão, diminuindo os riscos associados ao seu consumo. Visto que é essencial manter a quantidade desses contaminantes dentro dos limites aceitáveis do ponto de vista toxicológico, essa preocupação sanitária nos alimentos infantis é de total relevância devido à vulnerabilidade desta população aos efeitos nocivos dessas substâncias, cujo impacto pode afetar o desenvolvimento físico e cognitivo.

Disposições da Resolução
O descumprimento das disposições contidas na Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis. A Resolução entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de da sua publicação. Desta forma, os produtos fabricados até a entrada em vigor da Resolução poderão ser comercializados até o fim dos respectivos prazos de validade sem nenhuma penalidade.

Fonte: Anvisa