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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Castanha Portuguesa

O castanheiro, árvore da família das Fagáceas, é originário da região do Mediterrâneo. No Brasil, a castanha - portuguesa é mais facilmente encontrada no fim do ano, sendo seu uso tradicional nas festividades desta época, quando é importada da Europa.

Utilidades Medicinais

Digestão, distúrbios da - Pode - se incluir na dieta um pouco de purê de castanha- portuguesa.

Coqueluche - Chá das folhas da castanheira, por infusão, adoçado com mel. Tomar aos goles.

Diarréia - A castanha é alimento adstringente. Pode ser usada cozida com erva - doce e sem açúcar, em pequena quantidade.pode - se também tomar o chá da casca da castanheira.

Enterite - Mesmo método explicado em diarréia.

Respiratórias, vias, doenças das - Chá das folhas da castanheira, por infusão.

Fonte agrobyte.com

Remédios de antigamente nº 11 - Encantamentos: Rituais Pagãos & Penitências Religiosas


Essa medicina primitiva era uma combinação de saberes pagãos, crenças religiosas e uma pequena porção de ciência. Com a Europa ocidental sob total controle da Igreja Católica, os rituais pagãos era criminalizados, sujeitos a punições. Uma destas práticas proibidas era uma simples superstição:

 Quando o [o curandeiro] se aproxima da casa da pessoa doente, se [ele, ela, curandeiro] encontra uma pedra na vizinhanças, voltará, examinará a pedra e se alguma coisa viva for encontrada ali, debaixo da pedra ou escondida em suas reentrâncias, seja um verme ou um inseto, isso significa que o doente vai se recuperar. [The Corrector & Physician]

Um tratamento padrão para vítimas da peste negra, a peste bubônica que assolou as nações européias, era a confissão dos pecados e o cumprimento da penitência prescrita pelo padre, que explicava que com este procedimento talvez o cristão escapasse da morte. 

Remédios antigos - Óleo Elétrico Dr. Thomas - 1950 - Canadá

Especialistas alertam para número de meninas interessadas em cirurgias estéticas vaginais

Muitas das pacientes são garotas em idade escolar

Especialistas britânicos estão alarmados com a idade de meninas interessadas em passar por cirurgias estéticas vaginais e alertam para o fato de que o procedimento é muitas vezes realizado em pacientes com medidas normais.

Um recente estudo publicado na Revista Internacional de Obstetrícia e Ginecologia revelou que o número de procedimentos do tipo realizados pelo sistema público de saúde aumentou cinco vezes em dez anos e muitas das pacientes são meninas em idade escolar.

A pesquisa foi a primeira a analisar especificamente as dimensões dos lábios vaginais de mulheres interessadas em passar pela operação. Entres os 33 casos estudados - todos eles de pacientes que requisitaram o procedimento e receberam indicação de clínicos gerais para passar pela cirurgia pelo sistema público -, a média de idade era de 23 anos. Oito delas estavam em idade escolar.

Todas as pacientes foram examinadas por um ginecologista e tiveram a largura e comprimento dos pequenos lábios vaginais medidos e comparados com os tamanhos considerados normais.

Autoestima
O estudo descobriu que todas as mulheres e meninas analisadas tinham os pequenos lábios de tamanho normal. Três delas realizaram a cirurgia para resolver uma assimetria significativa.

Entre as que tiveram o pedido de cirurgia rejeitado, 40% disseram ainda estar interessadas em passar pelo procedimento de outra forma, algumas aceitaram indicação para tratamento psicológico e uma foi indicada para tratamento de doença mental.

Sarah Creighton, pesquisadora da universidade College London, diz que se surpreendeu com o resultado.

- É surpreendente que todas as participantes do estudo tivessem pequenos lábios de tamanho normal e apesar disso, quase a metade ainda estava interessada em fazer a cirurgia. Uma preocupação específica é a idade de algumas das pacientes indicadas, uma delas tinha apenas 11 anos de idade. O desenvolvimento da genitália externa continua durante a adolescência e os pequenos lábios particularmente podem se desenvolver assimetricamente no início e ficarem mais simétricos com o tempo.

Quando questionadas sobre a razão de seu interesse pela cirurgia, 60% das mulheres responderam que queriam diminuir o tamanho dos lábios e melhorar sua aparência. Outras razões citadas incluíam desconforto, melhoria de autoestima e desejo de melhorar as relações sexuais.

O estudo também buscou identificar as razões que fizeram com que as mulheres ficassem insatisfeitas com sua aparência e em que idade isso ocorreu. Entre os motivos citados estavam comentários de um parceiro sexual e programas de TV sobre cirurgia plástica. Para a maioria das mulheres estudadas (30%), a insatisfação surgiu entre 11 e 15 anos de idade.

Os pesquisadores alertaram que as cirurgias de redução de pequenos lábios são irreversíveis e os efeitos a longo prazo não são completamente conhecidos. Além disso, há risco de infecção e de perda de sensação.

Eles dizem também que as operações realizadas pelo sistema público de saúde britânico são apenas "a ponta do iceberg", como explica Sarah.

- No setor privado, [a cirurgia plástica vaginal] é um setor que vive um enorme boom.

A Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos pediu que os clínicos gerais do país sejam mais rigorosos na hora de decidir quais mulheres precisam passar pelo procedimento.

Fonte R7

Governo de SP quer aprovar atendimento a planos no Hospital das Clínicas

Ministério Público Estadual deve entrar com ação se a medida for aprovada

O governo paulista e médicos se mobilizam para votar em setembro um projeto de lei que formaliza no HC (Hospital das Clínicas) de São Paulo o atendimento a planos de saúde - sistema conhecido como "porta dupla". De autoria do Executivo, o texto dá autonomia para a instituição criar ou extinguir cargos e contratar funcionários pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O Ministério Público Estadual deve entrar com ação se a medida for aprovada.

O projeto, de autoria do ex-governador Cláudio Lembo, passou por diversas modificações, mas manteve um dos trechos mais polêmicos: o que permite a venda de serviços de pesquisa e assistência por meio das fundações de apoio do hospital.

Argumenta-se que os recursos obtidos são necessários para melhorar o serviço prestado ao SUS (Sistema Único de Saúde) José Otávio Auler Júnior, do Conselho Deliberativo do HC, diz que nas duas portas a instituição oferece o mesmo "tratamento de excelência".

Porém, conforme mostrou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em janeiro, o tempo de espera pelo atendimento é bem diferente.

No Incor, por exemplo, enquanto pacientes do SUS aguarda até 14 meses por alguns procedimentos, não há filas para clientes de convênios. Hoje, cerca de 3% dos atendimentos são particulares. A receita gerada - cerca de R$ 100 milhões - corresponde a 9% do orçamento.

Auler Júnior revela que o projeto está sendo mais uma vez modificado e a nova redação vai garantir que "a vocação" do hospital é para o atendimento dos pacientes do SUS. O gestor ressalta a necessidade de mais autonomia.

- O atual plano de cargos e salários é de 1977 e está desatualizado com a realidade atual da medicina. Não prevê, por exemplo, perfis profissionais que surgiram com o desenvolvimento tecnológico, fundamentais no ambiente hospitalar moderno.

Embora considere positiva a redução da burocracia, a especialista em saúde pública Ligia Bahia aponta um lado negativo dessa autonomia.

- O hospital vai poder escolher quais casos vai atender. Não fica mais obrigado a seguir o que a rede pública determina. Poderá assumir um perfil que não é o mais adequado.

Ligia diz que, no longo prazo, os recursos trazidos pelos convênios não vão se reverter na expansão da capacidade instalada.

- E a privatização do hospital o afastará das fontes públicas, especialmente do governo federal, que são essenciais para investimentos de maior vulto.

Fonte R7

Doença de Fabry

A doença de Fabry, também denominada doença de Anderson-Fabry, é  uma doença rara, crônica, que leva a uma isquemia cardíaca, cerebrovascular e especialmente renal.

Essa doença foi identificada por dois dermatologistas quase que concomitantemente, sendo que um encontrava-se na Inglaterra e o outro na Alemanha. Johannes Fabry teria examinado o seu primeiro paciente portador da doença no em abril de 1897 e William Anderson em dezembro do mesmo ano.

Esta afecção apresenta caráter hereditário, encaminhando à deficiência ou a ausência da enzima α-galactosidae (α-Gal A) no organismo dos indivíduos portadores. Encontra-se entre o grupo das 45 doenças de depósito lipossômico. A deficiência enzimática em questão atrapalha a habilidade de decomposição de uma substância adiposa específica a globotriaosilceramida (Gb3). Esta, por sua vez, irá se acumular no organismo, especialmente no endotélio vascular, provocando alterações renais, cardíacas e/ou manifestações cerebrovasculares.

Até hoje, foram identificadas no Brasil 220 indivíduos portadores dessa doença, e acredita-se que no mundo todo existam mais de 25 mil pessoas acometidas pela afecção.

Por esse problema ser congênito, ou seja, a criança já nasce com ele, se faz possível a realização de um diagnóstico precoce, mesmo que o quadro clínico, em geral, surja anos depois. Caso não haja tratamento, a expectativa de vida dos indivíduos do sexo masculino é reduzida para 20 anos e 15 anos para indivíduos do sexo feminino.

Em ambos os sexos, estima-se que possa transcorrer 12 anos entre o começo dos sintomas e o estabelecimento do diagnóstico. Em média, o surgimento dos sintomas nas mulheres se dá seis anos mais tarde quando comparado aos homens.

Inicialmente, as manifestações clínicas mais comuns da doença de Fabry são dermatológicas, neurológicas e gastrointestinais.

Sinais dermatológicos costumam aparecer em aproximadamente 80% dos pacientes, como manchas avermelhadas (angioqueratomas), sendo mais comuns na região da virilha e tronco, distribuição chamada de “calção de banho”.

A dor aparece precocemente, muitas vezes debilitante, sendo observada em cerca de 77% dos pacientes com a doença. É muito comum a presença de tontura, redução da sudorese e, conseqüentemente, baixa tolerância ao calor e prática de exercícios físicos.

Mais de 50% dos pacientes apresentam certo tipo de comprometimento do sistema gastrointestinal, exibindo dores abdominais, distensão, diarréia, crises alternadas de intestino preso e solto, falta de apetite, saciedade prematura, náuseas e vômito.

Pacientes que não foram diagnosticados precocemente e não receberam o tratamento adequado, podem evoluir para quadros de insuficiência renal crônica, acidente vascular cerebral (AVC) ou um ataque isquêmico transitório e disfunções cardíacas. Acometimento da córnea e cristalino, como catarata e opacificação, também podem ser observados no curso da doença.

O maior desafio dessa doença é justamente o diagnóstico precoce, pois além de ser uma doença rara, é pouco conhecida pelas pessoas e não apresenta características físicas, como no caso de outras enfermidades.

Nos homens, a confirmação do diagnóstico é realizada por meio de um exame de sangue que mede a atividade da enzima α-Gal A. Já no caso das mulheres, como estas apresentam atividade dessa enzima dentro da normalidade, o ideal é que o médico solicite a analise de DNA das mulheres com suspeita da afecção. Além disso, para ambos os sexos, a análise do heredograma (árvore genealógica) é importante, permitindo que o médico analise toda a família e o padrão hereditário da doença, além de evidenciar quais os familiares são portadores da doença.

O diagnóstico pré-natal é possível e pode ser solicitado para filhos de pacientes portadores da doença de Fabry.

Como essa doença é multissitêmica, outros exames podem ser solicitados para verificar sinais sugestivos da doença, como:
  • Exame oftalmológico para observar se há a presença de córnea verticilada;
  • Exames de urina para verificar se há proteinúria ou para avaliar a função renal do paciente;
  • Exames de imagem do coração e do cérebro à procura de sinais específicos da doença.
O tratamento é feito por meio da terapia de reposição enzimática (TRE), oriunda da tecnologia de DNA recombinante, responsável por modificar geneticamente células para síntese de enzimas. Atualmente, há duas terapias específicas para a doença de Fabry aprovadas pela Anvisa, sendo que uma delas é derivada de células humanas (princípio ativo α-galsidade) e a outra de células ovarianas de hamster chinês (princípio ativo β-galsidae). A administração dessa terapia se dá por via intravenosa, a cada duas semanas.

Fonte infoescola.com

Falta de droga para doença de Fabry causa racionamento mundial

A doença de Fabry é rara: só um em 60 mil homens é afetado. Em mulheres, o mal de origem genética é ainda menos frequente.

A situação que os portadores da doença enfrentam também é peculiar: médicos no mundo todo tiveram de concordar em reduzir as doses necessárias para o tratamento dos pacientes para que não falte remédio para nenhum. A situação é a mesma nos EUA, na Europa e no Brasil.

A doença de Fabry impede que o portador produza uma enzima necessária para metabolizar gordura.

Sem tratamento, essa disfunção pode levar a falência renal, derrame e problemas cardíacos, além de afetar o sistema nervoso central e causar morte prematura.

Um problema na fábrica americana do laboratório que produz a droga mais usada no tratamento contra a doença de Fabry levou ao desabastecimento, que já dura quase dois anos.

Pacientes nos EUA entraram com um processo, em março, contra o laboratório, a Genzyme (comprada pela francesa Sanofi), e o hospital Mount Sinai, em Nova York, autor da patente que deu origem ao remédio.

Eles alegam que o laboratório foi negligente, porque não evitou que uma contaminação na fábrica em Allston, Massachusetts, prejudicasse a produção da droga, criada para repor a deficiência enzimática dos doentes.

Os pacientes americanos dizem também que o laboratório sabe das consequências da redução de dose para os portadores da doença.

Editoria de Arte/Folhapress


EFEITO COLATERAL
Com metade ou um terço da quantidade correta de remédio, começam a aparecer sintomas da doença, como dores e problemas cardíacos.

Wanderlei Cento Fante, 51, fundador da Abraff (associação dos portadores da doença de Fabry), afirma que já sente consequências da dose reduzida de seu remédio.

"Estou há quase quatro semanas com dor de cabeça, no corpo e com problemas renais", diz Cento Fante, que é autônomo e mora em Campinas (interior de São Paulo).

Ele afirma que a escassez de remédio ficou mais grave de seis meses para cá. "Tomava dois frascos de remédio a cada 15 dias. Agora, tomo só um, não está certo."

O médico Jordão Corrêa Neto, que atende quatro pacientes com Fabry na PUC de Campinas, afirma que a situação não é ideal, mas não chega a ser crítica.

"Estamos fazendo uma partilha de pães entre os pacientes e, por enquanto, está tudo bem. Mas todas as doenças órfãs, raras, estão sofrendo falta de remédio, também pela demora das compras feitas pelo governo."

Doentes com mucopolissacaridose, da mesma família de problemas genéticos, também enfrentam falta de remédio, que, segundo o laboratório Shire, já deve voltar a ser fornecido pelo governo do Estado de São Paulo.

OUTRO LADO
A Genzyme afirmou, por meio de nota enviada à reportagem, que o fornecimento do remédio Fabrazyme deve ser normalizado em 2012.

Até lá, uma nova fábrica, em Framingham (EUA), deve passar a produzir a droga com regularidade.

NÚMEROS DA DOENÇA
1 em 60 mil
homens são portadores da doença de Fabry O problema é uma das cerca de 40 doenças de depósitos lisossômicos, como a mucopolissacaridose

1 em 7.700
bebês nascem com alguma dessas doenças

Fonte Folhaonline

Definido abatimento a dívida de médico

Quem trabalhar em áreas e em cidades consideradas prioritárias terá desconto no pagamento do financiamento estudantil

O Ministério da Saúde anunciou ontem as áreas prioritárias para residência médica e os municípios que farão parte do programa de quitação da dívida do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

O objetivo é atrair médicos para atuar em municípios mais carentes e incentivar a formação de novos profissionais que se dediquem a trabalhar em especialidades consideradas escassas.

A partir de agora, portanto, os médicos que escolherem um entre 2.282 municípios do País definidos pelo Ministério da Saúde terão abatimento de até 100% do crédito do Fies.

A "anistia" ocorre progressivamente: após um ano de trabalho, terão 1% ao mês de abatimento na dívida. Serão necessários, portanto, 112 meses de trabalho (dez anos) para que a dívida seja liquidada. A seleção será feita pelos próprios municípios.

A escolha das cidades participantes considerou a população em extrema pobreza, beneficiária do Bolsa-Família e moradores de área rural. O Estado com o maior número de municípios abrangidos é a Bahia, com 354.

Residência. Para os recém-formados, são 16 as áreas prioritárias. Ao optar por se especializar em uma delas, o profissional terá estendido o prazo de carência do Fies.

Entre as especialidades beneficiadas, a portaria contempla áreas como anestesiologia, cancerologia, geriatria e neurocirurgia, consideradas escassas e de difícil contratação. Também estão na lista pediatria, medicina preventiva e patologia.

A seleção considera as políticas públicas estratégicas para o SUS, que abrangem a Rede Cegonha, a Rede de Urgência e Emergência e a Rede Oncológica.

Fonte Estadão

Surdos ganham aparelhos de R$ 8 mil em São Paulo

Aelio Caracelli, de 83 anos, mal compreendia o que sua mulher falava e os desentendimentos conjugais eram recorrentes. Até que os dois decidiram tratar a perda auditiva. Desde junho, ele usa um amplificador de áudio em cada ouvido. O aposentado é um dos quase 10 mil pacientes atendidos gratuitamente pelo Núcleo Integrado de Saúde Auditiva (Nisa), programa da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo que oferece um conjunto de aparelhos orçados em até R$ 8 mil.

Voltado para pessoas de todas as idades com perda auditiva, o programa é subsidiado com verba do governo federal e, além de distribuir aparelhos, oferece manutenção do equipamento e acompanhamento fonoaudiológico. “No começo, ouvia até o barulho do vento”, conta Caracelli. Agora, também escuta o que sua mulher diz e até a filha deles, Anália, passando pelo portão. “Minha vida melhorou.”

Caracelli admite que não esperava muito do serviço quando procurou atendimento. “Soube que o SUS (Sistema Único de Saúde) nos favorecia, mas não tinha grandes esperanças”, lembra. “Mas, no fim, fiquei muito satisfeito.”

Como proceder
Na capital paulista existem 16 núcleos de saúde auditiva, sendo o da Penha, na zona leste, habilitado pelo Ministério da Saúde para distribuir aparelhos auditivos. Para ter acesso ao serviço especializado, o paciente deve passar por um clínico geral da unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua residência. É o médico da UBS quem poderá encaminhar a pessoa para um desses núcleos.

“O paciente sai da UBS com dia e hora marcados no Nisa”, diz Claudia Manzoni, técnica em Saúde da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Saúde. Após fazer os exames, pode receber a indicação para o aparelho. É feito um molde e testes com o aparelho já pronto, para ajustes. Nem todos se adaptam ao equipamento, pois o som do ambiente aumenta muito e pode provocar irritação e incômodo.

Entre a chegada ao serviço e o recebimento do dispositivo, o prazo é de seis meses – sendo o último destinado aos testes práticos com o equipamento. O paciente deve comparecer periodicamente ao Nisa. Após quatro anos de uso, adultos têm direito à troca de aparelho. Para crianças, esse período é de até dois anos. Também há reposição gratuita para casos de roubos, mas é preciso apresentar o boletim de ocorrência.

Aos 64 anos, Maria Zuleide Siqueira Silva acaba de colocar um amplificador. “Não entendia direito o que as pessoas falavam e isso me deixava muito chateada”, conta. A irmã dela, Etel Siqueira Silva, de 67 anos, lembra que se irritava com as conversas. “Tinha de ficar gritando no ouvido dela.”

O envelhecimento é a principal causa da surdez. No Brasil, ainda não existem estatísticas precisas sobre deficientes auditivos. Diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e da Sociedade Brasileira de Otologia, Marcelo Ribeiro de Toledo Piza estima, com base na literatura médica existente, que cerca de 10% da população seja portadora de deficiência auditiva de leve a grave – cerca de 20 milhões de pessoas.

A doença também pode ser genética ou adquirida na gravidez, como consequência da rubéola materna. Ela atinge de uma a três crianças em cada grupo de dez mil, segundo Piza.

Em São Paulo, há mais seis instituições autorizadas pelo Ministério da Saúde a distribuir os aparelhos. São elas: a Santa Casa de Santo Amaro, Hospital Municipal de Pirituba, Instituto Cema, Fundação São Paulo Derdic-Ceac, Hospital das Clínicas, Hospital São Paulo (Unifesp) e Santa Casa.

No sistema particular, além de comprar os aparelhos, é preciso arcar com consultas exames. A audiometria completa custa cerca de R$ 160. O Bera, um exame específico que avalia a integridade das vias auditivas até o tronco cerebral, varia de R$ 300 a R$ 400.

TOLERÂNCIA
>> O ouvido tolera 85 decibéis,  o equivalente a uma avenida movimentada
>> Nesse volume, a exposição ao som deve ser de até 8 horas ao dia
>> A cada 5 decibéis acrescentados, a exposição ao barulho deve ser reduzida pela metade


E M DECIBÉIS
>> Um cochicho mede 20 decibéis
>> Tráfego pesado: 80 decibéis
>> O walkman no volume 5 tem som de 95 decibéis
>> Show de rock, longe até 2 m da caixa de som: 105 a 120 decibéis
>> Disparo de arma de fogo: 130 a 140 decibéis

Fonte Estadão

Novo anticoagulante reduz risco de AVC em 21%

Um anticoagulante experimental desenvolvido nos Estados Unidos poderá reduzir a frequência de acidentes vasculares cerebrais (AVC), afirmaram as farmacêuticas Bristol-Myers Squibb (BMS) e Pfizer. A droga, apixaban - que será lançada com o nome comercial Eliquis -, teve resultados superiores aos da varfarina, há décadas o tratamento de referência.

Segundo um estudo de fase 3 - a última antes de ser pedida a permissão de vender um medicamento - feito com 18.201 pacientes que sofrem de fibrilação arterial - forma mais comum de arritmia cardíaca e uma das causas de AVC -, o risco de sofrer um derrame foi 21% menor em comparação com pessoas tratadas com varfarina. O risco de uma hemorragia massiva foi 31% menor e o de morrer, 11%.

Esses resultados foram apresentados ontem no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Paris, e publicados no New England Journal of Medicine. A pesquisa foi feita em 1.034 hospitais de 39 países. De acordo com os autores do estudo, 5 milhões de americanos e 6 milhões de europeus sofrem de fibrilação arterial. O remédio teria um mercado de até US$ 20 bilhões por ano. / AFP e REUTERS

Fonte Estadão

Veto a selos de sociedades médicas em produtos finda negócio em expansão

Resolução do Conselho Federal de Medicina anunciada há uma semana impede que essas associações negociem seu aval a uma grande variedade de produtos; segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a entidade recebia até R$ 600 mil/ano

Anunciada há uma semana, a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proíbe selos de garantia de sociedades médicas em rótulos de produtos põe fim a um negócio que estava em franca expansão. Várias sociedades emprestavam sua marca a itens alimentícios e de consumo geral e outras estudavam ingressar nesse mercado - que podia se tornar uma boa fonte de recurso para as associações.

Variedade. Selos de associações aparecem em produtos alimentícios, de higiene, vestimentas e até em eletrodomésticos - Felipe Rau/AE
Felipe Rau/AE
Variedade. Selos de associações aparecem em produtos alimentícios, de higiene, vestimentas e até em eletrodomésticos
 
"Recebíamos cerca de R$ 600 mil por ano nos contratos. É um dinheiro bom, que vai fazer muita falta se for retirado", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Jorge Ilha Guimarães. Diante da ameaça de perda de recursos, a entidade pediu ao CFM que reconsidere a resolução.

A Associação Médica Brasileira (AMB) também deverá entrar nessa discussão. Na próxima reunião da entidade, agendada para setembro, a diretoria pretende formalizar uma posição sobre o assunto.

"Entendo que médicos podem apontar o que é bom ou não para a população. Mas é preciso debater como e quando isso pode ser feito", afirmou o presidente da AMB, José Luiz Amaral. Ele não descarta a possibilidade de a AMB pedir também uma reconsideração do CFM. "Faremos isso se tivermos boas razões."

Além da SBC, sociedades de pediatria, de dermatologia e de medicina esportiva emprestam seu nome para certificar produtos, que vão de pães a bolachas, passando por hambúrgueres, sapatos, sabonetes e tênis.

Associações de outras especialidades, como geriatria e neurologia, discutiam a possibilidade de partir também para essa atividade. A primeira, para certificar uma fralda geriátrica; a segunda, para capacetes de proteção.

"Isso estava virando moda. Pode, em alguns casos, haver abusos, mas não é motivo para retirar esse instrumento do mercado", defende Guimarães. A verba obtida pela sociedade que ele preside era usada para financiar atividades sociais, como campanhas para a redução do consumo de sal. Cada evento como esse, de acordo com o presidente, custa em torno de R$ 50 mil.

"As condições para concedermos a certificação sempre foram rígidas. A meu ver, até rígidas demais, o que nos fez perder boas oportunidades de recursos", conta o presidente da SBC.

Em geral, todo pedido para concessão de selo é analisado por um grupo de especialistas, recrutado pela associação. Após aprovação, um contrato é feito e a sociedade passa a receber do fabricante.

Descontentamento. A presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Bogdana Victoria Kadune, afirma que o selo de qualidade da associação estampado em rótulos de produtos passou a ser um motivo de descontentamento para muitos dermatologistas. "Um grupo condenava essa prática e pedia para que nós retirássemos o selo. A decisão do CFM veio em boa hora, acaba a polêmica e o mal-estar entre os profissionais", afirmou.

Atualmente, a SBD empresta seu selo para um sabonete, um filtro solar, um xampu e um hidratante. O valor do contrato é confidencial. Mas Bogdana afirma que o dinheiro não fará falta. "Como não tínhamos experiência, o valor do contrato era muito pequeno."

Além do risco da associação ao mercantilismo, médicos contrários à concessão do selo observam que nem sempre ele orienta o consumidor na escolha de melhores produtos. Um exemplo é a garantia dada pela SBC a bolachas e a um tipo de hambúrguer, produtos na maioria das vezes riscados da orientação nutricional endereçada para qualquer pessoa com problemas cardíacos ou de pressão.

Guimarães admite que a confusão é possível, mas diz que o melhor é ampliar a informação: "Talvez um ou outro possa achar que o fato de um produto estampar o selo signifique que ele pode ser consumido à vontade. Não é isso: o que queremos dizer é que o produto, dentro daquela classe, tem uma quantia menor de calorias ou sal, por exemplo, que os demais de sua classe."

O diretor adjunto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Luiz Roberto Klassmann, observa que o fato de o selo ser precedido de análise feita por uma comissão não é sinônimo de qualidade absoluta. "A equipe pode ser bem intencionada, mas é preciso verificar a procedência dos dados, a qualidade de informação", completou.

SELOS NO MERCADO
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Dá o seu aval a bolachas, pães, sucos, sanduíches, equipamentos para medir a pressão arterial, cereais, azeite, margarina e churrasqueiras elétricas

Sociedade Brasileira de PediatriaAprova sabonetes, sapatos e repelentes de insetos

Sociedade Brasileira de DermatologiaTem seu selo de qualidade em xampu, filtro solar e hidratante

 
Fonte Estadão

Paulistanos sem remédio para Parkinson

A assistente social Natalina Amodio Ribeiro, de 48 anos, percorreu dez unidades de saúde da capital nos últimos dias em busca de um remédio indicado contra o mal de Parkinson, que deveria ser fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde. A mãe dela, de 80 anos, faz parte das centenas de pacientes paulistanos que, há três semanas, enfrentam o desabastecimento do levodopa, principal medicamento usado para tratar a doença. Passar um dia sem a medicação já é prejudicial para os pacientes, segundo os médicos ouvidos pelo JT.

Com base na lista de pacientes cadastrados e nas reclamações que tem recebido, o presidente da Associação Brasil Parkinson, Samuel Grossman, calcula que 800 paulistanos tenham sido prejudicados com o desabastecimento. “É um crime o que estão fazendo com essas pessoas, que dependem tanto do remédio”, critica.

Junto com o mal de Alzheimer, a doença de Parkinson é uma das patologias neurodegenerativas mais importantes nos idosos do País. O Ministério da Saúde estima uma prevalência de 100 a 200 casos por 100 mil habitantes.

Segundo Natalina, desde o início do ano tem havido falhas esporádicas na distribuição dos três medicamentos que sua mãe consome. Foi justamente neste ano que a Secretaria Municipal de Saúde assumiu a responsabilidade pelo fornecimento do remédio levodopa (leia mais ao lado). A assistente social conta que sua mãe foi diagnosticada com Parkinson há 9 anos.

“Quando ela fica sem o remédio, sente a diferença no mesmo dia. As pessoas imaginam que Parkinson é só tremedeira. Mas também é rigidez muscular, por isso não dá para ficar nem sequer um dia sem”, afirma.

Enquanto a situação não é regularizada, Natalina tem comprado o levodopa por conta própria. Mas diz que não conseguirá custear a medicação por muito tempo. Uma caixa pode custar, de acordo com a dosagem, mais de R$ 90. E a quantidade de medicação ingerida depende do estágio em que a doença se encontra.

Há pacientes que precisam de quatro caixas por mês, por exemplo. “Nem fiz os cálculos de quanto gastaria se tivesse de comprar todos os remédios. Se não se regularizar em breve, não sei como fazer. Essa situação me estressa muito e estressa também a minha mãe.”

Segundo o neurocirurgião Luís Alcides Manreza, do Hospital São Luiz, o remédio levodopa é usado por cerca de 90% dos pacientes de Parkinson. “A falta do medicamento promove uma piora imediata”, garante. Embora não exista cura para a doença, com tratamento adequado o paciente consegue viver de forma relativamente normal, sem a intensificação dos sintomas, por 10 anos, em média.

O mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso geralmente associada a tremores. Mas há sintomas mais graves: rigidez e lentidão dos movimentos, podendo levar à incapacidade. “Todos se impressionam muito com o tremor, mas o pior é a rigidez: o andar e o falar tornam-se lentos e aumenta a dificuldade para engolir e deglutir os alimentos.”

O neurologista Cícero Galli, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), confirma que o levodopa é imprescindível contra o Parkinson. Uma vez na corrente sanguínea, a droga se transforma em dopamina, substância deficiente nesses pacientes. “Esse tratamento é fundamental para aliviar os sintomas e as limitações provocadas pela doença”, diz.

Outro lado
A responsabilidade pelo fornecimento do remédio levodopa, usado contra a doença de Parkinson, passou a ser da Secretaria Municipal de Saúde neste ano. Anteriormente, a distribuição era feita pela Secretaria Estadual de Saúde. Em nota, a pasta municipal informou que “a situação está sendo regularizada e que o abastecimento deverá ser feito nos próximos dias.”

Questionada pela reportagem sobre o motivo que teria provocado a falta da medicação, a Secretaria Municipal de Saúde respondeu, por meio de sua assessoria, que “a equipe técnica não forneceu detalhes sobre o motivo do atraso.”

Fonte Estadão

Propagandas antigas - A vida em vidros: Rhum Creosotado

rumcre

“Rhum creosotado de Ernesto de Souza. O remédio popular e de efeitos seguros no tratamento das bronquites, asma, fraquesa pulmonar e escarros de sangue. É de bom efeito uma colher de Rhum pela manhã, em leite fervido, maximé nas estações epidérmicas, e como reabilitador no excesso de trabalho, mórmente a noite”.

10 de setembro de 1899.

Fonte Estadão

Dicionário de termos médicos - M


MACROCEFALIA: Desenvolvimento exagerado da cabeça.

MACROGLOSSIA: Aumento de tamanho da língua.

MACROSCÓPIO: Suficientemente grande, que pode ser visto sem o microscopio.

MÁCULO: Mancha. E o nome dado a toda mudança de cor na pele.

MALFORMACÕES: Conformacao anormal de um orgão.

MALÍGNO: Letal, mortal, como um tumor maligno.

MANGUITO: Qualquer estrutura em faixa que envolve uma parte.

MANOBRA DE VALSAVA: Expiracao forcada contra a glote fechada, aumentando a pressao intratoracica e impedindo o retorno venoso ao coração.

MANÔMETRO: Intrumento para medir a pressão de líquidos ou gases.

MASTECTOMIA: Ablçãoo, retirada da mama.

MASTITE: Processo inflamatório agudo ou cronico das mamas.

MASTOPTOSE: Queda das mamas.

MASTURBAÇÃO (ou ONANISMO): Excitação dos órgaos sexuais e obtenção de orgasmo por meio de atritos praticados com as mãos.

MEATO: Abertura, orifício.

MECÂNICA CORPORAL: Uso eficiente do corpo como máquina e como um meio de locomoção.

MECONICO: Massa pastosa e esverdeada, composta de muco, células epiteliais descamadas, bile, pelos de lanugem e vernix caseosa, que se coleta no intestino do feto. Constitui a primeira evacuação do RN (recem-nascido), que é excretada por volta do terceiro ou quarto dia de vida.

MEDIAL: Voltado para a linha média do corpo.

MEGALORCADIA ou CARDIOMEGALIA: Hipertrofia do coração.

MEGALOMIA: Delírio de grandeza.

MELANINA: Pigmento negro, produzido por muitos tipos de células, (melanoforos). No homem tem apenas os melanocitos.

MELANODERMIA: Todo escurecimento anormal da pele por acumulo de malanina ou por outras sibstâncias.

MELENA: Sangue nas fezes.

MEMBRANA: 1. Cobertura delgada de tecido que recobre uma superfície ou divide um espaco ou orgao. 2. Porcao mais externa da celula.

MENINGE: Membrana dura-mater do cérebro e da medula espinhal, as meninges que revestem consistem na pia-mater, aracnóide.

MENINGITE: É a inflamação das membranas, isto é, das tres membranas que envolvem os orgãos do sistema nervoso central.

MENISCO: 1. Superficie concava de uma coluna liquida. 2. Pequena peçaa de tecido conectivo situada entre os ossos de certas articulações.

MENOPAUSA: Parada fisiologica da menstruação.

MENORRAGIA: Excesso de fluxo menstrual.

MENORRÉIA: 1. Fluxo menstrual anormal. 2. Menstruação excessiva.

MENSTRUAÇÃO: Fenômeno fisiologico clinico que ocorre na mulher durante a fase fecunda, caracterzado por fluxos sanguineos periodicos dos orgãos genitais.Alteraçõess e anomalias menstruais:
-amenorreia - ausencia de menstruação.
-menorragia - aumento do fluxo menstrual.
-polinorreia - menstruação antecipada.
-oligonorreia - menstruação retardada.
-dismenorreia - menstruação dolorosa.

MERALGIA: Dor neuvralgica nas coxas.

MERINGITE: Inflamação do tímpano.

MERINGOTOMIA: Perfuração do tímpano, paracentese, punção com a finalidade de se evacuar um liquido do organismo.

METABOLISMO: Soma total dos processos químicos de nutrição,(veja também anabolismo e catabolismo).

METABOLISMO BASAL: Energia desprendida pelo organismo em repouso.

METÁSTASE: Propagação de um processo celular de um local para outro do organismo.

METEORISMO: Distenção do abdome, quando ha grande quantidade de gases no intestino.

METRITE: Inflamação do útero, que atinge o endométrio e o miométrio.

METRORRAGIA: Hemorragia uterina, nao ligada ao periodo menstrual.

MIALGIA: Dor muscular.

MIASTENIA: Fraqueza muscular de qualquer causa.

MICÇÃO: Ato de urinar.

MICOSE: Doença causada por fungos.

MICRÓBIO: Organismo vivo de tamanho mínimo.

MICRÓPSIA: Perturbação da percepção visual na qual os objetos se apresentam menores do que realmente são.

MICROORGANISMO: Organismo que so pode ser visto atraves do microscópio.

MICROSCÓPIO: Aparelho com o qual objetos minussculos se tornam visíveis. Consiste de uma lente ou sistema de lentes que produz uma imagem ampliada do objeto.

MIDRÍASE: Dilatação das pupilas.

MIELOMA: Tumor da medula óssea ou espinhal.

MIELOPLEGIA: Paralisia de origem espinhal.

MIOCÁRDIO: Musculo do coração.

MIOMÉTRIO: Musculatura uterina.

MIOPIA: Defeito da visao que so permite ver os objetos próximos ao olho.

MIOSE: Constricção da pupila.

MITOFIBIA: Método morbido da mentira.

MITOMANIA: Mania de mentir.

MOLÉSTIA CONTAGIOSA: Doença que se tansmite de pessoa para pessoa.

MENOPLEGIA: Paralisia de um membro.

MORBIDADE: Incidencia relativa de uma doença, ou condição patológica numa população.

MÓRBIDO: Referente a moléstia, afetado por uma moléstia.

MORFINA: Narcótico derivado do ópio; tem efeitos analgésicos e hipnóticos.

MORFOLÓGICOS: Referente a forma, e a estrutura. São ciencias morfológicas, histologia, respectivamente macromorfologia, e micromorfologia.

MORIBUNDO: A beira da morte.

MORTABILIDADE: A proporção de mortes numa população.

MUCO: Líquido viscoso secretado pelas glandulas mucosas que consiste de água, mucina, sais inorgânicos, células epiteliais, leucócitos, etc., em suspensão.

MULTÍPARA: Mulher que já teve vários partos.

Homens também sofrem com câncer de mama e precisam fazer autoexame

Campanha do Outobro Rosa 2011 vai focar também nos homens e na necessidade de prevenção

Pode parecer estranho, mas os homens serão homenageados, ao lado das mulheres, como vitoriosos no combate ao câncer de mama, na edição brasileira do Outubro Rosa 2011, no Rio de Janeiro. A campanha foi criada em Nova York, nos Estados Unidos, em 1990, para marcar a luta contra a doença. A decisão reflete a necessidade de alertar que os tumores nas mamas não são uma triste exclusividade feminina. Muitos homens sofrem com o mal – embora com uma incidência bem menor.

Tipo raro de câncer no Brasil e no mundo, o tumor mamário masculino aparece na página do Instituto Nacional do Câncer (Inca) com uma taxa de óbito, prevista para 2010/2011, de 125 homens, contra 11.735 mulheres. O mal deve atingir cerca de 50 mil pessoas este ano – 99% do público feminino e 1% de homens, o que representa aproximadamente 500 novos casos. De acordo com o oncologista Pedro Aurélio Ormonde, diretor substituto da Unidade 3 do Inca – que atende apenas pacientes de câncer de mama –, as características da doença no homem e na mulher são as mesmas e ela se manifesta de igual modo nos dois sexos.

No Rio Grande do Sul, estado que ocupa a segunda posição no ranking de incidência da neoplasia – com 81,57 casos em cada 100 mil habitantes –, perdendo apenas para o Rio de Janeiro (88,3 em 100 mil), a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), responsável pela organização do Outubro Rosa, prepara uma série de ações. O foco será na necessidade de tanto os homens quanto as mulheres prevenirem-se e diagnosticarem mais cedo a doença.

– A falta de informação entre os homens sobre a doença faz com que o tumor seja diagnosticado em estágio bastante avançado, o que dificulta o tratamento. O número de homens diagnosticados com câncer de mama é bastante inferior ao das mulheres, mas, na maioria dos casos, o tumor encontra-se bastante avançado – justifica a mastologista Maira Caleffi, presidente da Femama e do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama).

Segundo Maira, o homem tem de ser incluído nas campanhas de conscientização e tem de tomar certos cuidados semelhantes aos que as mulheres adotam, como fazer autoexames de três em três meses e procurar um mastologista assim que detectar uma íngua embaixo do braço ou uma ferida na glândula.

Luta e consciência

O movimento popular conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço que simboliza a luta contra o câncer e estimula a participação de toda a sociedade. A história do evento remonta aos anos 1990, quando o laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure em Nova York. Em Porto Alegre, o Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) prevê uma série de atividades, que podem ser vistas no site do Instituto.

Esforços nas campanhas

O fato de ser raro no homem e, inclusive, de despertar preconceito, por ser um câncer associado à condição feminina, induz o próprio governo a concentrar esforços em campanhas de prevenção e combate ao câncer de mama com ênfase na mulher. Os especialistas ressaltam que os homens devem fazer autoexames constantes de mama, mantendo a atenção a qualquer sinal estranho na região mamária,nem que seja um nódulo mínimo.

Para o oncologista Lucianno Henrique dos Santos, a versão masculina do tumor não é difícil de diagnosticar, porque o homem não desenvolve o broto mamário.

O oncologista explica que a incidência do tumor mamário no homem é menor do que na mulher porque a presença dos hormônios femininos (progesterona e estrogênio) é muito baixa no sexo masculino. Outro fator que dificulta um rastreamento maior da doença no sexo masculino é que o homem não faz mamografia e está fora das campanhas. Em geral,recomenda-se ecografia e ultrassonografia. Em alguns casos, é feita a biópsia, para confirmar o diagnóstico.

Hoje, já é possível antever o momento em que alguns tipos de câncer de mama poderão ser tratados por via oral, sem necessidade da quimioterapia.

Fonte Zero Hora

No limite do saudável: excesso de exercícios pode causar sérias lesões

Metas inatingíveis e obsessão pela forma física podem trazer problemas. Aprenda a fugir desta cilada

O primeiro maratonista de quem se tem notícia morreu ao cruzar a linha de chegada. Diz a lenda que lá pelos anos 490 a.C, os persas foram vencidos pelos gregos na Primeira Guerra Médica. Encarregado de levar a boa notícia da planície da Marathónas até a cidade de Atenas, Filípedes correu cerca de 42 km. Ao chegar ao seu destino, teve tempo apenas de anunciar a vitória e caiu, morto pelo esforço.

A crença que teria dado origem à maratona como competição olímpica pode ser um dos mais antigos relatos de morte súbita em atleta. A morte repentina e as lesões em competidores foram discutidas no 1° Congresso Brasileiro de Artroscopia e Traumatologia do Esporte em Gramado,no último dia 18. De acordo com pesquisas internacionais, a principal causa de morte relacionada ao exercício em indivíduos com menos de 35 anos é a miocardiopatia hipertrófica (doença que engrossa parte do músculo do coração). Uma em cada 500 pessoas teria alguma variação que potencializa o gene para essa enfermidade,mas apenas um percentual pequeno delas vai estar de fato sob risco. Já no indivíduo com mais de 35 anos, é a aterosclerose (gordura que obstrui as artérias do coração) a principal causa de morte súbita, explica o cardiologista e especialista em Medicina do Exercício Ricardo Stein.

— A morte súbita do atleta é rara,mas tem um imenso impacto social porque a pessoa é famosa e porque eram sinônimo de saúde – destaca Jorge Pinto Ribeiro, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos deVento e doutor em fisiologia do exercício.

Em tempos de abolição do sedentarismo,é até estranho mostrar fatores contrários à prática de exercícios físicos. Mas os extremos são igualmente perigosos. O cardiologista Jorge Pinto Ribeiro explica, que como regra, uma sociedade mais ativa tem mais saúde e consegue-se reduzir uma série de doenças, como hipertensão e diabetes. Na outra ponta,estão aqueles que abusam do que o corpo pode oferecer.

— Os carros mais caros do mundo são os de fórmula 1, e eles vão para conserto todos os dias. Fazendo uma analogia com alguém que trabalhe no limite do desempenho, mesmo que se faça um investimento alto, tende a quebrar — detalha Ribeiro.

Nessas condições, a velha suspeita de que o jovem estaria mais protegido cairia por terra. Para o cardiologista Nabil Ghorayeb, coordenador do Sport Checkup HCor (Hospital do Coração), fazer atividade física requer cautela,independente da faixa etária:

— Esporte não mata, o que mata são as doenças não diagnosticadas ou não valorizadas. Há mais riscos no cenário do alto desempenho. Quem participa de competições deve fazer três coisas: entrevista médica, exame físico e um eletrocardiograma de repouso.

Incerto sobre até onde a máquina humana pode chegar, o traumatologista do esporte Luis Roberto Marczyk recomenda o inverso da competição: a prática de esportes apenas de forma recreativa.

Já o preparador físico Mario Sergio Andrade Silva, um dos principais treinadores de corrida do país, já colocou seu corpo próximo a limites perigosos. Com o tempo,passou a respeitar os sinais de fadiga.

— Os amadores querem ter uma postura de atleta profissional, levar o corpo ao limite, sem a estrutura que o profissional tem. Não existe uma microcâmera dentro do corpo mostrando como o esforço desgasta a médio prazo.O que sabe é que mais gente chega aos 50 anos totalmente arrebentado — avalia Silva.

Ricardo Stein diz que exigir alta performance o tempo todo do organismo não é salutar.

— Em muitas modalidades, o ser humano já chegou próximo do seu limite. A partir de agora é a tecnologia que vai fazer com que sejam alcançadas marcas mais impressionantes ainda — pontua o médico.

Exageros revelam falta de sentido na vida
O prazer proporcionado pelo exercício físico tende a ser viciante. A psicóloga Roberta Lobato, especialista em psicologia do esporte e hospitalar, explica que pessoas ansiosas ou depressivas tendem a colocar toda a sua disposição no esporte como forma de fuga:

— Geralmente, dão muita importância para o corpo. Para alguns é a única forma de prazer — analisa.

Alessandra Bueno, 36 anos, quase embarcou nessa. Dos 16 aos 18 anos, era atleta de caratê. Em 1994, teve uma séria lesão no joelho e precisou colocar pinos para fortalecer os ligamentos. Depois de um ano de fisioterapia, ao tentar retomar os treinos, se decepcionou.

— Poderia ter tido paciência e voltado aos poucos - lembra Alessandra, que passou a fazer ioga e hoje faz dança flamenca.

Alguns reflexos da alta performance
Alpinismo — possibilidades de queda, ferimentos generalizados, cegueira, congelamento e perda dos dedos das mãos e dos pés. Há riscos também de desenvolver problemas respiratórios e congelamento pulmonar pela respiração do pó de gelo, além de falta de oxigenação do cérebro por causa do ar rarefeito.

Boxe — constantes golpes na cabeça podem ocasionar deslocamentos do cérebro, microtraumas de repetição e deixar o lutador com sequelas. Há, ainda, mais chances de desenvolver o Mal de Parkinson.

Corrida de aventura — envolve trecking, caiaque, escalada e mountain bike, podendo ser individual ou em equipe. As provas duram entre cinco e seis dias, nos quais o atleta não dorme e ainda tem que carregar seu kit de alimentação e primeiros socorros. Causa desorientação e fadiga física extrema, perda de unhas e da pele das solas dos pés, além do aumento do volume do coração.

Endurance — em esportes de longa duração, como triathlon e ultramaratonas, leva-se o corpo a extremos e sua recuperação é demorada. Após o término da prova, fica-se vulnerável a lesões e doenças devido à baixa imunidade do corpo, gerada pelo extremo esforço físico. O que causa o desgaste não são as distâncias da competição, mas os exaustivos e longos treinamentos. Atletas são reanimados com soro na veia. Há ainda envelhecimento precoce da pele, por causa da grande desidratação.

Fisiculturismo — prática esportiva onde a alimentação e a suplementação não são suficientes para o ganho da massa muscular desejada, direcionando os atletas para medicamentos de uso veterinário, causando desde a perda de membros e distúrbios mentais até a morte. O fisiculturista busca o aperfeiçoamento do físico, mas não tem resistência muscular e aeróbica, assim tem a expectativa de vida encurtada. O excesso de substâncias químicas que injeta também podem prejudicar o funcionamento do fígado e dos rins.

Fonte: Ariel de Deus, educador físico

Sinais de alerta

:: Constantes lesões
:: Falta de apetite
:: Cansaço anormal
:: Irritabilidade
:: Falta de ânimo
:: Perda de força
:: Resfriados frequentes
:: Dores de cabeça
:: Insônia
:: Tremor nas mãos
:: Depressão
:: Ansiedade


Fonte Zero Hora