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domingo, 31 de julho de 2016

Quem trabalha na área da saúde tem direito a aposentadoria diferenciada

Médicos, farmacêuticos, nutricionistas, dentistas, enfermeiros têm direito a contagem de tempo especial nos períodos em que trabalharam na área hospitalar e equivalente

Publicado por Bruno Delomodarme

Quem trabalha na rea da sade tem direito a aposentadoria diferenciada

O tempo especial pode ser usado para fins de Aposentadoria Especial ou Conversão de tempo especial para comum.

No primeiro caso, o tempo de atividade exigido é, em regra, 25 anos. Não será possível somar o tempo comum com o especial.

No segundo, caso o segurado não tenha atingido um período total de 25 anos insalubres, é possível efetuar a conversão para tempo comum.

Não há idade mínima exigida em ambos e valem tanto para homem quanto mulher. A diferença será a conversão do tempo. Para homem será 40% e, mulher, 20%.

O que importa para obter tais direitos, será a comprovação de exposição aos Agentes Nocivos à saúde via PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) ou LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho).

O profissional que labora na área da saúde geralmente tem contato frequente com bactérias, vírus e fungos que são trazidos pelos pacientes e que tomam conta do ambiente laboral.

Não podemos nos esquecer os contatos frequentes com Tomografia, Ressonância Magnética, Raio-X, Ultrassonografia, entre outros que afetam a saúde do segurado pelo mero manuseio destas.

Mesmo que este não se encaixe em nenhuma das profissões citadas, podemos citar como exemplo a pessoa que trabalha na recepção ou até na limpeza destes locais.

Por estarem em um ambiente contaminado por tais agentes, também se enquadrarão em período especial. Mas afinal, qual é a vantagem disso tudo?

Além da conversão do tempo de acordo com o gênero, na aposentadoria especial não há a incidência do fator previdenciário. Em outras palavras, o valor do benefício será maior, o que garantirá uma aposentadoria tranquila e financeiramente estável.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Nova regra da Anvisa deve aumentar nº de remédios isentos de prescrição

Norma deve ser publicada no Diário Oficial da União na semana que vem. Empresas podem pedir novos registros para remédios mudarem de categoria

Não são raras as famílias que guardam sobras de medicamento em casa (Foto: Thais Kaniak/ G1)
Nova regra da Anvisa deve ampliar o número de medicamentos isentos de prescrição (Foto: Thais Kaniak/ G1)

Uma nova regra aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) neste mês deve ampliar o número de medicamentos isentos de prescrição no Brasil. A decisão deve ser publicada no Diário Oficial da União na semana que vem.

Atualmente, os remédios que podem ser comprados sem prescrição médica, também chamados de não-tarjados, são aqueles listados por uma resolução da Anvisa de 2003 (a RDC nº 138, de 2003). A lista inclui remédios para tratar diarreia, cólica, dor muscular, alergias, sintomas de gripe, cicatrizantes, entre outros.

A partir da nova regra, a Anvisa permite que as empresas farmacêuticas entrem com pedidos de novos registros para medicamentos que atualmente são tarjados para que eles possam se tornar isentos de prescrição. Ou seja, além dos medicamentos já listados na RDC nº 138, novos produtos poderão se enquadrar nessa categoria.

Deverão ser levados em conta sete critérios para o enquadramento de um medicamento como isento de prescrição: o tempo de comercialização, a segurança, os sintomas identificáveis, o tempo de utilização, o fato de ele ser facilmente manejável pelo paciente, apresentar baixo potencial de risco e não apresentar dependência.

Ainda não foi divulgado o prazo que as empresas terão para pedir o reenquadramento de medicamentos como livres de prescrição.

Para Pedro Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, a decisão é “relativamente positiva” para o consumidor. “É importante você ter esses medicamentos isentos de prescrição, porque eles são uma alternativa importante ao cidadão que muitas vezes não precisa ir ao médico. É um tipo de problema simples que ele consegue resolver com um medicamento”.

No entanto, Menegasso disse o Conselho enviou uma recomendação à Anvisa para que a proposta de quais produtos devam ser liberados seja estabelecida pelo governo diretamente. “Existe uma avaliação nossa de que esses medicamentos deveriam ser propostos pela própria Anvisa, pelo próprio governo", disse. “Essa decisão acaba saindo no critério do mercado e não no critério da saúde”, completou.

Ele acredita que remédios já liberados no exterior e que há anos já são utilizados pelos consumidores sem grandes danos à saúde. “Eu creio que vão liberar os medicamentos para estômago, para gastrite e hiperacidez. Talvez, também, alguns medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios".

G1

DDAHV lança terceira edição do Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV

Publicação orienta e subsidia o trabalho realizado por profissionais de saúde no diagnóstico da infecção pelo HIV

Foi lançada nesta terça-feira (26/07), pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV), uma nova e atualizada edição do Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV. Essa terceira revisão da publicação – publicada pela primeira vez em 2013 – obedece ao que está definido na Portaria nº 29 de 17 de dezembro de 2013, que estabelece a revisão do manual “à luz dos avanços científicos”. A edição atualizada pode ser acessada aqui.

Nessa terceira edição – entre outras alterações –, o manual substitui o termo “Doença Sexualmente Transmissível (DST)” por “Infecção Sexualmente Transmissível (IST)”; incorpora o fluxo a ser seguido por todos os serviços quando for necessária a investigação da infecção pelo HIV-2; atualiza os locais e situações para as quais o DDAHV recomenda a utilização de testes rápidos; inclui um resumo de cada fluxograma, para facilitar a compreensão do usuário; inclui o item 6.1: “Falhas na execução dos testes rápidos (TR)” e o item 10.3: “Recomendações para o diagnóstico da infecção pelo HIV em gestantes”; e aprimora a redação do original.

Assessoria de Comunicação
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Conheça também a página do DDAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/DSTAidsHV

Blog da Saúde

Centro do Brasil para combate à fome inspira criação de iniciativa na Índia

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Foto: Reprodução
O Centro de Excelência contra a Fome no Brasil — criado por uma parceria entre o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o governo brasileiro — servirá de modelo para a criação de um organismo semelhante na Índia, onde as autoridades deram início na semana passada a novas negociações com a agência da ONU

O objetivo do novo centro de Excelência para Segurança Alimentar e Nutricional (CENEX) será contribuir para o compartilhamento de conhecimentos sobre práticas de combate à fome dentro e fora da Índia. Na Índia, 194,6 milhões de pessoas estão subnutridas, segundo informações da agência da ONU. O contingente equivale a três vezes a população da França.

Na semana passada, o vice-diretor centro brasileiro, Peter Rodrigues, foi a Nova Déli para explicar o funcionamento das iniciativas no Brasil a integrantes do Ministério indiano do Consumidor, Alimentação e Distribuição Pública, futuro responsável pela gestão do CENEX. A visita contou com a participação do diretor nacional do PMA na Índia, Hameed Nuru.

Em agosto, uma delegação de oficiais indianos deve visitar São Paulo e Brasília para conhecer o trabalho do projeto do Brasil e entender como o centro trabalha com os governos de países em desenvolvimento, criando programas sustentáveis para alcançar a fome zero.

Fonte: Nações Unidas

Lotes de extrato de tomate de 5 marcas são proibidos

Quatro lotes de extrato de tomate e um de molho de tomate foram proibidos ontem, quinta-feira (28/7) pela Anvisa por conterem pelo de roedor em limite acima do tolerado pela legislação
Foto: Reprodução

A proibição envolve a comercialização e distribuição dos produtos dos lotes reprovados. A identificação do pelo de roedor nos extratos de tomate e no molho de tomate foi feita pela Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina. Os fabricantes deverão fazer o recolhimento dos estoques existentes no mercado.

Lista de extratos e molho de tomate proibidos

Nome do Produto Marca LoteValidade no RótuloFabricante Laudo 
Extrato de tomate AmoritaL076 M2P 01/04/2017 Stella D’Oro Ltda 236.CP.0/2016 
Extrato de tomate Aro002 M2P 05/2017 05/2017 197.CP.0/2016 
Extrato de tomate Elefante 032502 18/08/2017 Cargill Agrícola Sa  234.CP.0/2016 
Extrato de tomate Predilecta 213 23IE 03/2017 Predilecta Alimentos Ltda 195.CP.0/2016 
Molho de tomate tradicional Pomarola 03090331/08/2017 Cargill Agrícola Sa 233.CP.0/2016 

Saiba mais sobre recall de alimentos

A publicação da proibição dos extratos e molho está na edição de hoje do Diário Oficial da União, nas Resoluções 1.995, 1.996 e 1.997.

ANVISA

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Luta o ano inteiro: Aedes aegypti se prolifera até mesmo no inverno

O período chuvoso cessou em boa parte do país e o clima está mais frio

Aedes Aegypti se prolifera até mesmo no inverno

Apesar de este cenário ajudar a diminuir a proliferação do Aedes aegypti, a população não pode descuidar do quintal de casa, do ambiente de trabalho e de todo e qualquer lugar propício para o desenvolvimento do mosquito. Mesmo durante o inverno, as ações de combate por parte do Ministério da Saúde e dos governos estaduais e municipais continuam. E isso tem gerado resultado: antes mesmo de junho, já houve redução no número de casos de dengue. O que é novidade, se levarmos em consideração o histórico de picos da doença.

Durante o outono e o inverno, o surto de dengue não é comum. Entretanto, a doença é uma ameaça o ano inteiro e uma trégua ao Aedes pode significar uma epidemia quando as temperaturas voltarem a subir. Associar a dengue ao verão é um equívoco. O frio diminui sim a proliferação, mas esse período tem que ser visto como uma oportunidade de estar à frente na guerra contra o mosquito.

Infelizmente, além da dengue, doença mais conhecida pelos brasileiros, o mosquito Aedes Aegypti tem preocupado também por transmitir outras três doenças: Zika, Chikungunya e febre amarela. As quatro doenças virais, a depender da gravidade, podem matar quem é infectado. Por isso, o Ministério da Saúde faz campanhas constantes no sentido de alertar as pessoas de que cada um precisa fazer o seu papel na luta contra o vetor. A nova chamada é para que isso ocorra o ano inteiro, independente do clima.

Como funciona o ciclo do Aedes aegypti
Para entender melhor, é preciso conhecer um pouco sobre o ciclo de vida do mosquito transmissor. As fêmeas do Aedes se reproduzem em água parada. Elas depositam os ovos em diferentes criadouros para garantir a dispersão da espécie. Se a fêmea do mosquito já estiver infectado pelo vírus da dengue, zika, chikungunya ou febre amarela, as larvas podem nascer com o vírus.

“O mosquito se adaptou ao ambiente urbano. Então ao longo de todo o ano, independente da época, nós damos condições para que ele se prolifere. A fêmea deposita os ovos e eles podem ficar até mais de um ano viáveis para depois eclodirem em contato com a água. Eles se tornam larvas e depois insetos”, explica a entomologista do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Tatiana Ázara.

Esse alerta é para todo o território brasileiro, mesmo com toda a diversidade climática no país. “Nós temos a permanência do inseto e a transmissão das doenças o ano inteiro e em todo o Brasil. Esse inseto tem como permanecer no ambiente mesmo em condições adversas, como o frio”, destaca Ázara.

ciclodengue

Se todos se conscientizarem dos riscos causados pelo mosquito nos 12 meses do ano e se mobilizarem, eliminar esse inimigo vai ficar bem mais fácil. A palavra é luta, mas a tarefa é mais simples do que se imagina: separar minutos do dia para acabar com qualquer recipiente que possa acumular água parada (limpa ou suja). Os mais comuns são vasos de planta, calhas, garrafas, pneus e brinquedos. E o ponto extra nesse jogo é tentar descobrir locais improváveis usados pelo mosquito para colocar seus ovos, como grades mais espessas dos portões de casa, aquele recipiente que fica atrás da geladeira e até o porta escova de dente. Outra observação é que inseticidas e repelentes continuam sendo aliados. Eles podem e devem ser usados mesmo quando o mosquito não aparece tão facilmente.

Com auxílio da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) do Ministério da Saúde, 1.620 salas municipais e 27 salas estaduais de controle ao Aedes aegypti funcionam o ano todo. Juntas, elas organizam e coordenam estratégias de combate ao mosquito. O exército é grande, mas é preciso conhecer mais o inimigo e aderir à vigilância continuada.

Erika Braz, para o Blog da Saúde

Brasil interrompe circulação endêmica do sarampo

vacina 25.07Após enfrentar um surto de sarampo em 2015 no Ceará, o Brasil completou neste mês um ano sem casos da doença. Com isso, o país interrompe a circulação endêmica dessa enfermidade infecciosa

A constatação foi feita pela presidente do Comitê Internacional de Avaliação e Documentação da Eliminação do Sarampo, Merceline Dalh-Regis. Esse resultado foi alcançado por meio de um esforço conjunto da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde do Estado do Ceará e dos municípios de Fortaleza e Caucaia, de Universidades e da Associação Brasileira de Enfermagem.

A OPAS/OMS contribuiu com a ação investindo R$ 1,2 milhão para apoiar nos custos de ações para o controle do surto e no recrutamento de 165 enfermeiros e auxiliares de enfermagem. Esses profissionais participaram do mapeamento das regiões com maior transmissão de sarampo. A iniciativa permitiu que a vacinação fosse feita tanto em Unidades Básicas de Saúde quanto nas casas das pessoas que viviam nas áreas de maior circulação do vírus causador da doença.

A organização internacional também distribuiu para todos os municípios brasileiros 10 mil exemplares de uma ferramenta em forma de disco elaborada para facilitar a investigação de casos suspeitos de sarampo, rubéola e síndrome de rubéola congênita. Foi entregue uma unidade para cada município e para os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Além disso, nas localidades onde foram notificados casos importados de sarampo de 2013 a 2015, foi entregue um para cada unidade de saúde.

Sarampo
O sarampo é normalmente transmitido por meio do ar e de contato direto. O agente infeccioso é um vírus da família paramixovírus que infecta as membranas mucosas e, em seguida, se espalha por todo o corpo, causando uma doença grave e altamente contagiosa.

Atualmente, o sarampo é uma das principais causas de morte entre as crianças no mundo. Aproximadamente 114.900 pessoas morreram em consequência dessa doença em 2014 – principalmente as menores de 5 anos de idade –, o que corresponde a 314 óbitos por dia ou 13 por hora.

De 2000 a 2014, estima-se que 17,1 milhões de óbitos foram evitados pela vacinação contra o sarampo – o que faz dessa iniciativa um dos melhores investimentos em saúde pública do mundo. No mesmo período, a quantidade de mortes globais por essa enfermidade caiu 79%, passando de uma estimativa de 546.800 em 2000 para 114.900 em 2014.

Olimpíadas
A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lembra a importância de os turistas e atletas que planejam ir aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 se vacinarem contra sarampo e rubéola pelo menos duas semanas antes de viajar. As Olimpíadas acontecerão entre os dias 5 e 21 de agosto no Brasil, seguidas das Paralimpíadas, marcadas para ocorrer entre 7 e 18 de setembro deste ano.

Blog da Saúde

Laboratório carioca leva 24 trabalhos científicos ao maior congresso de análises clínicas do mundo

De 31 de julho a 4 de agosto, especialistas do mundo inteiro estarão reunidos na Pensilvânia, Estados Unidos, para a 68ª edição do maior congresso anual de análises clínicas do mundo, o AACC Annual Meeting 2016, promovido pla American Association for Clinical Chemistry

Divulgação: Parque Tecnológico Sérgio Franco

E o Brasil estará representado pelo laboratório carioca Sérgio Franco, que está entre as instituições do país com o maior número de trabalhos aprovados no evento. Seu corpo clínico levará para o encontro 24 pesquisas científicas, o que representa 26% do total de estudos sobre o assunto do Brasil.

“Estar no maior congresso de análises clínicas do mundo, com tantos trabalhos inscritos, significa um reconhecimento à contribuição do Sérgio Franco para a produção de conhecimento e inovação na área de análises clínicas. Este é o resultado dos investimentos e de todas as atividades desempenhadas na empresa nos últimos anos”, diz a Dra. Mônica Freire, diretora médica do Sérgio Franco,

Em 2016, o laboratório destacou-se com as pesquisas relacionadas às áreas de biologia molecular e endocrinologia. A diretora da instituição aponta os estudos mais relevantes: “Destaco os trabalhos aprovados que abordam o sequenciamento dos marcadores genéticos de câncer de mama BRCA1 e BRCA2 e sua prevalência na população feminina em nosso país, além do estudo desenvolvido sobre o zika vírus, que comparou resultados obtidos com amostras de sangue e urina.” Mônica ressalta ainda outros estudos sobre a relação do hormônio TSH com medicamentos em pacientes diabéticos, a análise da variação do hormônio TSH na população e a otimização do uso de cortisol para o diagnóstico de hipocortisolismo em crianças.

O AACC Annual Meeting 2016 oferece aos participantes mais de 200 sessões educacionais sobre o desenvolvimento da medicina laboratorial. Entre as atividades estão simpósios, workshops, mesas-redondas e palestras, além de um espaço em que foram expostos os pôsteres com os estudos científicos. Tudo isso reunido em um único evento, cujo objetivo é agregar informação e conhecimento, por meio de encontros com experts e da apresentação de trabalhos científicos originais que apontarão tendências e novas descobertas da área.

A exemplo dos anos anteriores, o encontro anual trará palestrantes especialistas e referências globais em todas as áreas da medicina e da patologia clínica e reunirá aproximadamente 20 mil profissionais. Simultaneamente, acontece a Lab Expo, a maior feira do mundo nesse campo, na qual mais de 700 empresas da indústria de diagnóstico colocarão em exposição mais de 200 novos produtos e testes disponíveis no mercado.

Ano passado, o AACC reuniu 17.500 participantes e apresentou avanços revolucionários na tecnologia de testes clínicos e de pesquisa que melhoram a capacidade dos profissionais de saúde para tratar pacientes de forma eficaz.

A Associação Americana para Química Clínica (American Association for Clinical Chemistry – AACC) é uma entidade internacional compromissada com os profissionais de saúde que possuem interesse em laboratórios de análises clínicas.

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

Consórcio Brasileiro de Acreditação lança nova edição da Revista Acreditação em Saúde

Consórcio Brasileiro de Acreditação lança nova edição da Revista Acreditação em Saúde Publicação revela renovação da parceria com a Joint Commission International e lançamento de novos produtos na área da qualidade em saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) está lançando a 11ª edição da Revista Acreditação em Saúde, publicação que reúne ações de melhorias da qualidade realizadas por instituições brasileiras acreditadas pela Joint Commission International (JCI), organismo ao qual o CBA é associado no Brasil.

O primeiro volume deste ano traz cases de 16 instituições acreditadas JCI, por meio do CBA. E ainda uma entrevista especial com a superintendente do CBA, Maria Manuela Alves dos Santos, falando sobre a renovação da parceria CBA-JCI. “Essa parceria, celebrada em 1998, é vitoriosa. Juntos, JCI e CBA expandiram a cultura de qualidade, segurança e acreditação no Brasil e, desde então, vêm cumprindo a sua missão, que é a de melhorar continuamente a qualidade e a segurança do cuidado aos pacientes e beneficiários dos sistemas e serviços de saúde. A renovação contratual se deu apenas pelo vencimento do convênio firmado entre as duas instituições e não trará mudanças significativas para os nossos clientes”, garante.

Maria Manuela revela ainda que o CBA está lançando novos produtos na área da qualidade, como o programa Safety Coaching, que consiste na formação e capacitação de profissionais em suas competências comportamentais; o curso de especialização em acreditação com a PUC de Portugal; o programa Fundamentos para a qualidade e segurança do cuidado ao paciente, voltado para instituições hospitalares e ambulatoriais que ainda não têm nenhuma certificação, mas querem iniciar um processo de gestão da qualidade e segurança, buscando atender ao Programa Nacional de Segurança do Paciente; e a acreditação para programas de cirurgia segura e a acreditação de programas de saúde populacional. “Outros produtos ainda estão sendo desenvolvidos para 2018. Para isso, contamos com a preciosa ajuda do Dr. Paul vanOstenberg, consultor sênior ad hoc do CBA”, salienta a superintendente do CBA.

A revista mostra também como o Hospital Moinhos de Vento (RS) incentiva a higienização das mãos para controlar os riscos de infecção; a aposta do Hospital Samaritano (SP) em tecnologia e na multiprofissionalidade para garantir o sucesso em terapia intensiva neonatal; o enfoque dado pelo Total Care (SP) na gestão e na educação para gerar mais qualidade de vida para pacientes com doenças crônicas; o investimento em climatização das áreas comuns para dar mais segurança ao paciente na unidade de Onco-Hematologia do Hospital 9 de Julho (SP); a adoção da 6ª Meta Internacional de Segurança do Paciente pelo Amil Resgate (SP), ampliando a qualidade na remoção; a adoção de processos de qualidade e reforça liderança em saúde suplementar da Bradesco Saúde (RJ); investimento em cirurgia robótica aponta para melhor performance no Hospital Santa Joana Recife (PE); em Portugal, Hospital de Cascais aposta na educação continuada para adoção da cultura de segurança; empoderamento da equipe assistencial dissemina cultura da qualidade e dá mais segurança ao paciente no Hospital Alvorada (SP); já o Hospital Paulistano (SP) adota Programa de Cuidados Paliativos e envolve pacientes e familiares nas decisões do tratamento; o Hospital São José (SP) acredita na especialização de profissionais e na implementação de protocolo de cirurgia para dar mais segurança no tratamento de aneurismas cerebrais; na Acreditar Oncologia (DF), trabalho colaborativo melhora performance no cuidado do paciente oncológico; adoção de planos conjuntos de trabalho entre a equipe multiprofissional e o Serviço de Controle de Infecção (SCIH) trouxe impactos positivos na redução das infecções hospitalares em uma Unidade de Terapia Intensiva oncológica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; já o Hospital Pró Cardíaco (RJ) adota novos protocolos de segurança em cirurgias de alta complexidade; tratamento de angioplastia reduz tempo de internação e aumenta satisfação do paciente no Hospital TotalCor (SP); e a aposta do Grupo COI para o tratamento integrado do paciente oncológico.

Para ler a revista na íntegra, acesse http://cbacred.org.br/publicacoes/revista-acreditacao-saude/.

Nathália Vincentis
Jornalismo
www.sbcomunicacao.com.br

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Lei 13.021/14: Justiça decide a favor da presença de farmacêuticos na saúde pública

2012 07 11 justicaNa última semana, foi publicada decisão favorável ao CRF em recurso interposto pelo Município de Ourinhos visando reformar decisão que havia declarado lícitas as autuações aplicadas pelo Conselho Regional de Farmácia em virtude de suas Unidades Básicas de Saúde (28 no total) não possuírem responsável técnico farmacêutico

O Desembargador Johonson Di Salvo, Relator do Processo, entendeu que com o advento da Lei nº 13.021/2014 as farmácias e drogarias não são meros estabelecimentos comerciais, mas unidades de prestação de assistência farmacêutica à saúde e, portanto, necessitam de farmacêutico durante todo o período de funcionamento do local. “

A partir da nova Lei nº 13.021/2014, farmácias e drogarias deixam de ser meros estabelecimentos comerciais para se transformar em unidades de prestação de assistência farmacêutica e à saúde, além de orientação sanitária individual e coletiva; o mesmo ocorre com locais públicos e privados de dispensação de medicamentos (manipulados e/ou já industrializados). E a impõe a obrigatoriedade da presença permanente (art. 6º, I) do farmacêutico naquilo que ela mesma trata como farmácias de qualquer natureza”, afirmou.

Outro ponto importante relatada pelo Desembargador, foi em relação a obrigatoriedade da presença de farmacêutico em dispensários públicos.

Segundo ele, “após a edição da nova lei das farmácias, todos os estabelecimentos dessa natureza, inclusive os dispensários públicos e os hospitalares públicos e privados, têm o dever legal da manutenção de farmacêutico nos seus quadros, em tempo integral. A única exceção corria à conta da Medida Provisória nº 653/2014, para aos estabelecimentos privados de micro e pequeno porte; todavia, a referida Medida Provisória perdeu sua eficácia (Ato Declaratório do Presidente da Mesa do Congresso Nacional nº 47, de 2014).”

Leia aqui a decisão na íntegra.

Monica Neri Assessoria de Comunicação CRF-SP

CRF-SP

Uso excessivo de anti-inflamatórios pode prejudicar a saúde

Medicamentos são importantes para controlar doenças crônicas, reduzir os riscos de complicações e recuperar a saúde. Mas quando ingeridos em excesso, podem ser muito mais prejudiciais do que benéficos

Aline Czezacki

Um exemplo de medicamento usado mais do que o necessário pela população e que pode causar danos ao nosso organismo é o anti-inflamatório.

Existem diferentes classificações desse medicamento. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) representam um grupo com ações analgésica (alívio da dor), antipirética (diminui a febre), inibidora da agregação de plaquetas, além, claro, da ação anti-inflamatória. São exemplos: ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida, entre outros. Não fazem parte deste grupo os medicamentos com componente esteroide ou costicosteroide, como prednisolona, dexametasona, hidrocortisona, entre outros.

Dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM), mostram que pelo menos 8,5% da população usaram anti-inflamatórios nos 15 dias anteriores à entrevista. Foram entrevistados mais de 40 mil indivíduos nas cinco grandes regiões do país. Os principais motivos de uso destes fármacos foram dor (49,4%) e febre (9,8%).

Mas quais são os perigos da ingestão excessiva desses remédios? Os AINEs precisam de uma atenção especial, por exemplo, porque diminuem a produção de prostaglandinas, que são substâncias naturais em nosso organismo envolvidas no processo da dor, inflamação, febre, proteção do estômago, trabalho de parto, controle de pressão arterial, menstruação, entre outros.

A diminuição de prostaglandinas interfere na ocorrência de gastrites, úlceras, problemas nos rins, fígado e coração, aumento da pressão arterial e oferece dificuldade no nascimento de uma criança. A insuficiência renal é um dos problemas mais graves acarretado pelo uso excessivo, já que com a redução de prostaglandinas, o processo de filtragem do sangue pelos rins fica comprometido e reduz a eliminação do sódio pelo órgão.

Além disso, os AINEs ainda podem aumentar o risco de sangramentos/hemorragias quando usados por pessoas tratadas com anticoagulantes, ou pacientes com dengue. Também podem diminuir o efeito dos anti-hipertensivos (medicamentos para pressão alta). Em casos de cirurgias e fraturas, ou extrações de dente, podem prejudicar o processo de cicatrização/restauração e aumenta a chance de hemorragias.

O Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde recomenda que os AINEs sejam usados nas doses mais baixas, pelo mínimo tempo possível e necessário para aliviar inflamações , sempre de acordo com prescrição médica.

A inflamação é um processo natural, benéfico e necessário para a defesa e a reparação do organismo, que deve ser interrompido somente quando necessário. Também cabe ao próprio corpo produzir substâncias anti-inflamatórias capazes de agir nessas situações. Sendo assim, o combate à inflamação só é necessário quando sinais e sintomas, como inchaço e dor, são tão intensos a ponto de se tornarem desconfortáveis e incapacitantes (inflamação no joelho ou inflamação de garganta, por exemplo).

E o que fazer para evitar o uso dos anti-inflamatórios? A Cartilha para a promoção do uso racional de medicamentos estabelece que, para algumas doenças, medidas como dietas, repouso e exercícios podem ser mais eficazes do que remédios. Em situações de inflamação localizada, gelo, repouso e imobilização podem ser suficientes. É importante lembrar que apenas um profissional de saúde habilitado pode indicar o tratamento adequado para determinadas doenças ou inflamações

Atendimento
Os efeitos colaterais pelo uso de AINEs são mais comuns depois de alguns dias de tratamento, mas às vezes podem ocorrer logo após a primeira dose. Em geral, os efeitos no estômago (dor, náuseas, vômito) podem ser diminuídos se o medicamento for ingerido com o paciente em pé ou sentado, com um copo de água (cerca de 250 mL), junto ou logo após uma refeição. Na maioria dos casos, os efeitos colaterais cessam com a interrupção do tratamento. Quando há necessidade de uso prolongado, o médico pode prescrever outro medicamento, para ser tomado pelo mesmo período, e, assim, evitar os efeitos colaterais no estômago.

Orientações para prevenir efeitos colaterais podem ser obtidas com o próprio profissional que prescreveu o medicamento e/ou com um farmacêutico. Em caso de efeito colateral leve, pode ser consultado o farmacêutico ou outro profissional da equipe da saúde da família (ESF) ou de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em situações de efeito mais intenso, como sangue nas fezes, inchaço na perna ou em todo o corpo, recomenda-se procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Blog da Saúde

5 coisas que a cor da sua urina diz sobre a sua saúde

Será que a cor da sua urina está lhe enviando “alertas” sobre o seu estilo de vida ou mesmo sobre uma possível doença?

A urina das pessoas varia amplamente de cor. De manhã, ela tende a ser muito mais escura do que no final do dia. Mas há alguns alertas na cor da sua urina que você não deve ignorar, dizem os especialistas.

A professora Clare Collins, da University of Newcastle, disse que a urina deve ter cor de palha. Se a sua urina é tão incolor quanto a água, é porque você provavelmente tomou mais líquido do que precisava.

Uma urina cor de melaço ou muito escura é um alerta de que você deve se consultar com um médico.

Embora possa ser devido à desidratação extrema, também pode ser um sinal de doenças hepáticas, como hepatite e cirrose, onde há um acúmulo de bilirrubina na urina

Urina “marrom”
Se a sua urina está marrom escura, isso pode ser um sinal de desidratação severa ou um aviso sobre uma possível doença no fígado.

A Cleveland Clinic sugere que você beba muita água e continue verificando a cor da urina para ver se ela muda.

Caso ela continue marrom, entre em contato com um médico.

Urina vermelha
Na maioria dos casos, esta coloração alarmante é apenas o efeito colateral da ingestão de alimentos como beterraba - mas pode ser algo bem pior.

É preciso apenas uma pequena quantidade de sangue para deixar a urina rosada, o que pode acontecer por conta de esportes de alto impacto, que podem causar um efeito sobre a bexiga.

Mas também pode ser um sinal de uma doença mais grave, como pedra nos rins ou até mesmo câncer. Se o problema persistir, consulte um médico.

Urina clara
Na maior parte das vezes, não é necessário se preocupar, mas em casos raros, os fãs de esportes tomam tanta água que seus corpos não conseguem se livrar dela.

Precisamos frisar novamente que isso é muito, muito raro, mas se você estiver preocupado sobre estar tomando água demais, basta passar a tomar apenas quando estiver com sede, em vez de beber água apenas para melhorar o desempenho.

Foto: Reprodução

Yahoo

terça-feira, 26 de julho de 2016

Sangue do Cordão Umbilical pode ser doado em bancos públicos

Você sabia que existem bancos financiados pelo Ministério da Saúde e coordenados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), que colhem e armazenam o sangue do cordão umbilical e placentário (SCUP), rico em células tronco?

Aline Czezacki

Ministério-da-Saúde---Doação-Salva-Vidas-Victor

Essa amostra fica disponível em um cadastro nacional para atender pacientes que precisem de um transplante de medula óssea. A doação em banco público não custa nada para quem doa, e nem para quem recebe.

Mas por que o SCUP é importante? Porque esse sangue, encontrado no interior do cordão umbilical, é rico em células-tronco hematopoéticas. Essas células são capazes de produzir os elementos do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas) essenciais para o transplante de medula óssea.

Assim como o princípio de qualquer outra doação, a opção de doar o sangue do cordão também deve ser voluntária. Existem as opções de doação para banco público, onde o material pode ser utilizado por qualquer paciente que necessite de um transplante. Também pode ser feita a modalidade de doação familiar direcionada, onde o sangue pode ser utilizado em benefício de um irmão doente que precise do transplante. Nesse caso, é a mãe do bebê que autoriza.


Doar para um Banco público ajuda a aumentar as chances de compatibilidade de pacientes que não possuem doadores com grau de parentesco. Além disso, as células ficam disponíveis imediatamente após o congelamento e registro na rede BrasilCord, sem haver a necessidade de submeter o doador à retirada da medula óssea. Outra vantagem é que não é necessária a compatibilidade total entre o sangue de cordão e o paciente. Apenas a compatibilidade parcial é suficiente para o transplante.

As mães que tiverem interesse em doar o SCUP do recém-nascido devem procurar o banco da BrasilCord mais próximo para entrevista. Existem critérios específicos que devem ser levados em conta, como: ter entre 18 e 36 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas, estar com idade gestacional acima de 35 semanas no momento da coleta e não possuir, no histórico médico, doenças neoplásicas (câncer) e/ou hematológicas (anemias hereditárias, por exemplo).

Atualmente existem no Brasil 13 bancos públicos de sangue do cordão umbilical da rede BrasilCord que diversificam o material genético disponível para transplantes e facilitam a localização dos doadores em todo o território nacional. São quatro bancos em São Paulo (dois na cidade de São Paulo, um em Campinas e um em Ribeirão Preto), um na cidade do Rio de Janeiro (no INCA), um no Distrito Federal (Brasília), um em Santa Catarina (Florianópolis), um no Rio Grande do Sul (Porto Alegre), um no Ceará (Fortaleza), um no Pará (Belém), um em Pernambuco (Recife), um no Paraná (Curitiba) e um em Minas Gerais (Lagoa Santa).

Saiba mais sobre a Rede BrasilCord e a doação de sangue do cordão umbilical. Acesse o site do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), clicando aqui.

Blog da Saúde

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Plano de saúde cooptava médicos para reaproveitar material cirúrgico, revela investigação

Esquema teria sido arquitetado por dois diretores da Unimed Federação do Estado do Rio de Janeiro. Material irregular foi encontrado e apreendido em 6 hospitais particulares

Foto: Reprodução

Uma investigação revela: um plano de saúde, no Rio de Janeiro, recrutava médicos para que eles reaproveitassem material cirúrgico em procedimentos cardíacos. A técnica é proibida pela Anvisa. Todos os médicos envolvidos no esquema e mais os representantes do plano foram denunciados esta semana à Justiça.

Veja na reportagem de Mahomed Saigg e Paulo Renato Soares. Veja as notas de esclarecimento dos citados na reportagem:

O advogado Marcio Delambert dos senhores Francisco José de Oliveira e José Carlos Pires de Souza, enviou nota à imprensa:

"Nenhum procedimento do PAC autorizava o uso de material reprocessado, fora dos parâmetros legais. Os médicos renomados e suas respectivas equipes médicas contratadas faziam a aquisição direta dos materiais para a execução dos procedimentos. De todos os hospitais mencionados apenas um tinha vínculo com o PAC. Por fim, na qualidade de gestores sempre observaram critérios éticos definidos pelas Sociedades Médicas de Cardiologia para a boa execução de seu trabalho. Cabe ressaltar que,nos últimos 10 anos de monitoramento rigoroso dos resultados do PAC, não houve um único caso de complicação, o que assegura absoluta tranquilidade aos pacientes assistidos. Consideram a acusação equivocada pois foram curiosamente desconsideradas provas e relevantes documentos apresentados à autoridade policial. Assim que citados vão apresentar imediatamente sua defesa de modo a demonstrar a fragilidade da acusação promovida pelo Ministério Público."

A direção do Hospital de Clínica de Niterói e o responsável pelo setor de Hemodinâmica, Dr. Carlos Henrique Eiras Falcão informam que cumprem rigorosamente a legislação vigente estabelecida pela ANVISA. E, esclarecem que não têm contrato ou qualquer acordo comercial com o “PAC da Unimed Federação”, para realização de procedimentos na área de eletrofisiologia – nem com suas equipes próprias, nem com equipes de médicos assistentes. Ou seja, o hospital não atende pacientes de eletrofisiologia pelo PAC Unimed.

Quanto à Dra. Olga Ferreira, a acusação contém erros técnicos grosseiros e representa irreparável injustiça, na medida em que os cateteres apreendidos podem ser reprocessados, sem quaisquer riscos para a saúde humana, na forma da regulamentação da ANVISA e das boas práticas da medicina adotadas em todo o mundo.

Jacob Atiê
“Desconheço o teor do processo criminal, motivo pelo qual não irei comentá-lo; A literatura médica comprovou que o uso de materiais reprocessados não aumenta o risco para pacientes; O uso de materiais reprocessados é prática adotada por inúmeros países e aceita por diversas entidades de classe e associações científicas – brasileiras e internacionais; A Cardioritmo usa somente materiais cujo reprocessamento é permitido pela ANVISA há décadas e com sucesso, pois nunca teve um único caso de infecção ou complicação pós-operatória decorrente do reprocessamento de materiais; Deploro qualquer tentativa de criminalização de toda uma especialidade médica com base em ilações, suposições e conjecturas sem o menor embasamento científico.”

Luis Gustavo Belo de Moraes
Venho mui respeitosamente me manifestar sobre o processo do Ministério Público Estadual do RJ que me denuncia como integrante de "quadrilha medica", "que reprocessava material de Eletrofisiologia". A denuncia aceita não contemplou a robusta e sólida defesa enviada. Estou confiante que em juízo possamos efetivamente apresenta-la.

O reprocessamento do material se fazia em conformidade com as normas da Anvisa e seguindo um Protocolo registrado na Vigilância Sanitária Estadual.

Além de permitido, cumpria uma finalidade social, possibilitando o acesso ao procedimento por usuários de planos básicos e ecológica, com a reciclagem do material.

Os procedimentos de Eletrofisiologia realizados no SUS, utiliza os mesmos materiais reprocessados. Desde a abertura do inquérito, esses pacientes deixaram de ter suas arritmias curadas.

Atenciosamente, Luis Gustavo Belo de Moraes, medico da CardioRitmo.

"Com relação ao dr. Odilon Carvalho, a acusação é inteiramente injusta, pois todos os cateteres apreendidos PODEM, sem qualquer risco à saúde humana ou aos pacientes, ser reprocessados, de acordo com diretrizes da Anvisa, dos fabricantes dos materiais e das boas práticas internacionais da medicina."

A Bioxxi esclarece que cumpre todas as normas estipuladas pela Anvisa. Em relação à denúncia sobre a qual ainda não tem conhecimento, declara que colaborará com a Justiça no sentido de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre fez quando foi solicitada.

A Clínica São Vicente informa que, sobre as acusações da Subsecretaria de Inteligência e do Ministério Público do Estado, de que as instalações do hospital eram usadas como depósito de material cirúrgico proibido de ser reutilizado, tais acusações não procedem. Estes materiais objetos da denúncia pertencem a empresa Cardiorritmo e nunca foram utilizados nos procedimentos cirúrgicos da Clínica São Vicente. Apesar da Cardiorritmo estar localizada no endereço da Clínica São Vicente, suas atividades, administração e gestão são independentes do hospital. A Clínica São Vicente reafirma seu compromisso em ser cumpridora das normas da Anvisa.

A direção do Hospital de Clínica de Niterói e o responsável pelo seu setor de Hemodinâmica, Dr. Carlos Henrique Eiras Falcão informam que cumprem rigorosamente a legislação vigente estabelecida pela ANVISA. E, esclarecem que não têm contrato ou qualquer acordo comercial com o “PAC da Unimed Federação”, para realização de procedimentos na área de eletrofisiologia – nem com suas equipes próprias, nem com equipes de médicos assistentes. Ou seja, o hospital não atende pacientes de eletrofisiologia pelo PAC Unimed.

Os hospitais Copa e Quinta D'Or rejeitam com veemência o teor da matéria e reafirmam seu compromisso inegociável com a qualidade no atendimento médico hospitalar, esclarecendo que possuem certificação internacional e rigorosos processos de auditoria e controle de qualidade permanente. Além disto, adotam rígidos protocolos assistenciais que asseguram a observância de todas as regras e determinações regulatórias de saúde aplicáveis, incluindo aquelas da Anvisa. Temos como principal missão assegurar o correto atendimento médico e a atenção total à saúde e bem-estar de todos os nossos pacientes.

A Casa de Saúde Santa Martha é mais uma vítima de uma quadrilha que parece ter agido em vários hospitais na mesma região metropolitana. Desde logo esclarece que jamais adquiriu ou teve ciência sobre a reutilização irregular de materiais em suas dependências. Não foi ainda chamada para depoimento, mas pretende contribuir com as investigações.

Nota da Unimed Federação Rio:
Ao ser notificada sobre a investigação, a Unimed Federação Rio se colocou integralmente à disposição das autoridades e órgãos competentes para esclarecimentos e iniciou imediatamente a apuração interna das denúncias a fim de tomar as providências previstas na lei. A Unimed Federação Rio informa que segue rigorosamente as legislações nacionais e internacionais para utilização de materiais médico-hospitalares passíveis de reprocessamento, assim como a conduta ética estabelecida pelo Sistema Unimed.

Nota do Hospital Unimed-Rio:
O Hospital Unimed-Rio informa que segue rigorosamente as legislações nacionais e internacionais para a utilização de materiais médico-hospitalares passíveis de reprocessamento, repudia veementemente qualquer conduta contrária às normas vigentes e tomará todas as medidas cabíveis para assegurar o cumprimento das boas práticas.

Resposta do advogado Nélio Machado, dos médicos Nilson Araújo de Oliveria Junior, Hécio Affonso de Carvalho Filho e Cláudio Munhoz da Fontoura Tavares:

“Não há um paciente que tenha se queixado, não existe exposição de risco à saúde de quem quer que seja, e chama-los de participes numa organização criminosa é alguma coisa que ultrapassa os limites inclusive da atuação institucional do ministério público, quando este caso tiver o seu pleno esclarecimento, providências serão tomadas para coibir aquilo que considero, na nossa perspectiva de defesa, verdadeiro abuso de poder.”

Resposta de Glênio Ferreira, presidente da Oxetil:
“A nossa postura é a mesma e sempre vai ser a mesma. nós sempre seguimos as normas e não fugimos das normas. existem normas pra isso e nós sempre seguimos as normas.”

G1

domingo, 24 de julho de 2016

Síndrome das Pernas Inquietas: Saiba como amenizar o problema

shutterstock 283359929Você já sentiu um desejo irresistível de mexer as pernas quando deveria ficar quieto?!

Mesmo sentado ou deitado, você está lá e deveria dormir, por exemplo, mas sente uma compulsão, uma agonia nas pernas que só passa quando você começa a andar pela casa. Você se mexe, faz vários movimentos e até sente alívio. O único problema é que aquela inquietação anterior volta com tudo quando você fica em repouso novamente.

Essa sensação estranha sentida nas pernas descrita na cena acima pode ser identificada como Síndrome das Pernas Inquietas. Esse é um distúrbio que acomete os membros inferiores, mas que pode também chegar aos braços, nos casos mais graves. Os sintomas dessa síndrome costumam aparecer com mais frequência à noite, impossibilitando quem a sente de dormir ou dormir bem. O incômodo nas pernas pode até impedir pessoas que tem SPI de fazer viagens compridas e assistir filmes muito longos.

“ A identificação da síndrome é basicamente clínica. Não há um exame de sangue que faça o diagnóstico. A queixa principal no consultório é o impulso irresistível de mover as pernas. Não é uma síndrome tão comum e nem tão rara”, explica o chefe do serviço de Ortopedia do Hospital Federal de Bonsucesso no Rio de Janeiro, Cláudio Mendes.

As consequências para quem sofre a síndrome são perceptíveis no dia seguinte: cansaço, sonolência, indisposição e irritação. As pernas inquietas não escolhem idade ou sexo. Qualquer pessoa pode apresentar os sintomas, mas, no geral, ela é mais comum a partir dos 40 anos.

“Para determinar se o paciente está com a Síndrome das Pernas Inquietas é muito importante que primeiramente sejam descartados doenças como Parkinson, epilepsia leve, hipertensão e diabetes entre outras, mas uma das principais causas que está diretamente ligada ao aparecimento dela é a gestação. É muito comum grávidas sentirem”, conta o ortopedista Cláudio Mendes. Para o alívio das gestantes, os sintomas logo desaparecem apóso parto.

O motivo que as pessoas ficam com essa inquietação nas pernas ainda é desconhecido e, infelizmente, não há cura. Mas já se sabe que a pessoa com SPI evitae cafeína (café e chá preto), além de energéticos, chocolates e outros estimulantes. Quem pratica natação, corrida ou atividades de alongamento, poderá sentir alívio já que essas atividades estimulam bastante as pernas e no final do dia elas estarão mais relaxadas. Se mesmo assim, com todas as condutas abordadas, o desejo irresistível de mover as pernas prevalecer, um neurologista poderá indicar medicamentos específicos.

Evite a automedicação sempre!

Anvisa suspende loção progressiva e coloração capilar

Foto: Reprodução
Anvisa interdita lote 284 da loção restauradora progressiva Palmindaya For Woman e suspende coloração capilar em todo território nacional 

A loção restauradora progressiva Palmindaya For Woman, 160 mL, da empresa Palmindaya Cosméticos Ltda., foi interditada de forma cautelar pela Anvisa.

A agência recebeu a denúncia de desvio de qualidade do produto no lote 284.

O Laudo de Análise Fiscal inicial 3842.1P.0/2015, feito pela Fundação Oswaldo Cruz, revela que a loção apresenta resultado insatisfatório no ensaio de determinação de chumbo.

O elemento químico faz parte da composição de várias tinturas capilares, entretanto, sua quantidade deve ser rigorosamente monitorada para que fique dentro dos limites seguros, menor ou igual a 0,6% (Resolução RDC n.º 15/2013).

Efeitos do chumbo no organismo
O chumbo, quando usado em quantidade superior a estabelecida, pode entrar no organismo e levar ao surgimento de problemas neurológicos, gastrointestinais, musculares, hormonais, surgimento de câncer, entre outros.

A Anvisa solicita que empresa cumpra a medida até que os resultados da perícia de contraprova sejam emitidos em definitivo.

Esta Resolução entra em vigor pelo prazo de noventa dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Coloração capilar
A Anvisa suspendeu também a distribuição, divulgação, venda e uso da coloração especial 8.0 Louro Claro Reestrear, da empresa Phitoteraphia Biofitogenia Laboritorial Biota Ltda., em todo o território nacional.

Segundo o Laudo de Análise 4374.00/2015 da Fundação Ezequiel Dias (Funed), a coloração do lote L29/4 apresentou resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto, pH e rotulagem.

A Anvisa determinou que a empresa recolha os produtos ainda disponíveis no mercado.

ANVISA

Agência suspende lotes da Bala Verde Marita e Café Marita

Foto: Reprodução
Anvisa determina suspensão de bala fabricada pela empresa Florestal Alimentos S/A e café da empresa World Blend Master Alimentos. Também foi proibida a publicidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição da fabricação, distribuição, comercialização e publicidade de todos os lotes do produto Bala Verde Marita Green, fabricado pela empresa Florestal Alimentos S/A e dos produtos Café Marita Burn + Control 100g e Café Marita Memory 100 g, fabricados pela empresa World Blend Master Alimentos Ltda.

A medida foi motivada pela presença, na Bala Verde Marita Green, de substâncias que não possuíam registro e que não passaram pelos testes de segurança e eficácia prévios exigidos pela Agência, comprometendo as propriedades funcionais e de saúde alegadas pelo fabricante.

Já no Café Marita, foi constatada a presença de ingredientes fitoterápico nos produto, comprometendo seu enquadramento e uso como alimento

Proibição da publicidade
A Agência determinou também que a empresa que distribui esses produtos, Rede Brasil Fácil Ltda, não divulgue propagandas e publicidades que atribuam alegações de propriedades funcionais, de saúde ou terapêuticas aos seus produtos comercializados.

Com a decisão, as empresas devem recolher todo o estoque existente dos produtos no mercado. A medida está na Resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cientistas dizem ter encontrado caminho para reverter menopausa

Equipe em Atenas diz ter coletado óvulos de pacientes após terapia
BBC: Equipe em Atenas diz ter coletado óvulos de pacientes após terapia
Técnica poderá ser usada para aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas e ajudar pacientes com menopausa precoce a ficarem grávidas

Uma equipe de médicos da Grécia afirma ter conseguido fazer com que os ovários de mulheres que já tinham parado de menstruar voltassem a produzir óvulos, levando à reversão da menopausa.

Segundo os médicos da clínica Genesis, em Atenas, entre as pacientes tratadas está uma que já não menstruava havia cinco anos.

O ginecologista Konstantinos Sfakianoudis e sua equipe se concentraram em mulheres que tiveram menopausa precoce no tratamento, que envolve uma técnica geralmente usada para acelerar a cura de lesões.

O médico deu mais detalhes sobre a pesquisa em entrevista à revista especializada New Scientist.

'Esperança'
Se os resultados da pesquisa grega forem confirmados, a técnica poderá ser usada para aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas, ajudar pacientes com menopausa precoce a ficarem grávidas e atuar o combate aos efeitos da menopausa.

"Isso oferece uma janela de esperança para mulheres na menopausa, que serão capazes de engravidar usando seu próprio material genético", afirmou Sfakianoudis à New Scientist.

A equipe grega usou a terapia PRP (Plasma Rico em Plaquetas), que consiste na retirada e centrifugação de sangue da paciente, em um processo que leva ao isolamento das moléculas que desencadeiam o crescimento de tecidos e vasos sanguíneos.

Essa terapia já é muito usada para acelerar a cura de ossos fraturados e músculos lesionados, apesar de ainda não se saber totalmente qual é sua eficácia.

Segundo a equipe de Sfakianoudis, a técnica PRP também parece ajudar a rejuvenescer ovários. Uma das pacientes tinha entrado na menopausa precocemente, aos 40 anos.

Cinco anos depois, a equipe injetou PRP nos ovários dela, o que teria levado à volta da menstruação após um período de seis meses.

A clínica então coletou três óvulos, e dois deles foram fertilizados com sucesso, usando espermatozoides do marido da paciente.

Os embriões produzidos foram armazenados enquanto a equipe espera para coletar e fertilizar um terceiro – são necessários pelo menos três para viabilizar o implante no útero da paciente.

Os resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Helsinque, na Finlândia.

Dúvidas
Os médicos ainda não têm certeza sobre como a técnica funciona ou como esse plasma desencadeou a menstruação. Sfakianoudis afirma que aplicou a técnica em cerca de 30 mulheres com idades entre 46 e 49 anos e que queriam ter filhos.

"Parece funcionar em cerca de dois terços dos casos. Observamos mudanças em padrões bioquímicos, uma restauração da menstruação."

A equipe ainda não implantou os embriões nas mulheres, mas espera fazer isso nos próximos meses.

Segundo o médico, a terapia PRP já havia ajudado pacientes que sofrem de problemas que impedem a fixação dos embriões, dificultando a gravidez.

Mas, após receberem doses de PRP diretamente no útero, três de seis pacientes da clínica que tinham sofrido uma série de abortos e feito tentativas sem sucesso de fertilização in vitro conseguiram ficaram grávidas, relatou ele à New Scientist.

Questionamentos
A equipe ainda não publicou sua pesquisa em nenhuma revista científica.

"Precisamos de estudos maiores antes de sabermos com certeza qual a eficácia do tratamento", afirmou o médico. Mas alguns especialistas já questionam os métodos usados pela Genesis - para eles, o grupo deveria ter testado a técnica primeiro em animais.

"Essa experiência não teria sido permitida na aqui Grã-Bretanha.

Os pesquisadores precisam trabalhar mais para ter certeza de que os óvulos resultantes (da terapia) são bons", afirmou à New Scientist Roger Sturmey, da Faculdade de Medicina Hull York. Sturmey afirmou, entretanto, que a pesquisa da equipe de Sfakianoudis é "potencialmente muito animadora".

"Mas também abre questões éticas a respeito qual deve ser o limite máximo de idade para ser mãe", acrescentou.

"Fiquei acordado pensando nisso. Onde o limite deve ser estabelecido?"

Ele citou questões como os riscos de desenvolver diabetes e hipertensão durante a gravidez e de abortos, casos que são mais comuns entre mulheres mais velhas. Virginia Bolton, embriologista no Hospital Guy's and St Thomas', em Londres, afirmou também à New Scientist ter dúvidas sobre a eficácia do tratamento.

"É perigoso ficarmos animados com algo antes de termos provas suficientes de que funciona."

Testes de fosfoetanolamina em humanos terão início em SP

Pesquisa começa na próxima segunda-feira (25) com 10 pacientes. Nova fase foi aprovada por comissão do Ministério da Saúde

Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)
               Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos                   (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)

Terão início no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), a partir da próxima segunda-feira (25), os testes em humanos com fosfoetanolamina, o composto que ficou conhecido como "pílula do câncer".

Nesta fase inicial, a substância será avaliada em 10 pacientes para determinar a segurança da dose. Se a droga não apresentar efeitos colaterais, a pesquisa seguirá em mais 200 pacientes - são 10 tipos de câncer diferentes incluídos nos testes, ou seja, 21 indivíduos com cada tipo da doença receberão três comprimidos da fosfoetanolamina. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Essa fase onde 210 pacientes participarão da pesquisa deverá durar cerca de seis meses. O início dos testes foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde.

Se pelo menos três pacientes de cada um desses grupos de câncer apresentar uma melhora no quadro de saúde devido à pílula, o governo deverá liberar mais uma fase do estudo com a chamada de mais 80 indivíduos. No total, até 1 mil pessoas poderão participar do processo. Toda a pesquisa deverá ser encerrada em dois anos.

Caso nenhum dos 210 pacientes iniciais apresentar qualquer melhora ou sintoma, o estudo será encerrado no prazo estipulado de até seis meses.

"[Escolhemos] pacientes em tratamento no instituto. Não haverá a inscrição de pacientes de fora [para os testes], pelo menos não neste primeiro momento", disse Paulo Marcelo G. Hoff., vice-presidente do Icesp. "Nós achamos que era mais justo já tratar os pacientes que já são da instituição. Ou seja, não há nenhum favorecimento. A escolha será feita baseada nos critérios de inclusão e exclusão que estão muito bem determinados para cada um dos 10 grupos [de câncer]", completou.

Os pacientes escolhidos buscaram os médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e não estão em estado terminal, segundo Hoff.. Ele diz que os indivíduos escolhidos não têm outra opção de tratamento curativo disponível e estão em condição física pra responder aos testes.

Além disso, os pacientes não deverão receber nenhum tipo de medicamento durante o processo. Por isso, as pessoas selecionadas respeitaram o critério de poder estar dois meses sem o tratamento tradicional sem quaquer impacto na expectativa de sobrevida durante os próximos meses.

A substância foi encaminhada para o Icesp pela Fundação para o Remédio Popular (Furp) - laboratório oficial da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Ainda de acordo com o governo do estado, há cápsulas suficientes para a realização da pesquisa.

A sintetização da fosfoetanolamina que será testada em humanos foi feita pelo laboratório PDT Pharma, do município de Cravinhos, no interior de São Paulo. A Furp apenas encapsulou a substância. Ainda de acordo com o governo, o pesquisador da USP de São Carlos, Gilberto Chierice, que desenvolveu uma forma de sintetizar a substância, está acompanhando os testes.

A "pílula do câncer" já havia sido testada em animais de pequeno porte, mas a etapa de animais de grande porte foi pulada já que outras pessoas já consumiram a fosfoetalonamina não apresentaram sintomas graves.

"Nós fizemos uma opção pragmática aceitando o fato de que nós temos mais de 20 mil humanos que receberam o produto. Isso é diferente de um produto que está surgindo novo e que nunca ninguém o tomou. Então, nós achamos que seria possível neste caso nós acelerarmos o processo", disse.

Os tipos de câncer que serão contemplados nos testes serão: cabeça e pescoço, pulmão, mama, colo e reto, fígado, pâncreas, melanoma, gástrico, colo uterino e próstata.

4 perguntas e respostas sobre o caso da FOSFOETANOLAMINA

1) O que é?
Uma substância que passou a ser produzida em laboratório por um pesquisador da USP, hoje aposentado, que acredita que ela seja capaz de tratar câncer.

2) Qual é a polêmica?
Pessoas com câncer têm entrado na Justiça para obter o produto da USP, mas ele não passou pelos testes legalmente exigidos. A USP atendia à demanda somente porque é obrigada judicialmente. 

3)Mas ela funciona contra o câncer?
Cientificamente, não há como afirmar, porque os testes necessários não foram feitos. Ela foi distribuída para diferentes tipos de câncer, mas sem seguir evidências científicas de que isso seja adequado.

4) Que mal pode fazer usar esse produto?
Como seus efeitos são desconhecidos, não há como excluir efeitos colaterais. O próprio pesquisador que descobriu como sintetizá-la admite que não sabe dizer que dosagem seria adequada para o tratamento de câncer.

G1