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sábado, 11 de julho de 2015

Grávidas encontram dificuldades para saber taxa de cesariana de médicos e hospitais

Já estão valendo as novas regras da Agência Nacional de Saúde de incentivo ao parto normal na rede privada: partograma, cartão da gestante, direito de saber a taxa de cesariana dos médicos e dos hospitais e garantia de que o plano de saúde cubra os custos do procedimento cirúrgico da mulher que queira a cesariana. Nesse caso, terá que ser preenchido um 'Termo de Consentimento Livre e Esclarecido' assinado pela gestante
 
Resolução nº 368 da Agência Nacional de Saúde (ANS), que começou a vigorar nesta segunda-feira (07/07), tem o objetivo de incentivar o parto normal no país campeão mundial de cesarianas e prevê que as gestantes tenham o direito de saber a taxa de cesariana dos médicos e dos hospitais. Essa medida foi uma das mais comemoradas pelas mulheres que estão à frente na luta pela assistência humanizada ao parto normal no Brasil. Isso por que a pesquisa Nascer no Brasil mostrou que 70% das brasileiras iniciam o pré-natal desejando o parto normal, mas, na rede privada a taxa de cesariana alcança 84,6% e, na pública, 40%.
 
“Como usuária de plano de saúde e como mulher, tenho o direito à informação para fazer minhas escolhas. De dez amigas minhas que tiveram filhos nos últimos seis meses, as dez passaram por uma cesariana querendo parto normal. Essa realidade nos deixa muito pessimista em relação aos partos no Brasil. Se eu não usar todos os recursos que tenho direito e acreditar apenas na carinha boa do médico, pode acontecer o mesmo comigo. Embora eu ache que estou bem assistida pelo obstetra que está fazendo o meu pré-natal, pedi ao meu convênio a taxa de cesariana dele porque é um direito meu. Quero comprovar”, afirma a aeronauta Michelle Magalhães, 36 anos, grávida de 5 meses de José.
 
O artigo 4º da resolução nº 368 ANS afirma que “a Operadora de Planos Privados à Saúde deverá fornecer número de protocolo gerado por ocasião da solicitação à beneficiária ou ao seu representante legal, bem como apresentar a resposta em linguagem clara e adequada, por escrito, presencialmente, por correspondência ou por meio eletrônico conforme escolhido pela beneficiária ou seu representante legal”. O prazo é de 15 dias. No entanto, quando Michelle solicitou ao seu plano de saúde a taxa de cesariana do médico dela, obteve como resposta da operadora que só receberia a informação se solicitasse o dado presencialmente.

O mesmo foi relatado pela advogada Nayara Assumpção, 28 anos, grávida de 9 semanas, e por Bárbara Lamas, 35 anos, mãe de Joaquim, de 1. As três são clientes da Unimed e receberam a seguinte resposta. “Neste primeiro momento, a Unimed-BH fornecerá essas informações de forma imediata aos seus clientes em seus Atendimentos Presenciais mediante a uma assinatura do termo de responsabilidade das informações por parte dos clientes solicitantes”. O retorno, que chegou por e-mail, deixou as três indignadas já que o texto da resolução diz que a escolha de como receber as informações cabe à beneficiária ou seu representante legal.

Apesar de Bárbara Lamas não estar esperando um bebê – ela teve Joaquim de parto domiciliar -, quer garantir que a irmã, grávida de dez semanas, consiga o parto normal desejado. Para isso, solicitou os números de 112 médicos da operadora de saúde e, por mais que pareça exagero, a ANS informa em nota enviada por e-mail que “a RN 368 não cita a quantidade de médicos sobre os quais a gestante pode pedir dados sobre taxas cesarianas”.

A agência reafirma ainda “que é papel da operadora fornecer para a gestante a informação solicitada, da forma escolhida por ela, seja presencialmente, por correspondência ou por meio eletrônico, em até 15 dias”. Em caso de descumprimento da RN 368, os canais para esclarecer dúvidas ou registrar reclamações são:

DISQUE ANS (0800 701 9656)
Atendimento telefônico gratuito, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h (exceto feriados)

Portal da ANS (www.ans.gov.br)
Central de Atendimento ao Consumidor, disponível 24 horas por dia

Núcleos da ANS:

Atendimento presencial de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30 (exceto feriados), em 12 cidades localizadas nas cinco regiões do Brasil.

A assessoria de comunicação da Unimed BH informou por meio de nota que já reviu a decisão. “A Unimed-BH informa que disponibilizará as informações presencialmente, por correspondência ou em meio eletrônico, de acordo com a opção escolhida pela cliente ou seu representante legal”, diz o texto enviado ao Saúde Plena.

Segundo a ANS, as operadoras que deixarem de prestar as informações solicitadas em cumprimento à Resolução Normativa pagarão multa de R$ 25 mil.

Os hospitais de Belo Horizonte também não se mostraram preparados para atender à demanda de mulheres que queriam saber a taxa de cesariana das unidades de saúde. No dia em que a resolução da ANS começou a vigorar, uma repórter gestante do Saúde Plena entrou em contato com as quatro principais maternidades da capital. Apesar de terem o prazo de 15 dias, os atendentes sequer sabiam do que se tratava e a jornalista foi transferida para diferentes ramais e ninguém sabia o que dizer.

Polêmica
O direito à informação sobre a taxa de cesarianas e parto normal dos médicos brasileiros não agradou às entidades médicas que ponderam que o número divulgado não estaria contextualizado e poderia levar a uma falsa interpretação. O presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (SOGIMIG), Agnaldo Lopes da Silva Filho, reforça que “apoia medidas que visam aumentar a taxa de parto normal no Brasil, desde que seja um parto seguro para mãe e para o bebê. No entanto, as principais causas da elevada taxa de cesariana no país são resultado do modelo de assistência obstétrica adotado por aqui. Alguns médicos fazem mais cesárea porque atendem pacientes com alto risco e terão taxas sempre maiores”. Além disso, o especialista pondera que a taxa de cesariana e parto normal de um mesmo obstetra vai variar de operadora para operadora.

Em seu site, o Conselho Federal de Medicina afirma que junto com a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) vão cobrar da ANS ajustes nas regras para partos na rede privada. Em relação aos dados referentes aos médicos, afirma no texto: “O risco do viés ou erro sistemático induzido pela ANS é muito grande. Se um obstetra realiza apenas uma cesárea para a operadora A e três partos normais para a operadora B, as informações sobre este profissional trarão uma taxa de 100% de cesarianas ou de 100% de partos normais, dependendo do plano consultado”.

Partofobia
Outra regra que tem gerado discussão na resolução nº 368 da ANS é o direito da gestante em escolher a cesariana e o plano de saúde cobrir os custos da cirurgia. A agência de saúde cita o capítulo IV do artigo 24 do Código de Ética Médica para fundamentar a decisão. “É vedado ao médico deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo”. Nesses casos, o partograma (documento onde é registrado tudo o que acontece no trabalho de parto) será substituído por um Relatório Médico em que deve constar um 'Termo de Consentimento Livre e Esclarecido' assinado pela gestante.

O receio é o de que - como é comum aos pacientes assinarem termo de responsabilidade em relação a procedimentos cirúrgicos e até no parto normal -, os riscos da cesariana eletiva (sem indicação médica) passem despercebidos pelas gestantes. A cesárea sem indicação triplica a chance de mortalidade materna e aumenta em até 120 o risco de o bebê nascer prematuro. Além disso, predomina no Brasil a cultura de que a cesárea é um procedimento controlado e seguro.

Pediatra, epidemiologista, coordenadora da Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e consultora do Ministério da Saúde, Sônia Lansky diz que um caminho é fortalecer esse termo de consentimento. “É um documento que precisa ser bem elaborado para que realmente contenha informações corretas. No entanto, o que temos visto de propostas elaboradas pelas sociedades médicas mascaram e amenizam os efeitos da cesariana e exaltam os problemas do parto normal”.

Sobre a questão do direito de escolha da via de parto, Lansky afirma que a cesariana a pedido é um direito reconhecido internacionalmente. “Existem mulheres com aversão ao parto normal, no sentido patológico. O diagnóstico de partofobia é multiprofissional e sendo positivo, a indicação é realmente a cesariana”, afirma a especialista. Sônia Lansky lembra, no entanto, que estudos científicos apontam para uma incidência bem pequena da partofobia, variando entre 1% e, no máximo, 5%.

Para ela, a resolução da ANS está estimulando um debate importante em relação ao nascimento no Brasil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a taxa de 15% de cesariana e a média no Brasil é de 52%. “Os números mostram que algo está muito errado. As mulheres brasileiras têm a ilusão de que a cesariana sem indicação clínica é uma boa vivência e as medidas da ANS podem ajudar a mudar esse pensamento”, pondera. Ela cita que o partograma não era obrigatório e vai possibilitar, por exemplo, auditorias sobre cesariana sem trabalho de parto.

Nota da Unimed
“A Unimed-BH apoia e incentiva o parto normal, mas essa é uma decisão que só a cliente e o seu médico podem tomar. A Cooperativa orienta para que as dúvidas sejam esclarecidas com o médico e, seja qual for a escolha, está ao lado da cliente.

Sobre a solicitação de estatísticas de parto normal e cesáreo prevista na Resolução Normativa nº 368, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Unimed-BH informa que disponibilizará as informações presencialmente, por correspondência ou em meio eletrônico, de acordo com a opção escolhida pela cliente ou seu representante legal.

Cabe destacar que a solicitação feita presencialmente é atendida de imediato. A lista com locais onde o pedido pode ser feito dessa forma está no site unimedbh.com.br.

Já o envio das informações via correspondência ou meio eletrônico pode ocorrer em até 15 dias corridos, conforme a regulamentação. A solicitação para o envio das estatísticas por estes meios pode ser feita no 0800 030 30 03 ou pelo site unimedbh.com.br, nos canais Chat, Fale Conosco ou Central do Cliente.

A Unimed-BH tem realizado permanente estímulo ao pré-natal de qualidade, com a realização de todas as consultas e os exames recomendados, e ao parto normal. Em cinco anos, a taxa desta modalidade de parto nas maternidades da Unimed-BH aumentou 24%, chegando a 41% dos nascimentos em 2014. A Maternidade Unimed – Unidade Grajaú tem, inclusive, o melhor índice de partos normais entre os serviços privados de Belo Horizonte, 47% dos partos realizados mensalmente.

A Cooperativa reafirma seu compromisso com a melhoria contínua dos serviços prestados aos clientes”.
 
Saúde Plena

Mitos e verdades sobre a vitamina D

Foto: PixabayEstudiosos apontam que o fato se deve ao estilo de vida atual, onde as pessoas acabam ficando muito tempo em locais fechados, seja trabalhando ou estudando, ao longo do dia
 
A vitamina D tem um papel vital em nosso organismo, sendo importante na formação e manutenção da saúde óssea, uma vez que favorece a absorção do cálcio. De acordo com estatísticas, mais de um bilhão de pessoas no mundo tem deficiência de vitamina D e a principal causa é falta de exposição da pele à luz solar. Estudiosos apontam que o fato se deve ao estilo de vida atual, onde as pessoas acabam ficando muito tempo em locais fechados, seja trabalhando ou estudando, ao longo do dia.
 
Porém, outros fatores, como o uso de protetor solar, pigmentação da pele e sazonalidade também influenciam a produção de vitamina D pela pele. Sobre o assunto, que certamente envolve uma série de curiosidades, muito se fala o que é mito e o que é verdade.
 
A vitamina D é um hormônio
VERDADE A vitamina D é conhecida com esse nome desde a sua descoberta, no início do século XX, a partir de estudos sobre raquitismo. Descobertas posteriores mostraram que a vitamina D não era bem uma vitamina, já que ela pode ser produzida pelo organismo através da exposição solar, e segundo a definição, vitaminas são nutrientes que não são produzidos, ou são produzidos em quantidades insuficientes pelo organismo. Mas já era tarde demais para mudar o nome. Sendo assim, considera-se tecnicamente a vitamina D como um pró-hormônio e não há nada de errado em chamá-la de vitamina D, já que foi consagrada assim ao longo do tempo.
 
A exposição indireta ao sol ajuda a sintetizar a vitamina D
MITO As janelas, por exemplo, atrapalham a absorção da vitamina D, já que os raios ultravioletas do tipo B (UVB) capazes de ativar a síntese da vitamina, não conseguem atravessar os vidros. Também de nada adianta expor-se ao sol com roupas que cubram grande parte do corpo. O ideal é que grandes áreas como braços e pernas sejam expostos diretamente ao sol, pois a quantidade de vitamina D que será obtida é proporcional à quantidade de pele que está exposta.

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Mulheres gestantes também precisam ficar atentas ao consumo de vitamina D
VERDADE Para as mulheres gestantes e em períodos de lactação, o cuidado deve ser redobrado, pois nessas fases elas se tornam responsáveis pela nutrição de seu corpo e do feto. Níveis adequados de vitamina D mantém absorção adequada de cálcio pelo corpo da mulher, ajudando-a a suprir as necessidades desse mineral para o bebê sem ter que mobilizar o cálcio do seu próprio osso.
 
Por meio da alimentação pode-se obter os níveis adequados de vitamina D
MITO É possível encontrar Vitamina D principalmente no óleo de bacalhau e em peixes gordurosos, dentre eles, salmão, atum, sardinha e cavala. Outros alimentos como iogurte e leite são fortificados com a substância, porém, mesmo assim, o consumo alimentar não é suficiente para manter seus níveis adequados. A Vitamina D é obtida, principalmente por meio da luz solar, com 90% sendo sintetizada na pele humana pela radiação (UV-B), e de fontes dietéticas, o equivalente a 10%. Para manter os níveis adequados da vitamina no organismo, seria necessário se expor ao sol pelo menos 10 a 15 minutos, das 10h às 15h, sem proteção solar. Vale lembrar, que embora seja boa para a síntese de vitamina D, a exposição solar nesse período do dia não é recomendada por dermatologistas, devido ao aumento da incidência do câncer de pele.
 
O uso de suplementação para reposição de vitamina D está recomendadp em determinados grupos de pessoas
VERDADE Os suplementos de vitamina D podem ser utilizados em casos de constatação da deficiência dessa vitamina ou após a avaliação clínica dos fatores de risco para que ela ocorra. A falta ou o risco de falta de vitamina D é diagnosticado por exame de sangue ou pela avaliação médica, considerando os fatores de risco para essa deficiência. Ou seja, somente o médico poderá avaliar se há necessidade de suplementação em cada pessoa, levando em consideração o momento de vida e a história de cada um. Como é difícil conseguir a quantidade necessária diária só com a dieta alimentar, o ideal é ingerir suplementos, mas sempre com supervisão médica, pois o seu excesso pode acarretar em problemas de sade.
 
O uso de filtro solar não atrapalha a absorção da vitamina D
MITO O filtro solar reduz a capacidade do organismo em sintetizar a Vitamina D. A utilização, por exemplo, de um filtro solar com fator de proteção 30, chega a diminuir em 95% a síntese cutânea da vitamina D.
 
*Todas as informações foram cedidas pelo doutora Talita Poli Biason, gerente médica da unidade MIP Aché.
 
EFE Saúde

Manteiga enriquecida pode ajudar no tratamento do Alzheimer

Manteiga enriquecida pode ajudar no tratamento do AlzheimerO consumo de manteiga enriquecida com um tipo especial de ácido graxo extraído do leite ajuda no tratamento de pacientes na fase inicial do Alzheimer, indicaram pesquisadores brasileiros em um experimento realizado com ratos de laboratório
 
O consumo de manteiga enriquecida com um tipo especial de ácido graxo extraído do leite ajuda no tratamento de pacientes na fase inicial do Alzheimer, indicaram pesquisadores brasileiros em um experimento realizado com ratos de laboratório.
 
As provas demonstraram que uma dieta rica nessa manteiga modificada aumenta a atividade de uma enzima vinculada à memória e reduz os danos provocados pela doença nesta função, informou nesta quinta-feira a Universidade de São Paulo (USP), responsável pela pesquisa em seu site.
 
Os resultados do projeto, conduzido pelos pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, foram destacados na última edição da revista científica internacional “Journal of Neural Transmission”.
 
Segundo os pesquisadores, o chamado ácido linoleíco conjugado, um ácido graxo que pode ser extraído das gorduras dos lácteos, ajuda o organismo a elevar a atividade no cérebro da fosfolipase A2, uma enzima com ação sobre a memória.
 
De acordo com os responsáveis pelo projeto, a enzima atua diretamente sobre as gorduras que constituem as membranas celulares, que, entre outras funções, ajudam na formação da memória.
 
Em pacientes saudáveis estas membranas são flexíveis e se renovam periodicamente, mas nos portadores de Alzheimer são rígidas, o que dificulta a liberação dos ácidos graxos, além de não serem substituídas na mesma velocidade.
 
“Vimos que a ação desta enzima é alterada nos pacientes com Alzheimer, por isso começamos a analisar como poderíamos alterar o metabolismo da fosfolipase A2 nestes pacientes”, explicou a chefe do Laboratório de Neurociências da USP, Leda Talib, que coordenou o projeto.
 
Os experimentos com ratos, que começaram a ser realizados há cinco anos, mostraram que o tratamento é eficaz em pacientes no estágio inicial da doença, mas os pesquisadores tentam estabelecer se também pode prevenir o Alzheimer.
 
“Quando os sintomas começam a aparecer é porque a doença já está estabelecida. Não sabemos em que momento ela começa, mas vamos investigar para estabelecer se o tratamento também pode ser preventivo”, disse.
 
Talib acrescentou que ainda serão realizados outros experimentos com ratos para descobrir os efeitos colaterais da dieta rica em manteiga modificada antes de iniciar a fase de testes clínicos com humanos. “Precisamos saber se essa dieta pode provocar danos na saúde”, esclareceu.
 
EFE Saúde

Governo autoriza abertura de 2.290 vagas de medicina em instituições privadas

O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação anunciaram ontem(10) a abertura de 2.290 vagas distribuídas em 36 novos cursos de medicina de instituições privadas
 
A expansão de vagas no setor integra o Programa Mais Médicos, que selecionou 39 municípios considerados prioritários para o processo. O prazo para que os cursos estejam em funcionamento varia de três a 18 meses e será monitorado pelo Ministério da Educação.
 
A seleção dos projetos enviados pelos municípios foi feita por meio de editais de chamamento público de ampla concorrência. As propostas foram avaliadas por uma comissão de especialistas, médicos e professores de medicina, entre outros. A análise levou em consideração a capacidade econômico-financeira e a regularidade jurídica e fiscal da instituição mantenedora, além do histórico da mantenedora e a proposta do curso de graduação em medicina.
 
Para a definição dos municípios, além da inexistência de curso de medicina no local, foram exigidos requisitos baseados na proporção de vagas e médicos por habitante, tamanho da população atendida e distância de outro curso de medicina. Dos 39 municípios escolhidos, três deixaram de ser selecionados por não atenderem aos critérios de qualidade: São Leopoldo (RS), Limeira (SP) e Tucuruí (PA).
 
“Seguimos critérios técnicos e que obedecem às mesmas medidas que orientam a abertura de cursos na rede privada”, informou o professor e reitor da Universidade Federal do Ceará, Henry de Holanda Campos. “É uma unificação que se tenta imprimir nesse processo de expansão, com o mesmo rigor e o mesmo processo de acompanhamento para ambos os segmentos, público e privado”, disse.
 
A comissão analisou ainda o projeto pedagógico de cada curso, o corpo docente, a infraestrutura e o plano de implantação da residência médica. A análise também descartou o risco de descontinuidade da formação médica. “Todas as propostas selecionadas passaram por esse crivo. Há uma garantia da sustentabilidade desse projeto”, garantiu a secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo.
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, classificou a nova estratégia para expansão de vagas de medicina como um trabalho extremamente desafiador. “É uma mudança na lógica de abertura e cursos de medicina", disse, ao destacar que, até então, as instituições particulares de ensino superior desenvolviam suas propostas sem necessariamente levar em consideração as necessidades do país. "Há, por parte do governo federal, dos estados e dos municípios, um compromisso de que essas vagas serão expandidas sem nenhum comprometimento da qualidade", completou.
 
O ministro da Educação, Renato Janine, lembrou que, com os números anunciados hoje, o governo totaliza a abertura de cerca de 7,6 mil vagas de medicina até 2016 – 5.306 já haviam sido autorizadas pela pasta em instituições públicas e particulares. A estratégia, segundo ele, deve contribuir para levar atendimento médico ao interior do país. “As capitais sempre tiveram mais vagas do que os municípios do interior, respondendo por mais da metade das vagas. O avanço no interior e fundamental”.
 
Dos 36 municípios escolhidos, 13 estão em São Paulo, seis na Bahia, quatro em Minas Gerais, quatro no Paraná, três no Rio Grande do Sul, dois no Rio de Janeiro, um no Espírito Santo, um em Pernambuco, um em Rondônia e um em Santa Catarina. Para acessar a lista completa, com o nome das cidades e as instituições selecionadas, clique aqui.
 
Agência Brasil

Laser acaba com dor e ajuda cicatrizar aftas causadas pela quimioterapia

Laser é usado para tratar a mucosite oral, espécie de afta causada pela quimioterapia
Hospital A.C. Camargo Cancer Center
Laser é usado para tratar a mucosite oral, espécie de afta
causada pela quimioterapia
Com duração de cerca de 10 minutos, tratamento é rápido, indolor e não apresenta efeitos colaterais
 
Quando alguém tem câncer e tem de fazer quimioterapia, o foco desses remédios é impedir a duplicação de células do corpo (para não aumentar o tumor), e como as células da boca se duplicam rapidamente, o medicamento impede esse processo, o que faz com que as feridas apareçam. E apareçam em toda a boca. Na região interna das bochechas, perto dos lábios, na língua, no céu da boca. A dor, relatam pacientes, é intensa. Além disso, há um risco aumentado de infecções, já que a boca está completamente ferida.
 
Dor que, antes do laser, era aliviada à base de analgésicos fortíssimos e chegava a causar até de mortes por desnutrição. Muitas vezes, também era responsável pela extinção do prazer de comer, de saborear um alimento, forçando o paciente a ser nutrido por meio de uma sonda nasogástrica. Com o laser, essas possibilidades ruins podem ser deixadas de lado.
 
“São lesões muito dolorosas. Talvez o efeito mais indesejável do tratamento oncológico. Às vezes, o paciente tinha de tomar morfina devido a dor, e isso acaba aumentando os dias de internação”, explica o estomatologista do Hospital A.C. Camargo, Fábio de Abreu.
 
Menos dor
A professora titular da disciplina de dentística da Faculdade de Odontologia da USP, Márcia Martins Marques, explica que o laser acaba com a dor e acelera o processo de cicatrização. Ele, inclusive, consegue prevenir o aparecimento dessas lesões dolorosas na boca dos que estão em tratamento contra o câncer.
 
“Depois de uma aplicação, o paciente fica esperando o profissional voltar no dia seguinte, para que ele consiga comer de novo”, conta Márcia.
 
Abreu conta que o laser é bioestimulante. “Ele dá energia para a célula, que fica mais resistente à ação da quimioterapia e se renova mais rapidamente”, diz. “A diminuição da dor é imediata, mas o melhor é aplicar em dias consecutivos à quimioterapia”.
 
De acordo com Márcia, depois da comprovação que o laser podia reduzir a dor e estimular a cicatrização, pesquisadores começaram a testar se ele poderia prevenir essas lesões. E soube-se que o laser é eficaz em impedir que sequer essas feridas apareçam.
 
“Equipes em alguns hospitais aplicam o laser em pacientes que vão começar a se tratar, como antes de um transplante de medula ou antes da quimioterapia. Muitas vezes as lesões nem aparecem, e se aparecem, são em um grau muito menos grave do que se não tivesse sido feito o laser”, conta a professora-titular da USP.
 
Esse tipo de procedimento, em que a sessão dura cerca de 10 minutos, pode ser feito também em crianças ou grávidas que estejam passando por esse problema.
 
Márcia explica que o maior desafio da terapia com o laser atualmente é unificar os mais diversos protocolos existentes. “Tivemos muitos problemas nos últimos anos porque existem muitos parâmetros para aplicar o laser, e, como isso muda muito, não ficamos com uma grande quantidade de evidências. O que está se buscando é tentar definir parâmetros para a terapia”, conta ela, ressaltando que a Faculdade de Odontologia da USP tem uma disciplina optativa para aprender a trabalhar com o laser.
 
iG

Anvisa publica edital de chamamento público na área de Bioequivalência

O Edital de Chamamento Público de número 4, publicado pela Anvisa no último dia 3 de julho, é voltado para receber dados para fundamentar, subsidiar e qualificar a discussão a revisão da Resolução da Diretoria Colegiada 37, publicada em 2011, a RDC 37/2011. A RDC 37/11 consiste no Guia para isenção e substituição de estudos de biodisponibilidade relativa/bioequivalência
 
Este edital de chamamento irá trazer dados e informações para o projeto de pesquisa destinado a avaliar a capacidade preditiva dos resultados de dissolução in vitro, conduzidos de acordo com o disposto nos artigos 11 e 12 da Resolução 37/ 2011. O Edital de Chamamento nº 04/2015 está disponível aqui.
 
O texto do Edital contextualiza o interessado sobre o ambiente regulatório em que o assunto está inserido, define objetivo, forma e prazo do chamamento.O prazo para resposta será encerrado no próximo ano, em 2016, no dia 30 de Setembro.
 
No formulário eletrônico, FormSUS, disponibilizado pela Anvisa neste edital, basta gravar as informações prestadas e elas serão direcionadas aos responsáveis pelo recebimento e análise das manifestações.
 
De forma complementar, solicita-se aos interessados no Edital de Chamamento 4/2015 que submetam os resultados dos estudos de dissolução in vitro, por meio do preenchimento do arquivo .xls disponível aqui. A planilha do arquivo.xls deve ser anexada ao formulário a ser submetido por meio do FormSUS.
 
Os dados de solubilidade, dissolução e bioequivalência enviados serão considerados confidenciais e não serão divulgados individualmente.
 
Apenas serão divulgados pela Anvisa o compilado qualitativo e quantitativo das contribuições. Serão tornadas públicas, por exemplo, o nome do fármaco, o número de resultados dos testes.
 
ANVISA

Cefalexina genérico tem lotes suspensos pela Anvisa

A Anvisa determinou a suspensão, distribuição, comercialização e uso dos lotes 3225124, 3225133 - com validade até outubro de 2015 - e do lote 3225246 - com validade até junho de 2016 - do medicamento Cefalexina 500mg comprimidos genéricos fabricados pelo Laboratório Teuto Brasileiro S/A.
 
A decisão ocorreu após o Laudo de Análise Fiscal, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, confirmar o resultado insatisfatório nas análises iniciais dos ensaios de aspecto e descrição da amostra para os lotes citados. Com a decisão, a empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 1.957/2015 publicada nesta segunda-feira (10/7) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA