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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ANVISA: Regulamento inclui boas práticas de alimentação em serviços de saúde

A Anvisa atualizou o Regulamento Técnico de Boas Práticas para os Serviços de Alimentação. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 52/2014, de 29 de setembro de 2014, ampliou a abrangência da norma anteriormente vigente, a RDC nº 216/2004
 
Com isso, as boas práticas de serviços de alimentação passam a valer, também, nos serviços de saúde. A atualização manteve excluído do regulamento os lactários, terapia de nutrição enteral e bancos de leite humano.
 
De acordo com a Gerente de Regulamentação e Controle Sanitário em Serviços de Saúde da Anvisa, Maria Angela da Paz, a nova regra preenche uma lacuna regulatória e orienta as fiscalizações feitas pelas vigilâncias sanitárias do País. “Com a experiência da aplicação do regulamento, constatou-se que a RDC nº 216/2004 é aplicável aos serviços de saúde, não havendo a necessidade de elaborar um novo regulamento e sim apenas ampliar seu âmbito de aplicação”, explica.
 
Segundo ela, os serviços devem garantir que os alimentos fornecidos sejam adequados e seguros para o consumo. Com isso, é possível consequências prejudiciais decorrentes de doenças e danos à saúde humana. “Essas consequências podem ser ainda mais negativas quando o consumidor é um usuário de um estabelecimento assistencial de saúde. Portanto, é essencial que exista uma diretriz bem estabelecida, por meio de um regulamento técnico, para garantir a higiene dos alimentos fornecidos por estes serviços”, sintetiza a Gerente.
 
Clique aqui  e aqui  para conferir a íntegra das Resoluções
 
Assessoria de Imprensa da ANVISA

Anvisa publica nova certificação de Boas Práticas para estudos de medicamentos

A Anvisa publicou, nesta quinta-feira (09/10), a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 56/2014, que trata sobre a Certificação de Boas Práticas para a realização de estudos de Biodisponibilidade/Bioequivalência (BD/BE) de medicamentos
 
Uma das novidades da nova certificação é o prazo de validade, que foi alterado para 2 anos a partir do vencimento do certificado anterior. Também foi publicada a Instrução Normativa (IN) Nº 9, que aprova o roteiro de inspeção nos centros.
 
As Boas Práticas são um conjunto de práticas que devem ser adotadas pelos centros de pesquisa a fim de garantir a qualidade e a conformidade dos estudos. Os estudos se BD/BE comparam os parâmetros farmacocinéticos ou farmacodinâmicos entre o medicamento teste e o medicamento de referência ou comparador.
 
A norma define que os estudos de BD/BE para fins de registro e pós-registro de medicamentos devem ser realizados em centros de pesquisa certificados.
 
Confira a RDC Nº 56/2014 e IN Nº9/2014 no Diário Oficial da União (DOU).
 
Assessoria de Imprensa da ANVISA

Laboratório erra 2 vezes, e laudo diz que idosa tem calcificação na próstata

Foto: Reprodução
Laudo emitido por laboratório do DF dizendo que idosa estava
com calcificação na próstata; nomes foram omitidos porque
família não quis revelar identidade da paciente
Turma Cível de Brasília arbitrou indenização de R$ 10 mil por dano moral. Mulher tem 84 anos e passa por tratamento contra câncer no rim esquerdo
 
A 5ª Turma Cível condenou o Centro Radiológico de Brasília a pagar R$ 10 mil a uma idosa cujos exames de imagem apontavam calcificação na próstata, além da existência de baço e vesícula biliar – órgãos que ela já extraiu. A mulher, de 84 anos, se submeteu aos testes durante tratamento contra um câncer no rim esquerdo. Na ação, o laboratório diz que trocou por duas vezes os resultados com os de outros pacientes e alega que houve "mero aborrecimento cotidiano".
 
Os erros ocorreram no ano passado. A idosa extraiu parte do órgão em março e, desde então e seguindo orientação médica, deveria passar por tomografia do tórax e radiografia do abdome a cada seis meses, durante cinco anos, para o controle da doença. O primeiro resultado apontou que ela apresentava calcificação na próstata, órgão exclusivamente masculino.
 
A família questionou a informação, e a mulher passou por um novo teste. O segundo laudo dizia que ela apresentava baço e vesícula biliar em condições normais, embora ela tivesse retirado ambos os órgãos aos 11 anos e 69 anos, respectivamente. A filha da idosa, que preferiu não se identificar, conta que voltou a questionar o centro radiológico na terceira vez em que a mãe passou por exame e foi indagada sobre qual resultado gostaria de encontrar n o laudo.
 
O G1 tentou contato por telefone e e-mail com o advogado da empresa durante esta quarta-feira (8), mas não obteve retorno. A família diz que decidiu entrar na Justiça mesmo contra a vontade da paciente por considerar o comportamento do laboratório inadequado.
 
Responsável pela defesa da mulher, Marcio Cruz Nunes de Carvalho afirma que, mesmo parecendo mais coerente, o terceiro laudo não inspira confiança na cliente. "Nós entendemos que simplesmente entregaram um laudo compatível, para resolver a situação. Daí vem uma situação de extrema negligência, talvez até dolo eventual", explica.
 
Na 1ª instância, o juiz da 10ª Vara Cível de Brasília entendeu que as trocas de resultado e os erros não prejudicaram a paciente, já que ela tinha consciência de não ter os três órgãos, e considerou improcedente o pedido de danos morais. Carvalho recorreu da decisão, argumentando que a precisão nos laudos é essencial para o tratamento adequado e que a necessidade de aplicação de contraste venoso repetidas vezes compromete ainda mais a "precária função renal" da mulher.
 
"O objetivo da família não era a indenização, mas sim uma correção do que ocorreu. Ela ficou sem monitoramento de confiança naquele período. O interesse na ação é justamente para desnudar essa realidade. Quantas centenas de pessoas podem estar recebendo laudos incompatíveis com a sua situação e têm agravamento do seu quadro?", questionou o advogado.
 
A Turma reformou a sentença inicial por entender que houve dano moral na má prestação do serviço e na falta de cautela "necessária que o caso pedia". A decisão é unânime, e não cabe mais recurso no órgão.

G1

Anvisa suspende diversos produtos irregulares

A Anvisa determinou, nesta quinta-feira (09/10), a suspensão da distribuição, comércio e uso de todos os lotes fabricados entre 13/09/2012 e 07/02/2014 do medicamento Arcalion (Sulbutiamina) 200mg

A empresa fabricante do produto, Laboratórios Servier do Brasil Ltda., comunicou que os lotes apresentaram resultados fora de especificação no estudo de estabilidade de longa duração.

Também foram suspensos todos os lotes do medicamento Usmedina (Dipirona Sódica) 500mg/ml, solução oral, fabricados a partir de 1º/12/2011 pelo Laboratório Usmed. Foi comprovado que o medicamento citado estava sendo fabricado e comercializado mesmo após ter sido interditado cautelarmente por esta Agência.

Já o produto Mata Mosca, bem como todos os produtos saneantes fabricados pelo Laboratório e Distribuidora Ustok, foram suspensos por não possuírem registro ou notificação na Anvisa. O fabricante também não possui Autorização de Funcionamento (AFE).

Outro produto que foi suspenso por não possuir registro é o Energy Meter 200, fabricado pela empresa Vera de Mattos Vanique Costa – ME. Foi constatado que o produto irregular estava sendo divulgado e comercializado em um sítio eletrônico na internet.

Além dos produtos citados acima, também foram suspensos outros sete produtos.
 
Confira na tabela abaixo:
 
Medida
Nome do Produto
Lote(s)
Fabricante
Motivo
Resolução - RE N° 3.932, de 8 de outubro de 2014.Suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso.
Lumiere Peel Complex.
--
Indústria de Cosméticos Adélia Mendonça Ltda.
O cosmético estava sendo comercializado na internet sem possuir registro, notificação ou cadastro na Agência.
Resolução – RE Nº 3.933, de 8 de outubro de 2014.Suspensão da distribuição, comercialização e uso.
Gel Brilho Molhado, marca Carmesim.
Lote 005 (val:. 01/2015)
B&M Ind. Com. e Distr. De Cosm. Ltda.
O lote apresentou contagem de mesófilos  maior do que a permitida.
Resolução – RE Nº 3.934, de 8 de outubro de 2014Suspensão da distribuição, comercialização e uso.
 
Medicamento Nidazofarma (Metronidazol) 6mg/ml, solução injetável.
13G0870/3-1 (val.: 07/2015)
Farmace Indústria Químico-Farmacêutico Cearence Ltda.
O lote apresentou corpo estranho de cor escura no interior do frasco.
Resolução – RE Nº 3.935, de 8 de outubro de 2014.Suspensão da importação, distribuição, divulgação, comercialização e uso.
 
Microscópio Oftamológico e Conjunto Cadeira Coluna.
--
JMN Comércio, Importação, Exportação de Equipamentos Médicos Ltda.
Ambos os  produtos estavam sendo comercializados na internet sem possuir registro, notificação ou cadastro na Agência.
Resolução – RE Nº 3.936, de 8 de outubro de 2014Suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso.
Cuspideira Odontológica
 
Newdent Equipamentos Odontológicos Ltda-EPP.
Os produtos estavam sendo divulgados irregularmente, na internet, sem possuir registro, notificação ou cadastro na Anvisa.
Alta Rotação
Fotopolimerizador
Jato de Bicarbonato
Micromotores
Seringa Tríplice
Ultra Som
Resolução – RE Nº 3.937, de 8 de outubro de 2014Suspensão da distribuição, comercialização e uso.
 
Asetisin (Ácido Acetilsalicílico) 500mg, 100 comprimidos.
lote 245044 (val.: 10/2015)
Pharlab Indústria Farmacêutica S.A.
O lote apresentou resultado insatisfatório no ensaio de dissolução.
Resolução – RE Nº 3.938, de 8 de outubro de 2014Suspensão da distribuição, comercialização e uso.
 
Metronidazol 250mg, comprimido.
13L95F (val.: 12/2015)
Prati Donaduzzi & Cia Ltda.
O lote apresentou mancha irregular de cor preta em uma das faces
 
Todas as suspensões acima foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Clique aqui e visualize na íntegra.
 
ANVISA

Pesquisadores capturam imagens de proteína usada pelo HIV para infectar células

Feito abre caminho para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas mais eficazes
 
New Haven , Connecticut — O HIV é capaz de enganar o sistema imunológico porque a proteína que o vírus usa para infectar células está em constante mutação. Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade Yale e da Weill Cornell Medical College desmascararam este mestre dos disfarces e conseguiram imagens em alta resolução da superfície desta proteína, monitorando como ela muda constantemente de forma. O feito pode servir de base para novos métodos de ataque ao vírus por medicamentos e vacinas.
 
— Agora podemos ver como esta máquina de fusão funciona e, de maneira geral, é semelhante ao funcionamento dos vírus da gripe e do ebola — disse Walther Mothes, da Universidade Yale e um dos líderes da pesquisa, ao lado de Peter Kwong, do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, e Scott Blanchard, da Weill Cornell Medical College.
 
O estudo foi publicado nesta quarta-feira, simultaneamente nas respeitadas revistas “Science” e “Nature”. Ele descreve a estrutura e a dinâmica da proteína que envolve o HIV que é utilizada para infectar as células.
 
No momento da infecção, a proteína precisa estar em “estado aberto”, entretanto, em estado fechado ela é menos visível para os anticorpos. Deste modo, as proteínas tendem a ficar a maior parte do tempo fechadas, abrindo rapidamente apenas para se fundir às células, tornando o ataque ao vírus mais difícil.
 
Mothes destaca que a pesquisa explica porque uma classe de anticorpos, descoberta em alguns pacientes com AIDS, oferece proteção contra a doença. Estes anticorpos neutralizantes mantém a proteína em estado fechado, prevenindo a disseminação do vírus.
 
— A determinação da estrutura da configuração fechada da proteína que reveste o HIV e a visualização direta das rápidas aberturas representam um grande passo em direção ao desenvolvimento de medicamentos e vacinas — disse Mothes.
 
O Globo

Câmara aprova novo prazo para início do tratamento do câncer

Prazo de 60 dias começa a contar a partir do diagnóstico. Portaria anterior do Ministério da Saúde começava contagem a partir do registro
 
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (7) o Projeto de Decreto Legislativo 1293/13, da ex-deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), que revoga a portaria do Ministério da Saúde que define quando começa a contar o prazo para o início do tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto foi aprovado em votação simbólica e seguirá para análise do Senado.

Conforme a Portaria 876/13, o prazo de 60 dias previsto na Lei 12.732/12 começa a contar a partir do registro do diagnóstico no prontuário do paciente.

Zanotto, no entanto, entende que o prazo para início do tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico começa a partir do diagnóstico e não do registro. "A lei é clara ao dizer que o prazo se inicia na assinatura do laudo e não do registro do laudo no prontuário do paciente", declarou.

Segundo a autora do projeto, “embora possa parecer sutil, essa discrepância pode representar a diferença entre a vida e a morte do paciente”. Ela destacou que, normalmente, o registro do diagnóstico no prontuário ocorre na ocasião da consulta e não da assinatura do laudo pelo patologista. “É de conhecimento público que o registro no prontuário poderá se dar muitos dias depois da data em que o laudo for assinado pelo patologista”, completou.

O projeto recebeu parecer favorável do relator pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Afonso Florence (PT-BA).

A íntegra da proposta pode ser lida no site da Câmara.
 
Saúde Web

Libbs apresenta 1° plataforma para rastrear medicamentos

A primeira plataforma para rastrear medicamentos no Brasil será apresentada nesta quarta-feira (08/10), seguindo as diretrizes do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e a resolução da Anvisa RDC 54/2013, que prevê o acompanhamento do trajeto de todos os medicamentos por meio da impressão de um código bidimensional Datamatrix nas embalagens, espécie de RG do produto
 
A tecnologia permite que seja identificado o local e data da produção, como foi distribuído e em que farmácia foi comercializado.

A solução será apresentada com antecedência pela farmacêutica Libbs, já que o prazo para que as indústrias tenham o sistema em pleno funcionamento vai até dezembro de 2016.

De acordo com a assessora especial do Gabinete do Diretor Presidente da Anvisa, Ana Paula Teles, uma série de benefícios são esperados para a cadeia da saúde, como o controle e a redução das falsificações de medicamentos, menos roubos e desvios, possibilidade de gerir riscos, otimização de logística, custos, ações sanitárias, entre outros.
 
O cronograma prevê que, até dezembro de 2015, todas as indústrias coloquem no mercado pelo menos três lotes de medicamentos já produzidos com embalagem que permita o rastreamento.

A apresentação da brasileira Libbs ocorrerá nesta tarde em seu Parque, em Embu das Artes (SP). Para demonstrar a rastreabilidade de ponta a ponta, durante o evento, os convidados que estiverem na fábrica poderão acompanhar o processo de impressão do código bidimensional em uma embalagem de medicamento e poderão ver também (por meio de um link) como a leitura do código do produto é feita a quase 1200 quilômetros de distância (numa loja da Drogaria Rosário, em Brasília).

De acordo com o Ministério da Saúde, Itália e Turquia são os únicos países que já contam com um sistema de rastreabilidade de medicamentos em pleno funcionamento. Na Argentina, a política está em processo de ampliação e os Estados Unidos estudam a possibilidade de adotar um sistema de controle.

Lançamento
Na ocasião, a farmacêutica lançará projeto, que está sendo desenvolvido em parceria com a prefeitura de Embu das Artes, para a implantação da plataforma E-SUS (nível 6) e um sistema para a gestão do primeiro atendimento nas UBSs do município.

A iniciativa faz parte da contrapartida social devido ao financiamento do BNDES para a construção da planta de medicamentos biológicos do Brasil.
 
Saúde Web

Brasil se destaca na prevenção de acidentes, diz ONU

O Brasil é o país com o maior número de cidades resilentes no mundo, com 282 municípios cadastrados no programa, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU)
 
A campanha Construindo cidades resilientes pretende preparar regiões de todo o planeta para prevenir impactos causados por desastres.
 
O termo “resiliente”, que vem da física, é usado para definir a capacidade de alguns materiais se recuperarem após sofrer algum tipo de deformação. Para a ONU, cidades resilientes são as que mantêm, em parceria com a entidade, programas para que os municípios possam resistir, absorver e se recuperar de desastres.
 
O coordenador da campanha no Brasil, Sidnei Furtado, disse que os prefeitos das cidades participantes assinam compromisso com a ONU para realizar ações com o objetivo de reduzir os impactos causados por desastres. “As prefeituras passam a cumprir o que chamamos de passos para cidades resilientes, como mapear os locais de risco e restringir a construção nesses lugares”, explicou.
 
De acordo com Furtado, o principal benefício do projeto é criar uma cultura de prevenção. “Nosso objetivo é, justamente, reunir cidades com histórico de ocorrência, como o Rio de Janeiro, e começar a mudar o paradigma de que o Brasil não previne desastres.”
 
O representante da ONU disse que Belo Horizonte é uma das cidades brasileiras usadas pela entidade como referência em ações de prevenção. Segundo o coordenador da Defesa Civil no município, coronel Alexandre Alves, a capital mineira segue as diretrizes estabelecidas pelas Nações Unidas, o que é importante para a redução do impactos causados por desastres.
 
“A prevenção é fundamental porque evita vitimas, prejuízos econômicos e sociais. Isso permitiu que pudéssemos responder rapidamente à demanda da população no desastre do viaduto, por exemplo”, disse o coronel, referindo-se ao Viaduto Batalha dos Guararapes, que desabou em junho, durante a Copa do Mundo, em Belo Horizonte.

Na ocasião, duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas. O viaduto estava sendo construído na Avenida D. Pedro I, uma das principais vias da capital mineira.
 
Agência Brasil

Ministérios divulgam lista de substâncias cancerígenas

Os ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde e da Previdência Social divulgaram ontem (8) a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (Linach), que vai servir de base para a formulação de políticas públicas, principalmente na área de saúde do trabalhador
 
A portaria interministerial foi publicada no Diário Oficial da União.
 
As substâncias foram divididas em três grupos: carcinogênicos para humanos, provavelmente carcinogênicos para humanos e possivelmente carcinogênicos para humanos. A Linach deverá ser atualizada semestralmente.
 
A medida faz parte das ações da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, sancionada em 2011, e que estão descritas no Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho. Ele é dividido em tarefas de curto, médio e longo prazos e está de acordo com a convenção da Organização Internacional do Trabalho. A Linach foi organizada levando em conta estudos científicos existentes e a lista de agentes cancerígenos da Agência Internacional para a Investigação do Câncer, da Organização Mundial da Saúde.
 
Agência Brasil

Campanha alerta sobre importância do autoexame no câncer de testículos

Campanha iniciada na Inglaterra que ganhou nos últimos dias a adesão de várias celebridades internacionais, como o ator australiano Hugh Jackman, protagonista da série Wolverine, pode ajudar no combate ao câncer de testículos em homens de todo o mundo
 
O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Carlos Corradi, considerou como positiva qualquer iniciativa que conscientize o homem sobre a importância do autoexame. “Os homens têm que apalpar os testículos. Se aparecer um nódulo ou uma tumoração, tem que procurar o médico”, disse à Agência Brasil.
 
Embora o tumor de testículo corresponda a 5% do total de casos de câncer entre os homens, apresente baixo índice de mortalidade e seja facilmente curado quando detectado precocemente, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o presidente da SBU destacou que esse tipo de câncer preocupa porque sua maior incidência é em homens em idade produtiva, entre 15 e 50 anos. “Ele ocorre na juventude, com pico máximo entre 17 e 34 anos”, disse Corradi.
 
É na fase produtiva, segundo o Inca, que há chance de o câncer ser confundido, “ou até mesmo mascarado, por orquiepididimites (inflamação dos testículos e dos epidídimos, canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma), geralmente transmitidas sexualmente”.
 
Carlos Corradi esclareceu que ao contrário do exame para detecção de tumor de mama, não há possibilidade de falsos negativos no exame dos testículos, isto é, parecer que tem um tumor e não ter, porque estes são mais fáceis de apalpar. Insistiu que são tumores raros, mas importantes, na medida em que acometem homens jovens. O importante, apontou, é que há um elevado índice de cura.
 
Quando é detectado um tumor desse tipo, o paciente retira o testículo afetado e coloca uma prótese de silicone. “O outro [testículo] compensa a falta do que foi retirado, normalmente”. Em menos de 1% dos casos, o câncer de testículos é bilateral, informou o especialista. Fisicamente, o homem não fica com nenhum problema que o diferencie dos demais, devido à prótese que é colocada, acrescentou. Corradi explicou ainda que o paciente que retira um testículo com câncer não fica impotente e não perde a fertilidade.
 
Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) mostram que as mortes por tumores malignos nos testículos totalizaram 887 casos no Brasil entre os anos de 2010 e 2012, com maior incidência nas regiões Sudeste (383), Sul (253) e Nordeste (123). Nas regiões Norte e Centro-Oeste, as mortes somaram 79 e 49 casos, respectivamente, no período. O presidente da SBU acredita que o número de doentes desse tipo de câncer deve ser maior, por causa dos casos subnotificados, atingindo em torno de 3 mil pacientes. “Esse câncer não é notificado”, disse.
 
Ele considerou que a campanha do Reino Unido é positiva. “Tudo que vem para o bem da saúde das pessoas é interessante”. Ressaltou ainda que se o indivíduo esperar o tumor crescer muito para tomar providência, poderá ocorrer a metaste e a doença se espalhar pelo corpo. A campanha lança um desafio aos homens para que postem fotos com a mão nos testículos de modo a mostrar a importância de se fazer o autoexame para verificar a existência de tumores.
 
“A vantagem de uma campanha dessas é a orientação popular para fazer o autoexame”. Corradi destacou que se brasileiros famosos aderirem à campanha isso ampliaria o seu alcance e contribuiria para os homens ficarem “mais atentos”. O link para acessar a campanha inglesa é http://www.checkonetwo.co.uk.
 
Agência Brasil

Como animais podem ajudar na terapia de pacientes com autismo e depressão

Reprodução/Iris Grace Paintings
A gata Thula auxilia no tratamento de Iris, uma menina de
 quatro anos diagnosticada com autismo na Grã-Bretanha
Seu cão, gato, coelho ou periquito pode lhe ajudar a superar momentos de extrema tristeza – mas eles também ajudam pacientes com depressão, autismo e deficiência mental por meio da TAA, a Terapia Assistida por Animais
 
Muitas vezes, o maior conforto em momentos de dificuldade vem de nossos animais de estimação. Seja com aquele olhar de quem nos entende (todo dono de bicho jura de pés juntos que o animal "entende tudo o que ele diz", não é?), com uma festinha ou um ronronar, os pets são responsáveis em grande escala por fazer de seus donos, com sua parceria e amor inabaláveis, pessoas mais felizes.
 
É por isso que, muitas vezes, o auxílio dos bichinhos é procurado em momentos de depressão ou em ataques de fobia. Para crianças com autismo e necessidades especiais, cães, coelhos, calopsitas e outras espécies de melhores amigos do homem são co-terapeutas na hora de estimular vínculos afetivos. Com os idosos, eles animam o ambiente e dão uma dose extra para os habitantes de casas de repouso e residenciais geriátricos pelo mundo afora.
 
Na última semana, muito se ouviu falar da história de amizade entre a gatinha Thula, da raça Maine Coon, e a menina Isis, de quatro anos, diagnosticada com autismo. Segundo os pais da garota, ela se recusava veementemente a usar roupas. Com a chegada de Thula à casa da família em Market Harborough, na Grã-Bretanha, a menina começou a se vestir e, discretamente, começou a ser mais verbal. Como? Conversando com a gata.
 
Segundo a pet terapeuta Karina Schutz, os animais podem despertar empatia a tal ponto de fazer com que pacientes diagnosticados com autismo ou depressão deem grandes passos em relação às suas doenças:
 
— Suponha que uma pessoa com depressão adquira um animal de estimação. O que esse animal vai fazer? Ele vai fazer com que a pessoa tenha que dar cuidado ao animal. Se tu tiver que dar comida, por exemplo, é responsabilidade tua. Ele não vai viver sem ti. Tu vais te sentir importante pelo simples fato de ter alguém para cuidar. Tu podes até ter um filho e ter responsabilidade sobre ele, mas a diferença que desperta, o carisma que desperta do animal para a pessoa é diferente, porque o filho discute com a pessoa e o animal não te julga, acaba te amando incondicionalmente.
 
Assim como a gatinha Thula "auxilia" Iris com sua pintura e com suas aulas, os animais têm o poder de estimular as funções sociais, diz Karina:
 
— Muitas vezes, tu utilizas um animal para trabalhar com uma pessoa. Para fazer com que essa pessoa leve o cachorro para passear na rua, isso ajuda a pessoa que tem depressão, porque ela acaba saindo de casa, indo para a rua, colocando o animal dela num parque, acaba fazendo amizade com outras pessoas que tenham cães. O animal é um grande estimulador das funções sociais, das habilidades sociais do ser humano.
 
Porta entreaberta para os animais em hospitais
No entanto, nem todas as pessoas que poderiam se beneficiar da Terapia Assistida por Animais (TAA), como é chamada, podem ter acesso a ela. Os animais ainda são barrados na maioria dos ambientes hospitalares do Brasil. O terapeuta pode trabalhar com animais em consultórios particulares, mas sua entrada em hospitais é vetada. Em Porto Alegre, nenhuma instituição permite o trabalho com animais terapêuticos e nem a entrada dos animais de estimação dos internados, nem aqueles em unidades semi-intensivas. No Estado, o Hospital Centenário, em São Leopoldo, e o Hospital Universitário de Pelotas já adotam a prática, mas a TAA ainda engatinha no país.
 
Em âmbito federal, um projeto de autoria do deputado Giovani Cherini tramita na Câmara com o propósito de habilitar os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a disponibilizarem a TAA a seus pacientes. No entanto, a causa ainda espera seu paladino na política, para que mais histórias como a de Isis e Thula possam acontecer não apenas em casas, mas em estabelecimentos de saúde no país inteiro.
 
Zero Hora

Mitos e verdades sobre dores na coluna vertebral

 Sedentarismo, obesidade e má postura são algumas causas do problema
 
— Sedentarismo, obesidade, má postura, alterações das curvaturas da coluna, crescimento acelerado e envelhecimento estão entre as principais causas de dor na coluna. Além disso, algumas posturas ou movimentos como agachar ou levantar pesos excessivos também podem comprometer a região lombar — explica o neurocirurgião Mauricio Mandel.
 
Para prevenir as doenças na coluna, é importante evitar carregar peso e respeitar a limitação do seu corpo. Praticar exercícios físicos regularmente, manter o equilíbrio do corpo, preservar a coluna, abaixar-se ou levantar sempre com a coluna reta são práticas simples que podem prevenir uma lesão mais grave na coluna, indica Mandel.
 
O neurocirurgião listou os principais mitos e verdades sobre o problema. Confira:
 
O sobrepeso pode causar dor nas costas: verdade
Quem está acima do peso tem mais chances de sofrer com dores nas costas, pois o excesso de peso pode comprimir a coluna e prejudicar os discos intervertebrais.
 
O colchão duro é o mais indicado para quem tem dor nas costas: mito
O ideal é escolher um colchão de acordo com o seu peso. O colchão bom é aquele você consegue dormir e acordar bem sem sentir dor. Se você sentir dificuldade em levantar e muita dor nas costas, procure um médico e talvez seja necessário trocar o colchão.
 
Apoiar o celular no ombro pode desencadear o torcicolo: verdade
Ao curvar a cabeça para apoiar o celular no ombro pode dar um mau jeito no pescoço, principalmente se a pessoa permanecer nessa posição por um longo tempo. A pessoa pode sofrer uma tensão de um lado do pescoço e provocando o torcicolo.
 
A dor na coluna só pode ser tratada com cirurgia: mito
Tudo vai depender do tipo de doença que afeta a coluna, em alguns casos, há necessidade do paciente se submeter ao tratamento minimante invasivo para tratar o problema, mas poucos casos, como de fratura cervical, são indicados para cirurgia.
 
Permanecer muito tempo em pé dá dores nas costas: verdade
Sim, ficar na mesma posição pode provocar um enrijecimento da coluna vertebral e tensão muscular, a consequência pode ser uma dor forte na região.
 
Dormir de barriga para cima pode dar dores nas costas: mito
As melhores posições para dormir e não sentir dor nas costas é de decúbito dorsal (deitar com a barriga voltada para cima) e lateral (para o lado esquerdo ou direito). Quem já apresenta um quadro de dor na coluna deve evitar dormir com a barriga para baixo.
 
Exercício físico prejudica a coluna: parcialmente verdade
Os exercícios em excesso e sem a orientação de um profissional podem interferir na saúde da coluna da vertebral, mas a ausência da atividade física também pode ser prejudicial. O ideal é não abandonar a atividade praticá-la com moderação para evitar futuros problemas.
 
Zero Hora

Entidade vai padronizar tempo de jejum antes de exames laboratoriais

Falta de uma diretriz confunde pacientes, que, desinformados, muitas vezes ficam horas sem comer
 
A falta de unanimidade sobre o padrão de jejum para exames de sangue tem dividido médicos e laboratórios de análises clínicas. Em meio a recomendações diferentes, quem sofre é o paciente, que fica indeciso na hora de colher o sangue. Para fixar um novo padrão, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) vai elaborar uma diretriz de orientação aos estabelecimentos.

– Vamos revisitar esse assunto, criar um comitê para orientar os laboratórios nas novas metodologias. Não será uma lei, será uma orientação. Vamos chamar a indústria fabricante dos equipamentos laboratoriais para contribuir – explica a vice-diretora científica da SBPC/ML, Luisane Vieira.

Não há prazo para que essa normatização ocorra, mas as reuniões para discutir o tema devem se iniciar até o final do ano. O jejum sempre exigiu muita atenção do paciente, mas, graças a estudos científicos e aos avanços das técnicas de laboratório, já se sabe que nem todo exame exige um período longo sem alimentação.

– Essa exigência de jejum de oito horas para a maioria dos exames e de 12 horas para todo o perfil lipídico (dosagem dos tipos de gordura), historicamente, é pela preocupação de que houvesse uma total metabolização daquilo que foi ingerido, balizando as orientações por faixas de segurança bem amplas. Mas se sabe que este jejum prolongado é desnecessário para a maior parte dos exames – explica Myriam Perrenoud, responsável pela direção técnica do laboratório do Hospital São Lucas da PUCRS.

Há laboratórios, inclusive, que já eliminam a dieta no período anterior à realização de determinados testes, como ocorre no Hospital Mãe de Deus, que implantou a orientação neste ano.

– A maioria dos exames não exige mais jejum, principalmente os mais comuns, como hemograma, hormônios da tireoide, exames para diagnóstico de doenças infecciosas como hepatite, HIV e toxoplasmose – diz Carolina Rostirola, responsável técnica pelos laboratórios da instituição.

Para Luisane Vieira, é preciso estudar com calma uma recomendação padronizada, já que os laboratórios ainda não possuem, todos, a mesma tecnologia. Ou seja, por enquanto, o responsável técnico de cada estabelecimento tem autonomia, observando os equipamentos que usa, de exigir ou não o jejum:

– A tradição de os laboratórios pedirem o jejum é baseada em metodologias disponíveis há décadas. Essa corrente ainda é muito forte, já que a maior parte dos estudos que padronizaram valores de referência foi feita com pessoas em jejum pela manhã. Então, na hora em que eliminarmos esse jejum, qual será o novo valor de referência?

Enquanto novas diretrizes não são fixadas, o paciente que estiver diante de duas orientações diferentes de jejum deve seguir a recomendação médica.

– O médico ainda tem a última palavra. Se ele orientar o paciente a ficar ou não em jejum, é por motivos clínicos do que ele quer investigar – alerta Luisane.

Procurado, o presidente da Sociedade de Clínica Médica do Rio Grande do Sul, Fernando Starosta, preferiu não se manifestar. A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica e a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre informaram, por meio de assessoria, que não comentariam o assunto.
 
Zero Hora

Comer uma maçã verde por dia previne a obesidade

O estudo foi publicado na edição de outubro da revista Food Chemistry

Cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concluíram que os substâncias presentes em maçãs — principalmente as verdes — podem ajudar a prevenir doenças associadas à obesidade. O estudo foi publicado na edição de outubro da revista Food Chemistry.
 
— Sabemos que, em geral, as maçãs são uma boa fonte destes compostos, mas há diferenças nas variedades da fruta. Os resultados deste estudo irão ajudar os consumidores a distinguirem as maçãs que podem ajudar na luta contra a obesidade — disse a pesquisadora Giuliana Noratto.
 
As maçãs verdes beneficiam o crescimento de bactérias benéficas no intestino devido ao alto teor de compostos não digeríveis, como fibras.
 
O estudo mostrou que as maçãs verdes superam, na quantidade de compostos não digeríveis, as variedades fuji, gala e vermelha.
 
— Os compostos não digeríveis nas maçãs verdes têm mudado as proporções de bactérias fecais em ratos obesos e tornando o número semelhante aos de ratos magros — explicou Noratto.
 
A descoberta, segundo a pesquisadora, pode ajudar a prevenir algumas doenças associadas à obesidade, como inflamação crônica e diabetes.

Zero Hora

Mais de 2,2 mil aguardam cão-guia no País, que tem 100 animais em atividade

Arquivo Pessoal - Vice-presidente do Projeto Íris,
Erséa Maria Alves faz chamego em seu companheiro Toby
Treinamento de cão-guia custa R$ 35 mil, Brasil tem 6,5 milhões de deficientes visuais – 582 mil sem nenhuma visão
 
Quase todo mundo sabe quem eles são e para que servem. Em filmes e séries norte-americanas, eles aparecem acompanhando deficientes visuais, mostrando-se companhias essenciais para o dia a dia. Em capitais brasileiras como São Paulo há até espaço destinado para que possam se acomodar ao lado dos donos ao longo de suas viagens nos ônibus. No entanto, dificilmente alguém tem a oportunidade de ver cães-guias em ação nas ruas brasileiras. E existe um motivo muito claro para isso.
 
Apesar de haver, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual no País – 582 mil sem nenhuma visão –, estima-se em no máximo cem o número de cães-guias em atividade no território brasileiro. E não é por falta de interesse. Levantamento feito pelo iG com base em dados fornecidos pelos principais meios voltados para a doação desses animais mostra que mais de 2,2 mil pessoas estão atualmente inscritas em programas do tipo, aguardando pela entrega de potenciais cães.
 
Os levantamentos incluem dados das ONGs Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris) Cão-Guia, do Projeto Cão-Guia de Cegos-DF e da Secretaria da Pessoa com Deficiência do governo federal, que afirmam ter, respectivamente, 1.500, 300 e 470 deficientes visuais inscritos em seus programas de entrega de animais. E todos encontram a mesma barreira: ausência do dinheiro necessário para a manutenção e treinamento de cães-guias.
 
"É demorada a entrega porque trabalhamos exclusivamente com o dinheiro de doações", explica Lúcia Campos, coordenadora do Projeto Cão-Guia de Cegos-DF, citando gastos como local de treinamento, treinador, veterinário e alimentação. Assim como em outros países, no Brasil é impossível obter lucro com os cães, pois eles não podem ser vendidos: são sempre doados e, no máximo de dez em dez anos, precisam ser substituídos, já que só podem exercer a função no auge de sua saúde. Isso complica ainda mais o déficit de animais no País, pois quem precisa substituir o seu é priorizado em relação àquele que ainda não o recebeu.
 
Lúcia calcula o custo de treinamento de um cão, com duração média de dois anos, em valores que vão de R$ 30 mil a R$ 35 mil. Principalmente devido a isso, um total de apenas 42 animais foram entregues a 38 utilizadores em 15 anos de atividades da ONG. "Eu costumo dizer que é mais fácil no Brasil ganhar na Mega-Sena do que ter um cão-guia", brinca ela. "Por mais que tenhamos a estrutura para treinar 20 cães por ano, não conseguimos formar mais de quatro ou cinco. É o mesmo problema das outras ONGs e que leva o País a ter um déficit tão grande desses animais."
 
Além disso, não basta ser o primeiro na lista de espera para conseguir o cão. É necessário que, primeiramente, o animal seja compatível ao possível dono em termos de tamanho, mobilidade e até personalidade: o utilizador precisa ter um perfil específico, gostar de cachorro e também fazer avaliações psicológicas e técnicas para saber se realmente terá condições de tê-lo. "Além disso, ele tem de ser uma pessoa ativa e independente. Se ele não tiver segurança para, por exemplo, sair com uma bengala na rua, também não terá condições de ter o cão."
 
Importação
Devido à falta de centros de treinamento e de treinadores qualificados brasileiros, uma das formas mais efetivas adotadas há alguns anos no País foi a importação de cães do exterior. Foi dessa forma que Erséa Maria Alves, 60 anos, ganhou, há cinco anos e meio, a companhia de Toby, um labrador de pouco mais de 7 anos que deu novo significado à sua vida.
 
"Ele me devolveu a liberdade, a segurança e a inclusão social que eu havia perdido quando deixei de enxergar", conta Erséa, vítima de uma doença degenerativa que a levou a perder a visão uma década atrás. Naturalmente, o processo não foi tão simples: depois da inscrição, ela, assim como tantos outros, levou cerca de quatro anos para conseguir o cachorro, que foi buscar nos EUA por meio de uma parceria da Leader Dogs for the Blind com o Instituto Iris, do qual é a atual vice-presidente.
 
Foi também do exterior que vieram os parceiros do jornalista Lucas de Abreu Maia, que em dez anos já até trocou de cão-guia devido ao avanço da idade de seu animal anterior. No caso do jovem de 28 anos, o animal foi obtido por meio da Guide Dog Foundation, uma das principais ONGs da área no mundo. Jackie, 4 anos, está com ele há dois anos e, assim como sua cadela anterior, Annie, levou um grau de normalidade à sua vida que ele classifica como impossível de outro modo.
 
"Sempre que eu ia a algum lugar desconhecido, precisava de uma pessoa para me guiar junto. Agora sou totalmente independente: pude fazer intercâmbio no exterior, morar longe dos meus pais, viver nos EUA duas vezes", enumera Lucas. "Nunca me dei bem com a bengala, mas com o cão é outra história, pois é um ser pensante, que toma decisões próprias e que só ajudam. Simplesmente não tem comparação a vida de hoje com a de uma década atrás."
 
Erséa concorda e lamenta o fato de o Brasil estar tão distante de dar essa realidade a um número minimamente aceitável de deficientes visuais. "Nos EUA, uma ONG consegue formar 200 cães por ano. Aqui, em mais de dez anos, o Iris conseguiu formar 20 no total. Ou seja, deveríamos e até poderíamos ter 1.500 cachorros em atividade, mas a falta de recursos, de ajuda, de doações, impede isso."
 
Programa federal
Visando a mudar a realidade atual, há dois anos a Secretaria da Pessoa com Deficiência do governo federal instituiu o Programa Viver Sem Limites, com o objetivo de formar profissionais para atuar como treinadores e instrutores de cães-guias em sete centros de treinamento espalhados pelo País e, consequentemente, doar os animais aos interessados. O primeiro espaço, no Instituto Federal Catarinense, em Balneário Camboriú (SC), tem serviços prestados pela ONG Helen Keller e possui atualmente 48 cães em treinamento – 30 deles em fase final de aprendizado, prestes a serem entregues.
 
Com R$ 2,7 milhões investidos até agora pela Secretaria de Direitos Humanos, o programa prevê a aplicação de R$ 800 mil anuais em cada um de seus centros, a serem construídos em São Cristovão (SE), Manaus (AM), Limoeiro do Norte (CE), Urutaí (GO), Muzambinho (MG) e Alegre (ES). À exceção deste último, com previsão para iniciar suas atividades ainda neste ano, todos têm previsão de entrega para 2015. Assim como ocorre entre as ONGs, não há estimativa de quantos cães possam ser entregues anualmente, tampouco do prazo para isso.
 
Apesar de ser uma opção a mais para deficientes visuais, usuários e ONGs veem com ressalvas o programa federal. Isso porque os centros estão todos voltados para cidades interioranas, distantes dos grandes centros urbanos onde a maior parte dos deficientes visuais vive. "Se o cão for socializado na vidinha do interior, ele nunca vai ter entrado em um ônibus cheio, em uma rua movimentada. Então vai acabar ficando desorientado", avalia Lúcia, da ONG Cão-Guia para Cegos-DF. "O animal precisa ser socializado em uma cidade maior, tem de estar pronto para tudo."
 
"Parece que o programa simplesmente ignora essa necessidade mais urgente das pessoas nas metrópoles", concorda Lucas. "Não vejo sentido em o cão ser treinado na roça se vai ser usado na cidade."
 
Erséa, no entanto, tem opinião diferente. Para ela, quanto mais programas voltados para treinamento e doação, melhor para os deficientes. "As experiências têm de ser testadas. Só assim poderemos mudar essa difícil realidade no País", resume ela.
 
iG

20 mitos e verdades sobre o câncer

Mito: o câncer é contagioso
Nem todo nódulo ou tumor se transformará num câncer, bem como os alimentos feitos no micro-ondas não trarão a doença
 
Quando o assunto é câncer, há muito desconhecimento sobre o que pode ou não causar - ou agravar a doença. Desodorante pode causar câncer de mama? Leite prejudica o tratamento? Adoçantes artificiais aumentam o risco de câncer? E ter níveis equilibrados de vitamina D no organismo realmente diminui o risco de ter câncer de mama, assim como iniciar o tratamento logo após o diagnóstico aumentariam as chances de cura?
 
Conheça alguns mitos e verdades sobre tratamento e surgimento da doença:
 
Mito: uso de desodorantes pode causar câncer de mama
 
Mito: somente quem tem histórico familiar está sujeito a desenvolver a doença
 
Mito: ingestão de leite prejudica o tratamento do câncer
 
Mito: o consumo de adoçantes provoca o surgimento da doença
 
Mito: falta de higiene nas regiões íntimas não está relacionado ao câncer
 
Mito: câncer é uma doença contagiosa
 
Mito: pessoas negras não têm câncer de pele
 
Mito: segurar a urina dá câncer de bexiga
 
Mito: implantes de silicone podem provocar câncer de mama
 
Mito: alimentos preparados no microondas podem provocar câncer
 
Mito: um câncer pode ser causado por uma pancada
 
Mito: todo nódulo ou tumor se transformará em câncer
 
Verdade: câncer tem cura. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances de curá-lo
 
Verdade: homens também podem ter câncer de mama
 
Verdade: consumo de álcool e tabaco elevam as chances de desenvolvimento da doença
 
Verdade: quanto maior a idade, maiores as chances de desenvolvimento de um câncer. Mas isto não significa que jovens não estejam sujeitos à doença
 
Verdade: fazer sexo sem preservativos aumenta risco de desenvolvimento da doença
 
Verdade: falta de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer de mama
 
Verdade: HPV está relacionado ao desenvolvimento de tumores no ânus, e nos órgãos da região da cabeça e do pescoço
 
Verdade: ter filhos mais tarde (após os 30 anos) aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de mama
 
iG

CBA lança novo produto para qualidade e segurança em saúde

Ferramenta auto avaliativa e validada por técnicos do CBA pode atestar qualidade em até 3 meses
 
A partir de janeiro deste ano, todos os serviços de saúde em funcionamento no país deveriam atender a resolução 36 da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mais conhecida como RDC 36. No entanto, muitas instituições brasileiras ainda têm dúvidas sobre como implantar seu Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e atender ao Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Percebendo essa demanda e o fato de que as instituições ainda necessitam de um grande suporte para estabelecer processos de gestão da qualidade e segurança, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) está lançando um novo produto: o Fundamentals for Care.
 
“A proposta desse produto é implantar um conjunto de requerimentos para que instituições hospitalares e ambulatoriais possam iniciar um processo de gestão da qualidade e segurança, mas sem a pré-exigência de alguma certificação”, diz o Coordenador de Educação e Assessor de Relações Institucionais do CBA, Heleno Costa Júnior.
 
Segundo ele, as bases científicas e técnicas da aplicabilidade de padrões no ambiente do cuidado ao paciente são similares às adotadas pelo PNSP, as da Organização Mundial da Saúde (OMS) e até os da metodologia de acreditação da Joint Commission International (JCI), da qual o CBA é representante exclusivo no Brasil. “No entanto, as semelhanças entre o novo produto e a acreditação internacional JCI param por aí”, garante.
 
Diferentemente da acreditação JCI, onde a instituição segue um manual de padrões e é avaliada presencialmente pelo CBA visando o selo de acreditação – o que leva, em média, dois anos, devido ao nível de exigência –, no Fundamentals for Care, a instituição é quem recebe um instrumento com orientações para se autoavaliar. “Para viabilizar o contato entre as instituições de saúde e o CBA, criamos, em parceria com a Epimed, um ambiente online em que a instituição preenche sua análise com base em áreas-foco determinadas no instrumento e os técnicos do CBA, com sua expertise, validam (inicialmente à distância e posteriormente através de uma visita técnica) em que nível essa instituição se encontra em relação às exigências básicas de segurança e qualidade. O prazo para atestarmos se ela atende satisfatoriamente tais exigências, pode variar de três a doze meses”, compara o Coordenador de Educação do CBA.
 
Costa Júnior explica que o novo produto analisa 200 critérios de cinco áreas-foco: Processo de Liderança, Força de Trabalho Competente, Ambiente Seguro para Pacientes e Profissionais, Cuidado Clínico e Melhorias da Qualidade e Segurança. Ele diz ainda que cada uma dessas áreas tem 10 critérios e cada critério é dividido em 4 níveis de esforços, que simbolizam o nível em que a instituição se encontra dentro daquele requerimento. “Dentro da área de Melhorias da Qualidade e Segurança, tem os critérios de sistema de notificação de eventos adversos e de indicadores de desempenho, por exemplo. A instituição recebe uma pontuação que pode variar de 0 (se não tem nenhuma ação para o critério) a 3 (quando tem ação definida, implantada, controlada e monitorada)”, descreve.
 
É essa pontuação, segundo o representante do CBA, que irá classificar se a instituição apresenta nível Satisfatório (de 120 a 150 pontos), Parcialmente Satisfatório (de 75 a 119 pontos) e Não Satisfatório (abaixo de 75 pontos) para os fundamentos básicos da qualidade e segurança. “Se a instituição se enquadrada no nível Satisfatório, o CBA irá emitir uma declaração de que ela atende os padrões básicos de qualidade e segurança e poderá caminhar em direção a uma certificação de qualidade”, atesta Costa Júnior. No entanto, ele chama atenção: “Mesmo estando no nível Satisfatório, não quer dizer que a instituição não precisa fazer esforços para melhorias. Por isso, nossa declaração terá prazo de validade de até 18 meses”.
 
Educação permanente
Para as instituições classificadas como Parcialmente Satisfatória e Não Satisfatória, o CBA, em parceria com a Epimed e a R4M Consultoria, indicará um plano de ação de melhoria para elas. “Esse plano será construído pela instituição com orientação dos nossos técnicos. No caso da instituição ser enquadrada como Não Satisfatória, daremos um prazo de até 6 meses para ela promover ações e faremos uma nova visita de validação, buscando ver as ações de correções. Se foram feitas e alcançado a pontuação exigida, emitiremos a declaração”, sublinha o Coordenador de Educação do CBA.
 
Costa Júnior adianta que o CBA disponibilizará treinamentos e capacitações, presenciais e à distância, para as instituições que necessitem ou queiram melhorar seu nível de qualidade e segurança. Entre os treinamentos disponibilizados pelo CBA estão: implantação de processos para Gestão da Prevenção e Controle de Infecções; implantação de processos para Gestão da Segurança do Ambiente e Instalações; implantação de processos para Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde; utilização de ferramentas de Gestão da Qualidade; utilização de ferramentas de Gestão de Riscos; elaboração e utilização de Indicadores Clínicos de Desempenho e; elaboração e utilização de Indicadores Administrativos de Desempenho, entre outros. Mais informações sobre o Fundamentals for Care podem ser obtidas através dos telefones (21) 3299-8228 ou ainda através do email adm.ris@cbacred.org.br.
 
ASSESSORIA DE IMPRENSA
SB Comunicação, (21)3798-4357