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sábado, 23 de janeiro de 2016

Laboratório é multado por descarte de material hospitalar em parque

Remédios foram descartados de forma irregular em parque de Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Empresa jogou fora agulhas e remédios vencidos em Aparecida de Goiânia. Responsáveis terão que pagar R$ 20 mil e recolher o lixo em até 24 horas

Um laboratório foi multado em R$ 20 mil ontem(sexta-feira, 22) por descartar material hospitalar no Parque Estadual da Serra das Areias, em Aparecida de Goiânia. Um vídeo feito pelos fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente mostra a grande quantidade de lixo descartado de maneira irregular, o que coloca em risco a saúde da população.

Em meio ao lixo foram encontradas dezenas de agulhas, seringas e medicamentos. Grande parte do material ainda estava lacrada e foi jogado fora por estar fora do prazo de validade. Pelas embalagens, foi possível localizar o laboratório de produtos hospitalares responsável pelo descarte irregular.

A localização foi feita por meio do código de barras presente nas embalagens dos produtos. O estabelecimento autuado fica em Goiânia. “Como não tinha dado a destinação correta, multamos em R$ 20 mil e determinamos que eles retirassem todo aquele material em um prazo de 24 horas”, explicou o secretário de Meio Ambiente, Fábio Camargo.

A produção da TV Anhanguera tentou contato com a sede da Max Lab Aparelho e Suprimentos para Laboratórios, responsável pelo descarte irregular do material, mas as ligações não foram atendidas até a publicação dessa reportagem.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

G1

Sábado é dia de faxina: Não dê folga ao mosquito da dengue

10 fatos que você precisa saber sobre o Aedes aegypti

Fêmea é quem pica as pessoas e transmite a dengue, o zika vírus e a chikungunya, ela consegue depositar até mil ovos, que resistem até um ano. Saiba mais curiosidades no infográfico


iG

Zika: Cientista que pode ter infectado mulher pede estudo sobre contágio sexual

Norte-americano planeja pesquisa na qual sugere possibilidade de transmissão do zika vírus durante relações sexuais; até hoje só foi confirmado que doença é transmitida pelo Aedes aegypti

O norte-americano Brian Foy contraiu o vírus na África, em 2008, muito antes da epidemia
Arquivo Pessoal
O norte-americano contraiu Brian Foy contraiu o virus na África, em 2008, muito antes da epidemia

Buscas na internet sobre o zika vírus invariavelmente mencionam a epidemia no Brasil e a possível conexão com os casos de microcefalia em 21 Estados do País. Vez ou outra, porém, surge o nome do americano Brian Foy, cuja relevância é bem maior do que a ocorrência de resultados indica.

O professor-assistente da Universidade Estadual do Colorado é um dos autores de um estudo que sugere a possibilidade de transmissão do zika por contato sexual. Uma hipótese que Foy investigou em 2011 não apenas por interesse científico: o acadêmico contraiu o zika durante uma viagem à África, em 2008, e suspeita que foi uma relação sexual que levou ao contágio da mulher, Joy, que ficara nos Estados Unidos.

"Vivemos no Colorado, um Estado americano onde não há mosquitos na época do ano em que minha mulher contraiu o vírus. E onde não há ocorrência do Aedes aegypti (o mosquito transmissor do vírus). O mais provável é que minha mulher tenha sido infectada quanto tivemos relações, mas a ciência ainda não está nem perto de provar a possibilidade desse tipo de contágio", conta Foy, em entrevista por telefone à BBC Brasil.

Custos
O americano acredita que a repercussão causada pela epidemia no Brasil poderá ser a deixa para que consiga financiamento para pesquisas buscando investigar o assunto. Foy afirma não haver dúvidas de que a picada do Aedes aegypti é a forma principal pela qual se pode contrair o vírus, mas defende a importância de que ao menos se descubra mais sobre a via sexual.

"Para atingir uma área de contágio tão extensa de forma tão rápida, o mosquito é a grande explicação. Pode ser até que o contágio sexual represente uma ocorrência rara e, diante dos problemas enfrentados pelas autoridades de saúde dos países afetados, como o Brasil, não esteja no alto da lista de prioridades. Como cientista, porém, sempre acredito na importância de se investigar outras possibilidades", completa.

Foy explica que o procedimento científico para testar a possibilidade de contágio sexual é extremamente complexo, sobretudo pela necessidade de experimentos em animais. "Além dos custos financeiros, há toda a polêmica envolvendo a opinião pública. Fizemos testes com o hamsters, mas os resultados foram inconclusivos".

Em seu estudo, o americano apresenta uma série de argumentos para defender a hipótese de contato sexual. Joy, sua mulher, jamais visitou a África ou a Ásia e, na época da publicação do documento, já fazia quatro anos que não deixava os EUA. Antes da epidemia no Brasil e que começa a chegar a outros países da América do Sul, o zika jamais tinha sido reportado no hemisfério Ocidental, segundo Foy.
"É a explicação mais lógica. Minha mulher teve zika vírus nove dias depois de eu ter voltado do Senegal, mas o período de incubação do zika nos mosquitos é de pelo menos 10 a 15 dias. Outra possibilidade é que tivesse sido passado pela saliva ou outros fluidos corporais, mas temos quatro filhos, e eles não ficaram doentes".

Brian Foy está convencido da possibilidade de transmissão de zika por contágio sexual
CSU/BBC - Foy está convencido da possibilidade da
transmissãode zika por contágio Sexual
Foy defende o argumento de que uma possível descoberta de transmissão sexual teria grandes consequências para o estudo de arbovírus (o tipo de vírus transmitido por mosquitos). Isso porque a transmissão sexual humana ainda não foi documentada.

O cientista americano, porém, admite que, pelo menos na teoria, se de fato esse tipo de contágio fosse comum, haveria mais pistas sobre ele e mais casos reportados. E defendeu a postura das autoridades de saúde brasileiras no que diz respeito ao posicionamento sobre formas de contato que não o mosquito.

"Não adianta causar pânico na população. É importante que as autoridades sejam cautelosas neste momento em que há uma série de medidas a serem tomadas. Temos que lembrar também que a agenda da saúde pública é bem diferente da ciência", opina.

Foy diz ter doado sangue para colegas cientistas interessados em estudar a fabricação de medicamentos contra o vírus. "Como cientistas, não devemos ficar preocupados apenas com o mosquito. Até porque o Aedes aegypti já mostrou ser resistente".

BBC Brasil / iG

Espanha registra dois casos de zika vírus

Aedes aegypti é o responsável pela transmissão da dengue, zika vírus e febre chikungunyaMulheres que vivem na Catalunha contraíram o vírus no final de 2015 em seus países de origem na América do Sul; apesar dos casos, autoridades diz que não há risco para população

Duas mulheres que vivem na Catalunha, na Espanha, foram diagnosticadas com zika vírus nesta sexta-feira (22). Ambas, que moram em países da América no Sul e têm idade entre 30 e 45 anos, não estão grávidas e já passam bem.

Segundo o Departamento de Saúde da Catalunha, mesmo com esses dois novos casos não existe risco para a população espanhola. De acordo com a agência de notícias "EFE", as duas mulheres contraíram o vírus no final de 2015 em seus países de origem, onde foram picadas pelo mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença e também da dengue e febre chikungunya.

Para os agentes de saúde do país, a situação nessa região e também na Espanha não é perigosa, pois a doença só é transmitida pelo mosquito. No entanto, as autoridades recomendam que grávidas evitem de viajar para países com casos de zika vírus, como o Brasil, já que a doença está associada ao aumento de ocorrências de microcefalia em bebês.

Ao contrair o zika vírus a pessoa pode ter sintomas como febre, manchas vermelhas na pele, dor nas articulações e em alguns casos conjuntivite. Ainda não há uma vacina para a doença nem mesmo um tratamento específico, somente sintomático.

Foto: iStock/ Aedes Aegypti

iG

Cartilha da USP tira dúvidas de gestantes sobre o vírus Zika

O professor Geraldo Duarte, responsável pelo Setor de Gestação de Alto Risco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, acaba de divulgar Cartilha de Orientação para Gestantes sobre Infecção pelo Zika Vírus

No texto, o professor responde, de forma simples e direta, as principais dúvidas das gestantes sobre o vírus, como o contágio; os cuidados e a prevenção; a microcefalia e demais riscos às mães e recém-nascidos.

Confira a seguir a íntegra do documento:

Como a infecção pelo vírus Zika se manifesta?
De forma geral, a evolução da doença é benigna, com período de incubação (do contato com o vírus até o aparecimento do primeiro sinal ou sintoma) de quatro dias.

Pessoas com o quadro clínico completo da infecção pelo vírus Zika apresentam exantema (manchas pelo corpo), febre baixa, conjuntivite (olhos vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e artralgia (dor nas articulações). Estas manifestações podem durar até uma semana.

Todas as pessoas com a infecção pelo vírus Zika apresentarão sintomas ou sinais da doença?
Não. De cada 10 pessoas infectadas pelo vírus Zika, espera-se que somente duas apresentem os sinais e os sintomas descritos no item anterior.

Portanto, um grande percentual de pessoas pode ter a doença e não saber que tem ou teve a doença

Síndrome de Guillain-Barré
A síndrome de Guillain-Barré tem várias causas e o vírus Zika também é responsável pelo desenvolvimento de alguns casos desta síndrome em adultos.

Ela é uma doença imunológica que acomete o sistema nervoso periférico, provocando inúmeros sintomas e sinais.

Dentre as várias formas de manifestações clínicas, a principal é a fraqueza dos membros inferiores em graus variados, podendo chegar inclusive à paralisia das pernas.

As gestantes devem ficar atentas, pois os sinais e sintomas da dengue, Chikungunya e Zika são muito parecidos. O médico precisa ser procurado imediatamente na suspeita de qualquer uma destas infecções.

Como a infecção pelo vírus Zika é transmitida?
O vírus Zika é transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite o vírus da dengue e o vírus Chikungunya.

Por esse motivo, as medidas de prevenção e controle são as mesmas já adotadas contra a dengue e para o Chikungunya.

Assim, deve-se evitar a multiplicação do mosquito, eliminando os locais em que ele prolifera. Na realidade esta é a única forma efetiva de controlar estas infecções.

Existe tratamento contra a infecção pelo vírus Zika?
Apenas tratamento sintomático.Não há tratamento específico contra o vírus Zika.

O tratamento sintomático baseia-se no uso de acetaminofen (paracetamol) para febre e dor, conforme orientação médica.

Não está indicado o uso de ácido acetilsalicílico e drogas anti-inflamatórias, devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas, como ocorre com a dengue. Orienta-se procurar o serviço de saúde para condução adequada.

O que é microcefalia?
De forma simples, o conceito de microcefalia está relacionado com uma medida menor que a esperada para a idade gestacional da cabeça do feto ou do recém-nascido.

Esta medida pode ser feita no feto (por ultrassonografia) ou após o nascimento, medindo a circunferência (em volta da cabeça) do recém-nascido, também chamado de perímetro cefálico.

Por isto, fixar um valor único para a medida e classificação do recém-nascido ou o feto portador de microcefalia pode trazer resultados inadequados.

No entanto, para fetos ou crianças acima de 37 semanas, sem nenhuma doença, espera-se que a circunferência craniana (perímetro cefálico) esteja acima dos 32 cm.

Existem casos mais ou menos graves de microcefalia?
Quanto mais acometido for o encéfalo fetal, mais grave será o quadro clínico decorrente da microcefalia.

Se meu bebê tiver microcefalia eu posso solicitar aborto?
Não. Em casos de má formação, o aborto permitido por lei só é liberado em casos de anencefalia (não formação do cérebro), o que é diferente da microcefalia.

Quais são as causas conhecidas de microcefalia?
Sabe-se que as microcefalias apresentam várias causas. Pode ser decorrente de causas genéticas, radiações, uso de álcool, oxigenação cerebral fetal insuficiente e processos infecciosos durante a gravidez, entre outras.

As evidências disponíveis até o momento indicam fortemente que o vírus Zika está relacionado à ocorrência de microcefalias. No entanto, não há como afirmar que a presença do vírus Zika durante a gravidez leve sempre ao desenvolvimento de microcefalia no feto.

A exemplo de outras infecções congênitas, o desenvolvimento dessas anomalias depende de diferentes fatores. Eles podem estar relacionados com a carga viral, fatores do hospedeiro, momento da infecção ou a presença de outros fatores e condições desconhecidos até o momento.

Por isso, é fundamental continuar os estudos para descrever melhor a história natural dessa doença.

Porque o vírus Zika causa microcefalia?
Até o momento, não se conhece o mecanismo pelo qual o vírus Zika causa microcefalia.

As informações aqui prestadas se baseiam no que se sabe a respeito deste assunto até o momento.

Sabe-se que ele entra no organismo materno pela picada do Aedes aegypti e após, pela circulação sanguínea, chega ao feto. Como este vírus tem predileção pelo tecido nervoso, esse é o tecido no qual ele provocará o dano que resulta na microcefalia.

Existe vacina contra o vírus Zika?
Não existe vacina contra o vírus Zika até o momento.

Como posso evitar ser infectada pelo vírus Zika?
Visto que o vírus Zika chega ao organismo humano por meio da picada do Aedes aegypti, é possível evitar a infecção pelo vírus Zika, evitando a picada deste mosquito.

A melhor forma de evitar a infecção é controlar a proliferação do mosquito. Mas se esse controle falhar, deve-se evitar a picada.

As formas de evitar a picada consistem na proteção da pele, deixando o mínimo de pele exposta.

Na pele exposta, proteger com repelente.

Se usar tecido muito fino ou de trama larga, aplicar o repelente por cima do tecido.

De forma geral, os repelentes naturais não são eficientes.

Grávida pode usar repelente?
Sim, a grávida pode usar alguns repelentes não naturais. Normalmente, esses produtos trazem informações quanto ao uso por gestantes em suas embalagens.

Os mais indicados são aqueles à base de “Icaridina”, nome comercial “Exposis®”, com tempo de ação que pode durar até 10 horas.

Também podem ser utilizados o “DEET”, nome comercial “Off Repelex®”, (concentração de 15%) e o “IR3535”, nome comercial “Loção antimosquito Johnson®”.

Devem ser evitados contatos com olhos, boca e nariz.

Os repelentes que funcionam quando são ligados na “tomada de luz elétrica” podem ser utilizados desde que estejam a mais de dois metros da gestante.

Para mulheres que planejam engravidar, o que fazer?
Considerando relação entre a ocorrência de microcefalia e a infecção pelo vírus Zika, recomenda-se aos serviços e profissionais de saúde que informem a todas as gestantes e mulheres em idade fértil a respeito deste risco.

Claro que a decisão é do casal, mas a equipe de saúde deve esclarecê-las do risco.

Estou grávida e quero viajar para o Nordeste, posso?
Deve-se seguir a mesma orientação anterior. Para grávidas que querem viajar para as regiões de maior frequência da doença (a exemplo do Nordeste), é preciso orientá-las e esclarecer sobre os riscos. Não há como proibir.

Patricia Cainelli / Assessoria de Imprensa do HCFMRP

Mais informações: (16) 3602-2843

Cartilha tira dúvidas de gestantes sobre o vírus Zika
Editoria: Saúde, USP Online Destaque - Autor: Redação - Data: 15 de janeiro de 2016 Palavras chave: FMRP, Geraldo Duarte, Microcefalia, Zika Vírus

Produto que usa bactéria para matar o Aedes está pronto desde 2006

Ampolas do larvicida orgânico Bt-Horus, que será usado no combate ao Aedes aegypti no Distrito Federal (Foto: Jéssica Nascimento/G1)Piloto teve sucesso em 2007, mas governo 'ignorou'; bacilo ataca as larvas. Ministério diz que compra internacional impede uso de versão da Embrapa

O larvicida biológico que usa uma bactéria para matar as larvas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, do chikungunya e do zika vírus – começou a ser usado no Distrito Federal desde a última quinta-feira (21), mas já está pronto para utilização em larga escala há quase dez anos.

A fórmula criada no Brasil foi registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2006, mas nunca foi usada de forma sistemática no país.

O produto pode ser aplicado em caixas d'água, piscinas, ralos, vasos de plantas e em qualquer ambiente doméstico, incluindo reservatórios de água potável. A compra só pode ser feita, no entanto, por governos ou empresas especializadas, e não pelo consumidor comum. O larvicida tem como "princípio ativo" o Bacillum thuringiensis israelense (BTI), uma bactéria inofensiva para humanos e animais domésticos, mas letal para o mosquito. Quando a larva do Aedes come essa bactéria na água limpa e parada, recebe quatro toxinas que causam paralisia generalizada e matam o vetor.

A versão brasileira, criada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a empresa nacional Bthek, traz um bacilo em uma solução líquida. Ela é vendida pelo nome comercial "Bt-Horus" e custa cerca de R$ 60 por litro.

Em nota enviada ao G1, o Ministério da Saúde informou que só pode incluir um produto no Programa Nacional de Combate à Dengue se ele obtiver registro na Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa restrição se aplica, segundo a pasta, porque a aquisição é feita por licitação internacional, com verbas da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O ministério diz analisar, "além da segurança e da eficácia, o custo-efetividade, o impacto epidemiológico esperado, o protocolo e estratégia de utilização do produto e o impacto orçamentário que será produzido".

O ministério não soube informar porque mantém um regulamento que impede a compra de produtos nacionais para o Programa Nacional de Combate à Dengue, criado em 2002. mesmo aqueles com autorização da Anvisa. Os governos locais e a própria União podem comprar o Bt-Horus diretamente do fabricante mas, para isso, não podem contar com as verbas da Opas.

Apesar de não prever a aquisição do bacilo na formulação nacional, o governo federal importou oito toneladas do produto em 2010 e fez a distribuição para 13 estados e o DF.

A diferença, segundo o próprio ministério, está na forma de apresentação do produto. O BTI foi licitado na versão "efervescente" (WDG, na sigla em inglês), regulamentada pela OMS. A versão nacional, o Bt-Horus, é vendida em solução aquosa e, por isso, precisaria de nova permissão do órgão ligado à ONU.

Sem continuidade
Em 2007, o produto foi testado pela Embrapa e pela Bthek em São Sebastião, no DF, com resultados acima dos esperados pela equipe. O índice de infestação, medido pelo número de focos encontrados a cada cem casas inspecionadas, passou de 4 para 1 após a aplicação do bacilo. De "risco iminente de epidemia", o índice caiu para "aceitável", segundo critérios da Organização Mundial de Saúde.

As pesquisas foram concluídas na sede da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a 8 km do Palácio do Buriti e a menos de 200 metros da sede da Secretaria de Saúde, no fim da Asa Norte. A Embrapa afirma que tem como missão "viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação", e que a criação de políticas públicas e aplicação de alternativas cabe ao Executivo.

Depois do teste bem-sucedido em São Sebastião, o produto sumiu dos protocolos distritais até a última segunda-feira (18), quando o governo anunciou o recebimento de 600 litros do produto. A carga foi doada pela União Química, empresa brasileira que comprou a Bthek.

O subsecretário de Vigilância em Saúde do DF, Tiago Coelho, afirma que a estratégia foi "revisitada" em função do aumento da ameaça causada pelo Aedes aegypti, que passou a transmitir a chikungunya e o zika vírus. "Os instrumentos que estávamos utilizando para conter a dengue estavam se mostrando ineficientes. O controle químico, por inseticida e larvicida, e o ambiental, com retirada de entulho e água parada", diz.

Novo protocolo
Desta vez, a aplicação do BTI será feita apenas pelos agentes autorizados da Secretaria de Saúde, e não pela própria população, como em 2007. Coelho afirma que os testes daquela época foram feitos pela própria empresa, e não pela pasta, e diz que a estratégia utilizada "não se mostrou efetiva". Ele preferiu não comentar os dados de redução de epidemia passados pela Bthek e pela Embrapa.

"Neste momento, depois de revisitar os pontos positivos e negativos, nós estamos introduzindo [o produto] com um novo protocolo. Vamos fazer o monitoramento de todos os indicadores e divulgar o resultado, dentro do protocolo que a secretaria entende como correto. É um processo contínuo: a pesquisa alimenta a política pública, que fornece novos dados para a pesquisa", diz o subsecretário.

Os 600 litros doados devem ser suficientes para dois ou três meses de aplicação, nas estimativas do GDF e considerando o "nível atual" de focos. Nesse período, a Secretaria de Saúde promete avaliar os resultados. "Assim que a gente identificar a efetividade, a intenção é fazer um termo de referência para adotar a compra regular", diz Coelho.

Na manhã desta quinta (21), 150 agentes da Vigilância Ambiental receberam o treinamento necessário para usar o produto, que será dividido em 12 mil ampolas de 50 ml. A previsão do GDF é de que o produto começasse a ser aplicado ainda nesta quinta nas regiões com o maior índice de focos do mosquito: Santa Maria, Gama, Brazlândia, Lago Norte e Planaltina.

O GDF garante que seguirá o cronograma de reaplicação indicado pelo fabricante – onde houver foco, o agente de vigilância terá que retornar a cada três semanas. O governo não explicou como fará esse controle na segunda etapa de implementação, quando todo o DF passar a receber o bacilo.

Nova tentativa
O gerente de produção da Bthek e da divisão de biotecnologia da União Química, José Eduardo Sacconi Nunes, diz que a aplicação do BTI no DF vai funcionar como um "segundo projeto piloto", em uma tentativa de reinserir o larvicida no mercado. Desde 2010, segundo ele, nenhum governo municipal, estadual, distrital ou federal adquiriu o produto, de modo contínuo, para o combate à dengue.

"O produto foi utilizado sistematicamente na região Sul, mas no combate ao mosquito borrachudo, pelo incômodo que ele causa em populações ribeirinhas. É um mosquito que gosta de água corrente, não bota ovo em água parada. Como o larvicida ataca a larva, e não o adulto, pode ser que o Aedes volte a pôr ovos ali. Por isso, você precisa ir reaplicando até matar toda a cadeia", diz.

A dose necessária para eliminar as larvas de Aedes varia de uma gota (para ralos domésticos) a um litro (piscinas de 20 mil litros). "Dependendo da dose, as larvas morrem em 24 horas. A vantagem é a especificidade, ou seja, essas toxinas só agem nas larvas e são inofensivas aos humanos, animais, plantas", diz a pesquisadora Rose Monnerat, que liderou a pesquisa do bacilo na Embrapa.

Após aplicado, o bacilo se reproduz muito pouco, e apenas dentro da larva morta. Como a bactéria é sensível à luz solar, o produto é mais eficiente para ambientes internos e precisa ser reaplicada, "religiosamente", a cada três semanas. A ação funcionaria como complemento ao uso dos "fumacês", mais eficazes na área externa porque os moradores fecham as portas e janelas durante a aplicação.

Dengue no DF
O Distrito Federal registrou aumento de 110% no número de casos de dengue nas primeiras duas semanas de 2016, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 253 infecções confirmadas até a última segunda-feira (18), contra 120 apurados em 2015. Os dados foram divulgados nesta quarta (20) no boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde.

Entre os dias 11 e 18 deste mês, o índice de casos pulou de 59 para 253 – foram 194 infecções em apenas sete dias. A variação, segundo a Saúde, foi impulsionada pelo crescimento das ocorrências em Brazlândia – de 3, em 2015, para 100 em 2016. Em 13 regiões, o índice caiu em relação ao ano passado, e em outras nove, houve estabilidade.

Foto: Jéssica Nascimento/G1

G1

Médicos alertam para riscos do "detox uterino"

Cápsulas com ervas são vendidas para limpar o útero e devolvê-lo a um estado de equilíbrio

Que suco verde, que nada! Uma novidade, que passou a ganhar adeptas, principalmente nos Estados Unidos, é um tal de detox uterino. O conceito de limpar o organismo com o uso de produtos naturais chegou aos órgãos reprodutores femininos graças a uma empresa "holística" americana chamada Embrace Pangaea, que vende online produtos à base de plantas e anuncia pequenos sacos de ervas, destinados a serem inseridos na vagina, para "limpar o útero e devolvê-lo a um estado de equilíbrio."

Os sacos contêm uma mistura de ervas perfumadas, como Mothersworth, Angelica, Borneol, Rhizoma e Cnidium monnieri. Uma "pérola" custa US$ 15 (cerca de R$ 61,76) e é destinada para uso uma vez ao dia. Como alternativa, a empresa oferece um "Pacote de Manutenção Mensal", cujo preço vai de US$ 75 a US$ 180.

Jen Gunter, uma ginecologista dos Estados Unidos, escreveu um post em seu blog condenando veementemente os produtos, segundo informação do Independent.

— Seu útero não está cansado ou deprimido ou sujo e sua vagina não tem extraviado o seu chakra. Estas ervas podem ser prejudiciais para a proteção natural formada por lactobacilos (as bactérias boas) e ainda se irritante para a mucosa da vagina. Em todos os casos, o uso desses produtors irá aumentar o risco de infecção.

Outros médicos também disseram que o uso dos produtos pode levar à irritação, a infecções bacterianas, e síndrome do choque tóxico, que pode ser fatal. A recomendação para mulheres que têm sangramento forte, odor, desconforto ou dor é visitar o seu médico.

Tamieka Atkinson, proprietário da Abrace Pangaea, se defende. Ao Independent, garantiu que o produto não é uma droga e eles não anunciam como algo capaz de curar, diagnosticar ou tratar doenças.

— Embrace Pangaea é uma empresa global que fornece detox de ervas de alta qualidade e dá informação para educar os clientes sobre a vida natural. Nossas pérolas de Detox Uterino são uma alternativa herbal natural para mulheres que podem tomar uma decisão consciente para usá-las. A todos os nossos clientes, nós alertamos que não somos profissionais médicos, e que eles devem procurar assistência profissional.

Foto: Reprodução/Embrace Pangaea

R7

Jovem mulher de 21 anos morre três semanas depois de começar a tomar anticoncepcional

Jovem mulher morre depois de começar a tomar anticoncepcionalUma jovem mulher morreu apenas três semanas após ser prescrito a ela uma nova pílula anticoncepcional

Fallan Kurek, de 21 anos, foi levada às pressas para o hospital depois de desmaiar em sua casa, em Tamworth, Staffordshire (Inglaterra).

Os médicos encontraram um coágulo de sangue em seus pulmões e ela morreu pouco depois.

Kurek estava tomando a pílula anticoncepcional Rigevidon há exatos 25 dias para regularizar seus períodos menstruais.

Kurek já tomava anticoncepcionais, mas havia mudado de marca apenas três semanas antes de morrer.

Ela estava com dores no peito quando procurou ajuda médica, mas nenhum exame mais profundo para investigar as causas foi feito.

Foto: BPM MediaFoto: BPM Media

Gadoo