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domingo, 14 de junho de 2015

Casos de doenças cardíacas e mortalidade cardiovascular aumentam no inverno

Foto/Reprodução
Estudos mostram que a cada queda de dez graus de temperatura, há aumento da incidência de complicações cardíacas em torno de 30% a 40%
 
O inverno está associado ao aumento dos casos de doenças cardíacas e da mortalidade cardiovascular, alerta o diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Claudio Tinoco: estudos mostram que a cada queda de dez graus de temperatura, há aumento da incidência de complicações cardíacas em torno de 30% a 40%.
 
Alguns motivos contribuem para isso. O primeiro é o aumento das infecções respiratórias que ocorrem na época do inverno. Gripes e resfriados provocam uma sobrecarga no sistema circulatório.
 
“O coração tem que trabalhar mais, bombear mais sangue para atender às necessidades. Além disso, a infecção agride os vasos na sua superfície de recobrimento mais interno, chamado endotélio, e este fica mais vulnerável a processos de trombose, seja o acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, seja o infarto do miocárdio ou ataque cardíaco”, diz o médico.
 
Tinoco adverte que as pessoas com problemas cardíacos, como a dilatação das câmaras do coração, que leva a uma diminuição do funcionamento do órgão, também têm maior taxa de internações no inverno, devido a essas infecções respiratórias e, em consequência, maior mortalidade.
 
O frio leva ainda a um fenômeno chamado vasoconstrição. “Os vasos ficam contraídos para impedir a perda do calor. Por isso, é comum as mãos e a ponta do nariz das pessoas ficarem geladas no período do inverno, porque os vasos contraem, para manter o sangue circulando na parte central do corpo e que não haja perda de calor”. Essa vasoconstrição leva também a uma sobrecarga do coração, que passa a trabalhar com mais força, para atender às necessidades cardíacas.
 
Outro problema observado no inverno é que as pessoas tendem fazer uma alimentação mais pesada, com excedente de álcool. O diretor da Socerj assegurou que a soma de todos esses fatores acaba aumentando o risco das arritmias, do infarto e outras complicações cardíacas. Para evitar esses problemas, disse que uma das coisas mais importantes é que as pessoas sigam as orientações do seu médico clínico ou cardiologista e façam os exames preventivos.
 
O controle rigoroso da pressão arterial, evitar o tabagismo, fazer atividades físicas, controlar a glicose, o peso e o colesterol são a base de uma saúde adequada. Esses cuidados se somam a outros na época do inverno. “Como o frio aumenta as complicações cardíacas, a gente recomenda que as pessoas evitem se expor desnecessariamente a temperaturas muito baixas, sem proteção, em atividades ao ar livre, especialmente se forem pessoas que têm problemas cardíacos.
 
Outra recomendação direcionada à população mais idosa, acima de 70 anos, é a vacinação contra a gripe no período que antecede o inverno. Tinoco alertou que a campanha de vacinação do governo teve uma adesão baixa da população, mas protege não só das infecções respiratórias, como das complicações, das quais a mais temida é a pneumonia. “Também diminuem as complicações cardiovasculares quando as pessoas fazem vacinações”.
 
O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Pedro Pablo Komlós, alertou que também o sistema vascular pode ser afetado na época do inverno. No tocante às veias ou varizes, que têm a característica de se dilatarem no verão, gerando inchaço das pernas, sensação de peso e cansaço, os sintomas tendem a melhorar no inverno. Já no que diz respeito às artérias, que levam o sangue limpo, cheio de oxigênio, do coração para as extremidades do corpo, o frio pode causar um estreitamento dos vasos, principalmente quando há deficiências. “Quando o sistema é normal, as extremidades não sentem tanto”.
 
Pedro Komlós disse que há algumas doenças funcionais que dependem de maior dilatação ou constrição dos vasos. Entre elas, destacou a Doença de Raynaud, que se caracteriza por palidez cadavérica de extremidades, que ocorre em especial em pessoas com grande sensibilidade ao frio.
 
Essa palidez é passageira e se manifesta mais no Rio Grande do Sul do que em estados de temperatura temperada, como o Rio de Janeiro. “Os problemas arteriais é que têm os sintomas agravados com o frio”. Não há, porém, risco direto de morte para esses pacientes, descartou.
 
A recomendação da SBACV é que os pacientes portadores de doenças arteriais, principalmente no início do inverno, mantenham as extremidades aquecidas, evitem contraste brusco de temperaturas e traumatismos maiores nas extremidades porque, com a diminuição do fluxo arterial, isso pode ter uma evolução mais agressiva. “Mas, fundamentalmente, que se mantenham em controle com um especialista”, concluiu. (Alana Gandra)
 
Agência Brasil

Cientistas estudam forma de aprimorar o diagnóstico de cisto bucal

Foto/Reprodução
Cientistas usaram a matemática avançada para desenvolver uma maneira mais precisa de diagnosticar cistos bucais
 
Com a ajuda de um programa de computador, os médicos poderão dar diagnósticos de maior exatidão, para inciar bem cedo o tratamento desse problema de saúde.
 
Os cistos na boca, atualmente, são diagnosticados visualmente pelo médico. “Por mais que o médico seja especialista, e por mais experiência que ele tenha, ele é humano; está sempre sujeito a falhas, explica o pesquisador João Batista Florindo.
 
“É muito comum o mesmo médico dar diagnósticos diferentes, dependendo do dia em que ele fez a análise”, disse Florindo, pós-doutorando do Instituto de Física de São Carlos, que executa o estudo. O exame reduzirá a possibilidade de erros.
 
A ideia é introduzir a imagem coletada do paciente por meio do microscópio em um software, capaz de auxiliar o médico no diagnóstico. Se essa inovação for usada na medicina, a análise poderá ser feita pelo computador ou até mesmo por um smartphone.
 
“Seria para o laboratório analisar, não seria no consultório do médico. É um software simples, que poderia ser operado por qualquer pessoa, não precisaria ser um especialista”, disse o cientista. Mas só um médico poderá confirmar o diagnóstico.
 
Os cistos bucais surgem por motivos diferentes, mas, na sua maioria, têm origem inflamatória. Existem os cistos que surgem de forma isolada. Esses podem desaparecer sozinhos e representam risco menor. Outro tipo de cisto bucal, em grupo, pode esconder doenças mais sérias, como o câncer bucal, embora em casos mais raros.
 
João Batista Florindo conta que a ideia surgiu com o estudo das plantas. Os cientistas fizeram um corte transversal em uma folha e observaram, no microscópio, a nervura que transporta água e nutrientes.
 
A planta tem estrutura em camadas, assim como a pele humana. Eles decidiram analisar a imagem do tecido justamente por camadas e não por células individualmente, como era feito anteriormente.
 
“Tem uma riqueza de detalhes muito grande em cada escala, que é como se fosse um zoom [meio de visualização que permite ver uma imagem o mais próximo possível]. Você observa em qualquer imagem biológica a riqueza de estruturas similares, as complexidades similares. Isso nos levou a aplicar a mesma técnica [nas plantas e nos humanos]”, explica o cientista.
 
A pesquisa foi realizada pelo pesquisador brasileiro com a University of Birmingham, no Reino Unido. No Brasil, o estudo está em fase inicial e pode demorar anos para que chegue à realidade dos consultórios médicos.
 
Agência Brasil

Violência e depressão em gestantes podem retardar crescimento do bebê

Foto/Reprodução
Além da própria saúde, a futura mamãe deve se preocupar com
o estresse para assegurar uma vida melhor para o seu filho
O que desencadeia estresse em gestantes, como violência e depressão, pode provocar retardo no crescimento do bebê ainda no útero. Esse é um dos resultados de uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que acompanhou a gravidez de 900 mulheres do bairro Butantã, na capital paulista
 
O objetivo do projeto é identificar fatores associados a um bom ou mau desenvolvimento de crianças – do nascimento à idade pré-escolar – do ponto de vista de saúde orgânica e mental.
 
O estudo mostrou alta prevalência de depressão (quase 30%), além de quadros de ansiedade (16%). Foi identificado que 27% das mulheres sofreram algum tipo de violência na gestação (física, psíquica ou sexual).
 
“Uma em cada quatro mulheres sofre uma situação como essa. A partir daí, identificamos que as crianças, cujas mães passaram por situações de estresse psicossocial, nasciam com peso inadequado para a idade gestacional”, explicou o coordenador da pesquisa, Alexandre Ferraro, professor da USP.
 
Ferraro destaca que o baixo peso e a altura insuficiente do bebê têm reflexo também na vida adulta. Segundo ele, pesquisas apostam em aumento nas chances dessa pessoa, quando adulta, ser hipertensa, diabética, obesa, ter câncer e desenvolver doenças mentais.
 
“Estamos vendo algo que está piorando o estado nutricional da criança quando nasce, mas isso não tem efeito só no nascimento, mas vai aumentar a chance desse indivíduo ter os principais problemas de saúde hoje presentes”, apontou.
 
O estudo analisou o impacto dos fatores de estresse por volta dos 6 meses de idade e constatou-se que o desenvolvimento cognitivo e de linguagem eram comprometidos por experiências que a mãe teve na gestação.
 
As crianças com esta idade apresentavam uma frequência de atraso na linguagem de 8%, no desenvolvimento motor de 11% e cognitivo de 3%, sendo que a depressão e o uso de álcool e drogas durante a gestação contribuíram de forma significativa com o atraso.
 
O professor avalia que é preciso ampliar os aspectos observados no pré-natal para favorecer um acompanhamento integral da mulher e prevenir os futuros impactos de fatores a que a mãe foi exposta para a criança.
 
“A mensagem desta pesquisa é: você está preocupado com a saúde do bebê e as suas consequências quando o bebê virar adulto? Então preste atenção na mãe”, disse Ferraro.
 
O médico destaca o fato de os pré-natais terem se massificado no país, mas acredita que é preciso avançar. “Isso significa preparo dos nossos profissionais de saúde para observar coisas que até então não costumavam prestar atenção”, declarou.
 
O projeto, que envolve os departamentos de pediatria e psiquiatria, contou com 20 psicólogas para aplicação dos questionários. A maioria das mulheres participantes da pesquisa (70%) pertence à nova classe C.
 
A pesquisa, iniciada em 2011, está em curso. Nos próximos quatro meses, serão analisados dados referentes ao primeiro ano de vida das crianças e, no próximo ano, os relativos ao segundo ano de vida. Entre os aspectos analisados, estão informações sobre o relacionamento da mãe com o bebê e o desenvolvimento físico e mental da criança.
 
“Serão observados aspectos de desenvolvimento motor, cognitivo, de linguagem que vão dar algumas pistas de como vai chegar na escola esta criança, cujas mães sofreram situações de estresse psicossocial”.
 
Agência Brasil

Recém-nascido é achado em caixa de sapato em Sorocaba

Foto/Reprodução
Um recém-nascido foi abandonado pela mãe numa calçada, dentro de uma caixa de sapatos, logo após ter nascido, no início da noite de sexta-feira (12), em Sorocaba
 
O bebê, ainda sujo de sangue e com parte do cordão umbilical, foi encontrado por um pedestre, na Vila Carol, zona norte da cidade.
 
Uma unidade de resgate do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) levou a criança ao pronto-socorro do Hospital Regional de Sorocaba.
 
Os médicos constataram que o bebê era prematuro, tendo nascido, aparentemente, no oitavo mês da gestação. Por esse motivo, a criança foi internada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Até a manhã de ontem (13), a Polícia Civil não tinha informações sobre a mãe que abandonou o recém-nascido. O bebê permanecia internado em situação estável. O Conselho Tutelar vai definir, com a Justiça, o destino da criança.

Estadao Conteudo

Como saber se você é pré-diabético

A diabetes é uma síndrome metabólica caracterizada pela falta de insulina e/ou incapacidade do organismo em produzi-la
 
Hoje em dia, o tratamento para diabéticos é basicamente verificar regularmente o nível de açúcar no sangue e injetar-se com insulina para mantê-lo sob controle.
 
A doença não tem cura, mas pode ser evitada – pelo menos no que se trata do tipo 2. Antes da diabetes tipo 2 se desenvolver, há quase sempre um período de pré-diabetes onde níveis de açúcar no sangue estão em uma zona de perigo acima do normal, mas abaixo do nível considerado diabético.
 
De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, cerca de um em cada três adultos americanos são pré-diabéticos, mas apenas 11% das pessoas estão cientes de sua condição.
 
A pré-diabetes é séria porque muitas das consequências da doença – incluindo danos nos nervos, problemas oculares e doenças cardíacas – já começam no corpo antes mesmo do diagnóstico ser fechado.
 
Sem intervenção médica, existe uma alta probabilidade de que a pré-diabetes evolua para a diabetes dentro de três a 10 anos.
 
Fatores de risco
A pré-diabetes muitas vezes não tem sintomas óbvios e pode ocorrer independentemente da idade, por isso é muito importante que você saiba monitorar seus números de glicose.
 
Isto é especialmente verdadeiro se você tiver qualquer um dos seguintes fatores de risco para diabetes:
 
– Sobrepeso ou obesidade;

– Distribuição central de gordura em torno do abdômen (às vezes chamado de forma de “maçã”);

– Histórico de diabetes gestacional;

– Histórico de diabetes na família;

– Histórico de níveis de açúcar no sangue elevados.
 
Sintomas da diabetes
Os sintomas da diabetes incluem aumento da sede, micção frequente, cansaço e visão turva. Portanto, se você está sentindo alguma dessas coisas, é melhor procurar um médico.
 
O que posso fazer para evitar que pré-diabetes evolua?
Se você é pré-diabético, você pode fazer mudanças de estilo de vida para prevenir a progressão da doença reduzir o risco de outros problemas de saúde, como doenças cardíacas, derrame, colesterol alto e pressão arterial elevada.
 
Uma pesquisa norte-americana mostrou que a perda de peso, a alimentação saudável e o aumento de atividade física muitas vezes pode retornar os níveis de açúcar no sangue a um nível ideal. Tente fazer algumas mudanças que você consiga sustentar, e consulte um clínico geral para acompanhar e manter os cuidados de saúde.
 
Perda de peso
Mesmo se você não chegar ao seu peso “ideal”, perder apenas 5 a 9 kg pode reduzir a probabilidade de a doença progredir.
 
Dieta saudável
Escolha alimentos que são baixos em gordura saturada e calorias e ricos em fibras, como vegetais, frutas e grãos integrais.
 
Exercício físico
Incorpore em sua rotina algo entre 30 a 60 minutos de atividade física moderada na maioria dos dias da semana. Você também pode quebrar o seu exercício em segmentos mais curtos ao longo do dia.
 
Durma bem
A mesma pesquisa sugere que pelo menos seis horas de sono a cada noite pode ajudar a reduzir a resistência à insulina. Se o seu sono é perturbado pelo ronco alto ou você acorda com falta de ar, pode estar passando por apneias do sono, uma condição de saúde grave que pode piorar a pré-diabetes.
 
Tome os medicamentos corretos
Alguns medicamentos para diabetes são prescritos para pacientes com pré-diabetes para evitar a condição de progredir.
 
Procure um médico
Se você desconfia que está com pré-diabetes, procure um médico para sanar essa dúvida.
 
medicalxpress / Hypescience

Por que algumas pessoas espirram fedido?

Espirrar fedido pode parecer uma coisa estranha, mas realmente acontece com algumas pessoas. E o que vez ou outra é motivo de piada e constrangimento na verdade pode ser um sintoma de algumas condições médicas bastante comuns

Por que algumas pessoas espirram fedido?
Muitas pessoas em todo o mundo sofrem com o problema do mau cheiro ao espirrar. De acordo com médicos, existem muitas razões para isso. Entre as inúmeras possibilidades, existem duas que são mais comuns.

Infecção do sinus
Infecção nasal ou sinusite é uma das maiores razões pelas quais pessoas podem dar espirros que fedem. Isso porque geralmente essas as infecções são acompanhadas de seios nasais entupidos. Daí, quando a pessoa espirra, as secreções fedorentas no nariz são liberadas com força, e é isso que faz com que o espirro tenha um cheiro muito ruim.

Mau hálito ou halitose
Quando uma pessoa espirra, a saliva é forçada a sair do nosso nariz e da nossa boca, certo? Agora, se a saliva expelida estiver com um cheiro ruim, o espirro acaba sendo premiado com o aroma também.

Se você é uma pessoa que constantemente sofre de mau hálito, importante que você comece a praticar uma boa higiene dental com regularidade.

Escove os dentes e língua duas vezes por dia e visite regularmente o seu dentista.

Nada adianta?
Visite um médico otorrinolaringologista.

O especialista irá examiná-lo cuidadosamente e aconselhá-lo sobre as melhores providências

webmd, hosbeg / Hypescience