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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Esclarecimentos sobre o medicamento Mestinon

Documentação apresentada não revela interrupção de fabricação. A Anvisa recomenda contato com o laboratório se a medicação não for encontrada

Nas últimas semanas, a Anvisa recebeu diversas denúncias de consumidores que relatavam dificuldade de aquisição do medicamento Mestinon (Brometo de Piridostigmina), usado principalmente no diagnóstico e tratamento da miastenia grave.

Com o intuito de averiguar o fato, a Anvisa notificou a empresa detentora do registro, Valeant Farmacêutica do Brasil Ltda., para esclarecimentos referentes à fabricação e comercialização do medicamento.

A Agência realizou uma reunião com o laboratório e o Instituto Terapêutico Delta, empresa que, segundo os laboratórios, deverá tornar-se detentora da titularidade do registro do Mestinon. Durante o encontro, as empresas informaram que não houve interrupção de fabricação e apresentaram documentos com mapas de distribuição, quantitativo comercializado e estoque atual do medicamento. Ainda segundo os laboratórios, a transferência de titularidade da empresa Valeant para o laboratório Delta não afetará a disponibilização do medicamento para os usuários.

Segundo os representantes, a eventual falta do produto pode ter sido motivada por uma indisponibilidade casuística em alguns estados, com rumores de desabastecimento em todo o país, o que levou à uma demanda excessiva nas drogarias. As empresas afirmam deter mais de 40 mil unidades em estoque e esclareceram que estão informando os usuários onde adquirir a medicação.

De acordo com a documentação apresentada à Agência, não ficou constatada a interrupção da fabricação do medicamento. Desta maneira, a Anvisa recomenda aos usuários que, caso não encontrem a medicação, entrem contato com os laboratórios ou verifiquem nos sites os locais onde o produto está disponível.



SAC Valeant: 0800166116

SAC Delta: 0800177003

Desabastecimento de medicamento
Atualmente a Anvisa não possui mecanismos legais que impeçam que os laboratórios farmacêuticos retirem seus medicamentos do mercado. Por isso, a Agência aprovou, em 2014, a resolução RDC 18/2014. A norma determina que os laboratórios informem à Anvisa sobre qualquer descontinuação ou redução de fabricação de medicamentos.

Assim, a Anvisa continua monitorando este mercado, e caso haja indisponibilidade do medicamento sem a notificação, serão tomadas a providências cabíveis.

ANVISA

Inteligência artificial e robótica estão mudando o panorama da medicina e dos serviços de saúde

Pesquisa em 12 países aponta que, com o avanço da confiança na tecnologia, 55% das pessoas aceitariam ser atendidas por um autômato com inteligência artificial no lugar dos médicos

Um estudo mundial realizado pela empresa de consultoria e auditoria PwC revelou que o uso crescente de inteligência artificial e da robótica na medicina está mudando o panorama dos serviços de saúde e o papel dos médicos. A pesquisa mostrou que a maior parte dos entrevistados está disposta a receber cuidados de robôs na área da saúde, que podem ir dos diagnósticos de doenças até cirurgias de pequeno porte.

O estudo What doctor? Why AI and robotics will define new health (Que médico? Por que a IA e a robótica vão definir a nova saúde) baseou-se em entrevistas com cerca de 11 mil pessoas de 12 países da Europa, África e Oriente Médio, concluindo que mais da metade dos participantes (55%) declarou estar disposta a ser atendida por robôs com inteligência artificial, capazes de responder às dúvidas sobre saúde, realizar testes, diagnosticar doenças e até recomendar tratamentos.

Eliane Kihara, sócia da PwC Brasil e líder de Health Services (Serviços de Saúde), ressalta que assim como acontece em outras áreas, as pessoas estão cada vez mais abertas ao uso da tecnologia, e não é diferente no setor de saúde. “O emprego de robôs e inteligência artificial pode ajudar a tornar tratamentos e diagnósticos mais acessíveis e eficazes, sobretudo em países ainda carentes de um sistema de saúde bem-estruturado.” A pesquisa concluiu que as pessoas se mostraram mais propensas a experimentar os cuidados de robôs caso tenham acesso a diagnósticos mais rápidos e precisos e a melhores tratamentos de saúde. O “toque humano” continua sendo um componente crucial para os cuidados de saúde, mas a maior aceitação do uso de robôs indica um crescimento da confiança na tecnologia.

“O futuro da cirurgia está na robótica. A operação com o robô é altamente precisa e eficaz para o paciente e pode ser realizada por várias especialidades”, garante o médico mineiro Fernando Marsicano, especializado em cirurgia robótica pela Universidade de Miami. Ele, que atua no Hospital Vila da Serra, é um dos primeiros uro-oncologistas de Minas a utilizar a robótica da Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas, do instituto de pós-graduação para a cirurgia do câncer de próstata. O equipamento instalado no hospital foi adquirido recentemente por R$ 10 milhões pela Fluma e pelo Hospital Universitário São José.

O especialista aponta que outro grande benefício da cirurgia robótica é o fato de possibilitar maior conforto para o médico trabalhar. O médico opera sentado, com visão privilegiada, sendo muito mais adequada no caso de procedimentos demorados. E para quem acha que o robô opera sozinho, o uro-oncologista explica: “O modelo de robótica que existe hoje está totalmente atrelado ao controle e movimentos realizados pelo cirurgião. A máquina não substitui o homem, apenas contribui para uma cirurgia mais precisa, mais confortável para o médico, e que traz benefícios para o paciente”

Emergentes x Ricos
De acordo com a pesquisa da PwC, países emergentes mostraram-se mais abertos à substituição de cuidados humanos por robôs do que aqueles com economia desenvolvida. Enquanto 94% dos entrevistados na Nigéria e 85% na Turquia declararam estar propensos ao uso de robôs e inteligência artificial nos cuidados com a saúde, no Reino Unido, somente 39% dos entrevistados mostraram a mesma inclinação, e na Alemanha, 41%.

Cerca de 50% dos entrevistados em todo o mundo se mostraram inclinados a se submeter a uma cirurgia realizada por um robô em vez de um médico. Essa inclinação se mostrou mais forte na Nigéria, Turquia e África do Sul, onde 73%, 66% e 62% dos entrevistados, respectivamente, se disseram mais propensos a realizar uma cirurgia de pequeno porte feita por robôs, enquanto no Reino Unido 36% das pessoas declararam que fariam scirurgia, o menor percentual entre os 12 países pesquisados.

Mesmo no caso de cirurgias mais complexas, verificou-se que boa parte dos participantes do estudo estaria disposta a se submeter a procedimentos comandados por robôs: 69% dos entrevistados na Nigéria, 40% na Holanda e 27% no Reino Unido. Entre as motivações que levariam as pessoas a confiar os cuidados com a saúde à inteligência artificial, foram citadas principalmente a chance de obter um acesso mais rápido e fácil a serviços de saúde (36%) e a velocidade e exatidão de diagnósticos (33%). Falta de confiança na capacidade de tomar decisão dos robôs (47%) e falta de contato humano (41%) foram as principais razões citadas por quem não está disposto a se submeter a tratamentos comandados por máquinas. O estudo completo da PwC pode ser acessado no link http://pwc.to/2ncSFRZ.

Foto: Reprodução

Abertas as inscrições para o XIII Curso de Ventilação Mecânica no CHN

Já estão abertas as inscrições para o XIII Curso Anual de Ventilação Mecânica no CHN (Complexo Hospitalar de Niterói)

As aulas oferecerão o que há de mais atual em ventilação mecânica, com teoria e prática na UTI, à beira do leito. As aulas serão ministradas em um fim de semana por mês, de junho a dezembro, sempre das 8h às 18h.

O curso
Coordenado pelos fisioterapeutas Sérgio Nemer e Jefferson Caldeira – começa no dia 10 de junho e é aberto a fisioterapeutas, médicos e acadêmicos dos últimos períodos de medicina. Para informações sobre o valor do investimento, o programa completo do curso e inscrições, entre em contato pelo e-mail: snnemer@gmail.com.

O CHN fica localizado na Rua La Sale, 12 – Centro – Niterói – RJ

Datas das aulas:
10 e 11/6;
8 e 9/7;
5 e 6/8;
16 e 17/9;
7 e 8/10;
18 e 19/11;
9 e 10/12.

Foto: Reprodução

Livia Zampirole
livia@saudeempauta.com.br