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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Manual de Boas Práticas de Armazenagem e Distribuição

Você deverá desenvolver um documento de acordo com as peculiaridades de sua empresa (porte, localização, número de funcionários, mix de produtos, etc.). 

O Manual deve ser elaborado pelo Farmacêutico R.T., com a contribuição dos funcionários que participam de cada procedimento dentro da empresa, para a perfeita adequação e entendimento.

Lembre-se que este documento servirá somente como início da elaboração do seu Manual, pois as informações aqui apresentadas podem não serem adequadas aos seus procedimentos.

Sendo assim, procure desenvolver um Manual adequado com sua realidade e que apresente informações que serão utilizadas efetivamente.

Os fiscais da Vigilância Sanitária ou os Fiscais do CRF, durante as inspeções nas empresas, irão solicitar o Manual de Boas Práticas e será verificado se o mesmo está de acordo com os procedimentos desenvolvidos pelos funcionários, em observação no local, e se tudo que foi colocado no manual, realmente está de acordo com a realidade da empresa.
 
RECEBIMENTO E INSPEÇÃO DE MERCADORIAS
 
PROCEDIMENTOS PARA O RECEBIMENTO 

  • Identificar o caminhão da transportadora, inspecionar as condições de transporte (caminhão com cobertura, temperatura e disposição dos produtos dentro do veículo), pedir documentos de identificação dos funcionários da transportadora, verificar a segurança do caminhão.

  • Acompanhar o descarregamento dos produtos, orientando sobre posicionamento das setas e altura máxima do bloco, dividindo por itens e lotes.

  • Colocar sobre os estrados. Nunca colocar os volumes em contato com o piso ou paredes.

  • Receber a documentação entregue pelo transportador

  • Conferir a documentação e o número de volumes e conteúdo de cada volume (data de emissão, destinatário, no. de vias)

  • Inspecionar o aspecto físico dos volumes e de seus conteúdos quanto à integridade e violação, embalagem, rotulagem e fita lacre. Caso haja avarias que possam ter comprometido os produtos, informar no verso do documento de entrega, datar, assinar e devolver os volumes para o transportador.

  • Conferir as informações contidas nas notas fiscais comparando com as caixas.(no. de lote, quantidade, etc.)

  • Se os volumes estiverem com aspecto normal, destacar e assinar e devolver os canhotos das notas.

  • Não havendo pedido no sistema, verificar com o comprador se aceita ou devolve a mercadoria.

  • Havendo divergência no pedido, emitir relatório de divergência e solicitar correção.

  • Se todos os itens estiverem de acordo com o pedido e com a entrega, liberar para a área de estoque/armazenamento.

  • A última etapa da recepção é o registro no sistema informatizado dos produtos recebidos.

  • Registrar o no. da NF, data de emissão, nome do fornecedor, endereço do fornecedor, nome genérico do medicamento, no. do registro do medicamento, no. do lote, validade, apresentação quantidades.

  • Encaminhar a 1a. via da NF para o setor financeiro, arquivar a 2a. via.

  • Conferir todos os passos anteriores e organizar a recepção.

  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade.
 
Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa
 
ESTOCAGEM / ARMAZENAMENTO DE MERCADORIAS / ESTOCAGEM
 
 
  • Verificar na área de recebimento / recepção os produtos liberados, dando preferência aos prioritários.
 
  • Nenhum medicamento pode ser armazenado antes de ser oficialmente recebido e registrado.
 
  • Colocar os volumes sobre os estrados ou sobre a mesa. Nunca coloque os volumes em contato com o piso ou paredes.
 
  • Inspecionar os produtos quanto a sua embalagem nos seguintes itens: nome genérico e comercial, fabricante, responsável técnico, no. Registro no MS, data de fabricação, data de validade, selo holográfico, no. de lote a que a unidade pertence, peso, volume líquido, dosagem ou quantidade de unidades (conforme o caso), qualidade da rotulagem, presença de umidade, condições de fechamento da embalagem, condições da caixa, temperatura.

  • Definir o local para o produto, levar até o local, reempilhando o estoque existente, obedecendo a símbolos existentes, e empilhamento o no. máximo permitido.

  • Para grandes quantidades, colocar sobre os estrados, fazer o bloco com caixas sobre os estrados equilibrando-as conforme o peso e fazendo a amarra dos volumes de modo que permita a circulação de ar.
 
  • Para volumes menores, colocar nas prateleiras, deixar visível a identificação do produto e seqüência de lote.
 
  • Caso o medicamento possua mais de um no. de lote, armazenar pela ordem crescente dos números dos lotes, dando preferência, na hora da distribuição/expedição, ao no. de lote mais antigo.
 
  • Colocar na prateleira, permitindo a fácil visualização e identificação dos medicamentos.Seguir as recomendações do fabricante.
 
  • As embalagens vazias não devem ser utilizadas para expedição ou guarda de outros produtos.
ARMAZENAMENTO
 
  • Estocar os medicamentos de forma que permita a circulação interna de ar entre eles, parede, teto e piso; não deixar encostados nas paredes, ou diretamente no chão.
 
  • Não arremessar caixas nem colocar muito peso sobre elas. O manuseio inadequado dos medicamentos pode afetar sua estabilidade.
 
  • Toda quebra ocorrida durante a armazenagem, deverá se recolhida, relacionada e enviada para área de segregação.
 
  • O estoquista/guardador é o responsável pela limpeza e conservação de sua área de trabalho.
 
  • Verificar se as mercadorias estão bem acondicionadas.
 
  • Verificar o posicionamento das caixas se estão corretas conforme as setas das embalagens. Obedecer às recomendações das caixas, quanto à fragilidade e empilhamento máximo.
 
  • Avaria em mercadorias: rapidamente abrir, retirando os quebrados, para salvar as embalagens, sem baque.
 
  • Registrar em formulário específico a temperatura e umidade no depósito.
 
  • Limpar diariamente o ambiente, retirar o lixo das lixeiras, verificar a organização dos produtos nas prateleiras.
 
  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
Mês____________________________
DATA -----------
.
HORA -----------
.
TEMPERATURA-----
UMIDADE---------
.
ASSINATURA------
 
  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
LIMPEZA/ORGANIZAÇÃO
 
LIMPEZA
 
  • Limpar diariamente o local de trabalho.

  • Recolher o lixo e colocar sacos de lixos novos.

  • Retirar a poeira das caixas e prateleiras

  • Ao varrer o ambiente, cuidar para não levantar poeira.

  • Não trocar de lugar as mercadorias organizadas nos locais de estoque

  • Quando encontrar produto danificado, comunicar o responsável técnico imediatamente.

  • Qualquer dúvida quanto à movimentação de trocas de lugares, comunicar imediatamente ao Responsável técnico.

  • Resíduos e fragmentos de embalagens (viro, papel, etc.), acondicionar em caixa de papelão, identificada como lixo e encaminhar para a coleta seletiva.

  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
PRODUTOS DANIFICADOS (QUEBRA FÍSICA)
 
  • Todo produto danificado durante o manuseio interno, deverá ser relacionado em formulário específico.
 
  • Diariamente conferir no estoque se ocorreu algum dano nos produtos estocados.
 
  • Os produtos danificados devem ser retirados, registrados e levados para área de segregação. Na área de segregação cuidar para colocar na prateleira correspondente ao tipo de medicamento segregado.
 
  • Medicamentos não controlados avariados que não foram alterados qualitativamente (passíveis de consumo), liberados pelo Farmacêutico, proceder à classificação de acordo com critérios convenientes (ordem alfabética, indicações de uso, forma farmacêutica, etc.)
 
  • Resíduos e fragmentos de embalagens (viro, papel, etc.), acondicionar em caixa de papelão, identificada como lixo e encaminhar para a coleta seletiva.
 
  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
 
SEPARAÇÃO DE PEDIDOS
 
SEPARAÇÃO
 
  • Ler quais os produtos e quantidades solicitadas de acordo com as faturas de vendas.
 
  • Observar o preenchimento correto dos itens que devem obrigatoriamente constar no registro de distribuição: no. NF, nome do destinatário, endereço (rua, no., bairro, município), data da venda, especificações dos medicamentos, quantidades.
 
  • De acordo com o pedido, localizar os produtos no estoque, selecionar os produtos, conferir descrição e dosagem .
 
  • Verificar a data de validade do produto, retirando do estoque produtos com menos de 90 dias do vencimento.
 
  • Retirar os medicamentos do estoque obedecendo à ordem cronológica de seus lotes de fabricação, separar em primeiro lugar os lotes mais antigos. “Primeiro que entra é o primeiro que sai”.
 
  • Todo medicamento danificado (impróprio para venda) deverá ser recolhido, relacionado e enviado para a área de segregação.
 
  • Produtos que apresentam defeito de fabricação deverão ser relatados ao Farmacêutico Responsável.
 
  • Estando em prefeitas condições, de acordo com o pedido, colocar os produtos dentro da caixa de forma ordenada.
 
  • Fechar as abas da caixa com fita adesiva.
 
  • Identificar os volumes com os dados do cliente e do pedido.
 
  • Na falta do produto solicitado, que conste no estoque (consulta via sistema ou relatório), e não localizado, destacar com caneta, solicitando o cancelamento do item pedido.
 
  • Não liberar as notas antes de ler todos os volumes do pedido.
 
  • Após a separação do pedido, dar OK e liberar para o carregamento do caminhão.
 
  • Todos os pedidos deverão ser conferidos.
 
  • Após a liberação para carregamento e transporte, levar o pedido para dar baixa no sistema informatizado.
 
CARREGAMENTO E TRANSPORTE
 
  • Verificar se todos os volumes estão com as etiquetas de identificação dos clientes e se foram registrados antes do carregamento do caminhão.
 
  • Todos os volumes serão carregados em caminhões de transportadoras que obedeçam as boas práticas de transporte de medicamentos.
 
  • Todos os caminhões devem ter equipamentos de segurança contra roubo.
 
ROUBOS/ACIDENTES DE CARGAS
 
  • Em casos de acidentes ou roubos de cargas, a distribuidora deverá ser informada imediatamente, para tomar providências, e comunicar os clientes que a carga será reposta no dia seguinte.
 
  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
DEVOLUÇÃO DE MERCADORIAS
  
PLANO DE RECOLHIMENTO
  • As ordens de recolhimento de produtos poderão ser procedentes da Indústria (detentor do registro) ou das Secretarias de Vigilância Sanitárias.
 
  • Independentemente das suas origens estas ordens (por escrito) são registradas e arquivadas, pelo Farmacêutico responsável, em pasta específica.
 
  • O Farmacêutico Responsável inspeciona os estoques, à procura do lote mencionado na ordem de recolhimento. Caso presente no estoque, este lote será bloqueado para venda e levado para a área de segregação.
 
  • Caberá também ao Farmacêutico responsável, cadastrar o lote a ser recolhido, (em arquivo adequado, informatizado ou não) e com ele alimentar continuamente os setores de recebimento e de devolução de produtos, para que monitorem a entrada destes lotes inadequados.
 
  • O Farmacêutico se encarregará de identificar através dos sistemas informatizados de controle de lotes, os clientes que compraram os lotes em questão.
 
  • Os clientes que adquiriram os lotes a serem recolhidos são acionados através de telefone, para retirar os produtos dos locais de venda, e colocar em caixa separada com etiqueta de recolhimento.
 
  • Os produtos citados em ordem de recolhimento serão aceitos pelo setor de recebimento, mediante NF de devolução, onde deverá constar o nome do produto, a quantidade e número de lote.
 
  • Ao chegarem ao setor de recepção, os produtos terão seus lotes conferidos e confirmados e serão encaminhados para a área de segregação, no aguardo do processo de emissão de nota Fiscal de devolução para o Fabricante (detentor do registro) ou da retirada dos mesmos pela Vigilância Sanitária.
 
DEVOLUÇÃO POR VENCIMENTO DE PRAZO
 
  • Os produtos devolvidos deverão estar acompanhados de NF de devolução e se possível, cópia de nota fiscal de origem.
 
  • Produtos devolvidos com prazo de validade inferior a 90 dias, são bloqueados ou baixados do estoque e segregados para negociação com o fornecedor.
 
  • Produtos com prazo de validade superior a 90 dias, deverão retornar ao estoque, após serem registrados e conferidos pelo Farmacêutico responsável.
 
DEVOLUÇÃO POR PROBLEMAS DE FABRICAÇÃO
 
  • Os produtos devolvidos deverão estar acompanhados de NF de devolução e cópia da nota fiscal de origem.
 
  • Produtos devolvidos por defeito de fabricação, são bloqueados ou baixados dos estoques e segregados por defeito de fabricação para negociação com fornecedor.
 
  • Registrar e arquivar na pasta do fornecedor.
 
  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
 
DEVOLUÇÃO DE PRODUTOS DANIFICADOS (QUEBRADOS)
 
  • Os produtos devolvidos deverão estar acompanhados de NF de devolução e cópia de NF de origem.
 
  • Todo produto devolvido e que não apresente condições de comercialização será enviado imediatamente à área de segregação.
 
  • O farmacêutico Responsável verifica as condições de todos os medicamentos devolvidos e informa o destino correto.

DEVOLUÇÃO POR ERRO DO PROCESSO
 
  • Os produtos devolvidos deverão estar acompanhados de NF de devolução e NF de origem.
 
  • Toda mercadoria devolvida por erro de processo (televendas, trocas de endereço ou erro de cliente), terá seu lote verificado através do sistema informatizado, devendo ser procedente do nosso estoque.
 
  • Deverá ter origem desta distribuidora, não apresentarem violação nem danificação de sua embalagem.
 
  • O farmacêutico responsável verifica as condições acima descritas.
 
  • Os produtos deverão ser reendereçados e guardados no estoque após serem registras e admitidos no sistema informatizado.
 
RECLAMAÇÃO DE FALTA
 
  • Toda reclamação de falta é encaminhada ao setor de expedição contento a documentação necessária.
 
  • O setor processa á análise da reclamação conforme critérios estabelecidos.
 
MEDICAMENTOS INTERDITADOS/LIBERADOS
 
Os produtos que estavam interditados na área de segregação, somente poderão regressar ao estoque se:
 
  • Estiverem nas embalagens originais e estas não tiverem sido abertas e se encontrem em boas condições.
 
  • Se estiveram armazenados e foram manuseados de modo adequado conforme suas especificações. O período remanescente até o fim do prazo de validade for aceitável para que o produto percorra as outras etapas da cadeia, até o consumo, mantida a sua validade.
 
  • Os produtos forem examinados pelo Farmacêutico responsável, com a avaliação que atenda à natureza do produto, às eventuais condições de armazenamento que necessita a ao tempo decorrido desde que foi enviado.
 
  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
 
SEGREGAÇÃO DE PRODUTOS
 
  • Enviar para a área de segregação todo o produto com problemas, devolvidos ou recolhidos por terem embalagem violada, ou suspeitos de contaminação, os medicamentos com prazo de validade vencida e os recolhidos.
 
  • Registrar todos os produtos enviados para a área de segregação. Dar baixa no estoque de distribuição.
 
  • Identificar as caixas com o tipo de problema que o levou a área de segregação (vencidos, devolvidos, violadas, outros).
 
  • Colocar nas prateleiras, reservando um andar para cada tipo de problema (vencidos, devolvidos, violados, outros). Nunca colocar os volumes em contato com o piso ou as paredes.
 
  • Produtos devolvidos por clientes ficam na área de segregação até a avaliação do farmacêutico e posterior decisão sobre o seu destino.
 
  • Medicamentos devolvidos intactos, após minuciosa checagem confirmatória, devem ser postos de volta no estoque da armazenagem após o registro no sistema informatizado.
 
  • O Farmacêutico responsável investiga a causa da devolução, registra no sistema e toma as medidas corretivas.
 
  • Aqueles devolvidos danificados ou violados são devolvidos ao fabricante acompanhados da NF. Esta operação é registrada no sistema informatizado.
 
  • Os produtos devolvidos com prazo de validade vencido são registrados pelo Farmacêutico e devolvidos ao fabricante, acompanhados da NF.
 
  • Os produtos adulterados, falsificados ou suspeitos, aqueles que provocaram episódios de reações adversas inesperadas ou graves, são imediatamente notificados a Vigilância Sanitária.
 
  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
 
AUTO-INSPEÇÃO
 
  • O Farmacêutico Responsável realiza auto-inspeções semanalmente observando e anotando os seguintes itens:
Data_______/______/_______ Hora_______:________.
 
 
Bom - Ruim - Não possui - Providencias - Observações
  • Condições e conservação do prédio
 
  • Os arredores do edifício estão limpos
 
  • Existem fontes de poluição ou contaminação ambiental, próximo ao edifício
 
  • As telas de proteção estão em bom estado de conservação
 
  • Condições do piso
 
  • Condições das paredes
 
  • Condições do teto
 
  • Condições da iluminação
 
  • Condições de ventilação
 
  • Condições gerais de limpeza
 
  • Condições de instalações elétricas
 
  • Condições de temperatura.e funcionamento do termômetro
 
  • Condições dos extintores
 
  • Armazenamento de material de limpeza interno
 
  • Organização da recepção
 
  • Organização da área administrativa
 
  • Organização da área de separação/expedição
 
  • Organização da área de estocagem/armazenamento
 
  • Organização da área de segregação
 
  • Limpeza e organização dos sanitários
 
  • Limpeza em baixo dos estrados e prateleiras
 
  • Limpeza e tampas dos lixos
 
  • Ralos com telas
 
  • Organização dos estoques nos estrados
 
  • Organização dos estoques nas prateleiras
 
  • Visualização dos medicamentos nas prateleiras
 
  • Facilidade de circulação entre os estoques
 
  • Estabilidade dos medicamentos (ver indicativos de possíveis alterações na estabilidade)
 
  • “Neste local desenvolva um POP sobre o assunto abaixo, utilize o modelo de POP oferecido nas “Dicas dos Fiscais” e utilize as informações abaixo como modelo, modificando, complementando e adaptando conforme a sua realidade. Lembre-se, um POP deverá descrever o SEU Procedimento e como tal deverá ser coerente com o trabalho na SUA empresa.”
 
INDICATIVO DE POSSIVEIS ALTERAÇÕES NA ESTABILIDADE DE MEDICAMENTOS
 
FORMAS FARMACÊUTICAS - ALTERAÇÕES VISÍVEIS-COMPRIMIDOS
 
  • Quantidade excessiva de pó
 
  • Quebras, lascas, rachaduras na superfície.
 
  • Manchas, descoloração, aderência entre os comprimidos, ou formação de depósitos de cristais sobre o produto.
 
DRÁGEAS
Fissuras, rachaduras manchas na superfície.
 
CÁPSULAS
Mudança na consistência ou aparência (amolecimento ou endurecimento).
 
PÓS E GRANULOS
  • Presença de aglomerados.
  • Mudança na cor ou endurecimento.
PÓS ENFERVECENTES
Crescimento da massa e pressão gasosa.
 
CREMES E POMADAS
  • Diminuição do volume por perda de água.
  • Mudança na consistência.
  • Presença de líquido ao apertar a bisnaga.
  • Formação de grânulos e textura arenosa.
SUPOSITÓRIOS
Amolecimento, enrugamento ou manchas de óleo.
 
SOLUÇÕES/XAROPES/ELIXIRES
  • Precipitação.
  • Formação de gases.
SOLUÇÕES INJETÁVEIS
Turbidez, presença de partículas, vazamento, formação de cristais e mudança na coloração.
 
EMULSÕES
Quebra da emulsão, mudança na coloração e no odor.
 
SUSPENSÕES
Precipitação, presença de partículas, grumos, cheiro forte, mudança na coloração, entumecimento e liberação de gases.
 
TINTURAS/EXTRATOS
Mudança de coloração, turbidez e formação de gases.
 
DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS
 
“Nome da Distribuidora”
 
Localização:
Av. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
 
Área de atuação:
Região metropolitana de São Paulo...
 
Responsável Técnico:
XXXXXXXXXXXXX (Farmacêutico- CRF-RS I-XXXX)
 
Boas práticas de armazenamento e distribuição de medicamentos
 
“Nome da Distribuidora”
 
Responsável Técnico: XXXXXXXXX CRF -XXXX
 
1 OBJETIVOS
 
  • Garantir a integridade dos produtos armazenados, desde a recepção até a distribuição, produzindo informações qualificadas para uso no monitoramento das atividades operacionais e no controle gerencial.
  • Assegurar condições satisfatórias de conservação do produto.
  • Reduzir custos com estocagem.
  • Eliminar perdas.
  • Manter níveis de estoque compatíveis com equilíbrio aquisição/estoque/entrega.
  • Produzir informação.
 
2 ESTRUTURA FISICA
 
  • A localização da distribuidora é de fácil acesso para o recebimento e distribuição dos produtos.
  • Está localizada em um prédio...
  • As instalações e equipamentos estão adequados para a conservação e distribuição de medicamentos.
  • Os dispositivos de monitorização são permanentes.
  • Equipamentos: Termo-Higrômetro digital, Condicionador de Ar...
  • Piso: O piso é liso, lavável, de fácil higienização, resistente para suportar o peso dos produtos e movimentação dos equipamentos.Tipo de piso: lajotas, granilite, paviflex...
  • Paredes: As paredes são de cor branca, com pintura lavável, isentas de infiltrações e umidade.Tipos de Paredes: azulejo, tinta látex hospitalar...
  • Ventilação: As diferentes áreas possuem aberturas, protegidas por telas milimétricas, que permitem a ventilação dos recintos.Janelas com telas nas sala....
  • Pé direito: A altura, do piso ao teto, é suficientemente alto para permitir o empilhamento dos produtos e a ventilação do ambiente.
  • Altura do pé direito: pelo menos 6 metros
  • Rede elétrica;
  • Toda rede elétrica possui aterramento e quadro de disjuntores apropriado ao porte das instalações e equipamentos.
  • Iluminação: A iluminação é adequada ao desenvolvimento das atividades, feita com lâmpadas frias, colocadas no teto.
  • Sanitários: São XX sanitários, sem comunicação direta com a área de estocagem. Os ralos dos sanitários são protegidos com telas. Os sanitários possuem toalhas descartáveis, sabonete líquido e lixeiras com tampa. Um dos sanitários, o maior, serve como vestiário para os funcionários.
 
A área física está dividida em:
 
a)Área de recepção.
b)área administrativa.
c)área de separação/expedição.
d)área de estocagem/armazenamento.
e)área de segregação.
f)Sanitários.
g)etc...
 
3 RECEPÇÃO
 
  • A área de recepção está montada de modo a proteger as remessas. A área de recepção é separada da área de armazenamento.
  • As remessas são examinadas durante a recepção para verificar se os conteúdos não estão danificados e se a remessa corresponde à encomenda. Utilizamos um procedimento operacional padrão.
 
4 ESTOCAGEM / ARMAZENAMENTO
 
Os medicamentos são estocados em local distinto e nas condições especificadas pelo fabricante, para evitar a sua deterioração pela luz, umidade ou temperatura. Utilizamos um procedimento operacional padrão.
 
5 TEMPERATURA / UMIDADE
 
  • A temperatura e a umidade são diariamente monitorizadas e registradas.Os registros são regularmente analisados. Utilizamos uma tabela de anotação afixada ao lado do termômetro.
  • O controle é adequado para manter todas as partes da área de armazenamento dentro do intervalo de temperaturas especificado.
 
6 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
 
As instalações estão sempre limpas e sem detritos, poeiras e agentes infestantes, e são adotadas precauções quanto à entrada de insetos e roedores. Na parte superior das divisórias, estão colocadas telas de proteção que impedem a entrada de insetos, mas permitem a circulação de ar. A limpeza geral é realizada uma vez por semana por funcionário especifico para esta tarefa, e o material de limpeza é armazenado em local separado. Utilizamos um procedimento operacional padrão.
 
7 SEPARAÇÃO / EXPEDIÇÃO
 
  • Existe um sistema de rotação dos estoques (primeiro a entrar, primeiro a sair), sujeito a verificações periódicas e freqüentes.
  • Os produtos com o prazo de validade a dois meses do seu término, ou com esse prazo já ultrapassado, são separados, em local apropriado (área de segregação) e não são vendidos ou fornecidos, mas imediatamente devolvidos ao fornecedor.
 
8 SEGREGAÇÃO
 
Os medicamentos cuja embalagem tenha sido danificada ou relativamente aos quais haja suspeita de contaminação são retirados do estoque e colocados na área de segregação. Utilizamos um procedimento operacional padrão.
 
 
9 PESSOAL
  • O Farmacêutico Responsável técnico assegura que o sistema de qualidade seja concretizado e mantido.
  • O farmacêutico é devidamente habilitado pelo Conselho Regional de Farmácia.
  • Os funcionários envolvidos no armazenamento de medicamentos receberam treinamento por parte do responsável técnico, inclusive instruções de higiene relevantes às suas atividades, além de motivação para manutenção dos padrões de qualidade.
  • Todos os funcionários realizaram exames médicos, em casos de suspeita ou confirmação de enfermidades, o funcionário é afastado temporariamente ou definitivamente de suas atividades, obedecendo à legislação específica.
  • Todo funcionário recebe informações sobre as tarefas que lhe são atribuídas.
  • Não é permitido fumar, realizar refeições ou manter substâncias ou objetos pessoais, que possam contaminar os produtos, dentro do estabelecimento.
 
10 EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
 
Computador com software específico para controle, processamento e gerenciamento de medicamentos a serem distribuídos, material de administração, material de escritório, termômetros de máxima e mínima, com controle de umidade, extintores de incêndio, prateleiras e estrados ....
 
11 LIXO
Os recipientes para armazenagem de lixo são identificados e protegidos com sacos plásticos, tampa, e descarregados sempre que necessário.
 
12 EPI
 
  • Os funcionários utilizam uniforme de proteção individual.
  • Murais de avisos: cada área específica possui quadro de avisos de fácil visualização, onde constam as normas de procedimentos e segurança exigidas.
 
13 DOCUMENTAÇÃO
 
  • Toda a documentação esta acessível às autoridades competentes.
  • Os medicamentos são adquiridos por fornecedores reconhecidos, autorizados, e com comprovação de regularidade, assim como de controle de qualidade.
  • Existem procedimentos escritos para as várias operações susceptíveis de afetar a qualidade dos produtos ou da distribuição.
  • Estes procedimentos foram Elaborados, assinados e datados pelo responsável técnico.
  • Registros: Os registros são efetuados simultaneamente com as operações que lhes dão lugar de forma que seja possível reconstituir todas as atividades ou acontecimentos significativos e serão mantidos durante pelo menos cinco anos.
  • São mantidos os registros de todas as compras e vendas, os quais indicam a data da compra ou fornecimento, o nome do medicamento e a quantidade recebida ou fornecida, bem como o nome e endereço do fornecedor ou destinatário.
  • No que respeita às transações entre fabricantes e a distribuidora, os registros asseguram a identificação da origem e destino dos produtos, nomeadamente através dos números de lote, o que torna possível determinar todos os fornecedores e os potenciais destinatários de um medicamento.
  • Fornecimentos aos clientes: Somente são efetuados fornecimentos a outros estabelecimentos autorizados e habilitados a adquirir medicamentos.
  • Para todos os fornecimentos a uma entidade autorizada ou habilitada a adquirir medicamentos existe um registro que possibilita determinar a data, o nome, a forma farmacêutica e o lote do medicamento, a quantidade fornecida e o nome e endereço do fornecedor e do destinatário.
 
14 TRANSPORTE
 
Os medicamentos são transportados por empresa autorizada e com controle de qualidade, em todo o seu circuito por forma que:
 
a)Não se perca a sua identificação;
 
b)Não contaminem nem sejam contaminados por outros produtos ou materiais;
 
c)Sejam adotadas precauções especiais contra danos, perdas ou roubos;
 
d)Estejam em condições de segurança e não sejam sujeitos a condições inapropriadas de calor, frio, luz, umidade ou outros fatores adversos, nem à ação de microrganismos ou agentes infestantes.
 
Os medicamentos que necessitem de controle da temperatura durante o armazenamento são igualmente exigidos a serem transportados em condições especiais adequadas.
 
15 RECOLHIMENTO
 
  • Devoluções de medicamentos não defeituosos: Para evitar a sua redistribuição, os medicamentos sem problemas de qualidade que sejam ou tenham de ser devolvidos são separados do estoque, até que seja adotada uma decisão quanto ao seu destino.
  • Utilizamos um procedimento operacional padrão.
  • São mantidos registros das devoluções e o responsável técnico aprova formalmente a reintegração das mercadorias nos estoques, não comprometendo o funcionamento eficaz do sistema (primeiro que entra, primeiro que saí).
  • Plano de emergência de recolhimento: Existe um procedimento escrito relativo a um plano de emergência de recolhimento, sendo coordenado pelo responsável técnico. Utilizamos um procedimento operacional padrão.
  • Todos os pedidos de recolhimento são registrados na altura em que se efetuem.
  • Os registros estão à disposição das autoridades competentes dos locais onde os produtos tenham sido distribuídos.
  • Para assegurar a eficácia do plano de emergência, o sistema de registro de fornecimentos possibilita a identificação e contactos imediatos de todos os destinatários de um dado medicamento.
  • Em caso de pedido de recolhimento, por parte dos fornecedores, comunica-se ao serviço de Vigilância Sanitária.
  • Em caso de recolhimento de um lote, todos os clientes, a quem o lote tenha sido distribuído são imediatamente informados.
  • Os medicamentos recolhidos são imediatamente retirados dos estoques e armazenados numa área separada própria (área de segregação), até que sejam devolvidos de acordo com as instruções do fornecedor ou da vigilância Sanitária.
  • Medicamentos falsificados: os medicamentos falsificados presentes na rede de distribuição, quando identificados, são mantidos separados dos restantes medicamentos para evitar confusões, e na a sua rotulagem é indicado claramente que não se destinam a ser comercializados.
  • As autoridades competentes e o fornecedor do produto original são imediatamente informados.
  • Qualquer operação de devolução, rejeição ou recolha e recepção de produtos falsificados é devidamente registrada, e os registros ficam à disposição das autoridades competentes.
  • Em todos os casos é adotada uma decisão formal, pelo responsável técnico, documentada e registrada sobre o destino destes produtos.
 
16 AUTO-INSPEÇÕES
 
São efetuadas e registradas auto-inspeções para monitorizar a implementação e observância das presentes normas e garantir a limpeza e organização do estabelecimento. Utilizamos um procedimento operacional padrão.
 
Fonte boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com

Abricó do Pará

Abricó do Pará - O abricó do pará, também chamado abricó, abricó de são domingos e abricó selvagem, é produto de uma árvore da família das Gutíferas, a que também pertencem o bacuri, o bacoparé, etc. O fruto,do tamanho de uma laranja, apresenta uma massa cor de abóbora, doce e aromática, aderente à casca. É geralmente muito apreciado. 

Utilidades Medicinais

Ácido úrico - Usar abundantemente o abricó, fazendo refeições exclusivas desta fruta.

Catarro - Para as eliminações catarrais em geral recomenda - se fazer refeições compostas principalmente de abricó - do pará; mas não convêm usá-lo em excesso.

Febre - Chá das folhas, não muito forte. Morno, às colheradas.

Hipertensão arterial - Parece adequada a inclusão do abricó - do - pará na alimentação dos hipertensos.

Verminoses - Moer as sementes. Misturar com mel e tomar uma colher de sobremesa em jejum.

Fonte agrobyte.com.br

Cirurgias para tratamento da obesidade quase dobraram em um ano

Presidente da Sociedade de Cirurgia Bariátrica afirma que o número representa apenas 2% dos que necessitam de tratamento

O número de obesos que se submetem a operações para emagrecer subiu de cerca de 35 mil em 2009 para 60 mil em 2010. Desde 2003, o crescimento foi de 270%, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Os números são colhidos entre os médicos associados à sociedade e as empresas que fornecem o material para as operações. O país só perde para os Estados Unidos em número de cirurgias. Segundo a sociedade, lá são feitos 300 mil procedimentos do tipo por ano.

A operação pode ser indicada para pessoas com IMC (índice de massa corporal) maior do que 40 ou para quem está entre 30 e 35 e tem doenças associadas ao ganho de peso, como diabetes e apneia do sono. O IMC é obtido dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado.

Ricardo Cohen, presidente da Sociedade de Cirurgia Bariátrica, afirma que o crescimento é uma boa notícia, mas que muita gente ainda não tem acesso ao tratamento.

— Só operamos 2% das pessoas que precisam — diz.

De acordo com os últimos dados do IBGE, divulgados no ano passado, 12,4% dos homens brasileiros são obesos. Entre as mulheres, a proporção é de 16,9%. O endocrinologista Alfredo Halpern lembra que a cirurgia não deve ser vista como o primeiro tratamento:

— Muita gente pode emagrecer com tratamento clínico, mas alguns acham que operar é mais fácil.
Fonte Zero Hora

Melasma: saiba mais sobre as manchas na pele que atingem principalmente as mulheres

Base do tratamento é feito através da prevenção com o uso diário de filtro solar

A exposição cumulativa ao sol e à luz visível, ou seja, qualquer tipo de iluminação, sem proteção adequada com filtro solar, pode causar manchas escuras na pele, chamadas de melasma.

De acordo com a dermatologista Mauren Seidl, estas manchas costumam aparecer principalmente no rosto e geralmente após os 25 anos. O melasma atinge pessoas com predisposição genética e na maioria das vezes preocupa mais as mulheres.

No entanto, ao contrário do que muitas vezes se diz, na verdade o anticoncepcional e os hormônios liberados durante a gravidez não causam melasma, somente agravam um quadro já existente.

A base do tratamento é feito através da prevenção com o uso diário de filtro solar durante todo a vida para evitar que as manchas voltem.

Já os procedimentos para eliminar as manchas são feitos com aplicações de ácidos, realização de peeling químico e, em último caso, com laser.
Fonte Zero Hora

Despejo deixa pacientes com deficiência mental de Campo Bom sem ter para onde ir


Proprietária da clínica não pagava o aluguel há quase um ano

Uma ação de despejo em uma clínica particular de Campo Bom, no Vale do Sinos, deixou 14 pessoas com deficiência mental sem ter para onde ir na manhã desta quinta-feira. De acordo com a imobiliária responsável pela locação do imóvel, a proprietária da clínica não pagava o aluguel há quase um ano.

A técnica em enfermagem e proprietária da clínica, Eliane Santos, confirma o atraso do pagamento, mas se defende com a afirmação de que só foi informada sobre o despejo na noite de quarta-feira. Conforme a oficial de justiça que cuida do caso, Sônia Lucena, o prazo para que os pacientes sejam retirados do imóvel se encerra às 18h.

Proprietária também de uma clínica para idosos em Novo Hamburgo, Eliane diz que o local não comportaria os pacientes de Campo Bom. Ela tenta contato com os familiares das pessoas que estão internadas para que eles as abriguem até que um outro imóvel seja locado para a instalação da clínica.

Fonte Zero Hora

Com desenvolvimento, China vive epidemia de obesidade

Na última década, o PIB (Produto Interno Bruto) da China teve um aumento dramático e, ao mesmo tempo, a população obesa do país também cresceu de maneira considerável.

Na comparação entre China e Estados Unidos, o problema da obesidade entre os chineses parece muito menos grave do que o dos americanos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2010, 38,5% da população chinesa de 15 anos ou mais estava acima do peso. Nos Estados Unidos, mais de 74% das pessoas com 15 anos ou mais são classificadas como acima do peso.

No entanto, a expansão da taxa de obesidade na população chinesa é chocante. A China está seguindo rapidamente o caminho dos americanos em termos de obesidade.

DINHEIRO E PESO
De acordo com o Banco Mundial, o PIB da China em 2009 totalizou US$ 4,99 trilhões, um aumento de 81% em relação ao PIB de 2005, que alcançou US$ 2,75 trilhões.

O número de obesos na China está crescendo ainda mais rapidamente. Existem cerca de 100 milhões de pessoas obesas no país atualmente, mais de cinco vezes o número registrado em 2005, quando 18 milhões eram considerados obesos.

"Os americanos nos deram uma lição ou estabeleceram um exemplo. Infelizmente estamos seguindo o velho caminho dos americanos", disse à BBC o professor Chen Junshi, especialista em saúde pública e membro da Academia Chinesa de Engenharia.

"Não há indicação de que vamos aprender com as lições americanas. O povo chinês foi pobre durante muito tempo. Agora, eles têm algum dinheiro no bolso, querem aproveitar. Querem seguir o estilo de vida ocidental", acrescentou.

CONTROLE
O professor afirma que muitos chineses agora comem sem praticar atividades físicas e, para enfrentar o problema é importante criar um ambiente para o controle do peso. Mas, segundo professor, na China não há este tipo de ambiente no momento.

Chen Junshi lembra que os Estados Unidos e outros países desenvolvidos têm um histórico mais longo de obesidade e, atualmente, têm um ambiente melhor para o controle de peso da população, estimulando a prática de atividades físicas.

Os países desenvolvidos ocidentais chegaram ao pico de obesidade. Por exemplo: a média do peso nos Estados Unidos parece estar caindo ou, pelo menos, não está aumentando.

Mas, para os chineses, esta média está aumentando e eles vão chegar a um nível estável antes de iniciar a queda. "Eles estão seguindo completamente o modelo americano", disse Chen Junshi.

Existe uma frase chinesa a respeito de proteção ambiental que afirma: "desenvolva primeiro, lide com o problema depois". Talvez este também seja o comportamento em relação ao problema da obesidade, diz o professor.

Fonte Folhaonline

Remédio biológico ataca tumor gástrico com mutação genética

Pacientes com um tipo de câncer de estômago que apresenta uma mutação têm mais uma opção de tratamento.

O anticorpo monoclonal trastuzumabe, uma droga biológica que impede a reprodução das células cancerosas portadoras da mutação, passa a poder ser indicado também para tumores de estômago. O remédio já era usado para câncer de mama.

A mudança de indicação foi aprovada em julho pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De acordo com o oncologista Paulo Hoff, diretor do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), de 10% a 15% dos tumores gástricos têm a mutação conhecida como HER2 e podem ser tratados com o anticorpo.

NOVO ESTUDO
Um estudo sobre a droga (patrocinado pela fabricante do remédio, a Roche) com 584 pessoas em 24 países foi publicado na revista médica "Lancet" no ano passado.

A pesquisa mostra que os pacientes, cujos tumores não podiam mais ser operados, ganharam cerca de três meses a mais de sobrevida com o tratamento aliado à quimioterapia, em comparação aos que receberam só a químio.

TERAPIA-ALVO
Hoff afirma que a busca por novos tratamentos oncológicos tem se concentrado na identificação de subgrupos de tumores, para o desenvolvimento de terapias individualizadas.

"Antigamente, o câncer era ou de mama ou de estômago ou de intestino. Hoje, sabemos que dois tumores podem estar no mesmo órgão e ser muito diferentes do ponto de vista molecular."

Apesar de o ganho de sobrevida mediano ser de apenas três meses, Hoff lembra que alguns pacientes podem se beneficiar mais. "Quanto mais forte a expressão do receptor HER2, mais o tratamento funciona." A desvantagem do tratamento é o preço. "A cada três semanas, gasta-se cerca de R$ 6.000 a R$ 7.000."

Fonte Folhaonline

FDA aprova mais um comprimido diário para tratar HIV

Reguladores dos EUA aprovaram mais um comprimido diário para tratar a Aids, da Gilead Sciences Inc's.

Nesta quarta-feira, o FDA (agência reguladora de remédios e alimentos no EUA) liberou o Complera para pacientes que não receberam tratamento prévio contra o vírus HIV. A droga, que custa US$1.705 por mês, combina o Truvada, da Gilead, com o Edurant, da Johnson & Johnson, aprovado em maio.

A farmacêutica Gilead já vende outro comprimido diário, o Atripla, que combina o Truvada com a Sustiva, da Bristol-Myers Squibb.

A agência reguladora rejeitou o primeiro pedido da Gilead, em janeiro, alegando que não havia informações suficientes.

Também na quarta-feira, a companhia disse que resolveu todas as questões levantadas em uma carta de advertência da FDA. Na época, os reguladores levantaram preocupações sobre problemas de fabricação e qualidade do produto em San Dimas, na Califórnia, onde a Gilead fabrica muitos dos seus medicamentos.

Cerca de 33 milhões de pessoas no mundo têm o vírus da Aids. A maioria vive na África e na Ásia.

Fonte Folhaonline

Música ajuda a melhorar qualidade de vida de pacientes com câncer

Análise indica que tanto escutar música em cds pré-gravados como a musicologia podem ser um complemento aos tratamentos dos pacientes com câncer para melhorar seu bem-estar

WASHINGTON - A música, usada para ajudar a diminuir a ansiedade dos pacientes com câncer durante o tratamento, também pode atuar positivamente no estado de ânimo, na dor e na qualidade de vida, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.
A análise, conduzida pela professora Joke Bradt, do Departamento de Tratamentos Criativos da Universidade de Drexel, na Filadélfia, indica que tanto escutar música em cds pré-gravados como a musicologia podem ser um complemento aos tratamentos dos pacientes com câncer para melhorar seu bem-estar.

Os pesquisadores consideraram 30 estudos de sete países - Estados Unidos, China, Itália, Irã, Espanha, Taiwan e Vietnã - e realizaram uma análise sistemática conhecida como revisão Cochrane.

Estes ensaios combinam estatisticamente os dados dos estudos para estender a reflexão de suas descobertas, já que por si só ficaria limitada demais para produzir resultados fidedignos, afirmou à Agência Efe a Joke.

A fusão dos dados dos 30 estudos permitiu analisar a reação de 1.891 pacientes com diferentes tipos de câncer que escutaram música gravada ou que participaram de musicoterapia. Os resultados demonstraram que em ambos os casos os níveis de ansiedade reduziram "consideravelmente", segundo os padrões médicos para medir ansiedade.

Além disso, detectaram outros benefícios colaterais - em menor proporção, mas também positivos - na respiração e na pressão sanguínea de alguns pacientes - o que ressalta, segundo Joke, que "a música pode ser um tratamento complementar eficiente".

O Instituto Nacional do Câncer dos EUA define a musicoterapia como um conjunto de técnicas baseadas em música empregadas para ajudar a aliviar a dor ou a tensão.

Neste sentido, Joke disse que este procedimento pode servir como entretenimento e como fonte de concentração e "está provado que quanto mais relaxado está o paciente, menos dor ele sente".

Os resultados também sugerem que a musicoterapia pode ajudar a melhorar o estado de ânimo dos pacientes, embora não evite a depressão. Segundo Joke seria necessário fazer estudos mais profundos para entender melhor o impacto da aflição nesses casos.

A musicoterapia não só consiste em escutar composições musicais, mas inclusive o paciente pode manifestar suas emoções cantando ou tocando um instrumento. Além de servir de entretenimento, é uma forma de dar "energia" ao doente.

No caso dos cds, o terapeuta geralmente pede para o paciente escolher as preferidas em uma lista de cinco ou seis tipos de música, que abrangem de clássica, "new age" até country, para então produzir uma seleção exclusiva.

A escolha, que às vezes conta com ajuda de parentes e amigos, depende da necessidade do paciente que "às vezes pede música mais animada ou aquelas com letras que inspirem esperança".

"As músicas proporcionadas por musicoterapeutas capacitados, assim como as gravadas, apresentaram resultados positivos, mas atualmente não há provas suficientes para determinar se uma intervenção é mais eficiente que a outra", indicou.

O que está claro, segundo disse à Agência Efe, é que proporciona tranquilidade e é um veículo que ajuda a expressar emoções, sempre que necessário.

O artigo Music Interventions for Improving Psychological and Physical Outcomes in Cancer Patients, foi publicado na biblioteca virtual Cochrane Database of Systematic Reviews.

Fonte Estadão

Gravidez na adolescência é 'contagiosa' entre irmãs, aponta pesquisa

Estudo sugere que há mais probabilidade de que uma adolescente fique grávida se sua irmã mais velha tiver tido um bebê na adolescência

A gravidez na adolescência é "contagiosa" entre irmãs com idades próximas, segundo um estudo feito por pesquisadores britânicos e noruegueses.
A pesquisa, envolvendo mais de 42 mil adolescentes norueguesas, sugere que há mais probabilidade de que uma adolescente fique grávida se sua irmã mais velha tiver tido um bebê na adolescência.

O efeito é ainda maior quando as irmãs têm idades próximas e são de nível econômico mais baixo, os pesquisadores concluíram.

Segundo eles, o trabalho é relevante porque demonstra quão poderosa é a influência da família sobre o comportamento adolescente em comparação à escola e às instituições sociais.

Estudo
Os pesquisadores, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, da Universidade de Bergen e da Norwegian School of Economics, na Noruega, analisaram dados de crianças norueguesas nascidas entre 1947 e 1958 para comparar famílias de nível sócio-econômico semelhante vivendo em diferentes regiões do país.

Já foi constatado que fatores como nível sócio-econômico e educação influenciam índices de gravidez na adolescência. O novo estudo observou o efeito específico que irmãs exercem umas sobre as outras.

"Irmãs normalmente passam mais tempo juntas do que colegas de escola ou amigas, portanto há maior probabilidade de que uma irmã seja influenciada pelo comportamento da outra", diz o estudo.

O estudo concluiu que, entre adolescentes de nível sócio-econômico baixo na Noruega, a probabilidade de uma irmã menor ficar grávida na adolescência aumenta de 20% para 40% se a irmã mais velha tiver tido um bebê quando adolescente.

A probabilidade de uma gravidez na adolescência foi reduzida entre crianças com maior escolaridade, mas o efeito foi menor do que a influência exercida pela gravidez da irmã mais velha.

Uma das pesquisadoras envolvidas, a britânica Carol Propper, da Universidade de Bristol, descreveu o fenômeno como o "efeito contagioso da maternidade na adolescência".

"Dois grupos foram particularmente vulneráveis - o das famílias de baixa renda e o das irmãs com idades próximas", disse a pesquisadora.

'Efeito irmã' e a diferença de idade
Segundo Propper, o "efeito irmã" diminui à medida que aumenta a diferença de idade, já que irmãs com idades muito diferentes estariam em "trajetórias de vida diferentes". Irmãs com idades próximas, por outro lado, tendem a frequentar o mesmo círculo social.

O estudo foi baseado em nascimentos em vez de concepções. Propper disse que uma irmã mais velha que tem um bebê pode influenciar a decisão da irmã menor de ficar com o bebê.

"O estudo diz quão importante é a família em comparação às instituições ou à obrigatoriedade de que uma criança permaneça na escola por dois anos adicionais", afirma a especialista. "Mais políticas voltadas para a diminuição da gravidez na adolescência podem ser necessárias de forma a reduzir os partos de adolescentes."

Rebecca Findlay, representante da entidade britânica Family Planning Association, que oferece aconselhamento sobre sexualidade e contracepção, disse que "a gravidez na adolescência é complicada".

"Baixos níveis sociais, econômicos e de educação têm grande impacto sobre ela, e já sabemos que ser filha de uma mãe que ficou grávida na adolescência é um dos fatores de risco que contribuem para uma gravidez na juventude."

Findlay pondera que, "embora seja difícil fazer comparações diretas entre países nesse momento, o estudo é interessante".

Jules Hillier, vice-diretor-executivo da entidade britânica Brooks, que oferece orientação sexual a jovens britânicos, disse que várias medidas precisam ser adotadas para reduzir índices de gravidez na adolescência - entre eles, educação sexual e acesso fácil a serviços de saúde voltados à sexualidade.

Fonte Estadão