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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Tempo chuvoso e falta de sol podem agravar dores crônicas, diz estudo

Projeto está cruzando dados de clima com registros de dores de voluntários. Entender relação pode levar a novas estratégias terapêuticas

Mulher caminha sob chuva em Manhattan, em Nova York; estudo confirmou relação entre clima chuvoso e aumneto de dores  (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)
Mulher caminha sob chuva em Manhattan, em Nova York; estudo confirmou relação entre clima chuvoso e aumneto de dores (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)

Há quem diga que pode prever se vai chover quando começa a sentir dores nas articulações. Para tentar entender qual é exatamente a relação entre o clima e as dores crônicas, um grupo de cientistas do Reino Unido tem coletado informações de milhares de voluntários que mantêm um registro diário de suas dores por meio de um aplicativo.

O aplicativo, por sua vez, cruza esses dados com as informações das condições climáticas da região onde está o participante. Resultados preliminares a partir de informações de mais de 9 mil voluntários britânicos registradas ao longo de 18 meses sugerem que o clima chuvoso e a ausência de sol propiciam mais horas de dor severa.

Esses resultados preliminares, apresentados por pesquisadores da Universidade de Manchester na semana passada, levaram em conta participantes das cidades de Leeds, Norwich e Londres.

Nas três cidades, enquanto o número de dias ensolarados aumentou de fevereiro a abril, a quantidade de tempo de dor severa relatada pelos participantes diminuiu. O tempo de dor aumentou novamente em junho, quando o clima tornou-se mais úmido e com menos horas de sol.

"Uma vez que a ligação for provada, as pessoas vão ter mais confiança em planejar suas atividades de acordo com o clima. Além disso, entender como o clima influencia a dor vai permitir que pesquisadores da área médica explorem novas intervenções e tratamentos contra a dor", disse Will Dixon, professor da Universidade de Manchester e líder do projeto de pesquisa, chamado "Cloudy with a chance of pain", ou "Nublado com uma chanche de dor", que é financiado pela organização "Arthritis Research UK".

G1

ONU diz que pesquisas privilegiam doenças com maior retorno financeiro

Segundo relatório do Painel de Alto Nível sobre o Acesso a Medicamentos, antibióticos e doenças raras ofereceriam pouco lucro por anos de pesquisa

Segundo relatório da ONU, vírus, bactérias, parasitas e fungos podem causar 10 milhões de mortes ao ano pelo mundo
Pixabay - Segundo relatório da ONU, vírus, bactérias, parasitas e fungos podem causar 10 milhões de mortes ao ano pelo mundo

A Organização das Nações Unidas divulgou na última quarta-feira (14) um relatório em que afirma que as pesquisas da área da saúde não atendem as necessidades do setor porque privilegiam as doenças que dão maior retorno financeiro e negligenciam aquelas que rendem menos.

Entre os exemplos citados no documento do Painel de Alto Nível sobre o Acesso a Medicamentos da ONU, estão os antibióticos, que ofereceriam pouco lucro diante de anos de pesquisa. Segundo especialistas, vírus, bactérias, parasitas e fungos resistentes a drogas podem causar 10 milhões de mortes por ano em todo o mundo até 2050. A zika está entre as doenças com escassos recursos de prevenção e tratamento.

“Nunca antes nosso conhecimento científico foi tão profundo e as possibilidades de se tratar as doenças tão grandiosas. Novas gerações de medicamentos estão tratando pacientes cujos diagnósticos seriam fatais há alguns anos. Ainda assim, muitas pessoas e comunidades que precisam de métodos de proteção efetivos não os recebem. Em alguns casos, as pessoas vivem em um ambiente tão insalubre que convivem diariamente com o risco de ficar ou permanecer doente", diz o relatório.

Segundo o levantamento, tantos os países pobres quanto os ricos são afetados pela falta de investimentos em doenças de impacto. Para a organização, os governos precisam investir mais dinheiro e desenvolver legislações que favoreçam as pesquisas para doenças negligenciadas, além de trabalhar em conjunto com a indústria farmacêutica para reduzir o preço de medicamentos essenciais, desatrelando o custo de pesquisa e desenvolvimento do valor final dos produtos.

“Doenças raras, que afetam comparativamente pequenas proporções da população, também não têm tradicionalmente atraído investimentos”, afirma o documento.

Médicos sem Fronteiras
A organização Médicos sem Fronteira (MSF) divulgou uma nota apoiando as recomendações do Painel, criado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “MSF faz um forte apelo ao secretário-geral, aos governos e à indústria para que ajam de acordo com essas recomendações, com a urgência que as questões de saúde pública exigem.”

Diretor de políticas e análises da Campanha de Acesso de MSF, Rohit Malpani pediu, assim como a ONU, mais transparência das empresas farmacêuticas no que diz respeito aos custos de pesquisa e aos preços dos medicamentos. “É preciso romper a ligação entre o financiamento da pesquisa e o preço cobrado pelas empresas por tecnologias essenciais de saúde, e reduzir as barreiras existentes.” 

*Com informações da Agência Brasil

iG