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domingo, 12 de agosto de 2012

FDA aprova droga para tratar doença que ameaça visão de diabéticos

Administrado via injeção mensal, medicamento deve ser usado junto com técnicas de controle de açúcar para prevenir edema macular

A Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA) aprovou o medicamento Lucentis (ranibizumabe) para o tratamento do edema macular diabético (DME), doença ocular que ameaça a visão de pessoas com diabetes.

Por meio de uma injeção administrada uma vez por mês por um profissional de saúde, Lucentis se destina a ser usado junto com as técnicas de controle de açúcar no sangue.

DME é uma condição na qual há vazamentos de fluido na mácula, parte central da retina onde a visão ocorre. O fluido faz com que a mácula se dilate, levando a visão a ficar embaçada.

"Diabetes é uma questão de saúde pública em nosso país, e todos os pacientes com diabetes correm o risco de desenvolvimento de edema macular diabético. A aprovação de hoje representa um grande avanço para o tratamento de pessoas cuja visão é prejudicada por DME como uma complicação de sua doença", afirma Renata Albrecht, da FDA.

A segurança e a eficácia da droga para o tratamento de DME foram estabelecidas em dois estudos clínicos envolvendo 759 pacientes tratados e acompanhados por três anos. Os pacientes foram separados aleatoriamente para receber injeções mensais de Lucentis a 0,3 miligramas (mg) ou 0,5 mg, ou não receber injeções durante os primeiros 24 meses de estudos. Após 24 meses, todos os pacientes receberam Lucentis mensal quer a 0,3 mg ou 0,5 mg.

Os resultados mostraram que entre 34 e 45% dos pacientes tratados com Lucentis a 0,3 mg mensal ganharam pelo menos três linhas de visão em comparação com 12 a 18% daqueles que não receberam injeção. Nenhum benefício adicional foi observado com a dose mais elevada de Lucentis mensal de 0,5 mg.

Os efeitos colaterais mais comuns relatados em pacientes tratados com o medicamento incluem hemorragia da conjuntiva, tecido que reveste o interior das pálpebras e cobre a parte branca do olho, dor ocular, moscas volantes e aumento da pressão dentro do olho.

Lucentis já era aprovado para o tratamento de degeneração macular relacionada à idade (DMRI), condição na qual vasos sanguíneos crescem anormalmente e 'entornam' líquido na mácula.

Fonte isaude.net

Exposição crônica a bactérias estafilococos pode desencadear lúpus

Pesquisa ajuda a identificar fatores que levam à doença inflamatória crônica, cuja causa geralmente é desconhecida

A exposição crônica mesmo a pequenas quantidades de bactérias estafilococos pode desencadear lúpus, de acordo com estudo de pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos.

A pesquisa pode ajudar a identificar um dos fatores de risco para a doença inflamatória crônica, cuja causa geralmente é desconhecida.

Staphylococcus aureus é um germe comumente encontrado na pele ou no nariz e que, às vezes, causa infecções.

Os pesquisadores expuseram ratos a doses baixas de uma proteína encontrada nos estafilococos. Eles notaram que os animais desenvolveram uma doença semelhante ao lúpus, com doença renal e anticorpos autoimunes como os encontrados no sangue de pacientes com lúpus.

"Acreditamos que esta proteína pode ser uma importante pista para o que pode causar ou agravar o lúpus em certos pacientes geneticamente predispostos. Nossa esperança é confirmar esses achados em pacientes com lúpus e prevenir os sintomas da doença", afirma o coautor Vaidehi Chowdhary.

A causa do lúpus geralmente é desconhecida. Pessoas geneticamente predispostas ao lúpus desenvolvem a doença quando algum outro fator aciona os sintomas, tais como infecções, certos medicamentos ou até mesmo a luz do sol.

"Os médicos realmente não sabem o que causa o lúpus, por isso a descoberta de um possível papel da proteína estafilococo é emocionante", destaca Chowdhary.

Fonte isaude.net

Cirurgia plástica do Brasil é referência para estágio acadêmico de estrangeiros

Em Alagoas, os novos alunos da Ufal vão passar uma temporada de aprendizagem e prática no Hospital Universitário

Quatro poloneses, um grego, uma francesa e um russo são os novos alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) pelas próximas quatro semanas. Intermediados pela Coordenação Local de Estágio e Vivências (Clev) do Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina, todos irão passar uma temporada de aprendizagem e prática, acompanhando as atividades de docentes no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes.

Artur Dsiezyc e Agnieszka Watejko vieram da Polônia para aprender as técnicas brasileiras de cirurgia plástica. Eles dizem que no seu país existe apenas uma vaga para estágio nessa área e que geralmente elas são ocupadas por parentes dos profissionais que já trabalham no ramo. " Queremos ver e fazer o máximo possível aqui, porque na Polônia a cirurgia plástica ainda é pouco acessível" , relata Watejko.

Eles irão acompanhar o professor e cirurgião Fernando Gomes, juntamente com, Roman Mácalík, aluno da República Theca. " Organizamos atividades com a participação ativa em cirurgias reparadoras em pacientes com câncer, queimaduras, traumatismos diversos e anomalias congênitas" , detalha Fernando.

Os intercambistas terão aulas teóricas de temas como cicatrização, tumores da pele, úlceras de pressão, mamoplastias, abdominoplastias e cirurgias estéticas. Como nenhum deles fala português, a comunicação será feita na língua inglesa. O idioma foi um dos pré-requisitos para a vinda destes alunos para o Brasil.

Além de prova de proficiência na língua, todos tiveram que somar pontos com atividades acadêmicas extracurriculares para serem selecionados em seus países. " Podemos escolher entre fazer intercâmbio em países da Ásia, África e América do Sul. Eu achei que seria mais interessante o Brasil" , relata Roman.

Estudantes na promoção do intercâmbio
O contato deles com a Universidade é feito a partir da intermediação da Clev, que voltou a ativa na Ufal em 2011 e promove não só a vinda de estudantes estrangeiros, como também a ida dos alagoanos para estagiar no exterior. " Os alunos da Famed também são selecionados por currículo acadêmico, domínio do idioma e disponibilidade de outras instituições" , relata Marília Magalhães, integrante do Centro Acadêmico de Medicina.

Para receber os alunos, o conselho local verifica a disponibilidade da Famed e repassa a informação para a coordenação nacional, responsável por estimular os estudantes brasileiros a vivenciar realidades diferentes. Para isso, desde 1951 eles estão articulados com a Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina do Brasil (IFMSA), que faz o contato entre os conselhos brasileiros e os alunos estrangeiros interessados em estagiar no Brasil.

Fonte isaude.net

Mulher sofre de doença que faz crescer unhas em vez de cabelos e pelos

Pesquisadores continuam pesquisando a cura para anomalia que ainda é um mistério na medicina

Shanya Isom levava uma vida comum em Memphis (EUA) como estudante universitária de Direito até que em setembro de 2009, ela teve uma reação alérgica ao medicamento que tomava para asma.

Poucos meses depois, ela estava sendo devorada viva por uma doença debilitante na pele que os médicos ainda não têm o diagnóstico. Eles a trataram para todas as doenças possíveis, de eczema à infecções.

Em 2011, pesquisadores da Universidade de Medicina Johns Hopkins descobriram que Shanya sofria de uma anomalia na produção de células. Ao invés de pelos e cabelos, nasciam pequenas unhas humanas nos folículos pilosos. Os médicos foram incapazes de barrar a doença.

Quando as unhas cresciam, isso lhe causava dor. Em entrevista a um programa do canal americano NBC, Shanya declarou como foram os primeiros meses da doença:

— Eu não podia me sentar, eu não conseguia andar. Agora eu posso andar com uma bengala e, às vezes eu posso andar por conta própria.

A doença misteriosa lhe gerou uma crise financeira. Ela não podia mais pagar pelo tratamento, que nunca era eficaz. Quase 250 mil dólares foram gastos em consultas médicas.

O governo cobria apenas cinco dos 17 medicamentos que precisava tomar. O dinheiro da poupança acabou, então precisaram recorrer aos familiares e amigos.

Os médicos de Johns Hopkins continuam pesquisando a cura para Shanya.

Fonte R7

"Luva eletrônica" amplifica sensibilidade tátil de cirurgiões

Circuito flexível usado na ponta dos dedos permite sentir espessura ou composição do tecido através de suas propriedades elétricas

Cientistas da University of Illinois, nos Estados Unidos, criaram um circuito flexível que pode ser usado sobre as pontas dos dedos, permitindo a criação de luvas ultra-resistentes e que melhoram a sensibilidade tátil de cirurgiões.

O dispositivo consiste em estimuladores eletrotáteis, circuitos eletrônicos e sensores que podem ser montados juntos para formar uma espécie de "pele artificial", ou "pele eletrônica", ultra-sensível, capaz de prover sensibilidade inédita para a ponta dos dedos.

No entanto, segundo o líder do projeto John Rogers, não se trata apenas de replicar o tato humano. A tecnologia permite sentir a espessura ou a composição do tecido através de suas propriedades elétricas.

O circuito flexível avalia pressão, estresse e tensão medindo alterações na capacitância, capacidade de armazenar cargas elétricas, de pares de microeletrodos. As forças aplicadas sobre o circuito forçam sua deformação, alterando essa capacitância.

A ferramenta também incorpora sensores para detectar movimento e temperatura, e poderá no futuro conter mecanismos de aquecimento que poderão ser usados para ablação e outras operações similares.

"Talvez o resultado mais importante é que conseguimos incorporar tecnologias multifuncionais à base de semicondutores de silício para formar peles macias, tridimensionais e de formato livre, adequadas para integração não só nas pontas dos dedos, mas também em outras partes do corpo", observa Rogers.

A equipe planeja agora criar uma pele eletrônica que possa ser integrada em outras partes do corpo, incluindo o coração.

Fonte isaude.net

Atletas de alto rendimento ficam mais doentes longe de casa

Infecções respiratórias lideraram a lista, seguidas de problemas gastrointestinais e da pele

Os atletas de alto rendimento que viajam para longe de seu país, acima de cinco fusos horários, correm de duas a três vezes mais riscos de contrair doenças, segundo estudo publicado no British Journal of Sports Medicine.

O estudo foi realizado com 259 jogadores que participaram de um torneio de rugby em 2010, durante um período de 16 semanas e em três países diferentes, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Durante esse tempo, 187 atletas, (72% do total) relataram 469 enfermidades (fora lesões), o que indica uma incidência de 21 doenças em 1.000 dias de esporte.

Contudo, os autores do estudo encontraram uma ampla variação da incidência em função da localização das competições. Esta passou de 15 por 1.000 nas partidas disputadas em casa antes do torneio, a 32 por 1.000 nas partidas realizadas em lugares a mais de cinco fusos horários de distância, voltando a 10 por 1.000 nos confrontos disputados em casa depois do torneio. Os autores do estudo destacaram alguns pontos:

— O estudo confirmou que houve um aumento significativo das doenças quando as equipes viajaram mais de cinco fusos horários a partir de seu país de origem (seja de leste para o oeste, como ao contrário), mas não houve nenhum aumento quando as equipes estavam em casa.

A maioria das enfermidades relatadas pelos médicos nos 259 jogadores de rugby foi de natureza infecciosa. As infecções respiratórias (31%) lideraram a lista, seguidas de problemas gastrointestinais e da pele.

Martin Schwellnus, da Universidade da Cidade do Cabo, que dirigiu o trabalho, se mostrou cautelosa na hora de explicar o fenômeno, que pode durar várias semanas.

— Os resultados informaram que o risco de enfermidade não está diretamente relacionado com o deslocamento, mas sim com a chegada e permanência de uma equipe em um destino distante.

Os autores sugeriram várias hipóteses, inclusive a exposição a diferentes condições climáticas (temperatura, umidade, contaminação) e as mudanças na dieta, mas destacaram a necessidade de realizar mais estudos para determinar o papel exato destes fatores.

Segundo Schwellnus, o interesse é "identificar os jogadores em maior situação de risco, como os que tenham uma predisposição a alergias, a fim de tratá-los antes de viajar".

Fonte R7

Aranha fica cinco dias dentro do ouvido de chinesa

Médicos derrubaram solução salina para tirar o aracnídeo de lá

Uma aranha foi encontrada dentro da orelha de uma mulher chinesa, e os médicos acreditam que ela estava lá há cinco dias.

Ao chegar ao hospital Central Changsha, na China, com dor de ouvido, a mulher foi examinada pelos médicos, que descobriram que a aranha andou para dentro do canal auditivo, segundo o site Daily Mail.

No início, a equipe planejou retirar a aranha com uma pinça, mas eles ficaram preocupados de que ela poderia morder a paciente.

A outra opção, segundo o Dr. Li Shueng e seus colegas de trabalho, foi derramar uma solução salina na orelha para a aranha poder sair por vontade própria.

Fonte R7

Aranha fica cinco dias dentro do ouvido de chinesa

Médicos derrubaram solução salina para tirar o aracnídeo de lá

Uma aranha foi encontrada dentro da orelha de uma mulher chinesa, e os médicos acreditam que ela estava lá há cinco dias.

Ao chegar ao hospital Central Changsha, na China, com dor de ouvido, a mulher foi examinada pelos médicos, que descobriram que a aranha andou para dentro do canal auditivo, segundo o site Daily Mail.

No início, a equipe planejou retirar a aranha com uma pinça, mas eles ficaram preocupados de que ela poderia morder a paciente.

A outra opção, segundo o Dr. Li Shueng e seus colegas de trabalho, foi derramar uma solução salina na orelha para a aranha poder sair por vontade própria.

Fonte R7

Menos polêmica, maconha ganha força para tratamentos médicos

Cientistas conseguiram neutralizar substância da erva que altera os sentidos

Apesar de ser amplamente utilizada em muitos países como remédio para diversas doenças, devido a seus diferentes efeitos, a maconha continua sendo considerada uma substância polêmica. Entretanto, recentes avanços apresentados pelo laboratório da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, podem alterar o futuro da erva nos tratamentos médicos.

Uma equipe de cientistas israelenses, liderada por Ruth Gally, conseguiu neutralizar o THC (tetrahidrocanabinol), substância responsável pelos efeitos psicoativos da maconha que alteram temporariamente a percepção e o comportamento do usuário. Com a conquista, os pesquisadores procuram diminuir não só os efeitos colaterais da erva quando utilizada em tratamentos médicos, como também será reduzida a polêmica que ronda o tema.

Foi desenvolvida também uma maconha com mais canabidiol, uma molécula com propriedades benéficas para quem sofre de diabetes e artrite, entre outras doenças.

"O canabidiol reduz inflamações", afirma Ruth. "Acredito que podemos produzir um remédio barato a partir dele."

O ministério da saúde de Israel já autorizou uma empresa local a cultivar diversas variedades da planta em estufas, na Galileia, no sul do país. A empresa que vai desenvolver uma nova maconha com menos THC e mais canabidiol. Por enquanto 8 mil pacientes são atendidos em Israel com a erva medicinal, e a pretensão é que esse número dobre até o ano que vem.

Em uma casa de repouso de Israel, o novo tipo de maconha já está sendo usado com a autorização dos parentes dos idosos. Eles recebem doses diárias que são colocadas na comida ou no vaporizador.

"Agora, os pacientes comem melhor e muitos voltaram a se movimentar", conta a enfermeira-chefe do local.

Foi o caso de Moshe Rott. Ele tem 90 anos e sofre de artrose. Há um ano passou a usar o canabidiol e, hoje é o único que fuma todas as manhãs. O homem que não levantava da cama passou a andar de cadeira de rodas, voltou a pintar e consegue usar o computador.

"Não conseguia mexer as minhas mãos", diz Rott. "A cânabis me devolveu a vida."

Veja o vídeo:

Fonte R7

Menos polêmica, maconha ganha força para tratamentos médicos

Cientistas conseguiram neutralizar substância da erva que altera os sentidos

Apesar de ser amplamente utilizada em muitos países como remédio para diversas doenças, devido a seus diferentes efeitos, a maconha continua sendo considerada uma substância polêmica. Entretanto, recentes avanços apresentados pelo laboratório da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, podem alterar o futuro da erva nos tratamentos médicos.

Uma equipe de cientistas israelenses, liderada por Ruth Gally, conseguiu neutralizar o THC (tetrahidrocanabinol), substância responsável pelos efeitos psicoativos da maconha que alteram temporariamente a percepção e o comportamento do usuário. Com a conquista, os pesquisadores procuram diminuir não só os efeitos colaterais da erva quando utilizada em tratamentos médicos, como também será reduzida a polêmica que ronda o tema.

Fonte R7

Como aproveitar bem frutas, verduras e legumes

Veja dicas de experts da cozinha para comprar, conservar e preparar vegetais

Aí vai um segredinho. O que deveria ser uma visão bela e inspiradora – uma cozinha cheia de produtos de época fresquinhos – às vezes intimida e gera ansiedade em muita gente. As pilhas de tubérculos e folhas podem arrasar qualquer pessoa que vê os pimentões multicoloridos começando a desenvolver manchas e a alface murchando. É uma corrida contra o tempo.

“Muita gente se sente meio sem saber o que fazer na cozinha e quando se depara com muitos produtos frescos, entra em pânico”, diz Ronna Welsh, uma chef do Brooklyn, em Nova York (EUA), que dá aulas, entre outros tópicos, de “gerenciamento de legumes e verduras”.

Há quem tire de letra o preparo de um frango assado inteiro ou a decoração de um bolo de três camadas, mas acaba se atrapalhando (e até errando) um simples prato de brócolis refogado.

Para ajudar os alunos a encarar legumes e verduras de uma maneira menos sinistra, Ronna começou a usar de um pouco de psicologia quando percebeu que cozinheiros menos experientes têm um senso muito forte de responsabilidade com os produtos frescos ‒ e se sentem culpados quando não tiram o máximo de suas qualidades.

Diante de tamanha ansiedade, o que fazer? Em sua escola, a Purple Kale Kitchenworks, Ronna aconselha os alunos a preparar os legumes e verduras no dia em que são comprados, descascando tudo e assando separadamente com azeite e sal.

“Se você misturar tudo, pode ter um excelente acompanhamento naquele dia, mas no dia seguinte já não estará tão gostoso e, no terceiro, vai querer jogar fora.”

Tente fazer as compras em etapas ou passe na feira no dia em que souber que terá algumas horas livres. Chegue em casa, ligue o forno e asse tudo o que puder de uma vez.

Com isso, a geladeira vai ficar cheia de ingredientes versáteis que podem ser transformados em outros pratos: molhos para massa, coberturas de pizza e saladas caprichadas, só para mencionar alguns. Crus, provavelmente eles vão apodrecer sem uso. Cozidos, são ferramentas práticas para ajudar no dia a dia.

Antes de comprar
Se não for possível preparar tudo com antecedência, Ronna dá alguns conselhos de ouro para ler antes de começar a entulhar a geladeira:

•Retire os pedaços de plástico ou elástico que prendem os maços (quanto mais apertado o nó, mais rapidamente a verdura vai estragar)

•Tire as folhas de cenouras e beterrabas, mas deixe uns 2,5 cm do talo para evitar que ressequem

•Não guarde nenhum legume ou verdura em sacos plásticos a vácuo (ao contrário, faça pequenos buracos nos sacos, se necessário, para permitir a circulação de ar)

•As folhas devem ser bem lavadas antes de armazenadas. Uma dica: encha uma bacia, coloque as verduras e deixe a sujeira acumular no fundo

•Ervas e frutas delicadas como morango e o manjericão (inclua nesta lista todos os cogumelos) só devem ser lavados antes do uso, pois a água acelera sua deterioração

•Legumes e verduras não devem ser guardados no mesmo lugar em que as frutas porque o etileno emitido pela fruta madura pode afetá-los

•Algumas frutas com caroço como, manga e abacate (a cereja não), e outras como melão, pera e maçã seguem amadurecendo se deixadas na bancada. Tenha isso em mente ao pensar no quanto precisa comprar

•Frutas como a uva, os cítricos e as frutinhas do bosque deterioram mais rapidamente

•A banana não só amadurece mais rápido, como sua presença estimula a maturação das frutas à sua volta, por isso fique de olho na fruteira

Aprendendo a preparar
Um grupo vem usando sua dedicação e criatividade para tornar as receitas de legumes e verduras mais acessíveis: os autores de uma nova leva de livros de receitas infantis. Práticos, eles tratam os produtos frescos como gostosuras de sabor próprio e não algo que tem que ser compensado com um brownie ou disfarçado de coelhinho ou elefante.

Todo cozinheiro amador deveria ouvir o conselho sábio que Katie Workman, autora do livro de receitas “The Mom 100 Cookbook”, dá no começo do capítulo de legumes e verduras. Então aí vai: “Seus filhos não vão poder comer cenoura crua para o resto da vida”. Para ela, o uso moderado de gordura (bacon, manteiga, queijo, óleo) os torna muito mais gostosos, e ela tem razão.

Eles precisam de muito mais que um simples suquinho de limão por cima para ter o gosto realçado. Além disso, não há graça em vê-los apenas como fontes de nutrientes de baixa caloria, defende a autora.

Sua técnica básica é refogar uma cebola com um pouquinho de manteiga, acrescentar os legumes, tampar e deixá-los cozinhar no próprio vapor. E embora a maioria saiba que não se deve cozinhá-los em excesso, “as pessoas se esquecem de que o processo de cozimento continua, da mesma forma que ocorre com a carne”, ela explica. Em outras palavras, retire a panela do fogo antes de alcançar o ponto de cozimento desejado.

O cozimento em água fervente e/ou no vapor são os métodos mais utilizados pelos cozinheiros norte-americanos, mas também os que mais roubam o sabor dos legumes e verduras ‒ pelo menos segundo Michael Natkin, autor do novo livro “Herbivoracious” e blog correspondente que documenta a vida desse vegetariano ambicioso e pai de dois filhos de Seattle. Para evitar uma gororoba aguada, ele mantém uma lista de verbos na tela do computador (refogar, fritar, grelhar, guisar) como lembrete.

Foi assim que acabou refogando cogumelos shiitake numa frigideira, em fogo alto, em vez de usá-los crus na salada ou colocá-los numa sopa.

“Descobri como deixá-los crespinhos e crocantes”, conta ele, orgulhoso, acrescentando que quase 30 anos de vegetarianismo o treinaram para brincar com os mais diversos sabores e texturas.

Cortando certo
Natkin também gosta muito de fazer “saladas de fita” nesta época do ano, com abobrinha, abóbora, beterraba, pêssego e melão, acrescentando nozes e queijos para torná-las mais substanciosas.

“Não é preciso saber mexer com as facas, basta comprar um cortador de legumes baratinho”, ele garante.

Mexer com a faca, é claro, é onde o preparo dos legumes e verduras emperra. Em muitos casos, a pessoa não os consome não porque não gosta do sabor, mas sim por causa do tempo que leva para descascar e cortar tudo. Como as proteínas continuam sendo a estrela do cardápio, muito pouca gente tem energia de sobra para cuidar dos acompanhamentos verdes.

Nas feiras e supermercados também é possível encontrar embalagens práticas ‒ mas a verdade é que preparar legumes e verduras já não é mais só saber assar batatas e cozinhar vagem. Agora a moda é utilizar ingredientes exóticos e pouco conhecidos.

A “ignorância vegetal”, assim como a ansiedade, são maiores entre os jovens cozinheiros amadores que, apesar de terem crescido vendo programas de culinária na TV, só conseguem descongelar pizza no micro-ondas.

“Entre as pessoas da minha idade, os vegetais são um verdadeiro enigma”, diz Harry Rosenblum, de 35 anos, dono da Brooklyn Kitchen em Williamsburg.

“No nosso grupo demográfico [o bairro está cheio de jovens entre vinte e trinta anos], tem gente que adora comer bem e ir a restaurantes interessantes, mas mal sabe picar uma cebola, quanto mais amolar uma faca”, conta Rosenblum.

“Se pararmos para pensar, a cebola é uma esfera e tem camadas. Não é fácil transformá-la em pedacinhos se ninguém nunca ensinou como se faz isso.”

Fonte iG