Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Energéticos têm impacto negativo em jovens, diz estudo

Estudo conduzido no Canadá mostra que mais da metade dos jovens entre 12 e 24 anos que beberam energéticos relatam impactos negativos na saúde

Um estudo conduzido no Canadá pede maior atenção para o consumo de bebidas energéticas por jovens. A pesquisa descobriu, entre outras coisas, que mais da metade de consumidores de energéticos entre 12 e 24 anos sentiram efeitos negativos em sua saúde após o consumo da bebida.

A pesquisa entrevistou mais de dois mil jovens dentro dessa faixa etária. Entre aqueles que já haviam consumido energéticos, 55% disseram que sentiram efeitos negativos em sua saúde. Entre os problemas mais citados pelos entrevistados estavam aumento na velocidade do batimento cardíaco (citado por 14,7% dos entrevistados, dificuldade para dormir (24,1%) e dores de cabeça (18,3%).

Sintomas como náusea, vômitos e diarreia foram citados por 5,1% dos entrevistados. Um problema bastante sério, incidência de convulsões, foi citado por 0,2% dos entrevistados. Entre esses jovens, 5% tiveram que buscar por atendimento médico em decorrência dos efeitos reportados. Os pesquisadores pedem maior atenção de autoridades para o consumo de bebidas energéticas por parte de jovens e adolescentes.

“O número de impactos na saúde observado em nosso estudo sugere que mais deveria ser feito para restringir o consumo entre crianças e adolescentes”, diz David Hammond, professor na escola de saúde pública da Universidade de Waterloo, no Canadá, e um dos membros do estudo em comunicado. A pesquisa foi publicada no periódico científico Canadian Medical Association Journal Open.

Foto: Reprodução

Exame

Descarte correto de medicamentos vencidos ainda gera dúvidas

Ainda há pouca informação para a população sobre descarte de medicamentos


Grande parte das pessoas acaba jogando as sobras em lixo comum, o que é prejudicial para o meio ambiente, uma vez que os fármacos podem contaminar o solo, rios e lagos, além da possibilidade de reutilização por alguém que os encontre.

Estima-se que 20% dos medicamentos adquiridos sejam descartados de forma inadequada no ambiente doméstico. Um estudo realizado pela Faculdade Oswaldo Cruz revela que de 1.009 pessoas entrevistadas em São Paulo, 7% já haviam recebido alguma orientação sobre descarte de medicamentos vencidos. Do total, 75,32% descartam a medicação no lixo doméstico e 6,34% jogam na pia ou no vaso sanitário. E mais, 92,5% nunca perguntaram sobre a forma correta de fazê-lo. Esses dados confirmam o fato de que a maior parte dos consumidor não sabe o que fazer com os medicamentos vencidos.

Os estabelecimentos e prestadores de serviços, que envolvem saúde e lidam com medicamentos, cumprem a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – RDC 306/04, que regula o gerenciamento de resíduos. A responsabilidade pela destinação final é sempre do estabelecimento gerador do resíduo.

Isso envolve o processo de logística reversa, ou seja, a devolução aos fabricantes ou aos estabelecimentos que fazem uso das sobras. Assim como a indústria utiliza esse mecanismo, o mesmo deve ser feito pelo consumidor final. Para isso, os medicamentos vencidos podem ser encaminhados para diferentes redes de farmácias que aceitam os produtos e fazem a devolução correta.

Entre os piores problemas ocasionados com o descarte incorreto, estão:

No lixo orgânico
Medicamento pode interferir no processo natural de decomposição destes resíduos, comprometendo sua eficiência.

No lixo seco
Como os resíduos normalmente são separados por comunidades de recicladores, estes podem ter reações alérgicas no contato com os medicamentos ou podem ser tentados a reutilizá-los, além da possibilidade de cair nas mãos de crianças, que podem confundi-los com balas.

Jogar na pia ou no vaso sanitário
Estes produtos vão diretamente para o esgoto, daí vão para os corpos de água, rios ou lagos, pois o tratamento de esgoto (onde existe) não remove estes produtos. A água é novamente captada nas estações de tratamento, onde, mais uma vez, o processo para torná-la potável não remove estes produtos.

Guia da Farmacia