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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Consulta Pública: tecnologia na cadeia de rastreabilidade

Debate será em torno de Instrução Normativa que dispõe sobre a comunicação entre movimentação de medicamentos e a Agência 

 A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou na terça-feira (30/05), durante a 13ª Reunião Ordinária Pública de 2017, a proposta de um Consulta Pública de Instrução Normativa (IN) que dispõe sobre as definições básicas de tecnologia para a comunicação entre a cadeia de movimentação de medicamentos e a Agência para a operacionalização da fase experimental do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM). A CP terá um prazo para contribuição de 30 dias.

O relator do tema, o diretor-presidente Jarbas Barbosa, ressalta que a proposta de IN apresentada foi construída tomando por base as propostas de regulamentação anteriores (a IN 6/2014 tratava das questões tecnológicas do SNCM, referente ao modelo definido na RDC 54/2013), além de várias reuniões realizadas com o setor em três encontros, sendo a última uma reunião ampliada ocorrida no último dia 23 de maio.

“Com a aprovação da Consulta Pública para essa IN, estamos cumprindo os prazos de regulamentação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), que se encerram no final de agosto”, observa Jarbas Barbosa. “Assim, haverá tempo suficiente para receber, mais uma vez, as contribuições dos integrantes da cadeia de movimentação de medicamentos e de especialistas em informação e informática, para construirmos uma regulamentação objetiva e que dê sustentabilidade técnica e previsibilidade para a realização da fase experimental do SNCM”

Rastreabilidade
– No dia 15 de maio deste ano, foi publicada a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) de nº 157, que determina novos mecanismos e procedimentos para o rastreamento de medicamentos. No âmbito do SNCM, os rastreamentos acontecerão por meio de tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados, em produtos farmacêuticos no território nacional.

O código de barras bidimensional é a tecnologia para a captura e o armazenamento de instâncias de eventos necessários ao rastreamento de medicamentos. O padrão de código é o DataMatrix, especificado na norma ISO/IEC 16022:2006. O detentor do registro de medicamentos é o responsável pela gestão dos dados que compõem o Identificador Único de Medicamentos (IUM).

Alguns medicamentos serão excluídos deste novo método de rastreamento durante a fase experimental. Soros e vacinas integrantes do Programa Nacional de Imunização, radiofármacos, medicamentos isentos de prescrição, amostras grátis, entre outros. Confira, na íntegra, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 157.

ANVISA

Cientistas ‘turbinam’ antibiótico para combater resistência bacteriana

 Imagem gerada por computador em 3D mostra aglomerado de bactéria Enterococcus resistente à vancomicina  (Foto: CDC/ James Archer)
Imagem gerada por computador em 3D mostra aglomerado
de bactéria Enterococcus resistente à vancomicina
(Foto: CDC/ James Archer)
Pesquisadores fizeram modificações no antibiótico vancomicina para aumentar em mil vezes sua atividade. Versão ‘turbinada’ foi capaz de matar bactéria resistente

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Scripps, nos Estados Unidos, conseguiram modificar um antibiótico já existente para “turbiná-lo” em sua ação contra as bactérias, transformando-o em uma importante arma contra a resistência bacteriana.

Este antibiótico é a vancomicina, que vem sendo utilizada há cerca de 60 anos na medicina. Durante esse período, o medicamento já demonstrou ser uma boa alternativa contra as bactérias, já que só recentemente foram observados casos de bactérias resistentes a ele.

A vancomicina atua modificando a forma como as bactérias compõe sua parede celular. Os pesquisadores conseguiram fazer três modificações no antibiótico, de modo a aumentar em mil vezes sua atividade.

Os resultados foram publicados na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Desta forma, a vancomicina modificada se torna o primeiro antibiótico a ter três mecanismos de ação independentes. “Os médicos podem usar essa forma modificada de vancomicina sem medo de provocar resistência”, diz Dale Boger, do Instituto de Pesquisa Scripps.

Em teste com a bactéria Enterococcus, a vancomicina turbinada foi eficaz contra a bactéria original e contra a bactéria que já apresentava resistência contra a vancomicina comum. “Organismos não podem trabalhar simultaneamente para driblar três mecanismos diferentes de ação.

Mesmo se acharem uma solução para um deles, e esses organismos serão mortos pelos outros dois”, diz Boger. O pesquisador enfatiza a importância de alternativas contra bactérias resistentes em um momento em que os antibióticos tradicionais.

G1

UNA-SUS/UFMA lança novo curso sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis

instagram secretaria executivaProfissionais de saúde interessados em ampliar os seus conhecimentos sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) já podem se inscrever no mais novo curso Ações de vigilância e prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT)

A oferta é da Universidade Federal do Maranhão, integrante da Rede UNA-SUS (UNA-SUS/UFMA), em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). As inscrições podem ser realizadas até 30 de setembro, pelo site.

As DCNT são multifatoriais, se desenvolvem no decorrer da vida e possuem longa duração. É o caso das doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. Tais enfermidades são resultado de determinantes sociais e condicionantes, além de fatores de risco individuais como tabagismo, consumo nocivo de álcool, inatividade física e alimentação não saudável.

O curso faz parte da formação em Vigilância em Saúde, projeto de qualificação que promove saberes referentes ao modelo de Vigilância em Saúde centrado na pessoa, família e comunidade, considerando particularidades culturais, de gênero e níveis de diversidade da população.

Segundo a enfermeira sanitarista e coordenadora do Núcleo Pedagógico da UNA-SUS/UFMA, Regimarina Soares Reis, o tema não poderia deixar de ser abordado, considerando sua relevância para a situação sanitária e epidemiológica do país. Em 2008, essas doenças já eram responsáveis por 63 % das mortes no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Seguindo essa tendência, no Brasil, em 2013, as DCNT foram a causa de aproximadamente 72,6 % das mortes (SIM 2015).

Dado o contexto, as DCNT se apresentam hoje como um novo desafio para os gestores de saúde, especialmente pelo forte impacto na morbimortalidade e na qualidade de vida dos indivíduos afetados, bem como os efeitos econômicos adversos gerados para as famílias, comunidades e sociedade em geral.

“O curso possibilita aos profissionais a apreensão de conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades relacionados aos planos de ações estratégicas para o enfrentamento dessas doenças no Brasil. Para isso, aborda desde temas relacionados à vigilância epidemiológica no âmbito das DCNT até o reconhecimento dos aspectos epidemiológicos, comportamentos e tendências de morbimortalidade e seus fatores de risco”, explica a enfermeira sanitarista.

Com carga horária de 30h, divididas em 3 unidades de 10h, o objetivo é fazer com que o aluno seja capaz de reconhecer as ações de vigilância em saúde no contexto da Política Nacional de Promoção da Saúde. Todo o material do curso foi construído a partir de situações de aprendizagem que oportunizam a reflexão crítica acerca da situação das DCNT no Brasil e na localidade onde os alunos se inserem.

“A vigilância das DCNT permite conhecer a distribuição, magnitude e tendência dessas doenças e seus fatores de risco na população. A partir da reflexão sobre os condicionantes sociais, econômicos e ambientais, por exemplo, será possível subsidiar o planejamento, a execução e a avaliação das ações locais” destaca, Reis.

A ideia, segundo ela, é incentivar o planejamento de intervenções alinhadas com modos de viver favoráveis à qualidade de vida da população, como elementos fundamentais para o êxito das ações de vigilância das DCNT. “Por se tratar de um curso a distância, seu amplo alcance, em todas as regiões do país, pode possibilitar que milhares de trabalhadores fortaleçam e/ou ressignifiquem suas práticas em áreas estratégicas para a saúde pública, contribuindo para a concretização atenção integral à saúde prevista no SUS”, finaliza. Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos.

Fonte: UNA-SUS