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segunda-feira, 28 de março de 2016

Mosquitos são capazes de transmitir 37 vírus no Brasil, aponta levantamento

O moaquito Aedes já é capaz de transmitir doenças comoEstudo mostra que a febre do Mayaro, a febre do Oropouche e a encefalite de Saint Louis podem ser transmistidas pelo Aedes

Após o vírus zika surpreender com sua rápida disseminação e possível associação com a microcefalia, especialistas brasileiros alertam para os riscos de outras doenças virais transmitidas por mosquitos, as chamadas arboviroses.

Nas últimas três décadas, mais que dobrou o número de arbovírus catalogados no Brasil. Segundo registros do Instituto Evandro Chagas, órgão referência em medicina tropical e vinculado ao Ministério da Saúde, já circulam no território nacional 210 arbovírus, ante 95 na década de 1980. Pelo menos 37 são capazes de provocar doenças em humanos e três deles chamam a atenção por já terem causado pequenos surtos em áreas urbanas.

Caracterizada por quadros febris altos e dores intensas de cabeça, a febre do Oropouche é outra arbovirose que já causa surtos localizados, sobretudo em Estados da região amazônica, até mesmo em bairros de capitais como Manaus e Belém. Transmitida por um mosquito conhecido como maruim, do gênero Culicoides, a doença já foi notificada nas últimas décadas em todas as regiões brasileiras, com exceção do Sul, e também não costuma levar à morte.Uma delas é a febre do Mayaro, doença com sintomas parecidos com os da chikungunya e transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus, mesmo vetor da febre amarela silvestre. A arbovirose já foi registrada em vários Estados do Norte e Centro-Oeste. Os mais recentes dados epidemiológicos disponíveis no site do Ministério da Saúde mostram que, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, foram 197 notificações distribuídas por nove Estados brasileiros. Não há registros de mortes provocadas pela doença, mas, assim como na chikungunya, os infectados podem permanecer com dores articulares por semanas ou meses.

Há ainda a encefalite de Saint Louis, doença transmitida principalmente por mosquitos silvestres do gênero Culex - o mesmo do pernilongo comum -, que pode causar comprometimento neurológico e já foi responsável por um surto em São José do Rio Preto, no interior paulista, em 2006.

De acordo com o virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas e pesquisador participante do grupo que catalogou boa parte dos arbovírus no País, embora essas três doenças sejam transmitidas principalmente por insetos silvestres de diferentes gêneros, há experimentos científicos que já indicam que mosquitos Aedes também teriam capacidade de transmiti-las.

“No caso da febre do Oropouche, por exemplo, o Aedes nunca foi encontrado infectado na natureza, mas um estudo experimental em laboratório mostrou que ele pode ser vetor dessa doença e que seria um bom transmissor”, afirma o especialista.

Segundo Vasconcelos, o fato de os três vírus estarem presentes no Brasil há mais de 60 anos - eles foram isolados entre as décadas de 1950 e 1960 - sem terem causado epidemias de alcance nacional não permite dizer que nunca farão estragos. “Eu não quero ser pessimista, mas o zika passou 60 anos no mundo sem causar nenhum problema e vimos o que aconteceu (foi descoberto em 1947 na África). Não dá para dizer que esses três vírus não provocarão nenhum problema por já estarem no Brasil. Pode ser que nunca causem, mas é bom não duvidar”, diz o diretor do Instituto Evandro Chagas, que cobra mais pesquisas na área.

“Dos 210 arbovírus catalogados no Brasil, há esses 37 que já comprovamos que causam doença em humanos, mas, do restante, a maioria a gente desconhece completamente”, diz.

Foto: Reprodução

iG/Agência Brasil

CHN promove sua 1a jornada de transplante de medula óssea

O hospital é o centro de saúde privado que mais realiza esse tipo de procedimento no estado do Rio


Já estão abertas as inscrições para a 1a Jornada de Transplante de Medula Óssea (TMO) do CHN (Complexo Hospitalar de Niterói), a ser realizada no dia 14 de abril, das 8h45 às 17h30, no H Niterói Hotel, em Ingá, Niterói, Rio de Janeiro, com vagas limitadas.

Voltado para especialistas e profissionais da área, o evento tem como objetivo promover um debate sobre as principais atualizações e novas indicações, bem como os procedimentos técnicos, diagnósticos e terapêuticos no âmbito do TMO. Durante o evento, o hospital vai divulgar também seus resultados e seu planejamento de expansão.

“Nossa expectativa, já para este ano, é termos um aumento no número de pessoas com recomendação de transplante de medula, principalmente pelas novas indicações, como anemia falciforme, e pela possibilidade de pacientes antes sem doadores disponíveis terem acesso a um doador alternativo, ou seja, a utilização de doadores não aparentados. O CHN já está em processo de credenciamento para realizar esse tipo de transplante de doador não aparentado”, adiantou Márcia Garnica, infectologista do Programa de Transplante do CHN, uma das integrantes da comissão científica e organizadora do evento, ao lado dos médicos Maria Cláudia Rodrigues e Ricardo Bigni, responsáveis técnicos pelo TMO alogênico e autólogo do CHN, respectivamente.

Credenciado pelo Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde desde 2007, para a realização de transplante de medula óssea autólogo (com as células do próprio paciente) e, desde 2013, para o transplante alogênico (com células de um doador aparentado do paciente), o CHN já se destaca como a instituição de saúde que mais realiza esses tipos de procedimento no estado do Rio de Janeiro. Até o final do ano passado, foram totalizados 522 transplantes, sendo 480 autólogos e 42 alogênicos.

De acordo com a coordenadora do Programa de Transplante do CHN, Márcia Rejane Valentim, a unidade vai expandir também sua capacidade física até julho deste ano: “Atualmente, o setor dispõe de oito leitos voltados para os pacientes transplantados, e até o meio do ano, teremos mais 13 leitos. Na unidade dispomos de quartos com filtro HEPA, ou seja, temos controle do ambiente para diminuir os riscos de aquisição de infecção durante os períodos mais críticos de nosso paciente.”

Entre os especialistas que vão palestrar durante a jornada, destacam-se: Ângelo Maiolino, professor associado de medicina da UFRJ, membro do board of directors da International Myeloma Society – International Myeloma Working Group e membro da diretoria da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia; o Dr. Luiz Fernando Bouzas, diretor do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e coordenador do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome/MS); Márcio Nucci, professor associado do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFRJ; a professora Clarisse Machado, responsável pelo Laboratório de Virologia do Instituto de Medina Tropical (IMTSP) da Universidade de São Paulo e membro do Council of the International Immunocompromised Host Society.

Imagem: Reprodução

Priscila Pais 
Assessoria de Imprensa
ppais@saudeempauta.com.br