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sábado, 27 de dezembro de 2014

Médicos no Reino Unido devem informar sobre pacientes que engordaram

Programa nacional quer ajudar a combater a obesidade
 
Rio - Clínicos gerais serão convidados a identificar os pacientes que estão ganhando peso diante de um novo programa nacional para ajudar a combater a obesidade. Simon Stevens, o chefe do Sistema Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) do Reino Unido, disse que era hora de a Grã-Bretanha “voltar a ficar em forma” para proteger milhões de pessoas de uma série de doenças relacionadas com a obesidade.
 
Assim, os médicos de família deverão notificar quem ganhou peso e quem está em risco de diabetes - particularmente aqueles com idade inferior a 40.
 
Eles, então, ofereceriam testes de pré-diabetes, seguido de conselhos de estilo de vida saudável e um acompanhamento rigoroso para garantir que eles estão comendo melhor e fazendo mais exercícios.
 
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A iniciativa surge no momento que novos números mostram que a Grã-Bretanha é agora a segunda nação mais gorda da Europa, com quase 25% dos britânicos classificados como obesos - em comparação com uma média europeia de 16,7%.
 
Stevens, o chefe-executivo do serviço de saúde, disse que a obesidade era um problema que precisava ser abordado - desde escolas, os pais, o NHS e a indústria alimentar; todos “têm que agir em conjunto”.
 
Em um ataque direto à decisão da União Europeia da semana passada - que estabeleceu que gordura poderia constituir uma deficiência - Stevens disse que tais atitudes para a questão eram “bobas”.

Ele pediu para que os indivíduos tomassem medidas acertadas e sugeriu atitudes necessárias para mudar para evitar que o país veja a pior emergência de saúde pública em pelo menos três décadas.
 
“Em vez de levarmos em conta os recentes julgamentos bobos feitos pelo Tribunal Europeu praticamente fingindo que a obesidade é inevitável, na Inglaterra em 2015 vamos começar a provar que não é”, acrescentou.
 
Os novos números - comparando 26 países da UE - mostram que, na Europa, apenas a Hungria (28,5%) tem agora os níveis de obesidade mais altos do que a Grã-Bretanha (24,7%).
 
O Globo

Homem moderno perdeu 20% da densidade óssea por causa da agricultura

Para o estudo, os autores usaram escâneres para medir a densidade do tecido ósseo esponjoso em 59 humanos modernos e 229 primatas como os chimpanzés
 
Washington - O homem moderno perdeu 20% da densidade óssea nas extremidades inferiores desde o aparecimento da agricultura, há 12 mil anos, afirmaram cientistas que explicam este fenômeno pelo sedentarismo motivado por este estilo de vida.

Até então e durante milhões de anos antes, os humanos e seus antepassados viviam da caça e da coleta, atividades que exigiam maior atividade física. Os caçadores-coletores de 7.000 anos atrás tinham ossos e articulações (quadris, joelhos e tornozelos) tão sólidos quanto os dos neandertais, um primo desaparecido há 28.000 anos, e inclusive como os do chimpanzés, um ancestral distante.

A pesquisa foi publicada na edição de segunda-feira dos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS). Em comparação, os "agricultores" que viviam nas mesmas regiões há 6.000 anos têm ossos significativamente menos densos e mais frágeis.

"Trata-se do primeiro estudo sobre o esqueleto humano que revela uma diminuição significativa da densidade óssea nos seres humanos modernos", disse um dos co-autores, Brian Richmond, curador da divisão de antropologia do Museu Nacional de História Natural de Washington e professor da Universidade George Washington.

Para o estudo, os autores usaram escâneres para medir a densidade do tecido ósseo esponjoso em 59 humanos modernos, 229 primatas como os chimpanzés, assim como em ossadas fossilizadas de hominídeos como o "Australopithecus africanus" (-3,3 a -2,1 milhões de anos), o "Paranthropus robustus" (-1,2 milhões de anos) e os neandertais (-250.000 a -28.000 anos).
 
Os resultados mostram que só os humanos modernos recentes têm pouca densidade nos ossos, que é particularmente pronunciada nas articulações dos membros inferiores. "Esta mudança anatômica tardia na nossa evolução parece ter resultado da transição de uma vida nômade a um modo de vida mais sedentário", concluíram os cientistas.
 
Correio Braziliense

Especialistas contestam dietas que prometem acelerar a desintoxicação do organismo

Foto: Divulgação / Laine Valgas
Uma dieta com sucos, vegetais e frutas pode até fazer bem, mas não há comprovação científica de que eliminará as toxinas do corpo
 
Uma semana de dieta detox é aquela resolução de Ano-Novo que entrou aos 45 do segundo tempo depois da comilança que começou no Natal. Se você exagerou nos doces, salgados e, claro, nas bebidas alcoólicas, é bom pensar duas vezes antes de acreditar que esse tipo de mudança alimentar será capaz de fazer uma faxina geral no organismo, mandando embora toxinas e a culpa que vem de carona.
 
Moda entre os que buscam soluções instantâneas para tudo, a ideia de desintoxicar o corpo rapidamente por meio da alimentação vem despertando a preocupação de especialistas em diferentes áreas, que não encontram na ciência respaldo para tantas promessas milagrosas. A premissa desses tratamentos — que englobam cardápios à base de sucos, consumo de produtos vendidos em supermercados para limpar o organismo e até imersões em spas especializados — é de que a ingestão de frituras, alimentos industrializados e álcool libera toxinas que deixam o corpo contaminado, e que o organismo precisa de ajuda para eliminá-las.

Para o bioquímico Jose Miguel Mulet, professor da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, e autor do livro Comer sin Miedo, isso não passa de uma estratégia comercial.
 
— Algumas pessoas podem estar com excesso de peso, cansadas, mas isso não significa que estão intoxicadas. Naturalmente, nosso próprio corpo se encarrega de eliminar toxinas. Temos órgãos para isso, como o fígado, os rins e o pulmão. A ideia de que podemos nos desintoxicar rapidamente com esses alimentos ou produtos detox não tem base científica — diz Mulet.
 
Corpo elimina sozinho as toxinas
É o que também defende David Bender, professor de bioquímica nutricional do University College London e autor de artigos sobre o tema. O especialista é categórico ao afirmar que o grande erro das dietas detox é a ideia de que o corpo não poderia lidar sozinho com a quantidade de toxinas que a vida moderna nos faz acumular.
 
— Muitos dizem que, por isso, nosso metabolismo fica mais lento e acabamos engordando, o que é absurdo. Se isso ocorresse, estaríamos contaminados, doentes e precisando ir ao hospital — explica
 
Mercado cresce pela lei do menor esforço
Mas, então, por que o mercado do detox cresce tanto? Para Mulet, o fenômeno faz parte de um estilo de vida imediatista, que procura resultados rápidos com o mínimo de esforço. Todos nós nos sentimos quimicamente sujos, vítimas da poluição das grandes cidades e do que ingerimos. E a indústria se aproveita disso. Para o comércio, desintoxicação é sinônimo de sucesso de vendas.
 
— De modo geral, o termo detox é designado para "vender" uma ideia irreal de que o consumo da dieta fará uma limpeza imediata no organismo, emagrecendo, prevenindo o estresse e devolvendo a saúde perdida nos dias em que não se cuidou da alimentação. O mais impressionante é que os trabalhos científicos, realizados em ambientes controlados, com testes tanto em laboratórios quanto em pessoas, nunca conseguiram comprovar isso — explica a nutricionista Carla Haas Piovesan, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
 
A especialista, entretanto, não descarta os benefícios que os sucos oferecidos nesses tratamentos podem trazer para o organismo.

— O que precisa ficar claro é que misturar folhas verdes como a de couve com uma fatia de abacaxi, ou meia maçã, mais limão e gengibre é saudável, sim, mas não é milagroso. Não é remédio, não limpa o fígado nem o intestino. Esses alimentos trazem benefícios, mas não compensam os excessos. Sempre que tu optares por uma refeição com vegetais, terás benefício para o corpo. É muito mais saudável, por exemplo, começar o dia com um copo de suco preparado com alimentos frescos do que beber uma xícara de café preto com açúcar — reitera a professora Carla.
 
Bons hábitos devem ser durarouros para manter o organismo saudável
Apesar do alerta de especialistas, uma variedade cada vez maior de produtos que prometem eliminar toxinas chega ao mercado brasileiro e tem procura crescente.

Em cápsulas de vitaminas e minerais, em sucos prontos para o consumo ou em barras de cereal, eles vêm acompanhados de uma série de promessas que, na maioria das vezes, termina em frustração. A endocrinologista Marcela Ferrão, do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, destaca que apenas um programa alimentar equilibrado e permanente é capaz de evitar o efeito "sanfona" e promover a saúde, já que uma dieta saudável é rica em antioxidantes, fundamentais para manter o corpo em equilíbrio.
 
A explicação está no fato de que, no nosso organismo, o processo de oxidação é constante. São essas reações químicas que levam à produção de energia necessária para nossas atividades diárias. Entretanto, também levam à produção de radicais livres. Quando não há um equilíbrio entre a produção de radicais livres e o consumo de antioxidantes, pode-se ter o estresse oxidativo, que acelera o processo de muitas enfermidades crônicas e degenerativas — como doenças cardíacas, câncer,Alzheimer — e o processo de envelhecimento, explica a nutricionista Carla Haas Piovesan.
 
— Os vegetais e frutas devem estar distribuídos em um plano alimentar, e esse consumo deve ser diário. Não há a necessidade de fazer uma receita mirabolante passada no liquidificador em jejum às 6h. Se tu comeres uma deliciosa salada de alface, rúcula e abacaxi picado no almoço ou no jantar, assim como frutas distribuídas adequadamente ao longo do dia, terás todos os benefícios que esses alimentos podem dar — conclui.

Radicais Livres: essas moléculas, em quantidades pequenas, são benéficas ao organismo pois auxiliam na defesa contra infecções, por exemplo. Mas o excesso delas é prejudicial à saúde, já que podem danificar o DNA de nossas células, colaborando para o envelhecimento precoce e doenças como Alzheimer, afecções reumáticas, acidentes vasculares cerebrais, Parkinson, entre outras.
 
Antioxidantes: são moléculas com carga positiva que se combinam com os radicais livres, de carga negativa, tornando-os inofensivos. Portanto, essas substâncias têm a capacidade de anular a ação de oxidação desses radicais.
 
Oxidação: as células do nosso corpo necessitam constantemente de oxigênio para converter os nutrientes absorvidos dos alimentos em energia. Entretanto, esse processo de queima do oxigênio pelas células (oxidação) libera moléculas instáveis que podem danificar as células sadias. Essas moléculas são chamadas de radicais livres.
 
Estresse oxidativo: desequilíbrio entre a produção de radicais livres e o consumo de antioxidantes.

Com o pé bem longe da jaca

Exagerou no Natal? Veja algumas dicas para não perder a linha no Ano-Novo
 
_ Cuidado com o álcool e com bebidas calóricas
Procure controlar sua ingestão e beba bastante água natural sem gás, para uma boa hidratação e para evitar a distensão estomacal, quando o abdômen aumenta de volume por causa do acúmulo de gases e líquidos. É bom ingerir água enquanto estiver consumindo álcool.
 
_ Mantenha a rotina de atividade física e intensifique os exercícios aeróbicos
Mesmo que a academia não abra neste período, saia para uma caminhada ou corrida.
 
_ Faça escolhas conscientes!
Planeje-se! Para o Ano-Novo, selecione alimentos que você mais gosta e aproveite para comer pequenas porções dos escolhidos, inclusive as sobremesas.
 
_ Não pule refeições.
Mesmo no dia da virada, para evitar o descontrole alimentar. E cuidado com os petiscos! Não exagere nas castanhas, nas nozes e nas frutas secas. Aguarde o momento certo para consumir suas calorias.
 
_ Monte cardápios e preparações prazerosas, com significado para a família e os convidados. No dia seguinte, retome a dieta habitual e equilibrada.
 
Zero Hora

Aumento do IMC representa riscos para a saúde mesmo para pessoas de peso normal

Aumento do IMC representa riscos para a saúde mesmo para pessoas de peso normal Julie Frender/Morguefile
Foto: Julie Frender / Morguefile
Ao mesmo tempo, perda de peso moderada também é benéfica para todos os perfis
 
Todos sabem que a obesidade e o sobrepeso estão ligados a um aumento no risco de doença cardiovascular e outros problemas da saúde. Agora, um novo estudo revelou que, até mesmo entre jovens adultos com peso normal, o simples aumento no índice de massa corporal (IMC) já representa mais riscos para a saúde.
 
Os pesquisadores estudaram 12.664 jovens adultos em busca de 32 variantes genéticas relacionadas com IMCs altos, atribuindo "notas genéticas" a cada participante, dependendo das variantes genéticas apresentadas. Com base em um grupo de indivíduos tão grande, os pesquisadores foram capazes de separar as tendências genéticas ligadas ao ganho de peso de outras variáveis que podem contribuir com o sobrepeso, tais como a dieta, atividade física e situação socioeconômica.
 
Índices de massa corporal elevados e uma série de indicadores sanguíneos do risco metabólico andavam lado a lado com as notas genéticas, o que sugere que um IMC alto aumenta os fatores de risco cardiovascular, independentemente de outras variáveis.
 
O estudo, publicado pela revista científica online PLOS Medicine, também acompanhou 1.488 pessoas que tiveram seu perfil metabólico analisado depois de seis anos, revelando que um aumento no IMC leva a uma série de mudanças metabólicas adversas, ao passo que a perda de peso moderada resultava em inúmeras mudanças positivas.
 
— Nosso estudo com jovens adultos revela que mesmo uma perda de peso modesta gera melhoras no perfil metabólico. A mudança não precisa ser grande para representar um resultado positivo. Até mesmo pessoas com um IMC normal, na casa dos 24 pontos, também se beneficiam da perda de peso — afirmou o principal autor do estudo, Peter Wurtz, diretor de epidemiologia molecular da Universidade de Oulu, na Finlândia.

Zero Hora

Psiquiatra alerta para perigos do excesso de álcool nas festas de final de ano

Estudo mostra relação entre álcool e depressão. Dois em cada dez casos de tentativa de suicídio envolviam bebidas alcoólicas
 
Época de emoções e também de excessos, principalmente de álcool, as festas de final de ano acendem um alerta vermelho que deve ser  levado em conta pelos cidadãos, recomendou o presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Outras Drogas (Abrad), psiquiatra Jorge Jaber Filho. Em entrevista, Jaber informou que do ponto de vista fisiológico, o ser humano tem necessidade de algumas substâncias químicas no cérebro, que são os neurotransmissores, que se assemelham às moléculas das drogas, como o álcool, o tabaco, a cocaína, a maconha.
 
“Há uma tendência na vida das pessoas, que se radicaliza nesse momento de datas festivas, de haver falta dessa substância no cérebro. Aí, a pessoa  toma alguma substância, como o álcool,  que é um estimulante em pequenas doses, mas que, se tomado em excesso, acaba produzindo o efeito  inverso. Em vez de um estímulo ao sistema nervoso central, ela passa a ter uma inibição do sistema nervoso central, fazendo com que  aumente ainda mais a depressão, decorrente muitas vezes da lembrança de pessoas queridas que não estão mais presentes”, disse o psiquiatra.
 
Segundo Jorge Jaber, há uma inversão de valores nas festas de fim de ano, com crescimento do aspecto mais materialista da data e não dos valores espirituais. “De maneira que as pessoas acabam abusando dessas substâncias as quais  adicionam no organismo, como adicionam presentes, comidas”. A partir daí, há um abuso que pode ser o fator determinante de doenças como alcoolismo e dependência química.
 
Salientou que nessa época, costuma aumentar o número de internações tanto em hospitais de pronto-socorro, como em clínicas psiquiátricas. “A situação da saúde pública ainda não conseguiu resolver a questão de leitos hospitalares e, em relação à saúde mental, vigora a política da redução do dano. Ou seja, a pessoa pode usar (álcool, no caso), desde que não cometa atos que piorem a sua vida”. Jaber  disse que o Brasil está experimentando esse tipo de política mas, aparentemente, ela não tem tido o sucesso esperado. Isso é constatado pela existência de cracolândias, que são acúmulos de centenas de pessoas drogadas, em especial nas grandes metrópoles, sugeriu.
 
Esclareceu que quase todas as pessoas que usam álcool começaram usando tabaco. “Quase todos que usam maconha, começaram usando tabaco ou álcool e da cocaína em diante, essas três drogas são fundamentais para levar ao uso dessa droga”.
 
De acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Universidade Federal de São Paulo, a proporção de bebedores frequentes (que bebem uma vez por semana ou mais) subiu 20% no país entre 2006 e 2012, passando de 45% para 54%. A expansão entre as mulheres (34,5%) foi maior do que entre os homens (14,2%), no período pesquisado.
 
Em termos de concentração do consumo de álcool, o Lenad mostra que 20% dos adultos brasileiros que mais bebem consomem 56% de todo o álcool consumido. A pesquisa revela ainda que quase dois de cada dez bebedores apresentaram critérios para abuso ou dependência de álcool e que 32% dos adultos que bebem relataram não terem sido capazes de parar de beber depois que começaram.
 
O Lenad constatou também a relação entre abuso de álcool e depressão. Dos 5% de brasileiros que tentaram tirar a própria vida entre 2006 e 2012, em mais de dois de cada dez casos, o que equivale a 24%, a tentativa estava relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas.
 
Para o presidente da Abrad,  a tendência é ampliação do uso de álcool pela população, no Brasil. “O que nós temos visto é um aumento do custo na saúde pública da liberação do álcool para menores de 18 anos. E isso leva a um abuso cada vez mais cedo nos jovens, gerando alterações físicas e mentais muito importantes”. Criticou a falta de fiscalização na venda de bebidas para crianças e adolescentes, principalmente em postos de gasolina, onde os jovens compram suco ou refrigerante e tomam misturado a álcool. “Todos veem isso acontecer e não há um efetivo combate  a essa prática”.
 
Jaber informou que não há distinção  de classe social ou de nível socioeconômico entre os bebedores de álcool no país. “Os mais abastados costumam misturar vodca com bebidas energéticas ou cafeínicos, enquanto os menos abastados procuram tomar cerveja com cachaça  ou fazer essas misturas chamadas batidas, que misturam cachaça com refrescos ou refrigerantes”. Destacou ainda que nas comunidades carentes brasileiras, a situação econômica favorece a venda de substâncias ilícitas, como o álcool, entre menores de idade.

Agência Brasil

Por que problemas de gases são comuns a bordo de aviões?

A flatulência pode causar inconvenientes durante os voos
As férias de fim de ano chegaram e muita gente se prepara para viajar. Se isto já aconteceu com você, não se envergonhe: problemas de flatulência durante voos são comuns
 
As férias de fim de ano chegaram e muita gente se prepara para viajar. Se isto já aconteceu com você, não se envergonhe: problemas de flatulência durante voos são comuns.
 
Por que? Foi o que se perguntou o médico Jacob Rosenberg, que decidiu encontrar a explicação - o interesse dele pela flatulência a bordo começou durante uma viagem longa para a Nova Zelândia.
 
Ao olhar para a própria barriga, percebeu que ela havia crescido visivelmente desde que entrou no avião. Foi ao abrir a mala e ver sua garrafa d'água vazia que ele entendeu o que se passava.
 
A garrafinha havia se expandido quando a pressão na aeronave baixou durante o voo e logo se contraiu quando aterrissaram. O médico se deu conta que os gases em seu estômago deveriam estar fazendo o mesmo.
 
"Desde então notei quanta flatulência se tem durante voos", disse.
 
Ainda que não seja comparável aos efeitos da turbulência externa, o assunto é alvo comum de queixas entre passageiros. "Todo mundo já sentiu algum mau odor durante algum voo", diz Rosenberg, que é professor da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.
 
Isso levou o pesquisador a se perguntar sobre as consequências científicas deste fenômeno, o que o fez buscar soluções para aplacar o problema.

Gás
Mesmo com os pés na terra, todos os humanos expulsam uma quantidade surpreendente de gases por dia. Cientistas estimam que uma pessoa emite em média dez flatulências a cada 24 horas.
 
Estes gases são produto dos alimentos que não foram absorvidos pelo intestino e são fermentados por bactérias. A fermentação produz nitrogênio, dióxido de carbono e hidrogênio, além de outros componentes sulfúricos mais fedorentos.
 
Rosenberg também desconstruiu uma série de mitos sobre o tema. Por exemplo, ao contrário do que sugere a cultura popular, um estudo realizado nos anos 90 mostra que homens não têm mais flatulência que as mulheres.
 
A mesma pesquisa mostra que os gases de mulheres têm concentração maior de componentes sulfúricos, o que torna seu odor mais potente.
 
E, mesmo que os grãos tenham ganhado fama como fontes de gases, um experimento recente mostrou que eles não são tão inflamatórios para o intestino como se acreditava e que seu efeito varia muito de pessoa para pessoa.
 
Sucos de frutas, peixe e arroz são alguns dos alimentos mapeados para ajudar a reduzir a flatulência. Diferente do que muitos acreditam, os alimentos derivados do leite também reduzem os gases.
 
Inchaço
A flatulência pode causar inconvenientes durante os voos - especialmente para quem passa muito tempo em cabines pressurizadas.
 
Segundo estatísticas da Associação Médica Aeroespacial, mais de 60% dos pilotos sentem inchaço abdominal, uma cifra bem maior que a de trabalhadores de outros setores.
 
A razão tem a ver com a física básica: "a pressão cai e o ar tem mais espaço para se expandir", diz Rosenberg.
 
O médico estima que este gás ocupe um volume 30% maior, o que explica a sensação de inchaço.
 
Rosenberg não recomenda que se retenha estes gases. "Se você é jovem e saudável não tem problema, mas para idosos isso pode representar um esforço cardíaco perigoso", adverte.
 
Perigo de explosão?
Companhias aéreas têm investido em refeições que minimizem o problema da flatulência. Por outro lado, liberar todos os gases também pode trazer riscos. Um estudo de 1969 advertiu para o perigo de explosão que a acumulação de flatulências geradas por astronautas num foguete poderia gerar.
 
Até hoje, entretanto, nunca foi registrado um acidente por esta razão. Recentemente, a Agência Espacial do Canadá sugeriu que a soja fermentada poderia ser a comida ideal para consumo no espaço, já que contém bactérias probióticas que reduziriam o inchaço abdominal dos astronautas.
 
Mesmo que nos aviões comerciais não haja risco de explosão, as companhias aéreas investem em medidas para aliviar o desconforto gerado por este problema. Rosenberg entrevistou diferentes companhias que usam filtros de carbono no ar-condicionado para absorver cheiros.
 
As empresas também procuram servir alimentos que contenham poucas fibras e muitos carboidratos - uma combinação que facilita a digestão.
 
BBC Brasil

OMS contabiliza 7.693 mortes pelo vírus ebola na África Ocidental

Reprodução: Pacientes suspeitos de ebola chegam a centros
de tratamento já muito debilitados
Maior número de mortos está em Serra Leoa. Entre as vítimas estão 366 profissionais da saúde contaminados pela doença
 
A epidemia de ebola na África Ocidental já causou 7.693 mortes, de um total de 19.695 casos identificados na Libéria, Guiné-Conacri e em Serra Leoa, os três países mais afetados. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS) e foram divulgados nessa sexta-feira (26).
 
Conforme o balanço da OMS, o vírus matou pelo menos 7.708 pessoas em todo o mundo. Serra Leoa, que contabiliza o maior número de casos, registrou, até 24 de dezembro, 9.203 casos e 2.655 mortos. Na quarta-feira (24), o governo local anunciou o isolamento da região Norte do país por cinco dias. O objetivo é tentar bloquear a propagação do vírus.
 
Na Libéria, que durante vários meses foi o país mais atingido pela epidemia, a proliferação do vírus é menor. No dia 20 de dezembro, os liberianos registraram 7.862 casos, dos quais 3.384 foram mortais.
 
Na Guiné-Conacri, onde os primeiros sinais do atual surto surgiram em dezembro de 2013, foram notificadas, até quarta-feira, 1.654 mortes e 2.630 casos identificados. Fora desses países, o quadro de óbitos manteve-se inalterado. São oito motes na Nigéria, seis no Mali e uma nos Estados Unidos. Sem vítimas fatais, o Senegal e a Espanha, com apenas um registro cada, foram declarados livres do ebola.
 
O atual surto, o mais grave e prolongado desde que o vírus foi descoberto, em 1976, também afetou os profissionais de saúde. Até 21 de dezembro, 666 pessoas tinham sido infectada. Destas, de acordo com a OMS, 366 morreram. Em 8 de agosto, a agência das Nações Unidas decretou estado de emergência de saúde pública.
 
iG