Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Revolucionário tratamento anti-HIV combina duas drogas

National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) /
Flickr - CC 2.0 - https://goo.gl/K5mT9C - Fotomicrografia
 mostrando partículas de HIV infectando célula T H9 humana
Combinação tem sucesso já em fase preliminar de estudo
 
Rio - Um coquetel anti-HIV misturando um composto da Johnson & Johnson e uma droga experimental da ViiV Healthcare manteve níveis virais mínimos de HIV em estudos preliminares.
 
Segundo a “Reuters”, o chairman da J&J, Paul Stoffels, disse que a empresa espera ter a combinação no mercado em 2020.
 
A combinação de rilpivirina, da J&J, e cabotegravir, da ViiV, mostrou-se capaz de reduzir os níveis virais de pacientes com apenas três comprimidos diários a cada quatro ou oito semanas.
 
As duas empresas fizeram um teste clínico de 96 semanas envolvendo 309 pacientes, e o resultado das primeiras 32 semanas foram encorajadores, diz o “Tech Times”.
 
A rilpivirina é vendida com o nome Edurant pela unidade Janssen, da Johnson & Johnson's.
 
Já a cabotegravir é similar à dolutegravir, aprovada para tratamento de HIV sob o nome Tivicay, pela GlaxoSmithKline.
 
O especialista em AIDS, Dr. Daniel Kuritzkes, professor de medicina em Harvard, disse que os relatórios iniciais “provêm uma prova de conceito extremamente importante de que essa abordagem é factível”.
 
A J&J está codesenvolvendo esta combinação com a ViiV, que foi criada em 2009 e tem a GlaxoSmithKline, a Pfizer e a Shionogi entre seus acionistas.
 
Um estudo mais avançado de uma segunda combinação — rilpivirina e dolutegravir (da ViiV) — já começou. As empresas estão planejando desenvolver outras combinações.

O Globo

Anticorpos "armados" com antibióticos vencem bactérias resistentes

Um novo tratamento que utiliza anticorpos "armados" com antibióticos demonstrou ser eficaz para combater infecções causadas por bactérias que oferecem resistência, conforme um estudo em ratos publicado nesta quarta-feira na edição online da revista "Nature"
 
Algumas cepas de bactérias, como o staphylococcus aureus - que causa, por exemplo, a meningite e a pneumonia, e que todos os anos mata milhares pessoas no mundo -, não respondem a tratamentos com antibióticos, um cenário que cria cada vez mais preocupação entre os analistas sanitários.
 
A falta de eficácia dos antibióticos pode se dever ao fato das bactérias colocarem resistência ativa ao tratamento ou porque se escondem em lugares onde não podem ser alcançadas pelos remédios. As bactérias podem permanecer resguardadas em células cujas membranas não podem atravessar por si só os antibióticos, um problema que cientistas dinamarqueses e americanos tentaram resolver com o projeto de um novo tratamento que aponta diretamente a esses "nichos de resistência".
 
Os pesquisadores começaram a testar um Conjugado de Antibiótico e Anticorpos (ACC, em inglês), um composto de anticorpos ligado quimicamente a um potente antibiótico que ataca essas bactérias patógenas. Quando uma bactéria ligada a um anticorpo se introduz em uma célula, o antibiótico associado se desamarra e restringe suas possibilidades de atacar o organismo.
 
Sanjeev Mariathasan, da empresa Genentech, e seu grupo indicaram em seu trabalho que apenas uma dose desse tratamento demonstrou ser efetivo em modelos de infecção bacteriana em ratos e mais potente do que o tratamento padrão com antibióticos convencionais. O foco do problema é inspirado em algumas estratégias utilizadas em fármacos contra o câncer que exploram as ligações com anticorpos.
 
A revista "Nature" ressalta que ainda não está provado se o tratamento funcionará para combater doenças em humanos, especialmente naquelas pessoas com infecções crônicas que já tenham desenvolvido anticorpos contra bactérias como o staphylococcus aureus, o que dificultará as novas ligações entre o patogênico e o ACC.
 
EFE / Terra

“Empresas não sabem como reter talentos”

Por Antônio Bigaton*
 
De acordo com estudo realizado pelo Hay Group, que ouviu 906 companhias no Brasil entre novembro e dezembro de 2014, 74% das empresas consideram a retenção de bons funcionários um tema muito importante, porém, apenas 26% tem programas estruturados para isso
 
Outro levantamento, publicado em 2013 pela mesma consultoria, mostrou que 70% das empresas tem dificuldades de contratar e que apenas 11% desenvolviam táticas e programas para minimizar a rotatividade de suas equipes.
 
A verdade é que o departamento de Recursos Humanos tem exercido um papel estratégico e fundamental para identificação e controle de desperdícios financeiros. Isso porque reter talentos, potencializar a produtividade e aumentar os índices de satisfação são uma das maneiras mais eficientes de minimizar gastos.
 
Para os especialistas, se as empresas se dedicassem mais na formação dos funcionários, a rotatividade diminuiria. Os programas de retenção devem contar com o desenvolvimento profissional de seus funcionários. Quando um colaborador sabe o que ele tem que melhorar para ser promovido e conhece o próximo passo que precisa dar na carreira, ele reconsidera as ofertas externas que recebe porque leva em conta o crescimento em longo prazo.
 
Outra estratégia é oferecer um programa de vantagens. Aumentar o salário simplesmente não resolve o problema. Uma maneira barata de agregar mais benefícios é filiar a empresa e os funcionários a um grêmio virtual. Essa terceirização vai buscar parcerias com academias, restaurantes, faculdades ou escolas de idiomas. Assim, o RH adquire um clube de vantagem muito mais amplo para seus funcionários. Com o grêmio virtual, o gestor otimiza seu tempo e pode se dedicar apenas na organização e sistematização dos benefícios dentro da rotina da empresa. Trata-se de uma excelente opção para potencializar o salário dos colaboradores através dos descontos adquiridos, assim como realizar eventos corporativos que promovam a qualidade de vida na empresa.
 
A retenção de talentos vai muito além de aumentar salários, dar feedbacks a cada três meses e oferecer um plano de saúde. É preciso criar programas de crescimento profissional sólidos, um ambiente produtivo e saudável para o trabalho em equipe e um programa de benefícios capaz de agregar valor, facilidades e economia de gastos para os colaboradores.
 
Infelizmente, alguns gestores de RH confundem motivação com alegria, crescimento profissional com aumento de salário e programa de benefícios com vale transporte e plano de saúde. Dessa forma, as empresas investem tempo e dinheiro de maneira errada tentando aumentar os números de satisfação da equipe e falhando miseravelmente nessa missão.
 
Sobre o Lincard
 
Primeiro grêmio virtual do Brasil. Trata-se de um ambiente em que as empresas podem associar seus colaboradores para que estes tenham vantagens e benefícios exclusivos em mais de 400 parceiros e 10 mil estabelecimentos. A rede conta com 14 anos de know-how, além de grandes clientes como Netshoes, Roche, Mary Kay, Trendfoods, entre outros.
 
*Antônio Brigaton, Administrador de empresas formado pela FAAP e sócio diretor da Company Group e fundador do Lincard, primeiro grêmio virtual do Brasil.
 
Saúde Business

Testado em Porto Alegre, novo remédio para câncer de pâncreas é aprovado nos EUA

Empresa americana fez parceria com o Hospital de Clínicas para desenvolver o medicamento
 
Um medicamento que promete impedir significativamente o avanço do câncer de pâncreas foi aprovado pelos Estados Unidos. A doença é um dos tipos de câncer mais letais entre os brasileiros.

Aprovado no final de outubro pelo órgão que controla os medicamentos nos Estados Unidos (FDA), o remédio deve começar a ser vendido nas próximas semanas. No Brasil, ainda não há prazo para o medicamento entrar nas prateleiras, já que a substância ainda não foi encaminhada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
Iniciados há mais de uma década, os estudos foram comandados pela Merrimack Pharmaceuticals, localizada em Cambridge, no Estado americano de Massachusetts. A empresa buscou parceiros em todo o mundo para testar a droga, entre eles Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Testado em cerca de 800 pacientes, o medicamento apresentou resultados animadores. Em um período de 12 semanas, por exemplo, 57% dos pacientes que foram tratados com a nova combinação estavam vivos e apresentavam melhora, contra apenas 26% dos que receberam somente o medicamento tradicional.
 
O chefe do Serviço de Oncologia do HCPA, Gilberto Schwartsmann, é um dos autores do estudo que serviu de base para a aprovação da droga. Ele explica que ela representa uma maneira "mais inteligente" de usar a quimioterapia, que utiliza nanotecnologia. Batizada cientificamente de MM-398, o medicamento será chamado de Onivyde no comércio americano.
 
A droga foi desenvolvida com objetivo de romper com uma "barreira celular" formada pelo tumor cancerígeno no pâncreas. Conforme Schwartsmann, a doença estimula a formação de células fibrosas em volta do tumor, que funcionam como uma parede para a quimioterapia.
 
— O medicamento entra no tumor, mas com dificuldade por causa dessa barreira. Por isso esse tipo de câncer é difícil de tratar — explica.
 
Para que o medicamento ultrapasse essa barreira com facilidade, os cientistas utilizaram da nanotecnologia para inserir a quimioterapia comum dentro de um lipossoma (uma gota com gordura junto). Assim, dentro dessa bolinha, foram colocados 80 mil partículas de irinotecano, medicamento comumente usado em pacientes com câncer de pâncreas.
 
Estando dentro dessa esfera, o medicamento entra na circulação de forma injetável, como a quimioterapia comum, mas só é liberado próximo do tumor. Isso acontece porque, dentro da bolinha de gordura, o medicamento só é liberado por células do sistema imunológico que ficam próximas ao câncer. Essas células "comem" as esferas, atravessam a barreira ao redor do tumor e liberam o medicamento sobre a doença, como se fossem "emissárias" da quimioterapia.
 
Além de ser uma forma de ultrapassar a barreira, o lipossoma tem a vantagem de carregar dentro dele uma quantidade enorme de irinotecano.
 
— A nanotecnologia consegue colocar num lipossoma 10 mil vezes mais partículas dessas moléculas da quimioterapia, o que ataca o tumor de forma mais efetiva — completa Schwartsmann.
 
Por questões éticas, o novo medicamento foi testado em pacientes em que a quimioterapia comum não teve efeito, e não como um tratamento inicial. Agora, Schwartsmann explica que devem iniciar os testes com a droga no início da luta contra o câncer de pâncreas. Além disso, pode ser estudado em outros tipos de câncer, como de intestino e pulmão. A pesquisa sobre o medicamento foi aprovada para publicação pela revista The Lancet, uma das mais respeitadas da ciência.

Os tipos de câncer que mais matam no país*:
 
Óbitos de homens
Traqueia, Brônquio e Pulmão: 14.811
Próstata: 13.772
Estômago: 9.142
Colorretal: 7.387 
Esôfago: 6.203 
Fígado e Vias biliares intra-hepáticas: 5.012 
Pâncreas: 4.373
Encéfalo: 3.893  
Laringe: 3.635
Bexiga: 2.542

Óbitos de mulheres
Mama: 14.206
Traqueia, Brônquio e Pulmão: 9.675
Colorretal: 8.024
Colo do útero: 5.430  
Estômago: 5.040
Pâncreas: 4.335
Encéfalo: 3.893
Fígado e Vias biliares intra-hepáticas: 3.759 
Ovário: 3.283
Útero: 2.080
 
* Dados referentes a 2013, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Zero Hora

Será que a vida está mesmo tão difícil ou você costuma fazer o papel de vítima?

"Tudo acontece comigo!" Se usa essa frase com frequência, cuidado: pode estar sofrendo da síndrome de vítima. Aprenda a identificar o problema e encarar a vida com mais otimismo
 
Todos nós, vez ou outra, nos sentimos um pouco vítimas das circunstâncias. Como na vida não controlamos tudo, é natural que as coisas possam sair de um jeito que não esperamos e acabamos sendo vítimas de uma situação. Mas fique atenta! Se isso tem acontecido com frequência com você ou com pessoas próximas, o problema pode ser outro. A síndrome de vítima costuma instalar-se silenciosamente no inconsciente e pode afetar gravemente as relações amorosas, familiares e até a carreira.
 
Segundo a psicóloga Márcia Mathias, a pessoa que se sente vitimada acha que sua dor é muito maior do que a dos outros. “A pessoa acha que seus problemas são mais graves e importantes do que do resto do mundo. Se ela buscar ajuda, falar sobre o problema ou a dor for por conta de um acontecimento específico, é natural. No entanto, se o indivíduo acha que tudo acontece com ele o tempo todo e cai na desesperança e desespero, o quadro pode assumir um tom patológico”, explica.
 
Todos temos momentos de vitimização. Assumir esse papel é também uma forma de nos proteger das responsabilidades do cotidiano. Porém, há pessoas que usam este artifício para se tornarem manipuladoras. “Neste caso, a pessoa tem consciência do papel de vítima. Age construindo um muro de obrigações que o outro tem de cumprir. Instala-se um jogo de sentimento de culpa”, diz a psicóloga. Esse é o caso de pais e familiares que usam da culpa para controlar os filhos, por exemplo. Afinal, quem nunca ouviu uma mãe dizendo que “largou tudo para cuidar dos filhos” ou “que perdeu noites de sono tranquilo porque o filho não estava em casa”?
 
Vítima no trabalho
Assumir o papel de vítima no ambiente corporativo pode ser perigoso. “Em geral, a pessoa que assume essa postura mostra insegurança e fraqueza. Usa esse artifício para conseguir algum benefício ou para passar despercebida no escritório e fugir de suas obrigações”, explica a coach Patrícia Atui. Há ainda aquelas pessoas que se colocam como eternas injustiçadas, deixando sempre os colegas e até o próprio chefe em um lugar desconfortável. “A pessoa reclama o tempo todo de não ser reconhecida ou ainda se diz a grande salvadora da equipe, aquela que assume todas as responsabilidades, quando, na verdade, acaba desagregando o grupo”, completa a coach.
 
Em geral, a vitimização pode ser perigosa porque coloca uma carga de responsabilidade muito grande em cima daqueles que convivem com a “vítima”. Seja filho, namorado ou chefe, a pessoa atingida começa a se afastar e vê no vitimado um fardo a ser carregado. “É como uma âncora. O vitimado puxa todo mundo para baixo com ele e isso, aos poucos, destrói os laços de respeito, carinho e admiração. É natural que as pessoas queiram se livrar desse peso para viver sua vida”, conclui Patrícia.
 
Você se identifica com o comportamento ou conhece alguém que adora fazer o papel de vítima? Veja dicas para assumir as rédeas de sua vida ou mesmo ajudar quem gosta de se passar de coitadinho.
 
1. Procure ajuda: esse é o primeiro passo para deixar de lado o sentimento de ser injustiçado pela vida. Se você já percebeu que exagera na dose ou acha que tudo acontece com você, vale conversar com um profissional.
 
2. Fale sobre seus medos: sempre que sentir-se inseguro, é importante falar sobre isso. Principalmente na relação amorosa. Fale sobre o que lhe deixa aflita e sobre como você tende a lidar com o problema - muitas vezes ignorando ou jogando a responsabilidade para outra pessoa. Isso vale também para o ambiente de trabalho. Converse com seu chefe sobre seus desejos e medos ao realizar uma tarefa.
 
3. Não fuja dos problemas: se você tem algo para resolver com uma pessoa ou mesmo uma situação pendente, trate de encarar o assunto de frente. Adiar o problema não fará ele sumir, ao contrário, vai causar mais ansiedade, frustração e, com isso, mais vitimização.
 
4. Ouça o outro lado: vítimas costumam estar tão centradas em seus problemas e não dão ouvidos ao outro. É importante que você pergunte às pessoas como se sentem e saiba ouvir o que eles têm a dizer, mesmo que isso te desagrade. Se eles se queixarem que você está em constante reclamação e que isso os entristece ou os afasta, talvez seja hora de mudar alguns hábitos.
 
5. Cuidado com a tristeza: assumir o papel de vítima não esconde apenas insegurança. Muitas vezes é uma forma de não lidar com os problemas do mundo. Fique atenta para perceber se suas fraquezas e medos não a estão levando para um quadro depressivo ou agravando uma depressão existente.
 
6. Otimismo é a saída: procure ver o lado bom das coisas e evite a negatividade. O mesmo vale para quem lida com um vitimado. Mostre à pessoa os pontos positivos das situações e não se deixe contaminar pelo pessimismo. É tudo que ela quer.
 
7. Acolhimento ajuda: Vítimas costumam buscar apoio nos outros, querem ser ouvidas, buscam atenção. É importante dar acolhimento e ouvir a pessoa, principalmente quando ela resolve revelar suas angústias. Só tome cuidado para não entrar no jogo dela e passar a mão na cabeça para os delírios em que ela enxerga o mundo inteiro contra ela.
 
8. Seja claro e verdadeiro com quem faz papel de vítima: no trabalho, é importante mostrar à vítima o que se espera dela. Deixe claro o papel dela dentro de um projeto, suas funções e tarefas. Dê prazos e pergunte se ela está confortável com o tempo e com as atribuições que terá de executar. É importante estar disponível e oferecer ajuda, mas jamais assumir as responsabilidades da outra pessoa e fazer o serviço por ela.
 
9. Vá até onde pode: se você sente-se insegura no trabalho, é importante que assuma apenas aquilo que você realmente consegue executar. Não queira fazer tudo para depois posar de mártir. Delimite prazos e metas reais, assim você não frustra seus colegas e nem seu chefe. E se tiver dúvidas sobre algo, pergunte. Pedir ajuda não é crime!
 
10. Faça uma autoavaliação: o mundo é mesmo cruel e, muitas vezes, a vida é bem difícil, mas tome cuidado para não colocar uma lente de aumento em seus problemas. Para tudo há uma solução. Pergunte-se até onde realmente aquilo lhe atinge e encontre soluções possíveis. Reclamar não vai solucionar a questão. E lembre-se: há muitas pessoas passando pelo mesmo que você e que estão seguindo a vida.
 
iG/Delas

Fique atento ao prazo de validade dos medicamentos

Conforme consta na Farmacopeia Brasileira, 5ª Edição – Volume 1, página 49, prazo de validade é o tempo durante o qual o produto poderá ser usado, caracterizado como período de vida útil e fundamentado nos estudos de estabilidade específicos, devendo ser indicado nas embalagens primárias e secundárias, entendendo-se como vencimento do prazo quando indicar mês e ano, o último dia do mês, sendo obrigatória a manutenção das condições especificadas pelo fabricante, de armazenamento e transporte, para preservação da integridade do produto.
 
Cabe esclarecer que com base no disposto na Lei nº 13.021/14, farmácia e drogaria são estabelecimentos de saúde, portanto locais de sua promoção, prevenção e recuperação, com foco na assistência farmacêutica, na prestação de serviços farmacêuticos e no uso racional e seguro do medicamento.
 
Neste contexto, inserem-se a atribuição e a responsabilidade do farmacêutico em garantir o adequado atendimento dos usuários que buscam pelos seus serviços e orientações, proporcionando o acesso a medicamentos de procedência e qualidade comprovadas, prestando todas as informações e orientações necessárias de forma a garantir o seu uso correto.
 
Assim, a Fiscalização do CRF-SP orienta os profissionais farmacêuticos quanto à responsabilidade existente em todo ato de dispensação de medicamentos, devendo obrigatoriamente ser feita uma inspeção visual do produto a fim de verificar, no mínimo, a sua identificação, o prazo de validade e a integridade da embalagem, de forma a evitar erros de dispensação e entrega de medicamentos sem condições adequadas de uso.
 
Cabe esclarecer que, conforme disposto na Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa nº 44/09, a política do estabelecimento em relação aos produtos com o prazo de validade próximo ao vencimento deve estar clara a todos os funcionários, descrita no Procedimento Operacional Padrão – POP e prevista no Manual de Boas Práticas Farmacêuticas – MBP, devendo o usuário ser sempre informado quando for dispensado produto com prazo de validade próximo ao seu vencimento, sendo, no entanto, proibido dispensar medicamentos cujo tratamento não possa ser concluído ainda dentro do seu prazo de validade.
 
Compete ao farmacêutico orientar e treinar de forma contínua os funcionários, fazendo cumprir os procedimentos estabelecidos em POPs, supervisionando ainda todas as atividades por eles executadas.
 
Diante do exposto, o Departamento de Fiscalização do CRF-SP alerta os farmacêuticos de que manipular, manter em estoque, expor à venda, dispensar ou entregar ao consumo medicamento fora do seu prazo de validade e, portanto, sem garantia da manutenção de suas características de integridade e qualidade e/ou com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade, configura irregularidade sanitária, profissional e configura crime previsto no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).
 
CRF-SP

Amamentação: regra restringe publicidade de leites artificiais e até chupetas

Regra restringe publicidade de chupetas, mamadeiras e leites artificiais
Regra restringe publicidade de chupetas, mamadeiras
 e leites artificiais
Leites artificiais, mamadeiras e chupetas não poderão ser promovidos em meios de comunicação; medida visa incentivar o aleitamento materno
 
A regulamentação da publicidade de produtos que interferem na amamentação já está em vigor. As regras estão valendo depois de a presidenta Dilma Rousseff ter assinado, nesta terça-feira (3), durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada em Brasília, o decreto para regulamentar a Lei nº 11.265. O objetivo é assegurar o aleitamento materno e reduzir a interferência de produtos comerciais na amamentação.
 
A iniciativa visa assegurar o uso apropriado dos produtos e estabelece orientações para comercialização e publicidade de itens direcionados às crianças de até três anos, como leites artificiais, papinhas industrializadas, mamadeiras e chupetas.
 
“Teremos um cuidado especial com os recém-nascidos e as crianças desde a primeira infância. O decreto de aleitamento materno estabelece regras mais específicas para a comercialização de produtos para nossas crianças de até três anos. A amamentação e alimentação saudável, desde pequenininhos, resultarão em crianças com o desenvolvimento mais adequado, mais capazes de conduzir o nosso país”, disse a presidenta Dilma Rousseff.
 
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, destacou os benefícios do aleitamento para a saúde das crianças. “Promover e proteger a amamentação é uma ação de saúde, de combate à desnutrição e mortalidade infantil. Queremos assegurar que todas as crianças sejam amamentadas sempre que possível e orientar mães e pais sobre a importância do aleitamento para a saúde de seus filhos", disse.
 
Salvando vidas
Castro ressaltou que cerca de seis milhões de crianças são salvas em todo o mundo com o aumento das taxas de amamentação, segundo a Organização das Nações Unidas. "Estamos salvando vidas ao orientar, proteger e incentivar o aleitamento materno”, declarou. 
 
O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que os bebês sejam amamentados por até dois anos ou mais e que o leite materno seja o único alimento da criança até o sexto mês de vida. Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo.
 
O decreto regulamenta a Lei nº 11.265, voltada a comercialização de alimentos para mães e bebês no período da amamentação, publicada em 2006, e garante a fiscalização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
A restrição para produtos farináceos, fórmulas, papinhas, leites artificiais, mamadeiras, bicos e chupetas inclui qualquer ação promocional, como publicidade, descontos, brindes, exposições especiais no supermercado, entre outras ações. O lançamento de novos produtos, com distribuição de amostras grátis aos profissionais de saúde, somente poderá ser feito 18 meses após o registro na Anvisa.
 
As embalagens também terão que se adaptar às novas regras. Fica proibido, por exemplo, utilizar fotos, desenhos, representações gráficas ou textos que induzam ao uso, como “baby”, “kids”, “ideal para o seu bebê”, entre outros, bem como personagens de filmes, desenhos ou simbologias infantis.
 
Além disso, cada um dos produtos terá um aviso na embalagem sobre a idade correta para o consumo e o alerta para a importância da amamentação para a saúde da criança. No caso dos bicos, mamadeiras e chupetas, os avisos sempre terão uma advertência sobre o prejuízo que pode causar ao aleitamento materno a utilização desses produtos.
 
Os estabelecimentos terão um ano para se adequar às novas medidas a partir da data de publicação do Decreto. Caso descumpram a lei, poderão sofrer interdição, além de multa que podem chegar até R$ 1,5 milhão. As Secretarias Estaduais de Saúde devem determinar quais são os órgãos que ficarão responsáveis pela fiscalização.
 
Aleitamento no Brasil
O leite materno, além de proteger a criança pequena contra diarreias, pneumonias, infecções de ouvido e alergias, contribui para o melhor desenvolvimento do sistema nervoso. Também diminui as chances de desenvolverem diabetes, obesidade, hipertensão arterial e vários tipos de câncer na vida adulta.
 
No Brasil, a Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno, realizada em 2008, revelou que 67,7% das crianças já mamam na primeira hora de vida, mas que a média de duração do aleitamento materno exclusivo é apenas de 54 dias (menos de dois meses).
 
Entre as crianças menores de 6 meses, menos da metade dos bebês (41%) tiveram o leite materno como alimento exclusivo. Já o uso de mamadeira foi relatado em 58,4% das crianças, a chupeta em 42,6% no primeiro mês de vida. A pesquisa ainda mostra as prevalências do uso de água, chás e outros leites foram, respectivamente, 13,8%, 15,3% e 17,8%.
 
* Com informações do Portal Brasil
 
iG

Como as baratas podem ajudar a salvar vidas humanas

Criada por cientistas, a barata robótica pode obter informações de prédios desabados
Carlos Sanchez Texas A&M University/BBC
Patas desses insetos estão dando ideias a cientistas dedicados a criar a próxima geração de próteses de perna para pessoas

Insetos que fogem assim que você entra em uma sala e acende as luzes, as baratas geralmente são associadas a ambientes sujos. Mas elas estão despertando o interesse de mais do que empresas de dedetização: têm inspirado pesquisas em antibióticos, robôs e próteses para membros perdidos.

Em Havana, a barata cubana, inseto nativo de cor verde, é tida como um bicho de estimação e o inseto até aparece em histórias folclóricas.

Entre as 4,5 mil espécies de baratas conhecidas no mundo, apenas quatro são consideradas pragas. A maioria delas não vive perto de residências de humanos e tem um papel ecológico importante, comendo matéria morta ou em deterioração. Algumas espécies têm cores vivas e desenhos. Algumas são criaturas sociais e tomam decisões coletivas. Outras formam pares e criam os filhos juntas. Outras são sozinhas.
 
Elas podem emitir silvos, cantar e fazer sons percussivos para atrair um parceiro e sobrevivem às condições mais difíceis com pouca comida durante meses. Uma espécie, a Eublaberus posticus, pode sobreviver por um ano consumindo apenas água.

A mais pesada delas, a barata rinoceronte, vive no subterrâneo, chega a pesar 35 gramas, mede 8 centímetros e vive na Austrália. Uma das menores é uma praga encontrada na Europa e na América do Norte, a barata alemã, com apenas pouco mais de um centímetro.

Uma das curiosidades é que borra de café é usada com frequência como isca em armadilhas para estes insetos.

Inspiração
Cientistas têm nas baratas uma fonte de inspiração. Em 1999, essas criaturas inspiraram Robert Full, professor na Universidade da Califórnia em Berkeley, a criar um robô de seis pernas que se movia mais rápida e facilmente do que qualquer outro robô.

Em sua palestra de 2014 na conferência TED, Full explicou como as patas elásticas, a forma corporal arredondada e os exoesqueletos flexíveis – feitos a partir de tubos conectados e placas – permitem que estes robôs se movimentem em terrenos mais complexos.

As patas das baratas também estão dando ideias a cientistas dedicados a criar a próxima geração de próteses de perna para humanos – a mecânica que dá elasticidade para as patas dos insetos é a base para a capacidade de uma prótese de mão mecânica de conseguir agarrar.

O objetivo, segundo Robert D Howe, do Laboratório de Biorrobótica de Harvard, é produzir uma mão que "deslize pelos objetos até envolvê-los, como uma mão humana levantando uma xícara de café".

E há também a barata robótica: uma fusão de uma barata viva e um minicomputador, cirurgicamente preso às suas costas. A partir de mensagens do minicomputador, a barata pode ser direcionada para lugares aos quais os humanos dificilmente teriam acesso, como prédios que desabaram ou canos de esgoto arrebentados. Ali as baratas podem coletar dados.
 
"Na primeira vez que vi essas baratas fiquei de cabelo em pé", disse Hong Liang, pesquisadora-chefe do projeto na Universidade A&M do Texas. "Mas acabei ficando com algumas delas em meu escritório, como bichos de estimação, por um tempo. Na verdade elas são criaturas belas. Elas se limpam constantemente."
 
Em junho, estudantes da Universidade Jiao Tong, de Xangai, na China, demonstraram como conseguiam controlar baratas com o pensamento. Traduzindo as ondas cerebrais em impulsos elétricos, eles conseguiram direcionar uma barata, com um receptor preso a ela, por vários túneis.

Na medicina
Também há pesquisas relacionadas a baratas no âmbito da medicina. Há tempos os cientistas se perguntam como as baratas passam a vida em ambientes sujos e sem problemas de saúde. As baratas produzem o próprio antibiótico – e é um antibiótico poderoso.

Com isso, elas podem ser cruciais no desenvolvimento de remédios para enfrentar bactérias como E. coli (que causa intoxicação alimentar), MRSA (que causa infecções na pele) e outras que são resistentes a muitos dos tratamentos atuais.

Curar com baratas não é algo novo. No século 19, o jornalista e escritor Lafcadio Hearn reparou em alguns tratamentos durante uma viagem pelo sul dos EUA. "Eles dão chá de barata contra o tétano.
 
Não sei quantas baratas são usadas para fazer uma xícara, mas descobri que a fé neste remédio é forte entre muitos membros da população americana de Nova Orleans", escreveu.
 
Hoje, alguns hospitais da China usam um creme feito com pó de baratas para tratar queimaduras e, em alguns casos, um xarope de baratas é ministrado a pacientes para aliviar os sintomas de gastroenterite.
 
Quando Wang Fuming percebeu que a demanda por insetos estava crescendo na Província de Shandong, no leste do país, ele abriu uma fazenda de baratas. Mantém 22 milhões destes insetos em abrigos subterrâneos e diz que, desde 2010, o preço das baratas secas aumentou dez vezes. Os insetos também podem ser comidos. A barata americana é uma iguaria na China.
 
Ao fritá-la duas vezes em óleo quente, a barata ganharia uma casca crocante e um interior suculento, com a consistência de queijo cottage. Uma pitada de pimenta dá um sabor ainda mais marcante, dizem os apreciadores.
 
Com o crescimento da população humana e da demanda por proteína, talvez a barata seja o futuro da alimentação mundial.Se as pessoas forem mais liberais.
 
BBC Brasil / iG