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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Anticorpos "armados" com antibióticos vencem bactérias resistentes

Um novo tratamento que utiliza anticorpos "armados" com antibióticos demonstrou ser eficaz para combater infecções causadas por bactérias que oferecem resistência, conforme um estudo em ratos publicado nesta quarta-feira na edição online da revista "Nature"
 
Algumas cepas de bactérias, como o staphylococcus aureus - que causa, por exemplo, a meningite e a pneumonia, e que todos os anos mata milhares pessoas no mundo -, não respondem a tratamentos com antibióticos, um cenário que cria cada vez mais preocupação entre os analistas sanitários.
 
A falta de eficácia dos antibióticos pode se dever ao fato das bactérias colocarem resistência ativa ao tratamento ou porque se escondem em lugares onde não podem ser alcançadas pelos remédios. As bactérias podem permanecer resguardadas em células cujas membranas não podem atravessar por si só os antibióticos, um problema que cientistas dinamarqueses e americanos tentaram resolver com o projeto de um novo tratamento que aponta diretamente a esses "nichos de resistência".
 
Os pesquisadores começaram a testar um Conjugado de Antibiótico e Anticorpos (ACC, em inglês), um composto de anticorpos ligado quimicamente a um potente antibiótico que ataca essas bactérias patógenas. Quando uma bactéria ligada a um anticorpo se introduz em uma célula, o antibiótico associado se desamarra e restringe suas possibilidades de atacar o organismo.
 
Sanjeev Mariathasan, da empresa Genentech, e seu grupo indicaram em seu trabalho que apenas uma dose desse tratamento demonstrou ser efetivo em modelos de infecção bacteriana em ratos e mais potente do que o tratamento padrão com antibióticos convencionais. O foco do problema é inspirado em algumas estratégias utilizadas em fármacos contra o câncer que exploram as ligações com anticorpos.
 
A revista "Nature" ressalta que ainda não está provado se o tratamento funcionará para combater doenças em humanos, especialmente naquelas pessoas com infecções crônicas que já tenham desenvolvido anticorpos contra bactérias como o staphylococcus aureus, o que dificultará as novas ligações entre o patogênico e o ACC.
 
EFE / Terra

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