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quinta-feira, 27 de julho de 2017

A Cadeia farmacêutica está pronta para rastreabilidade?

Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, 30% dos medicamentos consumidos no Brasil são falsificados ou contrabandeados

Também figuram entre as cargas mais roubadas no país, fomentando um mercado clandestino milionário. Para coibir estas práticas, foi criado Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) por força da Lei 13.410, de 28 de dezembro de 2016, que altera uma lei anterior, de 2009.

Para André Cardozo Samy Pereira, gerente de desenvolvimento de negócios da R&B Rastreabilidade Brasil, o objetivo da nova lei é dispor um acompanhamento da carga desde a produção até o consumo. “Pelo método track and trace é possível determinar a localização atual e as localizações passadas por onde o item transitou e, com isso, obter o histórico do objeto por meio da sua identificação”, ressalta. Para que a medida seja colocada em prática, a Anvisa publicou a RDC 157, de 11 de maio de 2017, que dispõe sobre a implementação do SNCM e os mecanismos e procedimentos para o rastreamento de medicamentos.

A estimativa é de que até agosto deste ano o órgão publique as especificações tecnológicas necessárias à operacionalização do sistema, por meio de instrução normativa. Mas, se os benefícios da rastreabilidade são inúmeros, por que a grande maioria das empresas está ficando para trás na implementação do processo?

De acordo com Pereira, o engajamento esbarra principalmente no desconhecimento dos custos, gastos e investimentos, por mais que elas se sintam atraídas pela possibilidade de garantir a integridade de sua imagem, a segurança do produto e, acima de tudo, o respeito pelo consumidor.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Alerta: Droga usada para controlar ansiedade e insônia mata mais que cocaína e heroína

Substância presente em remédios psiquiátricos, como Rivotril e Valium, são mais nocivas à saúde do que muitas drogas ilegais, afirma pesquisa; entenda

Um dos principais motivos para a proibição do uso de drogas ilícitas é que o seu consumo pode levar à morte. No entanto, não são apenas os produtos proibidos pelo governo que são capazes de causar um efeito tão nocivo à saúde.

De acordo com dois estudos realizados recentemente, um composto presente em medicamentos psiquiátricos, como Rivotril, Valium, Xanax, Ativan e outros remédios receitados para pessoas com ansiedade e insônia, a Benzodiazepina (BZD), está mais associado ao risco de morte do que substâncias como heroína e cocaína.

As pesquisas foram publicadas no American Journal of Public Health e no Vancouver Sun. Em uma das análises feita por pesquisadores da University of British Columbia (UBC), em Vancouver, Canadá, estudou-se o impacto do uso da benzodiazepinas nas taxas de mortalidade. O resultado mostrou que a BZD estava mais relacionada aos casos de óbito do que outras drogas ilegais.

O professor de medicina na UBC, Thomas Kerr, verificou que os casos de óbito associados à substância dos remédios contra ansiedade e ficaram até quatro vezes maiores nos Estados Unidos entre 1999 e 2014.

Além disso, há 50% mais mortes nos país anualmente por conta do uso de medicamentos psiquiátricos do que ligadas à heroína. "Esses estudos realmente revelam quão perigosas são essas drogas e como devem ser usadas ​​com grande cautela", disse Kerr.

“Há muitas pesquisas sobre o abuso de drogas mais tradicionais ou outras ilegais como heroína, cocaína e anfetaminas, mas não se sabe muito sobre o abuso desse tipo de droga", declarou Keith Ahamad, cientista clínico da UBC e médico especialista em vícios no St. Paul's Hospital.

Levantamento Para realizar um dos estudos, foi preciso acompanhar, durante cinco anos e meio, quase 3 mil pessoas. Ao final do período, 527 dos participantes havia morrido, o que correspondia a quase 20% do total.

Desses, foi possível perceber que a taxa de mortalidade foi quase 1,86 maior entre os usuários de BZD. O cientista clínico da UBC ainda ressaltou que mesmo excluindo outros fatores que poderiam ter influenciado a mortalidade, como o uso de drogas ilícitas, HIV, infecções e outros fatores que caracterizam comportamento de alto risco, os usuários de benzodiazepinas ainda apresentavam índices altos de mortalidade.

Hepatite C
A segunda análise foi feita dentro do mesmo grupo de pessoas, mas com uma parte menor delas, para verificar a relação entre o uso de BZD e infecção por hepatite C (HCV). No início do estudo, 440 indivíduos estavam atestados como HCV negativos. Mas com o tempo, foi possível descobrir que esse número diminuiu, indicando que o uso do composto estava ligado à infecção.

"O interessante sobre isso é que é uma droga prescrita e as pessoas pensam que estão seguras. Mas, como verificamos, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma maneira que está causando danos”, apontou Ahamad.

O cientista também defende que por não saberem o que realmente os remédios para ansiedade e insônia podem causar, muitos prescrevem a droga de maneira indiscriminada. "Há riscos que acompanham esses medicamentos e precisamos ter muito, muito cuidado com a forma como estamos prescrevendo-os", finaliza.