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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Paciente entra na Justiça para receber prótese de pênis

Plano de saúde alegou ao paciente que seu contrato não cobriria
 a operação que ele precisava fazer após o câncer de próstata
Pedido foi feito após tratamento contra câncer de próstata; procedimento custa R$ 100 mil
 
Negar indevidamente um serviço médico é um dos principais motivos para a suspensão de planos de saúde no Brasil. No último dia 13, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) proibiu a comercialização de 65 planos de 16 operadoras.
 
Uma dessas recusas administrativas levou um paciente a entrar na Justiça para conseguir que o seu plano, a Bradesco Saúde, pagasse a cirurgia e a prótese peniana depois que ele teve um câncer de próstata.
 
O paciente, que prefere não se identificar, disse que é quase impossível resolver um caso como esse sem recorrer à Justiça.
 
— Administrativamente, os planos de saúde alegam que não há cobertura. Isso acontece porque não há transparência sobre o que os consumidores têm direito ou não. É difícil um paciente leigo entender tudo o que está no contrato do plano. Por isso, o direito quase sempre dá razão ao consumidor.
 
Neste caso, o paciente conseguiu, por meio de liminar, que o plano pague pela cirurgia e pela prótese.
 
A operadora recorreu da decisão e o caso ainda não foi encerrado.
 
De acordo com a fundadora da ONG Portal Saúde, Adriana Leocádio, que ajudou na ação judicial, se o paciente tiver de pagar o procedimento de forma particular, ele terá que desembolsar aproximadamente R$ 75 mil pela operação e até R$ 30 mil pela prótese.
 
— É um tratamento caro e precisa ser realizado por um médico especializado. A ONG, em parceria com advogados especialistas em direito e saúde, tem obtido grandes decisões judiciais nas quais os planos de saúde estão custeando todo o procedimento.
 
Segundo a advogada Elza Ferraz, responsável pelo caso, assim que o paciente teve a orientação para implantar uma prótese adequada, o plano de saúde negou por escrito o pagamento pela cirurgia.
 
Adriana afirma que o contrato do paciente assegura a cobertura para a realização de cirurgia urológica, mas o convênio teria alegado que a operação não consta no rol da ANS, porque o contrato não teria sido adaptado para a Lei 9.656/98, conforme Resolução RN nº 254, da agência.
 
— Diante disso, o paciente fez a adaptação de seu contrato, teve um aumento na mensalidade de seu seguro de 20,59% e, mesmo assim, seu tratamento continuou negado.
 
R7

Estudo mostra diferenças entre países com relação à sobrevivência ao câncer

Londres, 26 nov (EFE).- Um estudo sobre a porcentagem de sobrevivência das pessoas com relação ao câncer, realizado em 67 países, mostra que a situação melhorou na maioria dos países desenvolvidos, mas é mais difícil nos de menor desenvolvimento
 
A análise, denominada "Concord-2" e publicada nesta quarta-feira na revista médica britânica "The Lancet", pesquisou a sobrevivência com relação ao câncer de mais de 25 milhões de pacientes entre 1995 e 2009 e observou, além disso, que os de fígado e pulmão são os de piores previsões. A pesquisa, a cargo da especialista Claudia Allemani, professora da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, se centrou em avaliar a sobrevivência entre os adultos de entre 25 e 99 anos e entre os menores de 14 anos de idade.   
 
Os cânceres estudados foram de estômago, cólon, reto, fígado, pulmão, mama, colo do útero, ovário e próstata, assim como a leucemia entre adultos e crianças, segundo o estudo no qual participaram 500 especialistas e segue outra avaliação feita em 2008. As diferenças observadas nos países, acrescenta, é "provavelmente atribuível à desigualdade no acesso a um diagnóstico precoce e tratamentos ótimos".
 
Os pesquisadores constataram uma sobrevivência de cinco anos após o diagnóstico nos casos de câncer de cólon, reto e mama na maioria dos países desenvolvidos. Os cânceres de pulmão e de fígado seguem sendo "letais" no mundo todo, diz o estudo, que afirma que no caso do primeiro, a sobrevivência de cinco anos após o diagnóstico está abaixo de 20% em toda Europa e na América do Norte a porcentagem se situa entre 15% e 19%. Já na Mongólia e Tailândia, a taxa é de 7% e 9%, respectivamente.
 
Apesar destes dados desalentadores, a pesquisa observou uma melhora importante na sobrevivência, em todos os países, de casos de câncer de próstata, mas principalmente em nações da América do Sul, Ásia e Europa, apesar de haver variações entre países. No caso da sobrevivência de cinco anos ao câncer do colo do útero, as diferenças entre os países é muito importante, com variações que vão desde menos de 50% a 70%.
 
Segundo "The Lancet", para as mulheres que foram diagnostricadas com câncer de ovário entre 2005 e 2009, a sobrevivência foi de 40% no Equador, EUA e 17 países na Ásia e Europa, já no caso do câncer de estômago a sobrevivência foi de entre 54% e 58% entre 2005 e 2009 no Japão e Coreia do Sul, comparado com menos de 40% em outros países.
 
No caso da leucemia entre os adultos, a sobrevivência de cinco anos no Japão e Coreia do Sul foi de entre 18% e 23%, porcentagem mais baixa que na maioria dos outros países. Quanto à leucemia linfoblástica aguda entre as crianças, a sobrevivência é de menos de 60% em vários países, mas chega a 90% no Canadá e quatro países europeus (Áustria, Bélgica, Alemanha e Noruega), o que faz pensar que há grandes diferenças no atendimento desta doença.
 
A sobrevivência de câncer de pulmão melhorou em países como Israel, onde passou de 17% a 24%, e Japão, de 23% a 30%, mas não é muito boa em outros países europeus, onde chega a 10%. "The Lancet" afirma que a contínua vigilância da sobrevivência do câncer deveria ser uma fonte indispensável de informação para os pacientes e pesquisadores e um estímulo para que os políticos melhorem as medidas na área de saúde.
 
EFE / R7

Mulheres com mais de 50 anos têm mais chance de desenvolver osteoporose

Com a idade o organismo vaitendo mais dificuldade de
 absorver cálcio
Pouca produção de estrogênio pode ser o fator causador do problema, afirma especialista
 
Dores nas costas, dificuldade de se movimentar e de se locomover podem ser resultado de algo muito mais sério do que uma simples má postura. De acordo com o ortopedista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Robert Meves, os problemas podem ser resultado de uma osteoporose, condição que deixa a estrutura óssea fragilizada e atinge, principalmente, mulheres com mais de 50 anos.
 
Segundo o ortopedista, a condição é mais comum nesta idade, pois há uma desaceleração na produção do hormônio feminino (estrogênio), fator que desregula a absorção do cálcio, principal responsável pela sustentação dos ossos.
 
Meves esclarece que o diagnóstico da doença deve ser feito com rapidez, já que a ausência da análise pode levar a grande morbimortalidade, ou seja, risco de morte.
 
― O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, exame que avalia a densidade dos ossos. Quando essa se encontra abaixo de 2.5, o que representa o desvio padrão da população normal, detecta-se então a fragilidade.
 
Entre as medidas preventivas da osteoporose estão a prática de exercícios físicos ― especialmente musculação ― aliada a uma dieta balanceada rica em cálcio, ferro e vitamina D. Meves também afirma que é recomendado que a pessoa tenha de 10 a 15 minutos de exposição a luz do sol todos os dias no período da manhã.
 
― Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de cafeína também é importante, já que tais hábitos são prejudiciais à manutenção da saúde dos ossos.
 
R7

Proximidade entre médico e pacientes é 'ruim para a saúde'

Getty Images: Relação entre médicos e pacientes deve se
manter no profissional, diz estudo
Estudo indica que o profissional não consegue ser honesto com o paciente quando desenvolve laços de amizade
 
Um estudo publicado no site de saúde The Lancet Oncology mostrou que médicos 'amigáveis', que desenvolvem laços além do profissional com os pacientes, podem encontrar problemas na hora de serem honestos e de tomar as melhores decisões.
 
A pesquisa ouviu 338 médicos oncologistas, e 59% deles admitiu ter dificuldade em dizer a verdade aos pacientes com quem têm afeto, como os riscos de doenças e possibilidade de morte. Cerca de 60% dos profissionais disseram que a proximidade pode afetar as decisões sobre a saúde dos pacientes.
 
Lesley Fallowfield, professora da Brighton and Sussex Medical School alerta que para os jovens médicos, a dificuldade em manter as relações somente no profissional pode ser ainda mais difícil uma vez que vivem no 'mundo virtual'. 
 
Os médicos devem evitar aceitar solicitações de amizade de seus pacientes no Facebook, e convites para passeios sociais.
 
A professora ainda explica que a proximidade também pode ser negativa para os pacientes, que podem se sentir intimidados em fazer perguntas sobre os tratamentos e efeitos colaterais. 
 
O estudo mostrou que quase metade dos médicos deu seu número de celular para os pacientes e 20% aceitou solicitações de amizade em redes sociais.
 
"O aumento do uso de redes sociais trouxe novos desafios e os médicos devem entender os riscos envolvidos e o impacto que isso pode ter em suas relações profissionais com os pacientes", alerta o porta-voz do Conselho Médico Geral americano.
 
Terra

Superbactérias: saiba como evitar as infecções hospitalares

Uso errado de antibióticos e falta de cuidados com a higiene de funcionários da saúde levam aos problemas
 
Você já ouviu falar sobre superbactérias? Sabe o que realmente são e qual é a ligação com o uso de antibióticos? Elas e outros micro-organismos podem causar as temidas infecções hospitalares. “No País, a infecção hospitalar é uma das principais causas de morte, junto com doenças cardiovasculares, neoplasias e doenças respiratórias”, alerta a infectologista Rosana Richtmann, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) das maternidades Pro Matre e Santa Joana, e do Instituto Emílio Ribas.
 
A seguir, tire suas dúvidas sobre o assunto com informações das infectologistas Rosana e Raquel Muarrek, do Hospital Leforte:
 
O que são superbactérias?
São bactérias resistentes ao tratamento com antibióticos disponíveis. “Não são necessariamente mais agressivas ou causadoras de doenças mais graves. Há menos condição de tratá-las”, disse a infectologista Rosana.

Antibióticos estão perdendo a eficácia em uma taxa alarmante e irreversível
 
As superbactérias surgem a partir do uso inadequado de antibióticos?
Sim, o uso desnecessário de antibióticos, a utilização prolongada deles, o não seguimento da prescrição médica e a indicação de um tipo de classe de medicamentos mais potente para tratar infecções simples favorecem o problema. “O uso de antibióticos de forma indiscriminada pode selecionar as bactérias com algum mecanismo de resistência, que passam a ser predominantes, levando a doenças por germes multirresistentes”, disse a infectologista Raquel.
 
“Somos mais bactérias que células e vivemos em harmonia com elas. Quando o paciente toma um antibiótico de largo espectro (que atinge grande número de microrganismos), mata as bactérias sensíveis e facilita a replicação de bactérias resistentes à droga usada. A população resistente começa a aumentar, pode sofrer mutações para se defender dos antibióticos. O antibiótico não cria superbactérias, ele favorece a sobrevivência das resistentes”, completou Rosana.  

Antibiótico popular, receitado até para crianças, pode causar arritmia fatal
 
Como deve ser o uso do antibiótico para evitar superbactérias?
O uso deve ser racional, só sendo indicado quando realmente necessário. Por exemplo, se a pessoa tem uma infecção por vírus, não há necessidade alguma de antibiótico, que combate bactérias. “Se tem uma infecção por bactéria sensível a penicilina, não precisa de droga de geração mais avançada.
 
O uso de um antibiótico que mata essa determinada bactéria e outras mais, quando não necessário, pode favorecer o surgimento de superbactérias”, afirmou a infectologista Rosana.

Resistência a antibióticos pode causar desastre “apocalíptico”

 
Há outras maneiras de tratar infecção por bactéria além do uso de antibiótico?
Não. Por isso, o uso do antibiótico deve ser feito de maneira racional para evitar problemas. De acordo com Rosana, para prevenir, muitas vezes é recomendado o uso de vitamina C com o objetivo de deixar o pH mais ácido, o que dificulta o crescimento bacteriano.

Cientistas desenvolvem droga para substituir antibióticos

 
O que uma superbactéria pode causar de diferente de uma bactéria comum?
A infecção por um germe multirresistente não necessariamente leva a uma infecção mais grave, no entanto, seu tratamento é mais difícil, explicou a infectologista Raquel. “Não é possível diferenciar pelo quadro clínico, só com exames de cultura. O médico pode até desconfiar quando trata com antibiótico comum e o paciente não melhora”, acrescentou a Rosana. 
 
Como combater superbactérias?
Há várias maneiras para evitá-las. “Uma é tentar desenvolver novas drogas, mas é questão de tempo para também se tornarem ineficazes. Desenvolver vacinas contra elas seria muito eficaz, mas é algo a longo prazo. A outra linha é a prevenção, que é o caminho mais simples, com a higiene adequada das mãos, além do uso racional de antibióticos”, disse a infectologista Rosana.
 
Qual é o risco da existência de superbactérias?
“Se tiver uma infecção do trato urinário, sanguínea, mais disseminada, pode acabar não tendo como tratá-la por dificuldade de encontrar antibiótico eficaz. Isso pode levar à morte por falta de tratamento adequado”, comentou Rosana.  
 
Toda infecção hospitalar é causada por superbactéria?
Não. “A definição de infecção hospitalar é quando ela ocorre 48 horas após admissão do paciente no ambiente hospitalar, e nem sempre é causada por germes multirresistentes”, disse a infectologista Raquel. Essa infecção também pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, parasitas, como listou a infectologista Rosana.
 
A superbactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase)   já causou surtos de infecção hospitalar. Que bactéria é essa?
“Trata-se de bactérias que produzem uma enzima que inativa os antibióticos comumente utilizados em infecções hospitalares. Elas aumentam a mortalidade hospitalar, pois acometem pacientes com doenças graves e com procedimentos intra-hospitalares invasivos, além de restarem poucas opções terapêuticas devido à presença de resistência”, explicou a infectologista Raquel. Pode causar infecção urinária, sanguínea, no pulmão, acrescentou Rosana.
 
Quais são os riscos de infecções hospitalares?
Podem aumentar o risco de desfecho ruim, como a morte, segundo Rosana. “O risco é maior a depender da gravidade do paciente e do número de procedimentos realizados durante a internação”, afirmou Raquel.
 
Como prevenir infecções hospitalares?
Por meio de medidas de higiene, como lavagem adequada das mãos dos funcionários de saúde e limpeza de equipamentos.
 
Quando se constata infecção hospitalar, quais são as medidas adotadas pelo hospital?
Tudo depende do micro-organismo causador da infecção. “Se for por uma bactéria resistente, o paciente fica no isolamento”, exemplificou Rosana. Os cuidados com a higiene são fundamentais, além da parlamentação adequada para cada caso.
 
Quem tem Aids tem mais chances de contrair infecções hospitalares?
Segundo a infectologista Rosana, esse paciente está mais vulnerável às infecções porque a doença afeta o sistema imunológico. Pessoas com respostas imunodeficientes por outros motivos, como transplantados ou que passaram por outros procedimentos invasivos, também são mais vulneráveis.
 
Terra

Dente de leite pode ajudar no tratamento do Alzheimer

A polpa dos dentes decíduos pode regenerar tecidos nervosos e musculares e, assim, melhorar a vida de quem sofre de doenças degenerativas
 
A polpa do dente de leite possui células-tronco que, quando retiradas para pesquisa, podem melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas que sofrem de doenças degenerativas como o Alzheimer e o Parkinson.  O estudo e a utilização desse material podem, ainda, prolongar a vida de doentes terminais. 
 
“A polpa do dente de leite possui uma grande concentração celular além de ser mais fácil de conseguir, uma vez que os dentes de leite caem naturalmente de todas as crianças”, diz Márcia Marques, responsável pelo Laboratório de Pesquisa Básica do Departamento de Dentística da FOUSP. Outra vantagem dessas células é que elas são mais jovens e proliferativas, ou seja, crescem mais rápido e conseguem se transformar em vários tipos de outras células, que funcionam como reparadoras de tecidos, como o muscular e o nervoso. 
 
Mas os dentes permanentes também têm sua utilidade. “Aqui no laboratório usamos para pesquisas os dois tipos de dentes. O problema com os dentes permanentes é que, algumas vezes, no decorrer de sua vida, eles passaram por lesões ou inflamações e, quando isso acontece, a qualidade de suas células já não é mais tão boa”, diz a especialista. 
 
Como fazer a coleta
Segundo Márcia, o ideal é que a extração do dente de leite seja acompanhada por um profissional. “Nós que já trabalhamos com isso estamos mais aptos a fazer essa coleta que não é tão simples, pois, depois de extraído, o dente deve ser bem limpo e armazenado corretamente. O cuidado deve ser tanto que às vezes até em laboratório pode não dar certo e aí acabarmos perdendo o material”, diz a especialista. 
 
Márcia explica que a pressa e a urgência para armazenar o dente da forma certa ocorre porque os pesquisadores precisam das células vivas. “Quando o dente está na boca, ele possui um tecido vivo que estava sendo mantido por causa da circulação de sangue. Uma vez que ele cai, essa circulação cessa e ele tende a morrer. Por isso é tão necessário que esse armazenamento seja feito da maneira correta e rápido para que se mantenha vivo esse tecido até que a gente consiga congelá-lo ou utilizá-lo”, diz a especialista. 
 
Se essa extração não puder ser feita no consultório, Márcia recomenda que, assim que o dente cair, os pais o armazene em um pote com soro fisiológico, saliva ou leite e corra para o consultório. “É fundamental que o dente permaneça o tempo todo umedecido”, diz Márcia.
 
Terra

Saiba como evitar intoxicação alimentar durante as festas

Com a chegada do final do ano, vários convites para confraternizações começam a acontecer. E são nesses encontros que muitas pessoas abusam de bebidas álcoolicas e de alimentos ricos em gordura e açúcar
 
O autônomo, Arquelau Barbosa, por exemplo, conta que sempre exagera com a alimentação no mês de dezembro. "Sempre no final de ano, a gente acaba comendo de tudo. Vai pela manhã ao churrasco na casa de um, tem sempre uma picanha, uma mão de vaca, um carneiro; vai pra casa de outro, à noite, tem um salgado, tem um peru, tem uma feijoada. Já teve um evento que era fornecido o jantar grátis pelo clube numa festa de final de ano, não só eu, como várias pessoas também comeram um tipo de salada que várias pessoas passaram mal no outro dia, inclusive, eu e meu irmão fomos parar no hospital cinco horas da manhã com muita dor de barriga."
 
A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, alerta que, além de evitar alimentos ricos em gordura e açúcar, é preciso ficar atento à qualidade dos alimentos fornecidos nas confraternizações de fim de ano."Dê opção por alimentos saudáveis como frutas, legumes; como oleaginosas; fazer opção por carnes magras, carne de peru, carne de frango, bacalhau, desde que bem dessalgado o bacalhau. Se for fazer uso de alguma salada que levou um molho que necessita de refrigeração como maionese, salpicão, deve-se levar para refrigeração e só colocar sobre a mesa no momento de ser servida, também cozinhar os alimentos o mais próximo do momento do alimento ser servido."
 
A coordenadora de Alimentação e Nutrição, Patrícia Jaime, alerta ainda que as sobras dos alimentos só devem ser consumidas se tiverem sido armazenadas e refrigeradas adequadamente no dia anterior.
 
Fonte: Ana Cláudia Amorim/ Agência Saúde
 
Blog da Saúde

Seios assimétricos causam distúrbios mentais, diz estudo

Foto Shutterstock: O mesmo pode acontecer com meninas
com seios muito grandes
De acordo com médicos, adolescentes com seios diferentes ou muito grandes são emocionalmente mais frágeis
 
Um estudo realizado por médicos do Boston’s Children’s Hospital, nos Estados Unidos, afirmou que adolescentes com seios diferentes ou muito grandes devem realizar cirurgia corretiva, caso contrário podem ter a saúde mental afetada de maneira significante. As informações são do tabloide britânico Daily Mail.
 
Segundo a publicação, os pesquisadores descobriram que essas características podem gerar baixa autoestima e fragilidade emocional, além de distúrbios alimentares e dificuldades em interagir socialmente. O estudo ainda afirmou que o impacto negativo acontece da mesma forma em garotas com pouca ou muita assimetria, e também no caso de seios muito grandes.
 
De acordo com o doutor Brian Labow, que participou da pesquisa, intervenções cirúrgicas nas garotas ainda jovens podem minimizar os efeitos mentais negativos.
 
O estudo analisou 59 garotas, entre 12 e 21 anos, que vestem, no mínimo, sutiãs com um número de diferença em cada seio. Cerca de 40% das jovens ainda tinham deformidade causada por mau desenvolvimento na mama.
 
Terra

Conheça mais sobre DSTs e previna-se!

A recomendação mais indicada para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é o uso de camisinha nas relações sexuais
 
Mas, tão importante quanto a prevenção, é saber identificar quando seu corpo apresenta sinais de anormalidade. Quanto mais cedo forem identificadas, melhores podem ser resultados no tratamento de DSTs.
 
Feridas, corrimentos, bolhas e verrugas são manifestações comuns de DSTs, que podem ser causadas por vírus, fungos e bactérias.
 
Algumas doenças apresentam sintomas periódicos, dando falsa sensação de melhora ao paciente. Outras não desenvolvem reações orgânicas comuns ao organismo, principalmente em mulheres.
 
Nestas situações, em caso de relação sexual sem uso de camisinha, realize consultas periódicas com o médico.
 
 
Blog da Saúde

Teste mostra falhas nas cadeirinhas para bebês e crianças

Arquivo Agência Brasil: Teste de batida lateral indica que a melhor
posição para a cadeirinha é o centro do banco traseiro do carro  
Em avaliação feita pela associação de consumidores Proteste, nenhuma das cadeirinhas de transporte de crianças em carros de passeio chegou perto da nota máxima
 
Foram avaliadas dez cadeirinhas com capacidade de até 18 quilos. Mesmo com o resultado ruim, a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, ressalta que as cadeirinhas são indispensáveis para a condução das crianças.
 
As cadeirinhas avaliadas foram as seguintes: Burigotto Touring SE3030, Lenox Casulo e Galzerano Coccon, que carregam crianças de até 13 quilos; Bebe Confort Axiss, Baby Style Cadeira 7000, Chicco Xpace e Galzerano Orion Master, que levam crianças de nove a 18 quilos, e Chico Eletta, Nania Cosmo SP Ferrari e Baby Style 333, que podem transportar crianças de até 18 quilos.
 
O teste foi feito nos Estados Unidos pelo Programa de Avaliação de Carros Novos - Global NCAP e ICRT (International Research & Testing), entidade parceira da Proteste, com a colaboração da Fundação Gonzalo Rodríguez (Uruguai). A avaliação simulou uma batida frontal a 64 quilômetros por hora (km/h) e uma batida lateral a 24 km/h.
 
O resultado máximo possível para cada produto seria cinco estrelas, mas os produtos avaliados chegaram no máximo a três estrelas. “Estamos em uma situação longe da ideal, e isso se torna mais grave por causa da violência do nosso trânsito”, avalia a coordenadora.
 
O pior resultado foi no teste de impacto lateral, que não é usado na avaliação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para certificação das cadeirinhas, a autorização para venda no mercado brasileiro.
 
Apenas a Bebe Confort Axiss teve resultado positivo. A Nania Cosmo SP Ferrari conseguiu resultado aceitável, e as restantes resultado fraco ou ruim. Nos modelos Burigotto Touring SE 3030 e Lenox Casulo, houve forte contato da cabeça do boneco usado no teste com a lateral da porta. Para evitar maiores danos ao bebê ou à criança, a recomendação é que se coloque a cadeirinha no centro do banco traseiro, caso o carro tenha cinto de três pontas nesta posição.
 
No teste de batida frontal, houve grande deslocamento do boneco nos modelos Baby Style Cadeira 7000, Chicco Xpace e Galzerano Orion Master. Neste último, a parte traseira se rompeu perto do cinto de segurança da cadeirinha. Na Baby Style 333, a presilha lateral soltou, jogando o manequim bruscamente para os lados. Ocorreu muito movimento também com Chico Eletta e Nania Cosmo SP Ferrari.
 
Neste teste, apenas três produtos,  Burigotto Touring SE3030, Lenox Casulo e Galzerano Coccon receberam conceito bom e muito bom.
 
Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que o número de mortes de crianças menores de 10 anos no trânsito caiu 23% em 2012, como reflexo da Lei da Cadeirinha. A lei passou a exigir o uso de equipamento de segurança certificado pelo Inmetro para o transporte de crianças de até 7 anos, sempre no banco de trás.
 
Considerando todos os testes, apenas as marcas Nania Cosmo SP Ferrari e Bebe Confort Axiss conseguiram três estrelas, de cinco. A Gazzerano Coccon, a Baby Style Cadeira 7000 e a Chicco Xpace tiveram duas estrelas e as outras, uma.
 
Segundo Maria Inês, a Proteste enviou o resultado da avaliação para o Inmetro, na tentativa de que o ensaio de impacto lateral seja exigido dos fabricantes para a autorização da venda das cadeirinhas.
 
Nos Estados Unidos, o teste é obrigatório e na Europa começará a ser exigido em 2015. Segundo a coordenadora, as cadeirinhas vendidas no Brasil têm apresentado desempenho inferior ao das vendidas na Europa e nos Estados Unidos.
 
Procuradas para falar sobre a avaliação, a fabricante da Baby Style, da Galzerano e da Bebe Confort disseram que não comentariam os testes, porque consideram que eles não estão de acordo com as exigências brasileiras.
 
A Burigotto ressalta que todas as cadeiras para automóveis de seu portfólio de produtos atendem às exigências do Inmetro e da norma brasileira ABNT NBR 14400, e garante a segurança dos produtos.
 
A Lenox pediu à Proteste mais detalhes da avaliação para se posicionar com maior embasamento. Até a publicação desta matéria, a Agência Brasil não conseguiu contato com os dirigentes das empresas Chicco e a Nania.

Agência Brasil

Saúde lança campanha contra racismo no SUS

A condição de mulher negra com doença falciforme constantemente esbarra no desrespeito e no descaso quando Maria Zenó Soares procura atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS)
 
 “Os profissionais de saúde não acreditam na dor que a gente sente. Acham que é exagero”, conta, ao avaliar que a população negra, em sua maioria, sofre racismo institucional na rede pública sem sequer saber que é vítima. “O que queremos é ser respeitados enquanto seres humanos que somos”.
 
Diante de casos como o de Maria Zenó, o governo federal lançou ontem (25) a primeira campanha publicitária que busca envolver usuários do SUS e profissionais de saúde no enfrentamento ao racismo institucional. Com o slogan "Racismo faz mal à saúde. Denuncie!", a iniciativa visa a conscientizar a população de que a discriminação racial também se manifesta na saúde.
 
A campanha prevê ainda que, por meio do Disque Saúde 136, as pessoas possam denunciar qualquer situação de racismo que tenham presenciado, além de se informar sobre doenças mais comuns entre a população negra e que exigem maior acompanhamento, como a doença falciforme e o diabetes tipo 2.
 
Dados do Ministério da Saúde indicam que uma mulher negra recebe menos tempo de atendimento médico do que uma mulher branca. Os números mostram que, enquanto 46,2% das mulheres brancas tiveram acompanhante no parto, apenas 27% das negras utilizaram esse direito. Outro levantamento revela que 77,7% das mulheres brancas foram orientadas sobre a importância do aleitamento materno, enquanto 62,5% das mulheres negras receberam essa informação.
 
Segundo a pasta, as taxas de mortalidade materna infantil entre a população negra são superiores às registradas entre mulheres e crianças brancas. Os números mostram que 60% das mortes maternas ocorrem entre mulheres negras e 34% entre mulheres brancas. Já na primeira semana de vida, a maioria das mortes é registrada entre crianças negras (47%) entre as brancas, o índice é 36%.
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou que o grande desafio da pasta é produzir igualdade em meio à diversidade. “Dados importantes mostram como a desigualdade e o preconceito produzem mais doença, mais morte, mais sofrimento”, disse. “O que mais pode justificar essa diferença [no atendimento a brancos e negros no SUS] que não seja o preconceito e o racismo institucional”, questionou.
 
Segundo Chioro, é preciso conscientizar os profissionais de saúde da rede pública sobre a existência do racismo institucional e a necessidade de combatê-lo, além de enfrentar mitos como o de que o negro é mais resistente à dor e, por isso, não precisa de medicação para aliviar o sofrimento. “Não podemos tolerar o preconceito ou nenhuma forma de racismo na saúde”, concluiu.
 
A campanha vai ser veiculada de 25 a 30 de novembro. Ao todo, 260 mil cartazes e 260 mil folders vão ser distribuídos nas unidades de saúde aos profissionais e à população em geral.
 
Agência Brasil

Farmácias vendem até carvão e pneus

Até ração para animais são vendidas em alguns
estabelecimentos de saúde
Enquanto uma luta é travada pelos farmacêuticos e os donos de drogarias em todo o país, por conta da Medida Provisória 653/2014 – que flexibiliza a obrigatoriedade da presença do farmacêutico nestes estabelecimentos –, outra questão está causando a divergência entre as duas categorias em relação à permissão para a venda de produtos de conveniência dentro das farmácias.
 
Pela maioria das cidades brasileiras, é comum encontrar farmácias que comercializem produtos não-farmacêuticos, oferecendo em seu estoque itens como refrigerantes, energéticos, sorvetes, além daqueles que estão ainda mais distantes da proposta de um estabelecimento de saúde – como é o caso de pneus e baterias de carro, arames farpados, carvão para churrasco, e ração para animais, e até mesmo sela para cavalos, dentre outros.
 
“Nós temos desenvolvido algumas parcerias com as Vigilâncias Sanitárias municipais e com o Ministério Público no sentido de coibir a venda desses produtos alheios à saúde. Nós temos encontrado situações hilárias, como farmácias comercializando pneus e baterias de carro, arame farpado, sela para cavalos”, relatou o presidente do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CFR-BA), Mário Martinelli.
 
Uma das maiores dificuldades das Vigilâncias, segundo Martinelli, tem sido justificar a manutenção inadequada de um produto não-farmacêutico dentro desses estabelecimentos. Como a norma da Anvisa que proibia o comércio das conveniências foi derrubada antes mesmo de passar a valer como lei, coube agora aos conselhos regionais a determinação para questionar o que está sendo oferecido no estoque.
 
O Conselho deverá fazer um levantamento das drogarias que comercializam os produtos e serviços de conveniência, porém, como a entidade ainda está pautando a MP 653, não há data para o início da pesquisa. Contudo, após a aprovação da Lei Federal 13.021/2014 que transforma as farmácias em estabelecimentos de saúde, existe um empenho maior para encarar estes locais efetivamente dessa forma.
 
“Visto que a nova legislação encara a farmácia como uma unidade de assistência à saúde, e não apenas como um local de comércio, nada mais justo do que encará-la dessa forma, através da venda específica de medicamentos. Tem sido muito comum, principalmente no interior do estado, a venda desses produtos”, colocou o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos da Bahia (Sindifarma), Magno Teixeira.
 
Enquanto isso, o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado da Bahia (Sincofarba) – que tem o mesmo posicionamento da Associação Brasileira de Comércio Farmacêutico – entende que não existe qualquer irregularidade na comercialização de produtos de conveniência dentro do estabelecimento, desde que não interfira no ambiente físico.
 
“Quando colocamos produtos e serviços que se diferem do comércio comum das farmácias – como é o caso dos medicamentos – à disposição do consumidor, estamos dando-lhe mais opções de preço e de compra, e prestando um serviço social, pois ele pode usar daquele estabelecimento para adquirir produtos que não remédios”, argumentou o vice-presidente da Sincofarba, Luis Trindade, acrescentando que 80% dos consumidores preferem comprar produtos cosméticos (como sabonetes e desodorantes) na farmácia, segundo pesquisa feita com clientes do seu estabelecimento.  
 
As redes farmacêuticas já enfrentam uma briga histórica com alguns órgãos federais, que tentam regular os produtos comercializados neste tipo de estabelecimento. Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução nº 44,  que impedia a venda dos produtos e serviços de conveniência, além de obrigar os estabelecimentos a levar todos os medicamentos para trás do balcão.
 
A medida foi questionada pela Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que se uniu à Associação Brasileira de Comércio Farmacêutico (ABCFarma) e às grandes redes farmacêuticas, em uma ação judicial que derrubou a resolução através de liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por ser a última instância do poder Judiciário, não coube mais recurso por parte da Anvisa.
 
Em 2013, foi a vez da Procuradoria Geral da República (PGR) ir ao Supremo questionando a legislação de alguns estados brasileiros que permitiam a venda dos produtos de conveniência. Porém, em setembro deste ano, o STF autorizou a comercialização, rejeitando as ações da PGR. A Bahia não estava entre as legislações questionadas.
 
Ainda assim, no Congresso Nacional tramita um projeto de lei que proíbe a venda de cosméticos e itens de conveniência em farmácias e drogarias. A proposta chegou a ser aprovada pela Câmara, e agora caberá ao Senado fazer uma análise do projeto.
 
Tribuna da Bahia

Pesquisa da UFJF avalia eficácia de medicamentos manipulados

Estudo comparou manipulados com remédios feitos em laboratório. Até agora, avaliação verificou eficiência somente de anti-hipertensivos
 
Uma pesquisa do Departamento de Química da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) avaliou a composição dos medicamentos manipulados em relação aos fabricados em laboratório. O estudo, que durou três anos, foi feito com anti-hipertensivos para o controle da pressão alta.
 
De acordo com a responsável pelo projeto, Renata Diniz, também professora do Departamento de Química da UFJF, a equipe conseguiu algumas amostras de farmácias de manipulação e verificou que elas estão de acordo com o esperado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Os resultados da pesquisa ganharam, inclusive, um artigo, publicado no Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis, um dos mais importantes do gênero no mundo. “A ideia inicial da pesquisa foi tentar uma metodologia para validar, do ponto de vista químico, remédios produzidos em farmácias de manipulação. Porque até então muitos médicos, principalmente cardiologistas, não recomendam o uso”, explicou Renata.
 
A pequisa da UFJF foi realizada pelo Grupo de Cristalografia de Pequenas Moléculas (GCPmol/UFJF) e, conforme se verificou, pode servir como referência para o controle de qualidade dos medicamentos manipulados, além de subsidiar a definição do formato ideal de fabricação, ou seja, se o medicamento deve ser produzido na forma de comprimido, cápsula ou em suspensão.
 
De imediato, a maior relevância se dá em função de a Sociedade Brasileira de Cardiologia não recomendar o uso de remédios de controle de pressão arterial fabricados por farmácias de manipulação, alegando falta de controle de qualidade. O trabalho acabou revelando que algumas fórmulas produzidas por essas farmácias podem não ter o efeito devido.
 
Para chegar aos resultados, o grupo lançou mão de técnicas que utilizam o Raio X, como a Difração de Raio X, para tentar entender se os fármacos manipulados têm ou não a mesma qualidade, em termos estruturais, de um medicamento produzido pela indústria farmacêutica. Este ano a equipe alcançou resultados interessantes, o que possibilitou a publicação de um artigo no Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis. Contudo, Rentata ressalta que não é possível afirmar que todas as farmácias de manipulação seguem os padrões corretos, mas que, entre as testadas foi possível perceber que as fases observadas são biologicamente ativas e estavam na proporção que deveriam.
 
Renata Diniz ressaltou, entretanto, que não foram feitos testes biológicos. “Podemos dizer que do ponto de vista químico os medicamentos são equivalentes sim, mas também precisamos de testes biológicos para confirmar”, destacou.
 
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não regulamentou e exigiu o uso da técnica de Difração de Raios X para avaliação dos fármacos. A maior parte dos investimentos é destinada aos remédios genéricos. Por isso, a pesquisadora afirma que no contexto atual a pesquisa da UFJF tem muita utilidade para o controle de qualidade.
 
Os trabalhos foram realizados apenas com anti-hipertensivos, porém, novos experimentos já estão em prática, com outros tipos de medicamentos.

G1

Entenda como funcionam as licitações na saúde

Passadas as eleições e num momento em que os novos governantes começam a definir os planos para implantar suas estratégias nas esferas municipal, estadual e federal, consideramos oportuno abordar um assunto que ainda gera muitas dúvidas: qual é o caminho para a escolha de um fornecedor na esfera pública, especialmente na Saúde?
 
Assim como na área de logística, a eficiência deve ser meta constante na gestão dos recursos. Em um setor movimentado pela ampla oferta de produtos e serviços, a busca pela viabilização econômica é ponto-chave.
 
Nesse contexto, as leis 8.666/93 e 10.520/02 estabelecem critérios para que os órgãos governamentais busquem o melhor custo-benefício em suas aquisições, não só no setor de saúde, mas em todos os segmentos. O objetivo do Governo Federal é estabelecer condições iguais e justas para competição entre as companhias.
 
Antes de se lançar o edital, existe uma série de procedimentos internos a serem realizados com o objetivo de construir a solicitação de compra. Mas, em linhas gerais, a principais fases externas da licitação são:
 
1. Publicação do edital (convocação dos interessados)
 
2. Habilitação (a administração analisa se as empresas interessadas têm condições de cumprir o que se é solicitado)
 
3. Classificação e Julgamento (ranqueamento dos fornecedores que oferecem as melhores condições, de acordo com o edital)
 
4. Homologação (verificação do processo, de acordo com a legislação e o edital)
 
5. Adjudicação (a administração determina um prazo para o vencedor assinar o contrato e dar continuidade ao processo de entrega)
 
Além do preço, a regulamentação permite exigências técnicas e de qualidade, que podem ser submetidas nas especificações contidas no texto-convite da licitação. No caso de medicamentos, por exemplo, é permitido exigir licença de funcionamento expedida pela Vigilância Sanitária, comprovação de regularidade com o Conselho Federal de Farmácia, laudo do Programa Nacional de Inspeção das Indústrias Farmacêuticas e Farmoquímicas ( PNIIFF), etc.
 
Quanto à forma de competição, hoje, existem cinco modalidades de licitação.
 
São elas:
 
Concorrência: indicada para contratos de grande valor. É preciso determinar de forma clara e objetiva os requisitos para a participação das empresas, além de divulgar o edital oficialmente em um jornal de grande circulação. O julgamento deve ser feito por uma comissão de pelo menos três membros.
 
Tomada de preços: recomendada para contratos de valor médio. Nesse caso, os interessados precisam estar previamente cadastrados.
 
Convite: indicado para contratos de pequeno valor, é a modalidade que encaminha a solicitação de proposta para pelo menos três convidados. Nesse caso, não é preciso edital, basta apenas a carta-convite.
 
Concurso: é o tipo de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na Imprensa Oficial com antecedência mínima de 45 dias.
 
Leilão: apropriado para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação.
 
Pregão: serve para aquisição de bens e serviços comuns, inclusive por meio eletrônico. Após tornar público o aviso de licitação, o órgão governamental recebe as propostas em sessão aberta a todos os interessados. O autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor. O menor preço é o critério para definição do vencedor.
 
Com essas leis, o Governo quer coibir a utilização de critérios obscuros ou favorecimento ilícito para a escolha de um fornecedor e busca atingir um objetivo comum a todas as instituições de saúde: garantir idoneidade, relacionamentos transparentes e a otimização da relação orçamento x demanda.
 
Saúde Web

Projeto normatiza digitalização de prontuários médicos

Documentos digitalizados ou microfilmados com certificação digital poderão ser descartados, prevê PLS aprovado em comissão
 
Os prontuários dos pacientes poderão ser digitalizados ou microfilmados para facilitar o armazenamento e, desde que seja feita a certificação digital, os documentos originais poderão ser descartados. É o que prevê o PLS 167/2014, aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A proposição autoriza os profissionais de saúde e as pessoas jurídicas destinadas à prestação de serviços de saúde a armazenarem em meio eletrônico, óptico ou equivalente, todos os documentos constantes de prontuário de paciente. Somente após ocorrer a digitalização e assinatura com certificado digital padrão da Infraestutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), os documentos originais poderão ser destruídos, com exceção dos considerados “de valor histórico”.

A proposta também determina que os documentos digitalizados de acordo com a Lei da Digitalização (Lei 12.682/2012) terão o mesmo valor probatório do documento original, para todos os fins de direito. O texto permite ainda a eliminação dos prontuários armazenados em meio eletrônico decorrido o prazo de vinte anos contados a partir da sua última alteração.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), autor da proposta, justifica a iniciativa pelo grande volume de prontuários em papel existente nos hospitais brasileiros mantido em situação precária. Segundo ele, o mecanismo mais adequado e seguro para o armazenamento desses documentos é a digitalização, pois "permitiria resguardar mais adequadamente a privacidade e a confidencialidade das informações, além de facilitar a sua recuperação".

Para o relator, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), o projeto é um auxílio necessário aos responsáveis pela guarda de prontuários, em razão das dificuldades para conservação. Ele também avalia ser um avanço para a proteção à saúde da população, porque facilita o acesso a informações relevantes para a assistência ao paciente. Cícero apresentou apenas uma emenda para determinar que a lei passe a vigorar um ano após sua publicação.

A matéria segue para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), em decisão terminativa.
 
Saúde Web

Como fica a vida sexual após a retirada da próstata?

Câncer prejudica o sexo mesmo antes da retirada da glândula
 
A resposta para a pergunta é uma só: a vida sexual muda depois que o homem precisa retirar a próstata. Mas muda também antes, quando ele é diagnosticado com alguma doença na glândula. O câncer de próstata acomete um em cada seis homens brasileiros e 95% deles procura um médico quando já está em estágio avançado.
 
Há várias formas de tratar o câncer de próstata. Se ele for diagnosticado no início, quando os sintomas praticamente não são percebidos, a próstata pode nem ser retirada e técnicas menos agressivas são utilizadas. Se a doença for encontrada em estágio avançado, então a retirada é quase certa.
 
– Infelizmente, em 60% dos casos de cirurgia de retirada da próstata há lesão da enervação que comanda a ereção. Isso significa que há modificação nos nervos que ficam próximos à glândula e pode levar o homem à impotência – explica o médico Sérgio Iankowski.
 
A próstata só é retirada quando o câncer já está em estágio avançado e não respondeu a outras terapias. A cirurgia é feita por uma incisão abdominal e, então, a glândula é retirada por baixo da bexiga. O homem pode ser liberado do hospital em até 24 horas. Se a recuperação correr bem, uma semana depois ele está pronto para o sexo novamente.
 
O sexo não muda. O que pode mudar é a ejaculação. Como a válvula que direciona o sêmen para fora da uretra é interrompida durante a cirurgia, então o fluído é redirecionado para a bexiga.
 
– Se não há lesão na enervação, então o orgasmo se mantém igual. A ejaculação existe, mas sai na urina depois.
 
Seis meses depois da cirurgia, os exames podem ser feitos para mostrar se houve lesão nos nervos que ficam próximos à glândula. Iankowski lembra ainda que 90% dos casos de câncer de próstata podem ser tratados se diagnosticados precocemente. Como a doença, nessa fase, é assintomática, todo homem quando chega aos 45 deve ir ao urologista e fazer o PSA e o exame de toque. PSA é uma enzima presente em células das glândulas anais e sua presença pode ser detectada no sangue.
 
Sozinho, o PSA não detecta o câncer, apenas indica alterações. É o exame de toque que pode dar o veredicto final. Depois dos 45, uma vez ao ano, o exame deve ser feito. Quem tem casos da doença na família deve encontrar o urologista antes.
 
– Além do câncer, uma patologia bastante comum depois dos 55 anos é a hiperplasia prostática, que faz com que o volume da próstata aumente e, se não tratada, pode se tornar um câncer – acrescenta o médico.
 
As causas dos problemas relacionados à próstata ainda são desconhecidas, mas o envelhecimento, o sedentarismo e alimentação saudável podem ser formas de prevenção também.
 
Zero Hora

Aos 50 você pode ter intolerância à lactose

Divulgação
Mais da metade da população brasileira apresenta rejeição à proteína do leite
 
Aquela dorzinha frequente na barriga, náusea e sensação de inchaço pode ser intolerância à lactose. É muito comum pessoas que passaram a faixa dos 50 anos apresentarem rejeição ao açúcar presente no leite e seus derivados.
 
A intolerância se divide em três tipos: a mais comum acontece quando o corpo diminui naturalmente a produção de lactase, a enzima que digere a lactose; o segundo tipo aparece mais em  bebês de até um ano; e a terceira é mais rara e acontece em pessoas que não produzem a enzinam lactase desde o nascimento. Mas, nos últimos anos, um quarto tipo também está crescendo: quando o organismo para de absorver a lactose na fase adulta.
 
– As pesquisas tratam mais das crianças do que os adultos, embora mais de 60% da população brasileira com mais de 50 anos apresente intolerância à lactose – diz a gastroenterologia Themis Reverbel da Silveira, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
 
Entre a população negra o número pode ser ainda maior: 80% das pessoas que estão nessa faixa etária apresenta os sintomas de intolerância à lactose. No Japão, quase 100% dos idosos com mais de 80 também têm problemas com o açúcar do leite.
 
– Muitas queixas se confundem com outro problema comum nessa idade, a síndrome do cólon irritável. Essa doença é conhecida por causar gases e diarreia, mas são diferentes. A partir dos quatros anos, os organismos diminuem a produção da lactase. Algumas perdem mais capacidade de manter a lactase do que outras. Quando o açúcar do leite é mal absorvido pelo corpo, causa os sintomas comuns à intolerância. A síndrome do cólon irritável é desfunção do intestino que se apresenta em jovens e muito raramente em pessoas com mais de 50 anos – explica Silveira.
 
A especialista lembra que intolerância é diferente de alergia à proteína do leite. A intolerância é desenvolvida pelo organismo e a alergia é um fator imunológico, nasce com a pessoa.
 
Saiba quando procurar um especialista:
- Qualquer alimento com lactose pode fazer mal, desde o leite de vaca ou cabra até os queijos, manteiga e requeijão. Há alimentos que possuem menos lactose do que outros, como os queijos mais duros, iogurtes naturais. Quanto mais mole for o queijo e quanto mais cremoso for o iorgurte, mais percentual da proteína está presente nesses produtos.
 
- Diarréia, cólicas e gases são os três principais sintomas de quem é intolerante à lactose. Inchaços na barriga, náuseas e vômitos também se apresentam quando a pessoa ingere o produto com lactose. Os sintomas podem ser mais graves de trinta minutos a duas horas depois do consumo de lácteos.
 
- A longo prazo, a intolerância não diagnosticada pode causar irritação, depressão e problemas como acne e ganho de peso.
 
E o cálcio? Importantíssimo para a formação e manutenção da massa óssea junto com a vitamina D, o cálcio deve fazer parte do dia a dia dos adultos. O leite e derivados são as principais fontes de cálcio, mas podem ser substituídos.

Em geral, uma pessoa com mais de 50 anos deve ingerir 1200mg de cálcio por dia, o que equivale a dois copos de leite. Uma xícara de espinafre, por exemplo, fornece 25% das necessidades diárias de cálcio. Duas colheres de gergelim correspondem a metade da necessidade diária. Couve, brócolis, ovos, amêndoas e nozes, tofu, uva passa, cenoura e laranja também são ricos em cálcio.

É preciso ter atenção também aos produtos que interferem na absorção de cálcio: industrializados e embutidos com excesso de cálcio, farelo de trigo e cereais ricos em fitatos, café e os chás preto e mate podem anular o consumo de cálcio.
 
Zero Hora

Agrotóxico pode reduzir fertilidade de quem trabalha no campo

Estudo feito com jovens agricultores mostrou possível relação entre uso de agrotóxico e queda da qualidade do sêmen
 
Agrotóxicos podem ocasionar problemas de infertilidade. Um novo estudo realizado no Brasil mostra que existe uma possível relação entre o uso de agrotóxico por agricultores e alterações no sistema reprodutivo. Ao analisar amostras de sêmen de 370 jovens entre 18 e 23 anos, observou-se que os moradores de áreas rurais, e, portanto com maior exposição aos agrotóxicos, tinham declínio da qualidade seminal em comparação com os que viviam na área urbana.
 
De acordo com o autor do estudo, Cleber Cremonese, algumas estruturas químicas do agrotóxico são semelhantes as dos hormônios. A semelhança faz com que aos receptores das células (que se ligam a estas substâncias) se confundam e passem a produzir mais ou até mesmo parem a produção de hormônios.
 
A observação das amostras identificou grandes diferenças. A estrutura do sêmen foi reduzida entre 15% e 32% nos moradores rurais e com maiores contatos com agrotóxicos. Outro parâmetro analisado foi a motilidade do sêmen, significativamente menor nos jovens rurais do que nos urbanos.
 
Quanto menor for a qualidade do sêmen, maior será a dificuldade de procriar. Os resultados mostram que há maior risco de infertilidade entre os trabalhadores rurais em comparação com os moradores de áreas urbanas.
 
“Existe uma possível relação entre a queda da qualidade do sêmen dos guris e o agrotóxico. É importante destacar que isto é multifatorial, pode ter relação também com bebida, comida, assim como o agrotóxico pode ser um fator. Porém, é um fator bem pesado. A gente viu que é bem determinante”, afirmou Cleber Cremonese, autor do estudo realizado durante o doutorado em Saúde Pública e Meio Ambiente da Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz.
 
O estudo foi feito na cidade de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, grande produtora de uva, pêssego e ameixa. “Os produtores utilizam muito agrotóxico porque o comprador não quer uma fruta feia”, explica. Independente da cultura, vale destacar que o Brasil é o maior usuário de agrotóxico do mundo, com  a utilização de 20% do total. Em 10 anos houve um aumento de 190% na compra destes produtos.
 
Cremonese pretende aprofundar o estudo no tema e fazer a mesma pesquisa daqui a dez anos para ver se a qualidade seminal diminuiu ainda mais. O pesquisador acredita que seja uma questão crônica. “Imagina quando eles tiverem 30 anos?”, questiona. Muitos dos jovens que participaram da pesquisa já trabalhavam no campo, com agrotóxico há 20 anos. “Começaram ajudando os pais desde os 13 anos, por aí”, diz.
 
Segundo o pesquisador, com o aumento do consumo nacional de agrotóxicos, tanto no agronegócio como na agricultura familiar, crescem as evidências de que a utilização destas substâncias não está apenas relacionada especificamente à produção agrícola, mas se transforma em um problema de saúde pública.
 
O estudo mostrou que a exposição a agrotóxicos pode ser determinante na desregulação de hormônios sexuais. Esta relação traz como consequência, as alterações hormonais poderiam provocar distúrbios reprodutivos como, desregulação do ciclo menstrual, infertilidade, declínio da qualidade seminal e malformação de órgãos reprodutores, além de câncer de mama e ovário, câncer de testículo e próstata.
 
Para Cremonese, a exposição crônica aos agrotóxicos e a falta do uso de equipamento de proteção pessoal durante o manuseio do agrotóxico e colheita da safra estão entre os principais problemas associados ao crescente uso dessas substâncias e, consequentemente, ao aumento de problemas na saúde reprodutiva da população rural. Na pesquisa que ele fez em Farroupilha, apenas 45% relataram usar o equipamento de proteção durante o manuseio do agrotóxico.
 
“As pessoas não sabem mais produzir sem agrotóxico, mas a gente não sabe o que pode acontecer com elas daqui a 20 anos. A gente está lidando com substâncias que ainda não se sabe bem sobre como elas reagem”, disse.
 
iG