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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Indiano “volta da morte” momentos antes de autópsia

indiano morto acorda em autopsiaUm indiano sem-teto que havia sido declarado morto acordou em uma mesa de autópsia, chocando funcionários do hospital que estavam prestes a começar um exame post-mortem
 
O relato vem das autoridades do país, que informaram a agência de notícias AFP na última terça-feira, dia 13. A polícia de Mumbai disse que encontrou o homem, que não foi nomeado, inconsciente e sofrendo de infecções múltiplas no domingo de manhã e levou-o para o hospital local.
 
Um médico do Hospital Geral Municipal de Lokmanya Tilak declarou o homem como morto e enviou o corpo para autópsia, contou à AFP Ashok Dudhe, vice-comissário da polícia de Mumbai.
 
“Quando a autópsia estava prestes a começar, o homem acordou, provocando caos, e em seguida os médicos correram para o quarto. Então, eles arrancaram a certidão de óbito [das mãos] da minha equipe e a rasgaram”, disse Dudhe.
 
O diretor do hospital, Suleman Merchant, disse que a polícia foi parcialmente responsável pelo erro ao pedir aos médicos que examinassem o homem ainda na estrada, fora do hospital. Isso porque a força policial estava ocupada com medidas de segurança para a visita do Primeiro-Ministro Narendra
 
“Eles forçaram meu médico a examinar o paciente na beira da estrada porque queriam correr de volta para a missão da segurança do primeiro-ministro”, disse Merchant. “Se a polícia tivesse permitido que a minha equipe o levasse para dentro, eles poderiam ter feito um trabalho melhor”.
 
O homem está sendo tratado no hospital por desnutrição grave, suspeita de alcoolismo e abuso de drogas. “Ele está delirando e ainda estamos tentando estabilizá-lo. Vamos torcer para que os danos do seu passado possam ser combatidos”, afirmou o diretor.
 
Segundo Dudhe, responsabilizar a polícia pela confusão é “ridículo” e o hospital estaria “tentando encobrir sua negligência”. Ele ainda garante que a polícia já finalizou um inquérito interno sobre o incidente e um relatório foi enviado ao escritório do comissário.
 
Frequentemente, a polícia de Mumbai precisa lidar com cadáveres de indigentes e relatos da mídia têm sugerido que os necrotérios estão ficando sem espaço para armazenar os corpos.
 
Medical Xpress / Hypescience

Você não deve usar o celular durante uma refeição, mas não pela razão que imagina

Why you should think twice about reaching for your phone at lunchUm novo estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, testou a quantidade de germes em várias superfícies, descobrindo que o smartphone é uma das coisas mais sujas que tocamos
 
Sendo assim, os pesquisadores recomendam que não usemos nossos celulares durante o almoço, por exemplo, a fim de evitar infecções.
 
Amostras
A Dra. Alysha Elliott recolheu amostras das mãos das pessoas e de superfícies comuns no local de trabalho (como botões de elevador e micro-ondas) para expor alguns dos lugares mais contaminados com germes em um escritório, como parte do Dia Mundial da Lavagem das Mãos (15 de outubro).
 
“Algumas das superfícies com mais germes eram a tela do telefone móvel, o teclado de computador e o banco da cozinha, enquanto maçanetas, mesas e cadeiras eram muito mais limpas”, disse.
 
A pesquisadora informou que uma variedade de micróbios foi encontrada nas mãos de todas as pessoas e em todas as superfícies, embora alguns lugares estavam surpreendentemente mais limpos do que outros.
 
Não custa nada lavar as mãos
A Dra. Alysha é chefe de microbiologia e triagem na “Community for Open Antimicrobial Drug Discovery” (CO-ADD), uma iniciativa global para encontrar novos medicamentos para tratar bactérias resistentes aos antibióticos.
 
“Os micróbios são a mais antiga forma de vida na Terra, e podem ser encontrados em toda parte e em tudo o que tocamos. Podemos pegar uma variedade de micróbios, tais como bactérias e fungos (incluindo leveduras e bolores), durante a nossa rotina diária. Os resultados são um bom lembrete da necessidade de lavar as mãos, pois a limpeza com sabão e água reduziu o número de micróbios em todas as mãos que testamos”, explica.
 
É importante lembrar que nem todas os micróbios são prejudiciais para nossa saúde. Pelo contrário, carregamos colônias bacterianas em nossos corpos que são inofensivas e até benéficas para nós, por exemplo.
 
“No entanto, lavar as mãos após usar o banheiro, trocar um bebê e comer é uma maneira simples, acessível e eficaz de reduzir o risco de pegar ou transmitir germes que poderiam levar a infecções como pneumonia, diarreia e gripe”, conclui a Dra. Alysha.
 
MedicalXpress / Hypescience

Quando o consumo de suplementos é realmente necessário

Quando ingeridos de forma errada os suplementos podem causar diversos problemas de saúde
 
Dr. Roberto Navarro Sousa Nilo Nutrologia - CRM 78392/SP 
 
Nós médicos temos visto hoje, com certa frequência, o uso de polivitamínicos e minerais de maneira indiscriminada. Muitos na tentativa de freiar o envelhecimento, ou até mesmo rejuvenescer, outros na crença de que o fato de tomá-los impedirá o surgimento de várias doenças.
 
É fato, sem dúvida, que todas as vitaminas e minerais cumprem funções vitais para o perfeito funcionamento do nosso corpo e suas deficiências trarão prejuízo à saúde.
 
Porém, a questão a ser debatida, é se o uso deles em doses extras, às vezes até exagerada, poderá trazer alguma proteção a mais para nosso organismo, levando à uma longevidade com mais saúde. Primeiro, acho importante diferenciar os conceitos de dose complementar, suplementar e megadoses de vitaminas e minerais. 
 
Consideramos uma dose complementar de vitaminas e/ou minerais apenas uma pequena quantidade que completa aquilo que o paciente pode estar deixando de ingerir no dia a dia, por uma alimentação desequilibrada ou insuficiente. Para compensar esta possível insuficiência de minerais e vitaminas numa alimentação desbalanceada surgiram polivitaminicos compostos por vários minerais e vitaminas, porém todos em doses pequenas, apenas para completar o que faltou na alimentação. 
 
Nestes casos, não existe o risco de excesso, desde que tomado na dose recomendada pelo fabricante. Aqui fica um alerta para pessoas que compram polivitamínicos importados, principalmente dos EUA, onde a legislação permite altas doses de vitaminas e minerais em cada cápsula, muitas vezes 10 a 20 vezes mais que a dose total recomendada por dia. 
 
Nestes casos há o risco de excesso, gerando riscos.Consideramos doses suplementares de vitaminas e/ou minerais quando queremos corrigir uma deficiência específica, já instalada, sendo esta dose maior que uma dose apenas complementar e chamamos de dose medicamentosa, como por exemplo a prescrição de sulfato ferroso para tratar uma anemia por deficiência de ferro e neste caso não há risco de excesso, pois o organismo está necessitado deste mineral, já que existe uma carência deste, mas ao ser corrigida a deficiência este tratamento deverá ser suspenso e à partir daí pode ser prescrito um polivitamínico com doses baixas para completar e até mesmo prevenir uma nova deficiência vitamínica.  
 
Já as megadoses de vitaminas e minerais são doses bem elevadas, muito acima dos limites recomendados, e só podem ser prescritas estritamente por médicos, como o caso de doses elevadas de vitamina B3 (ácido nicotínico) para o tratamento da hipertrigliceridemia (elevação dos triglicérides). Neste caso, a vitamina virou medicamento e como tal pode ter riscos de efeitos colaterais e também ser contra indicada para determinados pacientes. 
 
Compreendido então as diferenças acima, vou dar exemplos de situações onde são indicados complementos, suplementos ou megadoses de vitaminas:   
 
- Indivíduos que fazem atividade física intensa e com frequência devem tomar doses suplementares de vitamina C (até 500 mg /dia ), pois durante a atividade física intensa há produção endógena excessiva de radicais livres (stress oxidativo) e deverá haver uma produção compensatória de enzimas antioxidantes, entrando aí a vitamina C com esta finalidade, já que a mesma é utilizada para a produção destas enzimas. Neste mesmo grupo de pessoas também pode ser interessante tomar doses complementares de vitaminas do grupo B, como tiamina, riboflavina, niacinamida, ácido pantotênico e piridoxina, pois todas elas são utilizadas intensamente pelas células na produção de energia, o que ocorre mais intensamente durante atividades físicas extenuantes
 
- Mulheres que pretendem engravidar devem fazer uso prévio de doses suplementares de ácido fólico ( 5 mg / dia ) já alguns meses antes de iniciar a gestação, com orientação do ginecologista/obstetra, já que isto diminui o risco de má formação fetal. Já as gestantes devem fazer uso de suplementos de ferro para evitar a anemia durante a gestação, pois ficam vulneráveis à esta condição
 
- Vegetarianos estritos devem tomar doses complementares de vitamina B12 para evitar a carência a longo prazo deste nutriente
 
- Mulheres que entram na menopausa devem fazer uso de doses complementares de cálcio e vitamina D para diminuírem o risco de osteoporose
 
- Tabagistas inveterados devem fazer uso de doses suplementares de vitamina C (pelo menos 500 mg/dia) pois estes têm uma produção exagerada de radicais livres à nível pulmonar elevando o stress oxidativo (oxidação) deste órgão, sendo a vitamina C um importante antioxidante. Neste mesmo grupo de tabagistas deverá ser evitado o uso de suplemento vitamínico de betacaroteno, pois esta associação mostrou um maior risco de câncer pulmonar, segundo estudos já publicados anteriormente. Indivíduos que fazem uso crônico de bebidas alcoólicas em doses elevadas devem tomar doses complementares de vitaminas do complexo B, pois neste grupo há tendência de deficiência de algumas delas, especialmente a tiamina
 
- Idosos que vivem em asilos e que dependem de cuidadores para se exporem ao sol e nem sempre recebem este cuidado com frequência, podem necessitar de doses complementares de vitamina D
 
- Crianças que nascem de mães desnutridas ou em regiões de população de baixo nível econômico e endêmicas para deficiência de vitamina A devem receber injeção intramuscular de megadoses desta vitamina, para evitar deficiência imunológica e perda da visão dos recém nascidos
 
- Doses suplementares de vitamina C (até 500 mg/dia) podem facilitar a eliminação de ácido úrico pelos rins, facilitando o controle deste em pacientes com hiperuricemia (elevação do ácido úrico no sangue)
 
- Carências específicas de determinadas vitaminas ou minerais, por baixa ingesta, interação medicamentosa ou por doenças específicas devem ser avaliadas e tratadas após avaliação médica especializada.
 
Excluídas as condições onde há indicação de doses complementares, suplementares e megadoses de vitaminas ou minerais, quais os riscos do uso indiscriminado destes? Darei alguns exemplos para ilustrar esta pergunta. Os riscos começam pela interação entre as próprias vitaminas e minerais, quando doses excessivas são utilizadas com frequência, conhecido como interação nutriente-nutriente. Por exemplo, doses altas de zinco podem diminuir a absorção do ferro e do cobre, gerando risco de deficiência destes. 
 
Megadose de vitamina D pode causar elevação excessiva dos níveis sanguíneos de cálcio (hipercalcemia) e até atingir níveis tóxicos com riscos graves à saúde. Polivitamínicos que contenham ferro são contra indicados em pacientes com hiperferritinemia, já que estes já possuem níveis elevados de ferro no organismo. 
 
Doses elevadas de vitaminas e minerais antioxidantes (vitaminas A,C,E, betacaroteno, selênio, zinco, cobre, manganês) por tempo prolongado podem piorar a eficiência do sistema imunológico, já que quando um anticorpo se depara com uma bactéria invasora ele só consegue eliminá-la através da ação de uma enzima chamada mieloperoxidase, que tem efeito altamente oxidante sobre o invasor, ou seja, neste caso é a oxidação da bactéria que causa sua morte e então o uso frequente de altas doses de vitaminas e minerais antioxidantes pode prejudicar esta defesa natural. 
 
Doses elevadas e contínuas de vitamina K podem alterar a coagulação sanguínea e desencadear quadros de trombose vascular. Vitamina A em doses altas e por tempo prolongado pode desencadear quadro grave de elevação da pressão intracraniana, podendo levar ao óbito. Altas doses de vitamina C ( acima de 5 gramas / dia) podem aumentar o risco de pedra nos rins.
 
Fica então claro, por tudo visto acima, que o uso de vitaminas e minerais deve ser orientado por profissionais especializados. Doses complementares podem ser prescritas por nutricionistas e médicos, porém doses mais altas - suplementares ou megadoses - por serem consideradas doses medicamentosas devem somente ser prescritas por médicos, após avaliação individualizada de cada paciente, definindo a dose adequada, o tempo de uso e até mesmo respeitar as contra indicações, quando existirem, pelo risco de efeitos colaterais, como qualquer medicamento.
 
Para encerrar o artigo não há riscos de excessos de vitaminas e minerais quando ingeridos pelos alimentos, pois nosso organismo elimina naturalmente aquilo que não mais será necessário para a manutenção das funções celulares. A melhor maneira ainda de se prevenir de uma carência de vitaminas e minerais é ter uma alimentação saudável, variada e composta por todos os grupos alimentares. 
 
Minha Vida

Alecrim: propriedades medicinais

Características botânicas e propriedades medicinais do alecrim
 
O alecrim é uma espécie arbustiva, muito ramificada, que pode alcançar 1,5 metros de altura. Seu nome científico Rosmarinus significa em latim "orvalho que vem do mar", essa denominação foi dada pelos romanos devido ao aroma da planta, que vegetava espontaneamente em regiões litorâneas.

As hastes do alecrim são lenhosas e as folhas são filiformes, pequenas e sempre verdes na parte superior e esbranquiçadas no verso, com pêlos finos e curtos. As flores são axilares e podem ser azuis, brancas, roxas ou róseas. Floresce durante o ano todo. São muitas as variedades de alecrim, com porte maiores ou menores e cores diferentes de folhas e flores.

O alecrim é indispensável nos jardins mediterrâneos. E podemos plantar variedades arbustivas que servem inclusive para topiaria ou variedades com porte herbáceo, para canteiros e bordaduras. É uma planta extremamente útil, pois têm vocação medicinal, religiosa e culinária. Pode ser acrescentado fresco ou seco à pratos de frango, porco, cordeiro, cabrito, vitela e caça, além de aromatizar óleos, sopas, sucos, etc.

Alecrim Propriedades Medicinais

Indicações do alecrim:
Reumatismo, depressão, cansaço, gases intestinais, debilidade cardíaca, inapetência, cicatrização de feridas.

Propriedades do alecrim:
Estimulante, rejuvenescedor nadural, anti-espasmódico, vasodilatador, anti-séptico, anti-inflamatórios e digestivo. Seus benefícios se dão principalmente devido ao ácido rosmarínico.

Chá de alecrim para rejuvenescimento
Curiosidade histórica sobre a propriedade do chá de alecrim no rejuvenescimento: O chá de alecrim é muito consumido e tem diversas indicações. Seu uso iniciou na Idade Média e Renascimento, sendo usado para o rejuvenescimento, como conta uma história a respeito da rainha Elisabeth, da Hungria, que estava paralítica e sofria de gota aos setenta e dois anos, ao receber a receita de um monge e recobrar a saúde e a alegria.

Partes usadas do alecrim: Flores e folhas

Como fazer chá de alecrim:
Faça com o alecrim chá em infusão com água fervente. Ferva a água, apague o fogo e adicione as folhas de alecrim. Use 20g para 2 litros de água.

Atenção: Não exagere no consumo do chá de alecrim, pois pode irritar o sistema gastrointestinal e provocar hemorragias.

Saúde com Ciência

500 mil pessoas perderam seu plano de saúde! E agora?

 
Impressionante descobrir agora pela manhã (20/10), que quase meio milhão de pessoas perderam seus planos de saúde, apenas nos primeiros sete meses do ano
 
O número de usuários de planos de saúde caiu de 50,69 milhões para 50,19 milhões, na maior queda já registrada nos últimos dez anos. Os usuários de planos de saúde vinham em crescimento nos últimos cinco anos e a queda reflete o crescimento do desemprego no Brasil.
 
Das 492 mil pessoas sem plano de saúde, a maioria tinha plano empresarial e perdeu seu plano fruto das demissões.
 
O que esta mudança significa para as empresas ? Ou mais importante, o que temos a dizer a estas pessoas que agora dependem do nosso Sistema Único de Saúde (SUS)? Sejam bem-vindas a um sistema de saúde precário, com acesso cada vez mais difícil? Esperamos que vocês tenham aproveitado bem o tempo que vocês tiveram plano de saúde.
 
O papel de um governo é dar condições para que a população melhore suas condições de vida e possa diminuir sua dependência em relação ao Estado, dada a sua prosperidade. O Estado deveria dar suporte, apenas a uma minoria da população, que não tem condições de se sustentar.
 
Não é isso que estamos vendo, o estado brasileiro parece ter orgulho de ter cada vez mais gente dependendo dele, dividindo um bolo em fatias cada vez menores. O grande problema é que esta cada vez mais difícil produzir no Brasil, sendo que todos estão sentindo o papel da crise, seja pela maxidesvalorização cambial, que atingiu 48% nos primeiros dez meses do ano, pela crise política, que impede o país de olhar para a frente, ou pela retração nas vendas, que tem afetado os mais diferentes setores da economia.
 
E para quem tem seus custos parcial ou totalmente atrelados ao dólar, segurar o avanço destes custos e evitar o repasse para os clientes finais, passa a ser um grande desafio, especialmente para aqueles que atuam no setor saúde.
 
Olhando para frente, espero mais pessoas perdendo o seguro-saúde, número que pode chegar a 1,5 milhão de pessoas, caso a crise persista até o fim de 2016. Neste caso, o triste é não ter um Sistema Único de Saúde digno para receber estas pessoas.
 
Fonte: Com informações do Jornal O Globo, 19/10/15
 
Saúde Business

Trailer de 'O Renascimento do Parto 2' mostra por que parto pélvico não é indicação de cesariana

Reprodução
Continuação de documentário vai discutir também violência obstétrica, SUS que dá certo e mostrar a experiência de parto em países como Holanda e Inglaterra
 
A indicação de cesariana em função de bebê pélvico (sentado) ganhou destaque no Brasil quando, em abril de 2014, Adelir Carmen Lemos de Góes foi tirada de casa com um mandado judicial que a obrigava a passar por uma cesariana em um hospital do Rio Grande do Sul (relembre aqui). Entre as justificativas da médica para acionar o Ministério Público e pedir a cesariana de urgência constava  a posição que Yuja Kali, filha de Adelir, estava dentro do útero. A história, que repercutiu internacionalmente, é emblemática por mostrar o quanto ainda é negado à mulher o direito à autonomia sobre o próprio corpo.

Diretor do documentário ‘O Renascimento do Parto 2’, previsto para ser lançado em 2016, Eduardo Chauvet retoma, com a divulgação do trailer do filme, a discussão sobre as evidências científicas já produzidas sobre parto pélvico. O Saúde Plena já abordou o assunto nesta reportagem. Nos oito minutos que resumem o que virá com o novo longa-metragem, o diretor mostra um bebê pélvico vindo ao mundo de parto normal.

No trailer, o médico obstetra Frank Lowen afirma que existe um receio por parte dos médicos em relação ao parto normal com bebê sentado. “Há realmente um grande medo por parte dos médicos da ‘cabeça derradeira’, ou seja, de a cabeça não sair após o ombro”, explica. Entretanto, o especialista pondera: “Parto pélvico é uma patologia ou uma variação da normalidade? Se um bebê pélvico pode nascer como um cefálico, se pode nascer espontaneamente sem ajuda, isso nos mostra que é normalidade e que depende da experiência da equipe, depende da técnica, depende da posição da mãe”. Lowen ressalta ainda que, há centenas de anos, é de conhecimento da ciência que o parto normal com bebê sentado é possível.
 
Veja o trailer:
 

Em entrevista ao Saúde Plena, Chauvet já adiantara que a continuação do documentário abordaria também violência obstétrica, SUS que dá certo e os modelos de parto e nascimento na Inglaterra e Holanda.
 
Ainda no trailer, o diretor inicia também a discussão sobre empoderamento feminino que, de acordo com o psicólogo e terapeuta familiar, Alexandre Coimbra Amaral “não é uma variável externa, é a mulher que descobre o poder em si”. Na voz de Ana Paula Caldas, Chauvet deixa claro que o movimento pela humanização do parto no Brasil não quer obrigar nenhuma mulher a parir, mas enfrentar o problema “de quem quer parir e não consegue”.
 
Saúde Plena

Fissura anal: o que você precisa saber, mas sente constrangimento em perguntar

Presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia esclarece as principais dúvidas sobre o assunto. A constipação intestinal é o principal fator de risco para a doença, que, se não diagnosticada, pode se tornar crônica e precisar de intervenção cirúrgica
 
A vergonha é o principal motivo de pouco se falar em fissura anal, mas o problema existe e, se não tratado, pode infeccionar, provocar uma hemorragia ou se tornar uma doença crônica em que será necessária uma intervenção cirúrgica. “Trata-se de uma ferida na borda anal, que aparece em decorrência de trauma local”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC), Fábio Guilherme Campos. Os sintomas, dor para evacuar e sangue nas fezes, podem ser facilmente confundidos com hemorroidas, mas também com câncer. Por isso, é tão importante consultar um especialista para se fazer o diagnóstico diferencial e tratar o problema.
 
Apesar de não existirem estatísticas sobre a incidência da doença, sabe-se que a fissura anal não é incomum, já que, com exceção de casos que necessitam de internação para tratamento cirúrgico, não são catalogados os pacientes que recebem e solucionam o problema em consultório. “Assim como na doença hemorroidária, as pessoas evitam falar que têm fissura anal, principalmente porque se sentem envergonhadas”, acrescenta o especialista.

Além disso, um dos principais fatores de risco para a fissura anal é a constipação intestinal, que, segundo o presidente da SBC, é extremamente comum na população. “Pessoas que sofrem de constipação intestinal têm mais chances de desenvolver a doença, em razão do trauma provocado pelas fezes endurecidas no momento da evacuação”, explica. Fábio Guilherme Campos diz que a gravidade com que a constipação intestinal se manifesta pode variar muito ao longo da vida da pessoa “na dependência de seus hábitos, sua alimentação, suas atividades e também de doenças. Define-se o problema por uma diminuição do número de vezes com que a pessoa evacua todos os dias e é geralmente acompanhada de dificuldade para evacuar e fezes ressecadas”.
 
 
Por essa razão, a alimentação influencia diretamente o risco do surgimento de uma fissura anal. “A ingestão insuficiente de fibras e líquidos resulta em prisão de ventre, que pode acarretar fissuras. Temos que destacar também o papel de alimentos condimentados, como a pimenta, na piora dos sintomas”, observa. O especialista diz que a fissura anal atinge principalmente jovens e adultos de média idade, em razão da alimentação predominantemente fora de casa e do dia a dia estressante. “Embora os mais idosos também possam ter fissura, ela não costuma ocorrer nessa faixa etária, quando a musculatura esfincteriana tende a ser um pouco mais flácida. O sexo feminino também é atingido, em razão da maior incidência de constipação intestinal”, explica.

Pessoas que mantêm relações com penetração anal mais frequentemente estão também mais expostas aos riscos de um trauma na região. “Principalmente, porque é repetitivo. Mas com cuidado, posição adequada e uso de lubrificante é possível prevenir”, explica o coloproctologista. A diarreia também pode desencadear uma fissura e crianças com distúrbios evacuatórios também podem desenvolver fissura anal. Existem, ainda, os casos que são decorrentes de doenças inflamatórias, como a doença de Crohn.

O receio sobre o exame médico é um dos principais fatores que afastam pacientes dos consultórios, mas Fábio Guilherme Campos reforça que é um procedimento simples, de curta duração, que inclui “uma inspeção cuidadosa da região anal, além de um toque retal. Algumas vezes, entretanto, o paciente tem tanta dor que o toque se torna impossível”, observa.
 
O presidente da SBC diz que as fissuras agudas podem cicatrizar espontaneamente, mesmo sem tratamento, mas isso não descarta o atendimento médico, já que a ferida pode provocar dor intensa, sangramento e influenciar na qualidade de vida do indivíduo. “Na fase aguda, deve-se regularizar o funcionamento intestinal, adotando-se medidas de higiene com banhos de assento e atenção com a alimentação”, salienta.

Em pacientes com algum fator de risco constante, como por exemplo, a constipação intestinal, a fissura pode se tornar crônica, ou seja, não cicatrizar. De acordo com ele, o uso de pomadas cicatrizantes vai solucionar muitos casos. “As pomadas conseguem cicatrizar cerca de metade dos casos, embora alguns deles recidivem. A medicação promove o relaxamento da musculatura esfincteriana, cuja contração involuntária está também associada ao desenvolvimento da ferida”, explica o especialista. Além do medicamento, o paciente deve adotar medidas higiênicas e comportamentais que ajudem no controle da dor e na cicatrização, segundo explica ainda o médico.

O tratamento cirúrgico é indicado para as fissuras crônicas, com bordas elevadas e muito dolorosas, que não respondem ao tratamento com as pomadas cicatrizantes. O procedimento consiste na remoção da fissura e na realização de uma esfincterotomia, pequeno corte no esfíncter anal interno (um dos músculos do canal anal). “Os pacientes com fissura crônica, geralmente, têm hipertonia esfincteriana, que é a contração involuntária do ânus. A cirurgia é considerada de pequeno porte e, ao contrário das operações para tratamento das hemorroidas, não costumam provocar muita dor no pós-operatório”, afirma.

A recuperação da cirurgia é de, no máximo, sete dias e o alívio dos sintomas após a operação traz, segundo o médico, alívio e conforto aos pacientes. Um dos principais receios em relação à cirurgia é incontinência fecal, mas o médico esclarece que dificilmente isso ocorre. “Antes de indicar o tratamento cirúrgico, o médico deve avaliar eventuais fatores de risco associados à disfunção esfincteriana. Pacientes idosos, pacientes que tenham algum grau (mesmo que leve) de incontinência fecal, pacientes com diarreias frequentes (como na síndrome do intestino irritável), pacientes com doenças inflamatórias intestinais, mulheres com alterações esfincterianas relacionadas a partos não devem ser submetidos à cirurgia. Salvo essas situações de risco, a cirurgia raramente compromete os esfíncteres anais de maneira importante”, afirma.

Por último, é importante salientar, ainda, que a fissura anal e a hemorroida são problemas diferentes mas, geralmente, causados por fatores semelhantes, como a constipação intestinal e trauma local.
 
Saúde Plena

Como escolher o melhor suco de caixinha

Fique atento ao rótulo das bebidas industrializadas
Gettu Images: Fique atento ao rótulo das bebidas industrializadas
Muitos produtos industrializados têm cara de suco, mas as frutas são os últimos ingredientes da composição. Especialistas ensinam a fugir de armadilhas nas gôndolas do supermercado
 
Se quiser tomar um suco, a dica dos especialista é: vá para cozinha e faça a bebida você mesmo, com ingredientes frescos. Mas se não tiver tempo (ou não quiser lavar a louça depois) ou procura uma opção de suco para seu filho levar na lancheira para a escola, é possível comprar bebidas saudáveis de caixinha no supermercado. A endocrinologista Giulianna Pansera e a nutricionista Karla Vilaça dão as dicas. 
 
Atenção ao rótulo
A regra número um é ler o rótulo das embalagens. "Os ingredientes estão descritos no rótulo de maneira decrescente, ou seja, os primeiros da lista são os que estão em maiores quantidades naquele produto", explica Giulanna, que também comanda o blog G-RealFit. 
 
"Quanto maior for essa lista e quanto mais ingredientes desconhecidos tiver, menor é a qualidade do produto do ponto de vista saudável", diz a endocrinologista. "Se pegar um rótulo que apareça água, açúcar, conservante e fruta lá por último, fuja", alerta Karla, da Nutrenza Assessoria Nutricional. 
 
"O que você deve buscar são produtos com pouco ou nenhum conservante, aditivos químicos, adoçantes, corante e etc", indica Giulianna. E não se preocupe se não entender tudo o que está descrito na embalagem. Isso é até um sinal de alerta. "O suco que tiver menos coisas estranhas no rótulo, é o melhor", fala Karla Vilaça.

100% integral
Cada vez mais as marcas estão investindo em sucos integrais ou 100% fruta. O preço ainda é mais caro, mas vale a pena se a preocupação é consumir um produto mais saudável. Um néctar de fruta, na embalagem de um litro, custa entre R$ 3,50 e R$ 4. Já um suco integral, sem açúcares ou conservantes, chega a R$ 9. 
 
Fruta e água e só
A nutricionista Karla Vilaça ainda lembra que suco nada mais é do que fruta e água. Por isso, os outros ingredientes "intrusos" que estão nos rótulos devem ser evitados. Mas nem por isso a bebida não pode ser doce. "Há marcas que usam o suco de maçã para adoçar outras bebidas, como o suco de uva", cita Karla. Assim, o produto continua saudável, sem aditivos e mais saboroso. 
 
Ela ainda lembra a diferença entre néctar e suco, o que pode confundir muita gente nas gôndolas dos mercados. Néctar é aquele com uma lista gigante de ingredientes e quase nada de fruta. "É apenas uma bebida com água e muito açúcar. Suco mesmo é fruta, água e só". 
 
Suco, chá ou refrigerante?
Você já leu o rótulo, escolheu qual marca de suco tem menos açúcares ou aditivos e outros produtos. Mas olha para o lado e vê a prateleira de refrigerantes ou chás a seu dispor. Não caia em tentação. Os sucos integrais ou 100% de fruta são a melhor opção. 
 
"Chás são diuréticos e, por isso, não são indicados para hidratar. O refrigerante só tem química e as versões diet e light ainda têm adoçantes. E os dois tipos são péssimos pelas altas quantidades de sódio. Então, o suco de caixinha é o mais indicado para a hidratação", analisa Karla.
 
iG

Pesquisa revela que antibióticos têm menos eficiência depois de sessões de quimioterapia e cirurgias

Getty Images
Estudo reforça a necessidade de se repensar o uso desses medicamentos e de descobrir novas estratégias que combatam infecções
 
Estudo publicado na revista especializada The Lancet Infectious Diseases mostra que o aumento da resistência de micro-organismos aos antibióticos representa um sério risco a pacientes que passam por cirurgias e tratamentos de quimioterapia. Os pesquisadores do Centro de Dinâmicas, Políticas e Economia de Doenças, em Washington, analisaram uma série de exames clínicos e encontraram um declínio na eficiência dos medicamentos nessas ocasiões, o que reforça a necessidade de se repensar o uso dos antibióticos e de descobrir novas estratégias que combatam infecções.
 
Os cientistas analisaram ensaios clínicos realizados entre 1968 e 2011, medindo a eficácia dos antibióticos usados para prevenção de infecções após quimioterapias e diversas cirurgias. Eles também calcularam as mortes ligadas ao contágio por micro-organismos invasores nesses diferentes cenários.
 
Os dados foram desanimadores: a cada quatro pessoas que têm uma infecção devido à quimioterapia, uma não obtém benefícios dos antibióticos comuns. Nas cirurgias, o problema se repete. Após uma cesariana, 38,7% das infecções se mostram resistentes aos remédios; e esse índice sobe para 50,9% depois de operações cardíacas e para até 90% em seguida a uma biópsia de próstata.
 
Por causa desses dados alarmantes, os cientistas destacam que mais atenção deve ser dada ao uso dos antibióticos, para evitar o aumento da resistência a essas drogas. “Esse é o primeiro estudo que estima o impacto da resistência aos antibióticos na assistência médica mais ampla nos Estados Unidos. Uma grande parte de procedimentos cirúrgicos comuns e a quimioterapia serão praticamente impossíveis de serem realizados se a resistência aos antibióticos não for abordada com urgência”, destacou, em um comunicado, Ramanan Laxminarayan pesquisador do Centro Dynamics e professor da Universidade de Princeton.
 
Apesar de o estudo ter se concentrado apenas em procedimentos médicos realizados nos Estados Unidos, os autores do trabalho acreditam que os dados devem ser parecidos em outros países. “Não só há uma necessidade imediata de atualizar informações para estabelecer novas recomendações aos antibióticos em face do aumento da resistência, como também precisamos de novas estratégias para a prevenção e o controle da resistência aos antibióticos em níveis nacionais e internacionais”, completou Laxminarayan.
 
Correio Braziliense

Apoio familiar é mais eficaz que remédios contra esquizofrenia

Reprodução
Pesquisa inédita diz que terapia “humanizada” leva a recuperação mais significativa
 
O tratamento para a maioria dos pacientes de esquizofrenia envolve altas doses de medicamentos antipsicóticos que bloqueiam alucinações e delírios, mas podem gerar efeitos colaterais indesejáveis, como ganho de peso ou tremores debilitantes. Um estudo financiado pelo governo americano, porém, pode mudar essa situação. De acordo com a pesquisa, uma das maiores realizadas sobre esse assunto, pessoas que receberam doses menores de antipsicóticos e uma ênfase maior em terapia e apoio familiar tiveram recuperação mais significativa ao longo dos dois primeiros anos de tratamento, em relação a quem recebeu atendimento com foco nos remédios.
 
O relatório, financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, foi publicado nesta terça-feira no periódico “American Journal of Psychiatry”.
 
No Brasil, são cerca de 2,5 milhões de pessoas com esquizofrenia. Para especialistas, a descoberta pode ajudar a estabelecer um novo padrão de atendimento no chamado primeiro episódio psicótico, quando ocorre a primeira ruptura com a realidade, em que os pacientes (geralmente pessoas no final da adolescência ou pouco mais de 20 anos) ficam com medo e profundamente desconfiados. Apesar de muitos considerarem que o tratamento nesta fase inadequado, os cientistas afirmam que, quanto mais cedo as pessoas começaram o tratamento alternativo após o primeiro episódio, melhores resultados tiveram. O tempo médio entre o primeiro episódio e recebimento de cuidados médicos é de aproximadamente um ano e meio.
 
A abordagem mais holística que o estudo testou se baseia em programas da Austrália, da Escandinávia e de outros lugares que têm melhorado a vida dos pacientes há décadas. Segundo os pesquisadores, os antipsicóticos funcionam muito bem para algumas pessoas, eliminando a psicose com poucos efeitos colaterais. Mas a maioria considera que seus efeitos negativos, como ganho de peso, sonolência extrema e entorpecimento emocional, pioram a vida dessas pessoas. Quase três quartos dos pacientes que usam essas medicações param de tomá-las dentro de um ano e meio, segundo estudos.
 
No estudo, os médicos utilizaram os medicamentos como parte de um conjunto de tratamentos em que mantiveram as doses tão baixas quanto possível. Em alguns casos, a redução chegava 50%, minimizando os efeitos colaterais. A equipe de investigação liderada pelo médico John M. Kane, presidente do departamento de psiquiatria na Hofstra North Shore-LIJ School of Medicine, fez os levantamentos em 34 clínicas aleatórias em 21 estados, em que eram fornecidos tanto os tratamentos convencionais, quanto o conjunto proposto pela equipe.
 
Para isso, a equipe treinou funcionários das clínicas selecionadas para fornecerem um atendimento que incluiu três elementos, além da medicação. Em primeiro lugar, ajuda com o trabalho ou escola, tais como assistência em decidir quais as classes ou oportunidades são mais adequadas conforme os sintomas de uma pessoa. Em segundo lugar, a capacitação dos membros da família para que aumentassem sua compreensão sobre a esquizofrenia. E, finalmente, a terapia da conversa em que a pessoa com o diagnóstico aprende como construir relacionamentos sociais, reduzir o uso de substâncias e melhorar o controle dos sintomas, que incluem problemas de humor, além de alucinações e delírios.
 
Alguns pacientes podem, por exemplo, aprender a acalmar as vozes em sua cabeça, dependendo da gravidade do episódio. A equipe recrutou 404 pessoas que haviam passado pelo primeiro episódio, diagnosticado principalmente na adolescência ou por volta dos 20 anos. Cerca da metade recebeu a abordagem combinada e a outra parte ficou com o tratamento usual. Os médicos monitoraram os dois grupos usando listas de verificação padronizadas que avaliam a gravidade dos sintomas e a qualidade de vida dos pacientes.
 
O grupo que começou com o tratamento combinado teve, em média, resultados inferiores em ambos os casos no início do tratamento. Porém, ao longo de dois anos, ambos os grupos apresentaram melhora constante. Já ao final, aqueles que tinham recebido o tratamento alternativo alcançavam mais alívio sobre os sintomas, sendo que haviam recebido doses de drogas que eram 20% a 50% menores.
 
O Globo

Saiba se você tem hérnia de disco cervical e quando é preciso operar

Em mais de 90% dos casos, o tratamento conservador contra a hérnia de disco cervical tem sucesso
 
As hérnias discais cervicais são muito frequentes em nossa população. Em mais de 90% dos casos, o tratamento conservador tem sucesso.
 
A hérnia de disco se desenvolve por uma ruptura no ânulo fibroso, espécie de “cinturão” rígido que envolve o disco intervertebral. Desta forma, com este cinturão rompido, em algum momento o conteúdo do disco, mais gelatinoso, extravasa em direção às estruturas do sistema nervoso (ou em direção à raiz ou à medula), causando compressão e irritação, além da diminuição na altura do disco.
 
Uma vez que a altura tenha se reduzido, este disco não conseguirá ter uma função de amortecimento normal, o que acabará sobrecarregando os níveis adjacentes a longo prazo, podendo induzir a formação de hérnias discais logo acima ou abaixo do local inicial.
 
Efeito dominó
Atualmente, os protocolos médicos indicam que se não houver melhora da sintomatologia em até seis semanas de adequado tratamento, o melhor é partir para a cirurgia. Somente desta forma evita-se o “efeito dominó”, que acabará levando o paciente, no futuro, a uma cirurgia mais extensa para tratar vários discos, quando poderia ter feito uma cirurgia menor, para tratar um único quando do início dos sintomas.
 
Sintomas
A sintomatologia das hérnias discais cervicais é extremamente variada pois depende muito de qual estrutura está comprimida. Sintomas como dor cervical posterior, irradiando-se para um ou ambos os braços, formigamentos que podem acometer os dedos e as mãos, alteração de sensibilidade e fraqueza muscular não são incomuns. Até mesmo dor na parte posterior da cabeça pode indicar hérnias nesta localização.
 
Quando falamos de fraqueza muscular, não falamos de fraqueza generalizada e, sim, de uma fraqueza focal. Dificuldades para pentear os cabelos ou pegar objetos acima do nível dos ombros, por exemplo, levantam a suspeita de fraqueza do músculo deltóide, que por sua vez pode indicar uma hérnia de disco entre C5 e C6.
 
Tratamento
Atualmente, a forma de tratamento mais adequada é a microdiscectomia. O cirurgião, com auxílio de um microscópio, disseca as nobres estruturas cervicais e retira o disco intervertebral, removendo inclusive sua porção extravasada e livrando os elementos do sistema nervoso de qualquer compressão.

iG

Abertas inscrições para curso a distância sobre controle do tabaco

A Anvisa e o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab), da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) iniciaram o processo de seleção de 514 vagas para o curso Comunidade de Práticas sobre Controle do Tabaco para Fiscais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
 
A capacitação, oferecida na modalidade de educação a distância, é destinada exclusivamente aos profissionais de nível médio e superior vinculados ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), nas esferas estadual, municipal e distrital.
 
Para se candidatar, o agente deve atender aos requisitos constantes do Edital, que está disponível no portal eletrônico da ENSP: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/cetab/.
 
Os estudantes serão capacitados para o cumprimento da legislação pertinente ao controle do tabaco e os instrumentos para realizar as ações de fiscalização.
 
Os temas serão abordados por meio de materiais didáticos e atividades online, distribuídos em cinco módulos: epidemia do tabaco no Brasil e no mundo e as ações para seu controle; organização da rotina dos fiscais para realizar as ações de controle do tabaco; monitoramento e fiscalização dos produtos derivados do tabaco; proibição da propaganda, promoção e patrocínio; e ambientes livres de tabaco (proibição do uso em recintos coletivos fechados).
 
O curso tem carga horária total de 90 horas, no período de 8 de dezembro de 2015 a 6 de maio de 2016, por meio da plataforma virtual disponibilizada aos participantes. Será emitida declaração de conclusão pelo Cetab/ENSP/Fiocruz àqueles que finalizarem as atividades propostas.
 
O preenchimento das vagas obedecerá a ordem de inscrição, considerando a data e hora do envio dos documentos exigidos para o e-mail indicado no Edital.

Confira o cronograma:

ETAPAS
DATAS
Período de inscrição
26/10 a 20/11/2015
Resultado Preliminar
25/11/2015
Recursos
26 e 27/11/2015
Resultado final
30/11/2015
Matrícula
1 e 4/12/2015
Divulgação da Relação de Candidatos Reclassificados
3/12/2015
Matrícula dos Reclassificados
4/12/2015
Início das atividades da Comunidade de Práticas
8/12/2015
Término das atividades da Comunidade de Práticas
06/05/2016

ANVISA

Deficiência de vitamina D é epidemia e provoca doenças como obesidade e diabetes

Você sabia que 80% da vitamina D necessária ao bom funcionamento do corpo é produzida pelo nosso próprio organismo?
 
Apesar disso, pesquisas apontam a existência de uma verdadeira epidemia de deficiência da vitamina na população, o que pode acarretar problemas de saúde, como osteoporose, quedas, obesidade, diabetes mellitus e uma maior incidência de câncer.
 
“Nos Estados Unidos, 75% da população branca e 90% da população negra têm deficiência de vitamina D, e pesquisas mostram a mesma proporção no Brasil”, afirma a endocrinologista Vivian Estefan, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. “É uma epidemia”, explica a especialista.
 
Uma das principais funções da vitamina é atuar na absorção do cálcio, mineral necessário à formação dos ossos. Na juventude, quadros extremos de deficiência podem levar ao raquitismo e, na idade adulta, podem evoluir para a osteoporose.
 
O calciferol, nome científico da vitamina, também é um importante aliado do metabolismo e da boa saúde neuromuscular. Sua ausência pode levar a casos de dores articulares, como artrites, fraqueza muscular e até mesmo quedas, principalmente em idosos.
 
A maior parte da vitamina D do nosso organismo é sintetizada pela pele, a partir da ação direta da luz solar. Por isso, a exposição solar é muito importante para prevenir e tratar esta deficiência. A produção, no entanto, é bloqueada pela aplicação dos filtros solares. Nos alimentos, a vitamina está presente principalmente em peixes, como atum, sardinha e salmão, e no ovo, mas em pequenas quantidades. Leite e cereais industrializados costumam ser suplementados com uma baixa quantidade de calciferol.
 
“O paciente que apresenta sintomas como fraqueza muscular, dor nas articulações, excesso de peso e níveis de colesterol ou pressão arterial elevados, deve investigar um possível quadro de deficiência da vitamina D”, alerta a especialista.

Informações para a imprensa:
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