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quinta-feira, 14 de maio de 2015

'Tecnicamente estamos vivendo uma epidemia', diz ministro sobre dengue

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante entrevista nesta quinta-feira (14) em Brasília (Foto: Luciana Amaral/G1)
Foto: Luciana Amaral/G1: O ministro da Saúde, Arthur Chioro,
durante entrevista nesta quinta-feira (14) em Brasília
País teve 745,9 mil casos até 18 de abril; índice é de epidemia para OMS. Número é 234,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou na manhã desta quinta-feira (14) que o Brasil vive uma epidemia de dengue. "Claro, tecnicamente estamos vivendo uma epidemia", afirmou ao apontar que a quantidade de casos no Brasil é avaliada como epidêmica segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Chioro disse que a epidemia é mais grave em São Paulo, Goiás e no Acre.

Chioro havia negado a epidemia no início de maio, dizendo que o país vivia uma situação de "elevação" no total de casos e que o maior número de ocorrências seria resultado da crise hídrica e do "desarmamento" de ações de combate à doença por parte da sociedade. O Brasil registrou 745,9 mil casos de dengue entre 1º de janeiro e 18 de abril deste ano. O total é 234,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado e 48,6% menor em comparação com 2013, quando na mesma época foram notificadas 1,4 milhão de ocorrências da doença.

A incidência de casos no Brasil para cada grupo de 100 mil habitantes é de 367,8, índice que, para a OMS, é situação de epidemia (a classificação mínima de epidemia é de 300/100 mil habitantes).

Levando-se em conta esta informação, sete estados estão em situação epidêmica: Acre (1064,8/100 mil), Tocantins (439,9/100 mil), Rio Grande do Norte (363,6/100 mil), São Paulo (911,9/100 mil), Paraná (362,8/100 mil), Mato Grosso do Sul (462,8/100 mil) e Goiás (968,9/100 mil).

É comum que o número de casos de dengue oscile ao longo dos anos. Em alguns há um número muito grande de notificações e, em outros, um número menor. Depende muito dos sorotipos que estão circulando, o que varia de região para região.
 
"Ela [epidemia] é diferente porque não se manifesta em todos os estados da mesma maneira. Nós temos sete estados neste momento que estão em situação epidêmica", disse Chioro.
 
Óbitos
Nas 15 primeiras semanas de 2015, foram confirmadas 229 mortes causadas pela doença, um aumento de 44,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 158. Em comparação com 2013, quando houve 379 óbitos, há uma queda de 39,6%.
 
Das mortes registradas em 2015, 169 foram no estado de São Paulo – é o maior número. Goiás vem em seguida, com 15, além de Paraná e Minas Gerais, com 8 cada.
 
"Estamos comparando os dados de 2015 com um ano de baixíssima incidência e pouquíssimos números de óbitos. Quando comparamos com 2013, nós não chegamos às mesmas proporções. A diferença é que neste ano, vamos ser claros e objetivos, [os óbitos] se expressam fortemente em São Paulo."
 
Até 18 de abril houve 404 casos graves, elevação de 49,6% na comparação com 2014, quando foram registradas 270 notificações do tipo. Segundo o ministério, não é possível comparar ao total de 2013 porque houve mudanças no processo de classificação da dengue.
 
Reconheça os sintomas
Diagnosticar a dengue com rapidez é uma das chaves para combater a doença com maior eficácia. O primeiro passo para isso é conhecer como a infecção se manifesta. Os principais "sinais de alerta" são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.
 
Se os sintomas forem reconhecidos, é fundamental procurar um médico o mais rápido possível. Em geral, a doença tem evolução rápida. Por isso, saber antes pode fazer a diferença entre a ocorrência de um mal menor e consequências mais graves, principalmente no caso de crianças.
 
Existem quatro tipos do vírus da dengue: o DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. Eles causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, uma pessoa só pode ter dengue quatro vezes.
 
Entre 70% e 90% das pessoas que pegam a dengue pela primeira vez não têm nenhum sintoma. Nos casos mais graves, a doença pode ser hemorrágica ou fulminante, levando à morte.

G1

Ministério da Saúde confirma 8 casos de zika vírus no RN e 8 na BA

Aedes aegypti é o mosquito que transmite a dengue, febre
 chikungunya e zika vírus
Doença, assim como a dengue, é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Ministro observa que ela é menos preocupante por ser mais branda

O Ministério da Saúde confirmou a circulação do zika vírus no Brasil na manhã desta quarta-feira (14). Segundo o ministro Arthur Chioro, 8 amostras provenientes de Camaçari, na Bahia, e 8 do Rio Grande do Norte são efetivamente da doença. Elas foram testadas pelo Instituto Evandro Chagas e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Apesar da entrada do vírus no Brasil e de 1.200 suspeitas sendo investigadas no Nordeste, o ministro disse não haver motivo para preocupação. "O zika vírus não nos preocupa. Trata-se de uma doença benigna que tem uma evolução para cura. A febre é baixa, o maior incômodo é o prurido, manchas vermelhas. Requer muito pouco acesso dos pacientes ao prontos-socorros e serviços médicos. Toda a nossa preocupação é com a dengue, porque dengue mata."
 
Zika vírus
O zika vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 a partir de amostras em macacos Rhesus na floresta Zika, em Uganda. Ele é endêmico no leste e oeste africanos e, no continente americano, foi identificado na Ilha de Páscoa, território chileno, no início de 2014, segundo o ministério.
 
É uma doença viral que passa sozinha, em geral, após até 7 dias. Ela se caracteriza por febre, hiperemia conjuntival sem pus, mialgia, edema em extremidades e dor atrás dos olhos. A transmissão se dá por meio da picada do mosquito Aedes Aegypti e tem incubação de cerca de quatro dias.
 
O tratamento é baseado no uso de paracetamol para febre e dor. Não há registros de óbitos causados pela doença. Também não há vacinas contra ela. As medidas de prevenção são semelhantes às da dengue e da chikungunya.

G1

Funcionários dizem que falta até detergente no Hospital Carlos Chagas

Parte do material do centro cirúrgico é obtido em doações. Há dez dias, pacientes foram flagrados em macas nos corredores

 
Há menos de dez dias o Bom Dia Rio mostrou os corredores do Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Subúrbio do Rio, lotados de macas com pacientes. Nesta quinta-feira (14), o telejornal mostrou que os funcionários agora denunciam a falta de materiais, remédios e até detergente para realizarem a limpeza dos instrumentos cirúrgicos.

O documento enviado para a administração do hospital detalha alguns dos materiais que estão em falta. Neles os funcionários dizem que estão sem sabão líquido e sem detergente enzimático desde o dia 3 de maio. O sabão e o detergente são usados na limpeza e desinfecção dos artigos hospitalares críticos e semicríticos da unidade. Os profissionais também pedem orientações sobre como vão trabalhar durante o dia, já que os produtos são imprescindíveis para remover a sujeira dos instrumentos de trabalho.

A equipe do Bom Dia Rio entrou em contato com um funcionário dos funcionários do Carlos Chagas que falou deste e de outros itens que estão em falta no hospital. “Nebulizador, máscara de nebulização e cânulas. Falta sabonete líquido, detergente enzimático e material básico para a desinfecção de material do centro cirúrgico”, disse o funcionário, que não quis se identificar.
 
Parte do material utilizado no centro cirúrgico é obtido em doações. “O material está sendo trazido através de doações de outras unidades para o Hospital Carlos Chagas. Através do esforço das pessoas do hospital para manter o funcionamento do centro cirúrgico”, completou o funcionário.

Há menos de dez dias a equipe do Bom Dia Rio mostrou outro problema na unidade. Pacientes em macas, espalhados pelos corredores lotados. A equipe também denuncia que faltam antibióticos. “Determinados dias têm determinados antibióticos, então existe um comunicado da farmácia dizendo que nesse dia só pode iniciar o tratamento com alguns antibióticos, porque os outros estão em falta”, disse o funcionário.

A falta dos remédios segundo os funcionários traz prejuízos aos tratamentos dos pacientes. “Às vezes, no meio do tratamento do paciente, você é obrigado a trocar o antibiótico por falta do antibiótico. Isso tudo acarreta a piora do estado do paciente, agravamento da situação do paciente, até porque você não sabe se o antibiótico que está disponível é realmente o indicado”, completou o funcionário.
 
Está denúncia foi feita na noite da quarta-feira (13), por isso até o horário de publicação desta reportagem a Secretaria Estadual de Saúde não havia se posicionado sobre o assunto.

G1

Prevenção de Acidentes com Crianças: Produtos de limpeza e materiais inflamáveis

Fonte:Heiko BarthHoje damos continuidade à série de prevenção de acidentes com crianças e ressalta alguns cuidados para proteger as crianças, nos primeiro anos de vida, do contato com produtos de limpeza e materiais inflamáveis
 
A principal dica é manter estas substâncias fora do alcance, principalmente os venenos, que devem ser armazenados longe de remédios e alimentos.

Também é importante manter as embalagens originais ou colocar etiquetas que identifiquem o conteúdo. Certifique-se de que as tampas vedam da maneira adequada e não acumule produtos que não estejam sendo utilizados. Acompanhe o prazo de validade, leia o rótulo antes da utilização e siga as instruções recomendadas.
 
Em 2013, a Anvisa proibiu a fabricação, distribuição e venda de álcool líquido com graduação acima de 54ºGL, que não está mais à disposição do consumidor em forma líquida, mas continua sendo comercializado na forma de gel. No ambiente doméstico, as pessoas costumam utilizar este produto na limpeza e desinfecção. Para diminuir a contaminação, o álcool mais indicado é aquele de 70% vendido em farmácias. Crianças não devem manusear este produto, que é um dos principais inflamáveis responsáveis por queimaduras. (Linkar para matéria sobre queimaduras).
 
Opte por produtos de limpeza que substituam e álcool e apresentem menos riscos para sua família. De toda forma, mantenha produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance da criança, colocando-os em locais altos e trancados. Crianças, principalmente nos primeiros anos de via, começam e se locomover sozinhas e a explorar os espaços. Obstáculos na porta da cozinha e portas bem trancadas podem evitas estes acidentes.
 
Atenção aos detergentes, medicamentos e substâncias corrosivas, pois os menores gostam de explorar o ambiente em que vivem. Supervisione constantemente as crianças em lugares públicos, como supermercados, lojas e as casas que a família costuma visitar. Esteja sempre atento.
 
Em casos de acidentes com materiais de limpeza, medicamentos e outros produtos tóxicos, procure urgente um serviço de saúde, chame o Samu (192) ou ligue para o Centro de Informação Toxicológica. Confira os contatos no site da Anvisa. 
 

Hospitais formalizam participação no projeto em prol do parto normal

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Hospital Israelita Albert Einstein reuniram na última sexta-feira (8), em São Paulo, representantes dos hospitais e maternidades selecionados para participar do projeto Parto Adequado

Na ocasião, as instituições privadas e públicas formalizaram a adesão à iniciativa, que tem como objetivo incentivar o parto normal e reduzir a ocorrência de cesarianas desnecessárias. Ao todo, 42 hospitais devem participar do projeto, que conta com apoio do Ministério da Saúde e parceria do Institute for Healthcare Improvement (IHI).

Na cerimônia de assinatura dos contratos e termos de compromisso, a diretora-presidente substituta da ANS, Martha Oliveira, ressaltou a importância da adesão dos hospitais à iniciativa e da parceria firmada. “Essas instituições vão fazer parte de um projeto que, sem dúvida, vai contribuir para mudar o modelo de atenção ao parto e nascimento, qualificando a assistência e garantindo mais saúde para mães e bebês”, disse Martha.
 
O diretor do Hospital Albert Einstein, Miguel Cendoroglo, reforçou a importância da participação das instituições. “Esta parceria entre o Einstein, a ANS e o IHI está sendo possível pois também conta com a participação e engajamento de vocês. Acredito que seremos capazes de transformar o cenário atual e proporcionar ainda mais saúde para a população do país”, disse o dirigente.
 
No evento, além da assinatura dos documentos, foram abordadas as expectativas relacionadas ao projeto e experiências de sucesso no Brasil. A partir de agora, os hospitais participarão de sessões de aprendizagem e treinamentos práticos, incluindo o contato com outros hospitais que já desenvolveram experiências similares. Ao longo dos trabalhos, os participantes vão colaborar para o desenvolvimento de três modelos assistenciais, a serem customizados, testados e aperfeiçoados em conjunto com o hospital Albert Einstein, o IHI e a ANS. Está prevista a criação de manuais contendo a metodologia desenvolvida e as recomendações resultantes dos resultados observados, de modo a contribuir para gradativamente transformar a atenção a parto e nascimento no país.
 
A ANS recebeu inscrições de hospitais e maternidades de todas as regiões do país para participar do projeto. A seleção obedeceu a critérios técnicos, como quantidade de partos e percentual de cesarianas realizados por ano. Devido ao grande número de interessados, os candidatos foram organizados em dois grupos: os hospitais-piloto, que estarão em contato mais direto com a equipe do projeto, e os hospitais seguidores, que terão acesso aos materiais dos debates e treinamentos por intermédio da ANS. Tanto participantes do grupo piloto quanto seguidores serão acompanhados pela Agência por meio de reuniões periódicas e do monitoramento de dados padronizados.
 
Cenário
As altas taxas de cesáreas verificadas no país - 84% na saúde suplementar e 40% no sistema público – são motivo de preocupação do governo brasileiro. Quando não há indicação clínica, a cesariana ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade.
 
Para enfrentar essa situação, a ANS está propondo uma série de medidas coordenadas, que se somam às iniciativas implementadas pela Agência desde 2005. Além do projeto-piloto que está em andamento, em julho entrará em vigor a Resolução Normativa nº 368, com medidas que garantem o acesso de beneficiárias de planos de saúde aos percentuais de cirurgias cesáreas (por operadora, por hospital e por médico) e a utilização do partograma e do cartão da gestante. Outra ação em andamento é a participação no grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Saúde para o desenvolvimento de diretrizes clínicas para o parto, que resultou em consulta pública promovida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC).
 

Bactérias de uma pessoa pode ser nova impressão digital da medicina forense

Cientistas de Harvard descobriram que as amostras de fezes foram particularmente confiáveis. Até 86% das pessoas poderiam ser identificados por suas bactérias do intestino após um ano
 
Bactérias do intestino de uma pessoa e da colônia de micróbios que vivem no corpo e na pele podem servir como um identificador único, como a impressão digital - informaram pesquisadores nesta segunda-feira (11/05).

O estudo liderado pela Universidade de Harvard é o primeiro a investigar como as pessoas são identificáveis %u200B%u200Bcom base em suas bactérias, que podem variar substancialmente de acordo com idade, dieta, localização geográfica de uma pessoa e saúde geral. "Vincular uma amostra de DNA humano a um banco de dados de 'impressões digitais' de DNA humano é a base para a genética forense, que agora já é um campo consolidado", disse Eric Franzosa, principal autor do estudo, pesquisador do departamento de bioestatística de Harvard.

"Nós mostramos que o mesmo tipo de ligação é possível utilizando sequências de DNA a partir de micróbios e bactérias que habitam o corpo humano - sem que seja necessário DNA humano".

Os cientistas descobriram que as amostras de fezes foram particularmente confiáveis. Até 86% das pessoas poderiam ser identificados por suas bactérias do intestino após um ano.

As amostras de pele foram menos confiáveis. Cerca de um terço das amostras poderiam ser combinadas a uma pessoa depois de um ano, disse o estudo, publicado na revista Proceedings, da Academia Norte-Americana de Ciências.

Mas mesmo que as amostras não possam ser correspondidas, houve muitos poucos falsos positivos. Na maioria dos casos, ou houve compatibilidade ou não houve, mas raramente foi identificada a pessoa errada.

O estudo foi baseado numa amostragem de 120 pessoas, entre 242 que doaram amostras de fezes, saliva e pele para o Projeto Microbioma Humano - que mantém um banco de dados público para pesquisadores.

Um algoritmo de ciência da computação foi utilizado para estabelecer códigos individuais com base nos microbiomas (fauna microbiana e bacteriana do corpo humano, ndlr) dos doadores.

Estes códigos foram comparados com amostras das mesmas pessoas recolhidas durante as visitas de acompanhamento, bem como a um conjunto de estranhos.

Os pesquisadores disseram que o estudo mostra que é possível combinar amostras de microbioma humano através de bancos de dados.

Mas eles também levantaram a questão da ética, alertando que a prática poderia expor informações pessoais sensíveis, tais como a presença de uma infecção sexualmente transmissível, o que pode ser detectado a partir do microbioma sem o próprio DNA do indivíduo ou consentimento.

"Embora o potencial para quaisquer preocupações de privacidade de dados de DNA puramente microbiana seja muito baixa, é importante que os investigadores saibam que tais questões são teoricamente possíveis", afirmou Curtis Huttenhower, professor associado de biologia computacional e bioinformática em Harvard.

Saúde Plena

A importância da enfermagem na logística hospitalar

A operação logística em saúde envolve diversas profissões e profissionais, todos de extrema importância para que toda a gestão flua de acordo como o planejado
 
Por Mayuli Fonseca
 
Dentre estes profissionais, considero importante destacar o profissional de enfermagem, que pode atuar em diversas pontas do processo, como na coordenação de operações da base – nos centros de distribuição, nas unidades de farmácia das unidades de saúde e, por fim, na beira no leito – no ato da administração da medicação prescrita.
 
Considerando os estudos internacionais que revelam a média de 11% dos erros de medicação acontecendo na dispensação e até 38% no momento da administração de medicamentos, tem-se aí a tangibilização da importância de uma gestão estratégica de logística que garanta um rigoroso controle de todas as atividades envolvidas, com a devida identificação de lotes, data de validade e rastreabilidade de todo o percurso do medicamento, amparadas por tecnologia de ponta. Tais processos facilitam o dia a dia dos profissionais envolvidos em toda a cadeia até o paciente.
 
Da mesma forma, a boa formação, conhecimento e comprometimento destes profissionais são essenciais para o entendimento da logística de insumos e medicamentos. Sua interface em todos os caminhos de atendimento ampara e assegura todos os relacionamentos e as rotinas envolvidas para que a operação atinja resultados plenos.
 
Em comemoração ao Dia da Enfermagem, celebrado em 12 de maio e comemorado durante a semana, vale parabenizar todos os profissionais dessa profissão fundamental para o cuidado da saúde de todos nós.
 
Saúde Web

Indústrias retiram sete mil toneladas de sódio dos alimentos processados

Meta do Ministério da Saúde é reduzir 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro até 2020
 
De 2011 a 2014, 7.652 toneladas de sódio foram retiradas de produtos alimentícios no Brasil por meio de compromisso firmado pelo Ministério da Saúde e Associação das Indústrias da Alimentação (Abia). Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela pasta. A meta do governo é que, até 2020, o setor promova a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro.
 
Na segunda etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados, foram analisados bolos, snacks (batata palha e salgadinhos de milho), maioneses e biscoitos. Os produtos somam 69 indústrias e sofreram uma redução de 5.793 toneladas de sódio em suas fórmulas desde 2013. Na primeira etapa, em 2011, que envolveu macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha, 1.859 toneladas de sódio saíram do mercado.

A maior redução, segundo o ministério, foi observada na categoria dos rocamboles, com queda de 21,11% no teor de sódio, seguida pela mistura para bolo aerado (16,6%) e pela maionese (16,23%).
 
As demais categorias, de acordo com os dados, também registraram queda: bolos prontos sem recheio (15,8%), bolos prontos com recheio (15%), batata frita e batata palha (13,71%), biscoito doce (11,41%), salgadinho de milho (9,4%), biscoito recheado (6,48%), mistura para bolo cremoso (5,9%) e biscoito salgado (5,8%).
 
Os números mostram ainda que, em 2013, das 69 indústrias analisadas, 95% dos produtos conseguiram reduzir o teor máximo de sódio da composição. Grande parte dos participantes também conseguiu antecipar as metas estabelecidas para 2014: 83% dos bolos prontos com recheio, 96,2% das misturas para bolo aerado, 89,7% dos salgadinhos de milho, 68% da batata palha e batata frita e 77,8% dos biscoitos doces recheados.
 
As indústrias que não alcançaram o resultado esperado de redução foram notificadas pelo ministério e devem apresentar à pasta uma justificativa, além de uma nova estratégia para diminuir a quantidade de sal nos alimentos.
 
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou os resultados da segunda etapa de monitoramento como extremamente positivos e impactantes:
 
— Mas não adianta comemorarmos essa retirada de mais de 5 mil toneladas de sódio se não tivermos capacidade de trabalhar na alimentação, na merenda escolar, nos hábitos alimentares e na retirada do saleiro da mesa.
 
O presidente da Abia, Edmundo Klotz, garantiu que a indústria também está engajada na estratégia de criar alternativas para o consumo doméstico do sal.
 
— A primeira fase é a retirada do sódio e a segunda, a substituição. Buscamos produtos que substituam o sal ou alternativas de sal com redução de sódio — explicou.
 
O acordo entre o governo e o setor de indústrias da alimentação conta ainda com outras duas etapas, a serem divulgadas até 2016 e que devem incluir alimentos como margarina, hambúrguer, empanados e salsichas. O cumprimento das metas, que envolvem os produtos mais consumidos pela população, vai contribuir para a redução no consumo de sódio diário no país para menos de 2 miligramas (mg) por pessoa (cerca de 5 quilos de sal).
 
Agência Brasil

Automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros

Analgésicos são consumidos em larga escala no País sem indicação médica
 
O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos foi comemorado dia 05 passado. A data foi criada para combater um hábito que tem crescido há muitos anos entre os brasileiros. Institutos de pesquisas apontam que a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros. Entre os que adotam essa prática, 32% têm o hábito de aumentar as doses de medicamentos prescritos por médicos com o objetivo de “potencializar os efeitos terapêuticos”, o que também é considerado uma forma de automedicação.
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ato de consumir medicamentos sem orientação médica, é responsável por cerca de 20 mil mortes por ano no Brasil. Entre os produtos farmacêuticos mais consumidos no País sem indicação médica, estão analgésicos, complexos vitamínicos, amenizadores dos sintomas da gripe e de indisposição, segundo estudo da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP)
 
No cenário perigoso construído em torno da automedicação, as mulheres geram mais preocupação. Estatísticas da OMS estimam que elas representam 59% das pessoas que ingerem medicamentos sem orientação médica. Os perigos se agravam quando são gestantes ou lactantes.
 
Estado de Minas / Guia da Pharmacia

Hospitais do CE têm 359 pessoas em corredores; governo promete solução

Acompanhantes de pacientes registram pessoas no chão do hospital Instituto Doutor José Frota (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
 Foto: TV Verdes Mares/Reprodução: Acompanhantes de
 pacientes registram pessoas no chão do hospital Instituto
Doutor José Frota
Sindicato criou índice 'corredômetro' durante crise na saúde do Ceará. Governo diz que adquiriu materiais em falta e aguarda fornecedores

O índice “corredômetro” chega à quarta semana contabilizando 359 pacientes atendidos nos corredores dos maiores hospitais do Ceará, segundo o Sindicato dos Médicos do Ceará. O “corredômetro” foi criado para denunciar a quantidade de pacientes sem atendimento adequado nas unidades desde o início da crise da saúde no estado, segundo a presidente do sindicato Mayra Pinheiro.

"É humanamente impossível você dizer que está fazendo um atendimento de qualidade em pessoas que estão com o soro pendurado nas paredes com prego ou em crianças que estão 'internadas' embaixo de um telefone público”, afirma Mayra.

Segundo a última atualização do “corredômetro”, nesta quarta-feira (13), 80 pacientes estavam fora de leitos ou salas adequadas nas nove unidades de pronto atendimento de Fortaleza (UPAs); 98 no Instituto Doutor José Frota; 66 no Hospital Geral de Fortaleza; o Hospital de Messejana tinha 55 pessoas nos corredores; o Hospital Infantil Albert Sabin, 50; e o Hospital São José, 10 pacientes nos corredores.

Além dos pacientes nos corredores, vários pacientes são barrados diariamente nas unidades por falta de condição de atendimento. Em alguns casos, familiares de pacientes conseguem na Justiça a determinação para transferência para um leito adequado, mas as decisões são descumpridas devido à falta de salas, segundo o Governo do Estado. A família de Francisca Dias conseguiu liminar na Justiça para a transferência a um leito de UTI, mas ela morreu 13 dias após a espera. "O médico, na mesma hora que ele entubou e viu que o caso dela é muita grave, disse ‘o caso da sua mãe é muito grave, ela precisa de um leito de UTI urgente’”, diz a filha Estefânia Dias. Sem conseguir o leito, a família recorreu à Justiça.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quarta-feira que está providenciando soluções para acabar com a crise na saúde. Para ele, situação semelhante ocorre em todos os estados e se agravou devido à redução do repasse de verba por parte do Governo Federal. "Em 2006 o Governo [do Estado do Ceará] gastou algo em torno de R$ 285 milhões na saúde; o governo federal gastava algo próximo disso, ou seja, a cada real do Governo do Estado, o Governo Federal gastava um. Em 2014, nós gastamos 4 reais para cada real do Governo Federal. Estamos trabalhando para resolver isso.”
 
Corredores do IJF estiveram lotados nesta quinta-feira (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Foto: TV Verdes Mares/Reprodução
Corredores do IJF estiveram lotados nesta quinta-feira
Falta de material
Segundo o diretor do Sindicato dos Médicos Edimar Fernandes, cirurgias são canceladas por falta de material. "Tem médico para fazer as cirurgias, mas não tem um fio para fechar a cirurgia, não tem gaze para limpar. Não tem antibiótico, porque eu preciso algumas vezes quando vai fazer uma cirurgia", explica.
 
O governador Camilo Santana afirma que já solicitou todo o material em falta para abastecer os hospitais e que aguarda a distribuição por parte dos fornecedores. Nesta quarta-feira, ele se reuniu com diretores de todas as unidades para buscar soluções.

G1
 
“Mandei cancelar, não se admite, enquanto faltar medicamento, fazer buffet."Convoquei todos os diretores dos hospitais para avaliar os gargalos, os problemas, para buscarmos as soluções juntos.
 
Estou vendo os leitos de retaguarda, como contratar os leitos de retaguarda para diminuirmos as filas nos hospitais. As medidas urgentes que forem necessárias nós estamos tomando", disse.

G1

Dispareunia: quando o sexo se torna um tormento

Distúrbio afeta mulheres, que dizem sentir dor quando mantêm relações sexuais envolvendo penetração
Distúrbio afeta mulheres, que dizem sentir dor quando mantêm
relações sexuais envolvendo penetração
Distúrbio afeta mulheres, que dizem sentir dor quando mantêm relações sexuais envolvendo penetração
 
A britânica Angela Lyons, de 66 anos, 44 deles casada, diz ter um casamento feliz, mas incompleto: ela não faz sexo com seu marido.
 
Ela sofre de dispareunia, uma condição que faz com que as relações sexuais envolvendo penetração sejam dolorosas.
 
Um estudo publicado em 2008 na revista Menopause, com base em resultados de um questionário anônimo, concluiu que 40% das mulheres sofrem do distúrbio.
 
No entanto, outro relatório, publicado no Scandinavian Journal of Public Health, diz que a dispareunia afeta somente 10% das mulheres.
 
Especialistas, no entanto, dizem que determinar o número real de mulheres que experimentam a dor durante o sexo é difícil porque muitas têm vergonha de procurar ajuda.
 
"É mais comum em mulheres de meia-idade, entre 40 e 45 anos, ou após o parto com episiotomia (quando é feita uma incisão cirúrgica para facilitar o nascimento do bebê)", explica Mariano Rosselló Gayá, especialista em Medicina Sexual do Instituto de Medicina Sexual na Espanha.
 
Causas
"As causas físicas ou orgânicas podem ser falta de lubrificação, hímen hipertrofiado, distúrbios de abertura vaginal, irritação, infecção, atrofia vaginal, cicatrizes ou ferimentos anteriores", enumera Gayá.
 
"As pacientes relatam dor de média ou alta intensidade que pode acontecer em dois locais, seja na primeira seção do canal vaginal, seja no interior do órgão, durante penetrações mais profundas. A sensação é de ardor, queimadura ou dor aguda".
 
"É preciso, contudo, separar se se trata de uma dor que acontece em todas as ocasiões do coito ou apenas algumas vezes, e em que circunstâncias ou posições."
 
Na opinião de Gayá, é importante procurar ajuda, porque o distúrbio pode transformar a vida sexual das mulheres em um tormento.
 
"A dispareunia pode levar as mulheres não apenas a desfrutar das relações sexuais, mas evitá-las por completo, de forma a não sentir dor".
 
"Muitas mulheres aguentam essa situação e se resignam, mas logicamente os efeitos a médio prazo sobre a relação e a cumplicidade são devastadores. Uma consulta com um médico, a tempo, pode evitar, inclusive, o fim da relação de um casal".
 
"O homem também sofre porque se sente o causador da dor que sua parceira está sentindo, quando, ironicamente, quer o oposto", acrescentou Gayá.
 
Menopausa e parto
A dispareunia é mais comum em mulheres na pós-menopausa ou naquelas que foram submetidas a um parto com episiotomia.
 
Durante a menopausa, o declínio nos níveis do hormônio feminino estrogênio, que normalmente mantém os tecidos úmidos e saudáveis, pode causar secura vaginal.
 
"Além disso, após a menopausa, a vagina não é tão elástica e extensível como antes", explica Kate Lough, fisioterapeuta em Glasgow.
 
Isso acontece porque a diminuição do estrogênio também afeta a proteína do colágeno que ajuda a manter o tecido saudável.
 
Esse foi o caso de Angela Lyons.
 
Mas, depois de reunir coragem de ir ao médico, o problema dela melhorou somente com um creme de estrogênio.
 
Outras mulheres podem sentir dor durante a relação sexual em virtude da cicatrização do períneo após a episiotomia.
 
Normalmente, o problema pode ser resolvido através de um procedimento simples ─ conhecido como procedimento de Fenton ─ onde o tecido cicatricial é removido.
 
A técnica é geralmente realizada com anestesia local e a recuperação é rápida, com o paciente deixando o hospital no mesmo dia da cirurgia.
 
Causas psicológicas
"Há também causas psicossexuais que podem ser abordadas durante a consulta", conta Gayá.
 
"Uma das mais comuns é a falta de excitação, o que reduz a lubrificação vaginal ou impede o relaxamento muscular adequado para facilitar a penetração".
 
"Um trauma sexual anterior também pode ser a causa se ele tiver deixado sequelas", disse.
 
"Também podem influenciar fatores como o medo do sexo ou da gravidez, pouca educação sexual e alto nível de estresse ou ansiedade mantido ao longo do tempo."
 
Em todos os casos, é importante consultar um especialista para conseguir apoio adequado para cada caso.
 
"Hoje podemos escolher tratamentos farmacológicos ou cirúrgicos se for um problema anatômico da abertura vaginal, ou por terapia psicossexológica nos casos em que a dispareunia aparece na forma de somatização de um conflito pessoal ou do casal."
 
BBC Brasil / iG

Medicamento contra a leucemia ganha status de avanço terapêutico

Medicamento contra a leucemia ganha status de avanço terapêutico Science Photo/ShutterstockNovo tratamento é destinado a pacientes com leucemia linfocítica
 
Medicamento desenvolvido para tratar leucemia obteve status de avanço terapêutico, de acordo com o grupo farmacêutico suíço Roche, em anúncio feito nesta quinta-feira. O tratamento foi desenvolvido em conjunto com o laboratório americano Abbvie.
 
O composto venetoclax foi catalogado pela Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos. Destinado a pacientes com leucemia linfocítica crônica refratária, o tratamento foi apresentado como um avanço terapêutico na área.
 
Esse progresso pode acelerar os testes de uma droga que estão sendo realizados pelas autoridades americanas de saúde, caso ela apresente um avanço substancial em comparação com outros tratamentos disponíveis.
 
Tipo de leucemia mais comum entre os adultos, a linfocítica crônica refratária é um câncer sanguíneo e de medula óssea que progride lentamente e é geralmente considerado incurável. Esta condição está associada, em três a cada 10 casos, a uma anomalia genética, ou seja, os pacientes só conseguem melhorias muito pequenas quando submetidos a quimioterapia.
 
AFP / Zero Hora

Falta de remédio deixa maior hospital do DF 8 meses sem transplantar rins

Corpo é éncontrado no Hospital de Base de Brasília (Foto: Willian Farias / G1)
Foto: Willian Farias/G1: Fachada do Hospital de Base de
 Brasília, que fica no centro da cidade
Secretaria diz que órgãos chegaram a ser recusados por causa da situação. Pasta refez estoque e retomou nesta terça procedimento; paciente reclama
 
Por falta de remédios e insumos básicos para exames, o Hospital de Base do Distrito Federal passou os últimos oito meses sem realizar cirurgias de transplante de rins. A unidade é considerada referência para operações do tipo e, de acordo com a Secretaria de Saúde, chegou a recusar órgãos devido à situação. Coordenadora da área, Daniela Salomão afirma que o governo sanou os problemas em abril e pôde realizar nesta terça-feira (12) o primeiro procedimento de 2015. Há atualmente 199 pessoas na fila pela intervenção.
 
O último transplante havia sido, até então, feito em 15 de setembro. Depois, com déficit de imunossupressores (que ajudam a evitar a rejeição do órgão), antibióticos (que combatem infecções bacterianas) e insumos para os testes laboratoriais, as outras intervenções foram adiadas.
 
Em novembro, a equipe da área se reuniu na Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos para comunicar a situação. A decisão foi de fechar o serviço no hospital, que é o maior da rede pública do DF, até que as condições mínimas fossem restabelecidas.
 
Enquanto isso, segundo a secretaria, o Hospital Universitário de Brasília e o Instituto de Cardiologia receberam parte significativa da demanda do Base – apenas casos em que o doador era um paciente vivo teriam sido suspensos para que pudessem ser realizados na unidade de referência.
 
"Não estávamos fazendo [no Hospital de Base] por precaução com o paciente, caso ele necessitasse de algo que não estivesse disponível", diz Daniela. "Mas o serviço nunca esteve parado.
 
Encaminhamos os pacientes aos outros hospitais."
 
A tentativa de adaptação à condição não impediu que houvesse queda no número de intervenções. Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos apontam que o Hospital Universitário de Brasília e o Instituto de Cardiologia realizaram apenas oito cirurgias no primeiro trimestre deste ano. A quantidade corresponde à média mensal de 2014, como aponta outro relatório da entidade.
 
Tabela mostra proporção de tranplantes de rins por estado do país (Foto: Registro Brasileiro de Transplante/Reprodução)
Foto: Registro Brasileiro de Transplante/Reprodução: Tabela mostra proporção de tranplantes de rins por estado do país
 
Segundo a publicação, foram cem doações de rins no ano passado – quando o Base manteve o serviço até setembro. O DF foi a quinta unidade da federação em números proporcionais de cirurgias do tipo. O índice foi menor do que em 2013, quando ocorreram 128 procedimentos e a capital do país ocupava a segunda posição.
 
A coordenadora de Transplantes afirma que a redução tem mais a ver com uma mudança no perfil do doador do que com a suspensão das cirurgias na unidade de referência. "Antes tínhamos aquele que foi vítima de trauma e era jovem. Hoje são muitos idosos que sofreram AVC. Imagina você pôr o rim de um idoso, que estava com vários problemas de saúde quando vivo, em um jovem adulto. Não pudemos fazer muitos transplantes justamente por falta de condição mesmo, vários órgãos foram descartados por inviabilidade."
 
Representante da Associação de Renais de Brasília, Alessandro Lemos afirma que na prática a questão é outra e que os pacientes precisaram se readaptar depois do fechamento do serviço de transplante do órgão no Hospital de Base. Ele, que mora em Ceilândia e tem 35 anos, faz hemodiálise há quase duas décadas e conta enfrentar dificuldades para se inscrever para a doação.
 
"O Base sempre foi a referência. Os pacientes ficam tristes, e o que tem acontecido de verdade é que a maioria tem procurado outros estados. A fila poderia ser bem maior, mas há tanta burocracia para você fazer os exames – você tem pedido de todos na mesma época, mas só consegue marcar o segundo quando faz o primeiro, e o primeiro só é marcado para quando está bem perto de os pedidos vencerem", explica.
 
Doenças renais
Estudos da Secretaria de Saúde apontam que 10% da população adulta do DF tenha algum quadro de perda de função renal. Dentre as principais causas para a insuficiência estão hipertensão arterial, diabetes e glomerulonefrite (doença autoimune que causa inflamação crônica dos rins).
 
Segundo a pasta, cerca de 1,3 mil pessoas recebem tratamento para problemas nos rins em todos os hospitais da rede pública e em alguns conveniados. Mensalmente o Hospital Regional de Taguatinga, por exemplo, realiza 600 hemodiálises.
 
Proprietário de uma clínica particular que realiza 90 diálises por dia, o nefrologista Evandro Reis afirma que alguns cuidados podem ser adotados desde cedo para evitar doenças renais. A indicação principal é que as pessoas façam regularmente exames de sangue e urina que verificam como está o funcionamento do órgão, para então poder adotar medidas preventivas o quanto antes.
 
De acordo com Reis, a indicação de transplante só surge quando o rim tem a capacidade de filtração dos líquidos reduzida a menos de 10 mililitros por minuto – na normalidade, o índice varia entre 90 ml/minuto e 120 ml/minuto. "Quando não se tem a opção de obter um novo órgão é possível fazer a diálise. Ela só consegue manter uma das funções, que é a filtração. E o processo é desconfortável."
 
Em geral, pessoas que apresentam perda de função renal têm como sintoma falta de apetite, cansaço, palidez, inchaços nas pernas, aumento da pressão e alteração dos hábitos urinários. Os pacientes costumam fazer três sessões semanais de hemodiálise, cada uma de quatro horas.
 
O representante da Associação de Renais de Brasília, Alessandro Lemos, conta que perdeu os rins aos 17 anos depois de contrair uma infecção. "Não sabia que tinha pressão alta e aí a situação foi piorar.
 
Faço hemodiálise desde a adolescência. Todo paciente renal, quando faz hemodiálise, fica muito debilitado. Ou ele fica encostado ou é aposentado."
 
G1

Medicamentos são suspensos por apresentarem resultados insatisfatórios

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso de todos os lotes dos medicamentos Ocylin Po, 250mg/5ml x 60ml; Ocylin Po, 250mg/5ml x 150ml; Amoxicilina Triidratada Po, 50mg/ml x 60ml e Amoxicilina Triidratada Po, 50mg/ml x 150ml
 
Todos os produtos são fabricados pela empresa Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
 
A Agência foi comunicada do recolhimento voluntário feito pela fabricante dos medicamentos após análises identificarem resultados insatisfatórios no teste de teor durante o monitoramento do estudo de estabilidade de longa duração.
 
A medida está na Resolução nº 1428, publicada nesta quarta-feira (13/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
 
ANVISA 

Lote de medicamento da Medley é suspenso

A Anvisa realizou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote 14070329 do antibiótico Cefaclor, suspensão oral, nas concentrações de 250mg/5ml e 375mg/5ml. O produto é fabricado pela Medley Farmacêutica Ltda.
 
A empresa fabricante comunicou o recolhimento voluntário do lote do medicamento em razão de alguns cartuchos apresentarem concentração de 250mg/5ml apesar de constar na embalagem que o produto continha 375mg/5ml.
 
A medida está na Resolução nº 1429, publicada nesta quarta-feira (13/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa suspende importação de insumos da empresa indiana Lupin Limited

A Anvisa suspendeu a importação de todos os insumos farmacêuticos betalactâmicos cefalosporínicos e todos os medicamentos importados que foram fabricados com esses insumos, que são fabricados pela empresa indiana Lupin Limited.
 
Análise considerou os insumos insatisfatórios. Além disso, foram detectadas irregularidades durante a inspeção para verificação de Boas Práticas de Fabricação.
 
A medida está na Resolução nº 1430, publicada nesta quarta-feira (13/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
 
ANVISA