Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Motociclistas: o uso do capacete é obrigatório e salva vidas

Um dos grandes problemas da saúde pública no Brasil atualmente são os acidentes com motocicletas: somente no ano passado eles corresponderam a 83,4 mil internações no SUS
 
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o uso do capacete – principal dispositivo de segurança dos motociclistas, mostram que do total de entrevistados, 80,1% afirmam sempre usar o acessório, seja na garupa ou conduzindo a motocicleta. Um dado preocupante é que este número cai para 59% quando são considerados apenas os moradores de áreas rurais.
 
A pesquisa revelou ainda que 4,4 milhões (3,1%) de brasileiros sofreram acidente de trânsito com lesões corporais nos 12 meses anteriores à pesquisa. O número é maior entre os homens (4,5%) que em mulheres (1,8%). Do total de pessoas que sofreram acidentes, 47,2% deixaram de realizar atividades habituais, 7,7% tiveram que ser internadas e 15,2% tiveram sequelas ou incapacidades.
 
Saymon Oliveira, 26 anos, percebeu a importância do uso do capacete ao sofrer um acidente em Fortaleza (CE). “Bati de frente com outra moto. Por causa do impacto com o chão meu capacete até trincou. Sofri escoriações e tenho algumas sequelas no ombro, mas podia ter sido pior se não estivesse com a proteção”, conta.
 
O acidente fez o músico ficar mais consciente da importância do uso capacete. Motociclista há seis anos, Saymon confessa que nem sempre usava o dispositivo. “Antes, eu até andava de moto sem o capacete. Hoje, isso não acontece mais. O acidente e a maturidade me ajudaram a adquirir a consciência da importância de usá-lo".
 
O capacete é um item de segurança obrigatório para os motociclistas, segundo o Código Brasileiro de Trânsito (CTB). Ele ajuda a evitar consequências mais graves em um acidente de trânsito. Estudos mostram que o uso de capacetes pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos crânio-encefálicos e 65% dos traumatismos da face. Quem não usa o capacete, além de estar colocando a própria vida em risco, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.
 
No Brasil, 42,2 mil pessoas morreram por conta de acidentes de trânsito em 2013, sendo 12.040 envolvendo motocicletas. No ano passado foram registrados mais de 127 mil internações por conta desses acidentes, o que representa um gasto de R$ 183,1 milhões para o SUS.
 
O Ministério da Saúde propõe diversas ações para a promoção de uma política específica de prevenção aos acidentes de trânsito, principalmente com motociclistas. Entre elas, está a conscientização da importância do uso de equipamentos, a melhor capacitação durante a habilitação e ações na área de fiscalização.
 
Este ano, o Brasil também será o anfitrião da 2º Road Safety - Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. O evento será realizado em novembro e terá o objetivo de repactuar metas e traçar novas estratégias do governo e da sociedade para garantir a segurança da população, reduzindo mortes e lesões ocorridas no trânsito em todo o mundo.
 

Consumidor-paciente quer experiências com boas sensações

Com um champanhe Dom Pérignon em mãos, você jamais sentiria falta dos tempos da Sidra Cereser, nem seria maluco de desejar a volta da marcha manual de dentro de um carro automático
 
Por Verena Souza
 
“O paladar jamais retrocede”. Este fato tem elevado as expectativas dos consumidores brasileiros e serviu de inspiração para a mensagem deixada por Carlos Ferreirinha durante workshop “O luxo aplicado à gestão” no Saúde Business Forum 2015. Consultor sobre o negócio Luxo e Premium na América Latina e ex-presidente da Louis Vuitton Brasil, Ferreirinha convidou os gestores da saúde a aprenderem os segredos de atração deste nicho de mercado que já não é mais para tão poucos assim.

É inegável que a condição socioeconômica dos brasileiros melhorou nos últimos anos e, com isso, ampliou-se o acesso da população a serviços de excelência. Pesquisa da Kantar Worldpanel sobre as tendências de consumo entre 2003 e 2013 mostram que o salário mínimo cresceu 183%, a taxa de desemprego diminuiu em mais de 50%, o nível de escolaridade no mercado de trabalho aumentou em 15%, assim como houve o fortalecimento do poder de compra de imóveis, automóveis, eletroeletrônicos e bens de consumo em geral.
 
Mais experiente, exigente e conectado é o consumidor de hoje. Para se ter uma ideia, o Brasil é líder em número de usuários de smartphones na América Latina (cerca de 38,8 milhões usam aparelhos celulares inteligentes) e está em sexto lugar no ranking da eMarketer que avaliou o uso desses dispositivos em 25 mercados ao redor do mundo, ficando atrás de China, Estados Unidos, Índia, Japão e Rússia.
 
Novo paciente
Não se pode perder de vista que este ser, exasperado por agilidade, é tanto o paciente de um hospital ou plano médico quanto o consumidor comum de apartamentos, carros, padarias, shoppings, hotéis, roupas, etc.
 
A experiência dele se enriquece a cada dia por meio da diversidade de estabelecimentos que já não são mais os mesmos. Há padarias que faturam milhões com bebidas premium, onde o tradicional pãozinho perdeu o protagonismo há anos; postos de gasolina que surpreendem os clientes com aperitivos.
 
Pequenos começam a incomodar gigantes, como é o caso da Heineken comparada com a Ambev; e St. Marche, aos poucos conquistando clientes da rede Pão de Açúcar na capital paulista. Todos exemplos de como a diferenciação atrai.
 
“Você deve estar se perguntando – o que isso tem a ver com o meu negócio de saúde? Tem a ver que até padarias e postos estão encantando os clientes, e você?”.
 
De olho em estatísticas de consumo globais, Ferreirinha menciona curiosidades como Pernambuco ser uma das regiões que mais bebe whisky Johnnie Walker Red Label do mundo, mesmo no alto dos seus 40 graus. “Se ele está investindo mais no whisky, possivelmente vai mudar a calça que usa, o tênis, entre outros comportamentos”, ressalta ele.
 
Há anos que viajar de avião tanto internamente quanto para o exterior não é mais coisa de granfino. Pelo contrário, o indivíduo de baixa renda, que viajava sempre de ônibus, passou a frequentar aeroportos e aeronaves. “Pensa o que aconteceu com a expectativa dele quando tiver qualquer experiência de saúde?”.
 
“Arrisco a vocês a visitarem cafeterias com visão de gestor, para entender o que está acontecendo com os padrões”, provoca ele. Observar e dialogar muito mais com as pessoas é receita para compreender seus anseios ao invés de repetir aprendizados ultrapassados como o de que um bom produto garante competitividade. “Ninguém é mais impactado pela qualidade certificada. O melhor produto e serviço hoje é o mínimo esperado”.
 
A grande maioria das organizações ainda repete discursos óbvios de venda, com informações básicas do serviço e produto, e não acordou para a importância de despertar sensações nas pessoas e de oferecer uma conexão emocional – aspecto primordial do atendimento da Apple, que não por acaso é a marca mais valiosa do planeta. Segundo a consultoria Brand Finance, a gigante está estimada no valor de US$ 128,303 bilhões, com crescimento de 23% nos últimos 12 meses.
 
Ao desmistificar o negócio de luxo, na mente das pessoas como bolsa Louis Vuitton ou um passeio de Ferrari, o consultor Ferreirinha escancara que nem todas as empresas podem ou devem ser de luxo, mas que todas podem aprender o acolhimento sofisticado do segmento.
 
Uma experiência que encanta e que de fato aproxima o cliente pode ser até a simples melhoria do site da companhia ou o cuidado de rever ortografia e concordância na hora de enviar e-mails ou comunicados.
 
Outro exemplo que ilustrou a aplicabilidade da nova experiência de consumo está na diferença de sensação gerada ao entrar nas Casas Bahia ou na Fast Shop. Apesar da equivalência de produtos, para Ferreirinha a sensação de sofisticação da Fast Shop é inequívoca frente às Casas Bahia.
 
Os padrões de consumo se sofisticaram e vão continuar atingindo e incluindo cada vez mais pessoas, o que leva qualquer organização a se perguntar: o quanto estou acompanhando a convergência tecnológica, o consumo inteligente e a capacidade de ser único e premium? Estão?

Saúde Web

SUS será base para definir remédios de convênios; coberturas podem cair

Agência Brasil
Pela primeira vez, a agência prevê a exclusão de um medicamento
 oncológico com base em uma decisão da Conitec
Entidades médicas, de pacientes e de direito do consumidor criticam a ideia 
 
A lista de tratamentos e medicamentos oferecidos na rede pública passará a ser uma das principais referências consideradas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para definir o que os planos de saúde deverão cobrir. Hoje, muitos procedimentos oferecidos na saúde privada não são cobertos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Entidades médicas, de pacientes e de direito do consumidor criticam a ideia de aproximar as duas listas. Para elas, os beneficiários perderão coberturas.
 
Na última sexta-feira (19), a ANS abriu uma consulta pública para avaliar as tecnologias que serão incluídas e excluídas do rol de procedimentos de cobertura obrigatória, atualizado a cada dois anos. Pela primeira vez, a agência prevê a exclusão de um medicamento oncológico com base em uma decisão da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
 
Em 2014, o medicamento everolimus, quimioterápico oral indicado para câncer de mama com metástase, passou a compor a lista de cobertura obrigatória. Na revisão que vai a consulta pública a partir desta sexta-feira, a ANS retirou o medicamento da relação, com base em uma decisão da Conitec de não incorporar o remédio na rede pública.
 
Raquel Lisboa, gerente-geral de regulação assistencial da ANS, disse que "a Conitec tem uma avaliação mais criteriosa e verificou que não há ganho real de sobrevida com esse medicamento. Por isso estamos propondo a exclusão".
 
A executiva da agência afirma que as decisões da comissão, criada em 2011, poderão ser consideradas como um dos principais critérios para definir outras inclusões ou exclusões no rol.
 
— A Conitec faz um trabalho técnico nessa questão da incorporação. Vários países já usam essa metodologia, e a ANS tem um assento na Conitec. Se já temos essa expertise no Brasil, não há por que não utilizá-la.
 
Ela destaca que os quimioterápicos orais foram incluídos no rol em 2014 por determinação de uma lei federal que obriga a ANS a incorporar automaticamente todos os medicamentos do tipo, assim que eles obtenham o registro de comercialização. A gerente afirma que, embora a inclusão seja automática, a exclusão pode acontecer quando houver uma recomendação técnica nesse sentido, como é o caso do everolimus.
 
Pacientes e médicos criticam a decisão. Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, afirma que "os planos de saúde deveriam funcionar, de fato, como saúde suplementar".
 
— Se a agência começar a se basear pela lista da Conitec, ela estará nivelando por baixo. É um absurdo.
 
Diagnosticada com câncer de mama há oito anos, a funcionária pública Jussara Del Moral, de 50 anos, teve metástase nos ossos em 2013, passou por todos os tratamentos possíveis, mas a recidiva voltou no ano seguinte. Ela começou a tomar o medicamento everolimus, coberto pelo plano, em outubro.
 
— É isso que mantém a doença controlada e impede que surjam novas metástases. No meu caso, retirar o remédio da cobertura do plano significa uma condenação.
 
Cada caixa do medicamento, suficiente para um mês de tratamento, custa R$ 13 mil.
 
— Eu não vou ter condições de arcar com isso se o medicamento sair da lista de cobertura.
 
Justiça
Advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Joana Cruz afirma que a medida pode aumentar os casos de ações judiciais pedindo o medicamento.
 
— O problema é que a gente sabe que o acesso ao Judiciário não é para todos e, por isso, muita gente vai ficar sem o tratamento.
 
A gerente da ANS afirma que essa e outras modificações no rol ainda estão em estudo. "A consulta pública ficará aberta por 30 dias e toda a população poderá participar", disse ela.
 
Para Raquel, a utilização das avaliações da Conitec como um dos critérios na definição do rol de procedimentos não prejudicará os beneficiários de planos. "Na saúde suplementar também é preciso usar os critérios da Conitec, como eficácia, segurança e custo-efetividade.
 
Não podemos deixar de considerar isso, porque, se uma tecnologia causa um impacto econômico muito grande no setor, isso será repassado ao consumidor", diz.

Estadão Conteúdo /  R7

Você conhece as diferenças entre intolerâncias alimentares e alergias?

Resultados imprecisos podem levar a dietas restritivas desnecessárias
 
Presentes em 40% da população, as intolerâncias alimentares são frequentemente confundidas com as alergias alimentares. Os sintomas são, em diversos casos, parecidos, e a falta de confiabilidade nos exames de detecção aumentam as dúvidas dos pacientes em relação a ambas as doenças.
 
Segundo a alergologista do Hospital Albert Einstein, Renata Rodrigues Cocco, “as alergias costumam apresentar sintomas que variam desde erupções cutâneas até problemas mais sérios, como distúrbios gastrointestinais (vômitos e diarreias) e anafilaxias (inchaço de órgãos do sistema respiratório)”. Já no caso das intolerâncias alimentares, os sintomas estão geralmente relacionados ao trato gastrointestinal. “É muito mais comum surgirem transtornos na digestão do alimento, que variam de intensidade de acordo com a quantidade consumida”, explica.
 
Outra diferença entre as alergias e as intolerâncias alimentares está no fator causador. “As alergias são reações ligadas a alguma proteína presente no alimento que foi considerada um elemento estranho pelo organismo. Já a intolerância ocorre quando o corpo não possui enzimas para digerir determinado carboidrato, como no caso da lactose, por exemplo”, diz Renata.
 
As intolerâncias podem surgir já durante a fase adulta e, uma vez adquiridas, persistem pelo resto da vida. “Devido ao fato de ser causada pela falta de uma enzima, a única coisa que podemos fazer é criar uma dieta de restrição. Entretanto, comparada à alergia, a atenção que devemos ter não é tão radical, pois os sintomas são menos agressivos”, verifica a alergologista.

O Estado de São Paulo

Cancelada habilitação de laboratório de análises ambientais e alimentícias

A Anvisa cancelou a habilitação do Laboratório de Análises Ambientais e Produtos Alimentícios LTDA – LAAPA na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos para Saúde (Reblas)
 
A medida foi adotada porque o laboratório não atendeu aos requisitos necessários para manutenção da habilitação.
 
A Reblas é constituída por laboratórios analíticos, públicos ou privados, habilitados pela Anvisa, para fazer análises de interesse sanitário.
 
O laboratório realizava análises de água para hemodiálise e para a produção de alimentos em estabelecimentos comerciais.
 
A medida foi publicada na última segunda-feira (15/6) no Diário Oficial da União, por meio da Resolução-RE Nº 1.717, de 12 de junho de 2015.
 
ANVISA

Anvisa suspende lote de álcool gel Zulu

A Anvisa determinou a suspensão, distribuição e comercialização e uso do lote 88 do ÁLCOOL GEL ZULU, 500g, com de validade de 24 meses
 
O saneante é fabricado pela empresa Companhia Nacional do Álcool.
 
O lote foi suspenso após Laudo de Análise Fiscal, emitido pela Diretoria do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, revelar resultados insatisfatórios obtidos na análise inicial para os ensaios de PH e rotulagem primária do produto.
 
A Agência determinou que a empresa promova o recolhimento do produto.
 
A medida está na Resolução nº 1719/2015 publicada desta sexta-feira (19/6) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Especialista alerta para riscos da bolsa térmica durante a amamentação

Embora seja muito recomendado, o uso de bolsas térmicas no seio da lactante não é aconselhado por especialistas. Isto porque o uso da bolsa térmica quente ou fria podem provocar queimaduras
 
“Aqui no Banco de Leite Humano (BLH) não indicamos o uso da compressa, somente em alguns casos, se a paciente chega com nódulos no seio, recomendamos que ela faça massagem, e a retirada do leite. Compressa somente a fria e para as mães portadoras de HIV ou as que por alguma razão não vão amamentar, nestes casos indicamos a compressa fria para inibir a lactação. Já a compressa morna, não indicamos em nenhuma situação”, explicou Nina Savoldi, enfermeira do Banco de Leite Humano do Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
 
A seguir a especialista responde às principais dúvidas das mamães sobre o uso de bolsas térmicas.
 
Qual a diferença entre a bolsa térmica morna e a fria?
Nina Savoldi: A fria inibe a produção do leite através da vasoconstrução. A morna causa uma vaso dilatação, podendo aumentar a produção. No entanto, essas compressas podem causar efeito contrário, por isso preferimos a massagem, pois ela ajuda a dissolver os nódulos, sem precisar fazer compressa quente.
 
Quais são os riscos para a lactante?
O grande problema da compressa quente é que algumas mães, que estão com mastite e usam a este tipo de bolsa térmica começam a ter queimaduras. “Nosso conselho para as mães que estão amamentando e estão com o leite empedrado, é só fazer massagem e tirar o leite, colocar o bebê mais vezes para amamentar em livre demanda, notar se ele está pegando na auréola da forma coreta”, explicou Nina Savoldi. A compressa quente aumenta a produção de leite, por este motivo as mães que estão com leite empedrando por conta da grande produção de leite não devem usar este tipo de compressa.

Qual seria a melhor alternativa ao uso de bolsas térmicas?
A especialista aconselha somente o uso de massagens para auxiliar as mamães que estão tendo problemas com a grande quantidade de produção de leite, assim como, a ordenha e a amamentação em livre demanda do bebê. “Aconselhamos às mamães prestarem atenção nos sinais de fome do bebê, por exemplo, o gemido, ou o lamber da mãozinha, e antes dele começar a chorar, já colocá-lo no peito”, esclareceu ela. Já a bolsa térmica fria é aconselhada apenas para inibição do leite, para mães que não podem amamentar seus bebês.

Em caso de outras dúvidas, procure o Banco de Leite Humano do IFF, de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h, na Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo, ou entre em contato com o SOS Amamentação, pelo telefone 08000 26 8877.

Fonte: Ascom IFF / Blog da Saúde

Caso de menino que morreu após compressa de álcool para baixar febre revela riscos do procedimento

Getty Images
Banho gelado com álcool é outra técnica equivocada
Atenção mães: técnica é contraindicada e pode causar danos à saúde da criança
 
A ideia de que passar álcool industrial na axila das crianças pode ajudar a baixar a febre causou uma tragédia na China. A morte do menino Xiao Dong, de dois anos, que ficou doente no fim de semana em casa, em Dongguan, reaqueceu o debate sobre métodos não tradicionais e caseiros para se tratar doenças. Especialistas consultados pelo R7 alertam: consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer receita "milagrosa".

Para tentar reduzir a temperatura, o pai, Chang, usou álcool industrial nas axilas de Xiao, mas ele desmaiou em seguida. Os pais correram com o menino para o hospital de Shenzhen, mas Xiao já estava inconsciente. De acordo com o jornal Mirror, o menino morreu no dia seguinte, intoxicado pelo metanol.

O médico Ma Weike, que atendeu ao caso, disse que, quando chegaram ao hospital, os pais não sabiam que o álcool havia causado o problema.

— Eles pensaram que a febre tinha feito a criança perder a consciência. Os pais acreditavam que o álcool poderia ser usado para baixar a temperatura do corpo, mas não perceberam que uma dosagem alta, estimada em 1 litro de álcool industrial, poderia ser fatal.

O triste episódio pode e deve servir de alerta para outros pais. Segundo o professor de pediatria da Faculdade da Santa Casa de São Paulo, Marco Aurélio Safadi, não é possível saber até que ponto o álcool contribuiu para a morte do menininho chinês, mas é oportuno salientar que esta é uma prática equivocada.

— Infelizmente, ainda existem muitas mães que acreditam que a compressa de álcool baixa a febre. No entanto, é um procedimento que traz riscos e não deve ser feito. Pode causar queimaduras na pele na criança e, como o álcool é volátil, pode ser inalado e intoxicar a criança. Esses efeitos contraindicam formalmente essa prática.

Outro erro muito comum cometido pelos pais e que pode piorar o quadro febril são banhos frios com álcool. O doutor Safadi explica que, além de provocar desconforto, fazendo com que a criança fique tremendo, o banho frio pode levar a um efeito rebote, causando uma vasoconstrição periférica, e elevando ainda mais a temperatura.

— Febre não é um bicho de sete cabeças, mas caso haja necessidade de uma intervenção, até que o antitérmico aja, a mãe pode lançar mão do banho, mas um banho morno, que não gere desconforto na criança. Álcool, é bom salientar, é contraindicado e não baixa a febre.
 
Anne Lima, enfermeira especializada em medicina antroposófica e que está produzindo um livro de primeiros socorros, faz coro com o médico ao dizer que a febre não é uma patologia em si.

Para a antroposofia, a elevação da temperatura corporal aciona a individualidade e acorda o sistema imunológico para combater o elemento estranho.
 
— Há processos febris em decorrência de sofrimentos anímicos e isto acontece especialmente em crianças. O indivíduo com febre, em geral, sente mal-estar, calor predominantemente na cabeça, dor de cabeça e incapacidade para se dedicar a processos que necessitem de um pensar claro.
 
Segundo ela, o excesso de calor desviado para a região da cabeça interfere na visão clara e na formulação de pensamentos normais, podendo levar a criança a ter o que se denomina convulsão febril.

A convulsão febril costuma acometer crianças até perto dos quatro anos de idade ou aquelas que já têm algum diagnóstico neurológico, independentemente da idade.

Hoje, a maioria dos pediatras recomenda que só se medique quando a temperatura for superior a 37,8°C. De sua prática como enfermeira, Anne diz que é possível aliviar todos os sintomas desagradáveis e modular a temperatura utilizando compressas de limão nas pernas.
 
— Este procedimento alivia temporariamente os sintomas desagradáveis sem impedir que a febre faça seu papel sanador. Para fazer a compressa é preciso duas faixas de aproximadamente 20 cm de tecido de algodão, 1 limão com a casca (o óleo etéreo o presente na casca é muito importante), uma tigela média, água morna, plástico para proteger o colchão e uma toalha grande.
 
Receita caseira
O procedimento é muito simples: coloque a água na bacia ou tigela, corte a metade do limão com casca dentro da água e reserve a outra metade. Esprema o limão e deixe-o dentro da água com a casca. Em seguida, enrole as duas faixas como ataduras e coloque-as dentro do recipiente. Torça levemente uma de cada vez e envolva as pernas começando abaixo da linha do joelho até os pés. Nunca envolva os pés antes de aquecê-los com massagem se estiverem muito frios.

Mantenha as faixas até que, com o toque, perceba que elas aqueceram. Isto demonstra que o calor deslocou-se para a região onde deve predominar. Repita tantas vezes quantas forem necessárias, mas sempre renove a água e utilize outro limão. Seque os pés e pernas do paciente, cubra as pernas. Corte duas rodelas de limão também com a casca, coloque-as no centro do pé e ponha meias para mantê-las.
 
Neste caso, se não fizer bem, mal também não faz!
 
R7

Molécula presente na urina detecta câncer de próstata

pca3Uma molécula que pode ser usada para diagnosticar o câncer de próstata pela urina tem uma relação íntima com a origem da doença, sugere um novo estudo
 
Os exames de urina usados para detectar a molécula PCA3 podem, inclusive, inspirar novas estratégias de ataque ao tumor de próstata.
 
O PCA3 desliga um mecanismo antitumor do organismo – o que pode levar à multiplicação desenfreada das células da próstata e, portanto, ao câncer. Bloquear a ação da molécula impediu a proliferação das células cancerosas em roedores.
 
“Em muitos casos, os tumores praticamente desapareciam”, diz o biólogo Emmanuel Dias-Neto, do A.C. Camargo Cancer Center. Dias-Neto é coautor do estudo publicado na revista científica “PNAS”, que também é assinado por Wadih Arap e Renata Pasqualini, brasileiros que trabalham na Universidade do Texas.
 
Segundo o biólogo, um dos próximos passos é bolar estratégias para o “delivery” das moléculas que bloqueiam o PCA3, ou seja, criar modos de levá-las até a próstata dos pacientes com precisão. Se funcionar, “teremos uma ferramenta potente”, afirma ele.
 
Do contra
O PCA3 é uma molécula literalmente do contra. Trata-se de uma forma de RNA, a molécula “prima” do DNA cuja função mais conhecida é a transmissão de instruções do material genético para as fábricas de moléculas nas células. Diferentemente dessa forma “normal” do RNA, porém, o PCA3 é originada a partir da fita de DNA que não costuma ser lida pelo organismo, conhecida como antissenso.
 
Os especialistas sabiam que o PCA3 aparece na urina após a massagem da próstata (feita pelo médico em pacientes com suspeita de alterações na glândula), e também que a molécula é 70 vezes mais comum em tumores do que na próstata saudável. Mas ninguém tinha ideia da função da molécula –ela podia ser apenas um subproduto das alterações genéticas do câncer, por exemplo.
 
Dias-Neto e seus colegas resolveram olhar os “vizinhos” do PCA3, ou seja, os trechos de DNA que ficam na outra fita da molécula, a fita “certa” que normalmente é lida pela célula. Acabaram descobrindo que as letras químicas do PCA3 se encaixam com precisão em parte de um gene até então desconhecido.
 
Para ser mais exato: as duas fitas de DNA são transcritas, ou seja, recriadas numa versão de RNA. Em situações normais, no caso do gene, isso seria um passo intermediário para que o RNA servisse de “receita” para uma proteína, a qual, por sua vez, desempenharia seu papel na célula. Só que o PCA3, ao se encaixar no RNA desse gene, acaba evitando esse funcionamento normal, porque surge aí uma forma anômala de RNA que a célula “rejeita” e se põe a desativar.
 
On/Off
Desligar o gene é uma péssima ideia, pois os pesquisadores mostraram que ele é um gene supressor de tumores. Sua atividade normal impede, em outras palavras, que as células da próstata passem a se multiplicar além da conta e da forma errada. Esse processo foi verificado pelos pesquisadores tanto em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório quanto em tumores enxertados em camundongos. E, nesses dois contextos, impedir a ação do PCA3 fez o tumor perder força.
 
pca3 a
 
Os achados devem dar mais peso à prática de fazer o exame de PCA3, que ainda é pouco comum. O exame laboratorial mais usado no caso dos tumores de próstata é o do PSA, que tem a vantagem de poder ser detectado no sangue, mas é pouco específico –o aumento nos níveis pode estar ligado a alterações benignas na próstata, que não têm a ver com o câncer.
 
No entanto, o exame depende de equipamentos modernos, ainda pouco disponíveis, e seus custos não são cobertos por convênios.
 
Além disso, as descobertas devem dar novo impulso ao estudo desses RNAs “do contra”, que ainda são pouco conhecidos, mas têm mostrado elos importantes com doenças, afirma Dias-Neto.
 
Folha de São Paulo

Anvisa suspende lote de Cloridrato de Ciprofloxacino, da empresa Prati-Donaduzzi

A Anvisa determinou a suspensão, comercialização e uso do lote 15A70W do medicamento CLORIDRATO DE CIPROFLOXACINO, 500 mg
 
O antibiótico tem data de validade até 01/2017 e é indicado para o tratamento de infecções. O produto é fabricado pela empresa Prati-Donaduzzi.
 
A determinação ocorreu após a fabricante comunicar à Agência o recolhimento do produto em razão de presença de corpo estranho observado no medicamento.
 
A Anvisa determinou que a empresa promova o recolhimento do lote existente no mercado .
 
A medida está na Resolução nº 1718/2015 publicada desta sexta-feira (19/6) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA 

Falta de penicilina benzatina, que trata sífilis, preocupa médicos no Brasil

Ampolas de penicilina benzatina (Foto: Reprodução/TV Morena)
Foto: Reprodução/TV Morena Ampolas de penicilina benzatina
Crise de abastecimento foi provocada por escassez de matéria-prima. Fornecedor mundial de insumo fechou fábrica e teve que ser substituído
 
A penicilina benzatina, muito conhecida pelo nome comercial Benzetacil, um antibiótico usado para tratar sífilis e outras infecções, está em falta no Brasil tanto no setor público quanto no privado. A crise de abastecimento, que segundo o Ministério da Saúde é provocada por escassez de matéria-prima, tem preocupado os médicos.
 
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) já manifestou sua preocupação em ofício enviado para o Ministério da Saúde recentemente. “O fornecimento da penicilina benzatina está intermitente e isso é um problema muito sério”, diz o médico Luís Fernando Aranha Camargo, da SBI.
 
Ele diz que a falha no fornecimento atinge os setores público e privado. “Sendo a penicilina um tratamento extremamente simples contra a sífilis – de uma a quatro injeções já resolvem – a falta é um grande problema.”
 
Segundo o médico sanitarista Artur Kalichman, do Programa Estadual DST/Aids do Estado de São Paulo, a dificuldade de disponibilidade da penicilina não é aguda no momento, mas pode piorar. “Existe pouca oferta de penicilina e isso tem que aumentar. Ela é importante no tratamento da sífilis. Tem drogas que podem ser usadas em substituição, mas a primeira opção é a penicilina”, afirma Kalichman.
 
Caso não seja tratada, a sífilis pode comprometer o sistema nervoso central e o sistema cardiovascular. A sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê, pode causar mal-formação do feto.
 
Falta de matéria-prima
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que vem monitorando e acompanhando a produção nacional do medicamento ao lado dos laboratórios produtores, que alegam dificuldades na produção devido à “escassez mundial no suprimento de matéria-prima”.
 
Atualmente, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem no Brasil quatro empresas com registro válido para produzir a penicilina benzatina, também conhecida como benzilpenicilina benzatina ou penicilina G benzatina. A Eurofarma, que produz o remédio com nome comercial Benzetacil, a Fundação para o Remédio Popular (Furp), o Laboratório Teuto Brasileiro S/A e a Novafarma Indústria Farmacêutica LTDA.
 
Segundo a Eurofarma, detentora da principal marca do produto no Brasil, há cerca de dois anos, a empresa “se deparou com a escassez de matéria-prima para a produção da penicilina benzatina no mercado mundial”.
 
O laboratório esclarece que, no Brasil, existe uma dependência de fornecedores de insumo internacionais, já que o país não é um polo de química fina. O antigo fornecedor da matéria-prima para a Eurofarma fechou sua fábrica e o laboratório buscou um novo fornecedor, já homologado pela Anvisa. A empresa não informou o nome do fornecedor de matéria-prima. Segundo a Anvisa, essa informação “é confidencial da empresa detentora do registro do medicamento”.
 
“Com importação a partir de plantas na Áustria e China, o fornecimento de matéria-prima para a produção de Benzetacil passa neste momento por um processo de regularização de fornecimento, ainda com impacto no abastecimento”, afirmou a Eurofarma, em nota. A empresa ressaltou que a substituição de fornecedores no setor farmacêutico não é um processo simples, já que deve seguir critérios sanitários rigorosos.
 
Já o laboratório Teuto, que produz a penicilina benzatina de nome comercial Bepeben, afirmou, em nota, que a produção e distribuição da droga para o segmento hospitalar está "dentro da normalidade".
 
Segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), que representa boa parte das indústrias farmacêuticas do Brasil, o desabastecimento de penicilina é um problema mundial e a interrupção do fornecimento dos insumos para a produção foi repentina, o que originou o problema.
 
Ministério espera normalização este mês
O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que espera que a situação se normalize ainda este mês. “Foram realizadas reuniões, entre janeiro e abril deste ano, com o Ministério da Saúde, para buscar uma solução ao problema. As empresas se comprometeram a adotar todas as providências para normalizar o fornecimento do medicamento ainda neste mês de junho”, afirmou a pasta, em nota.
 
Problema de longa data
Além de ser a primeira linha de tratamento contra sífilis, o remédio, é ainda usado para tratar outras infecções, como a febre reumática aguda, doença bacteriana que afeta coração, cérebro e articulações.
 
Em um documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2005 sobre o controle de infecções como a febre reumática aguda, o problema do abastecimento de penicilina benzatina já foi citado.
 
"Nos últimos tempos, tem havido problemas tanto em relação à disponibilidade quanto em relação à qualidade da penicilina benzatina ao redor do mundo. Em muitos países, essa medicação é escassa, e frequentemente está indisponível por períodos prolongados. Ainda mais preocupante, a qualidade da medicação é altamente variável."
 
Uma carta publicada em 2013 pela Federação Mundial do Coração na revista "Nature Reviews Cardiology" também chama a atenção para o problema.
 
“A penicilina benzatina está na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde, mas o fornecimento global dessa droga tem sido inconsistente. O processo de fabricação da forma em pó da penicilina benzatina, dose efetiva, e o parâmetro de qualidade são, em grande parte, mal documentados, e a droga é produzida por um número desconhecido de fabricantes genéricos."
 
G1

Pesquisa afirma que mulheres sentem mais desconfortos digestivos do que homens

O estresse foi apontado como principal causa do problema

Segundo pesquisa realizada pela marca Eparema, em parceria com a Associação Paulista de Fitoterapia, as mulheres têm mais problemas de digestão do que os homens. O dobro das entrevistadas em relação aos homens que participaram do estudo reclama diariamente dos sintomas. Isso tem uma explicação e está diretamente relacionada ao dia a dia desse público.

De acordo com a pesquisa, 65% das entrevistadas acreditam que o estresse é um dos principais motivos para problemas como a má digestão, seguido da pouca mastigação e da falta de fibras e de exercício.
 
“O estresse é realmente um fator que pode causar azia, má digestão, gases, barriga estufada, prisão de ventre e empachamento. Essa situação é muito comum nas mulheres, pois hoje têm uma rotina agitada e, muitas vezes, o corpo responde negativamente ao fato de correrem para executar tantas atividades num curto período de tempo”, explica a nutricionista e especialista em fitoterapia e vice-presidente da Associação Paulista de Fitoterapia, Vanderlí Marchiori.

Além do estresse, a alimentação inadequada, os exageros na comida ou na bebida e a pouca mastigação também foram citados pelos entrevistados como motivos que levam a problemas digestivos.
 
Na pesquisa, 90% de todos os participantes disseram que podem ter uma alimentação mais saudável, equilibrando todos os nutrientes necessários e respeitando as quantidades permitidas. Entre o público feminino, 78% acreditam que é preciso optar por cardápios saudáveis para evitar esse tipo de problema. Por outro lado, 69% sentem culpa quando exageram no cardápio.
 
Rede Press / Guia da Pharmacia

Segurança do Paciente é o tema do IV Seminário de Qualidade em Hospitais Públicos

Estão abertas as inscrições para o IV Seminário de Qualidade em Hospitais Públicos do Paraná, que acontece no dia 2 de julho, no auditório da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba
 
Com o tema “Segurança do Paciente: Rumos e Desafios na Gestão da Saúde”, o objetivo do encontro é reunir profissionais que atuam nos 19 hospitais públicos estaduais para discutir sua atuação e oferecer subsídios a fim de melhorar a qualidade dos serviços prestados.
 
Na programação estão temas como: O Trinômio Custos x Qualidade x Eficiência; Viabilizando a Desospitalização: Benefício para os serviços de saúde e pacientes; Gerenciamento da Cadeia de Materiais e Medicamentos com impacto na Segurança; Humanização como Instrumento na Gestão do Cuidado; Gerenciamento de riscos: estratégias e monitoramento;
 
As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho e podem ser feitas na página dos Hospitais do Paraná, no link Seminário da Qualidade 2015.
 
SESA - PR