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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pessoas com depressão têm maior risco de desenvolver problemas cardíacos

Alterações fisiológicas e comportamento característico aumentam a possibilidade de doenças coronárias em depressivos

Muito se discute sobre os sintomas da depressão, como a tristeza prolongada e o desinteresse por atividades antes prazerosas, contudo, não é comum que se fale sobre as possíveis mudanças fisiológicas causadas pela doença. Segundo a psiquiatra Alexandrina Meleiro, entre as consequências dessas alterações estaria o maior risco de infarto em pacientes depressivos.
— A taxa de mortes causada por suicídio entre pessoas com depressão é de 15%, praticamente o mesmo índice de pacientes depressivos que morrem em decorrência de um infarto — aponta.

Além disso, enquanto que a incidência de depressão na população geral gira em torno de 4% a 7%, entre os portadores de doenças coronárias ela varia entre 14% e 17%. A depressão pode provocar modificações no sistema neuroendócrino e imunológico do paciente.

— Algumas são bem negativas, como aumento de triglicérides na corrente sanguínea, do colesterol e da pressão arterial, assim como a aceleração da frequência cardíaca. Uma combinação perigosa para o coração — diz a psiquiatra.

Outro fator importante nestes casos é que alguns pacientes com depressão apresentam comportamentos de risco para essas doenças, como sedentarismo, tabagismo, abuso de álcool e menor aderência ao tratamento.

No entanto, não somente quem tem depressão corre maior risco de sofrer infarto, mas quem teve um episódio de infarto também está mais propenso a apresentar um episódio depressivo.

— É uma via de mão dupla que geralmente acontece com cerca de 40% a 50% dos pacientes — explica, acrescentando que as limitações a que uma pessoa infartada é submetida durante a fase de recuperação provavelmente podem ser o estopim para a depressão.

Para evitar o infarto em pacientes depressivos, a principal medida, além dos medicamentos para a doença, é melhorar a qualidade de vida. Ainda que seja difícil motivá-los a cuidar da alimentação e praticar atividades físicas, estes itens devem fazer parte do tratamento contra a depressão e, consequentemente, para melhorar a saúde cardíaca.

Pacientes criam confraria e blog para enfrentar tratamento contra o câncer

A Confraria dos Irradiados reúne 12 pacientes que tiveram que se descolar à Capital para as sessões de radioterapia

Diante da rotina desgastante entre as idas e vindas de Porto Alegre, um grupo de pacientes de Caxias do Sul, na Serra, resolveu lidar com o problema que passavam de uma forma diferente. Eles criaram a Confraria dos Irradiados, composta por 12 pessoas cuja doença fazia com que fossem diariamente à Capital para as sessões de radioterapia:

— No início, a ansiedade é muito grande, e o grupo é fundamental para que possamos seguir adiante — comenta o aposentado José Mário Andonini, 73.

Criada há cerca de 40 dias, a Confraria se tornou um suporte emocional para enfrentar os obstáculos enfrentados pelo câncer. Diante de tanto ânimo, eles criaram também um blog para compartilhar as experiências:

— Sozinhos, não enfrentamos os problemas — ressalta Sirlei Masiero.

Ela defende a ideia de que um tratamento oncológico não precisa, necessariamente, ser um momento de sofrimento e temor. Também pode ser um momento de ressignificação da vida e a criação de novos laços de afeto. Após o tratamento, Sirlei exibe no sorriso a tranquilidade de mais uma etapa vencida:

— Estou pronta para a vida.

A estudante de Medicina Daiane Pretto, 25, aluna da Universidade de Caxias do Sul (UCS), acompanha a doença do pai há seis anos:

— Desde que foi diagnosticado o câncer, percebo que os pacientes, em função da doença, requerem um atendimento e uma atenção diferenciada — explica Daiane, que optou pela Medicina para poder ajudar quem sofre do mesmo problema.

Dependência psicológica é principal causa do tabagismo entre as mulheres, diz pesquisa


A tendência de crescimento do tabagismo entre as mulheres ao longo das últimas décadas aponta para um novo quadro nas questões de saúde

Um levantamento realizado pelo Hospital do Coração (HCor/SP) com mulheres fumantes revela que cerca de 50% delas fumam de um a 20 cigarros por dia, 17% fumam de 21 a 30 e 3,3% consomem mais de 30 cigarros diariamente. O estudo destaca ainda a relação da mulher com a dependência e mostra que 76,67% buscam o cigarro quando estão aflitas, ansiosas, preocupadas ou com medo e 53,3% fumam quando se sentem tristes, desanimadas e deprimidas, revelando a dependência psicológica.

Em relação aos motivos que levam as mulheres a fumar, a pesquisa mostra que 43,3% começaram por influência dos amigos, 30% por curiosidade, 13,3% por influência dos familiares e 10% por busca de prazer.

Atualmente, o número de homens fumantes é quatro vezes maior do que o de mulheres, porém, enquanto o índice masculino se estabiliza, o número de mulheres fumantes segue aumentando. Associado a uma imagem de independência e ao ingresso no mercado profissional, o tabagismo se incorpora diariamente na vida de mulheres cada vez mais jovens.

Segundo Priscila Bueno, psicóloga do Programa Integral ao Fumante do HCor, a tendência de crescimento do tabagismo entre as mulheres ao longo das últimas décadas aponta para um novo quadro nas questões de saúde reprodutiva e nas doenças cardio e cerebrovasculares. Atualmente, as principais causas de morte entre as mulheres são as doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. O câncer de mama, pulmão, colo de útero e as doenças respiratórias vêm em seguida e também podem estar relacionadas ao fumo.

— A prática clínica e os estudos relacionados ao tabagismo têm derrubado a crença de que os prejuízos causados sejam mais intensos nos homens. As mulheres são tão ou mais suscetíveis que os homens aos malefícios do fumo nos aspectos de saúde e nas características próprias como a gestação, a menopausa e o uso de pílulas anticoncepcionais. Além da dependência e dos prejuízos físicos, o cigarro causa dependência psicológica — afirma.

Em razão disso, o tratamento contra o tabagismo deve contar com acompanhamento multidisciplinar que envolva médicos, nutricionistas e psicólogos, indo da reposição de nicotina e medicação, quando necessários, à identificação de situações e sentimentos associados à dependência.

Portugal: Investigador português faz descoberta para combater SIDA

O investigador português André Raposo, a trabalhar na Universidade da Califórnia, Estados Unidos da América, descobriu proteínas que poderão vir a ser determinantes nos tratamentos da SIDA (HIV), um estudo que vai ser validado pela ciência em julho.

No estudo, a ser publicado em julho no “Journal of Immunology”, os investigadores André Raposo, David Trudgian e Benjamin Thomas apontam a existência de potenciais proteínas antivirais que podem dar um importante contributo para o desenvolvimento de tratamento contra o HIV.

“Vamos mostrar que a ativação das células primárias humanas anula as fases iniciais da reprodução do HIV alterando as células do vírus”, explicam os investigadores no resumo do estudo, a que a agência Lusa teve acesso.

Em conjunto com os colegas, o cientista licenciado em bioquímica pela Universidade de Coimbra e com doutoramento na Universidade de Oxford, Inglaterra, explora a capacidade imuno-reguladora que os linfócitos (glóbulos brancos) têm em diminuir a infeção do HIV nos macrófagos, células que intervêm na defesa do organismo contra infeções.

"Acreditamos que os macrófagos são as primeiras células do sistema imunitário a serem infetadas pelo vírus. No entanto, este não induz a morte destas células, residindo dentro delas durante largos períodos de tempo", explica André Raposo, em declarações à revista “Ciência Hoje”.

É nessa altura que essas células transmitem o vírus a outras, como os linfócitos, que acabam por não resistir e que conduzem à SIDA.

Na investigação, os cientistas conseguiram identificar as proteínas que reduzem a capacidade de defesa das moléculas contra as infeções, o que permite em termos laboratoriais alterar as características das células e torná-las menos suscetíveis de serem infetadas.

Em declarações à revista científica, André Raposo, cuja família reside na Lourinhã, disse que a descoberta “é um contributo da ciência para o desenvolvimento de vacinas efetivas contra o HIV".

Portugal: Consolas e Telemóveis provoca artrite em crianças



Crianças de apenas oito anos começam a sofrer de artrite por utilizarem consolas e telemóveis

Estar horas seguidas a jogar Playstation ou Xbox ou a utilizar iPhone ou Blackberry, está a provocar problemas a crianças que por norma só é visto em pacientes idosos com reumatismo crónico.

A dor é infligida pelo uso repetido de movimentos que os jovens utilizar para controlar os jogos. O risco é tão elevado que obrigou os especialistas a colocaram sinais de alerta nas caixas de jogos.

Durante uma conferência de artrite e reumatismo em Londres, vários peritos revelaram que estudos feitos no Reino Unido e nos EUA detectaram movimentos repetitivos da mão e dos dedos que provocam dores de sofrimento às crianças.

Na reunião anual da EULAR, a Liga Europeia Contra o Reumatismo, os consultores revelaram que 90% das crianças britânica com oito anos de idade possui pelo menos uma consola de jogos.

Portugal: Bactéria em pepinos não preocupa Ana Jorge "neste momento"

A ministra da Saúde disse hoje, em Coimbra, que não há, “neste momento”, motivos para os portugueses estarem preocupados com a contaminação com uma variante da bactéria Escherichia coli (EHEC), que já provocou seis mortos na Alemanha.

Embora falasse, como recordou, na qualidade de cabeça de lista do PS pelo círculo de Coimbra, numa conferência de imprensa, Ana Jorge abordou o assunto, na sequência de questões suscitadas pelos jornalistas.

“Sobre as infeções” que se estão a registar na Alemanha, “não temos, em Portugal, nenhuma ocorrência dessa natureza”, afirmou a titular da pasta da Saúde.

“Não me parece que haja preocupação, neste momento, para os portugueses”, adiantou a ministra.

Antes, Ana Jorge desafiou o líder do PSD a esclarecer que “cuidados de saúde deixa de fora” do cabaz básico a que aquele partido “se propõe reduzir o Serviço Nacional de Saúde” (SNS).

O número de mortos na Alemanha devido à contaminação de uma variante da bactéria EHEC subiu hoje para seis, revelou o Instituto Robert Koch (RKI), em Berlim, que coordena o combate ao surto.

Segundo o RKI, a contaminação de pessoas com a bactéria, que teve inicialmente origem em pepinos importados de Espanha, continua a aumentar rapidamente e já foram detetados mais 60 casos em todo a Alemanha nas últimas horas, elevando para 276 o número de pessoas atingidas com mais gravidade.

No total já foram registadas mais de 80 infeções no prazo de uma semana, mais do que as que habitualmente se registam num ano na Alemanha, acrescentou aquela instituição.

Portugal: Tuberculose: Apenas a região Centro está na média da UE

A região Centro é um caso singular de prevalência da tuberculose, apresentando uma situação similar à dos países mais desenvolvidos da União Europeia, ao contrário do resto do país, revelou o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.


Tuberculose: Apenas a região Centro está na média da UE | © DR“É um panorama mais animador do que no resto do país”, declarou à agência Lusa Carlos Robalo Cordeiro, em vésperas da realização do 2º Congresso de Pneumologia do Centro, a decorrer quinta e sexta-feira em Coimbra.

Na região Centro há 16 novos casos por ano por 100 mil habitantes, equivalentes à média na União Europeia, enquanto que “a média em Portugal ainda estará à volta dos 20 ou 20 e poucos casos”, acrescentou.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia encontra explicação no facto de outras zonas do país terem um diverso tipo de industrialização, como as do Porto, Lisboa, Setúbal e Faro, e de serem procuradas por um número maior de cidadãos migrantes.

No entanto, realça que a tendência é para Portugal se enquadrar na média europeia “dentro de um a dois anos, a verificar-se a diminuição que se tem verificado ultimamente”.

“Será de facto algo de salientar. Há cinco anos estávamos ao nível dos piores países da União Europeia, ao nível dos do Leste, e hoje estamos claramente numa tendência inversa”, sublinhou.
Na sua perspetiva, para isso muito terá contribuído o facto de “não se ter descurado o apoio e o rastreio a esta doença, apesar das melhorias”, não apenas aos doentes e seus familiares.

A formação e o acompanhamento mais próximo ao nível dos cuidados de saúde primários, e a cobertura do país com centros de diagnostico pneumologicos são outras razões apontadas pelo especialista.

O 2º Congresso de Pneumologia do Centro, cujo tema é “O Pulmão no Centro”, é, segundo Carlos Robalo Cordeiro, uma oportunidade para fazer um ponto da situação de qual é a oferta, a realidade e as carências que existem na região, com a presença de representantes dos seus dez serviços e ainda de dois núcleos espanhóis vizinhos, de Cáceres e Salamanca.

Na quinta-feira, primeiro dia, destaca-se uma mesa redonda sobre a ventiloterapia em patologia aguda e a imagem no diagnóstico em patologia torácica, bem como as técnicas de reabilitação respiratória domiciliária.

Para o segundo dia, está prevista a conferência de uma especialista internacional sobre alergias com medicamentos da área respiratória, Mariana Castells, de Harvard, bem como uma mesa redonda sobre doenças respiratórias crónicas.

No caso da asma, ela é já considerada a doença crónica infantil mais prevalente nos países desenvolvidos, e afectará em Portugal cerca de um milhão de pessoas, revela Carlos Robalo Cordeiro.
Embora resultante de uma “predisposição genética”, para ela contribui o maior conforto das sociedades desenvolvidas, nas habitações, e também a poluição dos espaços de trabalho, o que aconselha “a não se descurar desde cedo o diagnóstico”, conclui o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Bulário eletrônico da ANVISA


Alcachofra



Resumo
Planta medicinal protetora do fígado, utilizada contra problemas hepáticos como os cálculos biliares, má digestão, ou ainda, em caso de cirrose. É apresentada em forma de cápsulas.
Observações
Esta planta utilizada há muito tempo, pôde mostrar efeitos protetores do fígado (graças à cinarina, um composto da alcachofra) e é uma das mais utilizadas e indicadas para esse tipo de problema.

Peça conselhos a um especialista quanto à posologia dos medicamentos à base de alcachofra.

Nomes
Nome em português: Alcachofra
Nome latim: Cynara scolymus L.
Nom inglês: artichoke
Nome francês: artichaut
Nome alemão: Artischocke
Nome italiano: carciofo

Família
Asteraceae

Constituintes
Cinarina, princípios amargos, flavonóides

Partes utilizadas
Folhas

Propriedades da alcachofra
Hepatoprotetora, colerética (estimula a produção da bile) e colagoga (estimula a eliminação da bile).

Indicações
Problemas do fígado, doença do fígado (cálculos biliares), dispepsia (problema digestivo), inchaços, náuseas, icterícias (amarelão), cirrose, dor de barriga, colesterol (hipercolesterolemia).

Efeitos secundários
Desconhecemos.

Contra-indicação
Alergia à planta. Queira ler a bula dos medicamentos e pedir conselhos a um especialista.

Interações
Desconhecemos.

Preparações à base de alcachofra
- Cápsulas de alcachofra
- Gotas à base de alcachofra
- Chá alcachofra

Onde cresce a alcachofra ?
A alcachofra cresce de preferência em zonas quentes (porém a encontramos também na Suíça, por exemplo).

Quando colher a alcachofra ?
A as folhas e capítulos de alcachofra são colhidas no início do verão.

http://www.criasaude.com.br/N2124/alcachofra.html

Humor - Te conheço de algum lugar...

As UTIs no Brasil

Há 40 anos, nasceu a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil. Em 1971, um grupo de médicos do Hospital Sírio-Libanês, muitos cirurgiões gerais, sentiu a necessidade de organizar uma UTI para cuidar de pacientes graves. Não havia, então, médicos com formação em terapia intensiva no País. Conhecia-se pouco das respostas do organismo às doenças graves, os equipamentos substitutos das funções de órgãos eram limitados e os medicamentos e recursos de monitorização de sinais vitais, escassos. A mortalidade de pacientes internados era muito alta, criando o conceito de que ir a uma UTI era quase uma sentença de morte.

Com o passar do tempo, e de uma forma rápida, a situação foi melhorando. Hoje, os equipamentos para o suporte avançado de vida, ou seja, máquinas que substituem temporariamente a função de órgãos vitais, ventiladores mecânicos e aparelhos de diálise, entre outros, permitem manter os pacientes vivos até a recuperação da condição clínica que os levou à unidade.

Conversamos com o doutor Guilherme Schettino, médico intensivista e coordenador da UTI do Hospital Sírio-Libanês sobre essa evolução.

CartaCapital: Ainda há o mito de que internação em UTI equivale a morte certa?

Guilherme Schettino: Não, as coisas mudaram muito. Avanços médicos e tecnológicos transformaram drasticamente essa imagem. A taxa de sobrevida em nossa UTI, em 2010, foi de 92%. Dos 2.134 que passaram pela UTI, 1.963 receberam alta para continuar o tratamento.

CC: O que fez a grande diferença, comparando com 1971?

GS: Vários fatores ajudaram. Um fator decisivo para a diminuição da mortalidade foi o avanço do conhecimento dos mecanismos básicos das doenças graves. Entender como os diversos órgãos e sistemas respondem a uma agressão, seja ela cirurgia de grande porte, trauma ou infecção, foi essencial para o desenvolvimento de novos medicamentos e estratégias de tratamento. Isso permitiu a muitos médicos se dedicar à terapia intensiva. Temos até subespecialidades no cuidado dos pacientes graves, como o neurointensivismo ou cardiointensivismo. Especialização para o cuidado de pacientes críticos é exigida também de enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos e psicólogos nessas unidades. A UTI é talvez o local onde o trabalho multiprofissional é mais decisivo.

CC: A tecnologia acompanhou esses avanços médicos?

GS: Avançou muito, mas vale salientar que não há tecnologia que substitua a atuação de um bom time. Tecnologias para monitorar os sinais vitais e avaliar em tempo real o funcionamento dos órgãos, assim como os métodos para diagnóstico, sejam eles laboratoriais, sejam eles de imagem, evoluíram de maneira surpreendente. Hoje, pequenos cateteres permitem, por exemplo, acompanhar em tempo real a pressão, a temperatura e a quantidade de oxigênio dentro do cérebro de pacientes que sofreram um trauma de crânio, permitindo ao médico atuar precocemente quando um desses parâmetros estiver fora da faixa segura. Novos antimicrobianos e, principalmente, estratégias de diagnóstico e tratamento precoces foram decisivos para a sobrevida.

CC: Como se compara, hoje, a terapia intensiva brasileira com a do resto do mundo?

GS: Nossa terapia intensiva não deve nada ao resto do mundo. A UTI do Hospital Sírio-Libanês tem uma parceria forte com o Instituto de Ensino e Pesquisa para o desenvolvimento de pesquisas básicas e clínicas na área de medicina intensiva, contribuindo para a geração de conhecimento nessa área. A análise dos dados dos últimos 1,2 mil pacientes consecutivos que passaram pela UTI do hospital atestou que a qualidade de nossos cuidados equipara-se às melhores UTIs americanas e da Europa Ocidental. Essa baixa taxa de mortalidade mostra que somos prudentes nos critérios de internação na UTI, isto é, estamos internando pacientes com perspectiva de cura, e não pacientes terminais, o que é boa prática para o uso racional dos recursos.

Remédios de antigamente nº 5


Inglaterra (séc. XII, fol. 9v). Na parte superior desse belo documento médico medieval, três pacientes em repouso, deitados; abaixo, duas figuras de pé. Cinco estão despidos, um semi-vestido e outro (abaixo), vestido. Esses sete homens estão marcados com pontos vermelhos, indicando o processo de cauterização ou sangria com sanguessugas. Na Inglaterra o médico era um “sanguessuga”. Os textos ao lado de cada paciente dizem a causa: de cima para baixo, elefantíase, asma, febre terçã e dor de dente. Repare que o que está vestido tem os pontos de cauterização nas orelhas.

“Incorporação de novas tecnologias nem sempre são benéficas”

A área de medicina diagnóstica é um dos locais onde os avanços da tecnologia mais se fazem presentes. Com a chegada de novos recursos tem-se também um aumento na procura por exames mais assertivos. Como consequência disso, as operadoras de planos de saúde precisam arcar com os valores dos exames realizados. Segundo o gerente médico da Amil, Claúdio Tafla, é preciso checar se as novas tecnologias realmente funcionam ou apenas trazem o custo adicional.

“A incorporação de uma nova tecnologia não é um sistema pontual. Ela é para todo mundo e dará acesso a todas as pessoas que estarão no sistema público ou privado”.

Tafla deixa claro que não se opõe a implantação de novas tecnologias para o setor, mas explica que recursos destinados à área da saúde poderiam ser utilizados de formas mais benéficas.

”Existem muitos investimentos que se fossem melhores aproveitados iriam gerar mais e melhores resultados para a saúde e para o setor”.

Ele chama atenção para o fato de que a população está envelhecendo. “Estudos mostram que em 2050, 30% da população brasileira terá acima de 60 anos. Em tão pouco tempo não teremos estrutura básica para atender a essa demanda crescente”.

Tafla ressalta que isso vai causar algumas discrepâncias consideráveis na área da saúde, pois a utilização da população em serviços básicos, como consultas será em torno de 50% a 60% maior em relação aos cidadãos com menos de 60 anos.

Diante dessa tendência, o representante da Amil explica que é necessário se atentar para a implantação de programas de prevenção e promoção de saúde. “Não existe melhor forma de prevenir e promover a saúde do que a informação”.

Desperdício

Ao se apresentar no Congresso Brasileiro de Análises Clínicas, realizado nesta segunda-feira (27), em Curitiba, Tafla chamou atenção para um cálculo, realizado pela Universidade de Boston, que revela que no ano de 2005 havia 50% de desperdício dos recursos utilizados em saúde no mundo todo. “Desse montante, a grande parte era fraude, mas o restante era mau uso dos serviços disponibilizados”.

Ele conta ainda que um balanço realizado pela Amil constatou que 30% dos exames realizados não são retirados. “Essa porcentagem refere-se a exames que não foram ao menos acessados via internet”.

Para o gerente médico, é preciso achar uma maneira de gestão que possa contemplar todo o País sem cometer injustiças.

Roche traz ao Brasil novo equipamento de análises clínicas

A Roche Diagnóstica trouxe recentemente para o Brasil um novo equipamento de análises clínicas para saúde da mulher. Segundo a gerente da unidade Roche Molecular Diagnostics, Marisa D´Innocenzo, o cobas 4800 detecta os 14 tipos de HPV mais perigosos.

“Diferente do papanicolau, o teste detecta o DNA do vírus. E consegue diagnósticar casos pré câncer não vistos no papanicolau. Essa antecipação possibilita que seja feito o tratamento antes que evolua para um câncer de colo de útero”.

De acordo com Marisa, o teste genotípica separadamente os tipos de HPV 16 e 18, considerados responsáveis por 70% dos casos de câncer cervical.

Uma pesquisa da empresa Roche denominada Athena para o teste cobas HPV, realizada com mais de 47 mil mulheres nos Estados Unidos, constatou que 1 em cada 10 mulheres que apresentaram resultado positivo para o teste de HPV 16/18, por meio do teste cobas HPV, tinham pré-câncer de colo uterino, embora seu exame de papanicolau estivesse dentro da normalidade.

Ela conta que em termos de precisão, qualidade, velocidade e valor clínico, o Cobas 4800 é um equipamento pioneiro no Brasil.

“O equipamento realiza a análise em um tempo reduzido e possibilitaria que o paciente recebesse o resultado do exame no mesmo dia, por exemplo. No entanto, essas tramitações variam de laboratório para laboratório”, explica Marisa.

Para ela, a importação do equipamento representa uma quebra de paradigma para o setor da saúde.

“O teste permite que o médico tenha 100% de certeza se o paciente tem ou não ou vírus. Como é um exame que realiza análises profundas no material, não deixa dúvidas sobre o estado do paciente”.

A Roche investe 20% do seu faturamento em áreas de pesquisa e produtos. “É importante para a empresa estar dentro desse segmento, pois assim temos a chance de desenvolver equipamentos que estejam à frente das necessidades médicas”.

Desenvolvido no exterior, o cobas 4800 recebeu registro da Anvisa no final do ano passado e atualmente está em processo de implantação no mercado brasileiro.

http://saudeweb.com.br/22091/roche-traz-ao-brasil-novo-equipamento-de-analises-clinicas/

Gestão de procedimentos é tendência no mercado laboratorial

Investir em capacitação de pessoas e em gestão de procedimentos será uma das tendências do futuro para a esfera de análises clínicas, segundo o presidente do Sindicato dos Laboratórios de Análises e Patologia Clínica do Paraná (Sinlab – PR), Carlos Ayres. Para ele, mais do que médicos, os profissionais de saúde também devem ter consciência de que são administradores.

“Gestão profissional não é um tema muito abordado dentro dos laboratórios. É preciso investir em capacitação de pessoas e ver o laboratório também como uma empresa”.

Em sua apresentação no Congresso Brasileiro de Análises Clínicas, realizado nesta terça-feira (28), em Curitiba, Ayres expôs qual será o futuro do mercado de análises clínicas, e salientou dois tipos de gestão: a gestão empresarial, que administra o estabelecimento como um todo; e a gestão específica, que direciona sua atenção para cada departamento do laboratório, mantendo um controle sobre a realização de procedimentos e estipulando padrões de conduta.

Além disso, Ayres acredita que nos próximos anos haverá um mercado crescente em vista dos novos parâmetros da população. “Junto com o crescimento populacional, encontramos também pessoas mais informadas e interessadas nas tendências que chegam ao setor da saúde”.

O aumento na quantidade de fusões laboratoriais também será algo presente no futuro. De acordo com presidente do Sinlab, é muito comum ver laboratórios comprando e em seguida fechando outros estabelecimentos no intuito de se livrar de um concorrente. Porém quando se fecha um laboratório, abre-se espaço para que outro chegue ao mercado no lugar do antigo.

“Uma tendência para o futuro seria a fusão de laboratórios como forma de crescimento e estratégia no setor”.

O fortalecimento e a união entre os laboratórios são pontos valorizados por Ayres. “Os laboratórios precisam aprender a dizer não e a se posicionarem diante de injustiças. Para isso é importante que os envolvidos estejam integrados e lutem por um bem comum”.

Atrelado à união entre as partes está o cooperativismo. Segundo o representante do Sinlab, a adoção desse hábito é uma tendência benéfica para o mercado de análises clínicas. “Um dos exemplos dessa vertente é a valorização das compras coletivas, onde mais empresas são beneficiadas pagando um valor mais acessível”.

O incentivo entre os profissionais e a valorização do setor também é um aspecto a ser contemplado. “Os laboratórios precisam enxergar o seu valor no mercado da saúde, ampliar seu poder de negociação e ocupar o lugar que merecem dentro do cenário”, ressata Ayres.

Horiba Medical lança equipamento exclusivo para pequenos laboratórios



A Horiba Medical, multinacional japonesa especializada no desenvolvimento de alta tecnologia aplicada em equipamentos para medição e análises hematológicas, traz para o Brasil um modelo de equipamento da Stago, ideal para a operação em pequenos e médios laboratórios.

Trata-se do STA Satellite, um novo analisador automatizado, com capacidade para realizar exames coagulométricos, cromogênicos e imunológicos simultaneamente.

De acordo com a empresa, um dos grandes diferenciais do equipamento é a fácil operação do sistema, o que diminui o tempo de treinamento dos técnicos que vão realizar os exames. “A forma como este analisador foi desenvolvido possibilita facilidade de abastecimento devido aos carrosséis removíveis onde são colocadas as amostras e os reagentes. Além disso, o STA Satellite necessita de poucos procedimentos de manutenção, já que boa parte pode ser feita via software”, explicou a Horiba, em comunicado.

O segmento de pequenos e médios laboratórios está crescendo gradativamente no País. A Classe C, que hoje aparece como a maior faixa da população brasileira, passa a investir mais em saúde, o que possibilita um aumento do número de laboratórios.

Número de diabéticos dobra no mundo e atinge 347 milhões

O número de adultos com diabetes em todo o mundo mais do que dobrou desde 1980, chegando a quase a 350 milhões de pessoas segundo estudo divulgado na publicação científica “Lancet”. As informações são do jornal Wall Street Journal.
Os pesquisadores, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde, afirmam que os índices da doença vêm aumentando em quase todas as partes do mundo nos últimos 30 anos. Cerca de 70% do aumento foi atribuído ao crescimento e envelhecimento da população, além de ter ligação com mudanças na dieta, obesidade crescente e taxas de crescimento da inatividade física.

Uma das principais consequências do aumento seria a sobrecarga dos sistemas de saúde em diversos países. Dos 347 milhões de diabéticos, 138 milhões vivem na China e na Índia e outros 36 milhões nos EUA e na Rússia.

Segundo o estudo, os EUA tinham 24,7 milhões diabéticos em 2008, quase o triplo de três décadas atrás. A estimativa inclui pessoas atingidas com diabetes tipo-1, que é um distúrbio do sistema imunológico do corpo, bem como o tipo-2, que é a doença crônica mais comum, marcada por altos níveis de açúcar no sangue.

Muitos especialistas de saúde pública consideram o aumento do diabetes mais preocupante do que a subida das taxas de pressão arterial e níveis de colesterol. Enquanto as taxas para essas condições caíram em algumas partes do mundo, a diabetes tipo 2 está se tornando mais comum em quase toda parte, e cada vez mais aparece em crianças.

Existem medicamentos eficazes para a pressão alta e colesterol, mas é mais difícil de prevenir ou tratar a diabetes.

Especial: movimentações demonstram disputa acirrada na saúde

Rede D´Or, Amil, Dasa e Fleury protagonizaram as grandes aquisições no setor de saúde nos últimos dois anos. Veja a lista

A aquisição da rede Labs D”Or pelo grupo Fleury, por R$ 1 bilhão, torna ainda maior a disputa entre os grandes players do setor na busca da consolidação. Depois da negociação da Dasa com a incorporação da MD1, rede diagnóstica composta pela rede Sérgio Franco - da Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), da Clínica de Ressonância e Multi Imagem (CRMI) e da Pro Echo Cardiodata Serviços Médicos -,controlada por Edson Bueno, sócio majoritário da Amil, o mercado fluminense tornou-se alvo de uma disputa estratégica entre os conglomerados, e que certamente, se refletirá na expansão geográfica dos grupos.

Os quatro grupos são os grandes responsáveis pelo rápido processo de consolidação no setor de saúde. A Amil, com hospitais e operadoras, a Rede D”Or, no segmento hospitalar, e Dasa e Fleury, na área diagnóstica. O processo mostra a briga por maior participação de mercado e por dominar regiões estratégicas.

Dessa forma, o Saúde Business Web levantou as principais movimentações dos últimos dois anos dos quatro grandes players.

Fleury

16/12/2010. Fleury compra rede Labs D’Or por R$ 1 bilhão

03/07/2009. Fleury compra o Centro de Mastologia do Rio de Janeiro

24/10/2008. Grupo Fleury compra rede Biesp de análises clínicas

10/09/2008. Fleury anuncia aquisição do Campana

10/07/2008. Grupo Fleury compra dois laboratórios no PR

Rede D´Or

14/09/2010. Rede D’Or compra Hospital Assunção

02/09/2010. Rede D’Or compra hospital São Luiz

15/04/2010. Exclusivo: Hospital Brasil é comprado pela Rede D’Or

Amil

13/12/2010. Controlador da Amil compra Samaritano por R$ 180 mi

15/09/2010. Amil compra Saúde Excelsior por R$ 50 milhões

01/09/2010. Amil mira no Recife e compra a operadora Saúde Excelsior

19/04/2010. Amil compra o Hospital Pró-Cardíaco

02/02/2010. Amil compra Esho por R$ 60,1 milhões

19/11/2009. Amil compra controle da Medial por R$ 612,5 milhões

19/09/2008. Amil adquire Casa de Saúde Santa Lúcia

Dasa

08/12/2010. Dasa emitirá R$ 1,83 bi em ações para compra da MD1

31/08/2010. Edson Bueno será maior acionista dos laboratórios Dasa

27/10/2010. Dasa compra Cerpe por R$ 52,5 milhões

21/10/2008. DASA adquire Maximagem por R$ 36 milhões

Rede D´Or inaugura Centro de Oncologia no Rio de Janeiro

A Rede D´Or, que atualmente conta com 17 hospitais próprios no País, inaugurou nesta terça-feira (28) um Centro de Oncologia em um prédio anexo ao Hospital Quinta D´Or, situado no bairro São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro.
Novalis 6D CLassic é capaz de reduzir o tumor, matando células cancerosas, com efeitos colaterais mínimos   crédito: Verena Souza

Tratamento integral é o conceito do novo investimento de R$ 30 milhões do grupo.
Em um mesmo complexo hospitalar, o paciente terá acesso ao diagnóstico, inclusive a métodos radioterápicos, técnicas em quimioterapia, hematologia e oncologia clínica. “É um sonho para qualquer oncologista trabalhar neste centro, pois o que temos aqui não existe igual em outro lugar do Brasil”, afirma Miguel Froimtchuk, médico membro da Rede Oncologistas
Associados.

Com capacidade de atendimento para 70 pacientes por dia, 30 profissionais e 700 m², os serviços de radioterapia já estão em pleno funcionamento. A previsão para o início das demais áreas é de 30 dias.

Do montante alocado, R$ 17 milhões foram destinados às obras de infraestrutura e R$ 13 milhões à compra de equipamentos. Dentre as diversas tecnologias disponíveis, a mais inovadora para o tratamento de tumores refere-se ao equipamento Novalis 6D Classic, fabricado pela multinacional Brainlab.

Trata-se de um equipamento de radioterapia guiado por imagem que permite estender o grau de precisão e eficiência já aplicada à radiocirurgia craniana para diversas outras áreas do corpo. De acordo com o radioterapeuta Felipe Erlich, a única instituição de saúde brasileira que possui o Novalis é a Beneficência Portuguesa, de São Paulo. No entanto, segundo ele, as técnicas utilizadas no centro da Rede D´Or para localizar os tumores e acompanhá-los são mais precisas.

Um sistema de gating, que controla a radiação, é uma das novidades comtempladas pelo equipamento. Alguns marcadores são implantados no paciente, onde o tumor está alojado, e o Novalis consegue reconhecer tais aparelhos, fazendo com que a radiação só seja emitida quando o nódulo estiver no campo de visão.

“É uma alternativa menos invasiva, menos tóxica e sem efeitos colaterais”, enfatiza Erlich. Segundo o radioterapeuta, em um paciente com câncer de próstata em fase aguda, por exemplo, o nível de toxicidade pode ser reduzido em até 40% por meio desse tipo de tratamento.

Outras técnicas como a Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT), Radioterapia Guiada por Imagens (IGRT), Braquiterapia e Irradiação de Elétrons também fazem parte do escopo de tratamento do centro oncológico.
“Estamos abertos para pessoas de outros estados que quiserem se tratar aqui”, ressalta André Moll, um dos diretores da Rede D´Or.

Investir em tratamentos de alta complexidade faz parte da estratégia de negócios do grupo. A crescente incidência de casos de câncer no mundo, atrelado ao envelhecimento da população, motivaram a construção do centro oncológico que, há quatro anos, estava sendo prevista.

O câncer é a 2º maior causa de morte no Brasil, ficando atrás das doenças cardiovasculares. No entanto, é a primeira causa de morte no mundo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, em 2007, a doença levou à morte cerca de 7,9 milhões de pessoas. As estimativas para 2030 são de 12 milhões.

“Infelizmente a incidência de câncer continuará a crescer. Por isso buscamos oferecer ao paciente, além da cura, maior qualidade e expectativa de vida e sobrevida maior e melhor”, diz Erlich.

Neurocientista explica por que o amor é cego

No recém-lançado "Sobre Neurônios, Cérebros e Pessoas" (Atheneu), o médico e neurocientista carioca Roberto Lent, 62, fala sobre descobertas da neurociência em uma língua que todo mundo entende. Nesta entrevista à Folha, ele explica como a desativação de certas partes do cérebro comprovam que o amor é cego e o ser apaixonado, louco.

Folha- O que é o amor do ponto de vista da neurociência?
Roberto Lent - É uma invasão de dopamina que ativa os centros de recompensa do cérebro e produz prazer.

Então age como uma droga?
O mecanismo [no cérebro] é parecido, mas não é igual.

As condições culturais podem modificar esses circuitos?
Não creio. Os circuitos são os mesmos, mas as regras mudam. Mas não temos resposta para isso.

Há diferença entre os circuitos do amor e do desejo sexual?
Cada pergunta difícil que você faz... Existe uma sobreposição entre o mapa cerebral da paixão e o do sexo. Mas, como nossa experiência diz que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, certamente existem diferenças entre esses dois mapas.

Somos programados para amar?
Sem dúvida. Animais são programados para reproduzir, mas não podemos dizer que se amam. No nosso caso, há um ingrediente a mais, que é a experiência subjetiva. A função do amor é aproximar pessoas, inclusive aproximações improváveis: como o amor é cego, você pode amar pessoas que normalmente são rejeitadas por outros. Sempre haverá um certo alguém para outro alguém. Sim, significa que mais pessoas vão se juntar. Já pensou se só se aproximassem entre si pessoas loiras de olhos azuis? Seria desfavorável e desagradável para a espécie.

Qual a diferença?
Para cada tipo de prazer, as reações corporais e mentais são diferentes em quantidade e em qualidade.



Quais são as reações ativadas pelo amor?
Do arrepio ao orgasmo, passando pelos intermediários. Você pode corar, suar, ofegar, o coração bate mais rápido. E você exerce os comportamentos de cortejar, se exibe para a pessoa amada.

Essas reações também acontecem quando você está com medo. Significa que ativamos os mesmos circuitos do amor?
Não sabemos com precisão, mas, como são muitas combinações [de circuitos cerebrais], um certo arranjo significa amor, outro medo. Segundo o pesquisador português Antônio Damásio, cada emoção tem uma combinação do que ele chama de marcadores somáticos. Quando você tem de novo a exata combinação, produz o mesmo sentimento. No caso do amor, fica marcada em seu cérebro uma combinação de circuitos e reações que é ativada quando você encontra a pessoa amada, vê uma foto dela ou apenas pensa nela.

É possível saber qual é essa combinação do amor?
Com estudos usando ressonância magnética funcional, que mostra imagens do cérebro em atividade, conseguimos fazer uma espécie de mapa de regiões que são ativadas em situações relacionadas ao amor.

Qual é o mapa da mina?
As principais regiões ativadas são a ínsula e o núcleo acumbente. Mas a grande descoberta foi que, ao mesmo tempo em que há ativação dessas regiões, outras áreas são desativadas no lobo frontal do cérebro.
As regiões frontais são associadas ao raciocínio, à busca das ações mais adequadas. Desativar essas regiões significa perder o controle. Na paixão, a pessoa deixa de levar em conta certas contingências sociais e faz coisas meio malucas. A expressão "o amor é cego" reflete a percepção dessa desativação do lobo frontal descoberta pela ciência.

Canadá e outros países proíbem uso de bisfenol-A em mamadeiras

Há muitas propostas sobre o possível efeito do bisfenol-A sobre animais e humanos, mas poucas certezas, por enquanto.

Um dos grandes temores é ambiental: há estudos mostrando que a molécula pode atrapalhar a reprodução e o desenvolvimento de organismos aquáticos, como peixes e crustáceos.

Em tese, quedas populacionais bruscas desses bichos poderiam acabar ocorrendo.

Em humanos, a grande preocupação envolve bebês e crianças, já que bagunçar os hormônios sexuais impediria o desenvolvimento correto das características típicas de homens e mulheres, e mesmo a fertilidade.

Oficialmente, a maioria dos países, a exemplo do Brasil, afirma que já há um controle adequado dos níveis da substância para evitar esses riscos.

Contudo, países como o Canadá já baniram a fabricação e a venda de mamadeiras com bisfenol.