Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

#FAQMS | Dúvidas sobre o câncer infanto-juvenil

câncer infanto juvO Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), e o Ministério da Saúde (MS) lançaram na semana passada a publicação Incidência, Mortalidade e Morbidade Hospitalar por Câncer em Crianças, Adolescentes e Adultos jovens no Brasil: Informações dos registros de câncer e do sistema de mortalidade

É a primeira vez que um panorama do câncer em adolescentes e adultos jovens, na faixa etária entre 15 e 29 anos, é traçado no Brasil.

Os dados da publicação mostram que o câncer foi a principal causa de morte por doença entre 2009 e 2013, perdendo apenas para “causas externas”, como acidentes ou mortes violentas. Foram 17.527 mortes por câncer. O trabalho do INCA/MS indica que a taxa média de mortalidade por câncer de adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos) foi de 67 por 1 milhão, no período de 2009 a 2013. Uma boa notícia é que essa taxa está estável nos últimos anos.

Para ajudar a tirar dúvidas a respeito do tema, e orientar adolescentes e jovens a respeito dos mais diversos tipos de câncer, o Blog da Saúde conversou com o oncologista clínico do INCA, Dr. Gélcio Mendes.

Confira a seguir:

Blog da Saúde: Quais tipos de câncer atingem mais a faixa etária entre 15 e 29 anos (adolescentes e jovens)?
Dr. Gélcio: Essa é uma faixa etária muito interessante, porque é pouco discutida. Normalmente, pensa-se no câncer infantil e depois nos cânceres do adulto e do idoso. Mas existe essa faixa etária, que vai dos 15 aos 29 anos, em que o desenvolvimento de um câncer é uma situação inesperada e ainda é pouco abordada nos diversos meios.

Nessa faixa etária, os tumores não são mais aqueles tumores típicos das crianças. São tumores mais comuns entre adultos. Câncer do colo do útero, na tireoide, e da mama. Os chamados tumores germinativos (tumor dos testículos e dos ovários) e o melanoma, têm uma representação bem importante nessa faixa. O câncer do colo do útero também tem uma incidência grande, e entre os linfomas, o linfoma de Hodkin também aparece muito nessa faixa etária.

Blog da Saúde: Mas os carcinomas no trato geniturinário (conjunto dos aparelhos genital e urinário) são os principais tumores nessa faixa etária?
Dr. Gélcio: Os cânceres do aparelho geniturinário são, nessa faixa etária, principalmente, do colo do útero e os tumores germinativos. Apesar de ser típico de mulheres na faixa em torno de 50, 60 anos, observamos tumores acontecendo nas pacientes jovens na faixa dos 20 anos. É o tumor que está associado à infecção pelo HPV (Papiloma Vírus Humano). A boa notícia é que hoje temos, dentro do Programa Nacional de Imunização (PNI), a vacina contra HPV, que espera que reduza a frequência e incidência dessa doença.

Outros tumores geniturinários que têm muita importância nessa faixa etária são os de células germinativas: o câncer do testículo e do ovário. São tumores bastante agressivos, mas a notícia boa é que estão entre os tumores com maior probabilidade de cura, mesmo em pacientes com doença avançada. Então, apesar de serem tumores muito graves, são doenças com taxa de cura muito elevada. Esses são os dois grupos de doença dos tumores geniturinários frequentes nessa faixa do adolescente e adulto jovem.

Blog da Saúde: Por que o câncer é a segunda principal causa de morte entre esta faixa etária, perdendo apenas para causas externas?
Dr. Gélcio: A primeira coisa que é importante estar claro é que apesar de ser a segunda principal causa de morte, depois das causas externas, o câncer nessa faixa de 15 a 29 anos é uma doença muito rara. Essa é uma faixa etária que ainda tem a causa externa como a principal causa de mortalidade, especialmente entre os homens. Mas também é uma idade em que as doenças infecciosas não têm tanto impacto, e as doenças relacionadas ao envelhecimento (as crônico-degenerativas) têm menor efeito sobre a mortalidade.

Blog da Saúde: Como os pais, familiares ou os próprios adolescentes e jovens podem ficar atentos aos sinais e sintomas?
Dr. Gélcio: A primeira questão é quando você começa a observar sinais e sintomas que são típicos de um tumor em qualquer idade: emagrecimento sem explicação, surgimento de alguma dor que se mantém persistente durante mais de duas ou três semanas, sangramentos por traumas mínimos e febre por mais de três ou quatro semanas. Esses são sintomas que devem alertar o indivíduo a procurar o médico.

O profissional de saúde precisa estar atento e informado sobre o câncer nessa faixa de idade. A partir do momento em que ele suspeita, começa a buscar o diagnóstico, seja através de um exame radiológico, exame laboratorial, solicitação de uma consulta com especialista, clínico, gastroenterologista, ginecologista, urologista, ou mesmo em um serviço de Oncologia.

Blog da Saúde: Em caso de suspeita de algum tipo de câncer, onde o indivíduo pode recorrer?
Dr. Gélcio: A porta de entrada é pela Atenção Básica. O paciente vai ao posto de saúde e o médico, enfermeiro ou profissional que o atender, uma vez suspeitando dessa condição, deve encaminhar, pelo sistema de referência, para centros especializados, onde possa ser feito o diagnóstico adequado. Caso o diagnóstico seja confirmado, vai passar por um protocolo, a partir de exames de imagem, exames laboratoriais, e avaliação de especialistas.

Blog da Saúde: O que o SUS oferece em termos de suporte e tratamento hoje em dia?
Dr. Gélcio: Para todos esses tumores, pelo SUS, é oferecida atenção oncológica nas chamadas Unidades de Atendimento Oncológico (UNACON) ou nos Centros de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), que estão distribuídos pelo Brasil todo. Esses são tumores que, na maioria das vezes, dispõe de plena capacidade de atendimento, seja cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Toda a questão do cuidado paliativo, e investigação e tratamento é disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Tudo é contemplado dentro da Rede de Atenção à Saúde e à Política Nacional de Atenção Oncológica.

Blog da Saúde: Há algum tipo de adolescente ou jovem que seja considerado grupo de risco?
Dr. Gélcio: Alguns tumores familiares e hereditários começam a surgir com maior frequência em pacientes mais jovens. São tumores raros, mas há casos de câncer de mama familiar, por exemplo. Pacientes que têm esse histórico familiar, marcado por vários casos, devem ter um segmento desde uma faixa etária mais jovem. Na maioria dos casos, os tumores que acontecem nessa faixa de idade não têm uma causa muito bem definida. De modo geral, não há um grupo específico que deva ser observado uma forma diferenciada.

Blog da Saúde: Como os hábitos podem ajudar a evitar o câncer?
Dr. Gélcio: Na lista dos tumores mais frequentes, temos o câncer do colo de útero. A prevenção primária deste câncer está relacionada à redução do contágio pelo papilomavírus humano (HPV), que ocorre por via sexual. A prática sexual desprotegida (sem o uso de preservativos) é um fator de risco importante para transmissão do HPV, e consequentemente de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero*. O primeiro comportamento fundamental é fornecer informação aos jovens sobre a prática do sexo seguro e a utilização de preservativos. Esse é um dos grandes focos de prevenção que devemos deve recomendar.

Como medida de saúde pública, recomendamos a atividade física regular, manutenção do peso adequado, a limitação do uso de alimentos ultraprocessados, que são alimentos que aumentam o risco de obesidade. Outro fator de risco evitável é a exposição solar, que está associada ao desenvolvimento do melanoma, tipo de câncer de pele mais grave. Estimular a prática de atividade ao ar livre sempre com chapéus e roupas compridas e com o uso adequado do protetor solar são comportamentos que devem ser estimulados. Fazer atividades ao ar livre no início da manhã ou no final da tarde para limitar o risco de queimaduras são algumas das medidas muito importantes.

Evidentemente, o tabagismo está relacionado a vários tipos de câncer (pulmão, cavidade oral, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo do útero e leucemias). Não há limite seguro para o uso do tabaco. *O Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, oferta a vacina contra o HPV gratuitamente para meninas entre 9 e 14 anos, e meninos de 12 e 13 anos. Saiba mais sobre a vacina contra HPV aqui.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Efeitos da surdez podem ser minimizados com detecção precoce

audicaoPor todo o mundo, mais de 278 milhões de pessoas têm perdas auditivas de grau moderado a profundo. Desse número, pelo menos 80% dessa população são de países em desenvolvimento como o Brasil. Esses são dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), e apontam para uma medida que pode reduzir pela metade os casos de deficiência auditiva e minimizaria seus efeitos: a detecção precoce

Atualmente, o Ministério da Saúde atua de maneira mais ostensiva para qualificar e ampliar o acesso de pessoas com deficiência às ações e serviços de saúde. De acordo com Diogo Aguiar, técnico da Coordenação-Geral da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, o órgão “vem adotando medidas como o investimento na qualificação de profissionais por todo o país e a estruturação de unidades de saúde”.

Em 2011, o Governo Federal instituiu o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – o Plano Viver Sem Limite; com o objetivo de articular políticas intersetoriais para garantir a inclusão social, a acessibilidade, o acesso à educação e a atenção à saúde das pessoas com deficiência.

“Nos últimos anos tivemos avanços em relação ao acesso das pessoas com deficiência auditiva aos serviços de saúde, mas ainda precisamos melhorar. Por exemplo, ainda temos carência de intérprete de libras para acompanhar gestantes surdas durante o atendimento pré-natal ou mesmo durante o parto” afirma a gerente de Inclusão e Acessibilidade da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, Bárbara Barbosa.

O intérprete de Libras é a pessoa que domina a língua de sinais e a língua falada do país. Sua função é traduzir a língua oral para a língua de sinais, que o Brasil adotou como a segunda língua oficial. É importante destacar que, ao detectar a surdez na criança, os pais podem recorrer a um tratamento para estimular a fala ou optar pelo ensino da língua brasileira de sinais.

Já o Plano Viver Sem Limite induziu a instituição da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem entre seus objetivos o desenvolvimento de ações de prevenção e identificação precoce de deficiências na fase pré, peri e pós-natal, infância, adolescência e vida adulta, entre outros serviços para a promoção dos cuidados em saúde.

Com isso, foram introduzidos avanços nas ações de identificação precoce de deficiência a partir da ampliação e qualificação da Triagem Neonatal Biológica, Auditiva e Ocular – que são os famosos testes do pezinho, da orelhinha e do olhinho.

Joaquim Emanuel, presidente da Associação Brasileira de Surdos Oralizados, é surdo desde que nasceu, mas apenas aos quatro anos foi diagnosticado corretamente e, com ajuda da família, pode receber o tratamento adequado. “Chegaram a afirmar que eu tinha deficiência intelectual antes de descobrir que eu era surdo. Depois disso, tive acompanhamento até os 14 anos com fonoaudiólogo para poder falar. Além disso, usei aparelho auditivo até pouco tempo atrás, quando fiz a cirurgia para implante coclear” desabafa.

Entre 2012 e 2013, o Ministério da Saúde financiou a qualificação de 75 maternidades por meio da aquisição de equipamentos para a realização da TAN (BERA e Emissões Otoacústicas).

Janary Damacena para o Blog da Saúde

Disque 192 para atendimento de urgência no carnaval

SAMU1Chegou o carnaval! Mas além da diversão , você precisa garantir a sua segurança . Na rua ou no salão, é importante lembrar que há socorro disponível para situações de urgência ou SAMU1emergência de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras, que possam levar você ou alguém próximo a sofrimento, a sequelas ou mesmo a morte

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192 tem como objetivo chegar rápido à vítima após qualquer um desses acontecimentos e também estará disponível no período do carnaval.

O SAMU é gratuito, funciona 24 horas e é acessado quando você disca no telefone o número 192. Além de orientações de como agir em determinada circunstância, um veículo pode chegar até você com uma equipe capacitada para atender a emergência. O SAMU realiza os atendimentos em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas, e conta com equipes que reúne médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores socorristas.

Quando chamar o SAMU 192?
• Na ocorrência de problemas cardio-respiratórios;
• Em casos de Intoxicação;
• Em caso de queimaduras graves;
• Na ocorrência de maus tratos;
• Em trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto;
• Em casos de tentativas de suicídio;
• Em crises hipertensivas;
• Quando houver acidentes/traumas com vítimas;
• Em casos de afogamentos;
• Em casos de choque elétrico;
• Em acidentes com produtos perigosos;

Medidas em caso de acidente:

Algumas medidas úteis que contribuem para o atendimento:
• Verifique a quantidade de vítimas, o estado de consciência delas e se alguma delas está presa ás ferragens.
• Ligue para o 192 e siga as orientações do Médico Regulador.
• Sinalize as vias com galhos de arvore e/ou triângulo de sinalização
• Em caso de acidente com motos: não toque nas vítimas, não retire o capacete.
• Não dê água aos acidentados!

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Anvisa proíbe hipoclorito de sódio sem registro

O produto não tem registro na Agência e é fabricado por uma empresa desconhecida. Foi determinada a apreensão das unidades do saneante do mercado

A Vigilância Sanitária Municipal de Recife denunciou o produto Hipoclorito de Sódio, de 1 e 5 litros, fabricado por uma empresa desconhecida sem registro ou cadastro na Anvisa.

Foi solicitada uma investigação para descobrir o fabricante do produto. Diante disso, a Anvisa determinou a proibição a fabricação, a distribuição, a divulgação, a comercialização e o uso do produto. Os estoques deverão ser retirados do mercado.

A Resolução RE n° 478, foi publicada na sexta-feira (24/2) no Diário Oficial da União;

ANVISA

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Febre amarela: vacina será exigida também na Nicarágua

Medida foi adotada por causa do surto da doença em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia e pelo movimento migratório do Brasil para o Panamá e Nicarágua

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP com registro de vacinação contra a febre amarela, aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem, passa a ser exigido dos viajantes procedentes do Brasil para entrar na Nicarágua. A partir da próxima segunda-feira (6/2), o certificado será exigido também pelo Panamá.

Desta forma, os viajantes que partirem do Brasil com destino ao Panamá ou Nicarágua deverão apresentar CIVP válido, isto é, com registro de vacinação contra a febre amarela realizada pelo menos 10 dias anteriores à viagem.

Para os viajantes com passagem pelo Panamá não será exigido o CIVP para os casos de conexão e escala, quando o viajante não sair do aeroporto. A Nicarágua ainda não informou se cobrará o certificado em escalas e conexões.

Validade do certificado
Conforme diretriz da Organização Mundial de Saúde, para emissão do CIVP o viajante deve ter tomado uma dose da vacina contra a febre amarela, que terá validade para toda a vida.

Desta forma, para pessoa que já realizou uma vacinação, basta apresentar o cartão nacional de vacinação com os dados da vacina para emissão do CIVP. Para o viajante que não tiver nenhum histórico vacinal comprovado, deverá tomar uma dose para emissão do certificado.

O cartão nacional de vacinação deve estar preenchido corretamente com a data de administração e lote da vacina, assinatura do profissional que realizou a aplicação e identificação da unidade de saúde onde ocorreu a aplicação da vacina.

O que é o CIVP?
O certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP) é um documento que comprova a vacinação contra a febre amarela e / ou outras doenças, bem como outros métodos profiláticos, medidas tomadas para evitar a disseminação e doenças e contaminação. É exigido, por alguns países, como condição para a entrada de um viajante.

A possibilidade de exigência do CIVP é prevista no Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

Atualmente, o CIVP é exigido apenas como comprovante de vacinação contra febre amarela. Tal exigência pode mudar a qualquer momento, dependendo do contexto epidemiológico mundial.

Como obter o CIVP?
A emissão do CIVP é gratuita e pode ser emitido nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa, localizados em Portos, Aeroportos e Fronteiras. Ainda, desde abril de 2011, o certificado pode ser emitido em Unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) credenciadas, como postos de saúde e hospitais, e nas clínicas particulares credenciados para essa finalidade.

Vale ressaltar, que os Postos da Anvisa não aplicam a vacina, apenas emitem o certificado. A vacina deve ser tomada nos serviços de saúde públicos e particulares, devidamente habilitados.

Quais os documentos necessários?

- Cartão de vacina e documentos pessoais.
São aceitos como documentos de identidade a Carteira de Identidade (RG), o Passaporte, a Carteira de Motorista válida (CNH), entre outros documentos.

A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 (dezoito) anos. Ressalta-se que crianças a partir de 9 (nove) meses já começam o esquema de vacinação.

A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade.

Para agilizar o atendimento, o interessado pode realizar um pré cadastro no endereço http://www.anvisa.gov.br/viajante, clicar na opção “cadastrar novo”.

Para visualizar a lista dos serviços de vacinação privados credenciados acesse o endereço eletrônico http://www.anvisa.gov.br/viajante. Clique sobre o link “Centro de Orientação à Saúde do Viajante” e, após, no link “Consulte a lista completa dos Centros).

Só o viajante pode assinar o CIVP?
Para obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), é imprescindível a presença do interessado (viajante) nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.

Como se trata de um documento de validade internacional, a autoridade sanitária deverá garantir que a assinatura constante do CIVP seja idêntica à do Passaporte ou a da Carteira de Identidade (RG).

E quando se tratar de criança / adolescente menor de 18 anos?

a) Necessidade da presença do menor: Não é necessária a presença da criança ou adolescente menor de 18 (dezoito) anos quando seus pais ou responsáveis solicitarem a emissão do seu CIVP nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.

b) Necessidade de assinatura:
- Não é obrigatória a assinatura da criança ou do adolescente menor de 18 (dezoito) anos no CIVP, ainda que este já seja alfabetizado.

- Recomenda-se que a criança ou o adolescente assine o certificado, no caso de necessidade de apresentar outros documentos com a sua assinatura no país de destino para evitar eventuais transtornos.

Neste caso, orienta-se ainda que o responsável que solicitou o certificado verifique para que o CIVP seja assinado de forma idêntica aos demais documentos (Passaporte ou Carteira de Identidade) da criança ou do adolescente.

No caso de conexão ou escala em outros países há necessidade do certificado?
Dúvidas sobre a aplicação das normas de controle sanitário, incluindo a necessidade de apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia em países onde se faz conexão ou escala, devem ser esclarecidas com a representação do próprio país (consulados / embaixadas) ou com a empresa aérea que opera nesses destinos.

Em caso de perda ou extravio?
Em caso de extravio do cartão de vacinação, o usuário deverá se dirigir à unidade de saúde onde tomou a vacina e solicitar a segunda via do documento. Também pode procurar um dos Centros de Orientação de Viajantes da Anvisa para emitir gratuitamente uma nova via do certificado.

Quais são os países que exigem o CIVP?
A consulta poderá ser realizada no endereço: http://www.anvisa.gov.br/viajante. Clique no link “Verifique as orientações para o país de destino”, e serão apresentadas recomendações para sua viagem e a indicação da existência ou não de exigências sanitárias. Se houver exigência sanitária, será necessária a apresentação do certificado CIVP.

Quando há contraindicação da vacinação?
Para casos em que a vacinação ou a profilaxia é contraindicação, deverá ser emitido o atestado ou certificado de isenção de vacinação ou profilaxia.

A emissão desse certificado pode ser realizada por um profissional médico, utilizando modelo de atestado de isenção.

O Centro de Orientação ao Viajante poderá chancelar os atestados médicos de contraindicação que estejam escritos em outros idiomas ou, no caso de atestados médicos que não atendam ao solicitado (modelo acima referido), poderá emitir um certificado de isenção.

- O que apresentar:
- documento de identidade original com foto. São aceitos como documentos de identidade a Carteira de Identidade (RG), o Passaporte, a Carteira de Motorista válida (CNH), entre outros documentos. A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 (dezoito) anos. Ressalta-se que crianças a partir de 9 (nove) meses já começam o esquema de vacinação. A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade.

- atestado médico de contraindicação de vacinação ou profilaxia onde conste o nome do viajante e a contraindicação para o recebimento da vacina contra febre amarela. O atestado deverá conter o endereço completo e o telefone do consultório, bem como o CRM, assinatura e carimbo do médico responsável.

- emissão do certificado ou atestado de isenção de vacinação por profissional médico No caso de emissão do certificado ou atestado de isenção de vacinação por profissional médico, deverá ser utilizado um modelo de atestado específico e deve-se observar:

- preenchimento completo e de forma legível dos dados; - identificação do profissional médico e do local onde for efetuado o atendimento;

e - parecer médico de contraindicação de vacinação ou profilaxia.

ANVISA

Dieta inadequada pode agravar a saúde de vítimas da doença hemorroidária

Alimentos que prejudicam as hemorroidas
Alimentos que prejudicam as hemorroidas
A falta de cautela ao consumir bebidas alcoólicas, pouca ingestão de água e dieta pobre em fibras podem agravar a saúde de pessoas que sofrem com as hemorróidas

O alerta é coloproctologista Rogério Monteiro, médico do Hospital Geral do Estado (HGE), que ainda revela a expectativa de estudiosos em metade da população mundial com mais de 30 anos descobrir ser portador da doença.

As hemorróidas são formadas por um conjunto de vasos sanguíneos e seu inchaço, inflamação e dor caracterizam a doença hemorroidária, localizada na parte inferior do reto ou do ânus. “Essa estrutura de vasos começa a se dilatar, muda de posição e pode até se exteriorizar para fora do ânus. Isso causa sangramento, dores e dificuldade ao evacuar”, explicou o médico. A doença hemorroidária pode se apresentar dentro do ânus ou na parte inicial do reto, ou na abertura anal, projetando-se para fora do ânus. “Quando acomete dentro gera sangramento e estufamento do ânus; e quando acontece fora, o doente sente muita coceira, dores e sofre um crescimento no volume do tecido localizado na ponta do ânus”, explicou o coloproctologista. Um grande causador da doença é a frequência de segurar as fezes por longos períodos, assim como sofrer de prisão de ventre, fazer grandes esforços ao evacuar, ficar por muito tempo sentado no vaso sanitário e fatores hereditários. “Ao contrário do que muitos pensam, a atividade sexual anal não está diretamente envolvida com o surgimento da doença. Porém a gravidez, a obesidade, hipertensão, tabagismo e cirrose podem ajudar no desenvolvimento da enfermidade”, pontuou Monteiro.

O assunto continua sendo um tabu entre homens e mulheres, assim como a devida busca pelo diagnóstico. Segundo o coloproctologista, principalmente a grande maioria dos homens, quando começam a sofrer algum dos sintomas, procuram tratamentos populares ou a automedicação.

“Quando eles chegam, na grande maioria, é porque o problema está insuportável. O que muitos não sabem é que cerca de 80% dos casos que diagnosticamos não necessitam de cirurgia. Basta iniciarmos um acompanhamento, tomar precauções e o doente adotar práticas de vida saudáveis”, disse ele.

“Também é importante esclarecer que a doença hemorroidária não causa o câncer do reto, nem evolui para câncer do intestino grosso. No entanto, alguns sintomas de hemorróidas são semelhantes aos do câncer do intestino grosso de forma que em algumas situações o diagnóstico diferencial deve ser realizado através da colonoscopia”, ressaltou o médico do HGE.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas - Texto: Thallysson Alves

Ministério da Saúde aprova nova técnica para combater as varizes no SUS

No mês de Janeiro, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) do Ministério da Saúde aprovou a incorporação de uma nova técnica para o tratamento de varizes no SUS: a escleroterapia com espuma


A expectativa é que o procedimento ajude a diminuir as filas de espera de pacientes por um tratamento. Atualmente estima-se que 70% da população adulta tenham algum tipo de varize.

O angiologista Marcelo Ruettimann Liberato foi pioneiro na aplicação deste tipo de tratamento no SUS, em Salvador, e em entrevista para o Blog da Saúde, esclarece sobre o que são varizes, como funciona a escleroterapia, e qual a importância deste novo procedimento para a saúde pública no país.

Leia a entrevista:

Blog da Saúde: O que são varizes e por que elas são um problema grave? Marcelo Ruettimann Liberato: As varizes representam um problema de saúde pública no Brasil. Elas são veias dilatadas que deveriam transportar o sangue das pernas para o coração. Como elas estão dilatadas, a válvula fecha e impede que o sangue desça. Na veia dilatada a válvula não funciona. O sangue passa pelo meio e a pessoa começa a acumular sangue nas pernas. Isso cria uma reação inflamatória durante muitos anos. A inflamação chega ao ponto de necrosar a pele abrir a ferida, que é a úlcera varicosa.

Eu não tenho nenhuma restrição em dizer que nós temos milhões de brasileiros com varizes, e mais de um milhão pelo menos com úlcera causada pelas varizes. Então é muito importante que o governo faça o que está fazendo, que é buscar alternativas para resolver o problema desta população que com cirurgia convencional, que é uma excelente técnica, não está conseguindo resolver o problema.

É demorado, exige corte, anestesia, internação, e com técnica alternativa, feita no ambulatório, como a escleroterapia com espuma, nós podemos não só resolver o problema da doença das varizes fechando eliminando as varizes e fechando as feridas, mas podemos também resolver o problema das longas filas de espera que aguardam por um tratamento.


Blog da Saúde: Existem varizes menos e mais graves. Como funciona isso? Elas vão progredindo com o tempo?
Marcelo Ruettimann Libertato: Existem dois tipos básicos de alteração, e uma classificação de varizes que vai de um até seis em relação a gravidade. O grau um são veias estéticas, micro vasos. Essas veias não precisam de um tratamento por uma doença, vai mais da autoestima da pessoa. Inclusive o SUS não trata pessoas com grau um, nós só tratamos pessoas do grau dois em diante, a maioria com graus avançados. Essas varizes são classificadas de acordo com o seu tamanho de diâmetro e as alterações que elas causam na pele da perna das pessoas que têm as varizes.

Então para que a gente tenha uma noção, o grau um são micro vasos, o vaso bem pequeno. O grau seis são vasos grandes com úlcera, com ferida. Entre o grau um e o grau seis existem as etapas que progressivamente vão piorando. Não quer dizer que uma pessoa com grau um de varizes vai ter uma ferida no futuro. Mas as pessoas que tem varizes grandes, se não tratar, vão evoluir para situações mais graves de maior inflamação. A pele fica escura, começa a ter dor, inflamação, e o último estágio, a ferida.

As varizes são uma doença progressiva, crônica, que vai piorando com o tempo se não for tratado. Por isso é importante tratar as pessoas que têm feridas de varizes, mas também pegar as pessoas que não tem ferida ainda, e tratar para que aquilo não piore e aquela pessoa não continue sofrendo com o incômodo de ter varizes.

Blog da Saúde: Existe um grupo mais suscetível a desenvolver as varizes?
Marcelo Ruettimann Liberato: O fator principal é a hereditariedade. É o que passa de mãe, de pai, para filho, de avô e de avó para neto, então tem um fator hereditário muito forte. Genético mesmo. E existem fatores que aumentam a predisposição como pressão alta, obesidade, trabalhar muito tempo em pé, faz com que as varizes elas cresçam mais rápido. Além disso, as varizes existem em maior quantidade nas mulheres, nas pessoas com mais de 40 anos, nos obesos e durante a gravidez.

Blog da Saúde: E como funciona a escleroterapia com espuma?
Marcelo Ruettimann Liberato: Nós temos duas maneiras de tratar uma veia com varizes: ou a gente arranca com cirurgia, ou a gente fecha para que ela não deixe mais o sangue acumular ali dentro. Fechando você destrói a veia, e o sangue vai para as veias boas que funcionam. A espuma é um esclerosante a base alcoólica e detergente, ou seja, o detergente destrói a parede da veia na sua parte gordurosa.

A espuma fecha a veia, ela vira um cordão de fibrose duro, e o organismo vai absorvendo esse cordão. Dependendo do tamanho da veia, ela vai sumir com um mês ou pode demorar até seis meses para sumir completamente. Mas imediatamente quando ela é fechada, não causa mais o problema de acumular sangue, inflamação, dor, sensação de peso, cansaço, e o sofrimento que as pessoas sentem com esse tipo de problema.

Não precisa de corte, não precisa anestesiar. Você pega a veia com uma agulha bem fininha, injeta espuma, ela vai fechar a veia, e você vai acompanhar o doente durante esse processo. Um mês mais ou menos de aplicações e revisões. Depois de um mês o doente sem ferida está curado, e os doentes com ferida demoram um pouco mais, porque precisa de atendimento especializado só para ferida. Mas a gente consegue curar a grande maioria dos doentes com essa técnica.

Blog da Saúde: Essa técnica já é considerada consolidada. Como surgiu e de onde veio essa iniciativa de começar a tratar os pacientes no SUS?
Marcelo Ruettimann Liberato: Eu estava tendo dificuldade para tratar os meus pacientes com cirurgia, não porque minha instituição não me apoiasse, porque ela me apoiava. Eu fiquei anos sendo o coordenador do programa de cirurgia de varizes pelo SUS, até que eu senti que não estava dando vencimento a uma lista de espera gigante de pacientes que a cada ano que passava só aumentava.

Fui buscar uma alternativa em uma técnica que já está bem divulgada, e consolidada há pelo menos 15, 20 anos. Então eu comecei a usar a título de pesquisa, com aprovação pelo comitê de ética e uma bolsa que o hospital me cedeu, eles queriam ver os resultados. Eu disse que não era uma pesquisa experimental, é simplesmente uma pesquisa para provar que eu consigo tratar os doentes que tem uma situação grave pelo SUS. Até que em 2013 eu mostrei os resultados da minha pesquisa, que existia uma viabilidade e sustentabilidade, seja sanitário com a cura, seja econômico para que a gente tirasse as pessoas daquela bola de neve de fazer curativo sem fechar a ferida durante 10, 15, 20 anos, e o tratamento foi aprovado pelo Município de Salvador, pelo secretário de saúde na época.

Nós conseguimos resultados surpreendentes. Quando eu comecei a utilizar pelo SUS, fiquei impressionado com os resultados que eu consegui na pesquisa. Eu comecei a me perguntar, e perguntar aos colegas pelo Brasil “mas você usa a espuma para tratar seu doente do SUS?”, “Ah não, não uso”. “Mas por que você não usa?”, “Ninguém paga”. “È só por isso?”, “È”. Ai eu pensei que a gente tinha que mudar essa realidade.

Então eu comecei a minha via crucis de lutar por essa população que mudou minha vida pessoal e profissional. Eu me tornei mais humano, me tornei mais gente. Hoje eu dedico 80% da minha prática ao paciente do SUS e falo isso com muito orgulho e muita felicidade. Agora eu tenho a grata surpresa de que um órgão importante do governo, através de um secretário, de um Ministro da saúde está reconhecendo e está nos ajudando. E não é minha causa, é a causa de milhões de brasileiros. Eu estou muito feliz e orgulhoso de poder tá ajudando um pouco nesse processo.

Blog da Saúde: O senhor gostaria de complementar mais alguma coisa?
Marcelo Ruettimann Liberato: Eu estou aqui porque eu tenho certeza que milhões de pessoas vão se beneficiar com isso, então é um dia de muita emoção para mim. Eu quero agradecer ao Ministério da Saúde, e a todos aqueles que de alguma forma estão ajudando as pessoas que realmente precisam.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Emagrecedor clandestino tem comércio proibido

Divulgação
Empresa comercializava produtos fitoterápicos irregulares destinados ao tratamento de obesidade

A Anvisa proibiu a venda e o uso dos produtos Phytoemagry, Natu Diet e Natural Dieta nesta quinta-feira (02/02). Os fitoterápicos clandestinos eram divulgados e comercializados sem registro.

A empresa fabricante Natura Leve, que comercializava tais produtos de forma online, não possuía a devida Autorização de Funcionamento pela Agência.

Determinou-se, então, a proibição, em todo o território nacional, da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso dos produtos destacados.

A resolução RE 252/02 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Por que algumas grávidas cospem muito?

gravidaduvidasEssa é o tipo de desordem do organismo que, com certeza, algumas grávidas dificilmente conseguem esquecer já que nem à noite, descansam da vontade de cuspir. “ Dormia com vasilha do lado da cama

Até eu pegar no sono pesado a boca enchia de saliva o tempo todo. Geralmente, quando pegava mesmo no sono, conseguia dormir a noite toda, mas já acordei, algumas vezes, no meio da noite precisando cuspir”, conta A.S, 32 anos.

Essa vontade grande de cuspir, relatada pela estudante, está relacionada a sialorreia que pode ocorrer durante a gestação, quando há excesso de produção de saliva ligado a um desequilíbrio entre o sistema sintático e parassimpático, que são reguladores do sistema nervoso central. “ Nós não sabemos exatamente o que que acontece na gravidez que leva a esse desequilíbrio, se seria apenas uma produção hormonal intensa, que aparece quando a mulher está no primeiro trimestre da gestação, ou seria alguma outra desordem. Ainda se sabe pouco sobre a sialorreia cientificamente”, explica a ginecologista e obstetra Silândia Amaral da Silva, que atende no Hospital Universitário de Brasília. A sialorreia é uma condição rara que pode estar associada à hiperemese gravídica (náuseas e vômitos intensos estão entre os sintomas), mas não necessariamente virá junto.

A sialorreia se manifesta no primeiro trimestre de gestação, onde há grandes mudanças hormonais no corpo da mulher e pode estabilizar a medida que a gestação segue. Algumas mulheres relatam terem se livrado do problema antes mesmo do parto. Isso porque depois do primeiro trimenstre da gestação, esse desconforto diminui por conta da estabilização hormonal.

De qualquer forma, é uma condição preocupante, especificamente sobre o ponto de vista materno. “ A mãe não consegue se alimentar direito, não consegue ingerir de forma adequada os alimentos e isso gera um processo de desidratação e de desnutrição, com perda de peso extremamente importante”, detalha a ginecologista e obstetra.

No caso da comerciante Aline Silva Rodrigues, 36 anos, a salivação excessiva foi um dos sinais que seria mãe de mais um filho. “Eu comecei a sentir muito enjoo e perdi 13 quilos. Consequentemente, veio a salivação excessiva e aí meu ginecologista indicou fazer o teste gravidez. No Beta (Exame beta hCG) deu que eu estava grávida de quase 12 semanas. Eu também já estava com hiperemese gravídica”, relembra Aline. Na primeira gestação, o problema não se manifestou e até passar por ele, desconhecia completamente a condição.

Em algumas situações, por causa da sialorreia, a internação prolongada da paciente pode ser uma indicação. A grávida, pelas dificuldades grandes de se alimentar terá que ser nutrida com soro ou com a sonda para alimentação. Em casos extremos, pode precisar ainda de medicações sedativas.

Tratamento
“Nós entendemos que a grande dificuldade da gestante está em justamente engolir essa saliva produzida, mas a orientação, e é muito importante entender, é que elas evitem cuspir já que perdem sais e nutrientes quando faz isso”, detalha a ginecologista e obstetra Silândia Amaral da Silva.

O tratamento, no geral, da sialorreia está associado à orientação dietética, que é fundamental, já que a paciente tem dificuldade de se alimentar. “ O ideal é que elas tentem comer, a cada duas horas, em pequenas quantidades e comida saudável. Evitar determinados alimentos, principalmente os doces, irá ajudar já que pioram significativamente a condição”, aconselha a ginecologista.

A situação das gestantes no meio social também merece atenção , de acordo com a obstetra. “Tem paciente que fica com um copo cuspindo o tempo inteiro e imagina se ela está no trabalho, se está em algum outro evento com seu chefe. É extremamente delicado”, se sensibiliza a médica.

Se o mal-estar ocasionado pela sialorreia demorar muito a passar, mesmo com a evolução da gravidez, é preciso investigar se há outras condições que contribuam para a situação, como uma gastrite ou até uma doença intestinal, entre outros motivos. 

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Rotulagem de lactose garante informação ao consumidor

Medida também abrange bebidas, ingredientes, aditivos alimentares e qualquer outro coadjuvante para alimentos

A declaração da presença de lactose será obrigatória nos alimentos com mais de 100 miligramas (mg) de lactose para cada 100 gramas ou mililitros do produto. Ou seja, qualquer alimento que contenha lactose em quantidade acima de 0,1% deverá trazer a expressão “Contém lactose” em seu rótulo.

O limite de 100 mg foi definido com base na experiência de outros países que já adotam esta regulação há bastante tempo, como Alemanha e Hungria. Esse limite tem se mostrado seguro para as pessoas com intolerância à lactose. A Anvisa ainda considerou a existência de laboratórios de controle de qualidade que possuam capacidade de identificar a lactose em tais níveis.

Os fabricantes de alimentos poderão também empregar a expressão “baixo teor de lactose” nos casos em que a quantidade de lactose for reduzida para valores entre 100 mg e 1 g por 100 g ou mililitros do alimento pronto conforme instruções do fabricante.

Com a instituição dessas regras, o mercado brasileiro de alimentos terá três tipos de rotulagem para a lactose: “zero lactose“ ou “baixo teor”, para os produtos cujo teor de lactose tenha sido reduzido e “contém lactose”, nos demais alimentos com presença desse açúcar.
Rótulos adequados até 2019
Em até 24 meses todos os alimentos disponíveis no mercado deverão atender a nova regra. Este prazo foi definido com base no tempo que a indústria e seus fornecedores precisam para adequação e também para esgotarem os estoques atualmente existentes.

Apenas os estabelecimentos que preparam os alimentos, sejam eles sem embalagens ou embalados no próprio ponto de venda a pedido do consumidor, não estão obrigados a informarem sobre o conteúdo de lactose.

A norma foi aprovada nesta terça-feira (31/1) pela Anvisa e deve ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. A regulamentação é decorrente da Lei 13.305 de 2016, que tornou obrigatória a informação da presença de lactose nos rótulos de alimentos.

Entenda melhor como ficará o rótulo dos alimentos

Quantidade de lactose
Frase no rótulo
Abaixo de 100 mg/100g ou ml
Zero Lactose, Isento de Lactose, 0% Lactose, Sem Lactose ou Não Contém Lactose
De 100mg até 1g/100g ou ml
Baixo Teor de Lactose ou Baixo em Lactose
Igual ou acima de 100mg/100g ou ml
Contém Lactose

O que é lactose
A lactose é o principal açúcar presente no leite de mamíferos. Quando alimentos contendo lactose são ingeridos, este açúcar é processado pela enzima lactase e transformada em glicose e galactose. Na maioria das pessoas, a atividade da enzima lactase diminui após o desmame e leva as pessoas a se tornarem menos tolerante à lactose com o passar dos anos. A prevalência e a idade de manifestação da intolerância à lactose variam, consideravelmente, conforme o grupo étnico. Na Europa, por exemplo, sua prevalência vai de 4%, na Dinamarca e Irlanda, a 56% na Itália.

Os principais sintomas da intolerância são abdominais, como dor e distensão, flatulência, diarreia, náusea, vômitos ou constipação, como resultado da má digestão de lactose. A intolerância é diferente das alergias. Neste último caso as reações do organismo podem ser mais graves e o limite de ingestão não tem como ser definido.

ANVISA

Cerca de meia tonelada de remédios vencidos é achada em posto de saúde

Vigilância Sanitária apreendeu remédios no distrito de Tarilândia em Jaru (RO). Este é o 2º caso neste ano; ao todo mais de 2 toneladas foram encontradas

No local, foram encontrados remédios vencidos em novembro de 2016 (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)
No local, foram encontrados remédios vencidos em novembro de 2016 (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Cerca de meia tonelada de remédios vencidos foram encontrados em um posto de saúde no distrito de Tarilândia, em Jaru (RO), a 290 quilômetros de Porto Velho, no início desta semana. O material foi apreendido através de denúncia anônima e deve ser incinerado. Este é o segundo caso registrado em menos de uma semana. De acordo com a Vigilância Sanitária no último sábado (28), quase duas toneladas foram achadas no Hospital Municipal e Farmácia Básica da cidade.

Ao G1, o diretor municipal da Vigilância Sanitária, Elaidio Pimentel, informou que no caso das quase duas toneladas de remédios vencidos encontrados no Hospital Municipal e Farmácia Básica de Jaru, o material foi descoberto após a troca da direção da unidade.

Já na ocorrência do distrito de Tarilândia, a carga de medicamentos vencidos foi localizada através de uma denúncia anônima. Entre os itens encontrados vencidos, a maioria são antibióticos. Alguns medicamento estão vencidos desde 2013.

As mais de duas toneladas de medicamentos vencidos apreendidas nos dois casos foram encaminhadas até a sede da Vigilância Sanitária do município, onde um relatório será produzido para especificar todos os itens encontrados.

O relatório será entregue para a Secretaria Municipal de Saúde, que deve abrir uma sindicância interna para encontrar os responsáveis pelo ocorrido. Após o procedimento, os medicamentos serão incinerados por uma empresa especializada.

O ex- prefeito de Jaru, Inaldo Pedro Rosa (PMDB), disse à reportagem da Rede Amazônica, que mesmo antes dele assumir o cargo em dezembro de 2015, parte dos medicamentos vencidos já estavam armazenados na Secretaria Municipal de Saúde do município. Ele disse também que não conseguiu finalizar uma sindicância instaurada na época para investigar o caso dos remédios vencidos.


Investigação

Na última terça-feira (31), o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), informou à Rede Amazônica que abriu uma investigação para saber o motivo da compra de grande quantidade de remédios e porque não foram usados antes do prazo de validade.

O responsável pela segunda promotoria de Justiça de Jaru, promotor Fabio Rodrigo Casaril, afirmou que remédios estão sendo encontrados vencidos na cidade desde 2015. Conforme o promotor, já foram encontrados remédios até enterrados. Entretanto, por não encontrar a autoria do ato ilícito, a investigação foi arquivada.

Como o caso voltou a se repetir, uma nova investigação foi iniciada. "Sobre as ocorrências de 2016, começamos uma nova investigação das mais de duas toneladas de medicamentos vencidos. Já requisitamos documentos para a prefeitura de todos os processos realizados para aquisição desse material. Em seguida, vamos ouvir as pessoas que tiveram relação com esse fato" explicou.

1º caso
Quase duas toneladas de remédios vencidos foram achados dentro de uma sala do Hospital Municipal e Farmácia Básica de Jaru (RO), a 290 quilômetros de Porto Velho. De acordo com a Vigilância Sanitária neste sábado (28), os medicamentos estavam guardados em caixas foram achados após a nova direção assumir a unidade de saúde. A maioria dos remédios vencidos são antibióticos. O material apreendido deve ser incinerado pela Vigilância.

G1

O papel do farmacêutico vai além da rastreabilidade de medicamentos

Na última semana a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou mudanças no projeto de criação do sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos

Na nova proposta, a resolução – que tem como objetivo o controle do caminho dos remédios da indústria ao consumidor – passa a ter foco apenas em medicamentos de alto custo ou que precisam de prescrição médica. A proposta prevê ainda prazos específicos para cada setor informar o trajeto desses remédios. As farmácias, por exemplo, teriam sete dias para comunicar os dados no site da Anvisa.

A farmacêutica e gerente do Valida Laboratório de Ensaios Térmicos, Liana Montemor, acredita que a rastreabilidade de medicamentos tem papel fundamental para a segurança da saúde pública, e ressalta que o papel do farmacêutico vai muito além.

“Com a nova proposta, a rastreabilidade seria apenas de medicamentos de alto custo. Muitos produtos biológicos fazem parte desse grupo e necessitam de um controle rígido de temperatura (entre 2º C e 8º C, por exemplo) para a sua eficácia. Dessa forma, é muito importante que o farmacêutico se atenha à temperatura dos produtos como garantia da qualidade do medicamento a ser dispensado”, esclarece. 

A especialista em cadeia fria explica que até mesmo a embalagem entregue ao paciente dentro da farmácia deve ser qualificada e garantir a manutenção da temperatura durante o transporte até a residência. “Medicamentos biológicos são feitos a partir de células vivas, ou seja, se transportado de maneira incorreta perde-se a estabilidade e as propriedades farmacológicas. É uma questão de saúde pública”, afirma Liana.

Por RS Press - Laís Cavassana

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Conheça mais sobre os sinais e sintomas da Hanseníase

A Hanseníase é uma doença crônica, transmissível, tem preferência pela pele e nervos periféricos, o que lhe confere alto poder de causar incapacidades e deformidades físicas, principais responsáveis pelo estigma e preconceito que permeia a doença

A transmissão se dá de uma pessoa doente sem tratamento, para outra, após um contato próximo e prolongado.

O Ministério da Saúde (MS) promove em parceria aos estados e municípios, ações de vigilância e educação em saúde, com o objetivo de alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença e incentivar a procura pelos serviços de saúde, além de mobilizar os profissionais de saúde à busca ativa de casos novos de hanseníase e exame dos contatos, especialmente os de convivência domiciliar (grupo com maior risco de adoecimento). As ações de busca ativa têm como foco o diagnóstico precoce da doença e a prevenção das incapacidades e deformidades físicas.

O MS recomenda que as pessoas procurem o serviço de saúde ao aparecimento de manchas em qualquer parte do corpo, principalmente, se essa mancha apresentar alteração de sensibilidade ao calor e ao toque, configurando como um dos sinais e sintomas sugestivos da doença. Entre 2006 a 2015, o Brasil conseguiu reduzir em 28% a taxa de detecção da doença, reduzindo de 43.652 para 28.761 o número de casos novos diagnosticados, no mesmo período.

Entretanto, mesmo com a redução apresentada, a detecção no país ainda é considerada alta para a Organização Mundial de Saúde (OMS). Dos 28.761 casos registrados em 2015, 2.113 (7,34%) foram em crianças com menos de 15 anos, sinalizando focos de infecção ativos e transmissões recentes.

No mês em que é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra à Hanseníase (janeiro roxo) - cor definida em 2015 para simbolização do enfrentamento a doença no país -, para alertar a população a respeito da doença, o Blog da Saúde entrevistou a Coordenadora Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha.

Confira a entrevista:

Blog da Saúde: O que é a Hanseníase?
Carmelita Filha: É uma doença dermato neurológica, que tem manifestação na pele, como manchas. E essas manchas têm alteração de sensibilidade, por isso são consideradas dermato neurológicas. A parte neurológica vem dos nervos periféricos, responsáveis pela sensibilidade e motricidade. Então a Hanseníase é a única doença dermatológica que tem alteração de sensibilidade na pele.

Blog da Saúde: E quais são os principais sinais e sintomas?
Carmelita Filha: Os principais sinais e sintomas são:- manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa; comprometimento neural periférica em mãos e/ou pés e/ou face.

É comum as pessoas falarem que estão com uma mancha dormente no corpo e chegarem ao consultório com uma cicatriz no local por terem feito o teste da sensibilidade. Mas é importante ressaltar que nem sempre a mancha doença vai estar totalmente dormente. Ela pode estar mais ou menos, dependendo do tempo. As manchas podem ser esbranquiçadas, que não dói, não coça e aparecem geralmente em lugares como as costas, braços, perna e rosto, mas isso não elimina outras áreas do corpo. É uma mancha que aparece no corpo e que muitas vezes as pessoas não se sentem incomodadas. Também pode haver alteração de sensibilidade sem a mancha.

Blog da Saúde: E quais são as causas? É uma doença transmissível?
Carmelita Filha: A hanseníase é uma doença milenar, é sinônimo de lepra. No Brasil que foi alterado a nomenclatura pelo preconceito a doença. O período de encubação da doença é longo e é transmissível. Então uma pessoa que possui Hanseníase do tipo multibacilar que não esteja em tratamento transmite a doença, geralmente para quem está mais próximo. São as pessoas que moram com ela ou que estão próximas, que tem maior chance de adoecer. A bactéria causadora da Hanseníase é a microbacterium lepra, e ela entra pelas vias aéreas superiores através de um espirro, tosse ou até mesmo uma conversa. Mas só uma conversa rápida não é o suficiente para desenvolver a doença, precisa que a pessoa esteja todo dia recebendo a bactéria. As pessoas ficam muito receosas em estar perto de quem tem a doença, mas falta conhecimento de que não é em um contato rápido que haverá transmissão. Envolve uma rotina diária. E ainda assim, para você adoecer, a pessoa que recebeu a carga bacilar teria que estar em condições para adoecer, como resistência baixa, por exemplo. Então sim, é uma doença transmissível, mas não tem toda essa facilidade de transmissão como às pessoas acham.

Blog da Saúde: Quais são os tipos de hanseníase? Todos eles são transmissíveis?
Carmelita Filha: A hanseníase tem duas fases ou formas clínicas: paucibacilar e multibacilar. A forma paucibacilar, é a inicial da doença e o tratamento é realizado com seis doses de PQT; na forma multibacilar, o tratamento é realizado com doze doses de PQT. Quem faz diagnóstico é o médico da equipe de Estratégia de Saúde da Família/ESF, da Unidade de Saúde mais próxima a residência, inicialmente de maneira clínica e se necessário, com a confirmação no laboratório.

Blog da Saúde: E como as pessoas podem evitar a contaminação? Quais os cuidados?
Carmelita Filha: A forma de prevenção é diagnosticar os casos precocemente. Não é uma doença que tem vacina para evitar. A prevenção consiste no diagnóstico de todas as pessoas o mais rápido possível, e tratar para que as pessoas evitem a transmissão. Iniciado o tratamento, imediatamente a pessoa deixa de transmitir a doença. Outra coisa interessante é que é muito difícil saber de quem pegou a doença, por que tem um período de incubação longo, e pode ficar em média cinco anos sem apresentar sintomas e a pessoa não saber que é portadora da doença. Além disso, a pessoa pode ficar com a mancha ou outros sintomas, e não dar importância. A gente estimula que os profissionais de saúde fiquem atentos para os sinais e sintomas da hanseníase, pois somos um país endêmico e precisamos ficar alerta para o diagnóstico não só do paciente, mas que a família e os contatos próximos também venham para ser examinados e diagnosticados o quanto antes.

Blog da Saúde: E como as pessoas podem procurar um serviço de saúde para fazer o diagnóstico?
Carmelita Filha: A hanseníase é uma doença que está na Atenção Básica, então qualquer Unidade de Saúde no seu município, deve fazer o diagnóstico. Se uma pessoa tiver qualquer sinal e sintoma, e suspeitar que tenha a doença, deve procurar a Unidade mais perto da sua casa. Ali a equipe pode examinar, dar o diagnóstico, e logo iniciar o tratamento. Toda Unidade oferece tratamento de hanseníase gratuito pelo SUS.

Blog da Saúde: Mesmo sem sintomas, eu posso procurar a Atenção Básica?
Carmelita Filha: O ideal é que todas as pessoas procurem. Se algum amigo ou parente da família teve historia de hanseníase, mesmo que não tenha nenhum sinal. O ideal é que uma equipe da ESF examine e faça a prevenção.

Blog da Saúde: E como funciona o tratamento?
Carmelita Filha: Quando o paciente tem o diagnóstico de hanseníase, ele recebe todas as informações e é imediatamente indicado para o tratamento. O período do tratamento dura um ano para casos de hanseníase multibacilar, e seis meses para os casos paucibacilares. A primeira dose é dada diretamente na unidade de saúde. Funciona assim: todo mês o paciente tem que ir à Unidade para tomar uma dose supervisionada do remédio, ou seja, na frente do profissional de saúde, e pegar o resto da medicação para ser tomada durante 28 dias, todos os dias. Em casos de paucibacilar, um comprimido por dia, no caso de multibacilar, dois comprimidos. Concluindo o tratamento em casa, o paciente volta à Unidade, toma a medicação supervisionada, e pega o restante da medicação novamente, até o fim do tratamento quando ela está curada. Caso tenha algum problema com a medicação, é na Unidade que ele deve pedir orientação.

Blog da Saúde: Hanseníase mata?
Carmelita Filha: Não mata, mas traz deformidades físicas se não for tratada adequadamente e precocemente.

Blog da Saúde: Por que as pessoas que possuem a doença são estigmatizadas?
Carmelita Filha: O principal fator são as sequelas, pois a hanseníase poderá causar deformidade física. A pessoa que tem o tipo multibacilar, que é o tipo que transmite, quando tem o diagnóstico tardio, tem mais chance de ter uma incapacidade física. A micobactéria pode acometer os nervos periféricos dos olhos, mãos e pés. As pessoas que estão curadas, não transmitem mais, mas são estigmatizadas pela aparência, e a gente não deve discriminar o próximo pelo que está vendo. É uma pessoa como qualquer outra, apesar de alguns casos apresentarem algum tipo de sequela decorrente da doença. Assim, devemos evitar o preconceito, com qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de deficiência física.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Febre Amarela: Viajantes com destino ao Panamá devem ter CIVP válido

Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia será exigido para entrada no Panamá de viajantes provenientes do Brasil, a partir de 06/02/2017

Ponto focal do Regulamento Sanitário Internacional - RSI do Panamá informou que, a partir de 06/02/2017, o país passará a cobrar CIVP válido de viajantes procedentes do Brasil, com destino àquele país.

A medida foi adotada devido ao surto de febre amarela nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia e ao movimento migratório do Brasil para o Panamá.

Desta forma, a partir de 06/02/2017, os viajantes que partirem do Brasil com destino ao Panamá deverão apresentar CIVP válido.

Para saber como tirar o certificado de vacinação e como proteger a sua saúde em viagens internacionais, confira aqui.

ANVISA

Hospitais brasileiros precisam aprimorar monitoramento de medicamentos para melhorar a segurança do paciente

Diversos estudos brasileiros e internacionais têm demonstrado a alta frequência de problemas de saúde relativos ao gerenciamento e uso de medicamentos, o que pode levar a eventos adversos e, consequentemente, agravar a saúde do paciente, provocando mudanças clínicas significativas e até mesmo elevar os custos diretos e indiretos do tratamento

Esse é um aspecto já conhecido dos profissionais que atuam na área da saúde. No entanto, o médico Roberto Manara, educador de Serviços de Educação para a Melhoria da Qualidade e Segurança Assistencial de Instituições de Saúde do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), afirma: “Muitas instituições não apresentam um olhar crítico acerca do monitoramento de medicamentos e sobre seus eventos adversos e sentinelas, o que dificulta o processo de gestão”.

Manara aponta ainda como críticos, os padrões relacionados à manipulação e guarda segura de dos medicamentos. O educador do CBA defende que o gerenciamento e o uso de medicamentos precisa estar ligado a conceitos de qualidade e segurança, devendo ser uma responsabilidade multiprofissional.

No entanto, o educador do CBA ressalta que o papel da farmácia e do farmacêutico é fundamental dentro deste contexto. “Um dos grandes ganhos dos hospitais acreditados é a valorização deste profissional e o aumento do número de farmacêuticos clínicos. Este profissional atua na ponta, diretamente no âmbito assistencial. Naturalmente as prescrições, conciliações medicamentosas, validações e orientação a respeito do uso de medicamentos ficam muito mais seguras”, sublinha.

Roberto Manara, que também é corresponsável pelo Centro de Ensino e Treinamento (CET) de Anestesia da Pontifícia Universidade Católica (PUC Sorocaba), afirma que o papel do médico e do farmacêutico diante das prescrições deve ser de equipe. “O ideal é que o farmacêutico clínico faça a revisão de todas as prescrições e as reconciliações pertinentes. Neste processo, nenhum profissional é detentor do saber pleno e o trabalho deve ser sempre conjunto”, assegura.

Docente do curso de Gerenciamento e Uso de Medicamentos do CBA, Roberto Manara diz que todo profissional da área de assistência deve saber informações sobre organização, gerenciamento, seleção, aquisição, armazenamento, prescrição e transcrição, preparo, dispensação, administração e monitoramento de medicamentos; sem esquecer dos medicamentos de alta vigilância e da cadeia de suprimentos.

Essas são as temáticas oferecidas no curso do CBA, cuja próxima turma já tem data marcada: dias 09 e 10 de fevereiro, no Rio de Janeiro, e dias 16 e 17 de fevereiro, em São Paulo. No Rio, o curso será ministrado pela médica e avaliadora do CBA, Adélia Quadros. Já em São Paulo, o docente será o médico e educador Roberto Manara.

Mais informações pelo site www.cbacred.org.br ou pelo tel. (21)3299-8243 ou 3299-8200.

Nathália Vincentis
Jornalismo
www.sbcomunicacao.com.br