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sábado, 4 de abril de 2015

Soneca da tarde pode reverter estragos hormonais causados por uma noite maldormida

Apenas 30 minutos de soneca vespertina podem reverter o
impacto hormonal de uma noite de sono ruim
O cochilo também fortalece as estruturas de defesa do corpo
 
Entre os povos da cultura latina, não há um que desconheça a sesta. O hábito é uma tradição espanhola bastante difundida nos países colonizados pela nação europeia e que também atingiu os vizinhos. Em algumas cidades italianas, por exemplo, restaurantes fecham logo após o almoço para honrar umas horinhas de descanso antes do turno da noite. Se o grande número de admiradores e adeptos não é o suficiente para convencer o chefe de que o cochilo da tarde pode fazer diferença na produtividade, pesquisadores parisienses trazem um argumento a mais. Segundo a equipe de Brice Faraut, da Universidade Descartes-Sorbonne Paris, ele também restaura hormônios e proteínas envolvidos no estresse e fortalece o sistema imunológico.

De acordo com o estudo publicado no Jornal da Sociedade de Endocrinologia Clínica e Metabolismo, dos Estados Unidos, apenas 30 minutos de soneca vespertina podem reverter o impacto hormonal de uma noite de sono ruim. Hoje, a falta de sono é reconhecida como problema de saúde pública. Segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs), dos EUA, noites maldormidas contribuem para a redução da produtividade, assim como para o aumento de acidentes de trabalho e de trânsito. Pessoas que dormem pouco também são mais propensas a desenvolverem doenças crônicas, como obesidade, diabetes, pressão alta e depressão.

Na contramão de todos esses prejuízos, Faraut sugere o breve cochilo. Ele e a equipe chegaram a essa conclusão após analisar 11 homens saudáveis, com 25 a 32 anos. Os voluntários foram submetidos a duas sessões de testes de sono em um laboratório onde as refeições e a iluminação ficaram sob rigoroso controle. Em cada sessão, composta por três dias, ficaram limitados a duas horas de sono por noite.

Depois de uma noite de privação, foram divididos em dois grupos. O primeiro pôde tirar dois cochilos, de 30 minutos cada, após se alimentar. O segundo ficou acordado. Cada sessão começou com uma noite em que os indivíduos passaram oito horas na cama e acabou com uma noite de sono de recuperação ilimitada.

Os pesquisadores recolheram amostras de urina e saliva para avaliar o quanto o sono restrito e o cochilo alteraram os níveis hormonais dos participantes. Perceberam um aumento de 2,5 vezes nos níveis de norepinefrina quando o sono foi limitado. Trata-se de um hormônio neurotransmissor envolvido na resposta de luta ou fuga diante de uma situação de estresse. Ele aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial e o açúcar no sangue.

Depois de os participantes terem feito a sesta, os níveis hormonais voltaram ao normal. “Esse é o primeiro estudo a revelar que o cochilo poderia restaurar biomarcadores neuroendócrinos e imunológicos de saúde aos níveis normais”, garante Faraut.

A falta de sono também afetou as taxas de interleucina-6, uma proteína com propriedades antivirais encontrada na saliva. Os níveis caíram depois de uma noite de sono restrito, mas se mantiveram normais quando os indivíduos foram liberados para tirar uma soneca. “O cochilo pode oferecer uma maneira de combater os efeitos nocivos da restrição do sono, ajudando o sistema imunológico e o neuroendócrino a se recuperar. Os resultados suportam o desenvolvimento de estratégias práticas para lidar com populações privadas de sono cronicamente.”
 
Casos esporádicos
Para a neurologista e membro da Associação Brasileira do Sono (ABS) Rosa Hasan, a questão é que, quando estamos privados de sono, o organismo lança mão das catecolaminas, substâncias parecidas com a adrenalina e que provocam efeitos excitatórios e inibitórios no sistema nervoso central e periférico, no cardíaco e no endócrino. “O estudo confirma que uma soneca ajuda a reverter esses prejuízos. Isso é o mais interessante, pois, com uma pequena quantidade de sono, o organismo já consegue se recuperar.”

Ela pondera, porém, que a pesquisa retrata uma situação em que a pessoa extrapolou. Em caso esporádico de baixa quantidade de sono, o cochilo funcionaria como auxílio. “Por causa de uma questão profissional, a pessoa não tem como dormir mais de seis horas. Se ela tiver um tempo para cochilar à tarde, pode recuperar a falta desse sono, mas não pode ultrapassar isso”, exemplifica.

A falta de sono, defende Hasan, deve ser encarada com a mesma gravidade dedicada a outros distúrbios da noite, como a apneia, já que as consequências para a saúde são praticamente as mesmas. “A pessoa que dorme mal sente os principais efeitos no comportamento durante o dia: cansaço, vontade incontrolável de dormir e alteração de humor”, lista. A neurologista observa ainda que as pessoas que sofrem com o problema vão criando perigosos artifícios para ofuscá-lo. “Vão se adaptando a um ponto que nem percebem. Mascaram, tomam café e recorrem a outras muitas estratégias da vida moderna.”

Defesa institucional
A soneca da tarde é a principal bandeira levantada pela Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta. Segundo seus membros, a prática, enquanto pausa de repouso intercalando a atividade laboral, busca “a harmonia dos ritmos biológicos, o alívio do estresse e a melhoria da qualidade de vida na sua dualidade psicossomática”.

Presidente da entidade, Manuel Prates Miguel ressalta que os benefícios vão além de questões individuais. “Somos governados por pessoas que dormem mal e se orgulham disso. Devemos admirar os alentejanos (natural do Alentejo, região de Portugal) porque souberam manter intacto o antigo e nobre prazer de repousar depois do almoço.” A frase repetida por ele é do cientista americano Stanley Coren no artigo Em louvor ao sono, que motivou a criação da associação em 2003.

Ameaça à juventude
Os problemas de sono são cada vez mais comuns entre os jovens brasileiros. Estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom) no fim do ano passado com 1.830 pessoas de 14 a 18 anos indicou que 88% delas tinham um sono ruim ou insatisfatório. Entre os consultados, 43% disseram dormir de três a cinco horas por noite. Desses, 58% relataram que acordam cansados e 94% declararam que sentem sonolência ou queda de rendimento ao longo do dia. Em 2012, o Ipom fez um estudo similar envolvendo um público mais abrangente: 2 mil pessoas, com 20 a 60 anos. Nessa sondagem, 69% avaliaram o sono como ruim ou insatisfatório.

Cérebro sedento por gordura
A falta de sono não tem como consequência apenas a perda de funções do sistema imune. Segundo especialistas da Escola de Medicina da Pensilvânia, nos Estados Unidos, quem enfrenta esse problema consome mais gordura e menos carboidratos. Uma região cerebral conhecida como rede de relevância é a responsável por esse processo. O trabalho foi publicado na edição de fevereiro da revista Scientific Reports, do grupo Nature.

Não é a primeira vez que se detecta a associação entre as noites maldormidas e a vontade de comer mais e pior. Há anos, especialistas alertam que o sono insuficiente pode levar ao ganho de peso. A maioria das pesquisas nessa área tem se concentrado em alterações nos hormônios metabólicos que levam ao aumento das gordurinhas. Poucas examinam a influência de alterações na atividade cerebral, como a conduzida por Hengyi Rao, professor assistente de pesquisa de neuroimagem cognitiva da universidade norte-americana.

No experimento, 34 indivíduos foram privados de sono e 12 mantidos em um laboratório como grupo controle. Os cientistas os observaram durante cinco dias e quatro noites. Os participantes tiveram uma noite de sono regular e, em seguida, foram randomizados para a privação total de sono ou de controle nas três noites seguintes.

Imagens de ressonância magnética funcional indicaram mudanças de conectividade no cérebro associadas à ingestão de macronutrientes. Indivíduos privados de sono foram pareados com os controles de acordo com a idade, o índice de massa corporal (IMC), a etnia e o gênero.

Os participantes privados de sono consumiram perto de 1.000 calorias na vigília durante a noite. Apesar disso, ingeriram quantidade similar de calorias no dia seguinte à privação do sono, como fizeram no seguinte ao sono normal. Mas, ao comparar a ingestão de macronutrientes entre os dois dias, os pesquisadores descobriram que os adultos saudáveis consumiram porcentagem maior de calorias provenientes de gordura e menor percentual de calorias provenientes de carboidratos durante o dia após a privação total de sono.

“Queríamos descobrir se essas mudanças têm impacto sobre o nosso comportamento alimentar após a privação do sono”, detalha Hengyi Rao, um dos autores do estudo e professor assistente de pesquisa de neuroimagem cognitiva da universidade. “Esse trabalho tem implicações para os cerca de 15 milhões de americanos que trabalham na noite, em turnos rotativos ou outros empregos dispostos em horários irregulares.”

Correio Braziliense

Pesquisa identifica molécula capaz de proteger a flora intestinal dos antibióticos

Descoberta pode evitar que esses remédios destruam a flora intestinal, efeito colateral comum desses medicamentos
 
Entre os prejuízos causados ao corpo pelo uso excessivo de antibióticos, um dos que mais preocupam os médicos é a destruição de bactérias que compõem a flora intestinal. Preocupado com esse efeito colateral, um grupo de pesquisadores portugueses e espanhóis resolveu testar uma molécula que pudesse proteger o intestino desse problema, alcançando resultados promissores. O trabalho, publicado no jornal Cell Reports, mostra que a estratégia foi eficaz em ratos, e os autores do estudo acreditam que o sucesso pode ser repetido, futuramente, para a microbiota humana.

A molécula é chamada de autoindutor-2 (AI-2). Ela funciona como um sinal químico produzido na comunicação entre as bactérias e já vinha sendo estudada por outros grupos. “Uma de nossas parceiras passou muito tempo de sua carreira pesquisando e tentando compreender a comunicação bacteriana e como as diferentes espécies se comunicam e interferem umas nas outras por meio do sinal AI-2”, justifica ao Correio Jessica Thompson, coautora do estudo e pesquisadora do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Portugal.

A cientista explica que os estudos anteriores mostraram que essa molécula poderia ajudar na regulação do número de bactérias da flora intestinal, protegendo-as de efeitos externos. No entanto, as pesquisas precisavam de dados mais concisos, que evidenciassem esses efeitos. “Esses testes olharam apenas para o que acontece in vitro (em tubos de ensaio e configurações de laboratório), mas essas condições são muito diferentes nos ambientes naturais. Muitas vezes, elas são cercadas por pressões ambientais diferentes e complexas”, destaca a autora.
 
Para testar a ação do AI-2, os pesquisadores aplicaram nos animais o antibiótico estreptomicina, cujo um dos efeitos colaterais costuma ser o desequilíbrio na microbiota da flora intestinal. Os animais foram divididos em dois grupos: um deles recebeu apenas o medicamento, enquanto o outro também ganhou uma aplicação da bactéria Escherichia coli, micro-organismo conhecido por produzir AI-2 em grandes quantidades. Os cientistas observaram que os ratos que receberam a molécula por meio da E. coli tiveram os danos causados pelos antibióticos reduzidos. “Foi realmente emocionante ver que, quando incluímos as bactérias que produzem o sinal AI-2 nessa comunidade, esse desequilíbrio, ou ‘dano’, causado pelo antibiótico foi inferior”, conta Thompson.
 
Para Carlos Francisconi, chefe do Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), a pesquisa é importante por mostrar como a população bacteriana se mantém equilibrada. “Já tínhamos um conhecimento intuitivo de que as bactérias controlam sua população, mas não sabíamos a base biológica disso. Esse estudo deixa claro que essa molécula AI-2, responsável pela conversação entre elas, serve como uma rede de auxílio de sobrevivência ecológica dentro do sistema digestivo”, afirma o especialista.

Décio Chinzon, gastroenterologista do Laboratório Exame de Brasília, também acredita que o trabalho pode auxiliar a medicina futuramente, mesmo se tratando de um trabalho experimental. “É um estudo ainda muito inicial, mas podemos ver que a busca dos cientistas é encontrar um meio de manter o equilíbrio de bactérias no nosso organismo. É algo que precisa de muitos estudos, mas, talvez, daqui a alguns anos, essa ideia possa se aplicar no desenvolvimento de medicamentos”, avalia. Chinzon também explica a ação dos antibióticos na microbiota. “O antibiótico não escolhe quem ele vai atingir, e isso faz com que ele possa destruir bactérias sensíveis, que são benéficas ao nosso corpo”, frisa.

Causa investigada
Os pesquisadores não sabem ainda por que o AI-2 protegeu as bactérias, mas levantam algumas hipóteses. “Pode haver muitas razões para isso. Nós pensamos que algumas das bactérias no intestino são detectadas ao ‘ouvir’ o AI-2 e podem responder de forma positiva, mudando de comportamento e crescendo melhor. É também possível que o sinal atue de forma negativa sobre o grupo de bactérias destruidoras das benéficas que dominariam a comunidade microbiana com a ação do antibiótico”, explica a Jessica Thompson.

A autora destaca que o estudo ainda é inicial e precisa se expandir. “Esse trabalho está em seus primeiros passos e nós precisamos fazer mais pesquisas para descobrir como as bactérias respondem a essa interferência, o que isso significa para o corpo humano e se podemos ver efeitos maiores em diferentes sistemas. Esperamos que esse sinal e outros similares ainda sejam investigados, já que isso poderia, no futuro, fornecer outra ferramenta útil para aumentar a proteção natural de bactérias que vivem dentro de nós”, prevê.

O próximo passo será desvendar minuciosamente o comportamento das bactérias. “Gostaríamos de entender exatamente o que elas produzem, como detectam e respondem ao AI-2, como isso afeta sua capacidade de crescer e qual é o impacto sobre a comunidade global e as suas funções benéficas. Também seria muito interessante ver se esse sinal realmente pode acelerar a recuperação de tratamento com antibiótico ou, talvez, influenciar a forma como estamos suscetíveis à infecção por outros patógenos bacterianos.”

Correio Braziliense

Consumo excessivo de açúcar pode afetar visão, alerta especialista

Reprodução: Retinopatia Diabética
Com a chegada da Páscoa, os abusos com o chocolate podem gerar vários problemas de saúde, inclusive para os olhos
 
O conselheiro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e consultor do Instituto Varilux da Visão, Marcus Sáfady, explicou que as consequências do excesso de açúcar no organismo podem ser grave para a visão. Uma glicemia não estável pode levar a alterações dos vasos sanguíneos que provocam, em um estágio mais avançado, doenças oculares sérias, sobretudo para diabéticos.
 
“Quando o médico percebe pequenas dilatações nas extremidades dos pequenos vasos da retina, assim como presença de micro-hemorragias, confirma o diagnóstico de retinopatia diabética. Por isso, o exame oftalmológico é considerado muito importante no diagnóstico e controle do diabetes. Entre as complicações oculares mais graves da doença, em fases mais avançadas da retinopatia, estão a catarata e o glaucoma.” explicou Sáfady.
 
A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes ocasionada pela deterioração dos vasos sanguíneos que alimentam a retina. Se atingirem a mácula - área responsável pela visão de cores e detalhes - a pessoa poderá notar o aparecimento de manchas, a redução ou embaçamento da visão. Inicialmente, a doença não apresenta sintomas, mas quando os problemas pioram, os vasos sanguíneos podem romper-se e vazar, causando as micro-hemorragias da retina. “Por isso é necessário que diabéticos realizem exames oftalmológicos regulares e mantenham a doença sob controle”, orientou o médico.
 
Ainda segundo o oftalmologista, a doença pode se caracterizar também pelo aparecimento de vasos anormais, mais frágeis e mais propensos ao rompimento, podendo dar origem a grandes hemorragias, formar cicatrizes e, consequentemente, levar ao descolamento de retina e provocar ainda o aparecimento do glaucoma”.
 
Chocolates sem açúcar e comer com moderação são as opções para quem não abre mão das guloseimas na época mais doce do ano. O médico lembra os cuidados regulares que devem ser tomados durante todo o ano para evitar a diabetes e outras doenças.
 
Agência Brasil

Saiba quando o ciclo menstrual volta ao normal após o parto

Depois do nascimento do bebê, mulher permanece sem ovular por cerca de três meses
 
Um dos primeiros sintomas da gravidez é a alteração da menstruação. Geralmente, quando a mulher nota esse atraso, imediatamente ela procura se consultar com o ginecologista ou submete ao teste de gravidez.
 
O ciclo menstrual consiste no desenvolvimento e do espessamento da parede interna do útero — o endométrio. Quando a gravidez não acontece, as células endometriais se desprendem da parede uterina provocando o sangramento. A menstruação tende durar entre dois a sete dias.
 
Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, a menstruação é interrompida durante a gravidez.
 
— Isso ocorre porque a parede do útero não descama, caso contrário, aconteceria um abortamento. Vale ressaltar que qualquer sangramento na gravidez é importante comunicar o médico — afirma.
 
Após o nascimento do bebê, a mulher irá notar um sangramento que pode durar até 40 dias, mas não é menstruação.
 
— Esse sangramento ocorre porque o corpo está eliminando o material que revestia o útero durante a gestação — explica a ginecologista.
 
Depois desse processo, a mulher ainda permanece sem ovular durante meses, ou seja, ela ainda não irá menstruar.
 
— Isso acontece devido aos hormônios que são produzidos durante o aleitamento materno e bloqueiam a ovulação — diz Erica.
 
Segundo a ginecologista, o ciclo menstrual tende voltar quando a mãe diminuir a amamentação. A menstruação retorna quando o aleitamento deixar de ser exclusivo e o bebê se alimentar com fórmulas ou alimentos sólidos.
 
Se a mulher não quiser uma gravidez surpresa logo após a gestação, ela pode iniciar o uso do anticoncepcional.
 
— O período mais seguro para a mulher não engravidar é no máximo dois meses após o parto. Depois desse período é recomendado que ela inicie algum método contraceptivo — esclarece a ginecologista.
 
Um dos métodos utilizados para evitar uma gestação na sequência é a pílula anticoncepcional. A mulher deve se consultar com o seu médico para que ele indique uma pílula para pós-parto a base de progesterona. Apesar de essas pílulas conterem doses baixas de hormônios, elas protegem a mulher de uma gravidez indesejada, segundo Erica.
 
Quando devo me preocupar com sangramentos no pós parto?

É importante que a mulher procure o seu ginecologista se notar alterações como:
 
- Sangramento intenso

-Apresentar coágulos

- Cheiro ruim

- Febre e calafrios
 
Zero Hora

Conheça a imunoterapia, tratamento contra o câncer considerado revolucionário pelos especialistas

Arte ZH
 
Medicamentos conseguem reativar sistema de defesa natural do corpo e usá-lo para combater os tumores
 
Habituados a avanços lentos e promessas grandiosas que acabam por não se confirmar, médicos e pesquisadores da área do câncer costumam ser cautelosos diante de novas linhas de tratamento. Por isso mesmo, é significativo o entusiasmo que muitos deles demonstram quando o assunto é a imunoterapia. Apesar de tratar-se de uma estratégia que recém começa a ser incorporada na prática clínica, ela já merece adjetivos como "extraordinária", "fantástica" e "revolucionária". Em 2013, foi considerada o avanço do ano pela revista Science, da Associação Americana para o Progresso da Ciência. Nos dias atuais, existem já milhares de pacientes que só estão vivos por causa dela.
 
— Pelo que vejo acontecer nos principais centros do mundo, posso dizer que estamos entrando em uma nova era do tratamento do câncer. A imunoterapia está revolucionando os resultados em vários tipos de tumor — celebra o oncologista gaúcho André Fay, pesquisador visitante do Dana-Farber Cancer Institute/Harvard Medical School (EUA), instituição de ponta no estudo da técnica.
 
O curioso é que as medicações imunoterápicas, diferentemente de tratamentos tradicionais como a quimioterapia ou a radioterapia, não se preocupam em atacar os tumores. O que elas fazem é agir sobre o sistema imunológico, mobilizando as defesas naturais do organismo para combater as células cancerígenas. Em teoria, o conceito relacionando o sistema imunológico e o desenvolvimento de tumores existe há mais de um século. Na prática, utilizar o próprio sistema imunolólgico no combate ao câncer começou a funcionar nos últimos anos, graças a descobertas recentes sobre a biologia dos tumores.
 
A partir dos anos 80, pesquisadores identificaram a presença de certos receptores nos linfócitos T, a infantaria do sistema imunológico. Esses receptores — os mais conhecidos são o PD-1 e o CTLA-4 — funcionam como uma espécie de botão de liga e desliga das células de defesa. Por meio de proteínas presentes na sua membrana, as células cancerígenas conseguem acionar esse interruptor, desligando o sistema imunológico. O resultado é que o tumor cresce, sem ser reconhecido como uma ameaça.
 
André Fay — que voltou recentemente ao Estado para atuar no Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, mas continua trabalhando com pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute pioneiros no campo da imunoterapia — observa que o mecanismo usado pelos tumores é o mesmo que protege órgãos e tecidos saudáveis. Eles também expressam proteínas que inativam o sistema imunológico.
 
— No Dana-Farber, pesquisou-se por muitos anos a interação entre a célula de defesa e proteínas expressas na membrana dos tumores. Quando o mecanismo foi compreendido, concluiu-se que bloquear essa interação manteria o sistema imunológico ativado. Desenvolveram-se anticorpos específicos que impedem a ligação do receptor da célula de defesa com o seu ligante na célula tumoral. Quando isso ocorre, as células de defesa combatem o tumor como se ele fosse uma infecção — explica.
 
Mais medicamentos devem ser aprovados em breve
Os primeiros resultados dessa estratégia apareceram em pacientes com melanoma metastático, uma forma agressiva de câncer de pele para a qual a medicina não oferecia nenhuma alternativa eficaz.
 
Com a imunoterapia, ocorreram regressões surpreendentes e prolongadas nos tumores de uma parcela considerável dos pacientes. Em um dos estudos, 53% dos doentes que receberam a dose máxima da medicação tiveram reduções de pelo menos 80% no tumor.
 
Com o sucesso no tratamento do melanoma, o interesse pela imunoterapia explodiu. E as boas notícias não param de vir dos centros de pesquisa. Em diferentes tipos de câncer avançado, nos quais já se havia tentado de tudo, os novos remédios ofereceram resultados sem precedentes. Pelo potencial de salvar vidas, a FDA, agência americana de medicamentos, abreviou os trâmites para a aprovação de imunoterápicos. Algumas medicações já foram liberadas. E um número muito maior, para variados tipos de câncer, deve estar disponível em breve.
 
— Em um ou dois anos, vamos ver a aprovação de vários desses medicamentos. Durante décadas, a imunoterapia foi vista com ceticismo por médicos e pesquisadores, mas hoje não existe área mais estimulante na oncologia — observa Gilberto Schwartsmann, chefe do serviço de oncologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
 
Zero Hora

Sete dores que você não deve ignorar

Dor de cabeça: alterações na visão ou nos hormônios podem
 ser causas do problema
Especialistas apontam quais dores mais pedem investigação médica e o que elas podem significar

Uma sensação dolorosa, de maior ou menor intensidade, em qualquer parte do corpo. Trata-se da definição do dicionário para a palavra dor. E quando o assunto é essa sensação de diferentes intensidades, origens e significados, os médicos são unânimes em alertar: muitas dores subestimadas ou encaradas como corriqueiras podem ser avisos do corpo de que algo não anda bem. Atentar para esses sinais o quanto antes é uma das principais medidas preventivas indicadas pelos médicos.
 
"A dor é um mecanismo de proteção que avisa quando algo nocivo está acontecendo no organismo – explica Ricardo Caponero, médico oncologista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica, de São Paulo.
 
"Não é preciso esperar a dor para realizar alguns exames preventivos de saúde, já que nem sempre ela está presente, mesmo em doenças graves (como as fases iniciais do câncer, por exemplo). Mas há algumas dores que nunca devem ser ignoradas."
 
Mesmo as dores em uma mesma região do corpo podem ter localizações exatas e significados bastante diferentes. Um desses casos diz respeito às dores abdominais. Elas podem ser subdivididas em diversas áreas da faixa gástrica e intestinal, por exemplo, e apresentar diferenças sutis que, por sua vez, levam a diagnósticos diferentes.
 
"Um paciente com dor no estômago que melhora logo após a alimentação pode ter suspeita de úlcera no duodeno. Já a dor no estômago que piora com a alimentação leva a uma investigação de úlcera ou mesmo de tumor no estômago", exemplifica o gastroenterologista Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, cirurgião geral do aparelho digestivo do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.
 
Outras dores que costumam ser quase ignoradas são as sentidas após a prática da atividade física – a tendência é acreditarmos que exercício, para funcionar, "tem de doer". Efetivamente, a dor durante ou após uma atividade física pode até ser considerada normal, desde que se apresente de forma leve e sem prejuízo ao sistema musculoesquelético e cardiovascular, como aponta o ortopedista Moisés Cohen, presidente da Sociedade Mundial de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Trauma Desportivo e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, em São Paulo.
 
"A dor muscular, por exemplo, é muito comum após longo período de inatividade e geralmente desaparece após um ou dois dias, até sumir por completo com a melhora do condicionamento físico.  No entanto, realizar qualquer atividade física com dor, em qualquer região do corpo, pode ser um alerta e precisa ser investigada", orienta o especialista.
 
Veja a seguir as sete principais dores que sempre devem ser investigadas e o que os médicos dizem a respeito delas.
 
1. Dor de cabeça
Dos 10 aos 50 anos, ela geralmente é causada por alterações na visão ou nos hormônios – esta última, mais comum entre as mulheres. Acima dos 50 anos, pode estar relacionada à hipertensão.
 
2. Dor de garganta
Pode ter origem em processos infecciosos por bactérias ou vírus. Caso se torne persistente e seja associada a sintomas como rouquidão, falta de ar, sangramento ou dificuldade para engolir, pode estar relacionada a certos tumores nas vias aéreas ou digestivas.
 
3. Dor no peito
Pode representar uma simples dor muscular na parede torácica ou, principalmente quando intensa e aguda, indicar algum problema cardiológico, como uma angina ou até mesmo o início de um infarto.
 
A falta de ar (dispneia) durante a prática esportiva pode ser normal por falta de condicionamento, mas também pode indicar um processo alérgico ao exercício ou alguma alteração cardiorrespiratória.
 
Dor nas costas: má postura e esforço físico exagerado são
 as causas mais comuns
4. Dor abdominal
Uma dor forte na parte baixa do abdome, acompanhada de dificuldade de evacuar e eliminar gases, pode ser sinal de diverticulite aguda. Já a dor na boca do estômago com sensibilidade do lado direito traz a possibilidade de cólica ou infecção na vesícula biliar (parte alta do abdome) ou ainda apendicite aguda (na parte baixa do abdome). Cólicas intestinais com presença de muco ou sangue nas fezes podem ser suspeita de colite ou de tumores intestinais.
 
5. Dor nas costas
A má postura e o esforço físico podem machucar a coluna lombar. Principalmente quando acompanhada de irradiação, formigamento e diminuição de força motora nos membros inferiores, a dor nesta região mais baixa das costas pode estar presente nos casos de hérnia de disco. Além de minar a qualidade de vida, a dor nas costas também pode encobrir o câncer no pâncreas.
 
6. Dor nas pernas
É uma das dores mais comuns e suas causas podem ser as mais variadas, desde problemas vasculares e artroses até doenças como hipotireoidismo e diabetes. Especificamente, as dores nos joelhos, por tratar-se de uma articulação extremamente vulnerável aos traumas, podem significar desde lesões simples, como as tendinites, até lesões mais graves, como de menisco e de cartilagem.
 
7. Dor no corpo todo
Se a sensação é de que o corpo todo vive “moído”, e essa dor geral está associada a um quadro de desânimo e falta de energia, pode ser um sintoma de depressão ou de fibromialgia.
 
Sentir dores, especialmente as que se prolongam por longos períodos de tempo nunca é normal. Em todos os casos, é imprescindível procurar um médico e investigar a origem da dor, para então buscar o tratamento mais adequado para o problema, finalizam os especialistas.
 
BBC Brasil / iG

Região de 220 mil pessoas em SP tem falta crônica de remédios em postos de saúde

UBS Parque São Rafael é uma das unidades onde falta de medicamentos é gritante
Anderson Passos/iG São Paulo: UBS Parque São Rafael é
uma das unidades onde falta de medicamentos é gritante
Problemas na região de São Mateus, zona leste da cidade, são persistentes desde o começo do ano
 
Embora o problema seja tratado como pontual pela Prefeitura de São Paulo, que afirma regularizar os estoques de medicamentos a cada 15 dias nas farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, a região de São Mateus, na zona leste, convive com a falta crônica de medicamentos.
 
A reportagem do iG fez duas visitas ao local onde vivem aproximadamente 220 mil pessoas. A mais recente ocorreu nesta quarta-feira (2) e a anterior ocorreu no dia 4 de março.
 
Na primeira unidade visitada, a UBS Jardim Colonial, estavam em falta Albendazol (mastigável 400mg), Carbonato de Cálcio (500mg), Cefalexina (comprimido 500mg), Cloridato de Clindamicina; Dimenidrinato + Cloridato de Piridoxina (Vitamina B6) - solução oral gotas 25mg/ml, Metformina 500mg; Cloridato de Metrocopramida (comprimido 10mg)Cloridato de Piridoxina (comprimido 40mg), Risperidona (comprimido 2mg) e Sertralina (comprimido 50mg).
 
Na UBS Parque São Rafael também estavam em falta Albendazol (mastigável 400mg), Albendazol (suspensão oral 40mg), Carbonato de Cálcio (500mg), Cetoconazol (creme 20mg/g 2% bisnaga, Cefalexina (comprimido 500mg), Cloridato de Clindamicina; Dimenidrinato + Cloridato de Piridoxina (Vitamina B6) - solução oral gotas 25mg/ml, Cloridato de Metrocopramida (comprimido 10mg)Cloridato de Piridoxina (comprimido 40mg), Risperidona e Sertralina (comprimido 50mg).
 
"A Risperidona chegou há três dias", informou uma servidora sob anonimato. O estoque era de 600 comprimidos. Mas como esse medicamento é de uso contínuo por pacientes psiquiátricos, ele esgota rápido porque o paciente precisa do estoque para um mês de uso", explicou.

Também visitada nesta quarta-feira, a UBS Jardim 9 de Julho não tinha em estoque Carbonato de Cálcio (500mg), Cefalexina (comprimido 500mg), Cloridato de Clindamicina, Dimenidrinato + Cloridato de Piridoxina (Vitamina B6) - solução oral gotas 25mg/ml, Metformina 500mg; Cloridato de Metrocopramida (comprimido 10mg), Risperidona (comprimido 2mg) e Sertralina (comprimido 50mg)
 
Na UBS São Mateus I, os funcionários se recusaram a informar se havia ou não falta de remédios. Em março passado, não foi diferente. Na primeira visita, a usuária Diva Maria Ferreira, de 57 anos, relatou que não encontrou Metoclopramida (conhecido como Plasil, empregado no combate a náuseas e vômitos) e Escopolamina (conhecido como Buscopan e que trata cólicas e úlceras). Ouviu da atendente que não havia previsão para a reposição.

Já na UBS do Parque São Rafael, houve a informação de que os estoques foram atualizados na segunda-feira (9), mas que ainda persistia a falta de alguns medicamentos como Albendazol - comprimido mastigável 400mg, Cefalexina - comprimido 500mg, Clindamicina cloridato - cápsula 300mg, Dimenidrinato, Piridoxina, cloridato (vit B6) - solução oral gostas 25mg/ml + 5mg/ml frasco, Hidrocorotiazida - comprimido 25mg, Hipoclorito de Sódio - solução 2,5% de cloro ativo (25mg/ml) frasco, Metoclopramida, cloridato comprimido 10mg, Risperidona - comprimido 2mg e Sertralina - comprimido 50mg.
 
Lista
Segundo relatório produzido pelo Conselho Gestor de Supervisão de São Mateus e apresentado no último dia 4 de março, a falta dos medicamentos na região era classificada como "permanente". Na época, constavam da lista:
  • Albendazol - comprimido mastigável 400mg
  • Albendazol - suspensão oral 40mg
  • Carbonato de Cálcio - comprimido 500mg
  • Cefalexina - comprimido 500mg
  • Cetoconazol - creme 20mg/g (2%) bisnaga
  • Clindamicina cloridato - cápsula 300mg
  • Clonezapam - comprimido 2mg
  • Dimenidrinato - solução oral gotas 25mg/ml
  • Piridoxina, cloridato (vit B6) - 5mg/ml frasco
  • Hidroclorotiazida - comprimido 25mg
  • Hipoclorito de Sódio - solução 2,5% de cloro ativo (25mg/ml) frasco
  • Metformina 500mg - cloridato (Vit B6) comprimigo 40mg
  • Metoclopramida, cloridato comprimido 10mg
  • Piridoxina - cloridato (vit B6) comprimido 40mg
  • Risperidona - comprimido 2mg
  • Sertralina - comprimido 50mg
Os remédios
O Albendazol - comprimido mastigável 400mg - e Albendazol - suspensão oral 40mg - são medicamentos utilizados para o combate de infecções intestinais. Já o Carbonato de Cálcio é usado no combate e prevenção a osteoporose. Cefalexina é um antibiótico que combate infecções como amigdalite, sinusite, faringite e otite.
 
A pomada Cetoconazol é recomendada no combate a infecções do órgão reprodutor feminino, assim como o antibiótico Clindamicina. O Clonazepam, popularmente conhecido como Rivotril, é um medicamento ansiolítico da família dos benzodiazepíricos.
 
Dimenidrinato e o Cloridato de Piridoxina são usados para prevenir náuseas e vômitos em gestantes, enquanto a Enoxaparina Sódica combate tromboses que podem ocorrer após cirurgias.
 
A Hidroclorotiazida é um diurético recomendado a pacientes que sofrem de hipertensão, enquanto o Hipoclorito de Sódio é aplicado como anti-séptico. O Metformina é sugerido para controlar o açúcar no sangue de pacientes diabéticos do tipo 2. Metoclopramida, também conhecido pelo nome de Plasil, combate distúrbios estomacais e da flora intestinal.
 
A Piridoxina ou Vitamina B6 combate a anemia e Risperidona é recomendada a pacientes psiquiátricos na prevenção de surtos psicóticos. Por fim, a Sertralina é sugerida para pacientes depressivos.
 
Palavra da Prefeitura
A Prefeitura de São Paulo, via Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foi consultada para se posicionar sobre o assunto tanto os problemas de estoque da rede verificados em março quando os que ocorrem agora. No entanto, até o fechamento desta, ainda não havia se manifestado.
 
iG