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terça-feira, 7 de julho de 2015

Pela primeira vez, planos de saúde registram perdas de usuários

Enquanto a rede de atendimento dos planos de saúde cresce, o número de beneficiários apresenta queda de 10,6 mil nos três primeiros meses do ano. Ou seja, houve um aumento da oferta de rede acima do volume de ingresso de novos vínculos, segundo análise do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
 
Os planos individuais e coletivos por adesão (contração feita por entidades de classe) foram os responsáveis pelas baixas. É a primeira vez que o setor registra uma variação negativa num primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a variação foi de 0,02%, enquanto no trimestre anterior (2014), o crescimento foi de 0,7%.
 
O resultado deste trimestre parece esboçar a tendência de que, com o aumento da taxa de desemprego, diminuição do poder aquisitivo da população e aumento da inflação, haja desistência nas contratações de planos.

 Atualmente o segmento de planos empresariais representa 66% do total do mercado de saúde suplementar, ou seja, o risco do desemprego assombra a estabilidade dos planos. Para se ter ideia, em maio, 115 mil postos de trabalho foram fechados.
 
Aumento de estabelecimentos
O IESS constatou que, no País, o total de estabelecimentos de atendimento ambulatoriais subiu de 166,1 por 100 mil beneficiários de planos de saúde, em 2009, para 222,5 por 100 mil beneficiários em 2014. Um avanço de 34% em cinco anos. Nesse mesmo período o número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares cresceu 19,4%.
 
Para o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, uma hipótese que pode justificar a expansão da rede de atendimento da saúde suplementar em um patamar superior estaria na competição existente nesse setor. “Uma hipótese é que, para ser mais competitiva, cada operadora busca ofertar uma rede maior e melhor do que sua concorrente. Essa demanda, portanto, seria uma forma de estimular mais investimentos por parte dos prestadores contratados pelas operadoras”, sugere.
 
Nos estabelecimentos de internação, o total usado pela saúde suplementar saltou de 3,8 para 4,6 por 100 mil beneficiários, um crescimento de 21%. Já nos estabelecimentos de emergência, a saúde suplementar contava, em 2009, com a proporção de 3,1 unidades por 100 mil beneficiários. Em 2014, esse número subiu para 4,1 por 100 mil, o que representa um crescimento de 32,2%.
 
No caso de estabelecimentos de diagnose e terapia, em 2009, na saúde suplementar, havia 27,7 estabelecimentos de diagnose e terapia por 100 mil beneficiários. Em 2014, esse número chegou a 35,7 por 100 mil beneficiários, um crescimento de 28,8%.
 
Saúde Business

Anvisa suspende lote de antibiótico com desvio de qualidade

A resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicada nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, a comercialização e o uso do lote AX4144A2D (validade até setembro de 2016) do medicamento Amoxicilina 500 mg cápsulas, fabricado pela empresa Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda.
 
De acordo com o texto, o próprio fabricante encaminhou à agência comunicado de recolhimento voluntário do produto em razão de desvio de qualidade por presença de corpo estranho em um blister (embalagem) lacrado do lote.
 
A Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. informou que já encaminhou uma carta a todos os clientes e estabelecimentos que receberam o lote, orientando sobre a devolução do medicamento.
 
ANVISA

Intoxicação alimentar por peixe é mais comum que se acredita, diz estudo

Michael Melford/National Geographic Creative
Intoxicações provocadas por uma toxina encontrada na barracuda e outras espécies da pesca esportiva foram gravemente subestimadas na Flórida, Estados Unidos, segundo novo estudo – e o problema é muito mais comum em comunidades pesqueiras ao redor do globo do que se pensava, disse a autora principal da pesquisa

Na Flórida, a intoxicação com a toxina ciguatera é mais elevada entre os latinos, supostamente porque eles gostam mais de comer barracuda, segundo o estudo, publicado há poucos dias em "The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene".

A ciguatera é produzida por algas que crescem em águas quentes, e existe o risco de ela se espalhar na direção norte à medida que os oceanos se esquentam, declarou Elizabeth G. Radke, epidemiologista do Instituto de Patógenos Emergentes da Universidade da Flórida e principal autora do estudo.

A toxina é ingerida por peixes de corais que comem a vegetação e se concentra nos predadores maiores que os devoram. Os níveis mais elevados são encontrados na barracuda, mas ela também é encontrada na garoupa, olho-de-boi, bodião-de-pluma, luciano, cavala e dourado-do-mar. Congelar ou cozinhar não afeta a toxina.

"Nós recomendamos que não se coma barracuda", disse Radke. No caso das outras espécies, comuns em peixarias, "é uma boa ideia estar ciente de que se está correndo um risco. Se você passar mal, procure um médico, conte que comeu peixe e, caso tenha sobrado peixe, congele para que ele possa ser examinado".

De acordo com a pesquisadora, peixes pescados nas águas mais frias do Hemisfério Norte apresentam menor probabilidade de ter a toxina, mas o risco não é zero porque os peixes migram.

Vômito severo num período de três horas após a ingestão do peixe é o sintoma mais comum, mas algumas pessoas sentem dor e formigamento na boca, mãos, pés e, às vezes, fraqueza nas pernas. A maioria se recupera, mas, em alguns casos, os sintomas neurológicos, como sentir quente uma superfície fria e vice-versa, se prolongam durante meses.

Não existe tratamento específico, embora o manitol, tipo de açúcar com muitas aplicações médicas, pareça ajudar, explicou Radke.

O estudo de Radke foi acrescido da análise de relatos de intoxicação e de uma pesquisa via e-mail com mais de cinco mil pescadores esportivos. A intoxicação por ciguatera deve ser informada às autoridades da Flórida ao ser diagnosticada pelos médicos; a estimativa oficial é de um caso a cada 500 mil moradores por ano.

O estudo de Radke estimou que o problema fosse 28 vezes mais comum. A intoxicação por ciguatera ocorre com mais frequência em pessoas que pescam ao redor de Miami, do arquipélago Flórida Keys e nas Bahamas, mas é rara no norte da Flórida. A intoxicação é três vezes mais comum entre pessoas de origem latina do que as de outros grupos étnicos.

Esse tipo de intoxicação alimentar é bem conhecido em áreas ao redor de águas quentes no Caribe, Pacífico Sul e no Oceano Índico, disse a cientista. Pesquisa realizada por ela em São Tomás, Ilhas Virgens Americanas, constatou que 25 por cento dos moradores já tiveram o problema e, metade deles, apresentaram sintomas que duraram mais de três meses.

UOL

Burocracia atrasa liberação de remédios à base de maconha, dizem cientistas

Deixar de fornecer remédios à base de substâncias derivadas da maconha é uma crueldade contra pacientes que têm doenças crônicas
 
A opinião é do neurocientista Sidarta Ribeiro, um dos mais importantes pesquisadores da área, professor e diretor titular do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo ele, a maconha é utilizada em vários países para alívio da dor e do sofrimento, mas no Brasil, o uso esbarra em falta de regulamentação e de conhecimento de órgãos de classe, que dificultam o tratamento.

"Qual a justificativa para um paciente com câncer terminal, que está morrendo de dor, não ser medicado? [Ao não aceitar o uso de remédios da planta] a medicina brasileira vai ficando para trás", afirmou Ribeiro, na última quinta-feira (2), no Seminário Internacional Maconha: Usos, Políticas e Interfaces com a Saúde e Direitos, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (Emerj). O evento reuniu médicos, especialistas, juristas e associações de apoio à pesquisa e a pacientes que fazem uso da maconha.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) só permite a importação de uma única substância da maconha das mais de 80, o canabidiol, com base nos pedidos médicos. Dessa forma, restringe o uso da própria substância por não fazer controle de qualidade e por não regular a produção nacional, que poderia baixar custos. Segundo a organização Apoio à Pesquisa e Pacientes de Canabis Medicinal, as doses importadas chegam a custar entre R$ 1,5 mil e R$ 15 mil.

"O medicamento que estamos importando é vendido fora do Brasil como suplemento alimentar, ou seja, não tem controle farmacológico nacional sobre ele e não sabemos efetivamente o que estamos utilizando, temos que nos basear na boa fé", disse o médico Ricardo Ferreira, especialista em coluna, que tem feito uso do canabidiol com sucesso, em pacientes crônicos. Ele defende que a Anvisa crie regras para controle da produção e também para os clubes de autocultivo.

Na medicina, outra mudança recomendada pelos especialistas para facilitar o acesso a tratamentos com medicamentos à base de substâncias da maconha é a flexibilização de norma do Conselho Federal de Medicina (CFM), de 2014, que só permite o uso do canabidiol em crianças e adolescentes com epilepsia e que não respondem ao tratamento convencional.

"Não há comprovação científica suficiente para que o CFM reconheça esse fármaco como eficiente", afirmou o conselheiro da entidade, Salomão Rodrigues. Ele diz ainda que há possibilidade de substâncias presentes na maconha, como o THC, provocarem efeitos psicóticos.

Sidarta Ribeiro discorda do CFM e diz que centenas de estudo atestam a utilização segura de remédios de maconha na Europa, nos Estados Unidos e em Israel. O país do Oriente Médio, por exemplo, prescreve substâncias in natura na forma de óleo, fumada, vaporizada e em alimentos, como biscoito. "As pessoas não estão acompanhando a literatura [científica], estão ignorando uma quantidade enorme de evidências para empurrar decisões", afirmou.

O diretor do Instituto do Cérebro também disse que todas as substâncias têm grupos de risco e perigos relacionados à dosagem acima das prescrições. "Das substâncias que temos, a maconha é uma das mais seguras, a sobredose não mata, como mata a de dipirona", disse.

Para o cientista Elisaldo Carlini, um dos mais respeitados pesquisadores de drogas no Brasil, há 62 anos, o que atrasa o uso da maconha medicinal no país são mitos e preconceitos, incluindo aqueles de fundo racista. "O preconceito racial nesse país chega a tal ponto que hoje preconceito se alimenta de preconceito", afirmou ele, que também participou do seminário. "É preciso mais pressão popular para o Brasil usar algo que o mundo já usa", acrescentou.

Para autorizar o plantio de maconha para pesquisa e para o uso medicinal, a Anvisa pretende montar um grupo de trabalho e elaborar uma regulamentação específica, com a participação de órgãos de governo, como a Polícia Federal, além de pesquisadores. "Pretende-se ainda ampliar a participação após a evolução das atividades, que se encontram na fase inicial, por meio de convites a outros órgãos e instituições", informou em nota enviada à Agência Brasil.

Em relação ao uso de medicamentos com substâncias da cannabis, a agência afirmou que analisa pedido para autorizar o uso de remédios à base de canabidiol e tetra-hidrocanabinol (THC), mas não esclareceu se os remédios serão com a substância in natura ou sintética, que é feita em laboratório.
 
UOL

Aparelho que ajuda a “comer como um porco” sem engordar chega ao mercado ainda este ano

Um novo aparelho que
deixa as pessoas comerem o quanto quiserem sem engordar está próximo de char ao
mercado no Reino Unido. De acordo com informações do site DailyMail, é possível
“comer como um porco” e depois “limpar” o estômago com o aparelho. A comida que
ainda não foi digerida pode ser retirada antes que o organismo consuma aquele
alimentoUm novo aparelho que deixa as pessoas comerem o quanto quiserem sem engordar está próximo de char ao mercado no Reino Unido

De acordo com informações do site DailyMail, é possível“comer como um porco” e depois “limpar” o estômago com o aparelho. A comida que ainda não foi digerida pode ser retirada antes que o organismo consuma aquele alimento.
 
A operação para colocar o dispositivo na barriga dura cerca de 15 minutos. Um tubo é colocado no estômago, com uma saída pela barriga por meio de um “botão”, que se conectará ao aparelho. Esse aparelho joga água dentro do estômago e retira a comida que ainda não foi digerida pelo organismo, fazendo com que a pessoa consiga voltar a comer. O paciente é liberado para ir para casa duas horas após o procedimento.
 
O único cuidado que os desenvolvedores do aparelho recomendam é mastigar bem a comida, para que o paciente não corra o risco de algum pedaço de alimento bloquear a saída na hora da “lavagem”.
 
Anthony Shonde, gastroenterologista que criou o aparelho, afirma que o funcionamento é praticamente o mesmo de uma cirurgia de redução de estômago, mas sem os riscos da operação.
 
Já Tam fry, membro do Forum de Obesidade Nacional do Reino Unido discorda completamente com a novidade.

— Não dá pra aceitar que as pessoas vão poder “apertar um botão” para tirar o excesso de comida que ingeriram.
 
R7

Informe técnico esclarece sobre limites de substâncias neurotóxicas em produtos saneantes

A Gerência Geral de Saneantes (Ggsan) da Anvisa divulgou o Informe Técnico de número 003 (INF-003)
 
O documento trata da limitação de substâncias neurotóxicas nas formulações de produtos saneantes. As características físico-químicas dessas substâncias podem alterar a atividade normal do sistema nervoso e causar danos às células que o compõem.
 
O texto esclarece o limite aceitável de 20% p/p para o somatório dessas substâncias nas formulações. Dentre esses componentes, estão os solventes orgânicos voláteis, como o xileno, o tolueno e o etilbenzeno.
 
O informe pode ser acessado no menu Informes Técnicos, disponível na área de saneantes no portal da Anvisa.
 
ANVISA

Perguntas e Respostas - Resolução Normativa nº 368. Novas regras sobre parto na saúde suplementar

 
1. Qual o objetivo da RN nº 368 que está entrando em vigor?
Garantir o acesso à informação das beneficiárias de planos de saúde (gestantes ou não) aos números totais e percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais, por operadora, por estabelecimento de saúde e por médico; e estabelecer a normatização para a utilização do Partograma, do Cartão da Gestante e da Carta de Informação à Gestante. Com isso, a ANS quer oferecer informações de qualidade para que a mulher possa tomar, em conjunto com seu médico, a decisão sobre o seu parto.
 
2. Que resultados a ANS espera com essa medida?
Essa é uma das iniciativas que a ANS está propondo para mudar o modelo de assistência ao parto e nascimento na saúde suplementar. O objetivo é reduzir os riscos decorrentes de cesarianas desnecessárias e promover crescente melhoria no cuidado para a mulher e o bebê. Para atingirmos esses resultados, é fundamental que haja a disseminação de informações para a gestante e sua família e que sejam utilizados instrumentos eficazes para o acompanhamento de todo o período de gestação, até o trabalho de parto e o pós-parto.
 
3. Como conseguir os dados sobre parto normal e cirurgia cesariana da minha operadora?
A beneficiária ou seu representante legal deverá solicitar à operadora de plano de saúde os quantitativos de partos normais e de cesarianas da própria operadora, do médico assistente ou da maternidade na qual pretende realizar seu parto. O pedido deve ser feito pelos canais de comunicação disponibilizados pela operadora: telefone, e-mail, correspondência ou presencialmente. A operadora deverá fornecer à beneficiária ou seu representante legal o número total e os percentuais de partos normais e cirurgias cesarianas solicitados. A beneficiária poderá solicitar as informações sobre mais de um prestador médico ou prestador hospitalar.
 
4. De que forma a operadora deve responder à solicitação da beneficiária ou seu representante legal e em quanto tempo?
A operadora deverá responder à demanda da beneficiária ou seu representante legal em linguagem clara, adequada e por escrito. A resposta pode ser fornecida presencialmente, por correspondência ou por meio eletrônico conforme escolhido pela beneficiária ou seu representante legal. O prazo para o fornecimento da resposta é de 15 dias contados a partir da data da sua solicitação.
 
5. A operadora deverá fornecer informação sobre prestadores de serviços que não constem de sua rede assistencial, ou seja, médicos que são acessados por livre escolha da beneficiária ou seu representante legal?
A operadora deverá fornecer informações dos prestadores que compõem sua rede assistencial, seja contratada, credenciada ou referenciada. A operadora não é obrigada a fornecer informações sobre prestadores de serviço de ‘Livre Escolha’, ou seja, aqueles que não pertencem à sua rede assistencial contratada, credenciada ou referenciada, portanto, que não constam nos livros de indicação de prestadores de serviço ou nos sítios eletrônicos das operadoras.
 
6. Caso a operadora não responda à solicitação, o que a beneficiária ou seu representante legal podem fazer?
A beneficiária ou seu representante legal poderão entrar em contato com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), através dos seus canais de atendimento - Disque ANS (0800-701-9656), Fale Conosco (e-mail enviado pelo site da ANS – www.ans.gov.br), canal de recebimento de correspondências endereçadas à ANS ou se dirigir pessoalmente a um dos Núcleos de Atendimento e formalizar a denúncia contra a operadora.
 
7. O que acontece à operadora que se recusar a fornecer as informações dispostas na RN 368?
O não atendimento da solicitação da beneficiária, no prazo máximo de 15 dias contados a partir da data da sua solicitação, acarretará em sanção e multa estabelecidas nos normativos vigentes da ANS. O valor da multa é de R$ 25 mil.
 
8. O que é o Cartão da Gestante?
É um instrumento de registro das consultas de pré-natal, no qual o obstetra deverá registrar os principais dados de acompanhamento da gestação. No Cartão da Gestante também deve conter a Carta de Informação à Gestante. O Cartão da Gestante deve permanecer na posse da gestante para que ela possa apresentá-lo em todos os estabelecimentos de saúde que utilizar durante a gestação e na maternidade, em casos de urgência ou quando for admitida em trabalho de parto.
 
9. Quais são os principais dados do acompanhamento da gestação?
Além dos dados de identificação da gestante e de seu obstetra, outros dados deverão estar registrados no Cartão da Gestante, como: resultados de exames de clínicos importantes na gravidez (tipo sanguíneo e Fator RH; Glicemia em jejum, HIV, etc); resultado das ultrassonografias; histórico de doenças com diabetes, hipertensão, tromboembolismo, etc.
 
10. Existe um modelo de Cartão da Gestante?
O modelo do Cartão da Gestante foi publicado como Anexo da RN 368/2015 e encontra-se disponível no portal da ANS na internet.
 
11. Como a gestante pode conseguir o Cartão da Gestante?
O Cartão da Gestante deverá ser disponibilizado pela operadora sempre que for solicitado por uma de suas beneficiárias que esteja em período gestacional.
 
12. Caso a beneficiária não esteja com o Cartão da Gestante em mãos, ela não poderá ser atendida?
A ausência do Cartão da Gestante não é impeditivo para qualquer tipo de atendimento.
 
13. O que é a Carta de Informação à Gestante?
A Carta de Informação à Gestante é parte integrante do Cartão da Gestante e tem como objetivo esclarecer as beneficiárias sobre as questões relativas ao pré-natal, à gestação e aos direitos das gestantes, entre os quais, o direito a um acompanhante de sua livre escolha no pré-parto, parto e pós-parto imediato.
 
14. O que é o Partograma?
O Partograma é um instrumento gráfico de acompanhamento da evolução trabalho de parto e das condições maternas e fetais.
 
15. Qual o objetivo do Partograma?
O Partograma foi desenvolvido com a finalidade de reduzir a morbimortalidade materna e fetal e deve conter as principais informações acerca de sinais que apontem para a necessidade de mudança da via natural do parto, bem como quaisquer outras intervenções que se façam necessárias.
 
16. Existe um modelo de Partograma?
Existem vários modelos de Partograma que podem ser utilizados, desde que contenham os dados mínimos indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme modelo disponibilizado no Anexo III da RN 368.
 
17. Porque o Partograma é parte do processo do pagamento do procedimento parto?
Por se tratar de um instrumento simples, de baixo custo, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e de fundamental importância para o monitoramento do trabalho de parto, o Partograma foi incluído com um dos documentos necessários para o faturamento do procedimento como forma de induzir a sua utilização no setor de saúde suplementar.
 
18. Se o médico não entregar o Partograma, a operadora poderá ser punida?
O Partograma é um documento importante, que vai informar como se deu o trabalho de parto e quais foram os procedimentos adotados pela equipe médica até o nascimento do bebê. Caberá à operadora cobrar do médico a entrega do documento. Nos casos que não for possível elaborar o Partograma, ele deverá entregar um Relatório Médico detalhado que justifique a ausência.
 
19. Caso haja uma complicação e o médico indique uma cesariana antes do início do trabalho de parto, o parto será coberto pela operadora?
Sim, o parto é um procedimento de cobertura obrigatória para os planos de saúde de segmentação hospitalar com obstetrícia. Caso haja uma indicação clínica para a cesariana, o médico deverá elaborar um Relatório Médico consubstanciado, justificando a sua indicação. Esse Relatório Médico irá substituir o Partograma para fins de faturamento do procedimento. Desse modo, o pagamento do procedimento “parto” está condicionado ao Partograma ou ao Relatório Médico, justificando a indicação da cesariana.
 
20. No caso de cesariana a pedido da gestante, a operadora deve cobrir o procedimento?
Sim, a operadora deverá cobrir o procedimento. O Código de Ética Médica, no artigo 24 do capítulo IV, que versa sobre os Direitos Humanos, dispõe que é vedado ao médico “Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo”. Entretanto, como a cirurgia cesariana a pedido da gestante é um procedimento cirúrgico que acarreta riscos para a mãe e o para o bebê, o Partograma deverá ser substituído no processo de pagamento por um Relatório Médico, constando um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pela gestante.
 
21. O que deve constar no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para a cirurgia cesariana a pedido da gestante?
O termo deve conter as indicações e os riscos da cirurgia cesariana; a identificação do médico assistente pelo nome completo, número do registro profissional e assinatura; e a identificação da paciente pelo nome completo, número de documento de identificação válido e assinatura.
 
22. Quais são hoje os principais motivos para o grande número de cesarianas na saúde suplementar? Como a ANS acredita que essas questões serão solucionadas com as medidas anunciadas?
Há estudos que apontam razões diversas para o aumento de cesáreas, como o melhor controle da agenda do médico e do estabelecimento de saúde onde o parto será realizado; a preferência da mulher por considerar que será um parto sem dor; a certeza da existência de leito no dia e horário definidos. Mas o que é preciso ressaltar é que o parto é uma questão de saúde da mãe e do bebê. A cesariana é um procedimento cirúrgico e, como tal, envolve riscos maiores. Por esse motivo, ela só deve ser realizada nos casos em que realmente houver necessidade, de acordo com indicação médica. A ANS vem há pelo menos 10 anos aplicando esforços na redução das cesáreas na saúde suplementar. As ações não foram suficientes por si só para frear as cesáreas, por isso, estamos concentrados agora em medidas mais incisivas.
 
Fonte: ANS / Blog da Saúde

DF tem falta de antibióticos usados contra meningite, tétano e tuberculose

Fachada da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)
Foto: Raquel Morais/G1
Fachada da Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Laboratórios alegam escassez de matéria-prima; pregões não têm lances. Nem todos os medicamentos podem ser substituídos por outros remédios
 
Com dificuldades para reabastecer as farmácias da rede pública, o Distrito Federal tem estoques zerados de quatro antibióticos em todas as unidades de saúde desde pelo menos o início do ano. Os remédios em falta são usados no tratamentos de doenças como sífilis, febre reumática, toxoplasmose, tétano, meningite, salmonelose, pericardite (inflamação da membrana que reveste o coração) e endocardite (inflamação no revestimento interno do coração). Nem todos podem ser substituídos por outros medicamentos.
 
De acordo com a Secretaria de Saúde, os fornecedores alegam escassez de matéria-prima. Doses de Benzetacil, por exemplo, único antibiótico eficaz no tratamento contra sífilis em fetos, não chegam há um ano. Já de claritromicina, usada em pacientes com úlceras no estômago e infecções respiratórias, foram recebidas pela última vez em 2013.
 
A garantia de medicamentos foi apontada como um dos pilares no combate à proliferação de superbactérias – cinco pacientes infectados com micro-organismos do tipo morreram em um mês. Diretora de Assistência Farmacêutica, Gláucia Carvalho diz que a pasta mantém abertos processos de compras de todos os remédios em falta, até para mostrar que tem se esforçado para reverter o quadro.
 
Quando há falta de medicamento, a gente tenta remanejamento, mas [essa] é uma falta generalizada. E como está no mercado todo, nem com outros hospitais públicos a gente conseguiria uma ação do tipo empréstimo. É muito complicado isso”, afirma a gestora.
 
Dados da secretaria apontam que a espiramicina – usada no tratamento contra toxoplasmose em grávidas – tinha um consumo mensal de 3.442 doses. A claritromicina – utilizada para tratar infecções respiratórias e de pele, prevenção de infecção por MAC (Mycobacterium avium complex), que provoca tuberculose em pacientes com HIV, além de inflamações no estômago – tinha consumo mensal de 263 doses.
 
A penincilina benzatina (conhecida pelo nome comercial Benzetacil) – principal remédio usado contra sífilis e único eficaz contra a doença em fetos – tinha consumo mensal de 33.498 doses. Já a benzilpenicilina potássica – utilizada contra antraz, tétano, difteria, endocardite, orofaringite, salmonelose, meningite, pericardite, pneumonia grave e outras doenças – tinha consumo mensal de 1.843 doses.
 
Funcionário terceirizado de um órgão público, Marcelo dos Santos teve uma infecção em abril e conta ter passado por uma UPA, um posto de saúde e quatro hospitais públicos atrás de Benzetacil. O medicamento estava indisponível, e, após cinco dias, o homem decidiu procurá-lo em farmácias. As seis ampolas saíram por R$ 79 e foram achadas em um estabelecimento a 26 quilômetros de casa.
 
“Precisei tomar durante três semanas, aí, como não tinha na rede, desisti e fui procurar no particular”, afirmou o rapaz. “Comprei na farmácia e levava ao hospital para aplicar. Os técnicos de enfermagem sempre comentavam que era uma calamidade. Os hospitais só tinham dipirona e soro.”
 
O homem disse considerar a situação “desagradável”. “É chato, porque eu pelo menos tenho condição de comprar, mas imagina quem não tem. E esse é um medicamento considerado simples, mas de bastante importância.”
 
Por e-mail, a Secretaria de Saúde informou que há casos em que os medicamentos podem ser substituídos. "Vai depender do tipo de infecção, qual bactéria está provocando essa infecção, órgão acometido, entre outros aspectos avaliados pelo médico. Deve-se analisar uma série de fatores no momento de se escolher o substituto, pois depende do diagnóstico de cada paciente", diz o texto.
 
Descontinuidade
Um relatório da Anvisa de 2 de junho mostra que alguns dos laboratórios que fornecem os medicamentos comunicaram a interrupção temporária na produção. A empresa Antibióticos do Brasil notificou o Ministério da Saúde sobre a suspensão da claritromicina em 30 de junho de 2014. Uma das responsáveis pela eritromicina, a Sanofi-Aventis avisou o órgão a respeito do corte em 28 de outubro de 2014.
 
Uma das produtoras da penincilina benzatina, a Novafarma comunicou a Anvisa em 21 de janeiro deste ano sobre a interrupção na entrega do medicamento. A empresa também havia informado, em 20 de dezembro de 2014, a respeito da suspensão da benzilpenicilina potássica.
 
Gláucia afirma que o fato de não conseguir realizar licitações por questões de mercado é "angustiante". "A gente imprime todos os esforços para finalizar uma compra e ela resta deserta. Isso é muito angustiante. É uma coisa que está fora completamente do nosso controle."
 
"Existem processos de compra que poderiam ser melhorados com maior eficiência da administração? Existem. Mas esses, especificamente, são uma coisa que a gente esgotou as nossas possibilidades, e a gente se vê mesmo refém do mercado. É muito complicado", completa.
 
Combate às superbactérias
Um estudo feito pela Secretaria de Saúde aponta uma série de "irregularidades" nos hospitais públicos do DF: menos de 30% dos profissionais higienizam as mãos no trabalho; há fornecimento irregular de luvas e aventais, que geralmente têm baixa qualidade; são usados produtos de limpeza de pouca eficácia e falta manutenção adequada para equipamentos.
 
Trecho de levantamento sobre situação atual dos hospitais públicos do Distrito Federal  (Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação)
Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação
Trecho de levantamento sobre situação atual dos hospitais públicos do Distrito Federal
 
A coordenadora de Infectologia, Maria de Lourdes Lopes, afirmou que a situação já era conhecida pela pasta, mas o raio X permitiu a criação de um plano de contingência, anunciado no começo de junho após quatro unidades registrarem casos de pacientes com superbactérias. Até agora, cinco pacientes isolados com o micro-organismo já morreram.
 
A estratégia se baseia em três pilares – garantia de medicamentos sem interrupção, fornecimento de materiais para limpeza e desinfecção de superfícies e materiais e incorporação de farmacêutico nas equipes multidisciplinares que atuam nas áreas críticas, como UTIs. Embora os cuidados pareçam rotineiros, a gestora afirmou que faltava sistematização.
 
A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde, Marli Rodrigues, criticou a forma como a gestão interpretou os dados da pesquisa, dizendo que existe um esforço para culpar profissionais. Ela também citou o déficit – de 7,9 mil servidores –, que obriga funcionários da área a trabalharem com sobrecarga. A entidade representa 104 categorias.
 
"Faltam materiais básicos de higiene, como álcool e clorexidina [antisséptico]. No Hospital de Santa Maria, por exemplo, faltam luvas, sondas, gasômetro, seringas e máscaras N-95. Muitas vezes, os antibióticos usados nos hospitais não são os mais indicados. A inconstância em medicamentos é uma das maiores causas do problema. Profissionais são obrigados a receitarem o antibiótico que tiver no hospital, não exatamente o necessário para cada caso. Se esse medicamento acaba, o trabalhador não tem outra opção a não ser substituí-lo. Esse improviso atrapalha o tratamento", diz a sindicalista.
 
Crise na saúde
Um balanço divulgado pela secretaria afirmava o GDF tinha estoques zerados de 314 remédios no início do ano. Ao todo, a rede oferece 850 medicamentos. Atualmente há 70 deles em falta.
 
O desabastecimento da rede, as constantes greves e o fechamento dos leitos da UTI e de centros hospitalares por falta de profissionais, além de outros problemas, levaram o governador Rodrigo Rollemberg a decretar estado de emergência na saúde. A medida é válida por seis meses e termina em 19 de julho.
 
Entre as ações adotadas estão a suspensão de concessões de licenças não remuneradas e de afastamentos motivados por cursos de pós-graduação. No final de 2014, a então gestão remanejou R$ 84 milhões de programas federais, como o combate e prevenção de dengue e Aids, para pagar fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares.
 
O término do governo passado foi marcado por falta de seringas, gaze, cânulas e antissépticos, remédios de alto custo e para tratamento do câncer. Cirurgias eletivas foram canceladas. A crise também atingiu os servidores, que tiveram o pagamento de salários atrasados.
 
G1