Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Anvisa contesta Fantástico e garante: genérico é seguro

Nota à imprensa sobre segurança de medicamentos genéricos

A respeito da matéria “Fantástico testa a qualidade dos genéricos mais vendidos no Brasil”, exibida pelo programa na TV Globo neste domingo (29/01), na qual foram avaliados quinze medicamentos genéricos com os princípios ativos dipirona sódica, losartana potássica e sildenafila, a Anvisa esclarece: O Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, contratado pela produção do Fantástico para os estudos, nunca foi habilitado pela Anvisa para realizar testes em medicamentos para efeito de análise fiscal. A análise fiscal, que é efetuada em drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, destinada a comprovar a sua conformidade com a fórmula que deu origem ao registro, segue regras definidas pela Agência, garantindo-se sempre a coleta de três conjuntos de amostras do medicamento a ser analisado; a possibilidade de o teste ser acompanhado por um perito indicado pela empresa; e sua realização exclusivamente em laboratório habilitado para esse fim. Esse rigor é necessário para evitar concorrência desleal entre fabricantes, que poderiam encomendar testes em laboratórios não habilitados apenas para gerar dúvidas sobre produtos concorrentes.

O CEDAFAR é habilitado pela Agência, assim como outros laboratórios, apenas para realizar ensaios de equivalência farmacêutica visando o processo de registro de medicamento. Esses testes são, depois de realizados, analisados tecnicamente pela Anvisa, que verifica sua consistência técnica, juntamente com outros parâmetros, e decide pela concessão do registro. O CEDAFAR já teve sua habilitação para realizar esses testes suspensa pela Agência em duas ocasiões, a última delas no período de 12/09/2015 até 03/02/2016, pois nenhum de seus equipamentos, na inspeção realizada pela Anvisa, estava calibrado de acordo com as normas vigentes. A informação de que o CEDAFAR não é habilitado para realizar testes de análise fiscal foi repassada à reportagem, mas foi sonegada pelo Fantástico aos seus espectadores, dando a falsa impressão de que o laboratório é credenciado para todos os tipos de testes.

Causou espanto, também, a alegação dada pela reportagem de que o teste de bioequivalência dos medicamentos, que é, em todo o mundo, o teste mais importante e conclusivo para definir se um genérico é realmente equivalente ao medicamento de referência, não foi realizado por “questões éticas”. Isso não é verdade. Não haveria nenhum impeditivo ético para que esses testes fossem realizados, desde que cumpridas as normativas éticas vigentes de serem submetidos e aprovados por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) credenciado no Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/MS. Pelo contrário, uma vez realizados tais testes, eles poderiam fornecer uma informação conclusiva.

Testes de bioequivalência são realizados em voluntários sadios e medem a concentração do produto no sangue, possibilitando, sem nenhuma dúvida, a avaliação definitiva sobre a ação real do medicamento no organismo humano. Os testes que foram realizados pelo laboratório contratado pelo Fantástico – de teor e de dissolução do princípio ativo – são importantes, mas não suficientes. Ou seja, não são capazes de assegurar a equivalência farmacêutica dos medicamentos genéricos com os medicamentos de referência, o que é feito pelo teste de bioequivalência, que não foi realizado para a reportagem.

Essa regra de tomar o teste de bioequivalência como o definitivo para avaliar os medicamentos genéricos é utilizada pela Anvisa, assim como pelas agências de medicamentos dos Estados Unidos, Canadá e Japão e países da Europa, entre outros.

Porém, ainda que o Fantástico tenha exibido resultados de testes realizados sem o cumprimento dos requerimentos técnicos e regulatórios para uma análise apropriada, a Anvisa analisou os resultados, enviados pelo CEDAFAR, e informa que:

1 - Todos os lotes de medicamentos com os princípios ativos sildenafila (duas amostras) e losartana potássica (oito amostras) estavam em condições sanitárias satisfatórias, ou seja, dentro dos padrões esperados. Os próprios laudos informaram que os lotes dos medicamentos testados são equivalentes aos medicamentos de referência. Esses resultados coincidem com os testes semelhantes que os produtores são obrigados a apresentar para solicitar o pedido de registro e que são, criteriosamente, analisados pela Agência antes de conceder o registro;

2 – Quatro das cinco amostras de dipirona sódica testadas estavam em condições sanitárias satisfatórias;

3 – O lote b16d1090 de dipirona sódica solução oral 500 mg/ml, da empresa Brainfarma, apresentou resultado aparentemente insatisfatório em relação ao teste de teor. A concentração média de dipirona encontrada foi de 92,87%, valor inferior ao estabelecido como referência, que é de 95,00%. Apesar dos exames realizados por contratação do programa Fantástico não terem validade legal, a Anvisa, cumprindo sua missão de proteger a saúde da população e como o faz com qualquer denúncia sobre irregularidades em medicamentos, já iniciou os procedimentos para apurar se, nesse lote específico, existe mesmo teor inferior ao que é obrigatório. A Agência notificou a Brainfarma a prestar informações quanto ao lote analisado. Além disso, está em curso a coleta de análise fiscal do referido produto. Esses procedimentos têm regras bem definidas para que os resultados não deixem qualquer dúvida sobre sua interpretação. Serão coletadas três grupos de amostras (prova, contraprova e testemunho) e os exames serão realizados em laboratório oficial. Vale ressaltar que, em 2014, a Brainfarma, por ocasião de renovação do registro deste medicamento, apresentou à Anvisa estudo de equivalência farmacêutica, realizado por laboratório credenciado pela Agência, que concluiu pela equivalência farmacêutica da dipirona sódica. O laudo apresentado pela empresa, na ocasião, obteve resultado de teor de 104,19%. Os testes que ora a Anvisa está determinando a realização dirimirão qualquer dúvida e permitirão o esclarecimento se esse lote do medicamento se encontra regularmente dentro dos parâmetros exigidos;

4 – Sobre possível irregularidade em um lote do medicamento losartana potássica, comprimido 50 mg, da empresa EMS S/A, é preciso esclarecer que a metodologia utilizada pelo CEDAFAR foi diferente da que está autorizada e considerada como de referência pela Anvisa para testar a equivalência farmacêutica nesse medicamento. O teor médio encontrado de losartana potássica 50mg, da empresa em questão, foi de 94,82%, valor superior ao estabelecido como referência em seu registro vigente, que é de 90,00%. Utilizar metodologia diferente significa que não é possível comparar os resultados obtidos com aqueles que deveriam ser apresentados pelo produto, não havendo base técnica e científica para considerar que pode haver irregularidades; 

5 - Sobre os resultados dos testes dos perfis de dissolução dos lotes de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti, a Anvisa esclarece que a comparabilidade de perfil de dissolução entre o medicamento genérico e o medicamento de referência não é conclusivo para registro ou comercialização de medicamento genérico no Brasil, bem como estabelece as principais agências regulatórias do mundo;

5.1 – Na matéria do Fantástico, os especialistas que foram ouvidos não diferenciaram “dissolução” e “perfil de dissolução”, confundindo os dois conceitos. Não sabemos se por falha na edição ou por não saberem exatamente que teste havia sido realizado. Dissolução é um ensaio utilizado para controle de qualidade, enquanto o perfil de dissolução é apropriado para o desenvolvimento de formulações. Perfil de dissolução com meios farmacopeicos não tem como objetivo prever biodisponibilidade. Ou seja, não existe uma relação científica entre o desempenho de um medicamento no teste de perfil de dissolução e o comportamento que esse produto apresentará no organismo humano. A reportagem fez, portanto, afirmações completamente desprovidas de base técnica e científica. Todas as informações relativas às metodologias foram previamente prestadas pela Anvisa à reportagem. Porém, por motivos que desconhecemos, não foram utilizadas na matéria.

5.2 – Os medicamentos genéricos à base de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti apresentaram à Anvisa, no momento do seu pedido de registro, testes de bioequivalência satisfatórios. Portanto, são considerados equivalentes ao medicamento de referência;

6 - Diferente do que afirma a reportagem do Fantástico, a Anvisa não foi questionada sobre quantos laboratórios utilizaram metodologias próprias no registro do medicamento losartana potássica. A reportagem perguntou quais eram as metodologias específicas usadas nos registos de cada uma das losartanas potássicas analisadas pelo CEDAFAR. A Agência informou que as metodologias não famacopeicas desenvolvidas pelos fabricantes – e que foram analisadas e aprovadas durante o processo de registro - são disponibilizadas para os laboratórios oficiais quando estes realizam análise fiscal.

7 – As normas técnicas estabelecidas pela Anvisa baseiam-se sempre nas melhores evidências técnicas e cientificas disponíveis e nas melhores práticas internacionais. Dos comitês técnicos e grupos de trabalho que auxiliam a Agência na elaboração dessas normas, participam os melhores profissionais brasileiros de diversas áreas, assegurando-se sempre a ausência de qualquer conflito de interesse e a pluradidade. Assim, não há base nenhuma para a afirmação do Fantástico de que haja “divergências” entre a Agência e especialistas.

8 – A Anvisa realiza o monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil. Em 2016, a Agência suspendeu a comercialização de 95 diferentes lotes de medicamentos com suspeitas de desvios de qualidade. Essa ação decorre tanto de inspeções de rotina em fábricas de medicamentos como em razão de queixas apresentadas por pacientes ou profissionais de saúde sobre suspeita de ineficácia de um determinado medicamento ou reações adversas não previstas;

9 – A Agência não recebeu nenhuma queixa de desvio de qualidade dos lotes dos medicamentos que foram “testados” no laboratório contratado pelo Fantástico e relacionados com possível ineficácia;

10 - Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Agência desenvolve um conjunto de ações complementares que incluem: a certificação da qualidade dos produtores; a análise dos registros e modificações de pós-registro; as ações de farmacovigilância; as inspeções nos fabricantes; e um programa de monitoramento da qualidade, chamado Proveme. Em 2016, 70% das amostras analisadas no âmbito desse Programa foram de medicamentos genéricos. Nenhuma dessas amostras foi considerada insatisfatória;

e 11 – O consumo de medicamentos genéricos é seguro, assim como os de medicamentos de referência. É absolutamente equivocada, e perigosa para a saúde da população, a afirmação feita pela matéria de que caberia aos médicos indicar a cada paciente qual o genérico que tem qualidade. Os médicos não dispõem de meios para fazer tal afirmação. No mundo desenvolvido, são as agências regulatórias que estabelecem as normas para assegurar a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Opiniões individuais, sem qualquer base científica, podem ensejar orientações equivocadas, baseadas em preconceitos, em desinformação ou até mesmo em interesses comercias escusos. Nesse sentido, a matéria presta um desserviço à população ao fornecer informações incompletas e não oficiais sobre a qualidade de medicamentos.

12 - A Anvisa desenvolve, de forma contínua, esse conjunto de ações para garantir a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos produzidos em nosso país, sempre em convergência com as melhores práticas internacionais.

Assessoria de Comunicação da Anvisa

Especializações ofertadas pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Sírio Libanês

cursoonlineEstão abertas inscrições para o Processo Seletivo para os Cursos de Pós-graduação do PROADI-SUS ofertados pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês/IEP-HSL aos profissionais de saúde que atuam nos municípios da Baixada Cuiabana

Os cursos serão ofertados aos profissionais de saúde que atuam no nível central das Secretarias Municipais de Saúde e nas respectivas Unidades Descentralizadas, no nível central do Escritório Regional de Saúde, nas unidades de saúde prestadoras ou conveniadas ao Sistema de Único de Saúde/SUS e nas instâncias de Controle Social (Conselhos Municipais de Saúde) dos municípios da Região de Saúde da Baixada Cuiabana.

Para realização da inscrição sera necessário a Carta de Indicação e Liberação da Chefia Imediata e a Ficha de Pré-Inscrição do(a) Candidato(a), cujos arquivos encontram-se disponíveis em link da Secretaria de Estado de Saúde (INORMES), deverão ser encaminhadas por e-mail ao endereço abaixo no período de 20 de janeiro a 10 de fevereiro de 2017: cursossiriolibanesbcmt2017@gmail.com

Critérios de Seleção:
  1. Formação acadêmica prévia (nível superior completo);
  2. Apresentação da Carta de Indicação e Liberação de Chefia Imediata (SUS - gestor municipal de saúde; organizações vinculadas ao SUS - gestor do serviço de saúde);
  3. Apresentação da Ficha de Pré-Inscrição do(a) Candidato(a);
  4. Disponibilidade para desenvolver atividades em EAD e para participar dos encontros presenciais mensais, de três dias, no período de março a dezembro/2017.


Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso

Pacientes com diabetes devem observar cuidados no transporte da insulina

Ao arrumar a bagagem para viajar, as pessoas com diabetes que fazem uso da insulina, precisam ficar atentas para não esquecer de levar o medicamento, cujo uso não pode ser interrompido, a fim de manter a doença sob controle, como observa a coordenadora de Educação e Apoio à Rede (Codar), do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Graça Velanes

Não basta levar a insulina, mas verificar também as condições da pilha do glicosímetro (aparelho que mede a glicose) e a quantidade de fitas para o teste de glicemia capilar que será necessária durante a viagem. Muito importante - explica Graça Velanes - é o transporte correto da insulina.

Em viagens, a insulina que está em uso não precisa de refrigeração. As insulinas que não estão sendo usadas devem ser carregadas em bolsas térmicas, com gelo reciclável. Dever ser evitado o contato direto do gelo reciclável congelado com as insulinas.

O que fazer?
Coloque os frascos de insulina dentro das caixas em bolsa ou na mala de mão. Separe os suprimentos de insulina em duas bolsas diferentes; desta forma, se você perder uma delas, não ficará sem insulina. Use sacolas térmicas, sem gelo comum, pois ele pode congelar a insulina e estragá-la. Não deixe os frascos de insulina em lugares muito quentes (por exemplo, no porta-luvas do carro) ou expostos diretamente ao sol. Leve o dobro da quantidade de insulina que você usará, assim, se perder ou quebrar um frasco, não precisará comprar outros; em muitas cidades, é difícil achar insulinas, principalmente em finais de semanas.

Geralmente, os fabricantes de insulina recomendam que as insulinas que ficam fora da geladeira, inclusive as usadas em canetas, não devem ser usadas por mais de quatro semanas.

Com informações do Manual "Diabetes - O que fazer em situações Especiais, do Dr. Walter J. Minicucci endocrinologista, e médico assistente da Disciplina de Endocrinologia e Metabolismo da Unicamp (São Paulo). O Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Diabetes), na sequência da divulgação de cuidados para maior segurança dos seus pacientes no Verão (viagens,festas) na próxima segunda-feira enfocará os cuidados na prática de exercício físico, onde se incluem as festas com danças, que promovem grande queima de energia.

Fonte: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pós-Graduação de Informática em Saúde está com inscrições abertas

O ano de 2017 será marcado por uma nova fase na saúde, com a implantação do Registro Eletrônico de Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS)


Com a plataforma digital será possível conhecer o histórico do paciente, como exames já realizados ou mesmo registrar as visitas de agentes de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, com a tecnologia para informação, a pasta economizará R$ 84 milhões por ano.

"O atendimento unificado é um grande avanço, mas precisamos formar profissionais que sejam capazes de dar efetividade a ele", destaca a Dra. Beatriz de Faria Leão, que atua na coordenação da Pós-graduação de Informática em Saúde, do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa. Considerando o número de secretarias estaduais de saúde e do Distrito Federal, de secretarias municipais de saúde de municípios com mais de 200 mil habitantes, de hospitais com mais de 200 leitos e operadoras de planos de saúde com mais de 100 mil vidas, são necessários mais de dois mil profissionais em informática clínica, nesta primeira etapa de implantação.

O curso, que está em seu terceiro ano, tem como objetivo formar a liderança na área de informática em saúde, capaz de utilizar o conhecimento tecnológico para facilitar a utilização da informação na rede de saúde proporcionando melhorias de processos que refletirão no atendimento ao paciente. A pós-graduação que tem como público-alvo gestores e profissionais das áreas de saúde e TI, dispõe de conteúdo que envolve desde o apoio à gestão até aspectos mais especializados, como gerenciamento de imagens e informática clínica.

Baseado nas competências adotadas pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) com três grandes eixos - saúde, gestão e informática - o curso de pós-graduação conta com corpo docente interdisciplinar, que reúne profissionais do próprio Hospital Sírio-Libanês e especialistas nacionais e internacionais.

"O uso adequado dos recursos com planejamento e governança na informática em saúde já se faz obrigatório no cenário atual e isso se acentuará nos próximos anos. Trata-se de uma área cujos profissionais são fundamentais, a exemplo do que já ocorre em países como França e Inglaterra", ressalta a Profa. Dra. Heimar de F. Marin, diretora de Inovação e Tecnologia da Informação do Hospital Sírio-Libanês e também coordenadora do curso.

Anote em sua agenda: Pós-graduação de Informática em Saúde:

Inscrições: Até 06/03/2017
Local: Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa
Endereço: Rua Professor Daher Cutait, 69 - São Paulo-SP

Fonte: Assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Acidentes com águas-vivas e caravelas: conheça os primeiros socorros

Sempre lotadas no verão, as praias são o destino preferido por grande parte dos brasileiros nas férias. Um banho no mar ou uma caminhada na areia, contudo, pode ser interrompido de maneira bastante desagradável por uma “queimadura” de cnidário, como as águas-vivas e as caravelas

banneraguaviva
Número de ocorrências é maior no verão. Em um único fim de semana de janeiro foram registrados 6.665 casos no litoral catarinense

Foi o que aconteceu com a publicitária Michellen Amancio, de 38 anos, durante as férias de 2013 no município de Piaçabuçu, em Alagoas. “Entrei no mar e senti uma ardência no braço. Passei a mão e os tentáculos ainda enrolaram no meu dedo”, relembra.

“Meu braço começou a ficar vermelho, a arder e queimar”, conta. Antes de receber auxílio médico, Michellen ouviu os mais variados conselhos dos amigos. “Todo mundo me falava para urinar em cima, mas eu não acreditei. Outros me falaram para passar vinagre. Tem muito conhecimento popular, aquelas coisas que nossa avó falava antigamente”, comenta a publicitária, que desta vez passa as férias na Bahia, onde também já viu caravelas pela praia.

As ocorrências de queimaduras com animais marinhos são recorrentes. Apenas em um fim de semana de janeiro, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina registrou 6.665 casos no litoral do estado. Os primeiros sintomas são vermelhidão, ardência e dor intensa no local afetado, que podem durar de 30 minutos a 24 horas.

O veneno tem ação tóxica na pele humana, podendo causar inflamação extensa e até necrose. Em casos mais graves, pode provocar ainda arritmias cardíacas, alteração no tônus vascular e insuficiência respiratória por congestão pulmonar. Há também relatos de dor de cabeça, náuseas, vômitos, febre e espasmos musculares. Em geral, a gravidade depende da extensão da área atingida.

“É fundamental prestar atenção durante as primeiras 24h após o acidente. Se a pessoa tiver um fenômeno sistêmico, como enjoo, tontura e vômitos, ela deve procurar atendimento especializado. São sinais de alerta de que outras providências serão necessárias, como o uso de antialérgicos e corticoides”, explica João Aveleira, dermatologista do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro (RJ).

O óbito, apesar de raro, pode ocorrer devido ao envenenamento (insuficiência respiratória e choque) ou por anafilaxia (reação alérgica grave). Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que, entre 2000 e outubro de 2015, foram registrados 18 óbitos no país após contato com plantas e animais marinhos peçonhentos, como águas-vivas, caravelas, bagres, peixes-pedra, entre outros. “São casos mais raros, mas podem acontecer”, ressalta o médico.

Primeiros socorros
Afinal, qual é o procedimento correto para os casos de queimaduras por esses animais? “É importante é que a pessoa saia logo da água. Dependendo do grau da queimadura, a dor é forte e a pessoa pode ter problema de respiração. Então a primeira coisa é sair da água e lavar a região”, recomenda João Aveleira. Já na areia, é preciso ter cuidado com o que será usado na pele, para não agravar o quadro. “Não se deve friccionar com toalha, pois isso vai irritar a pele e favorecer a penetração do veneno. O ideal é lavar com água salgada, a do mar, de preferência gelada”, orienta.

Enquanto a água marinha é capaz de lavar o veneno do local, outro produto simples é recomendado para inativar as células dos tentáculos que ainda não liberaram o veneno. “O vinagre pode neutralizar o veneno e ajudar a diminuir a dor”, acrescenta o dermatologista. Lembrando que os tentáculos do animal devem ser retirados com o uso de luvas e pinça.

O principal alerta aos banhistas é o de jamais usar água doce nessas queimaduras. “A tendência das pessoas é lavar com água doce, mas as águas-vivas e as caravelas têm pequenas espículas que vão liberar o veneno justamente com esse contato”, alerta o médico. Segundo ele, as compressas com água doce e morna só são recomendadas para queimaduras por determinados peixes venenosos ou com ferrões.

Ao contrário do popularmente pregado, também não se deve urinar na região afetada ou usar qualquer outro tipo de produto, como bebidas alcoólicas e refrigerantes. “A pessoa vai perder tempo em vez de seguir logo o procedimento correto, e algumas substâncias ainda podem irritar a pele. Qualquer irritação pode até facilitar ou aumentar a disseminação do veneno. Isso vai atrasar os cuidados e não vai melhorar em nada o indivíduo”, destaca o dermatologista.

Para avaliação do envenenamento, é importante o auxílio médico, o mais rápido possível. Se necessário, o paciente poderá receber medicamentos, como corticoides tópicos e analgésicos.

Ana Cláudia Felizola, para o Blog da Saúde

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Hanseníase é tema de curso do Ministério da Saúde e UNA-SUS

No mês em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Hanseníase (31/01), o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Executiva da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), oferece o curso online Hanseníase na Atenção Básica, que inicia nessa quinta-feira (19) suas matrículas

A capacitação pretende preparar os profissionais para atuarem no controle da transmissão da hanseníase e diminuir as incapacidades causadas pela doença. O público-alvo são os trabalhadores da saúde de todo país, mas o curso é livre para demais interessados. Para saber mais e se matricular, acesse a página do curso, o início é imediato.

A formação possui carga horária de 45 horas e é dividida em três unidades: vigilância; diagnóstico; e acompanhamento da hanseníase na Atenção Básica. Os casos clínicos são transversais, abrangendo e integrando os aspectos de controle da doença.

Em sua quarta oferta – a primeira turma foi lançada em outubro de 2014 – o curso já teve mais de 38 mil inscritos. Entre os perfis profissionais que mais buscam a capacitação 46% são enfermeiros; 19% são técnicos de enfermagem e 12%, médicos. A maioria dos inscritos atuam em Centros e Unidades Básicas de Saúde (53%); Hospitais Gerais (16%) e Secretarias de Saúde (5%). Os estados com maior número de matrículas são: São Paulo (2.600); Minas Gerais (2.582); Ceará (1.707) e Bahia (1.600).

De acordo com Yasmin dos Santos, ex-aluna da capacitação e enfermeira em Porto Velho (RO), o curso trouxe novas informações e conhecimentos para sua formação profissional. "Vi muitas coisas que eu desconhecia, mesmo já tendo estudado a doença na minha graduação. Isso me ajudou muito no atendimento aos pacientes, inclusive na minha atuação em um centro de medicina tropical em que muitos pacientes realizavam o tratamento de hanseníase", afirma.

Para a farmacêutica e também ex-aluna do curso, Quéli Seifert, que atua em um Centro de Especialidades em Saúde em Criciúma (SC), o grande diferencial foi a organização do conteúdo. “Tudo está bem explicado e temos outros materiais de apoio em links e downloads, caso surjam dúvidas”, conta. “Apesar de o curso ser destinado para o cuidado do paciente com hanseníase e essa não ser a minha atuação direta, ele nos traz uma visão ampla do tratamento que me ajudará inclusive no esclarecimento de dúvidas relativas ao medicamento e acompanhamento farmacoterapêutico do paciente”, finaliza Quéli.

O curso é dinâmico e utiliza metodologia diversificada. Além dos casos clínicos, bastante utilizados nos cursos da UNA-SUS, são oferecidas vídeo-aulas com explicações de especialistas sobre o tema, além de vídeos de apoio com dramatizações que tratam do tema da vídeo-aula. São também utilizados hipertextos, caixas de ajuda e glossário para que se possa aprofundar os conhecimentos de termos técnicos.

A Hanseníase
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leaprae, que tem atração por pele e nervos, podendo causar atrofias e áreas de insensibilidade. Caso a bactéria atinja o nervo, pode causar incapacidades muitas vezes irreversíveis. A transmissão se dá pelas vias aéreas, por meio do contato entre uma pessoa infectada com uma saudável suscetível. As manchas causadas não doem e não coçam e o período de incubação da doença é de cinco anos. No entanto, se não diagnosticada e tratada, a doença pode gerar sérias incapacidades físicas, se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não for realizado adequadamente pelo período preconizado.

Além do diagnóstico, o SUS oferece tratamento para hanseníase, disponível em todas as unidades públicas de saúde. A poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo, deve ser administrada por seis meses ou um ano a depender do caso. Os pacientes deverão ser submetidos, além do exame dermatológico, a uma avaliação neurológica simplificada e sempre receber alta por cura. Segundo a OMS, foram registrados mais de 213 mil casos de hanseníase em 2014 em todo o mundo. Aproximadamente 94% desse total foram detectados em apenas 13 países e o Brasil é um deles. Os dados da agência da ONU mostram ainda que Brasil, Índia e Indonésia juntos, são responsáveis por 81% dos casos da doença em todo o mundo.

Endêmica no Brasil, a hanseníase ainda é um problema de saúde pública e está no rol das doenças negligenciadas. Apesar disso, o último balanço sobre a doença – divulgado em 2015 - trouxe resultados positivos. A análise de 2003 a 2013 mostrou que o número de novos casos no país caiu 40%. As taxas de prevalência da doença em dez anos caíram em 68% e o percentual de cura aumentou para 80 %.

Em abril de 2016 a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma estratégia global para acabar com a hanseníase. Até 2020, o objetivo é reduzir a zero o número de crianças diagnosticadas com lepra e outras deformidades físicas associadas ao problema e diminuir o ritmo de novos diagnósticos para menos de um para cada um milhão de pessoas.

Prorrogadas inscrições para seleção de instrutores de enfermagem

A Escola Técnica de Saúde de Brasília (ETESB) estendeu, até 17 de março, o período de inscrições para servidores da Secretaria de Saúde interessados em participar da seleção de instrutores de cursos de enfermagem

Cursos1

Os candidatos poderão atuar na execução de unidades educacionais dos cursos: Complementação do Curso de Auxiliar de Enfermagem para Habilitação em Técnico de Enfermagem e Qualificação para Auxiliares e Técnicos em Enfermagem em Centro Cirúrgico e Central de Material e Esterilização.

O Processo Seletivo destina-se a servidor estável, ativo, do quadro permanente de pessoal. Os extratos dos editais Nº 29 e Nº 30, de 07 de dezembro de 2016, foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) no dia 08/12/2016, na seção 3, página 57 (Nº 230).

Serviço
Inscrições: até 17/03/2017
Local: Setor Médico Hospitalar Norte, Quadra 03, Conjunto A, Bloco 01, Edifício FEPECS, na CPS/FEPECS, na Coordenação de Processo Seletivo – CPS.
Horário: das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30.
O Edital Completo, com os critérios e os documentos solicitados, está disponibilizado no link "Processo Seletivo" da página eletrônica da Fepecs, ou nos seguintes link: Edital Nº 30.

*Os documentos devem ser preenchidos corretamente e assinados conforme Edital.

Fonte: Secretaria de Saúde do DF

Sobrepeso afeta quase metade da população de países da América Latina

ThumbnailA obesidade e o sobrepeso vêm aumentando em toda a América Latina e Caribe, com um impacto maior nas mulheres e uma tendência de crescimento nas crianças, apontaram hoje a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS)

De acordo com o novo relatório conjunto – Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe (disponível em espanhol), 58% da população latino-americana e caribenha estão com sobrepeso (360 milhões de pessoas).

Salvos Haiti (38,5%), Paraguai (48,5%) e Nicarágua (49,4%), o sobrepeso afeta a mais da metade da população de todos os países da região, sendo Chile (63%), México (64%) e Bahamas (69%) os que registram as taxas mais altas.

A obesidade afeta a 140 milhões de pessoas, 23% da população regional e as maiores prevalências são observadas em todos os países do Caribe: Bahamas (36,2%) Barbados (31,3%), Trinidad e Tobago (31,1%) e Antígua e Barbuda (30,9%).

O aumento da obesidade impacta de maneira desproporcionada as mulheres: em mais de 20 países da América Latina e Caribe, a taxa de obesidade feminina é 10% maior que a dos homens.

Segundo a representante regional da FAO, Eve Crowley, “a América Latina e o Caribe devem enfrentar todas as formas de fome e de má nutrição para poder alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, vinculando a segurança alimentar, sustentabilidade, agricultura, nutrição e saúde”.

A diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, explicou que “a região enfrenta uma dupla carga da má nutrição que deve ser combatida com uma alimentação balanceada que inclua alimentos frescos, saudáveis, nutritivos e produzidos de forma sustentável, além de abordar os principais fatores sociais que determinam a má nutrição”, por exemplo a falta de acesso a alimentos saudáveis, à água e saneamento, serviços de educação e saúde e programas de proteção social, entre outros.

Unir agricultura, alimentação, nutrição e saúde
O Panorama aponta que um dos fatores que explica o aumento da obesidade e o sobrepeso é a mudança nos padrões alimentares. O crescimento econômico, o aumento da urbanização, a renda média das pessoas e a aproximação da região aos mercados internacionais reduziram o consumo de pratos tradicionais e aumentou o consumo de produtos ultraprocessados, um problema que afeta principalmente as áreas e os países que são importadores desses alimentos.

Para mudar esse quadro, a FAO e a OPAS sugerem promover sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis que unam agricultura, alimentação, nutrição e saúde. Os países devem fomentar a produção sustentável de alimentos frescos, seguros e nutritivos, garantindo a oferta, a diversidade e o acesso aos mesmos, principalmente da população mais vulnerável. Isso deve ser complementado com educação nutricional e advertências para os consumidores sobre a composição nutricional dos alimentos ricos em açúcar, gordura e sal.

Desnutrição infantil cai, mas ainda afeta os mais pobres
De acordo com o Panorama, a região conseguiu reduzir consideravelmente a fome e hoje apenas 5,5% da população está subalimentada, sendo o Caribe a sub-região com maior prevalência (19,8%), devido ao fato que o Haiti tem a prevalência de subalimentação mais alta do planeta: 53,4%.

A desnutrição crônica infantil (altura baixa para a idade) na América Latina e Caribe também registrou uma evolução positiva: caiu de 24,5% em 1990 para 11,3% em 2015, uma redução de 7,8 milhões de crianças.

Apesar desse importante avanço, atualmente, 6,1 milhões de crianças ainda sofrem de desnutrição crônica: 3,3 milhões na América do Sul, 2,6 milhões na América Central e 200 mil no Caribe; 700 mil crianças sofrem com desnutrição aguda, sendo 1,3% menores de cinco anos.

Praticamente todos os países conseguiram melhorar a nutrição das crianças, mas cabe destacar que a desnutrição afeta mais a população mais pobre e de áreas rurais. “São nesses locais que os governos devem concentrar os esforços”, salienta Crowley.

As prevalências mais altas de desnutrição crônica infantil na região são registradas na Guatemala (2014-2015), e Equador (2012-2013), já o Chile e Santa Lucía têm as menores taxas. A desnutrição crônica apresenta níveis superiores em áreas rurais de todos os países analisados.

Aumenta o sobrepeso infantil
O Panorama aponta que na América Latina e Caribe, 7,2% das crianças menores de cinco anos estão com sobrepeso, o que representa um total de 3,9 milhões de crianças, sendo que 2,5 milhões moram na América do Sul, 1,1 milhão na América Central e 200 mil no Caribe.

As taxas mais elevadas de sobrepeso infantil entre 1990 e 2015 foram registradas – em números totais – na América Central (onde a taxa cresceu de 5,1% para 7%). O maior aumento na prevalência foi registrado no Caribe (cuja taxa aumentou de 4,3% a 6,8%). Já na América Sul – a sub-região mais afetada pelo sobrepeso infantil – houve uma leve diminuição de 7,5% para 7,4%.

Políticas para melhorar a nutrição
De acordo com o Panorama, Barbados, Dominica e México aprovaram impostos para as bebidas açucaradas e Bolívia, Chile, Peru e Equador contam com leis de alimentação saudável que regulam a publicidade e/os rótulos dos alimentos.

A diretora da OPAS ressaltou que essas medidas devem ser complementadas com políticas para aumentar a oferta e acesso a alimentos frescos e água segura, com o fortalecimento da agricultura familiar, a implementação de circuitos curtos de produção e comercialização de alimentos, sistemas de compras públicas e programas de educação alimentar e nutricional.

Melhorar a sustentabilidade da agricultura
A trajetória atual de crescimento agrícola regional é insustentável, devido, entre outros fatores, às graves consequências pelas quais passam os ecossistemas e recursos naturais da região.

“A sustentabilidade da oferta alimentar e sua diversidade futura estão sob ameaça, a menos que mudemos a forma como estamos fazendo as coisas”, disse Crowley, destacando que 127 milhões de toneladas de alimentos se perdem ou são desperdiçados anualmente na América Latina e Caribe.

Segundo a FAO e OPAS, é necessário tornar mais eficiente e sustentável o uso da terra e dos recursos naturais, melhorar as técnicas de produção, armazenamento e transformação e processamento dos alimentos, bem como reduzir as perdas e os desperdícios de alimentos para assegurar o acesso equitativo dos mesmos.

Fonte: OPAS/OMS

Suspensos produtos saneantes sem autorização da Anvisa

Como medida de interesse sanitário, Anvisa suspendeu diversos produtos saneantes em todo o território nacional

A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso de produtos de limpeza em todo território nacional.

O motivo da suspensão é que as fórmulas que estavam sendo comercializadas não correspondem às registradas pelas empresas JJ Guimarães de Limpeza e Transportes Ltda e Lowest Indústria Química Eireli

De acordo com as resoluções publicadas na última sexta-feira (20/01) as empresas responsáveis pelos produtos deverão recolher o estoque existente no mercado.

Naftalina irregular
A Anvisa proibiu a comercialização do produto Naftalina em Bolas Santo Antônio. O saneante não possuía registro e a empresa fabricante, a Indústria de Velas Santo Antônio, não possuía Autorização de Funcionamento junto à Agência.

Além da proibição da fabricação, distribuição, divulgação e uso do produto, a Anvisa determinou a apreensão do estoque existente no mercado.

As medidas sanitárias foram publicadas na página da Imprensa Nacional.

ANVISA

sábado, 21 de janeiro de 2017

Selfie de médicos se torna prova em processo após a morte do paciente

Reprodução
Mostrando muito antiprofissionalismo, uma equipe médica tirou uma selfie com um paciente antes da operação e, agora, está em meio a uma polêmica e tanto na Itália

Isso porque, o paciente veio a falecer algum tempo depois por conta de complicações da cirurgia, na cidade de Perugia, como informa o “Mail Online”.

Os médicos aparecem ao lado do paciente, Gino Pucciarelli, que iria operar para curar sua apneia do sono.

Ele teve alta dia 4 de julho do ano passado e 7 dias depois voltou ao hospital porque sua situação piorou. 5 dias depois, ele veio a falecer.

Os advogados de sua família, agora, entraram com um processo contra o hospital e usarão a “selfie” como prova.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Paciente com câncer terminal melhora após tomar remédio para outra doença

Pixabay
Pixabay
Depois que seu câncer no cérebro tornou-se resistente à quimioterapia e, em seguida, para tratamentos específicos, os médicos de Lisa Rosendahl, de 26 anos, a desenganaram e deram apenas mais alguns meses para viver. Mas agora, uma nova combinação de medicamentos estabilizou a doença da jovem e aumentou sua qualidade de vida

O coquetel “milagroso” à base de cloroquina é parte de um conjunto de remédios usados no tratamento da malária. A mistura parou o processo que as células cancerígenas do corpo da jovem usavam para resistir à terapia, recondicionando o câncer para ser combatido com o que já havia sido prescrito antes.

Juntamente com Rosendahl, outros dois pacientes com câncer de cérebro foram tratados com a combinação e ambos mostraram melhora semelhante. “Lisa é uma jovem adulta com uma vontade muito forte de viver. Mas tinha um glioblastoma agressivo de alto risco e quando começamos esse trabalho, ela já havia tentado tudo. Para essa população, as taxas de sobrevivência são sombrias. Milagrosamente, ela teve uma resposta a essa combinação. Quatro semanas mais tarde, ela já conseguia ficar de pé e tinha melhorado o uso de seus braços, pernas e mãos”, afirma Jean Mulcahy-Levy, investigador da Universidade do Colorado Cancer Center.

A ciência por trás do uso inovador da droga, foi construída em grande parte no laboratório de Andrew Thorburn, vice-diretor do CU Cancer Center, onde Mulcahy-Levy trabalhou como um companheiro de pós-doutorado. O laboratório de Thorburn estuda um processo celular chamado autofagia. Do grego “comer a si mesmo”, a autofagia é um processo de reciclagem celular em que organelos celulares chamados autofagosomas encapsulam material extra ou perigoso e o transportam aos lisossomos da célula para eliminação. Em bom português, seria como se desmontássemos um conjunto de bloquinhos de Lego, separando-os em energia e proteína permanecendo assim livre de venenos (remédios). Sacou? E alguns cânceres, como o de Lisa, sobrevivem dessa forma.

Contudo após participar de um teste e tomar a cloroquina, a doença começou a regredir. “Meu câncer ficou menor, o que é incrível para mim”, diz Lisa. Tanto que recentemente a jovem decidiu comprar uma nova cadeira de rodas para que ela pudesse passear pelo shopping mais vezes. Isso a faz sentir saudável de novo, o que é ótimo.

Os estudiosos pretendem ampliar o uso da droga em doentes cujos cânceres sejam autofágicos para inibir essa reação e permitir que os tratamentos recomendados surtam o efeito desejo. “Eu realmente gosto de ser capaz de realmente adaptar a terapia para o paciente”, diz Mulcahy-Levy. Já para a jovem isso tudo tem outro significado. “Espero que (o experimento) ajude pessoas que sofrem com isso.” Vai ajudar, Lisa.

Com informações da Universidade do Colorado

Cientistas encontram anticorpo capaz de neutralizar o HIV em 98% dos casos

HIV-anticorpos_01Ótima notícia para a saúde. Pesquisadores do National Institutes of Health (NIH), dos EUA, disseram ter descoberto um anticorpo produzido por um paciente soropositivo que neutraliza 98% de todas as estirpes de HIV testadas, incluindo a maioria resistente a outros anticorpos de mesma classe.As informações são do Jornal Ciência

Como o vírus é capaz de responder rapidamente às defesas imunitárias do organismo, encontrar um anticorpo que possa bloquear uma vasta gama de estirpes se tornou uma atividade muito difícil. No entanto, com a nova descoberta, cientistas poderão começar a formar a base para uma possível vacina contra o vírus, segundo informações da Science Alert.

O anticorpo, chamado N6, conseguiu manter sua capacidade de reconhecer o HIV até mesmo quando o vírus se transformou e se separou dele. Ele também foi tido como 10 vezes mais potente do que VRC01 – anticorpo de mesma classe que o N6 que havia passado para ensaios clínicos de fase II em pacientes humanos, após proteger macacos contra o HIV por um período de quase seis meses.

Segundo Anthony S. Fauci, do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, dos EUA, “a descoberta e caracterização do anticorpo com excepcional amplitude e potência contra o vírus fornece um importante avanço para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento do HIV”.

Um anticorpo, basicamente, é uma proteína produzida pelo sistema imunológico em resposta a agentes patogênicos potencialmente nocivos, como bactérias e vírus. Ele é responsável pela identificação e destruição dos patógenos, e o faz se unindo a eles para neutralizar seus efeitos biológicos por conta própria, ou pela sinalização aos glóbulos brancos – que aparecerão para destruí-los.

Leia a matéria completa aqui.

Saiba quem deve se vacinar contra a febre amarela

MapafebreA coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da saúde, explica sobre o número de doses necessário, como a vacina deve ser administrada, além da recomendação para viajantes e população em áreas de risco

Nesta entrevista ao Blog da Saúde, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, esclarece que não há mudança no esquema vacinal da febre amarela. A estratégia de duas doses, adotada no Brasil, é segura e garante proteção durante toda a vida. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento. 

A coordenadora explica que a vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de aproximadamente 95%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça, dor no corpo, entre outros. Portanto, mesmo em um momento de intensificar as ações de vigilância da febre amarela, é necessário orientar a população quanto à necessidade de se vacinar.

Qual o esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde para a febre amarela?
Carla Domingues: O esquema da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira. As recomendações são apenas para as pessoas que vivem ou viajam para as áreas de recomendação da vacina. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento.

No momento, com os casos confirmados no estado de Minas Gerais, há mudança na indicação da vacina contra a febre amarela?
Carla Domingues: Não há mudança no esquema de vacinação. Devem se vacinar contra a febre amarela apenas pessoas que moram nas áreas de recomendação da vacina ou que viajam para essas localidades e que estão com o esquema de vacinação incompleto, ou seja, quem não tomou as duas doses recomendadas pelo Ministério da Saúde. Para adultos que tomaram a primeira dose há menos de dez anos, também não há necessidade de adiantar a dose de reforço.

Confira os lugares que são classificados como áreas de risco:


Mapafebre

Para quem já tomou duas doses da vacina e mora nas áreas de recomendação, uma terceira dose significa mais proteção?
Carla Domingues: As duas doses são o suficiente para proteger durante toda a vida. Uma terceira dose não vai criar nenhuma proteção adicional. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma única dose para toda a vida. O Brasil, buscando uma maior segurança, adota o esquema de duas doses. Portanto, quem recebeu duas doses, na infância ou na fase adulta, já está devidamente protegido e não precisa buscar o serviço de saúde.

E para quem perdeu o cartão de vacinação e não tem conhecimento da própria situação vacinal, qual a orientação?
Carla Domingues: Quem perdeu o cartão de vacinação deve procurar o serviço de saúde que costuma frequentar e tentar resgatar o histórico. Caso isso não seja possível, a recomendação é iniciar o esquema normalmente. Portanto, pessoas a partir de cinco anos de idade que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação devem receber a primeira dose da vacina e um reforço, dez anos depois. Essa recomendação é apenas para as áreas de recomendação da vacina. Vale destacar a situação de saúde deve ser informada ao profissional de saúde, para que seja possível avaliar se há contraindicação.

Quais são as contraindicações para a vacina da febre amarela?
Carla Domingues: A vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos. - Qual a orientação para turistas estrangeiros que visitam as áreas de recomendação de vacina no Brasil? Carla Domingues: Para turistas que forem se dirigir a uma área com recomendação de vacina - tanto estrangeiros quanto brasileiros – e que não completaram o esquema de duas doses, a recomendação é que seja vacinado pelo menos dez dias antes da viagem, que é o tempo que a vacina leva para criar anticorpos e a pessoa estar devidamente protegida. Quem tomou a primeira dose há menos de dez anos não precisa adiantar o reforço.

No caso das crianças que vão iniciar o esquema, existe algum risco em receber a febre amarela junto com outras vacinas?
Carla Domingues: A vacina para febre amarela não deve ser aplicada ao mesmo tempo que a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança tiver alguma dose do Calendário Nacional de Vacinação em atraso, ela pode tomar junto com a febre amarela, com exceção da tríplice viral ou tetra viral. A criança que não recebeu a vacina para febre amarela nem a tríplice viral ou tetra viral e for atualizar a situação vacinal, a orientação é receber a dose de febre amarela e agendar a proteção com a tríplice viral ou tetra viral para 30 dias depois.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde/Ascom-MS

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

UNA-SUS abre matrículas para curso de Atenção Integral à Saúde da Criança

A Universidade Federal do Maranhão, integrante da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS/UFMA), lança nova turma dos cursos Atenção Integral à Saúde da Criança I e II nessa terça-feira (17/1)


Médicos atuantes da atenção básica podem se matricular até 17 de maio, pelo link. Cada curso possui carga horária de 45 horas e ambos são inteiramente online, gratuitos e possuem início imediato.

Segundo o médico David Mesquita, um dos responsáveis pela elaboração dos conteúdos da oferta, “o curso tem o objetivo de aprimorar o cuidado a essa população com a finalidade de diminuir a morbimortalidade no primeiro ano de vida”. Ele destaca que todo o curso é abordado de forma humanizada e dinâmica, com gráficos interativos e consulta rápida através de aplicativos para celulares e tablets.

A coordenadora do Núcleo Pedagógico da UNASUS/UFMA, Regimarina Soares, explica que para oferecer atendimento qualificado às crianças, é necessário que os profissionais de saúde sejam capacitados. “Dessa forma, esses cursos prepararão os médicos para a qualificação do cuidado e implementação de boas práticas de atenção à saúde”, afirma.

De acordo com Soares, os conteúdos trabalhados na capacitação abarcam as políticas e programas vigentes do Ministério da Saúde e tem como foco as necessidades da população infantil. Em compasso com a Estratégia Saúde da Família (ESF), são tratadas questões relacionadas ao cuidado integral à criança no primeiro ano de vida, com enfoque nos principais agravos, imunizações e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 10 anos.

Fernando de Azevedo, 27 anos, é médico generalista e já realizou os dois cursos, em 2014. Ele conta que, para aprimorar sua prática profissional, já realizou diversas capacitações a distância. “Os cursos oferecidos pela UNA-SUS são de grande valia para o profissional de saúde que trabalha em regiões distantes de grandes centros, meio de atualização médica, nos ensinando a assistir de forma integral e humanizada nossos pacientes”, afirma.

Dividido em três unidades, o primeiro curso trata das políticas, pactos e programas de proteção à criança e planejamento de ações na ESF. Entre as iniciativas abordadas, destacam-se o Programa Saúde na Escola, Brasil Carinhoso, Programa Saúde Não Tem Preço, Rede de Cuidado e Proteção Social e o Telessaúde como apoio em pediatria.

Também são abordadas as técnicas adequadas de aleitamento materno, necessidade de alimentação complementar, estratégias de imunização e cuidados da saúde do bebê. Uma das unidades apresenta o método canguru e trata, por exemplo, da deficiência de vitaminas, agravos do estado nutricional, consequências da anemia por deficiência de ferro. O aluno também terá acesso ao calendário de vacinação atualizado.

O segundo curso tem como foco a atenção no primeiro ano de vida, bem como os principais agravos prevalentes na infância e suas respectivas medidas de prevenção e tratamento.

Para tanto, são abordados temas como crescimento, violência contra a criança, distúrbios gastrointestinais, afecções dermatológicas, resfriado, febre, rinossinusite aguda, entre outras situações clínicas.

Renato Penhafiel é médico de família e comunidade e realizou o curso para atualizar seus conhecimentos relacionados aos protocolos clínicos. “Achei o material do curso muito bom, bem instrutivo, sem complicações, com protocolos instrutivos e abordagem humanizada”, diz. Como trabalha com urgência e emergência, ele conta que aplicou muitos dos conhecimentos adquiridos no curso. “Foi de grande valia na minha carreira, principalmente a parte de condutas nas crianças com infecção grave”, afirma. Os materiais da capacitação, como livros virtuais, ficam disponíveis também em modo offline no aplicativo da Saite Store.

Serviço
Matrículas: até 17 de maio, pelo link.
Público-alvo: médicos atuantes da atenção básica

Fonte: SE/UNA-SUS

Mosquito Não - Um simples gesto pode salvar

Elimine os criadouros do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya

Saúde inclui novos procedimentos no rol de práticas integrativas

Entre os procedimentos incluídos estão arteterapia, meditação e musicoterapia.As práticas integrativas e complementares valorizam o conhecimento tradicional e terapias alternativas

Os serviços de saúde locais poderão oferecer mais tratamentos classificados como práticas integrativas e complementares (PICs) utilizando recursos federais. Foram incluídos, nesta semana, novos procedimentos na lista de práticas integrativas do Sistema Único de Saúde (SUS), que abrange recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais. São sete novos tratamentos: sessão de arteterapia, sessão de meditação, sessão de musicoterapia, tratamento naturopático, sessão de tratamento osteopático, sessão de tratamento quiroprático e sessão de REIKI. A inclusão foi realizada por meio da Portaria N° 145/2017, publicada no Diário Oficial da União.

Os procedimentos já são realizados por vários municípios brasileiros, segundo dados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), mas, com as inclusões,o Ministério da Saúde poderá acompanhar as ações realizadas em todo o país e, com essas informações, qualificar as ações de cuidado.

Além das inclusões, foram também renomeados procedimentos já inclusos no rol das PICS. O objetivo é facilitar a identificação, pelos gestores, dos procedimentos nos sistemas de informação do SUS. As novas nomenclaturas são para terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/automassagem, sessão de auriculoterapia, sessão de massoterapia, e tratamento termal/crenoterápico.

Panorama
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens de cuidado integral à população por meio de recursos terapêuticos, entre eles fitoterapia, acupuntura, homeopatia, medicina antroposofica e termalismo.

Os serviços são oferecidos por iniciativa local, mas recebem financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município. Em 2016, mais de 2 milhões de atendimentos utilizando praticas integrativas e complementares foram realizados nas unidades básicas de saúde, destes mais de 770 mil foram de Medicina Tradicional Chinesa, que inclui a acupuntura; 85 mil foram de Fitoterapia e 13 mil de Homeopatia. Mais de 926 mil foram de outras práticas integrativas que não tinha um código próprio para registro (que passam a ter com a publicação da portaria esta semana).

Atualmente, mais de 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Hoje, mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar em saúde, o que representa cerca de 28% das unidades básicas de saúde. Os dados revelam ainda que as PICs estão presentes em quase 30% dos municípios brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal e estão presentes em 100% das capitais brasileiras.

Desde a sua implantação, a procura e o acesso dos usuários do SUS a essas práticas integrativas tem crescido exponencialmente. Este movimento de crescimento deve-se a diversos fatores, entre eles o maior reconhecimento dessas práticas pelas evidências científicas e mesmo por sua efetividade pragmática facilmente verificável pelos beneficiados; o crescente número de profissionais capacitados e habilitados; o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte destas práticas, sendo reconhecido inclusive pela Organização Mundial da Saúde, que incentiva os países a inserir estas práticas em seus sistemas de saúde, como tem feito o Brasil.

Por Priscila Silva, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa – (61) 3315.3580 / 2351 / 2745

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Especialistas orientam sobre prevenção contra febre amarela

Especialistas do Ministério da Saúde (MS) e da Fundação Oswaldo Cruz seguem acompanhando a investigação de casos suspeitos de febre amarela silvestre em Minas Gerais


De acordo com os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) na sexta-feira (13/1), existem 20 casos prováveis de febre amarela silvestre, com dez óbitos prováveis. Ao todo, são 133 casos suspeitos notificados e 38 mortes suspeitas da doença em 24 municípios.

Doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquito, a febre amarela não é registrada em centros urbanos do Brasil desde a década de 1940. Os casos em investigação em Minas Gerais se referem à febre amarela silvestre, presente em regiões silvestres, rurais ou de mata no país. A febre amarela silvestre e a febre amarela urbana são causadas pelo mesmo vírus, mas são transmitidas por diferentes mosquitos.

“Apesar de a área acometida ser considerada área de potencial transmissão de febre amarela, sem ter havido expansão até o momento para novas áreas, o número de casos observados é acima do esperado, levando a maior preocupação”, afirma o médico infectologista André Siqueira, integrante da equipe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). “Uma conjunção de fatores pode estar associada ao aumento de casos de febre amarela, todos relacionados a certa elevação da quantidade de vírus da febre amarela circulante em determinada região, valendo destacar: um aumento da população suscetível (não imune) tanto de humanos quanto de macacos; maior proximidade entre macacos, mosquitos e humanos que podem se dever a fatores ambientais, climáticos e/ou demográficos; e baixa cobertura vacinal”, explica.

Segundo o pesquisador, a diferente classificação de febre amarela urbana e silvestre diz respeito ao ambiente ou contexto onde a transmissão ocorre. Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e tem os macacos como os principais hospedeiros. A contaminação de seres humanos ocorre quando uma pessoa não vacinada é picada por um mosquito contaminado pelo vírus. Na febre amarela urbana, o vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti ao homem. Especialistas reforçam que o vírus nunca é transmitido de ser humano para ser humano.

Restrita a algumas regiões do Brasil, a febre amarela tem como sintomas iniciais febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Se não for tratada rapidamente, a febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana. De acordo com especialistas, não há tratamento específico para a febre amarela. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra a doença, além do controle do vetor. Produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), a imunização é oferecida gratuitamente no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A prevenção contra a febre amarela se dá pela proteção contra a picada de mosquitos com o uso de repelentes e roupas protetoras e com o uso da vacina. A vacina é altamente eficaz e segura nos grupos indicados, conferindo, segundo orientação da OMS, proteção duradoura com uma única dose (o Brasil, no entanto, opta por recomendar e oferecer ao menos uma dose de reforço após 10 anos da primeira)”, esclarece André. “A grande vantagem da vacina é que mesmo que a pessoa receba a picada (já que pode haver dificuldades na cobertura de toda a superfície corporal com repelentes ou reaplica-lo nos intervalos necessários), ela está imunizada. Vale lembrar que crianças abaixo de 6 meses, gestantes e idosos acima de 65 anos, bem como indivíduos em tratamento ou com condições que levem a depressão da imunidade, não devem tomar a vacina ao menos que haja recomendação explícita do médico”, destaca.

Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina. Quem vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata deve se vacinar contra a febre amarela com pelo menos dez dias de antecedência. Para residentes em áreas de risco, o Ministério da Saúde recomenda, para crianças, a administração de uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Para pessoas a partir de 5 anos de idade que receberam uma dose da vacina, é necessário um reforço; para quem que nunca foi vacinado ou não possui comprovante de vacinação, é preciso administrar a primeira dose da vacina e um reforço após 10 anos. Pessoas que já receberam duas doses da vacina ao longo da vida já são consideradas protegidas.

Fiocruz no combate da febre amarela
Além de ser reconhecida internacionalmente como fabricante de vacina antiamarílica, a Fundação Oswaldo Cruz também cumpre papel importante na prevenção, monitoramento e controle da situação, com apoio à vigilância epidemiológica realizada por estados e municípios. A Fiocruz colabora de forma estreita com o MS com a formação de pessoal, desenvolvimento de tecnologias e produção de conhecimento científico no aprimoramento da detecção precoce de cenários de vulnerabilidade e de situações de risco para a tomada de decisão voltadas à proteção da população contra a febre amarela. Os ciclos de ocorrência de febre amarela silvestre, que implicam na participação de espécies de macacos na circulação do vírus, tem apresentado o desafio do desenvolvimento de modelos de vigilância e sistemas de alerta voltados ao monitoramento continuado do comportamento da saúde dos macacos nas regiões endêmicas.

A Fundação realiza pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação relacionados à biologia molecular do vírus e ainda atua como centro de referência no esclarecimento de casos suspeitos de febre amarela. A Fiocruz também efetua análises laboratoriais em toda a cadeia completa de diagnóstico da doença (sorologia IgM e IgG; PCR; isolamento viral e estudo de genotipagem; imunofluorescência e imunohistoquímica). A instituição trabalha ainda diretamente com o MS e o SUS no desenvolvimento de protocolos de diagnóstico e do manejo clínico de pessoas suspeitas de terem contraído a febre amarela, sendo centro de referência para este fim em suas unidades assistenciais.

Em entomologia, o prestígio obtido por Oswaldo Cruz, Carlos Chagas e Artur Neiva nas campanhas contra malária, febre amarela e a peste bubônica, no início do século 20, permitiu a criação de condições para o estabelecimento de um centro de entomologia com projeção no cenário mundial pelos descobrimentos em vários campos. Hoje, o Departamento de Entomologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) conta com uma das maiores coleções entomológicas da América Latina, com mais de um milhão e 200 mil exemplares no seu acervo, localizado no Castelo Mourisco. Entre as principais linhas de investigação destacam-se os estudos sobre taxionomia, sistemática, biologia, ecologia e potencialidade vetora de diversos mosquitos, incluindo aqueles transmissores da febre amarela.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (AFN)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

UNA-SUS/UFCSPA abre inscrições para três módulos de Atenção Domiciliar

Profissionais de saúde interessados em ampliar os conhecimentos sobre Atenção Domiciliar já podem se inscrever nas três novas ofertas da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), integrante do Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

Os novos módulos tratam dos seguintes temas: “Abordagem Familiar na Atenção Domiciliar”, que tem como objetivo preparar médicos e enfermeiros a abordar qualificadamente as famílias de pacientes restritos ao domicílio; “Cuidadores e a Atenção Familiar”, que objetiva instrumentalizar médicos e enfermeiros a auxiliar as famílias a escolherem o cuidador de seus familiares, bem como melhorar a articulação da assistência do acamado com o seu cuidador; e “Gestão do Cuidado na Atenção Domiciliar”, cujo foco é qualificar a gestão do cuidado centrado no indivíduo, realizado por médicos e enfermeiros no âmbito da Atenção Domiciliar.

As inscrições podem ser realizadas até 15 de fevereiro, sendo disponibilizadas 1.000 vagas para cada oferta. Os módulos, que são autoinstrucionais e de curta duração, estarão disponíveis, para conclusão, até 15 de março.

O Programa Multicêntrico de Qualificação em Atenção Domiciliar é uma parceria entre a Coordenação Geral de Atenção Domiciliar - CGAD/DAB/SAS/MS, a Secretaria e Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e diversas Universidades integrantes da Rede UNA-SUS: UFMA, UFMG, UFSC, UFPel, UFC, UFCSPA, UFPE e UERJ. Para conhecer os outros módulos de AD, clique aqui.

Fonte: UNA-SUS


Jogo digital ajuda a prevenir intoxicações de crianças em casa

jogos intoxicacao materiaFérias! O que é para ser um ótimo momento em família pode se tornar um período de sustos e preocupações

Segundo especialistas, a casa é o local onde as crianças correm mais riscos. Para alertar pais e jovens, o Polo de Jogos e Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), transformaram em algo lúdico a campanha de prevenção contra acidentes por intoxicação: a equipe criou o jogo digital Quem deixou isso aqui?.

O jogo, lançado durante o seminário Prevenção de intoxicações em foco: panorama das intoxicações infantis e ações educativas do Centro de Estudos do Icict e o Sinitox, realizado em dezembro, vem atraindo a atenção de pais e filhos pela facilidade com que pode ser jogado e as informações que fornece. A ideia é manter a personagem central – Aninha, uma menina de três anos – longe de coisas que podem intoxicá-la como medicamentos, plantas, materiais de limpeza e até mesmo alimentos e bebidas alcóolicas.

Ao se depararem com o número elevado de ocorrências em intoxicações domésticas em crianças, os integrantes do Polo, Marcelo de Vasconcellos e Flávia de Carvalho, que já tinham desenvolvido outras parcerias com o Sinitox, avaliaram a necessidade de abordar o assunto. “Vimos que a intoxicação doméstica era um problema muito mais sério. Assim, a contribuição do Sinitox foi essencial para uma escolha certeira do tema e para verificação técnica de todas as informações”, diz Vasconcellos.

Apesar da personagem ser uma meninha, o jogador encarna um adulto que tem que protegê-la dos riscos de uma intoxicação. “O jogo foi direcionado a pais e responsáveis, uma vez que são eles que precisam aprender sobre os riscos da intoxicação doméstica. Esta abordagem vem da nossa visão sobre a mídia dos jogos, de que ela não é algo restrito para crianças, mas que pode ser atraente e educativo para qualquer pessoa”, explica Flávia de Carvalho. A coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner, acredita que o jogo “é pioneiro no que se refere à prevenção de intoxicações” e apesar de ter sido “desenvolvido para jovens, adultos e pais, com certeza as crianças também vão acabar se interessando pelo seu modo dinâmico de jogar”.

Vasconcellos afirma que esse jogo foi um “grande aprendizado” para a equipe envolvida, onde todos puderam se dar conta sobre os mais variados riscos. Afinal, é comum as pessoas relatarem casos de intoxicação de crianças na família ou na vizinhança. “O assunto nos chamou a atenção tanto para nossa vida doméstica, quando repensamos a organização de nossas próprias casas, quanto para nossa experiência profissional como designers gráficos, pois o risco da intoxicação muitas vezes é agravado pelo projeto gráfico dos produtos”, explica.

Casa = perigo
Quando tinha três anos, Kevin, filho de Fabíola Ferreira, deu um susto e tanto na mãe. Ela deixou no quintal uma mistura de amônia e água sanitária para uso próprio e, num momento de distração, o menino colocou a mistura na boca. Imediatamente seus lábios ficaram “assados”, segundo Fabíola, e ele começou a gritar. A mãe achou que ele fosse morrer, mas felizmente ele não engoliu o produto, o que foi a sua salvação. “O médico me disse que se ele tivesse engolido, teria morrido”, lembra Fabíola. Casos como esse acontecem a todo momento e o jogo busca retratar situações em que as crianças atraídas pelas cores das embalagens ou pelo conteúdo colorido, ou mesmo até a cor de flores e plantas, numa distração dos pais, levam à boca. O resultado é sempre assustador para os pais e traumático para as crianças.

painel materia icict jogo 2016 2

As estatísticas comprovam que a fase de um a quatro anos é a que requer uma atenção redobrada por parte de pais e responsáveis. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), do Ministério da Saúde, apontam que entre 2010 e 2015, na faixa etária entre um e quatro anos, 29.169 crianças se acidentaram por intoxicações. Uma consulta rápida ao Sinitox/Fiocruz, comprova essa realidade – apenas em 2013, dos 9.507 casos de intoxicação nesta faixa etária, 6.459 foram justamente os que envolviam medicamentos (3.691), produtos domissanitários (1.767) e produtos químicos (1.001).

Segundo a coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner, “quase um quarto das intoxicações ocorre nessa faixa etária – são 22% das ocorrências”, explica. E os motivos são simples: “o grande tempo que as crianças passam no ambiente doméstico, os inúmeros produtos tóxicos disponíveis, os produtos armazenados de forma incorreta, as embalagens inseguras dos produtos e a pouca informação que pais e responsáveis têm sobre as formas de prevenção de acidentes”, afirma Bochner.

Testando e brincando
Quem conheceu o jogo e elogiou a iniciativa foi Ana Claudia Moraes, a coordenadora do Centro de Controle de Intoxicações (CCIn), de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, que recebe as informações de todo o estado sobre intoxicações. Para ela, “o jogo tem um ambiente agradável, que realmente remete ao lar e trazendo situações cotidianas desperta o jogador para a identificação de perigos em casa que ele provavelmente não estaria atento se não fosse pelo alerta e envolvimento que o jogo promove”, enfatiza. Para a coordenadora do CCIn, Quem deixou isso aqui? “envolve e motiva, e creio que através desta sensibilização e ‘treinamento’ na identificação de perigos, é possível mudar comportamentos, ajudar a reduzir os perigos e riscos existentes em casa, assim como a real ocorrência de acidentes”, afirma.

O jogo pode ser acessado aqui. Ele está disponível para tablet e desktop nas plataformas Google Play e Apple, e brevemente poderá ser jogado nos sistemas Android e iOS. Eloá Dias testou e colocou o filho, Gabriel, de 12 anos, para jogar também. Ela disse que achou o jogo “interessante, dinâmico”. Para ela, “o jogo é um alerta, pois há coisas que passam despercebidas em casa”. Seu filho “seguiu o jogo sem utilizar as instruções (o tutorial) e também aprendeu um pouco”, afirmou. “Ele me chamou a atenção, após jogar, dizendo: “viu, mãe, vê se guarda esses remédios que você deixa sobre a mesa”, afirmou a mãe, que ficou meio sem graça com a observação do filho. Ela aproveitou e indicou a algumas colegas que têm crianças pequenas para também acessarem o jogo.

casasegura2Outro que testou e se disse surpreso com as informações apresentadas foi Brunner Jorge, que achou o jogo “muito bem explicativo, de fácil acesso e compreensão”. Ele afirmou que se deu conta que em sua casa há plantas e o “remédio de mosquito” que estão ao alcance do pequeno Bruno, de um ano e meio. Mas, ressaltou que ele e a esposa “estão sempre ‘de olho’”, mesmo assim um dia o pequeno pegou um sabonete, rasgou a embalagem e quase o comeu, para desespero dos pais. Para Brunner o jogo serve de “alerta” para os pais.

Prevenir é o foco da parceria entre o Polo de Jogos e Saúde e o Sinitox. Para isso também foi criada a maquete Casa segura, “que replica todos os possíveis cômodos de uma residência, como sala, cozinha, quarto, banheiro, área de serviço e jardim, e neles são apontados os diversos produtos tóxicos presentes de forma não segura”, explica Rosany Bochner, que afirma que o objetivo é “travar um diálogo com o público sobre as situações de risco para as crianças”. A maquete está em exibição no saguão da Biblioteca de Manguinhos, da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Mas, não para aí o desenvolvimento de materiais educativos para a prevenção. A coordenadora do Sinitox afirma que “o próximo passo será a produção de um novo jogo que contemple acidentes com animais peçonhentos”.

Graça Portela (Icict/Fiocruz)