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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

UNA-SUS abre matrículas para curso de Atenção Integral à Saúde da Criança

A Universidade Federal do Maranhão, integrante da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS/UFMA), lança nova turma dos cursos Atenção Integral à Saúde da Criança I e II nessa terça-feira (17/1)


Médicos atuantes da atenção básica podem se matricular até 17 de maio, pelo link. Cada curso possui carga horária de 45 horas e ambos são inteiramente online, gratuitos e possuem início imediato.

Segundo o médico David Mesquita, um dos responsáveis pela elaboração dos conteúdos da oferta, “o curso tem o objetivo de aprimorar o cuidado a essa população com a finalidade de diminuir a morbimortalidade no primeiro ano de vida”. Ele destaca que todo o curso é abordado de forma humanizada e dinâmica, com gráficos interativos e consulta rápida através de aplicativos para celulares e tablets.

A coordenadora do Núcleo Pedagógico da UNASUS/UFMA, Regimarina Soares, explica que para oferecer atendimento qualificado às crianças, é necessário que os profissionais de saúde sejam capacitados. “Dessa forma, esses cursos prepararão os médicos para a qualificação do cuidado e implementação de boas práticas de atenção à saúde”, afirma.

De acordo com Soares, os conteúdos trabalhados na capacitação abarcam as políticas e programas vigentes do Ministério da Saúde e tem como foco as necessidades da população infantil. Em compasso com a Estratégia Saúde da Família (ESF), são tratadas questões relacionadas ao cuidado integral à criança no primeiro ano de vida, com enfoque nos principais agravos, imunizações e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 10 anos.

Fernando de Azevedo, 27 anos, é médico generalista e já realizou os dois cursos, em 2014. Ele conta que, para aprimorar sua prática profissional, já realizou diversas capacitações a distância. “Os cursos oferecidos pela UNA-SUS são de grande valia para o profissional de saúde que trabalha em regiões distantes de grandes centros, meio de atualização médica, nos ensinando a assistir de forma integral e humanizada nossos pacientes”, afirma.

Dividido em três unidades, o primeiro curso trata das políticas, pactos e programas de proteção à criança e planejamento de ações na ESF. Entre as iniciativas abordadas, destacam-se o Programa Saúde na Escola, Brasil Carinhoso, Programa Saúde Não Tem Preço, Rede de Cuidado e Proteção Social e o Telessaúde como apoio em pediatria.

Também são abordadas as técnicas adequadas de aleitamento materno, necessidade de alimentação complementar, estratégias de imunização e cuidados da saúde do bebê. Uma das unidades apresenta o método canguru e trata, por exemplo, da deficiência de vitaminas, agravos do estado nutricional, consequências da anemia por deficiência de ferro. O aluno também terá acesso ao calendário de vacinação atualizado.

O segundo curso tem como foco a atenção no primeiro ano de vida, bem como os principais agravos prevalentes na infância e suas respectivas medidas de prevenção e tratamento.

Para tanto, são abordados temas como crescimento, violência contra a criança, distúrbios gastrointestinais, afecções dermatológicas, resfriado, febre, rinossinusite aguda, entre outras situações clínicas.

Renato Penhafiel é médico de família e comunidade e realizou o curso para atualizar seus conhecimentos relacionados aos protocolos clínicos. “Achei o material do curso muito bom, bem instrutivo, sem complicações, com protocolos instrutivos e abordagem humanizada”, diz. Como trabalha com urgência e emergência, ele conta que aplicou muitos dos conhecimentos adquiridos no curso. “Foi de grande valia na minha carreira, principalmente a parte de condutas nas crianças com infecção grave”, afirma. Os materiais da capacitação, como livros virtuais, ficam disponíveis também em modo offline no aplicativo da Saite Store.

Serviço
Matrículas: até 17 de maio, pelo link.
Público-alvo: médicos atuantes da atenção básica

Fonte: SE/UNA-SUS

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Saúde inclui novos procedimentos no rol de práticas integrativas

Entre os procedimentos incluídos estão arteterapia, meditação e musicoterapia.As práticas integrativas e complementares valorizam o conhecimento tradicional e terapias alternativas

Os serviços de saúde locais poderão oferecer mais tratamentos classificados como práticas integrativas e complementares (PICs) utilizando recursos federais. Foram incluídos, nesta semana, novos procedimentos na lista de práticas integrativas do Sistema Único de Saúde (SUS), que abrange recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais. São sete novos tratamentos: sessão de arteterapia, sessão de meditação, sessão de musicoterapia, tratamento naturopático, sessão de tratamento osteopático, sessão de tratamento quiroprático e sessão de REIKI. A inclusão foi realizada por meio da Portaria N° 145/2017, publicada no Diário Oficial da União.

Os procedimentos já são realizados por vários municípios brasileiros, segundo dados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), mas, com as inclusões,o Ministério da Saúde poderá acompanhar as ações realizadas em todo o país e, com essas informações, qualificar as ações de cuidado.

Além das inclusões, foram também renomeados procedimentos já inclusos no rol das PICS. O objetivo é facilitar a identificação, pelos gestores, dos procedimentos nos sistemas de informação do SUS. As novas nomenclaturas são para terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/automassagem, sessão de auriculoterapia, sessão de massoterapia, e tratamento termal/crenoterápico.

Panorama
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens de cuidado integral à população por meio de recursos terapêuticos, entre eles fitoterapia, acupuntura, homeopatia, medicina antroposofica e termalismo.

Os serviços são oferecidos por iniciativa local, mas recebem financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município. Em 2016, mais de 2 milhões de atendimentos utilizando praticas integrativas e complementares foram realizados nas unidades básicas de saúde, destes mais de 770 mil foram de Medicina Tradicional Chinesa, que inclui a acupuntura; 85 mil foram de Fitoterapia e 13 mil de Homeopatia. Mais de 926 mil foram de outras práticas integrativas que não tinha um código próprio para registro (que passam a ter com a publicação da portaria esta semana).

Atualmente, mais de 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Hoje, mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar em saúde, o que representa cerca de 28% das unidades básicas de saúde. Os dados revelam ainda que as PICs estão presentes em quase 30% dos municípios brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal e estão presentes em 100% das capitais brasileiras.

Desde a sua implantação, a procura e o acesso dos usuários do SUS a essas práticas integrativas tem crescido exponencialmente. Este movimento de crescimento deve-se a diversos fatores, entre eles o maior reconhecimento dessas práticas pelas evidências científicas e mesmo por sua efetividade pragmática facilmente verificável pelos beneficiados; o crescente número de profissionais capacitados e habilitados; o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte destas práticas, sendo reconhecido inclusive pela Organização Mundial da Saúde, que incentiva os países a inserir estas práticas em seus sistemas de saúde, como tem feito o Brasil.

Por Priscila Silva, da Agência Saúde
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