Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


domingo, 9 de dezembro de 2012

Plano de privatização de saúde gera protesto em Madri

O governo espanhol sustenta a ideia de que os cortes são necessários para garantir serviços de saúde durante a recessão econômica no país
 
Mais de 5 mil manifestantes se reuniram na Porta do Sol, no centro de Madri, para protestar contra cortes orçamentários e planos de privatização de parte do serviço de saúde nacional, segundo projeções da polícia.
 
Os organizadores estimam a participação de 75 mil manifestantes, muitos vestidos de azul e branco.
 
A porta-voz da organização do evento, Fátima Branas, afirmou que os planos de privatização são míopes porque não levaram em conta que economias poderiam ser feitas sem a venda dos serviços.
 
O governo sustenta a ideia de que os cortes são necessários para garantir serviços de saúde durante a recessão econômica. As informações são da Dow Jones.
 
Fonte iG

China tem profissionais especializados em cheirar flatulências

Não é brincadeira. Funcionários que se dedicam a esta tarefa podem ganhar até US$ 50 mil por ano.
 
Ser um especialista em alguma área é praticamente uma necessidade no mercado de trabalho na atualidade. Entretanto, provavelmente você nunca imaginou que o nível de especialização poderia chega a esse ponto. Na China existem profissionais especializados em cheirar as suas flatulências. É isso mesmo que você leu.
 
Se isso por si só já é um tanto quanto estranho, saiba que esses especialistas são muito bem pagos e podem ganhar até US$ 50 mil (o equivalente a R$ 110 mil) por ano apenas cheirando os seus gases. Mas quem são essas pessoas e por que diabos elas fazem isso?
 
De acordo com os jornais chineses, os profissionais que passam o dia cheirando esses aromas desagradáveis são capazes de identificar problemas em sua alimentação, bem como possíveis doenças ou bactérias que possam infectar o seu intestino.
 
Sommelier de gases
“Aromas” extremamente mal cheirosos podem indicar uma infecção bacteriana. Já um cheiro mais próximo ao de peixe cru ou carne estragada, por exemplo, pode revelar uma infecção nos órgãos digestivos ou a presença de tumores na mucosa intestinal. Por fim, gases com um leve odor de alho ou cebolinha podem indicar um consumo excessivo desses alimentos, resultando em inflamações dos intestinos.
 
Se você ficou empolgado com essa profissão e já está pensando em largar tudo para embarcar para a Ásia em busca de uma nova carreira, preste atenção. Para ser um profissional do ramo você deve ter entre 18 e 45 anos, além de se abster completamente do fumo e do álcool. Pessoas com doenças nasais ou respiratórias também estão vetadas.
 
Depois de ter o seu currículo aprovado, você receberá um curso para aprender a identificar os mais variados aromas e, só após a sua formação, é que você estará apto a sair por aí cheirando as flatulências de quem quer que seja. Você embarcaria nessa carreira?
 
Fonte Gizmodo

Três a quatro xícaras de café por dia reduzem risco de diabetes em 25%

Pesquisa sugere que a cafeína do café estimula o metabolismo e aumenta o gasto de energia.
Pesquisa sugere que a cafeína do café estimula o metabolismo
e aumenta o gasto de energia
Teorias sugerem que o café contém componentes que podem melhorar a sensibilidade à insulina e o equilíbrio da glicose
 
Beber três a quatro xícaras de café por dia pode ajudar a prevenir o diabetes tipo 2, de acordo com pesquisa realizada pelo Institute for Scientific Information on Coffee, organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo e divulgação da ciência relacionada com o café e a saúde.
 
A pesquisa sugere que o consumo moderado da bebida está associado com um risco cerca de 25% menor de desenvolver a doença, em comparação com nenhum consumo ou menos de duas xícaras por dia.
 
Embora estes estudos epidemiológicos anteriores sugiram uma associação entre o consumo moderado de café e o risco reduzido de desenvolver diabetes, eles são incapazes de inferir um efeito causal.
 
O relatório observa que a associação entre o consumo de café a um risco reduzido de diabetes tipo 2 vai contra o bom senso, já que beber café é frequentemente associado a hábitos insalubres, como o tabagismo e os baixos níveis de atividade física. Além disso, estudos têm mostrado que o consumo moderado de café não está associado com um risco maior de hipertensão, acidente vascular cerebral ou doença cardíaca coronária.
 
A pesquisa apresenta algumas teorias que sustentam a possível relação entre o consumo de café e o risco reduzido de diabetes. Entre elas, a ' Hipótese do gasto de Energia' , que sugere que a cafeína do café estimula o metabolismo e aumenta o gasto de energia e a ' Hipótese Metabólica do Carboidrato' , que afirma que os componentes do café desempenham um papel-chave ao influenciar o equilíbrio de glicose dentro do corpo.
 
Há também um subconjunto de teorias que sugerem que o café contém componentes que podem melhorar a sensibilidade à insulina através de mecanismos como moduladores das vias inflamatórias, mediando o estresse oxidativo das células e efeitos hormonais ou através da redução das reservas de ferro.
 
"A associação dose-dependente inversa entre o consumo de café e mortalidade total foi demonstrada na população em geral e foi persistente entre os diabéticos. Apesar de mais pesquisas sobre os efeitos do café na saúde ainda serem necessárias, a informação atual sugere que o café não é tão ruim quanto era considerado antes", conclui a pesquisadora Pilar Riobó Serván.
 
Fonte isaude.net

Consumo elevado de vitamina E reduz risco de câncer de fígado

Pesquisa realizada na China sugere que papel antioxidante da vitamina pode prevenir o aparecimento de danos no DNA
 
Alto consumo de vitamina E a partir da dieta ou de suplementos vitamínicos pode reduzir o risco de câncer de fígado, segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos.
 
A pesquisa sugere que papel antioxidante da vitamina solúvel em gordura pode prevenir o aparecimento de danos no DNA.
 
Para determinar a relação entre a ingestão de vitamina E e o risco de câncer de fígado, os pesquisadores dos EUA, em conjunto com cientistas do Shanghai Cancer Institute analisaram dados de 132,837 pessoas na China estudadas entre 2002 e 2006.
 
Utilizando questionários, os pesquisadores realizaram entrevistas individuais para coletar dados sobre os hábitos alimentares dos participantes do estudo. Os participantes foram questionados sobre quão frequentemente eles comeram alimentos ricos em vitamina E e tomaram suplementos vitamínicos.
 
A equipe então comparou o risco de câncer de fígado entre os participantes que apresentaram alto consumo de vitamina E e aqueles com baixa ingestão.
 
A análise incluiu 267 pacientes com câncer de fígado (118 mulheres e 149 homens) que foram diagnosticados entre após o início do estudo.
 
Os resultados mostraram que a ingestão de vitamina E pela dieta ou por meio do uso de suplementos de vitamina E foram ambos associados a um menor risco de câncer de fígado. Esta associação foi consistente entre os participantes com e sem auto relato de doença hepática ou histórico familiar de câncer de fígado.
 
O câncer de fígado é a terceira causa mais comum de mortalidade por câncer no mundo, o quinto câncer mais comum em homens e o sétimo mais comum em mulheres. Aproximadamente 85% dos casos da doença ocorrem em países em desenvolvimento, com 54% só na China.
 
Fonte isaude.net

Dose única de composto antidepressivo reduz sintomas em 24 horas

Testes com GLYX-13 mostram que ele têm quase o dobro da eficácia da maioria dos antidepressivos, sem efeitos colaterais graves
 
Cientistas da empresa Naurex Inc. desenvolveram um novo composto antidepressivo capaz de reduzir os sintomas da depressão em 24 horas.
 
Os resultados mostram uma única administração de GLYX-13 produziu reduções estatisticamente significativas nas pontuações de depressão em indivíduos que não responderam ao tratamento com um ou mais agentes antidepressivos.
 
As reduções foram evidentes dentro de 24 horas e mantidas durante uma média de sete dias, caracterizando quase o dobro do tamanho do efeito observado com a maior parte de outras drogas antidepressivas após 4 a 6 semanas de administração repetida.
 
No ensaio de Fase 2, GLYX-13 foi bem tolerado. Os efeitos colaterais leves a moderados relatados foram consistentes com aqueles observados em pacientes que receberam placebo. O composto não produziu qualquer dos efeitos tipo esquizofrênicos psicotomiméticos associados com outras drogas que modulam o receptor NMDA.
 
"Descobrimos uma nova classe de fármacos que parece ter a notável eficácia antidepressiva da cetamina, mas sem seus efeitos secundários limitativos. Estes resultados indicam que esta descoberta pode traduzir-se em melhorias na saúde para os indivíduos que sofrem de depressão", afirma Derek Small, CEO da Naurex.
 
Outros agentes moduladores de NMDA, tais como a cetamina, atuam rapidamente para aliviar os sintomas de depressão e distúrbio bipolar, mas a sua utilidade clínica tem sido prejudicada pelo seu potencial de abuso e efeitos secundários.
 
"Estamos entusiasmados com estes dados promissores. Estudos pré-clínicos mostram que os nossos novos moduladores de NMDA podem ser aplicáveis a uma série de distúrbios do sistema nervoso central, e estamos ansiosos para avaliar o seu potencial de resposta às principais necessidades não satisfeitas em psiquiatria e neurologia", afirma Ronald M. Burch, diretor médico da Naurex.
 
Fonte isaude.net

Concursos bizarros viram moda nos EUA para desespero dos médicos

Joey Chestnut  foi capaz de comer 68 cachorros quentes em dez
 minutos e engolir sete litros e meio de chili em seis minutos
A recente morte de um jovem que participava de um concurso de comer baratas na Flórida reacendeu o debate sobre uma tendência, os concursos de comida, que continuam na ordem do dia nos Estados Unidos, apesar dos repetidos alertas por parte de médicos e nutricionistas.
 
Na semana passada foram divulgados os resultados da autópsia de Edward Archbold, o homem de 32 anos que morreu no último mês de outubro instantes após ganhar esse bizarro concurso.
 
Nela se determina que o jovem não morreu por intoxicação ao ingerir dúzias de baratas gigantes, como se cogitou em um primeiro momento, mas que Archbold "engasgou até a morte" por causa da enorme quantidade de insetos que ingeriu.
 
"Na China também comem insetos deste tipo, mas, claro, não o fazem em quantidades tão exageradas como esta", afirmou à Agência Efe a médica Kathy B. Glazer, nutricionista no Glazer Nutrition Center de Washington. "Para ser honesta, não sei o que pode levar alguém a se arriscar e participar deste tipo de concurso.
 
Tratei muitos glutões que agora têm problemas de obesidade e diabetes", contou Kathy. Embora a médica garanta que o caso de Archbold é isolado, também alertou para as "sérias consequências em longo prazo" que estes hábitos podem provocar.
 
Os concursos de comida deixaram de ser algo exclusivo das feiras populares e explodiram como fenômeno de massa durante a década de 1990, especialmente no Japão e nos EUA.
 
No país americano, a prática deste "esporte" - quem pratica se considera um atleta - segue completamente viva e em Nova York tem seu escritório a sede da Federação Internacional de Concursos de Comer (IFOCE, na sigla em inglês), encarregada de supervisionar e divulgar os certames deste tipo.
 
O atual campeão mundial dos concursos de comida é Joey Chestnut, um jovem de 27 anos de San José (Califórnia) capaz de comer 68 cachorros quentes em dez minutos e engolir sete litros e meio de chili em seis minutos e que, surpreendentemente para muitos, "só" pesa 104 quilos.
 
Embora possa parecer paradoxal, entre os cinco primeiros classificados do ranking mundial, apenas Chestnut ultrapassa os 100 quilos, algo que, segundo o médico e professor da Universidade George Washington, Marc S. Levine, tem uma explicação física.
 
O "segredo" destes competidores, explicou o professor, está no fato de que desenvolveram uma capacidade "para que seu estômago possa expandir-se e dilatar-se de maneira surpreendente, o que lhes permite ingerir enormes quantidades de comida em muito pouco tempo".
 
No entanto, um excesso de gordura corporal constitui um impedimento para que esta dilatação possa acontecer, e por isso os participantes evitam a todo custo aumentar de peso e, fora dos concursos, "controlam muito bem o que comem". Mesmo assim, Levine lembrou que isto "não é garantia de nada", já que, com o tempo - a maioria de participantes é jovem -, perderão esta "motivação" para não engordar e, então, todos estes anos de "competição" cobrarão seu preço.
 
Devido à capacidade de dilatar o estômago, o participante de concursos de comer "jamais voltará a sentir a sensação de saciedade ou enjoo com a comida", indicou o médico, e por isso apresenta um "risco substancial de desenvolver obesidade mórbida".
 
Comer em abundância e tão rápido é uma atividade "potencialmente autodestrutiva que, com o tempo, pode causar obesidade mórbida, náuseas e vômitos crônicos e, inclusive, a necessidade imperiosa de submeter-se a uma operação de estômago", concluiu Levine.
 
Igualmente contundente se mostrou a nutricionista Kathy, que acrescentou que, apesar de "nunca ser uma boa ideia abarrotar-se de comida", se fizer isto com produtos que contêm alta concentração de gorduras - como acostuma ser o caso nos concursos de comida -, "o resultado pode ser nefasto".

Fonte R7

Jejum pode fazer bem para a saúde

O jejum sempre foi associada a rituais religiosos, dietas e protestos políticos. Agora, porém, pesquisadores do Centro Médico Intermountain, em Utah, Estados Unidos, encontraram evidências de que se abster de comida de vez em quando também faz bem para o coração e para a saúde como um todo.

Os cardiologistas relatam que o jejum reduz os riscos de doença arterial coronariana (caracterizada pelo estreitamento dos vasos sanguíneos em decorrência do espessamento das artérias) e diabetes. Por outro lado, são notadas alterações significativas nos níveis de colesterol no sangue. Tanto o diabetes quanto o colesterol elevado são fatores de risco conhecidos para a doença arterial coronariana.
 
Os resultados foram apresentados em 03 de abril, nas sessões científicas anuais do Colégio Americano de Cardiologia, em Nova Orleans.
 
O estudo recente amplia as descoberta de outra pesquisa realizada pelo mesmo centro médico quatro anos atrás, que revelou a associação entre jejum e redução no risco da doença cardíaca – principal causa de morte entre homens e mulheres dos Estados Unidos. Na nova pesquisa, o jejum também mostrou ser eficiente para reduzir outros fatores de risco cardíaco como os triglicerídeos, o peso e os níveis de açúcar no sangue.
 
“Esses estudos anteriores demonstram que a nossa descoberta mais recente não foi um acontecimento fortuito”, diz Benjamin Horne, diretor de Epidemiologia e Genética Cardiovascular na Faculdade de Medicina Intermountain e principal investigador da pesquisa. “A confirmação desses pontos positivos relacionados ao jejum levanta novas questões como o jejum melhora a saúde ou se ele simplesmente indica um estilo de vida saudável”.
 
A nova pesquisa registrou as reações biológicas do organismo durante o período de jejum. Os níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C, o “mau” colesterol) e de alta densidade (HDL-C, o “bom” colesterol) aumentaram significativamente: 14% e 6%, respectivamente. Isso elevou a taxa de colesterol total, o que pegou os pesquisadores de surpresa.
 
“O jejum provoca fome ou estresse. Em resposta, o organismo libera mais colesterol, permitindo utilizar a gordura como fonte de combustível em vez de glicose. Isso diminui o número de células de gordura no corpo”, explica Horne. “Isso é importante porque quanto menos células de gordura no organismo, menor a probabilidade de resistência à insulina, ou diabetes”.
 
O estudo recente também confirmou resultados anteriores sobre os efeitos do jejum para o hormônio do crescimento humano (HGH). Durante períodos de 24 horas sem comer, o HGH aumentou em uma média de 1.300% nas mulheres, e quase 2.000% nos homens. Isso ocorre porque o hormônio trabalha para proteger a massa muscular e o equilíbrio metabólico – resposta desencadeada e acelerada pela falta de ingestão de alimentos.
 
Os pesquisadores realizaram dois estudos com mais de 200 indivíduos – tanto pacientes do hospital quando voluntários saudáveis ​​- que foram recrutados no Centro Médico Intermountain. Outros 30 pacientes beberam apenas água e não comeram nada por 24 horas. Eles também foram monitorados ao comer uma dieta normal, durante um período adicional de um dia inteiro. Os exames de sangue e testes físicos foram aplicados para avaliar todos os fatores de risco cardíacos, indícios de risco metabólicos e outros parâmetros de saúde geral.
 
Embora os resultados tenham sido surpreendentes para os pesquisadores, ainda não é hora de começar a “dieta do jejum”. São necessários novos estudos como esses para determinar totalmente a reação do corpo à falta de comida e seus reais efeitos sobre a saúde humana. Porém, Horne é otimista e acredita que o jejum pode um dia ser prescrito como tratamento para a prevenção de diabetes ou da doença arterial coronariana.
 
Fonte Sience Daily

O que é pior para a saúde: estar desempregado ou ter um emprego ruim?

Uma nova pesquisa mostra que estar em um péssimo trabalho pode ser tão ruim ou pior para a saúde do que estar desempregado.
 
Por mais estressante que estar sem trabalho seja, o peso psicológico de ser mal pago e muito exigido afeta a saúde da mesma forma. Pior: os participantes do estudo que estavam desempregados e passaram a trabalhar para um emprego de má qualidade agravaram sua saúde mental.
 
Os pesquisadores analisaram os resultados de um inquérito com mais de 7.000 pessoas que vivem na Austrália. Foram sete anos de respostas, começando em 2001.
 
A qualidade do emprego foi graduada com base em quatro fatores: o estresse e o nível de demanda, a quantidade de funcionários que disseram ter controle sobre seu trabalho, a segurança no trabalho (ou potencial para um futuro) e se o pagamento era ou não justo.
 
Os participantes também responderam a um questionário de saúde mental que avaliou sintomas de depressão e ansiedade, assim como emoções positivas, incluindo sentimentos de alegria e serenidade.
 
Em geral, os empregados tinham melhor saúde mental do que os desempregados. Porém, depois que os pesquisadores levaram em conta fatores que poderiam influenciar os resultados, como idade, sexo, estado civil e nível de ensino, a saúde mental dos indivíduos desempregados estava igual, ou melhor, do que a saúde mental das pessoas com empregos de baixa qualidade.
 
Aqueles com os empregos de qualidade mais pobre também apresentaram maior queda em saúde mental ao longo do tempo do que os desempregados.
 
Já as pessoas empregadas em um trabalho de alta qualidade aumentaram 3 pontos na saúde mental. Os com trabalho de má qualidade diminuíram 5,6 pontos.
 
Essa diferença de pontos é considerada clinicamente relevante, o que significa que as mudanças na saúde mental das pessoas são observáveis.
 
Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que as políticas governamentais não devem focar só na redução do desemprego, mas na qualidade e nas condições dos postos de trabalho também, inclusive em benefícios, horas e flexibilidade.
 
Uma forma de melhorar a qualidade do trabalho seria oferecer as proteções necessárias para promover a segurança no emprego. Por exemplo, não ter um contrato de trabalho cria um sentimento de insegurança. Os empregadores poderiam reduzir a quantidade de contrato de trabalho independente e trazer de volta a noção de que, se você trabalha para uma empresa, terá um futuro nela.
 
Organizações também podem tentar reduzir o número de “escolhas forçadas” dos funcionários, como ir trabalhar ou cuidar de uma criança doente. Políticas de horário flexível não obrigam as pessoas a escolher entre trabalho e família.
 
Por último, os pesquisadores sugerem que se acabe um pouco com a ideia de emprego de meio período. Os benefícios destes trabalhos podem não ser suficientes para o sustento de uma família.
 
Fonte Live Science

Um terço dos jovens possui gene do Alzheimer

Um novo estudo publicado na revista Lancet Neurology afirmou que uma forma rara da doença de Alzheimer tem sido encontrada em alguns adolescentes mais de 20 anos antes dos sintomas se desenvolverem.
 
Os cientistas do The Banner Alzheimer’s Institute em Arizona (EUA), da Universidade de Boston (EUA) e da Universidade de

Antioquia (Colômbia) descobriram que cerca de 30% dos jovens participantes do estudo tinham uma mutação de um gene chamado presenilina 1 (PSEN1), que os torna mais propensos a desenvolver doença de Alzheimer em uma idade muito mais nova que o comum (aos 45 anos, contra outros tipos que geralmente só aparecem entre os 65 e 90 anos de idade).
 
Embora essa forma hereditária da doença seja incomum, ela oferece uma oportunidade crítica para os pesquisadores procurarem sinais precoces do Alzheimer antes que sintomas clínicos apareçam.
 
Alzheimer e a dificuldade do tratamento
Testes de drogas para o tratamento de Alzheimer não tem sido muito bem sucedidos até agora. Os pesquisadores acreditam que isso é devido à doença já estar muito avançada para ser tratada quando é diagnosticada.
 
Uma vez que os sintomas da doença são aparentes, os danos ao sistema nervoso podem já ser extensos demais para que tratamentos medicamentosos tenham grande impacto.
 
Como resultado, se os cientistas pudessem identificar os sinais de propensão à doença de Alzheimer antes dos sintomas aparecerem, isso poderia levar a ensaios clínicos mais eficazes, e resultar em avanços na prevenção da doença.
 
A pesquisa
No novo estudo, os pesquisadores fizeram imagens do cérebro, exames de sangue e análise de líquido cefalorraquidiano em 44 adultos com idades entre 18 e 26 anos.
 
Os resultados mostraram que 20 dos participantes tinham a mutação PSEN1, e, portanto, certa propensão a desenvolver a doença de Alzheimer. 24 não eram portadores da mutação.
 
Nenhum dos participantes mostrava qualquer evidência de comprometimento cognitivo no momento do estudo.
 
No entanto, os pesquisadores descobriram diferenças notáveis na estrutura e função cerebral entre os dois grupos. Os portadores da mutação PSEN1 experimentavam uma maior atividade nas regiões do cérebro chamadas de hipocampo – envolvidas na memória – e no para-hipocampo, bem como tinham menos massa cinzenta em certas áreas do cérebro.
 
Os resultados também mostraram que os pacientes com a mutação tinham níveis mais elevados de uma proteína chamada beta-amiloide, que parecia ser superproduzida no seus organismos. A beta-amiloide está envolvida na “destruição” de placas amiloides no cérebro, e é identificada como um biomarcador chave de Alzheimer, geralmente presente em torno de 10 a 15 anos antes da manifestação clínica da doença.
 
Como as pessoas com a mutação PSEN1 geralmente aparentam algum comprometimento cognitivo aos 45, os resultados mostram que os biomarcadores para a doença de Alzheimer são evidentes pelo menos 20 anos antes do início dos sintomas.
 
“Essas descobertas sugerem que as mudanças cerebrais começam muitos anos antes do aparecimento clínico da doença de Alzheimer, e até mesmo antes do início da deposição de placas amiloide”, disse o Dr. Eric Reiman, do instituto The Banner Alzheimer’s.
 
O Dr. Adam Fleisher, do mesmo instituto, afirmou que o estudo vai ajudar a definir o cenário para a avaliação de tratamentos para prevenir a doença de Alzheimer passada hereditariamente, assim como ajudar na compreensão dos estágios iniciais da doença de Alzheimer com início mais tardio.
 
Apesar de mais estudos serem necessários, a pesquisa pode ser considerada mais uma evidência de que a doença de Alzheimer se inicia em um período de mudanças cerebrais sem sintomas físicos. Se isso for verdade e esse período puder ser potencialmente identificado e estudado, os cientistas podem determinar uma intervenção precoce da condição que melhore as chances de tratamento da doença.
 
Fonte Hypescience

10 Erros bobos no currículo que podem lhe custar a vaga

Fazer um currículo parece algo relativamente simples, mas você vai se surpreender com algumas coisas bobas que podem fazer com que os empregadores não contratem você. E eles dizem ver esses tipos de erros o tempo todo.
 
Aqui estão dez dicas para você evitar prejudicar a si mesmo da próxima vez em que for enviar um currículo:
 
1. Muitos detalhes
Vários detalhes podem ficar de fora do seu currículo. Telefones demais, por exemplo – o seu celular e telefone da casa já são suficientes. Evite nomes de referência, salários por posição e endereço de empresas ou escolas. Esses dados, se necessários, vão ser solicitados posteriormente.
 
2. Muito espaço em branco
Não precisa deixar o currículo tão cheio a ponto de parecer um jornal, mas um currículo de meia página pode mostrar que você não tem trabalhos suficientes ou experiências de vida. Mesmo que você nunca tenha tido um emprego, deve ter feito pelo menos um trabalho voluntário, atividades extracurriculares ou tido posições de liderança. Não apresente um currículo mostrando apenas seu objetivo.
 
3. Segunda página
Não faça um currículo com duas páginas, a menos que simplesmente liste referências. Se você não conseguir fazer um currículo em até uma página, pode dar a impressão que falta capacidade de se comunicar de forma sucinta – o que está se tornando cada vez mais crucial no nosso mundo de redes sociais.
 
4. Foto
Muitas pessoas cometem o erro de colocar uma foto de si mesmo no currículo, pensando que a boa aparência vai ajudar a conseguir uma entrevista. No entanto, uma empresa não pode considerar uma imagem na hora de determinar se você está ou não qualificado para a vaga. Várias empresas descartam imediatamente currículos com fotos.
 
5. Dados imprecisos
Tome sempre cuidado para colocar períodos de trabalho, títulos e responsabilidades de maneira consistente e correta. Imprecisões no currículo podem causar grandes problemas em entrevistas.
 
6. Fatos que distraem
Conheça a linha entre as boas informações e muita informação. Listar premiações ou vitórias desnecessárias podem causar má impressão. Certas informações causam mais distração do que adição positiva no currículo.
 
7. Escola primária
Nada de colocar onde você completou seu ensino fundamental no currículo. O importante para o empregador são os graus universitários e formação profissional.
 
8. Passatempos estranhos
Não coloque passatempos ou interesses estranhos em seu currículo. Há melhores maneiras de mostrar sua individualidade.
 
9. Fontes bobas
Usar Comic Sans, letras coloridas ou qualquer fonte que grita “eu não sei o que estou fazendo!” é uma péssima maneira de fazer um currículo.
 
10. E-mail fofinho
Nada de usar e-mails bonitinhos que você tinha na sua adolescência. Se você ainda usa florzinha_21@hotmail.com para se comunicar, é a hora de criar um e-mail profissional.
 
Fonte Live Science

Pâncreas artificial funciona em 11 pacientes

Testes em pacientes mostraram que o pâncreas artificial, que monitora os níveis de açúcar do sangue e libera insulina no organismo, fez com que o nível de açúcar em seus corpos ficasse normal por mais de 24 horas.
 
O sistema é formado por um monitor de glicose, duas bombas e um laptop e é feito para imitar da forma mais realista o corpo humano controlando tanto níveis altos de açúcar quanto níveis baixos.
 
Em testes anteriores de outros tipos de pâncreas artificial os pacientes acabavam com baixo nível de açúcar no sangue invariavelmente – estado conhecido como hipoglicemia. Adicionar pequenas doses de glucagon (um hormônio liberado pelo pâncreas para normalizar o açúcar do organismo) resolveu o problema dos cientistas e eles conseguiram criar esse sistema que é bem mais efetivo para pacientes de diabetes.
 
Todos os 11 adultos que participaram dos testes obtiveram bons resultados, não sofreram hipoglicemia e estavam sendo submetidos a uma dieta de carboidratos.
 
Os primeiros testes revelaram que os diabéticos processavam o açúcar muito mais devagar do que se achava, mas pequenos ajustes no computador resolveram o problema.
 
A pesquisa mostra que os cientistas estão definitivamente no caminho certo para criar um pâncreas artificial “autônomo”, que possa ser implantado no corpo de um paciente.
 
Fonte Hypescience

Tratar o ronco pode evitar uma parada cardíaca

Mais do que apenas um incômodo para quem estiver por perto, o ronco pode ser um indício de apneia do sono, doença que eleva o risco de uma série de problemas cardiovasculares: hipertensão, arritmia, infarto do miocárdio, derrame, insuficiência cardíaca e morte súbita.
 
“Não há estudos suficientes na literatura médica sobre disfunções cardíacas precoces em pacientes com apneia do sono, quando é possível tomar medidas para evitar a progressão até insuficiência cardíaca”, alerta a pesquisadora Raluca Mincu. Junto com outros estudiosos, ela comparou os efeitos da apneia do sono com os de diabetes tipo 2 em funções cardíacas.
 
A equipe examinou 60 pacientes: 20 tinham apneia do sono moderada ou severa; 20 estavam tratando diabetes tipo 2; e 20 não tinham nenhuma das duas doenças. Para aumentar a precisão do estudo, foram comparados dados de voluntários de sexo e idade similares.
 
Aqueles que sofriam de apneia do sono (fosse moderada ou severa) apresentaram mal funcionamento das artérias, resultado similar ao daqueles com diabetes tipo 2. O grupo de controle, por sua vez, não apresentou problemas. “Pacientes deveriam perceber que por trás do ronco pode haver sérias patologias cardíacas e que eles devem consultar um especialista do sono”, aponta Mincu.
 
O tratamento para apneia do sono não é dos mais agradáveis (inclui dormir com uma máscara, ligada a um aparelho que ajuda a manter a respiração constante), mas, segundo a pesquisadora, pode reverter os problemas revelados no estudo.
 
Quanto mais cedo cardiologistas, pneumologistas e outros profissionais da saúde diagnosticarem e tratarem casos de apneia do sono, melhor. “Isso irá evitar que a disfunção cardiovascular precoce evolua para insuficiência cardíaca”.
 
Fonte Hypescience

Em fórum, cirurgiões plásticos reclamam da atuação de médicos não especialistas

Brasília - No Dia do Cirurgião Plástico, comemorado ontem (7), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) informou que cerca de 12 mil médicos atuam na área sem formação específica. “Este número, do Conselho Federal de Medicina, é o de médicos que não têm treinamento específico para realizar esse tipo de procedimento, sem nenhuma formação adequada”, relata José Horácio Aboudib, presidente da SBCP.
 
“Eles [médicos não especialistas em cirurgia plástica] invadem todas as outras especialidades em busca daqueles procedimentos que possam dar alguma rentabilidade”, acrescentou Aboudib, que participa do Fórum Nacional Defesa do Especialista.
 
Segundo o Conselho Federal de Medicina, os profissionais graduados em medicina estão autorizados a fazer qualquer procedimento médico, porém aconselha-se às pessoas buscar os profissionais especializados na área em que procuram atendimento.
 
O presidente da SBCP recomenda aos pacientes verificar se o médico é especializado antes de fazer a cirurgia plástica. No site da sociedade, está disponível lista com os nomes dos profissionais com título de cirurgião plástico no país. São 5.200 médicos especialistas na área.
 
“O médico para ser especialista em cirurgia plástica tem que fazer seis anos de faculdade, dois anos de residência em cirurgia geral e três de plástica. Em torno de 14 mil horas de treinamento,” explica, ressaltando que “hoje o Brasil é o maior centro de ensino de cirurgia plástica do mundo”.
 
Um levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo mostra que 97% das reclamações sobre cirurgia plástica são contra profissionais não especialistas na área, segundo o presidente. No Brasil, são feitas cerca de 700 mil cirurgias plásticas por ano. De acordo com Aboudib, as mais procuradas são a de mama e lipoaspiração.
 
Fonte Agência Brasil

Número de doentes renais no Brasil dobra em uma década, alertam médicos

Brasília – O avanço de doenças crônicas, sobretudo do diabetes e da hipertensão, tem provocado um aumento no número de pacientes com problemas nos rins.
 
Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que o número de doentes renais no Brasil dobrou na última década. Estima-se que 10 milhões de brasileiros sofram de alguma disfunção renal. Atualmente, entre 90 mil e 100 mil pessoas passam por diálise no país.
 
Outro alerta é que mais de 70% dos pacientes que iniciam a diálise descobrem a doença quando os rins já estão gravemente comprometidos. O presidente da entidade, Daniel Rinaldi, lembrou que os profissionais de saúde da atenção básica devem estar atentos aos chamados pacientes de risco – diabéticos, hipertensos, idosos e pessoas com casos de doença renal na família.
 
Segundo ele, para esses grupos, devem ser prescritos exames simples e de baixo custo, como a creatinina (sangue) e a perda de albumina (urina). Caso o resultado indique possível doença renal, o paciente deve ser encaminhado para um nefrologista.
 
O vice-presidente da sociedade médica, Roberto Tecoits, acredita que falta comunicação entre os próprios profissionais de saúde. Um dos principais problemas, continuou Tecoits, é a ausência de um protocolo de atendimento específico para doenças renais a ser adotado pelos médicos, desde a atenção primária.
 
“Falta uma estruturação da rede. Esse paciente, se acompanhado pelo especialista desde o início, pode não precisar de diálise ou de um transplante”, disse. “A doença renal crônica não apresenta sinais e sintomas em fase precoce. Os médicos precisam estar atentos aos grupos de risco”, completou.
 
A expectativa da Sociedade Brasileira de Nefrologia é que uma reunião com representantes do Ministério da Saúde, agendada para janeiro de 2013, possa ser o pontapé inicial para a criação de uma rede de atendimento a doentes renais.
 
A doença renal crônica significa uma perda lenta, progressiva e irreversível da função dos rins. Até o paciente perder quase metade da capacidade de funcionamento dos órgãos, a doença, praticamente, não é percebida. A partir daí, começam a surgir os primeiros sintomas, como inchaço, pressão alta e anemia. Os principais fatores de risco para uma doença renal são o sobrepeso, o tabagismo e idade acima de 50 anos, além da hipertensão arterial, do diabetes e do histórico familiar.
 
Fonte Agência Brasil