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quinta-feira, 15 de março de 2018

Postura - Saiba como cuidar da saúde da coluna

postura posturaVocê já sentiu alguma dor na coluna? Pense bem, pois é possível que você sinta dor há bastante tempo, mas esqueceu dela porque já se tornou uma constante em sua vida

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (Ministério da Saúde e IBGE), 18,5% da população tem alguma doença crônica na coluna como cifose, lordose, artrose, escoliose ou hérnia de disco.

“Na maioria dos casos, a dor na coluna está relacionada à má postura e a contraturas musculares de rápida resolução. As dores persistentes, relacionadas a doenças mais sérias, são bem menos frequentes na população. Uma boa conversa e exames físicos e de imagem são necessários em alguns casos para confirmar o diagnóstico”, afirma médico ortopedista Luís Eduardo Carelli, especialista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO).

Para evitar as dores relacionadas à má postura, ou até mesmo complicações na lombar, veja dez dicas para proteger a coluna:
  1. Ao se deitar de lado, coloque um travesseiro entre a cabeça e o ombro e outro entre as pernas;
  2. Ao deitar de barriga para cima, coloque um travesseiro embaixo dos joelhos e outro embaixo da cabeça;
  3. Evite dormir de bruços, pois além de forçar a coluna, dificulta a respiração;
  4. Flexione as pernas par elevar um objeto pesado do chão;
  5. Use um colchão ortopédico ou semi-ortopédico, de acordo com o seu peso e altura;
  6. O travesseiro não deve ser muito fino nem muito macio, para não alterar a curvatura da coluna; o ideal é que seja da altura entre a cabeça e o ombro;
  7. Ao ficar de pé, contraia os músculos da barriga e das nádegas periodicamente; utilize esta técnica de relaxamento quando quiser aliviar dores;
  8. Ao trabalhar em frente a uma mesa, ou digitando no computador, mantenha as costas retas, apoiadas no encosto da cadeira; manter as pernas debaixo da mesa, evitando cruzá-las;
  9. Não carregue mochilas ou sacolas, com o peso de um só lado. A mochila deverá ser apoiada nos dois ombros e as sacolas, divididas nas duas mãos;
  10. Evite trabalhar com o tronco totalmente inclinado durante as atividades domésticas.
Blog da Saúde

Brasileiro dorme cada vez pior, e sono deteriora com idade, aponta pesquisa

Datafolha mostra que queixas são mais frequentes entre mulheres e entre os mais pobres

Uma noite bem dormida é um sonho cada vez mais distante de parcela considerável dos brasileiros que chegaram aos 60 anos, mostra pesquisa feita pelo Datafolha. O problema não é apenas que a satisfação com o próprio sono decresce com a idade, como mostram os gráficos desta página. A situação é ainda pior porque a parcela de idosos que atribui bom ou ótimo ao sono decresceu consideravelmente em dez anos: de 68%, em 2008, para 54% em 2017.

“A vida cada vez mais complexa e o aumento de atividades e estímulos estão por trás dessa piora”, diz a especialista em sono Dalva Poyares, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ela diz que o fenômeno é detectado em todas as faixas etárias de forma persistente desde 1987. “Há cada vez mais oferta de serviços, mais contas a pagar, mais estímulos, contatos, mais vida 24h/dia.

” Crise socioeconômica, aumento do desemprego e medo de assalto também estão na raiz da piora, diz a pesquisadora do Instituto do Sono Helena Hachul, professora de psicobiologia da Unifesp. “O aumento de estresse leva à liberação de cortisol, mantendo um estado de alerta constante. Ninguém consegue dormir com medo”. Hachul também aponta que, com o envelhecimento da população, muitos idosos tornam-se cuidadores dos pais, ainda mais idosos. “De forma frequente vemos um idoso de 75 anos cuidando dos pais com 95 anos, algumas vezes acamados.”

E existem fatores biológicos e comportamentais que vêm com o envelhecimento. Funções vão se deteriorando, como a capacidade respiratória, e isso atrapalha o sono, afirma o médico John Araujo, professor titular de Cronobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A capacidade muscular é reduzida (o que leva ao ronco) e nossa capacidade de armazenar urina na bexiga se reduz. Levantar no meio da noite para fazer xixi é um dos principais motivos de sono insatisfatório, segundo Poyares.

Outro fator físico está ligado ao relógio biológico, cujo funcionamento é fundamental para a regulação do ciclo de sono e vigília, dizem Poyares e Araujo. Alguns idosos, por problemas oculares, perdem a capacidade de detectar luz, o que dificulta a sincronia desse ritmo biológico com a natureza.

Folha de São Paulo

Dipirona e paracetamol podem ter o efeito do álcool na direção

dormindo volanteAnalgésicos têm efeitos nocivos na concentração, na coordenação motora e no aumento da sonolência – danos similares aos ocasionados por bebida alcoólica

De repente, as linhas da estrada começam a entortar ou sumir. Você não consegue mais se concentrar na via e demora duas vezes mais para realizar uma simples troca de marcha. Esses sintomas são bem comuns em condutores sob efeito do álcool ou de sono extremo – confira o nosso teste exclusivo de sono ao volante. Porém, esses efeitos podem ser provocados pela ingestão de medicamentos facilmente encontrados em farmácias – e sem receita médica.

São remédios usados de forma corriqueira, como analgésicos (paracetamol, dipirona e ibuprofeno) e relaxantes musculares (Dorflex, Miosan e Mioflex). De acordo com a Academia Brasileira de Neurologia, cerca de 20% dos acidentes são causados por motoristas com seus reflexos alterados. Não há dados no Brasil de colisões provocadas especificamente pelo efeito colateral de medicamentos. Afinal, muitas vezes a vítima não acredita que um simples remédio para dor de cabeça pode ter provocado uma sonolência excessiva ou mesmo a perda de consciência.

“Muitos medicamentos afetam três funções importantes para a direção: cognitiva, motora e perceptiva. O efeito muda de acordo com cada organismo e por isso a automedicação é tão perigosa”, diz Dr. Dirceu Alvez Rodriguez, diretor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 72% dos brasileiros se automedicam. E o mesmo estudo aponta que 40% fazem seu diagnóstico pesquisando na internet. De acordo com o diretor da Abramet, pedir uma orientação médica antes de consumir um remédio pode evitar acidentes. “Um bom profissional de saúde poderá aconselhar qual o melhor tratamento e alertar se ele irá afetar a condução de um veículo”, diz Rodriguez.

Se tomar esse remédio não dirija
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública para que a mensagem “se tomar este remédio não dirija” viesse estampada na embalagem de todas as medicações que impõem risco à direção de veículos. Porém, o projeto não andou. A Anvisa entendeu que a criação de pictogramas de alerta é uma atividade bastante complexa para o tempo disponível para a revisão da norma das embalagens. 

Revista Quatro Rodas