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segunda-feira, 20 de julho de 2015

A tênue linha entre escolha e erro médico

Recentemente fomos procurados por uma família que se sentia vítima de um possível erro médico
 
Por: Armênio Jouvin
 
Assim como este, frequentemente recebemos contatos semelhantes e aproveito para esclarecer sobre situações que não podem ser consideradas, efetivamente, como erro: são os casos em que o médico tem duas opções de procedimentos a realizar e opta por uma das duas.
 
Para facilitar o entendimento, detalhamos o ocorrido no caso citado anteriormente: trata-se de uma senhora, já bem idosa, que foi acometida por um câncer de pâncreas e metástase em alguns tecidos e veias próximos ao órgão. Para o tratamento cirúrgico da doença, existiam duas condutas possíveis e aceitas pela literatura médica a serem adotadas. Uma menos agressiva (paliativa), e outra mais radical, feita em uma cirurgia de maior porte e complexidade.
 
O médico optou pelo primeiro tipo após avaliar, em cirurgia exploratória, as condições clínicas, faixa etária e possíveis benefícios futuros para a paciente. Contudo, a família não ficou satisfeita com o prognóstico passado pelo médico e procurou um segundo profissional, que teve uma proposta mais radical, escolhendo o segundo tipo de cirurgia, sendo esta de fato realizada.
 
A família, que não possui conhecimento médico ou jurídico, julgou que a conduta praticada pelo primeiro profissional – que agiu de maneira mais conservadora – não teria sido a correta. No entendimento deles, a única conduta correta, que traria a cura efetiva, seria a retirada por completo dos órgãos acometidos. Por isso, deveria ser proposta ação judicial para sua reparação.
 
É nesse ponto que reside a presente discussão, ou seja, se existe mais de um tipo de protocolo aceitável pela ciência médica, não podemos tachar de “errado” aquele que esteja de acordo com esses protocolos. Assim, não é pelo simples fato de haver procedimento médico mais arrojado, que o outro poderá ser tido como equivocado, se ambos são admitidos pela literatura médica.
 
Com essas breves considerações, esperamos que tenhamos conseguido trazer ao leitor uma reflexão sobre um problema não tão ocasional, buscando evitar ao máximo a sua ocorrência.
 
*Armênio Jouvin é bacharel em Direito pela Universidade Estácio de Sá, pós-graduado em Direito Processual Civil e mestrando em processo civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Armênio é sócio fundador da Almeida & Jouvin, escritório de advocacia especializado em legislação da saúde.
 
**Material inserido por  PiaR Comunicação – Newton Leonardo Silva
 
Saúde Business

Número de casos confirmados da Síndrome de Guillain-Barré sobe para 49 na Bahia

Foto: Reprodução
A Secretaria de Saúde da Bahia divulgou números sobre notificações da Síndrome de Guillain-Barré no estado
 
Até sexta-feira (17), 101 casos tinham sido notificados, sendo 49 confirmados, 23 descartados e 24 ainda em investigação. A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.
 
Os dados divulgados pela secretaria são preocupantes porque 47 dos 49 casos confirmados foram constatados em pessoas que já tinham história anterior de Dengue, Zika ou Chikungunya, doenças que são endêmicas no Brasil. Entre as notificações há ainda cinco casos em que foi constatada outra doença neurológica.
 
A maioria dos casos confirmados da Síndrome de Guillain-Barré, 38 deles, estão concentrados na capital, Salvador. A Secretaria Estadual de Saúde divulga boletins de acompanhamento das notificações às terças e sextas-feiras. Na última divulgação, o número de casos confirmados era de 42, um aumento de sete casos em quatro dias.
 
Agência Brasil

Anvisa autoriza o compartilhamento de áreas de produção entre medicamentos e outros produtos

Foto: Reprodução
A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta quinta-feira (16/7), a possibilidade de compartilhamento de áreas de produção de medicamentos com outros produtos, como cosméticos e alimentos. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) que estabelece as regras e a Instrução Normativa (IN) que detalha o assunto deverão ser publicadas no Diário Oficial da União nos próximos dias
 
Com o avanço da tecnologia e dos conceitos de qualidade, alguns fabricantes de medicamentos têm solicitado a utilização de suas instalações produtivas também para a fabricação de medicamentos veterinários, produtos para saúde, cosméticos e alimentos. No entanto, a possibilidade não está prevista na atual regulamentação do tema, a RDC 17/2010. Diante disso, a Anvisa, seguindo a tendência mundial de combinação de produtos e linhas de produção, deliberou favoravelmente à possibilidade de compartilhamento das áreas de produção.
 
Antes de decisão, o assunto foi discutido por meio da Consulta Pública nº 26, de 12 de julho de 2013. Essa proposta inicial de regulamentação foi complementada pela Consulta Pública nº 8, de 10 de março de 2014, que tipifica quais produtos são possíveis de serem fabricados em áreas e equipamentos comuns a fabricação de medicamentos. Após a contribuição de diversos setores da sociedade, os textos das Consultas foram consolidados a uma RDC e uma Instrução Normativa (IN). Com isso, os documentos passarão a prever, dentre outras questões, a necessidade de comprovação da segurança do compartilhamento de áreas.
 
Os regulamentos também preveem a redução do risco de agravos à saúde da população, exigindo a aplicação da regra de Boas Práticas de Fabricação de medicamentos para todos os outros produtos que serão fabricados nas mesmas áreas de produção.
 
ANVISA

Consumo de açúcar precisa ser reduzido pela metade, dizem especialistas

Comitê britânico alerta que não deveríamos consumir mais de sete colheres de chá por dia em produtos doces
 
Especialistas em nutrição alertam que a maioria das pessoas tem consumido pelo menos o dobro do limite de açúcar recomendado, que não deveria ultrapassar 5% do total de calorias diárias (em torno de sete colheres de chá).
 
Por isso, o Comitê Científico Consultivo de Nutrição, do Reino Unido, aconselhou o governo britânico a orientar a redução, pela metade, da atual ingestão diária de açúcar, informou a BBC. O governo disse que usará essa recomendação para desenvolver sua estratégia nacional sobre obesidade infantil, que deverá ser divulgada no final do ano.
 
— A evidência é gritante: muito açúcar é prejudicial para a saúde e todos nós precisamos fazer cortes — afirmou à agência britânica Ian Macdonald, presidente do grupo de trabalho do comitê. — A ligação clara e consistente entre o excesso de açúcar e condições como obesidade e diabetes tipo 2 são um alerta para repensarmos nossa dieta.
 
As diretrizes estão em linha com as propostas da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com especialistas, o consumo de 5% das calorias diárias em açúcar é equivalente a 19g ou cinco cubos para crianças de 4 a 6 anos; 24g ou seis cubos para crianças de 7 a 10 anos; ou sete cubos para as acima de 11 anos.
 
Bebidas adocicadas, como refrigerantes e sucos industrializados, cereais, produtos de confeitaria e açúcar de mesa (para adoçar bebidas). Uma única lata de refrigerante contém nove colheres de açúcar.
 
O Globo

Paciente toma banho de balde em maca em terraço de hospital no DF

Flagrante ocorreu em Taguatinga; homem estava sozinho em terraço. Secretaria investiga falhas e diz que denunciará caso à Polícia Civil
 
Imagens feitas com um celular mostram um paciente tomando banho de balde no terraço de um hospital público do Distrito Federal. Sozinho e sobre uma maca, o homem esfrega os cabelos e ensaboa o corpo. Nenhum servidor da regional de Taguatinga aparece para ajudá-lo. Por e-mail, a Secretaria de Saúde informou que a situação é irregular, informou que apura os fatos e disse que vai denunciar o caso à Polícia Civil.
 
O registro foi feito no início de julho pelo prestador de serviços Ragner Silva. Pai de uma garota de 8 anos que precisou ser internada depois de ter um dedo esmagado, ele conta que viu o paciente quando foi ao terraço da ala da ortopedia para fumar. O homem visto no vídeo levou um tiro em uma das pernas e relatou que havia dois dias que tinha tomado o último banho.
 
Silva disse que faltava água na unidade de saúde. "Falei para o médico que o rapaz estava sentindo dor. Ele virou na minha cara e falou: 'Não mandei levar tiro. Alguma coisa boa não devia estar fazendo'. Isso é coisa que se fale? Estamos ali para ser curados. O restante, se for o caso, resolve com a Justiça."
 
"E eu não acho que ele era ladrão, não, porque não estava algemado, não tinha policial. Fosse como fosse, o médico não devia dizer isso", declarou o prestador de serviços.
 
De acordo com Silva, um amigo do paciente se sensibilizou com a situação e conseguiu duas latas de água junto com um vigia de carros. A Secretaria de Saúde afirmou em nota que o registro não corresponde à realidade do tratamento oferecido no local. O paciente passou por cirurgia e já recebeu alta.
 
"Pela fratura apresentada, o paciente deveria fazer a higienização em seu leito, diariamente, mas não na área externa como mostra o vídeo. O banho inadequado, possivelmente, foi apoiado por um segurança da unidade e os gestores farão a devida responsabilização assim que comprovarem todas as informações", diz o texto.
 
Mais problemas
O prestador de serviços criticou o atendimento no local. "Hoje em dia quem está doente não vai lá, não, [porque] volta pior. Para você ter ideia, minha filha ficou gripada dois dias depois de dar entrada no hospital, tossindo. Ou seja, aconteceu o quê? Debaixo da cama ali estava tudo sujo, poeira, teia de aranha, aquelas baratinhas pequenas. Tem as mulheres que fazem a limpeza, mas de que adianta? Uma aguinha com sabão não adianta nada, não."
 
O homem disse ainda que precisou comprar oito garrafas de água para a menina durante os três dias de internação e que também faltava papel higiênico. "É uma pouca vergonha."
 
A Secretaria de Saúde negou a falta de insumos na unidade. O Hospital Regional de Taguatinga atende em média 250 mil pessoas todos os anos. O local tem 343 leitos na internação.
 
G1

Sabonete de higiene feminina aumenta exposição a substâncias prejudiciais

Estudo mostrou níveis altos de ftalatos em mulheres que costumam usar estes produtos com frequência
 
Mulheres que usam produtos de higiene feminina, como sabonetes direcionados à área vaginal, podem aumentar sua exposição a substâncias químicas prejudiciais, como ftalatos. Além disso, mulheres negras têm um risco até maior pelo uso frequente destes produtos, de acordo com um estudo publicado, nesta terça-feira, no periódico “Environmental Health”.
 
— Essas substâncias podem alterar a ação hormonal e estão associados a sérios problemas de saúde — afirmou a coordenadora do estudo, Ami Zota, professora assistente de saúde ocupacional e meio ambiente na Universidade de Washington. — Esta descoberta levanta questões sobre a segurança e os benefícios à saúde destes produtos e outros usados no entorno da área vaginal.
 
Ftalatos são encontrados em muitos itens de cuidados pessoais em drogarias, e estão associados com muitos problemas de saúde, explica Zota, como no fígado, rins e pulmão, além de anormalidades no sistema reprodutivo.
 
O estudo analisou 739 mulheres com idades entre 20 e 49 anos que participaram de uma pesquisa nacional e responderam perguntas sobre o uso de produtos de higiene feminina. Os pesquisadores sabiam que o ftalatos podiam ser absorvidos através da pele da vagina e, em seguida, eliminados do organismo. Os pesquisadores olharam então a concentração dessa substância em amostras de urina das participantes.
 
Zota e seus colegas descobriram que o hábito estava associado a maiores níveis de ftalatos na urina. Na verdade, mulheres que reportavam terem usado o produto no mês anterior tinham 52% a mais de concentração da substância.
 
Mulheres negras tiveram maior risco de exposição, porque elas usavam o produto com mais frequência. Quase 40% das negras responderam terem usado o sabonete no mês anterior, comparado a 14% de brancas.
 
O estudo não consegue relacionar diretamente os ftalatos dos produtos femininos a problemas de saúde. Novas pesquisas serão necessárias para estabelecer esta conexão, segundo Zota.
 
Algumas associações e especialistas de saúde recomendam que se evite o uso de sabonete íntimo, porque a prática foi associada com maior risco de infecção vaginal, doenças inflamatória pélvica, problemas durante a gravidez. Ele ainda esconde possíveis infecções, que podem se transformar em problemas mais sérios.
 
— Este estudo oferece outra peça às evidências científicas que mostram por que precisamos saber mais sobre estas substâncias e seus riscos à saúde antes que elas entrem em nosso organismo — afirmou a coautora do estudo, Tracey Woodruff, professora de obstetrícia, ginecologia e ciência reprodutiva na Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF). — É fundamental que tenhamos políticas públicas para garantir que estes produtos sejam seguros.
 
O estudo analisou a associação entre ftalatos e seus diferentes tipos de produtos femininos, incluindo absorventes, lenços, spray, mas apenas encontrou essa relação com os sabonetes femininos.
 
O Globo

Hospitais de São Paulo investem em farmácias inteligentes com robôs

Equipamento PillPick, da farmácia central do Hospital Sírio-Libanês, que separa medicamentos em doses unitárias
Jaqueline Falcão - O Globo
São Paulo:  Hospitais como Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, investem em farmácias com processos robotizados que aumentam a segurança dos pacientes e diminuem desperdícios
 
Os robôs conseguem separar frascos e comprimidos em doses individuais, com o mínimo de contato humano. No leito do paciente, já chega um envelope fechado, etiquetado com seu nome, descrição dos remédios e as doses já prontas.
 
No Hospital Sírio-Libanês, a farmácia central, que fica na unidade da Bela Vista, foi ampliada para a implantação de dois robôs italianos, importados por cerca de R$ 3 milhões. Um deles, o PillPick, depois que recebe os medicamentos, empacota por unidade, identifica e forma um estoque (armazena até 50 mil unidades, comprimidos ou ampolas). À medida que as receitas vão sendo liberadas, o robô separa a prescrição por paciente e horário. Há duas esteiras de saída dos envelopes: uma para a rotina e outra para urgência.
 
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Se o paciente precisa de xarope ou uma pomada, outro robô, em um segundo equipamento, chamado BoxPicker, complementa o processo: o braço robótico retira o medicamento no estoque e deposita numa gaveta. Somente após uma luz verde acender, o farmacêutico pode abrir a gaveta e pegar o remédio.
 
— A máquina é muito precisa. Levamos três meses para fazer todo o cadastro de medicamentos. Conforme a liberação das receitas, o equipamento separa a prescrição por paciente e horário. Por dia, atendemos 400 leitos. Com a expansão do hospital, buscamos ferramentas para atender esta demanda, minimizando riscos, aumentando a segurança e visando ainda a redução do custo fixo explica Débora de Carvalho, gerente da farmácia do Sírio.
 
A farmacêutica aponta ainda que o desperdício com medicamentos vencidos diminui, uma vez que o robô faz o bloqueio e descarte dos remédios 15 dias antes.
 
— A distribuição é inteligente. Com a automação robótica, o setor reduziu em 50% o tempo gasto para atender os leitos — diz Débora.
 
A meta para 2017 é dar o mesmo tratamento para os injetáveis e remédios líquidos na ala da pediatria.
 
— A ideia é que o medicamento injetável já saia pronto na seringa ou no soro. Com isso, é possível reduzir a potencialidade de erro e contaminação microbiológica. No caso de líquidos orais, a dose já sair pronta da farmácia seria muito importante na pediatria — explica ela.
 
Já no Hospital Israelita Albert Einstein, no Morumbi, os dois equipamentos estão previstos para entrar em operação em março de 2016, segundo o gerente de suprimentos, Wladimir Mendes Borges Filho.
 
— Hoje já temos 26 gabinetes automatizados de dispensação de medicamentos e materiais, duas por andar do hospital. A farmácia abastece e as equipes de enfermagem retiram de acordo com a prescrição — conta Wladimir.
 
Só para estes gabinetes, o Einstein investiu R$ 3 milhões. E para a compra dos dois robôs, o hospital vai gastar R$ 5 milhões.

Extra Globo

Indústria tem maior culpa por epidemia de obesidade’


Moss: “Temos desenvolvido nos EUA uma dependência profunda e um hábito de consumir alimentos processados que é muito difícil de quebrar
Foto: Reprodução da internet
Reprodução da Internet: Moss:
“Temos desenvolvido nos EUA uma dependência profunda e um hábito
de consumir alimentos processados que é muito difícil de quebrar
Autor de livro sobre setor de alimentos nos Estados Unidos, Michael Moss diz que produtos são feitos com engenharia de precisão para serem irresistivelmente doces, salgados e gordurosos
 
Os métodos da indústria de alimentos processados foram dissecados por Michael Moss, repórter investigativo do jornal “The New York Times”, no livro-reportagem “Sal, Açúcar e Gordura: Como a Indústria Alimentícia nos Fisgou” (Intrínseca), recém-lançado no Brasil. Baseado em documentos e depoimentos de mais de 300 pessoas, Moss, que venceu um prêmio Pulitzer em 2010, afirma que a indústria alimentícia faz de tudo para economizar nos gastos, aumentando os lucros, e para viciar os consumidores, mantendo em seus produtos altas doses de sal, açúcar e gordura.
 
Dá para ser feliz sem junk food?
Imagino que alguns responderiam que não. Mas diria que, enquanto a junk food pode satisfazer um desejo, uma ânsia, ela não me faz tão feliz quanto uma refeição caseira, na companhia da família e amigos.
 
Quem é mais culpado pelo consumo de exagerado de sal, açúcar e gordura? A indústria de alimentos, o consumidor...?
Certamente há alguma responsabilidade de nossa parte enquanto consumidores. Mas essas são grandes empresas, com muitos recursos, e por isso coloco a maior parte da culpa neles. E não apenas por causa da epidemia de obesidade, mas também por causa da diabetes e de outras doenças ligadas aos alimentos que assolam o mundo. As empresas fazem seus produtos com engenharia de precisão para serem irresistivelmente doces, salgados e gordos. E usam o marketing, também preciso, para nos levar a não apenas gostar deles, mas a querer mais e mais. Fazem isso sabendo que pessoas se tornarão cada vez mais dependentes de seus produtos, mesmo tendo funcionários habilidosos e recursos para fazer versões verdadeiramente saudáveis de seus alimentos. Porém, para maximizar suas vendas, escolhem continuar a fazer os mesmos produtos. Não vejo a indústria de alimentos processados como má, ou como tendo a intenção de nos deixar muito acima do peso ou doentes. Ela faz o que todas as empresas querem fazer, que é ganhar o máximo de dinheiro possível vendendo mais produtos.
 
Na sua opinião, por que as taxas de obesidade nos EUA não se reduzem significativamente?
Temos desenvolvido uma dependência profunda e um hábito de consumir alimentos processados que é muito difícil de quebrar. E o governo federal ainda supervisiona um programa em que a indústria de laticínios levanta dezenas de milhões de dólares a cada ano para promover o consumo de queijo fundido, em grande parte como ingrediente dos alimentos processados.
 
Hoje, é mais fácil ter acesso a informações sobre alimentos? O consumidor sabe o que está comprando?
Sim e não. Alimentos que você compra no supermercado precisam ter informações nutricionais em seus rótulos. E os restaurantes de fast food de Nova York, por exemplo, devem informar as calorias em locais visíveis. Mas, as pessoas que mais precisam de ajuda para controlar e melhorar a sua dieta são as menos aptas a prestar atenção nesses avisos e informações. Ou por falta de educação, ou por falta de tempo, ou ambos. E, claro, tentar montar uma dieta saudável baseada em alimentos embalados é muito difícil até para consumidores experientes. Ou seja: a informação ao consumidor, sozinha, é ineficaz.
 
O que achou da recente determinação do governo dos EUA de banir a gordura trans nos alimentos?
Fantástica. Alguns anos atrás, o governo exigiu que as empresas revelassem que usavam gordura trans, e nos livramos de 85% dela. Mas a proibição me parece necessária para se conseguir o restante. E mesmo que isso não seja fácil ou barato (o custo estimado é de US$ 6 bilhões), se livrar das últimas gorduras trans vai economizar US$ 130 bilhões por ano em custos médicos.
 
Que tipo de processado você come mais? Seus filhos também comem?
Gosto de batatas chips, pizza e cachorros-quentes, em casa ou num jogo de beisebol. Doces, refrigerante e biscoitos não me seduzem. E, claro, penso sobre a pesquisa que fiz. Lembro como a junk food é projetada para me fazer querer mais. Mas sou sortudo e posso comer um punhado de batatas chips e não ficar tentado a comer o saco inteiro. Meu objetivo com a junk food é não evitá-la completamente, mas ter controle em relação a ela. Não a bani da minha vida ou mesmo da dieta dos meus dois meninos. Nós apenas tomamos cuidado para não comer muito, e a consideramos como um prazer ocasional.
 
O Globo

Médicos postam selfies com mulheres nuas em trabalho de parto

Médicos tiram foto com mulher nua e aparentemente inconsciente. Foto: Reprodução/Metro.co.uk
 Foto: Reprodução/Metro.co.uk
Médicos tiram foto com mulher nua e aparentemente inconsciente
#episiotomia, #obebêsaiu!, #saladeparto e #partonormal são algumas das hashtags que acompanham as fotos, veja
 
com mulheres em trabalho de parto, sem se importar com a privacidade da paciente.
 
Em uma das fotos divulgadas, a mulher aparece completamente nua e inconsciente depois de uma cesariana.
 
De acordo com o jornal Metro, do Reino Unido, um médico venezuelano teria postado a seguinte frase, como legenda em uma foto de uma mulher nua da cintura para baixo, durante o parto: "Senhorita, eu posso fazer seu parto, mas primeiro deixe-me tirar uma selfie".
 
Ainda segundo o jornal, o médico se desculpou pelo transtorno, mas negou ter tirado a selfie. Ele ainda diz que a mulher não foi desrespeitada porque quem vê a foto não consegue ver a genitália da paciente (a imagem aparece borrada na postagem). Ele disse ainda que a parturiente deu consentimento ao fotógrafo para registrar a imagem.
 
iG

Falsos médicos declararam mais de 60 óbitos em São Roque, diz polícia

Os três são investigados por utilizarem CRM de outros médicos (Foto: Reprodução TV TEM)
 Foto: Reprodução TV TEM
Três são investigados por utilizarem CRM de outros médicos
Documentos foram recolhidos em operação da Polícia Civil nesta última sexta-feira. Cinco falsos médicos utilizavam nome e CRM de outros profissionais
 
Entre os documentos apreendidos em uma operação da Polícia Civil em hospitais de três cidades da região de Sorocaba (SP) nesta sexta-feira (17), estavam pelo menos 60 declarações de óbito assinadas pelos falsos médicos que utilizavam nomes e registros profissionais de outras profissionais. A informação é da delegada que investiga o caso, Fernanda Ueda, e o material foi recolhido em São Roque (SP).
 
"Essas declarações foram feitas por quatro pessoas que, em tese, não teriam habilitação. Também não se descarta que eles tenham feito a prática médica e o óbito tenha sido declarado por outro profissional. Existe uma semelhança muito grande entre os médicos falsos com aqueles dos quais eles utilizavam o CRM. Não era só o CRM que eles utilizavam, era também a qualificação do médico verdadeiro, e isso a gente tem que constatar", explica Ueda.
 
Nesta sexta-feira (17), dezenas de policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nos pronto-atendimentos e Diretorias de Saúde de Mairinque (SP), São Roque e Alumínio (SP). Nos três municípios, foram recolhidos computadores, documentos e prontuários que podem comprovar as atuações irregulares. As prefeituras informaram que também estão analisando todas as fichas de profissionais que atuam na rede municipal a fim de colaborar com as investigações.
 
Cinco médicos irregulares foram descobertos, mas apenas três já foram identificados. Eles são Pablo do Nascimento Mussolim, que utilizava o CRM e o nome de Pablo Galvão, médico do Rio Grande do Norte, Natani Thaisse de Oliveira, que trabalhava com os documentos de Natalia Oliveira, cuja localização ainda não foi confirmada pela polícia, e outra mulher identificada apenas como Vilca, que utilizava o CRM de Cibele Lemos, profissional que trabalha no extremo norte do estado. A polícia ainda não passou os nomes dos outros dois suspeitos.
 
A Innovaa, prestadora de serviços responsável pelas contratações dos médicos, emitiu uma nota sobre o caso. De acordo com o comunicado, as admissões foram feitas com base na apresentação dos documentos pessoais e do registro do profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM) e, no caso dos médicos irregulares, todos os documentos apresentados condiziam com profissionais médicos registrados no CRM. Segundo a empresa, a falsificação desses documentos não foi detectada, inclusive porque as fotos dos profissionais só passaram a aparecer no site do Cremesp no dia 6 de julho.
 
À direita, a falsa médica; à esquerda, perfil da verdadeira profissional (Foto: Reprodução/TV Tem)
Foto: Reprodução/TV Tem
À esquerda, a falsa médica; à direita, perfil da
verdadeira profissional
Entenda o caso
No último sábado (11), uma mulher que atendia como médica no pronto-atendimento do município de Alumínio (SP), com o nome e registro profissional de Cibele Lemos, foi embora de um plantão sem dar justificativa à equipe que trabalhava com ela. Indignado, o diretor da unidade decidiu consultar o Conselho Regional de Medicina (CRM) para tomar uma atitude administrativa contra a mulher. Porém, ao abrir o perfil da profissional, viu que a foto não condizia com a pessoa que trabalhava no local.
 
Depois disso, a diretoria de Saúde, a empresa responsável pela contratação e a polícia passaram a investigar todos os profissionais contratados pela pela prestadora de serviços, que fornecia profissionais para Alumínio, Mairinque (SP) e São Roque (SP).
 
A médica Cibele Lemos, que teve o número do CRM usado pela falsa médica, em Alumínio (SP), negou conhecer a mulher e diz que já está tomando as providências cabíveis. "É óbvio que não a conheço. Já estou conversando com o meu advogado sobre isso", afirmou, em entrevista por telefone à equipe da TV TEM.
 
Nesta quinta-feira (16), outros dois supostos médicos foram flagrados com nomes e registros falsos. O homem e a mulher foram detidos pela polícia e levados para a delegacia de Mairinque para serem ouvidos. A suspeita da polícia é que os dois tenham se formado em faculdades de medicina estrangeiras, cujos diplomas não têm validade no Brasil e, por isso, utilizavam CRMs de terceiros.
 
De acordo com o diretor de Saúde de São Roque, Sandro Rizzi, todos os prontuários atendidos por esses médicos serão analisados. "A Santa Casa está chamando aquelas pessoas que foram atendidos por esses médicos, fazendo uma ligação para eles, para ver como é que elas estão. Aquelas que não estiverem bem, vamos convocar para passar um médico, com certeza, médico", explica.
 
Uma sindicância foi aberta na Santa Casa de Mairinque para investigar os mais de 50 médicos que atuam no local. O Cremesp em Sorocaba também abriu sindicância para apurar como foram feitas todas as contratações. O Conselho revelou ainda que já está disponível uma nova carteirinha, com chip e foto impressa, que deve evitar a falsificação.
 
iG

Prevenir depressão pode evitar Alzheimer

Tratar a depressão pode também ajudar a diminuir a incidência do Alzheimer
Tratar a depressão pode também ajudar a diminuir a
incidência do Alzheimer
Antidepressivos não são terapia para a doença, mas representam uma forma de proteção
 
A depressão pode ser um sinal de alarme para o desenvolvimento de algumas doenças crônico-degenerativas da terceira idade, entre as quais em particular o Alzheimer.
 
Tratar a depressão pode também ajudar a diminuir a incidência dessa demência, que apresenta um aumento no número de doentes de cinco milhões de pessoas ao ano no mundo. O assunto foi discutido no congresso "Memory in the deseased brain".
 
"A hipótese é que tratar a depressão possa diminuir a incidência de demência e que os antidepressivos não são uma terapia para o Alzheimer, mas representam uma forma de proteção. O tratamento da depressão tem, de fato, um efeito seja tanto na recuperação do 'funcionamento' individual e social do indivíduo como no estímulo sobre a plasticidade cerebral e na criação de novas conexões", explica Marco Andrea Riva, do Departamento de Ciências Farmacológicas e Biomoleculares da Universidade de Milão, na Itália.
 
"Os novos remédios antidepressivos multimodais têm um mecanismo de ação diferente em relação àqueles tradicionais. O resultado é tanto uma modulação do humor como o melhoramento da memória, atenção e foco", o que favoreceria uyma prevenção ao Alzheimer, completa Marco.
 
iG